A precisão dos estereótipos é um dos maiores e mais replicáveis efeitos em toda a psicologia social

O Patriarca hoje tem mais que fazer do que desenvolver este tema. Mas fica aqui uma informação que já lhe andava a fazer comichão há algum tempo.

Stereotype accuracy is one of the largest and most replicable effects in all of social psychology.  Richard et al (2003) found that fewer than 5% of all effects in social psychology exceeded r’s of .50. In contrast, nearly all consensual stereotype accuracy correlations and about half of all personal stereotype accuracy correlations exceed .50.

O artigo original e a versão arquivada. Não vá isto seguir o caminho do artigo do OK Cupid que demonstrava que as mulheres consideram 80% dos homens “abaixo da média”. (Desafio – tentem encontrar esse. Não há problema, O Partiarca tem-no guardado). Outro artigo para outro dia. É o problema de ter um blog. Se O Patriarca partilhasse tudo o que tem para dizer, não tinha tempo de ir ao ginásio.


P.S. Alguém tem dúvidas de qual a nacionalidade representada na imagem?

Touros, girafas e PANeleiros

O Patriarca não é particularmente fã de touradas, mas respeita enormemente os volumosos testículos daqueles que fazem hobby ou profissão da actividade de se confrontar fisicamente com um animal feroz de 600kgs.

No entanto, todas as actividades eminentemente masculinas, principalmente aquelas que estão mais em contacto com o nosso lado mais primitivo e selvagem, levam a esquerda aos arames.

Assim, a tauromaquia está mais uma vez debaixo de fogo, desta vez sob a liderança do PAN (as sapatonas e os comunas estão ocupadas a tentar desgovernar o país), o que não é de estranhar.

A esquerda (a actual, pelo menos) vive da negação da realidade e do mito da tabula rasa, pelo que uma arte que não se compadece com teorias igualitárias e em que um erro de casting pode acabar com uma cornada no bucho põe um importante problema. Não vemos, por exemplo, nenhuma campanha contra a gritante desigualdade de género nas lides. Isto apesar de haver apenas 2 mulheres em Portugal com alternativa de cavaleiras, não haver mulheres a fazer toureio a pé*,  e a palavra “forcado” não ter equivalente feminino. Não admira. A festa brava não acontece em confortáveis gabinetes com ar condicionado. O que é que vão fazer? Obrigar por decreto as mulheres a fazer fila para entrarem numa arena e enfrentar um bicho enraivecido de meia tonelada? Exigir que os pais metam as suas princesas em escolas de toureio enquanto os rapazes brincam com bonecas?

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Um só forcado tem mais testosterona que todo o eleitorado do BE e do PAN junto.

Portanto só resta uma opção para combater a dissonância cognitiva: tentar proibir as touradas.

O resultado foi o óbvio e esperado chumbo, mas o sucesso não é o objectivo destes arruaceiros. Pretendem simplesmente agitar as hostes de imbecis como os que frequentam os acampamentos do BE para facilitar a insidiosa disseminação da doença mental de que padecem.

Coincidência ou não, na véspera da dissertação de Ribeiro e Castro sobre a Disneylei, surgiu o desenterrar de uma polémica com um ano. Mais uma actividade tipicamente masculina, a caça, desta vez com o plot twist de uma mulher a ser publicamente crucificada por a praticar. O que é que tínhamos dito aqui sobre a misoginia?

O facto de a caça, quando devidamente organizada, ser um adjuvante importante aos esforços de conservação ambiental, é algo que passa ao lado da manada do politicamente correcto. Que a girafa caçada fosse velha, fora da idade reprodutora, e andasse a matar girafas mais jovens** e a impedi-las de se reproduzir, é de uma ironia deliciosa.

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Deve ser feminista

A masculinidade é um alvo a abater. E O Patriarca, que já andava há vários anos com curiosidade em ir ver uma tourada, decidiu finalmente juntar esse agradável ao útil de refutar o disparatado argumento da falta de público (vamos acabar, para além dos PANeleiros, com o futebol distrital?).

A experiência foi no mínimo interessante. Imagine-se ir ver um jogo de futebol sem conhecer as regras. Aliás, se algum aficionado e/ou organizador ler isto, teria algum interesse distribuir no início do espectáculo um panfleto com uma breve explicação de algumas regras e tradições, quiçá uma ajuda importante para uma actividade que se quer defender dos ataques constantes e talvez até expandir-se.

O que é notório e que não transparece tanto na televisão é a proximidade entre a excelência e a catástrofe. É perfeitamente evidente a mestria na afinada coordenação entre o homem e o cavalo, e como uma hesitação pode acabar em atropelamento pela besta.

Por outro lado, o matador a pé enche a arena com uma imponência fascinante para quem gosta de estudar linguagem corporal. A compostura com que se mantém por longos períodos de tempo a escassos centímetros do touro é impressionante. E a fanfarronice que transparece deve fazer parte do arsenal de qualquer homem.

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Muito refrescante também a quantidade de crianças e jovens presentes e fascinados com o espectáculo, a contrastar com a bafienta imagem que os marxistas insistem em colar à tauromaquia. Bem como a educação e respeito pelas normas sociais.

O Patriarca não pode dizer que tenha ficado fã – a experiência foi demasiado breve e o desconhecimento dos rituais associados cria um certo alheamento – mas certamente não foi aborrecido e poderá ser para repetir. Há pontos de interesse claros. Aconselha os leitores d’A Távola Redonda a descobrir por si mesmos.


*A entrevistada queixa-se de misoginia, mas qualquer pessoa (homem ou mulher) que queira afirmar-se num meio competitivo enfrenta pressões semelhantes. A diferença é que os fortes aguentam. O filme Eu, Tonya, é um retrato interessante disso.

**O Observador continua com a mania irritante de traduzir à letra artigos do inglês sem se dar conta que bulls neste caso não são touros mas sim girafas macho.

A fisiognomia é real #2 – moda sem género

Hoje O Patriarca vai correr um risco. Há umas semanas deparou-se com este artigo. Como os leitores regulares adivinharão, o título provocou-lhe logo um desagradável frisson. Mas ao ver a fisiognomia do autor, foi tomado de uma certeza: não vai sair nada de jeito daqui. Portanto tomou a decisão de guardar o escrito para ler mais tarde, e dedicar-se antes a escarnecer da Amelita Falóide que o debitou. Expõe-se a fazer figura de urso caso a diatribe tenha argumentos relevantes, mas tal é ainda mais improvável quando o autor se apresenta assim:

Quando escrever é uma necessidade quase fisiológica e o gosto por andar sempre em cima do acontecimento difícil de contornar, ir para jornalista é mesmo o melhor remédio. Nunca tive um blogue (até ver), mas a moda e os seus meandros foram sempre os temas que mais latim me fizeram gastar. Durante cinco anos não larguei as páginas da revista Time Out Lisboa. Entretanto, a cidade ficou pequena para tanta prosa. Agora, é discorrer para o país e para o mundo, sobre moda, design, estilo e gente criativa, e, tal como num desfile, sempre na primeira fila.

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Quanto é que apostam que nessa boca só entra piça e só sai merda?

O Patriarca lamenta a qualidade da imagem, mas é a única que conseguiu encontrar da patética criatura. Se algum leitor tiver a gentileza de partilhar outra, será adicionada.

A moda nunca será sem género por um período significativo de tempo porque os seres humanos saudáveis exibem polaridade sexual, sempre a exibiram, e vão continuar a exibir. Se ocasionalmente surgem modas fugazes que buscam através de vestes andróginas amenizar este facto imutável, é essencialmente por dois motivos.

  1. A moda é maioritariamente criada por abafadores de cacete.
  2. A moda é maioritariamente consumida por mulheres, que são animais de rebanho frequentemente invejosas de pila. Ah, e por abafadores de cacete*.

Por isso, os desvios dessa normalidade são promovidos por degenerados e consumidos por harpias, mas logo o inexorável mercado sexual se encarrega de corrigir estas tendências.

Os leitores que num momento de fraqueza se sintam compelidos a alinhar em rabicharias que estão na moda poderão ser salvos por esta certeza.


*”Ah mas os homens elegantes!”, contestarão alguns. Não é preciso ser paneleiro para ser elegante. A diferença é que estes homens geralmente não andam a reboque da moda. Escolhem o seu estilo razoavelmente intemporal e vão-lhe fazendo pequenos ajustes.

Heróis do Nosso Tempo

A produção cultural é reagente e produto da conjuntura, em equilíbrio simbiótico com o meio circundante. Uma disrupção neste equilíbrio é sempre artificial, induzida, manietada por agentes terceiros; tem um objectivo, tem um propósito e uma agenda, tão tenebrosa que é nosso dever patriótico gerar-lhe uma resistência.

Foi na fila de espera de um bar alternativo que primeiramente o vi. Cabeleira loira, farta, saltos altos, decote. Mas a forma angular do queixo e a voz de falsete denunciava instantaneamente de quem se tratava, o tipo que nos passou à frente e entrou no espaço sem pagar. Um homem sem piça. Quando o voltei a ver ao balcão do bar, à pergunta “Boa noite. Têm algo que se coma?” respondeu-me com celeridade e no cumprimento das suas funções laborais: “Queres comer? Podes comer aqui o Dioguinho” e deu espaço a um rapaz que me atendeu – “Não, não temos tostas” – com um sorriso demasiado simpático para que eu próprio me sentisse confortável.

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Não

Este não era um espaço LGBT. Tampouco a tasca onde jantara e conhecera a prima da funcionária, vítima de uma cirurgia para escambar o sexo. A jovem – demasiado jovem – disse depois da 8ª cerveja tragada em velocidade recorde: “Os meus Pais sabem que eu sou alcoólica”. Depois de servir três águas aos meus amigos, Diogo retirara-se do balcão para consumir cocaína.

As redes sociais – ópio do povo – trouxeram-me a nova produção nacional, integralmente remunerada com o erário público. O governo da geringonça – quem mais – patrocina a promoção pública de degredo, toxicodependência, improficuidade, promiscuidade, homossexualidade, feminismo. Entre os cinco protagonistas há dois travecas, duas fufas e uma puta. Talvez me tenha confundido e estas designações sejam simultâneas, a fufa seja também traveca, o traveca seja também fufa e o elenco do show seja todo puta. O que não há em cinco personagens aleatórios, estatisticamente representativos da camada populacional a retratar? Um único heterossexual.

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Talvez o descritivo da série explique melhor. Diz “Ema vem para Lisboa e partilha casa com 4 amigos excêntricos. O seu dia-a-dia, e as noites, são marcadas por histórias divertidas, sem tabus, sobre ser jovem no novo milénio (o sexo, as drogas, a procura de emprego, a autodescoberta e o amadurecimento); Esta série é para quem acorda às 3 da tarde numa quarta-feira e designa o pacote de batatas fritas aberto, na mesa de cabeceira, como pequeno almoço. Para quem já comeu metade de Lisboa e quer expandir a sua “mercadoria” internacionalmente. Para quem está às 7h15 na cave do Lux, a gastar os sapatos, ao lado do João Botelho, enquanto se pergunta a que horas o supermercado abre, porque entra às 8h30 e precisa de comprar 2 latas de red bull. Para quem diz que hoje se vai deitar cedo para ir ao ginásio de manhã e está a ver a quarta temporada de Game of Thrones às 4 da manhã. Enfim, é uma série para quem é jovem, parvo e feliz na sua incoerência.

Os criadores de #CasaDoCais – assim mesmo, com hashtag – não são só um bando de paneleirões. São mentirosos. As múltiplas descrições da série repetem à exaustão o chavão “sem tabus” mas não exibe um único homem, não protagoniza um único Heterossexual, não exibe um único sénior ou, pior, alguém cuja idade extravase os vinte e cinco. Demonstra repúdio por vidas organizadas, famílias estruturadas e, nas palavras de um dos actores “pequeno-almoços gigantescos (…) a Matilde e o Tomé como personagens principais”. Despreza o pudor, desconsidera o resguardo e discrimina a isenção de estupefacientes. A televisão pública transformou-se no colega de liceu que nos chama “caretas” quando nos recusamos a fumar uma chinesa de heroína.

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Mentira ainda é a desta Fressureira quando declara “Não é a sexualidade que te define”. Se não quisesses ser definida pela tua sexualidade, não te “assumas” como sapatona. Não aparecias no jornal dos rotos. Não tinhas seguidores. Não tinhas público. Não tinhas série remunerada com os meus impostos.

Gay

Esta semana, o Arquitecto José António Saraiva foi novamente atacado pelos CIGanos e terá, uma vez mais, de ir a tribunal por essa razão. O assunto foi o mesmo e o mesmo que tratamos aqui. Mas tal como há uns meses, a perspectiva do jornalista não é de ataque mas de defesa: ele vê os homens a quem cortaram a piça como mártires duma cruzada diabólica e dispôs-se, pessoalmente, a defender os seus direitos – a história pessoal de David Reimer inspira a tal defesa. Tal como nos momentos das suas atuações anteriores, o colectivo CIGano não integra homens sem piça, ofendidos pelas palavras de Saraiva; É sim composto por mulheres heterossexuais que ambicionam ver os homens indesejáveis na secção de corte dum fumeiro em Lamego. Atacam Saraiva, como antes atacaram César das Neves, porque ele se dirige aos transgénicos com a verdade, não por ódio ou preconceito, mas por Amor. Por essa razão, estou solidário com o Arquitecto em cujas palavras me revejo na totalidade.

Vale a pena denotar que estes “jovens” já não o são: têm, no enredo, vintes e, com idades para terem licenciaturas e mestrados terminados, prestes a enveredar no mercado de trabalho ou numa carreira académica. As tropelias em que se envolvem são próprias dos adolescentes, uma versão toxicorrabolha de Morangos com Açúcar. Mas fora da adolescência, sem liceu ou uma ocupação fixa, deambulam pelo degradado Cais do Sodré – ancestralmente um local de prostituição e má rês – devotados à auto-degradação, ao vicio. Os personagens não se distinguirão dos farsantes, todos os cinco degradados, viciados. Com perfis aberrantes e nomes artísticos, apresentam-se perante a web como “youtubers”, “instagramers”, “artistas”, “freelancers”. Cortam a piça porque já não lhes chega serem homossexuais para se vitimizarem ou glamorizarem o seu capital sexual como o faziam os panilas nos anos 80 antes de a SIDA dizimar uma geração de homens “sexualmente liberados”. Enquanto que José Saraiva e eu próprio vemos neles as vítimas duma guerra perdida, perante a sociedade decadente e sobressexualizada, os protagonistas de #CasaDoCais são os heróis do nosso tempo.

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Heróis do Nosso Tempo

Abri a página de Facebook esperando ver centenas de milhar de likes, publicidade e fanáticos pela expressão cultural que a Rádio Televisão Portuguesa nos oferece. Pelo contrário, a totalidade dos seguidores não chega a um milhar e a maioria dos comentários são francamente depreciativos. Perante a geração Z prevista como a mais conservadora de sempre, tenho expectativas de que o nosso querido blog alcance um público mais abrangente do que o da série televisiva.


Nota post-scriptum: Dos cinco protagonistas há pelo menos uma puta rapariga que não é gay. Valerá a pena acompanhar a série para caracterizar os múltiplos parceiros com quem se envolverá ao longo das temporadas, os actores escolhidos e os sues perfis. Aí saberemos qual o tipo de homens o colectivo feminista aprova e qual o tipo de homens que os filhas da puta suprimem.

Provocação Constante #6 – “É Complicado”

Provocação Constante é uma série em que O Patriarca partilha algumas das pequenas provocações que vai fazendo à sua namorada. Estudiosos de Game e Red Pill sabem que o teasing (provocação) é essencial tanto para o jogo do engate como para a manutenção da tensão sexual dentro de uma relação. Os betas pensam erradamente que arreliar as miúdas lhes pode trazer problemas, quando é precisamente o contrário. Esta série pretende dar exemplos práticos disso mesmo. Always Be Teasing!

Surgiu cedo na relação entre O Patriarca e a namorada (agora noiva) um pequeno jogo. Quando saem juntos, ocasionalmente depois de uma ausência (ida à casa de banho por exemplo), ao voltar iniciam um flirt como se não se conhecessem de lado nenhum.

Este joguinho aparentemente inocente é interessante, porque por um lado permite à pequena comprovar que o seu homem ainda mantém as qualidades de sedutor que a atraíram inicialmente, e por outro permite a’O Patriarca praticar as mesmas sem ter de o fazer descaradamente com outras gajas.

Às vezes a conversa é totalmente fantasiosa, às vezes é baseada em factos reais. Esta mantinha-se mais ou menos dentro da realidade:

Ela: Então e tens namorada?

OP: É complicado…

Ela [pára o jogo e deita fumo pelas orelhas]: COMO É COMPLICADO???

OP [sorriso sacana]: Bom, tecnicamente já não és minha namorada…

Ela [ar meio irritada meio tesuda, agarrando-se a’O Partriarca]: És tão estúpido!! Se dizes “é complicado” a outras gajas mato-te!


P.S. Se estão a ouvir frequentemente este tipo de “és tão estúpido”, estão a fazer as coisas bem.


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I Can’t Put My Penis In Your College Degree

Há muitos anos, mesmo no tempo em que comprava a narrativa feminista, que O Patriarca acha piada ao hit de Jon LaJoie, “Show Me Your Genitals”. Na altura com um certo peso na consciência, porque aquilo de facto está feito para ser ofensivo e nada correcto (politicamente ou não). Anos mais tarde apercebe-se sem pudor da realidade – é engraçado porque é verdade!

Nomeadamente, este trecho:

I can’t have sex with your personality

And I can’t put my penis in your college degree

And I can’t shove my fist in your childhood dreams

So why r’ you sharing all this information with me?

tinha postulado anteriormente que a formação académica e sucesso profissional das mulheres tem pouca influência no seu sucesso sentimental, podendo até mesmo ser deletério para o mesmo. Vamos então hoje expandir esse tema.

Hipergamia

“A palavra ‘hipergamia’ aplica-se, em geral, a uma tendência observada em várias culturas nas quais as mulheres procuram por pretendentes do sexo masculino que possuam status social mais elevado que os seus, o que normalmente se manifesta em uma atração por indivíduos comparativamente mais velhos, ricos ou mais educados do que elas mesmas.” – Wikipedia

A estratégia sexual feminina é baseada na hipergamia, que as impele instintivamente a procurar acasalar (de preferência no contexto de uma relação de longo prazo a culminar em casamento e procriação) com um homem que entendam ter maior valor que elas.

Um estudo muito interessante debruça-se a fundo sobre este tema, e dele se retiram dois gráficos extremamente curiosos.

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A figura 5 mostra-nos que para além da conclusão da educação básica (12 anos), quanto mais educação tem a mulher, menor a probabilidade de alguma vez casar. O Patriarca arrisca também que as mulheres com menos de 12 anos de escolaridade casam menos, não tanto pela falta de escolaridade em si, mas por os factores que as retiram precocemente da escola muitas vezes prejudicarem também a “casabilidade” (mães adolescentes, famílias disfuncionais, etc).

A figura 12 pode parecer um pouco desconcertante à partida – quanto mais estudos têm as mulheres, menos hipergâmicas se tornam. Mas não é difícil perceber porquê: quanto mais perto do topo está uma mulher, menor o número de parceiros disponíveis para cumprir o seu preceito hipergâmico. Acaba por ser inevitável algum grau de compromisso.

Portanto, o sucesso académico prejudica não só as hipóteses de uma mulher se casar (o sonho de quase todas, por mais que as feministas esperneiem e afirmem o contrário), como de cumprir a sua directiva primária de fazê-lo com um homem melhor que elas.

Canudos não são sexy

Agora a parte masculina da equação. Não é que o sucesso académico seja um factor negativo para a atractividade de uma mulher. Provavelmente tem absolutamente ZERO influência na mesma. Uma mulher boa é uma mulher boa, independentemente de só conseguir grunhir duas palavras ou saber discutir teoria de cordas. Por mais que a sociedade tente convencer os homens de que a inteligência é sexy, que ter uma mulher com formação superior é bom por isto ou por aquilo, a realidade vai ser sempre só uma: os homens (ainda que por pressão social não o admitam), antes de todas as outras considerações, querem uma cara bonita em cima de um corpo de ampulheta.

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O Patriarca nunca viu um artigo a tentar explicar ao mundo porque é que esta mulher é uma bomba

Não quer isto dizer que as mulheres se esgotam no físico. Afinal de contas, O Patriarca gosta de mulheres, não de bonecas de plástico. E os outros homens também. A grande maioria dos homens tem um crivo físico, com uma malha mais ou menos apertada conforme os gostos pessoais e as possibilidades de cada um. Passado esse primeiro filtro, entram em jogo as outras qualidades. Aqui, de facto a educação poderia aportar alguma vantagem extra às mulheres, mas esbarra noutro problema. Essa educação tirou-lhes tempo para se dedicarem a outras actividades com muito mais retorno em termos de valor para um homem, como por exemplo:

  • cozinhar
  • cuidar de uma casa (que não é o mesmo que limpar – um homem de valor tem uma empregada para isso)
  • tocar (bem) um instrumento
  • tratar do corpo, nomeadamente ginásio
  • começar efectivamente a parir e a formar uma família em vez de esperar pelo fim da janela fértil

Muitos dos homens de hoje podem estar condicionados para dizerem que querem uma mulher “igual a eles”, ou seja que tenha uma actividade que permita dividir igualmente as despesas familiares (e esperar o mesmo da lida da casa). Podem até procurar activamente essas mulheres, contra os seus instintos. Esses são também os homens que as mulheres ignoram e as fazem perguntar “onde andam os homens de jeito?”, pelo menos até os 30’s chegarem e elas estarem dispostas a baixar a sua fasquia hipergâmica para assentar e parir 1.2 crianças.

Já os tais “homens de jeito” estão mais preocupados em buscar o que realmente querem, o que em termos de parceria feminina, para além dos já referidos atributos físicos, se traduz em: sexo entusiástico, companhia agradável, capacidade e vontade de cuidar uma família, e não chatear demasiado. O canudo não aporta nenhuma destas virtudes, e o mercado de trabalho não raramente drena-as.

Mulheres: fora da escola, dentro da cozinha?

O Patriarca sabe que vai ter de repetir isto sempre que tocar semelhantes assuntos, portanto vamos a isto. As mulheres (e todas as pessoas em geral) devem ser livres de escolher fazer com as suas vidas o que bem entenderem. Se isso incluir 20 anos de estudos e uma carreira esgotante mas recompensadora, nada a opôr. Se pelo contrário quiserem acabar o liceu, casar, ter filhos e dedicar-se à família, idem. Outras opções algures no meio destes extremos, ou totalmente noutra órbita, perfeitamente de acordo.

O que é cansativo é ouvir permanentemente (geralmente da boca de mulheres depois dos 30) que “os homens se sentem intimidados por mulheres inteligentes”. Não, querida. Em primeiro lugar, nem um curso superior é sinónimo de inteligência, nem a ausência de um impede uma mulher inteligente de se cultivar e poder ter uma conversa interessante. Em segundo lugar, o que afasta os homens das mulheres carreiristas não é a inteligência, mas sim as características que a vida profissional acaba por lhes inculcar – stress permanente, conflitualidade, egocentrismo, corpo menos cuidado, e talvez o pior, uma incapacidade de avaliação do seu valor no mercado sexual e a que tipo de homens podem almejar.

Finalmente, uma ressalva para aquela que é talvez a maior vantagem pessoal para a mulher típica ao ingressar no ensino superior: a potencial inserção em círculos com homens de maior valor do que o seu background normalmente lhes daria acesso. Seria aconselhável que todas as jovens que concluam que a sua carreira académica não as apaixona e que dificilmente encontrarão aí a sua realização pessoal, aproveitem para agarrar aí o homem dos seus sonhos e conseguir a vida amorosa que deseja. Sim, é um lamentável desperdício de recursos reduzir as universidades a substitutos de bailes de debutantes, mas devemos jogar com as cartas que nos são dadas.

Realismo e Felicidade

No fundo, o que O Patriarca pretende é que deixem de enganar as mulheres (e de tentar convencer os homens a mudar os seus impulsos biológicos de atracção, inatos e imutáveis).

Que se deixe de diabolizar a dona de casa, de meter na cabeça das meninas que são umas parasitas se optarem por esse rumo de vida, e que os homens que as escolhem são uns falhados, ou pior, machistas!

Que se informe as jovens que ingressam no ensino superior e no mercado de trabalho, que se abandonarem a sua feminilidade, de pouco lhes servirão os restantes atributos na busca de um parceiro.

Que se deixe de culpar os homens pelas suas preferências sexuais e românticas.

Que não se tente ocultar a realidade em nome de ideologias fantasistas, e que as pessoas possam tomar as suas opções de vida com os pés assentes na terra, para não descobrirem demasiado tarde que o mundo que lhes venderam não existe e que o Sr. Certo não vai necessariamente estar à espera.

 

Escola de Etiqueta

O Patriarca tem constatado, nos últimos anos, que aquilo de que as feministas se queixam são geralmente coisas que seria importante preservar ou até mesmo estimular activamente o seu crescimento.

Assim, a apaixonada indignação com que a Paula Cosme Pinto analisou uma “Escola de Princesas” no Brasil (http://expresso.sapo.pt/blogues/bloguet_lifestyle/Avidadesaltosaltos/2016-10-17-As-aulas-de-etiqueta-para-meninas-sao-ridiculas) criou-lhe a necessidade de reflectir sobre um assunto que de outra maneira nunca lhe ocorreria.

Regra geral, nas sociedades ocidentais, as meninas são criadas sob o pressuposto de que são especiais pelo simples facto de terem nascido com uma vagina, e que o mundo se encarregará de lhes proporcionar aquilo que almejam e merecem, nomeadamente o homem dos seus sonhos e uma família feliz, pelo simples facto de existirem.

Este ponto de vista não está absolutamente errado. Qualquer pessoa com conhecimentos básicos de biologia percebe que a fêmea é mais valiosa que o macho em termos reprodutivos, e como tal é muito difícil que uma mulher, por pouco atraente que seja, não consiga arranjar um homem que a queira.

O problema, que ninguém explica a estas meninas, é que existe uma diferença abissal entre “um homem” e “um homem desejável”. Todas as mulheres desejam um homem bem acima da média, mas umas simples contas de aritmética permitem concluir que menos de metade terá acesso a um.

Infelizmente para as mulheres, 90% da sua atractividade para o sexo oposto vem do físico, sobre o qual têm pouco controlo para além da simples regra “não sejas uma porca gorda” (que mesmo assim escapa a uma quantidade alarmante de moças).

Felizmente para as pretendentes a esposas de um homem de valor, quando o assunto é estabelecer uma relação estável com o intuito de criar família, a atracção física, embora se mantenha um critério importante, cede algum território a outras considerações como a agradabilidade do espécimen e a sua propensão para tarefas relacionadas com as lides caseiras e a criação da prole. É neste espaço que as mulheres podem ganhar o jogo, e que mais podem beneficiar as que foram menos favorecidas pela beleza.

“O problema é as mulheres trabalharem”, diz Paula. E acertou na mouche, mas não pelas razões que julga. Atenção, O Patriarca não é de modo algum contra a igualdade de direitos das mulheres, nomeadamente no acesso ao mercado de trabalho. É, sim, contra a mentira vendida a jovens inocentes de que o sucesso na carreira é o que lhes vai trazer felicidade.

O que realmente traz realização pessoal à esmagadora maioria das mulheres é cuidar da sua família, com um homem de valor e filhos (atenção ao plural) integrados e bem sucedidos. Ora uma carreira de sucesso não só não ajuda absolutamente nada no objectivo de conseguir um homem que verdadeiramente deseja (por razões demasiado longas para expôr aqui e que justificarão por si só um artigo futuro), como prejudica activamente o objectivo de cuidar da família.

Não, as aulas de etiqueta para meninas não são ridículas. Dado estarmos a falar de uma iniciativa privada, em que os pais das crianças, de sua livre vontade, pagam para as terem lá, são sim a resposta a uma clara necessidade de mercado. Pais que acham que a sociedade abriu guerra à feminilidade e que se deixarem as suas filhas entregues exclusivamente aos sistemas públicos, acabarão como mulheres que têm medo ou vergonha de ser “belas, recatadas e do lar” ainda que o desejem.

A aberração de querer meter meninos numa “Escola de Princesas” (repito, de iniciativa privada) foge também ao âmbito deste artigo.

Sim, muitas meninas sonham ser princesas, arriscaria mesmo a grande maioria. Mas nem todas podem ter o príncipe que querem, especialmente se forem ensindadas a entrar em relações com uma atitude de competitividade. Os príncipes não aparecem num cavalo branco para resgatar mulheres que acham uma desonra fritar um bife. Têm de ser cativados, até porque têm bastante saída.

Talvez um dia O Patriarca considere investir num negócio semelhante, que proporcione às jovens portuguesas um refúgio do feminismo galopante que começa a infectar o país, desde as mais altas esferas do governo, e lhes permita desenvolver características propícias à felicidade que lhes querem sabotar.