A armadilha do Tinder

O Patriarca andava para comentar o caso da vaca que embarretou 1000 gajos no Tinder, e do quão patéticos eram os próprios. No entanto, às vezes alguém expõe os teus argumentos de uma forma tão clara e completa, que não vale a pena estar a reinventar a roda e mais vale postar o link.

Os Betas podem ser a espinha dorsal da civilização, mas quando passam determinados limites de subserviência também são a causa do fim.

Quengas no ginásio

Toda a gente sabe que as mulheres vão para o ginásio exclusivamente para fazer exercício. E apenas para seu próprio bem estar. Não vão para se exibir, não vão para socializar, e sobretudo não vão de modo nenhum para flirtar. Os homens é que são uns porcos que só pensam em javardice e não respeitam o espaço das mulheres, microagredindo-as com violações visuais (O Patriarca jura que já ouviu esta) ou até mesmo chegando ao cúmulo de falar com elas.

Aliás, por isso é que há ginásios só de mulheres. Para as proteger do olhar masculino. O facto de nestes ginásios só estarem as gordas que menos risco correm de sofrer tais ultrajes é um mistério que ainda está por esclarecer. Assim como o facto de este atropelo à igualdade de género estar a salvo tanto dos CIGanos como dos activistas anti barbearias masculinas.

Mas falando de mistérios, chegamos ao maior de todos, que motivou a elaboração deste artigo:

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Calças de quenga ioga com renda!

Outro dia O Patriarca estava alegremente a rebentar com o leg press (não pode ser braços todos os dias) quando uma fulana bamboleando-se à sua frente lhe deu a conhecer em directo a existência desta aberração.

Vamos lá ver uma coisa.

cameltoe
Juro que é confortavel!

As calças de ioga, com as inevitáveis patas de camelo tumescentes a chorar por liberdade, já estão a roçar o limite da negabilidade plausível. Todos sabemos que aquilo só serve para mostrar o cu e os papos de cona, e todos fingimos que acreditamos que é realmente aquele o equipamento que proporciona mais conforto à sua usuária.

Com isto já não resta desculpa. Se querias arejar as pernas ias de calções. Com estas rendas garantes que nenhum homem deixa de reparar que estás a exibir a peida. Ajam em conformidade, cavalheiros. Estas tipas só querem.

 

Tudo putas

Pelos vistos tocar num joelho já é considerado abuso sexual.

Portanto parece que chegou a altura de ir às últimas consequências. Se qualquer acção física que um homem possa ter relativamente a uma mulher é equiparável e condenável como um acto sexual, o simples corolário que se pode retirar daí é que qualquer tentativa de uma mulher tirar partido do corpo para influenciar os homens à sua volta é equivalente a vender sexo. E quem faz isso tem um nome.

Puta.

Usar, em contexto profissional, de qualquer roupa que mostre ou realce cu, mamas, perna, umbigo, ombros, qualquer coisa que possa ser atraente para um homem, é ser puta.

claudisabel
A puta canta muita bem…

Demasiado óbvio? Já toda a gente lhe chama puta? Não há problema, prosseguimos.

rita ferro rodrigues decote
Quer ser a chefe das feministas, mas fez carreira a mostrar as mamas… puta
cancio decote
Queres homens com medo? Tapa mas é as mamas, puta
barbara guimaraes decote
Esse decote é para os polícias não te mandarem soprar no balão, puta?
joana amaral dias puta.jpg
Não queres ser apoucada? Veste-te, puta.
ana drago decote
Se tapasses as mamas como tapas as orelhas, puta
Rita Rato decote
Vai mostrar as mamas para um Gulag, puta
isabel moreira decote
Isso é maneira de estar no Parlamento, puta?
catarina martins decote
Não se sabe qual será o público mas… puta
mortagua decote.jpg
O Patriarca admite que a sapatona não lhe facilitou a vida mas… puta

Ah e tal O Patriarca só malha em gajas de que não gosta. Não seja por isso, também se pode malhar em símbolos nacionais!

Teresa-Salgueiro-decote
Anda cantar. Tu cantas bem. E tapa as mamas, puta.
rosa mota
Tens calor, puta?
fernanda ribeiro
Mas tu nem tens mamas para mostrar, puta
amalia
O Salazar deixa-te sair assim à rua, puta?

Este artigo não é para as feministas. Essas estão para lá de toda a razão. Este artigo é dirigido a mulheres que possam estar em risco de infecção pela perniciosa ideologia, para que pensem muito bem no que se está a fazer com a actual caça ao homem. Quanto mais longe for a insanidade, pior será a inevitável reacção.

É também para os homens que gostam de ver mulheres livres pela rua, vestidas de forma sexy, e a quem possam deitar a mão. Que não se deixem arrastar na conversa, e que assumam com orgulho que cortejar mulheres faz parte de ser homem.

Infelizmente O Patriarca começa a perceber de onde é que vem a Sharia e as burkas. E se calhar os mouros é que têm razão.

 

 

Angelika: O profícuo mundo da prostituição de luxo [Entrevista]

Desmultiplicam-se por cenários, tipologias serviçais e países de actuação – pelo menos dentro da UE, onde não conhecem fronteiras. Utilizam com mestria as redes sociais e uma infinidade de instrumentos internautas que as permitem chegar melhor ao cliente qual, apesar de todas as chamadas vitórias progressistas, nunca esteve tão disposto a pagar tanto por tão pouco. Pintam com as aguarelas da modernidade, a profissão mais velha do mundo

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Encontrámos-nos num subúrbio manhoso duma capital do Norte da Europa. Nunca ali tinha estado mas ouvira relatos de locais que equiparavam o bairro às vilas iraquianas: Crime, tiros, explosões, num dos países estatisticamente mais seguros do mundo. Ali, por entre as mulheres de burka e dezenas de crianças que entusiasticamente gravitavam em torno de cada, entre os homens de olhar agressivo e barba comprida que acompanhavam as primeiras, reconheci-a. Angelika, conhecida online por Amanda, botas de salto alto, nascida no ano da expo. Elegante, dois sinais na cara, o inglês tem falhas, a segurança não. Enquanto a observava, alternava entre três telefones, manuseando-os com destreza. Avisou-me que estava sem tempo porque esperava por um e-mail sobre o contracto de alojamento e, sem que desse por isso, roubo-lhe as coordenadas do facebook (adicionou-me online no fim da conversa). Sem guião, mas com algumas guias, questionei-a. Paguei à cabeça. E expliquei-lhe ao que vinha

– Fui primeiramente ao site, ao site onde te encontrei, porque queria conhecer mulheres.

– Porquê?

-Porque é que tens um emprego? Porque é que tens um mercado de gajos que estão dispostos a pagar para estar contigo e que te permitem não trabalhares em mais nada que não nisto?

– Então és um jornalista?

– Não, não sou.

– Então porque é que estás aqui?

– Porque percebendo que seria uma opção pouco esperta pagar para ter sexo, achei que seria adequada para este projecto. Eu e uns amigos estamos a escrever um blog da chamada “RedPill”. Este é o tipo de assuntos que tratamos e escrevemos. Por isso perguntei-lhes “o que pensam se eu entrevistar esta miúda, esta” não sei bem o que é que tu própria te intitulas. Todos responderam “excelente ideia” mas foi só isso. É que geralmente, as entrevistas que fazemos, são extensamente preparadas e todos acrescentam várias perguntas. Desta vez só aplaudiram a ideia mas não me deram nada. Em todo o caso, pareces-me uma rapariga interessante.

– Obrigado! Vou só agarrar a minha mala porque, bem, considerando o bairro em que estamos…

– Deixei a minha bicicleta destrancada.

– Isso é ousado.

– Sabes que é a primeira pergunta que te faço. Este é suposto ser um bom negócio e tu cobras imenso, mas vives aqui…

– Como assim?

– Tipo, pelo que me disseste, parece-me muito.

– É diferente. Eu agora vou para a Polónia trabalhar

– Tu és polaca.

– Sim, mas agora vou lá apenas para trabalhar. Por exemplo, gastei 80 € por um bilhete de avião e vou ganhar cerca de 60 € por noite mais, talvez, 150 € durante o dia.

– Durante o Dia?

– Durante o dia. Por isso, vou agora para a Polónia – já viste? Polónia! – para trabalhar…

– Mas o que te pagam as pessoas para fazeres durante o dia?

– Para encontrar, almoçar, arranjar um quarto – Como se diz? Arrendar – Sim, arrendar – Arrendar um quarto, para fazer striptease, massagens… o que queres?

– Eu não quero nada a não ser ouvir-te! É a melhor parte. Portanto, vais voltar para a Polónia, o país de onde vens, para trabalhar apesar de viveres aqui no Norte da Europa. E há gajos polacos dispostos a pagar imenso para fazeres essas coisas.

– Exacto

– Mas então o que estás aqui a fazer?

– Estudo aqui!

– Fixe! O que estás a estudar?

– Às vezes arrependo-me de ter vindo para aqui porque aqui não consigo ganhar dinheiro como na Polónia, em Varsóvia, eu fazia pelo menos 500 € por noite. E aqui dizem-me “500 €? Estás a brincar?”

– Mas aqui são mais ricos.

– Sim, mas não querem pagar por sexo… tanto.

– Porquê?

– Não sei

– Dizes que vais à escola aqui. Também trabalhas?

– Não. Não estou legalizada… preciso dos papeis para poder trabalhar, para ter bolsa de acção social escolar e tudo mais.

– O que estudas?

– Gestão de Marketing. Mas é um curso de bacharel. Quero fazer um mestrado ligado à bolsa de investimentos… Sabes, talvez me candidate a uma boa escola, deixa ver onde. Talvez na capital.

– Estudas na faculdade local?

– Sim

– Tenho bons amigos lá, um dos meus melhores amigos estuda contigo. Talvez ele te conheça.

– Oh

– Tipo, tens colegas? Dás-te bem com eles? Os teus colegas sabem o que fazes para ganhar a vida?

– (riso) claro que não. Bom, tenho uma amiga que sabe o que eu faço e que me protege. E quando vou a algum lado, sabendo que uma pessoa me pode matar, raptar-me, trancar-me numa cave, é ela quem – se não souber de mim dentro de vinte e quatro horas – pode telefonar à polícia.

– Isso já aconteceu?

– Não

– Então porque pensas que aconteceria??

– Não sei, em caso de emergência. Precisas de te manter segura

– Se trabalhasses noutro ramo ou negócio, tipo, se fosses uma enfermeira ou prestadora de outro tipo de serviços, também pensarias que terias o mesmo…

– Dinheiro?

– Não, claro, essa pergunta é fácil. Mas achas que terias a mesma preocupação.

– A mesma preocupação?

– Sim, imagina que és enfermeira e um dos teus pacientes precisa que vás à casa dele ou dela porque precisa de certo tratamento, e tu vais. Também avisarias os teus amigos pedindo-lhes que liguem para a polícia caso não dês sinal de vida em 24 horas?

– Não,  não penso que não. Mas eu sei que este é um negócio perigoso, nunca viajo para fora da Europa porque tenho medo. E agora sei que devo temer pelo mercado de tráfico de seres humanos que continua a existir.

– Claro que continua e em grande.

– Por isso tenho medo.

– Mas porque então porque tens medo disso? Sendo uma cidadão Europeia, sendo profissional…

– Eu não sou profissional.

– Então não te devia pagar!

– As profissionais levam 3000 €/noite.

– Então a diferença entre profissionais e amadoras é o preço?

– Definitivamente! E eu penso que as profissionais têm um melhor nível de vida.

– Padrões de vida?

– Sim, dá-me um segundo (pega no computador) tenho de verificar se (o mail) já veio.

– Se veio? Então uma profissional é a que verifica se o cliente já se veio.

– Não, não é nada disso. Estou à espera dum amigo que me vem buscar para que eu possa ir assinar o contracto de alojamento. Ele é de cá, a senhorio é de cá, não falam Inglês.

– E tu não.

– Não. Só sei dizer “Obrigado”.

 – Eu nem isso. Mas isto é fascinante porque dizes-me que se fosses enfermeira, não pensarias que os teus clientes te poderiam fazer mal, mas como trabalhas neste ramo – chama-lhe o que quiseres – partes do pressuposto que os clientes te podem fazer mal. Portanto, tens um preconceito contra os teus próprios clientes, isto é, um preconceito contra os homens que pagam para ter sexo. Mas se os homens não pagarem para ter sexo, como acontece aqui no Norte, não conseguirias ter uma vida… Felizmente, que existem homens dispostos a pagar para sexo, certo? Senão, não terias dinheiro.

– Não tenho a certeza que compreenda o que estás a dizer. Todo o tempo em que tenho medo de ir a casa de alguém, e se não teria caso lá fosse como enfermeira? É a mesma pergunta?

– Sim

– Porque as enfermagem tem outro carácter e, por exemplo, quando vais a casa de alguém como enfermeira, encontras alguém na cama, inamovível, e que estará acompanhado por outras pessoas; É diferente ires a algum lado onde só está um homem e eu sou uma mulher, portanto, ele será mais forte do que eu.

– Mas sendo homem, também já fui paciente, já tive enfermeiras em minha casa para me cuidarem, sofri muitos acidentes. Também tive uma namorada enfermeira que passava a vida a ir a casa de outros homens para fazer tratamentos e não tinha medo deles. Mas tu tens medo dos teus clientes

Sim, tenho. Só me encontro em hotéis.

– Mas ao mesmo tempo, são os teus clientes quem te permite viver

– (risos) tens razão.

– Ok, deixa tentar outra. Tu cobras muito. Menos do que as profissionais, mas cobras uns 500 €/noite? (sim). Mas vives no pior sítio onde já estive neste país.

– O pior?

– Estou aqui há meses e nunca tive num sítio tão mau como este. É fantástico, obrigado por me dares oportunidade de visitar o gueto.. Portanto, o negócio está a ir bem?

– Aqui? Não. Nunca tive um cliente de cá. E tentei. Quando vim, pensava “rica Europa do Norte, ricos europeus, vai ser melhor do que trabalhar na Polónia”, não. agora, vou para a Polónia trabalhar.

– Mas sabes que todas as coisas que tu fazes são legais aqui. Os bordéis são legais, os strips são legais, há um bairro enorme na capital apenas dedicado a actividades sexuais,

– Já ouvi falar, chamam-lhe uma espécie de red light district do norte.

– Então se tudo é legal, porque não trabalhas sobre os trâmites legais?

– Porque teria de pagar  impostos aqui em vez de os pagar na Polónia. Na Polónia não pago nenhuns. Lá é legal e ilegal. É ilegal forçar alguém a fazê-lo ou beneficiar do trabalho sexual alheio. Portanto é legal e ilegal. Na Polónia eu posso fazê-lo, ninguém me pune por isso e não tenho de pagar impostos. Aqui, tenho. E aqui, a sério, querem-me pagar 150 € por tudo.

– Isso é pouco?

– Muito pouco

– Os preços nos bordéis estão entre 80 e 130 €. Achas que é pouco?

– Para mim, muito.

– Mas mesmo as escorts profissionais, aqui, levam 200 € por hora

– É pouco.

– Porquê?

– Porque eu não gasto apenas a hora em que estou com o cliente. Demoro pelo menos duas horas mais a preparar-me (agarro-lhe no cabelo com ar de desaprovação) Hoje não, não me arranjei para vir cá, desculpa, não tenho maquilhagem nenhuma e para me encontrar com um cliente levo maquilhagem, visto umas roupas decentes.

– As tuas roupas nem são más…

– Sim, mas tenho de tomar um banho longo, arranjar o cabelo, esfoliante, pôr cremes para ficar com a pele muito suave (volto a tocar-lhe na mão com ar de desaprovação), não não, não me preparei hoje, mil desculpas…

– Isso incomoda-te? Tipo um trabalho ou uma tarefa, como num emprego das 9 às 5. Pensas, “oh , não, bolas, lá vou eu trabalhar” e em vez de 3 horas de reunião, são 3 horas de banho, 3 horas de cabeleireiro, isso aborrece-te? Preferias não o fazer?

– Eu não gosto de o fazer. Se pudesse escolher, nunca usaria maquilhagem e até acho que não preciso, mas sabes como é, high class é high class. Portanto preciso de parecer o melhor que consigo. Mas durante o resto do tempo não a uso, não gosto de o fazer, é mau para a pele… Quando te dizem “faz esta coisa que é má para a tua  pele” eu penso, “nããã”. Por mim vou sem ela, tomo um banho curto e estou pronta.

– E isso paga? Tem retorno? Sentes uma diferença grande se… Imagina que tens um encontro, imagina que sou, chego aqui e digo-te “vamos foder” ou o que for. Achas que eu quereria pagar menos porque não puseste maquilhagem, ou não cuidaste o teu cabelo?

– Tu pagas o que eu te pedir, mas da próxima vez, por exemplo, já não te querias encontrar comigo porque acharias que eu não valeria o dinheiro.

– Isso já te aconteceu? Clientes que tentam uma vez e não querem repetir?

– Não, todos ficam satisfeitos

– Isso é uma coisa boa. (risos) Mas porquê? Porque é que vales a pena? Porque razão as pessoas que encomendam os teus serviços, encomendam-no de novo?

– Porque eu os trato bem (volta a olhar para o computador). Peço desculpa, isto nunca acontece mas eu avisei-te. Se fosses meu cliente, teria tudo, facebook etc, desligado e só te prestaria atenção a ti.

– Não te preocupes, eu é que te quero ouvir e em todo o caso, isto está a gravar.

– Porque estás a gravar?

– Porque quero escrever sobre isto. Quero escrever sobre ti. Porque é fascinante. Tu és fascinante. Este conceito é fascinante e eu quero escrever sobre ele. Tenho pensado e escrito bastante sobre este assunto, nas últimas semanas, falei com prostitutas, escorts, fui a bordéis, paguei serviços aos meus amigos e enquanto os meus amigos estão a comer as prostitutas, eu estou a falar com elas e a tomar notas: Em Portugal, França, Alemanha, em todo o lado. E até aqui. Toda a gente fode às minhas custas. Até podia pagar a um amigo para te comer, excepto os amigos que tenho cá e que não precisam disso. Daí que eu quisesse perceber porque é que alguns homens acham que vale a pena gastar dinheiro em ti? Eu já te dei 40 €, mas porque gastaria mais?

– Porque gostam do meu aspecto

– Gostam do teu aspecto? Porquê?

– Se conhecemos alguém cujo aspecto gostamos, pensamos que essa pessoa vale a pena. Não sei como dizê-lo em Inglês, mas quando gostamos do aspecto de alguém acreditamos que é melhor pessoa do que é na vida real. Não sei como dizê-lo, mas há um ditado polaco, tem que ver com anjos.

– Não precisas, eu percebo.

– Eles gostam do meu aspecto, sei fazer massagens, striptease, tudo. Não tenho muita experiência, comecei este ano. Quando estava a viver na Polónia tinha duas relações permanentes, uma na Polónia leste, depois outra quando me mudei para Cracóvia por isso não tenho muita experiência. Vou agora voltar para lá, ver como isto vai.

– Que idade tens?

– 19?

– Claro que não. Claro que não tens.

– Queres ver o BI ?

– Quero (era verdade).

– Oh meu Deus.

– (risos).

– Então, porque é que uma rapariga com 19 anos se mete nisto?

– Dinheiro. Quero comprar um apartamento para viver de rendas.

– Sim, mas como começaste? Como te surgiu a ideia? Tipo, “posso ganhar dinheiro com isto”

– Nem sequer tinha nenhum amiga nisto que fossem strippers ou prostitutas. Mas sempre quis ser stripper, adorava poledance na Polónia. É tipo o meu hobby. Via mulheres fazerem Poledance, ia aos espectáculos, acho que é muito atraente. Gostava de  trabalhar como stripper aqui.

– Há uma casa de strip cá.

– Eu sei, mas candidatei-me à única casa daqui e disseram-me “Oh, muito obrigado, mas estamos cheios este ano e talvez para o ano”.

– O que lhes mandaste? O CV?

– Não, nada de informação pessoal, apenas fotos, a minha experiência como poledancer e uma pequena descrição sobre quem sou eu.

– Quem és tu?

– Angelika… Mas por favor não coloques informação pessoal minha no teu blog.

– Não te preocupes, apenas porei o teu primeiro nome e o ano em que nasceste. Até estou a escrever em Português, só quero o conteúdo. Mas acho que é uma peça extraordinária.  E sabes, muitos dos meus amigos, muitos dos gajos que escrevem comigo adoram a Polónia.

– A Polónia é o paraíso para SugarDaddys.

– Porque há muitas raparigas?

– Sim, porque há muitas raparigas, porque são mesmo raparigas simpáticas, porque há muita gente disposta a pagar… Eles são muito mais pobres, mas usam muito mais dinheiro. Pagam como pagam no Luxemburgo, ou em Londres, por miúdas.

– A minha impressão da Polónia, de quando lá estive num congresso, era a de ver todas estas raparigas muito bonitas sozinhas num canto dos bar, e os homens agarrados a cantar e a enfrascarem-se em vez de prestar atenção às mulheres. As mulheres eram muito mais femininas e muito simpáticas. Tudo era barato, excepto o álcool que é o mesmo preço que o do álcool em Portugal, mas tudo o resto era tão barato. Em Cracóvia tive o melhor almoço da minha vida incrivelmente barato.

– E podes ir à Ucrânia. Ainda é mais barato.

– Ucrânia?

– Sim, Ucrânia. Mas precisas de passaporte para entrar. Podes ir a Lviv que é a capital da Ucrânia, é uma cidade próxima da fronteira polaca

– Desculpa, mas a capital é Kiev

– Ok, desculpa, a sério? Toda a minha vida acreditei que a capital era Lviv. (Mostra-me o mapa) Olha, aqui foi onde vivi. Aqui, aqui, aqui e aqui.

– Olha Odessa… esta era uma cidade muçulmana, sabias?

– Não sabia.

– Não sou grande fã destes países. Mas já andei para aqui. Um bom amigo meu diz que as mulheres mais bonitas do mundo vêm daqui da Bielorrússia.

– Que giro.

– Mas eu continuo sem perceber porquê gastar dinheiro para estar com mulheres.

– Eu também não consigo perceber. Se fosse homem, nunca pagaria a uma mulher por sexo. Se o fosse fazer, se fosse fazer sexo, quereria que ela gostasse de fazer e o quisesse fazer de borla.

– Fazes sexo de borla?

– Não. Agora, nunca. E não quero fazê-lo nos próximos anos. Já tive dois namorados no passado e o segundo era polígamo. Andámos um ano até eu saber, disso e eu aí pensei ‘Ok, ele é polígamo, ele anda a fazer sexo com muitas mulheres diferentes e eu posso apanhar uma doença dele. É o mesmo que ajavardar. É o mesmo risco’.

– Não tens medo de apanhar uma doença tu?

– Não, porque uso preservativo. Mas com ele não, confiava nele.

– Não há gajos que te pedem ou que te oferecerem mais dinheiro para não usares preservativo?

– Não, nunca.

– Nunca te perguntaram

– Nem por 100.000 dólares eu o faria.

– Então, se um tipo pode conhecer outro tipo de rapariga e não usar preservativo, qual a vantagem de estar contigo? Tipo, a tua vantagem. Promove-te como se eu fosse um cliente potencial.

– Mas tu não és um cliente potencial porque eu sou honesta contigo. Com os clientes nunca sou. Não é ser desonesta, mas não posso ser honesta como sou contigo. Por exemplo, aos meus clientes potenciais nunca diria que não gosto de sexo. Porque não gosto de sexo, percebes? Eu nunca tive um orgasmo. Agora percebes porque é que eu não o faço aqui? É um preço demasiado baixo para fazer uma coisa de que não gosto e que me vai enojar, faz-me correr o risco de ficar doente, porque por exemplo a SIDA? Podes apanhar SIDA com preservativo.

 – Eu sei

 – Por isso é um risco, tudo é um risco.

– Bom eu sou um tipo porreiro, não te quero forçar a fazeres algo de que não gostas. Mas vamos imaginar que não era, gostava de te ver a promoveres-te, que me explicasses porque razão te devo escolher a ti e não à próxima tipa.

– Eu não me costumo promover. Estou farta de me vender. Agora até tenho algum dinheiro, é uma questão tua se me quiseres pagar ou não. Tenho muita gente que me quer pagar, sabes? (Mostra o computador)

– Fica aqui o registo de que a Angelika tem 48 mensagens apenas hoje.

– Amanhã haverão mais.

– Não são de cá?

– São de Varsóvia.

– Todas?

– Todas. Está no meu perfil. Aqui na minha descrição (mostra-me um site de encontros que eu nunca vira antes) digo no meu perfil que sou discreta e que não se arrependerão

– (vendo as idades dos solicitadores marcadas dos 18 aos 80 pergunto) 80? Já tiveste algum potencial cliente muito velho?

– Não, mas se eu limitar a clientela aos 40 e um tipo tiver 41, o site não o deixa ver. Eu quero ser vista por toda a gente. Por isso pus o limite máximo. Por exemplo, este site (mostra outro) tem algumas fotos secretas, mas tens de as pagar para ver.

– Pagar? Porque alguém pagaria só para ver fotos?

– Não sei, mas é como funciona o site.

– Bom, tu estás em muitos sites

Sugardates, Whatsyourprice, Seekingarrengement, tinder, tantos outros… e também nos anúncios! Tipo metes um anúncio num jornal ou na Internet, do género “eu quero vender um carro” ou “eu ando à procura dum patrocinador”

– Mas apesar de todos estes instrumentos, não consegues fazer dinheiro por aqui.

– É um mau país para mim.

– Porquê?

– Ainda não percebi. Olha, desculpa, mas podemos-nos encontrar noutra altura, no facebook ou no skype, mas eu tenho de ir agora. Recebi agora o mail e preciso de ir assinar o contracto, estou à espera disto desde Agosto, peço imensa desculpa. O meu amigo já está a vir, tínhamos date marcado.

Date, também é teu cliente?

– Não, é mesmo amigo. Tipo, conhece a minha família

– E a tua família, sabe disto?

– Claro, que não

– Não se questiona de onde vem o dinheiro?

– Não sabe do dinheiro. Tipo, eu tenho cinco contas bancárias.

– Ok, podemos continuar isto depois. Eu espero por ti. Até já

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De novo a prostituição, desta vez contra

Tornou-se sufocante o ambiente incutido à população heterossexual masculina, com demasiadas prerrogativas concêntricas para as julgar meramente casuais. Este é um plano orquestrado contra nós; Temos de o travar.

Já defendi a prostituição, acerrimamente, em nome da liberdade de escolha. Moderei o entusiasmo ao mensurar essa liberdade, nos actuantes e nas actuadas, apreciando as condicionantes que a toldam, minora, que deturpa as escolhas individuais. A prostituição parte de Foucault (“Tudo é permitido, nada é possível”) e de MC Xeg (“Foi por isto que lutaram ou foram apenas o que conseguiram). O mercado nasce da necessidade; o mercado da prostituição nasce do desespero. O país que outorga um rendimento mínimo de subsistência, extrai condições mínimas de sobrevivência. A mim e aos meus. Aos nossos.

Não sei se é a profissão mais velha do mundo e muitos antropólogos questionam-no com fiúza. Facto é que nasce de uma premissa que ao longo da minha experimentação sexual (uma que dura há mais de meia vida) tenho provado persistentemente estar errada: a de que a sexualidade feminina tem um valor económico positivo (é trocada por dinheiro) e a sexualidade masculina tem um valor económico negativo (é trocada com dinheiro). Isto é mentira. Um trajecto direccionado à igualdade entre sexos (géneros, só os botânicos) condenaria esta leitura; A inclusão das mulheres no mercado de trabalho e os direitos laborais que granjearam, têm de ser contrabalançados com a respeitabilidade da sexualidade masculina, uma valorização legislativa do homem enquanto providenciador de (maior) prazer à contraparte. Mas o que vemos nós?

Pacotes legislativos que castram a nossa heterossexualidade. Sucessivamente. Compulsivamente. Impiedosamente.

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Quando legalizaram o casamento entre paneleiros, não interessava realmente o casamento – a maior parte dos seus promotores desdenha profundamente o matrimónio – mas sim passar uma imagem pública de aceitação da homossexualidade. Quando aprovaram as quotas para mulheres, não interessava realmente ter mulheres na política – a maior parte dos seus promotores desdenha profundamente todas as mulheres  que tiveram um papel de relevo na polis em vez de coadjuvarem esposos, amantes ou familiares, de Thather a Ferreira Leite – mas passar uma imagem pública de promoção à igualdade no acesso aos lugares de poder. Com a legalização da prostituição, não interessa realmente a prostituição – a maior parte dos seus promotores nunca frequentou um serviço sexual  – mas passar uma imagem pública de que os homens devem satisfazer as suas necessidades sexuais a troco de dinheiro. Dinheiro que passa a ser taxado. Querem a heterossexualidade a pagar IVA.

A maior parte dos seus promotores repudia a frequência dos serviços sexuais. Na entrevista a Alexandra Oliveira,  a puta Câncio vai tão longe no desprezo a que vota os clientes da prostituição, que apresenta as desgraçadas como “predadoras”cujo controlo sobre o cliente vai ao ponto de “recusar sexo sem preservativo” ou “sexo anal”. Ao cruzar a esquina do Instituto Técnico, nalgumas zonas obscuras do Monsanto, observando as mulheres da vida ao frio e à chuva durante horas para fazer 10 € por um broche a um trolha, deixarei de sentir complacência ou solidariedade. Afinal, elas são “comerciantes” e “sexualmente activas”. São o pináculo da civilização progressista.

O que Alexandra Oliveira não respondeu neste escarro jornalístico foi o que me disse a mim, em pessoa, há 5 anos atrás: “Nenhuma mulher escolhe ser prostituta. Não há nada pior do que fazer Amor com alguém de quem não se gosta”, ouviu de uma meretriz. Como também não mencionou que sem os tenebrosos e repelentes clientes, as prostitutas morrem à fome.

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Pináculo do progresso social na Avenida Rovisco Pais; Candidata a broncopneumonia

As prostitutas que conheci em Lisboa eram filhas das classes industriais, criadas nos subúrbios,  vítimas de todos os fenómenos que recaem sempre sobre os mais pobres – do desemprego à gravidez precoce. Na Alemanha, as prostitutas eram maioritariamente emigrantes de Leste, da Moldávia e da Roménia, estados falhados com governos corruptos. A Esquerda combate o colonialismo e seus vestígios, mesmo que este tenha terminado há mais de meio século em Portugal (e há mais de um século nos restantes países), mas era hábito dos colonizadores trazerem mulheres das terras conquistadas para as fazer render na metrópole – Luís de Camões, em Lisboa, vivia às custas de uma prostituta Macaense. A Esquerda combate o economicismo das relações internacionais que hierarquiza povos e nações, subjugando os mais fracos; Foi porém a fraqueza das economias da ex-URSS – outrora estados comunistas – que gerou os fenómenos de emigração em massa através dos quais estas mulheres acabaram, viabilizados por Schengen, a vender-se à toda-poderosa Germânia. A Esquerda opôs-se ao neoliberalismo, ao capitalismo selvagem, à necessidade de espremer as contas públicas para saldar défices e dividas custe o que custar, mas no desespero, os legisladores são capazes de ceder as próprias mulheres se isso gerar receita fiscal e possibilitar saldar computo. A Esquerda opôs-se à escravatura mas o que são estas mulheres que abrem as pernas para poder comer? Trabalhadoras independentes?

Em vez de instrumentos carnais de satisfação lúbrica, nos sumptuosos quartos de Colónia, eu vi as colonizadas, despojos do triunfo ariano sobre as nações eslavas. Autorizar a prostituição é dar corpo jurídico à profanação do corpo físico, é tabelar a intimidade da mulher. Representa o machismo porque valida a fêmea na sua exclusiva função prazenteira e o feminismo porque monetiza o direito do homem ao prazer. Corresponde ao regresso do feudalismo quando os detentores da terra (hoje, do capital) podiam usar e desposar as filhas dos camponeses, ao mais barbárico capitalismo porque outorga direitos superlativos aos mais ricos. Legalizar a prostituição é um instrumento sociopata de opressão sob a sanidade relacional, disposta a regulamentar beijos e carícias; é o mais vil mecanismo da burguesia promovendo a subordinação da mulher ao grande capital, a submissão do fraco ao mais forte, a exploração do Homem pelo seu igual e muito me custa que esteja a ser apresentada por um conjunto de gente inefável mas que se diz Socialista.

Também se diz progressista mas não fará mais do que expandir o preconceito que recai sobre os homens que solicitam prostitutas. Além de as tornar mais caras.

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Socialismo do século XXI

Continuará a haver prostituição com ou sem leis para tal, frutos da incompetência legislativa e executiva – as mesmas forças policiais que não conseguem impedir a entrada de droga na cidade, serão demasiado fracas para encerrar os milhares de prostíbulos ilegais que existem há décadas pelo país. A alternativa dos seus clientes, no combate contra a solidão, é a paneleiragem. Neste momento já lhes vendem como normal a ideia de acasalar com um homem sem piça, e também essa é uma forma de manipular e inferiorizar os homens – sub-humanos. Fazem “o segmento mais perigoso de qualquer sociedade” sentir-se menos merecedor, dando “migalhas” a fim de nos controlar.

Além do Portal-privado, dos serviços de escorts Europeus e de um website chamado Seeking Arrangement, um Tinder remunerado onde os homens apresentam o seu networth ao invés de fotografiasexiste já um serviço de arrendamento de namoradas onde um tipo pode pagar a uma central proxeneta para lhe dispensar alguém que finja suficientemente bem que gosta dele. Não existem vozes em contraditório quer pelo receio de ser publicamente visto como conservador (ou pior, machista!) quer porque muitos homens esperam finalmente quebrar a solidão, abrindo os cordões à bolsa. Parece ser uma forma diplomática de excluir os homens indesejados do mercado sexual, erradicando-os dos bares e discotecas (onde já têm dificuldades de entrada), pela porta dos fundos.

Na canção Lori Meyers, da banda NoFX, uma actriz porno (prostituta filmada) reporta ao jovem Mike Burkett (vocalista) “pensas que vendo o meu corpo, meramente vendo o meu tempo”. Porque razão devem os homens heterossexuais com princípios combater a legalização da prostituição? Para deixar claro que o tempo de pega alguma é mais importante do que o nosso.

Putas

O Patriarca não sabe se a culpa é do feiticeiro de serviço, mas de entre os termos de pesquisa que trazem gente a este blog, por algum motivo um dos mais frequentes é… putas.

termos de pesquisa

Posto isto, O Patriarca achou por bem revelar a sua posição relativamente ao uso de putedo.

O Patriarca não tem qualquer problema moral ou ético quer com as putas quer com os homens que recorrem aos seus serviços.

As mais lógicas e válidas objecções, como o tráfico humano e a exploração de menores, seriam facilmente resolvidas com a legalização e regulamentação da profissão.

As rameiras profissionais não só são impossíveis de erradicar, como tal seria indesejável, pois constituem um importante mecanismo de escape na sociedade. Por um lado mantêm a estabilidade mental de muitos homens que de outra maneira não têm acesso a sexo, por outro mantém em cheque os devaneios da população feminina em geral – não podem tornar tão difícil a vida aos homens que mais valha ir às putas.

Tendo em conta que até no Tinder há quengas a pedir dinheiro por nada, travecos e transgénicos, putas declaradas e gajas a pedir pizza, entre outras aberrações, não é de estranhar que para alguns homens a perspectiva de uma troca directa e sem espinhas de dinheiro por sexo não pareça assim tão mau.

Dito isto, O Patriarca aconselha qualquer homem que se veja impelido a ir às putas que dedique algum tempo a aprender Game. A sensação da caça bem sucedida é algo que todo o homem deveria vivenciar. Além disso, um utilizador regular de putas pode apresentar uma atitude de abundância que outros não terão. Pensar que se a gaja que tens à frente não quiser, as notas no bolso arranjam uma que queira, pode não ser um pensamento bonito, mas é um passo na direcção de uma frame forte.

Num mundo de betas, quem tem Game é rei.