A Feira do Relógio, o canto do Erasmus e um bar chamado Damas

Nos primórdios da Adolescência gastei uma noite em casa do ora melhor amigo, beto, afortunado, bem-sucedido. Qual não foi a minha surpresa quando no Sábado pela manhã o programa consistiu em deslocarmos-mos à feira de Cascais a fim de comprar roupa contrafeita. Aí, cruzei-me com alguns dos mais respeitados, mais elitistas, mais imbecis colegas da escola que gastavam 10 em roupa para aparentar haver gasto 1000. Era prática dos meninos de bem. E eu não a sabia. Pois, decidido a explorar terrenos novos, agora com 26 e duas rodas, desloquei-me no fim de um Domingo à zona Este da minha cidade e qual não é o espanto – observando um oceano de vestígios feirantes – quando me informam ali também existir uma algaravia. E eu também não a sabia.

terreno de caça para puas
Foi preciso chegar aos 26 anos para conhecer a Mítica feira do Relógio

Gabriel Garcia Marquez descreveu o meu berço de nascença em Pero que carajo piensa el Pueblo?, como “A maior aldeia do mundo”. Fala de uma “cidade militante” onde “Toda a gente fala e ninguém dorme, às quatro da manhã de uma quinta-feira qualquer não havia um único táxi desocupado (…)Marcam-se reuniões para altas horas da madrugada, os escritórios ficam de luzes acesas até de madrugada”. Eu traduzo a citação não só pela intensidade das dinâmicas vividas no coração de um país que todos apontam como soturno e integrista, como pela sua multiplicidade da sua composição. Como que na aldeia (e eu vivi numa) cada recanto tem encanto, cada estreito, riacho, beco, ponto de encontro, a central recreativa ou a porta da cooperativa, Lisboa é pitoresca ao ponto de cada bairro ser único, mais extenso e profundo e o seu colectivo um universo infindável de experiências. Viajei pelo mundo e não reconheço esta propriedade a qualquer outra capital (talvez Atenas?). Em Nova York e Londres, quais visito (malgrado) frequentemente, todas as ruas, todos os sítios parecem iguais. Despidos de peculiaridades, de emoção, de romantismo. Das nossas idiossincrasias.

lisboa é a melhor cidade para conhecer mulheres
A Lisboa de Gabriel García Márquez

Um amigo Alemão pediu-me para lhe mostrar a metrópole e foi complicado. Dez mil dias não chegariam para exibir na minha cidade que se estende do Oriente à Cruz Quebrada, da calçada de Carriche ao Tejo na Torre de Belém, seu ponto mais a sul. Antes de questionar quantos fizeram game no arco do cego, gostaria de vos perguntar quantos frequentaram os concertos de hardcore em Alvalade, as festas de trance na tapada d’Ajuda, de techno em Santa Apolónia, os festivais da antiga Fábrica armeira no Braço de Prata, os fados de Alfama, casas de vinho na Madragoa ou clubes alternativos do meu bairro onde ainda ontem, durante um concerto, vi um tipo abordar calibradamente uma rapariga, jogar, KC e, depois da Jasmin Jones dar por finalizada a exibição, levá-la para casa. É que esta propriedade de unicidade para cada um dos cem milhões e cinquenta mil metros quadrados quais compõe a diver-cidade Olisiponense, transladam de igual forma aos quinhentos e cinquenta mil habitantes, talvez mais de dois milhões e meio de voláteis. Dos quais apenas 10.74 % correspondem a mulheres entre os 19 e os 38 anos (sorry Martini; e em 2001 seriam 14.71, com mais 22133 mulheres só entre os 18 e os 28 :’( ), mas mesmo que apenas uma em cada vinte destas fosse fornicável – para quem tenha padrões realmente altos – seriam precisos cerca de trinta (!) anos Vladescos (traduzido – mais de cem FCs/ano) para esgotar o stock. E uma em cinquenta, doze anos? Não se trata de regressar à velha discussão de Portuguesas e não-Portuguesas (ou de munícipes contra não-munícipes porque nem sequer, nestes cálculos, cheguei ainda a Miraflores), mas ganhar percepção sobre quais são as reais hipóteses de um bom sedutor, esforçado, hábil, dormir com uma mulher. Mas enquanto se questionam como eu o fiz na feira do relógio e ignoram cabalmente uma capital que nunca descansa, regressam a discussões infecundas e desmobilizadoras, escondendo complexos de inferioridade sob o manto da selectividade mentideira enquanto se escusam de fazer game na festa de hoje no bar Popular, convencidos de que o game só pode decorrer na travessa da Cara e na baixa de Pombal porque uma amostra não-representativa de experiências delimitadas a uma idiossincrática zona de conforto, foi base para extrapolações precipitadíssimas. Ou como brilhantemente o escreveu Alexandre Domingues, Ao que parece, havia um país para lá das fronteiras Cais do Sodré – Príncipe Real. Ao que parece, por mais amigos que tenhamos, há sempre uns 10 milhões de portugueses com quem nunca falámos.

lisboa relações

O Espaço físico e social continua a ser uma das mais batidas desculpas dos camarada se apartarem das mudanças desejadas, lamentando-se viver longe dos centros urbanos ou dos círculos certos: O jovem que lamuria a sua vivência nos subúrbios citadinos e sonha com o dia em que pode afundar o martelo sem se martirizar em esperas de transportes, que cresceu numa aldeia do interior mas não tem fundos para se mudar para um centro urbano, que organiza horas específicas e calendarizadas para treinar o seu DayGame no Terreiro, deixa – sob uma série de desculpas constrangedoras e limitantes – escapar a vizinha nas escadas do prédio, na porta da mercearia local. Lembra as palavras do MC Xeg, “Eu tenho uma dama no teu bairro/Tu é que não lhe dás valor”. Porque as gajas – até as mais boas, até as que fodem – são um bocado como os microrganismos (ou, segundo uma Professora geneticista, o ácido ribonucleico) – Estão por todo o lado! Admiti-lo só custará aos egos da praxe que – ora para se auto-engrandecerem, ora para opilarem as suas inseguranças – imaginam mulheres bonitas em locais inacessíveis aos quais os meros mortais não têm acesso (só os mPUA’s que alcunham os estabelecimentos públicos para que ninguém saibam onde ficam ou a – com certeza restrita e parca – cona, ainda se dispersa!). Eppur, a quilómetros da noite cara e dispendiosa, também si fornica. Admiti-lo é ter a humildade para reconhecer a vida na nossa ausência, nas nossas costas. Reconhecer que desabrocham mil festas a cada noite pela cidade, apenas que se decorrem sem mim, então não devo ter sido convidado..

A lei da abundância de que tanto se fala, não pode ser limitada a locais, meios, círculos, subculturas. Aliás, como diria o meu amigo Duarte Marques, “Se a mentalidade de abundância compreendesse circunscrições, seria uma mentalidade de escassez”.

Claro que é mais provável ver mulheres muito bonitas durante uma sessão do Moda Lisboa do que na plateia dos espetáculos de Wrestling em Santo Amaro e muitas parecerão mais tentadoras e convidativas num clube da moda do que as Jammers das Lisbon Grrrls Roler Derby. Ou seduzir com direito a uma relação numa discoteca em vez de nas portas da Torre do Tombo. Todavia, alguém sabe quantas discotecas tem a city? (Quem me responder como esta besta quadrada apanha uns carolos!) E bem ouvem o Eddie Hitchens falar sobre como preferia engatar mulheres em museus, biblioteca ou galerias porque garantia que eram inteligentes. Nos tempos do Daybang, o Roosh não apostava em discotecas, mas no Starbucks. Um amigo meu romancista que passa os dias num café da praça das flores redigindo o próximo livro, seduz frequentemente as demais clientes do estabelecimento. Durante o dia, no trânsito, nos transportes públicos, na rua, vejo permanentemente miúdas – giras, vivaças – o suficiente para eu as querer. E durante a noite, observando os grupos nos cafés dos bairros, na porta dos lounges, nos vendedores clandestinos e barateiros de cerveja, nas discotecas onde os estrangeiros não chegam, pergunto-me como podem, depois de anos de intensa vida social, ainda existirem tantas dinâmicas, tantas pessoas, nesta cidade que eu não conheço. Se não estará na altura de as ir conhecer.

skaters lisboa
Lisbon Grrrls Roler Derby. Para quê pensar na Polónia quando existem gatas no bairro d’Ajuda?

Isso fez-me deixar o Canto do Erasmus – repetitivo, amorfo, enfadonho, e debruçar-me sobre uma discoteca chamada Damas. Prestes a deixar a minha namorada em casa, num bairro residencial da zona história Lisboeta e à frente de um restaurante onde passei muito tempo na adolescência, um bar/discoteca abrira recentemente. Não o encontrei nos roteiros turísticos nem nos guias universitários nem está no topo da noite burguesa/chique que – por ímpeto camarário – passou a caracterizar a cidade mais recente. Mas estava ao barrote com mulheres de todas as gerações, qualidades e belezas. O Damas, na Graça, não se assemelhava às discotecas californianas onde o Mystery concebeu seu método nem ao santo graal do conedo; apenas um entre milhares de lugares jovens e ligeiramente menos jovens onde se pode ouvir música, beber copos e conhecer mulheres. Não só não o conheço – estive lá apenas dessa vez – como conheço muito pouco do Lisboa tem para me mostrar, demasiado pouco para permanecer sempre nos mesmos sítios. Afinal, não é esse o papel do PUA – Cortejar o desconhecido?

noite da graça

Se o Mistery Method foi publicado em 2007, e o Daygame Manifesto em 2014 (mas aconselho-o vivamente, é puro ouro) a minha experiência mais marcante (não a primeira, claro, sempre fui descarado) foi a 20 de Outobro de 2005. Há dez anos. Quero-vos contar uma história sobre como meti conversa com uma rapariga na rua sem a conhecer de lado nenhum. Sobre como ela me abordou numa discoteca três semanas mais tarde dizendo lembrar-se de mim e me adicionou no MSN por me querer conhecer melhor. A história sobre como falava constantemente sobre sexo comigo, sabendo que eu já não era virgem há um par de anos na altura, mas como eu cortava essas conversas sempre por achá-las desinteressantes e ignorava o intuito de uma pessoa falar, madrugada após madrugada, todos os dias online comigo, apesar de um namorado de quem parecia nem gostar um bocadinho. Como quis ir à Bana em Cascais e ignorou o namorado e me deu a mão no caminho enquanto procurávamos a loja. A história sobre como ela acabou com ele e disse-mo em primeira mão, como se desmultiplicou em convites depois dessa ocorrência. De como me convidou várias vezes para ir a sua casa. De como eu fiquei no hall de entrada até às tantas da madrugada. De como me enviava músicas “nossas” e me deitou na sua cama. De como nunca lhe dei um beijo nestes dez anos porque achava estar na friendzone.

Eu quero-vos contar a história sobre porque razão entrei no fórum PUA cinco anos mais tarde do que aquilo que devia. Porque meter conversa com miúdas na rua foi coisa que sempre fiz; Só me faltava era ter game.

Martini Man: O pai do PUA Portugal [Entrevista]

No maior fórum de sedução nacional existe um nome que é indissociável do mesmo, Martini Man.  Juntamente com o PUA Francis é, sem dúvida, um dos homens que mais fez pela sedução em Portugal. Para muitos o divórcio aos 40 é um foco de imenso receio na vida, para o Martini deu azo a uma transformação que lhe permitiu abrir os olhos para um novo mundo de bonança sexual, mulheres jovens, namoradas bissexuais e muitas ménage à trois.

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Apresentação

Olá Martini, queria começar com uma pequena apresentação, podias dizer-nos quantos anos tens? o que fazes na vida?

Tenho quase 53 anos e trabalho numa Companhia de Seguros. Para além disso, desde os 18 que tenho como hobby wargames com miniaturas e jogava/arbitrava paintball de competição e recreativo até há 4 anos, quando um joelho me atraiçoou. PDI …

Como era a tua vida amorosa antes do PUA?

Inexistente! 🙂 Bem não era assim tanto. Tive uns namoros muito breves (o primeiro foi aos 24) até casar aos 32 e depois fiquei quieto e bem comportado até me divorciar com 42. Em média andava com uma mulher a cada 18 meses durante uns 2 meses no máximo (alguns sem sexo…). Um mês depois do divórcio descubro uns vídeos dum magico canadiano com unhas pintadas e um livro de um jornalista americano de capa preta e o resto é historia.

Conta-nos uma pequena história do teu percurso, como foi que evoluíste até te tornares quem és hoje?

Essa do “quem és hoje” põe quem não me conhece a pensar que sou um mega PUA-super-híper-Alfa que anda com 6 miúdas ao mesmo tempo. 🙂 Não sou, e nada é mais afastado da minha realidade actual. O que o PU fez por mim é passar-me de um tipo que aos 42 não tinha nenhuma, mas mesmo nenhuma experiência com mulheres (Filho único, poucos amigos, menos amigas, tímido, estão a ver o filme?) para alguém que actualmente não tem medo de ficar sozinho triste e abandonado, nem de terminar relações se elas ficarem tóxicas. Porque sou um gajo espectacular, bom conversador, com bom humor, sem medo de me “atirar para fora de pé”, de vida arrumada e cabeça limpa e por isso inevitavelmente vou ter mulheres que querem estar comigo. Várias. Eventualmente ao mesmo tempo…

Uma pequena historia? Epá tenho aquela do primeiro date que tive depois do divórcio em que estou a fingir que sei ler as linhas das mãos dela e ela pergunta-me se ia fazer a leitura de acordo com a escola XPTO ou com a Tal e Tal. (Bolas! Esta sabia MESMO ler mãos…) e eu tenho a inspiração de, lá está: Atirar-me para fora de pé, e respondo:

– Não faço ideia! Isto é uma coisa que eu faço às gajas que estou a tentar engatar.

– Ok. Podes continuar…

Foste um dos fundadores da comunidade de sedução portuguesa, podes contar-nos como tudo começou?

No início (2007) havia a mail list do LX-Sarging. Antes disso não faço ideia, mas vocês sabem a quem perguntar se quiserem ir mesmo, mesmo ao princípio. Mas reparem 2007 é muito perto do início da popularização do PU, com a primeira edição do The Game (o tal livro de capa preta) em 2005 e a serie The Pick Up Artist é de 2007.


Esta é uma pergunta um bocado complicada de responder porque a tendência natural é eu ver essa época como uma “era dourada”, seja porque tudo era novo para mim, seja porque TODA a gente sabia e fazia mais do que eu. Por isso eram tempos muito excitantes e absorventes para mim.

Pondo de lado o aspecto pessoal, e para dar perspectiva a quem está agora activo ou a começar, o grande tema da época, aquele que criava clivagens irredutíveis entre membros e causava testamentos a favor e contra, era a grande e premente questão do “Direto” ou “Indireto”. Se um tipo devia fazer uma abordagem em que não mostrasse claramente interesse ou se devia mostrar interesse desde o primeiro momento.

Por isso quando em 2013 começou a guerra do “Daygame” vs “Nightgame” tive um deja vu. Não interessa nada. É tudo game. O que interessa é fazê-lo bem e da forma que nos dá melhores resultados.

Sedução

Qual é o teu maior segredo de sedução?

(vocês obrigam-me mesmo a pensar!) Acho que é a empatia ou a capacidade de “ler” correctamente o que se passa com ela a cada momento.

Que tipo de mulheres seduzes? A sedução é fácil para homens nos 40s e 50s?

Todo o tipo. Desde estudantes universitárias de 20 anos até ex-membros dum Governo de 38 ou Milf de 52. Eu acho que é MAIS fácil para homens destas idades do que com 20 anos. Maturidade é um posto e um grande DHV se bem utilizada.

valor sexual dos homens aumenta com a idade

Muitos homens têm medo de sair de relações longas por receio de não voltarem a ser felizes com outras mulheres. Que mensagem é que deixarias a estes homens?

Que só se eles passarem os dias fechados em casa a comer doritos e jogar playstation é que isso acontece.

Foste moderador do fórum PUA Portugal e continuas a desempenhar um papel capital na ajuda dos novos membros. Notas que tem levado à resolução de muitos problemas com o sexo feminino?

O Fórum é o maior repositório de “Conhecimento” sobre sedução deste país. Só o que está no Best Of e nos Field Reports dava para escrever vários (BONS!) livros. Eu acho que ao longo destes anos todos muito problema (dos de fundo, não é o de situações pontuais) com mulher foi resolvido. Muito homem choninhas e “triste, pobre e abandonado” descobriu que não está condenado a uma vida solitária

Ao longo dos anos foste o autor de uma iniciativa chamada Projecto Cisne. Em que consistia? Que mais valias/alterações na vida trouxe aos seus participantes? Vamos ter novas edições no futuro?

Vou puxar pelo galões: O Projecto Cisne foi o primeiro serviço de coach de sedução deste país. A sua primeira edição foi em 2007 e teve 6 épocas até 2013. A ideia base era proporcionar uma formação contínua e diária durante um ano a um grupo de 4 a 6 formandos em Lisboa e Porto, abordando pontos específicos de melhoria adaptados a cada um. E isto ia desde fazer exercícios de Liberdade Social (Moonwalking à volta dum polícia, por exemplo…) até ir comprar roupa, aprender a dinamizarem o seu círculo social, ( o meu post : “Como organizar festas como um RP” que está no Fórum teve a sua origem num documento interno do Cisne)  a irem a festas organizadas por mim para por os moços a interagir com amigas minhas, a abordagens puras e duras à noite.  As primeiras edições eram gratuitas, mas depois como eu tinham muitas despesas (Gasolina e copos!) passou a ser PWYW (Pay What You Want). Nunca fiz isto para ganhar dinheiro.

Eu acho que a maior dificuldade no PU somos nos próprios. Nesse sentido o Projecto Cisne visava criar mudanças internas que fossem duradouras e para o resto da vida, mais do que a técnica XPTO de dar um beijo (que também era falada). Se um gajo à partida não percebe quando é que a “janela” está aberta para o beijo, por exemplo, nem tem confiança para ver isso, as coisas não vão resultar. O problema não está na execução da técnica, mas na crença em nós próprios que somos capazes.

Novas edições? Epá não… Tou velhinho, estou confortável no meu canto, tenho a minha vida organizada e agora há aí uma data de pessoal novo e talentoso (alguns já foram entrevistados pela Távola e palpita-me que outros devem ser em breve…) a ensinar e a fazer coisas geniais. No entanto, estou sempre aberto a dois dedos de conversa. Agora sou só Consultor. 🙂

Um dos conselhos que dás aos homens é para deixarem de ser Spitfires e passarem a ser F-14s. Podes explicar-nos porquê?

Porque passei demasiados anos a andar atrás de uma de cada vez durante meses, para depois ela me dizer “MM Vamos ser só amigos…”  :).  O F-14 foi o primeiro avião de caça a ser capaz de seguir 12 alvos no radar e atacar simultaneamente 6 deles. Creio que a ideia é óbvia: devemos ter a cada momento vários alvos em diferentes estádios de desenvolvimento, para maximizar as hipóteses de êxito. (Que por acaso é uma táctica bem feminina…)

Uma das técnicas mais defendidas na comunidade é o Kino (Kinesthetics). Há quem diga que é a diferença entre ter uma relação de amizade ou uma relação sexual com uma rapariga. Que pensas sobre o assunto? Tens algumas dicas de kino especiais?

Quando em 2006 sigo um banner do Mystery e vou dar ao antigo site dele tinha lá 3 vídeos de um minuto dele a falar. Um deles era sobre Kino. Ao fim desse minuto sabia duas coisas: 1–Que ele percebia MESMO do que falava; 2-A razão pela qual nunca tive uma namorada no liceu: Não lhes tocava…   Portanto “No Kino, no Girls!”

Dicas?  Façam-no o mais cedo possível, mas tendo em atenção os níveis de conforto dela.

comunidade seducao portuguesa

O jogo de círculo social (grupos de amigas, colegas de trabalho, actividades, etc) é um dos teus grandes pontos fortes:

  • Como podemos criar/aumentar os nossos círculos sociais?

Uma das ideias erradas da generalidade das pessoas é que os Círculos Sociais (CS) são coisas estáticas e de alguma forma “dadas por Deus”. Nada mais errado e a prová-lo temos que hoje já não nos damos com as mesmas pessoas que nos dávamos quando andávamos na escola primaria. Uns desapareceram, outros apareceram. Portanto toda a gente está permanentemente a criar e a perder relações, logo os CS são coisas dinâmicas. E se se são dinâmicas podem ser influenciadas por nós.

Para estar a desenvolver o tema da criação, expansão e manutenção de CS ia ocupar o espaço todo desta entrevista, mas vou apenas citar uma frase que me disseram: “Quanto mais comunicamos, mais existimos” é por aí.

  • Se fizermos avanços e acabarmos rejeitados por uma mulher, a nossa reputação fica destruída?

Sim, se eu a tentar despir no  meio da festa de anos dum amigo e ela me der com a mala na cara.

Agora a sério: Não! Tirando este caso extremo (e idiota!) é uma coisa que não acontece. Em primeiro lugar não sei o que é ser rejeitado. É ela dizer que hoje não dá para ir ao cinema connosco? Ou é ela não aceitar um beijo e atirar-nos com um “Vamos ser só amigos”? E mesmo que isto aconteça, qual é o problema? Gostaste da Cristina, mas a Cristina não gosta de ti… E? Nunca mais ninguém te vai falar? Achas?

  • Como agir com as mulheres do círculo com quem nos envolvemos sexualmente caso queiramos continuar a ter relações com outras?

Namorando sucessivamente com cada uma. Sucessivamente… (A menos que ela também goste de amigas e aí sky is the limit!)

Perguntas Rápidas

Com quantas mulheres já dormiste na vida?

57 (Ter registos é uma boa ajuda…)

Já fizeste sexo com mais de uma mulher ao mesmo tempo (ménage à trois) ? Quantas vezes?

Já.

(Quantas vezes) Não sei… A sério! Houve uma altura na minha vida que tinha uma namorada bissexual e tínhamos uma amiga regular na nossa cama quase todos os fins de semana. Era uma coisa normal para nós… Depois havia outras amigas não tão regulares. Por isso não consigo dizer quantas vezes. Foram as suficientes para eu chegar a achar que sexo normal era SEMPRE com 2 mulheres 🙂

menage a trois

Um guru de pua que tenha influenciado a tua vida?

Mystery! Foi o primeiro que vi e continua a ser a base de todo o PU, de uma forma ou de outra.

Um livro?

Podia falar do The Game que foi o primeiro que li, mas em termos de formação falo antes do “Linguagem Corporal” de Alan e Barbara Pearce. Foi ai que aprendi a fazer a tal “leitura” de que falo no inicio.

Se tivesses de escolher algum conhecimento que adquiriste como o mais importante, Qual seria?

Yes I can!

Obrigado pelo disponibilidade para esta entrevista, Martini Man. Antes de nos despedirmos, como é que leitores da Távola Redonda podem acompanhar-te?

Quase todos os dias vou ao fórum Pua Portugal. Ou então há muita gente nas Comunidades com o meu telefone…;)

 

Francis: A Comunidade Portuguesa de Sedução [Entrevista]

 A comunidade de sedução portuguesa, desconhecida por muitos, mas transversal à sociedade portuguesa. Junta engenheiros, médicos, empregados de balcão, juristas, culturistas, entre outros, que com um objectivo comum de melhorar as suas competências sociais trocam ideias e combinam saídas para “sarjar”.  Na entrevista a Vlad Teach, o maior sedutor nacional indicou como elemento-chave na comunidade o PUA Francis Dias. A Távola Redonda traz-vos uma entrevista com um dos membros mais destacados, que entre festas de swing, boleias loucas em Miami e muitas outras aventuras,  eleva acima dos três dígitos o número de mulheres seduzidas.

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Apresentação 

Olá Francis, queria começar com uma pequena apresentação, podias dizer-nos como te chamas? quantos anos tens? o que fazes na vida?

Os nossos camaradas na comunidade chamam-me por Francis. Apesar desse nome ser mais uma das minhas muitas alcunhas que fui tendo ao longo da vida. Tenho 35 anos e dedico-me com o meu pai à construção de casas desde os 19 anos.

Como era a tua vida amorosa antes do PUA?

Tinha namorada. Apesar de ao longo da minha vida nunca ter sido fiel às minhas namoradas.

A novidade atrai-me e saturo-me com facilidade da mesma mulher. A minha irmã conhecendo este meu vício por mulheres ofereceu-me o meu primeiro livro de técnicas de sedução: “O Manual de Engate”, do Tony Clink. Esse livro levou-me numa espiral de completa obsessão pelos vários métodos de sedução e eventualmente descobri a nossa comunidade.

Tens sido ao longo dos anos um dos “líderes” da comunidade de sedução portuguesa, podes contar-nos, resumidamente, a história da comunidade? Qual é a opinião que tens sobre ela no presente?

Quando entrei para a comunidade Portuguesa ela já tinha à volta de 12 anos de funcionamento.

Basicamente o pessoal trocava muitas ideias no fórum. Quando se encontravam durante o dia, travavam amizade uns com os outros e falavam sobre o que tinham aprendido e como eram antes de terem conhecido a comunidade.

À noite grande parte dos nossos camaradas voltava-se a encontrar no Bairro Alto. Trocavam ideias e bebiam uns copos. Quando o álcool começava a arder-lhes pelas veias a fora, os mais corajosos faziam-se às febras e iam aplicar o que tinham aprendido.
Um ou outro lá se safava de vez em quando. Muitos ficavam só pelo assistir.

Quando cheguei, os encontros à luz do dia só com o intuito de trocarem ideias, transformaram-se em autênticas batalhas campais com uma missão bem definida: “aplicarmos o que tínhamos aprendido”. Os nossos troféus eram números, facebook, abordagens, encontros e lá pingava qualquer coisa quando o rei fazia anos.

Com as convenções pua anuais lá conseguimos atrair alguns dos melhores gurus de sedução do mundo. Isto fez explodir meteoricamente o crescimento da comunidade e muitos começaram a praticar activamente o que aprendiam nos fóruns, ebooks e cursos de sedução.

Enquanto estive em Portugal lancei várias iniciativas práticas como o Dia Nacional das Abordagens todos os sábados, desafios iron man e encontrava-me duas a três vezes por semana com os nossos camaradas para treinar. Estas iniciativas foram como um ombro amigo para a maioria dos nossos camaradas que tinham ansiedade de aproximação e social. Graças a Deus que muitos deles vieram e travaram amizade uns com os outros. O que permitiu que se entrosassem mais rapidamente neste mundo tão sedutor.

Para além disso criei um grupo chamado os Super Guerreiros onde só entra pessoal que treina. O Objectivo número 1 era evitar estar sempre a bater na mesma tecla nos fóruns, porque a prática era importantíssima. A maior parte destes homens foram seleccionados baseados nesse factor para que possam ajudar outros camaradas que estejam presos às amarras da sociedade e tenham medo de abordar.

Neste momento a comunidade atravessa uma fase calma e serena. Já não há tantas pessoas a lançar iniciativas práticas nos grupos, só que as amizades de longa data já estão estabelecidas, o que permite que continue activa e essas pessoas se ajudem uns aos outros e aos novos que chegam.

Sedução

Tens alguma maneira de fazer abordagens especial? E em que locais?

Sou como um camaleão e gosto de me adaptar às pessoas e ocasião.

Qual é o teu maior segredo de sedução?

Insistir, persistir e nunca desistir porque algum dia o nosso sonho se concretizará.

Um dos principais argumentos dos detractores do PUA é de que este apenas funciona com estrangeiras. Achas que de facto o game é difícil com portuguesas? As estrangeiras são mais fáceis?

Nunca tive dificuldades com as Portuguesas porque faço culturismo desde os 16 anos e isso ajuda bastante a chamar à atenção. Claro que com as portuguesas as coisas levavam mais tempo a acontecer até ao sexo. Isso nunca me desmotivou, só me fez aperfeiçoar ainda mais a arte.

Muitos homens queixam-se de não serem bem sucedidos com mulheres porque não são nem bonitos, nem ricos. Que mensagem é que deixarias a estes homens?

Só uma pessoa que não vive neste mundo negaria que isso não conta, ou algum guru de sedução tentando vender os seus cursos.

O que acontece é que quando começamos a praticar as técnicas de sedução que aprendemos, os resultados podem custar mais a vir. Só que acabam por vir porque as técnicas são baseadas em como funciona o cérebro e as dinâmicas sociais.

Tens um papel muito activo na motivação dos membros para irem para o terreno abordar. Que mensagem motivacional deixarias aos leitores da Távola Redonda?

Quando os ventos da amargura soprarem contra ti e duvidares se vais alcançar o que tu sonhaste, convido-te a visualizares a pessoa que mais te inspira e ouve a voz dele dizendo-te: “TU ÉS CAPAZ”

A prática de Daygame na Baixa Lisboeta, da qual foste um dos grandes percursores, é vista por algumas pessoas como algo fora do comum. Qual é a sua opinião sobre o assunto? Quais são as mais valias deste estilo de jogo?

Acima de tudo, o mais importante é o homem estar solto das amarras da sociedade e ter as competências para poder atacar quando se sente atraído por uma mulher seja em daygame, night game ou social circle.

As Rotinas e os padrões de NLP (Neuro-linguistic programming) são uma imagem de marca do teu jogo. No entanto, tanto na comunidade como fora dela, estas técnicas são olhadas com uma certa desconfiança. Elas trazem de facto mais resultados? Podias-nos explicar como é que a NLP pode ajudar na sedução?

Essa desconfiança é plausível tanto mais que me recordo de um almoço em que estava a falar com um director de campanhas de marketing de uma grande empresa do nosso país e ele revelou-me que as pessoas dessa área tinham tirado cursos de NLP. E que não havendo ética eles podiam levar as pessoas a comprar coisas que não precisam ou querem. As políticas de devolução são para evitar essas técnicas manipulativas.

Em sedução para que a NLP seja realmente poderosa, primeiro temos que gerar atracção, só depois é que avançamos com as técnicas para criar rapport e uma sensação de incrível conexão. Caso contrário, a mulher fica desconfiada e levanta resistência contra qualquer tentativa de sedução.

És conhecido como um homem corajoso e sem medos de sair da zona de conforto. Podes partilhar connosco alguma história com piada que tenhas vivido no âmbito da sedução?

Em Miami, depois de já ter tido sexo com uma mulher, fui abordado por uma afro-americana que me pediu informações. Chamou-me depois quando cheguei perto da porta do carro dela. Ela, abriu-a, puxou-me pelo cinto e começou a fazer uma chamada para Tokyo. Pedi-lhe boleia até casa e pelo caminho sempre que parávamos num sinal vermelho ela lançava-se ao mastro como se fosse uma botija de oxigénio.

Pensava que cenas destas só aconteciam em filmes.

pua portugal

Perguntas Rápidas

Com quantas mulheres já dormiste na vida?

Não me recordo ao certo porque a partir dos 26 anos deixei de contar. Só que foram mais de uma centena.

Qual foi o número máximo de mulheres que tiveste num só dia?

Tinha um amigo no ginásio que me levou a várias festas de swing e logo na primeira noite em que conheci esse mundo, graças ao meu corpo, dei por mim cercado por 6 mulheres. Pareciam abelhas à volta de mel. Obviamente que tiveram a oportunidade de provar o mel e levar com o ferrão.

comunidade de seducao

Um guru de pua que tenha influenciado a tua vida?

Sempre gostei muito do Ross Jeffries porque é alguém que apesar de ser feio e velho demonstra como é possível usar a NLP para seduzir lindas mulheres.

Um livro?

“Influência”, A Psicologia da Persuasão, de Robert.B.Cialdini.

É o melhor livro do mundo para compreender como é que somos influenciados e podemos persuadir os outros.

Mulheres: jogo de números ou jogo de valor?

O melhor mesmo é desenvolver um estilo de vida e interesses que nos possibilite tornarmo-nos no tipo de homem pelo qual as mulheres se sintam atraídas.

Rotinas ou jogo natural?

Quanto mais puderes planear o que vais dizer e fazer mais aumentas as tuas possibilidades.

Prática ou Teoria?

Um engenheiro primeiro tem que aprender a teoria e só depois começa a construir casas. A teoria é o projecto que nos orienta, sem ela levamos mais anos até alcançarmos o que desejamos. O problema em sedução é que as pessoas utilizam isso como justificação até terem certeza absoluta que quando começarem vai tudo correr bem. Vai sempre existir rejeição. Ninguém emocionalmente saudável gosta dela. É isso que nos faz progredir e querer descobrir novas formas de dar a volta à situação.

A maioria já sabe disto só que continua a procrastinar e com boas razões (porque dói e custa ser rejeitado), como tal inscrevam-se em cursos de sedução fidedignos como os do Vlad que é um homem que para além de estar a tirar uma licenciatura em psicologia também já tem muita experiência com mulheres.

Se não têm dinheiro, podem ir ao Bairro Alto ter com os nossos outros camaradas que com certeza vos ajudarão.

Daygame ou Nightgame?

Não sou nenhum vampiro, como tal o meu desejo não escolhe horas, assim sendo o melhor é desenvolvermos as competências para poder avançar quando o desejo sexual nos impele.

Se tivesses de escolher algum conhecimento que adquiriste como o mais importante, Qual seria?

Como o Bruce Lee costumava dizer: “ Sê como a água e adapta-te às pessoas e circunstâncias”

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Obrigado pela disponibilidade para esta entrevista, Francis Dias. Antes de nos despedirmos, como é que leitores da Távola Redonda podem acompanhar-te, ou mesmo entrar em contacto contigo?

Eles já ficam mais que bem servidos com as perguntas pertinentes e artigos que a Távola Redonda escreve. São perguntas que mexem em feridas sobre como possivelmente funcionam as coisas e que nos deixam a pensar sobre a matrix em que estamos inseridos.

Valor sexual de mercado: Por que razão os looks e o dinheiro não são o mais importante?

Ao contrário do que acontece em outros espaços supostamente masculinos como o Men’s Health  ou o Reddit, onde feministas e paladinos da justiça social juntam esforços para obstruir a verdadeira narrativa da redpill, o fórum chupa-mos, onde Henry Chinasky tem passado uns tempos a navegar, poderá ser um dos últimos cantos da internet portuguesa digno do título “a fachoesfera portuguesa”.

O chupa-mos é um espaço onde nacionalistas, misóginos e racistas expressam as suas opiniões livremente, longe da censura que vigora nos media convencional e redes sociais.

O chupa-mos é um fórum bastante esclarecido relativamente à natureza hipergamica das mulheres – mulheres querem sempre homens de maior valor ( sendo as noções de valor mais comummente evocadas: dinheiro e atractividade física), e sabe que nice guys finish last – ser um beta que procura fazer todos os favores para agradar mulheres não traz nenhuma recompensa sexual. No entanto, parece ainda haver uma certa lacuna sobre a estratégia sexual a seguir pelos homens.

O que se nota por estes ares é que tomar a redpill tem um sabor amargo para a maioria dos homens. Ultrapassar esta fase é extremamente difícil, e aceitar o imperativo feminino sem se guardar rancores contra as mulheres é raro. O caminho é ainda mais doloroso quando a maioria dos homens é game denialist e abandona o seu destino no mercado sexual a factores fatalistas como a hereditariedade genética/financeira, ou a factores de muito longo prazo, como: o melhoramento físico através do ginásio, carreira/ negócios…

Henry Chinasky não nega o impacto do SMV( valor sexual de mercado) no processo geral da sedução. Alias, é um grande apologista de que o treino físico/musculação deveria ser obrigatório para todos os homens, assim como, que na missão de vida de cada homem, a perspectiva financeira deverá ter uma relevância muito superior à sexual/amorosa.

Contudo, no que toca a relações com o sexo oposto, uma aposto única nestas áreas pode muitas vezes não resolver e (mesmo) exacerbar os problemas. O não reconhecimento de que a maioria dos problemas advém da falta de comportamentos alfa; da desinformação que existe sobre as relações intersexuais; da inexistência de estratégias para vencer no mercado sexual (Game/PUA); e não de uma suposta falta de looks e dinheiro, cria um choque mental para muitos homens, que se deparam com os mesmos problemas repetidamente e não conseguem dar uma resposta adequada.

Mais tarde, analisaremos uma dessas questões colocada no fórum chupa-mos. Primeiro, comecemos por uma necessária recapitulação sobre o SMV.

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O que é o Valor sexual de mercado?

SMV
Evolução média do SMV para homens e mulheres ao longo do tempo

O SMV determina o nosso ponto na escala da hierarquia sexual. O SMV tem essencialmente duas componentes: a pessoal (determinada pela pessoa que somos) e a circunstancial (determinada pelo ambiente em que estamos).

A parte pessoal do nosso SMV resume-se a:

Poder/Recursos: inclui dinheiro, autoridade/poder real, extensão e domínio do círculo social, estatuto que a nossa profissão confere (proxeneta vs. cirurgião plástico), património, competição feminina pela nossa companhia, etc.

Aparência/Atracção Física: inclui nível de beleza natural, forma física, estilo/pinta com que nos vestimos/arranjamos, etc.

-Skills/Conhecimento: mastery de actividades: saber tocar um instrumento (ex:guitarra, piano), saber dançar (ex:salsa, kizomba); saber falar línguas (ex: francês, russo) ser praticante de um desporto (ex: surf, rugby), dominar uma arte de combate (ex: boxe, muay thai), inteligência, cultura geral, etc.

Personalidade/Atitude: inclui carácter, atitude no momento,  sentido de humor,  sociabilidade, estabilidade emocional, linguagem corporal, nível de game/sedução, etc.

A parte circunstancial, ou do ambiente em que nos encontramos:

Rácio homens/mulheres no local: por exemplo, numa festa em que há 100 homens e 10 mulheres qualquer uma delas vai receber toneladas de atenção masculina, além de que são um produto raro naquela festa. Mesmo que elas sejam feias ou banais o SMV delas todas sobe por serem um produto raro e o dos homens desce por estarem em abundância. Qualquer das mulheres vai ter um poder de escolha muito maior, por isso vai ser muitíssimo mais selectiva do que se a situação fosse inversa (10 homens para 100 mulheres).

Nível médio de qualidade das mulheres no local: se estamos numa festa só com modelos da victoria secret (vamos esquecer o rácio), o nosso SMV sobe e permite-nos aceder a mulheres de maior qualidade, pelo simples facto que o nível médio de qualidade das mulheres é muito alto (a pior de todas continuava a ser uma excelente conquista).

Nível médio de qualidade dos homens no local: se estamos numa festa com todos os melhores actores de hollywood e nós somos um homem médio de Lisboa, o nosso SMV desce brutalmente por comparação com eles. Da mesma maneira que se formos um advogado de sucesso, com pinta e em forma, numa festa, em que todos são uns geeks do World of Warcraft, o nosso SMV sobe por comparação com eles. Naquele momento as mulheres olham para nós e colocam-nos com uma melhor ou pior escolha por comparação com os outros homens disponíveis.

Tipo do ambiente do local: O CEO de uma empresa que no mundo empresarial é respeitado por todos e tem gajas à balda interessadas, mas na festa da kizomba de sexta à noite é preterido e ignorado em favor de qualquer azeiteiro musculado. Os estilos são simplesmente diferentes.

 

comer gajas
Podes ser um médico ou engenheiro de sucesso, mas esta gaja  fica é excitada com alfas acabadinhos de sair da prisão

 

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O user Bimbaum abriu o seguinte tópico intitulado Gajas de 20 e poucos.

“Estou com 26 anos, tenho estudos (sou Engenheiro Mestre), fiz o curso que quis, trabalho na minha área numa das melhores empresas do país, recebo acima da média para alguém com a minha idade/experiência, sou giro, forte, inteligente, reverenciado pela sociedade, etc etc… Mas apesar de bem sucedido não me considero uma pessoa totalmente realizada por causa das gajas, parece que só têm merda na cabeça. Será que são todas assim? Não sei, digam-me vocês nézés?
Sou filho único, o último da linhagem, não posso ser o último ramo da minha árvore genealógica, esse seria definitivamente o maior falhanço da minha vida.
Nos últimos meses tenho procurado uma mulher bonita, sensata, responsável, honesta e inteligente por quem consiga nutrir sentimentos de cumplicidade e intimidade para iniciar um projecto de vida comum, estável e independente com condições para ter filhos, enfim, viver o sonho…

O Bimbaum é um dos muitos homens com um valor sexual de mercado que supostamente não deveria suscitar problemas  (engenheiro numa boa empresa, bem parecido, inteligente e socialmente bem inserido), mas mesmo assim não se sente realizado por causa da sua vida amorosa. Analisemos o porquê de muitos homens com vidas minimamente organizadas não terem os resultados que querem com mulheres:

1. Não tomam acção suficiente / não abordam raparigas

De longe o principal factor para a falta de sucesso com mulheres. Seja porque o círculo social é demasiado pequeno, seja porque nunca tiveram jeito para meter conversa com pessoas desconhecidas, a maioria dos homens deixa-se ficar na área de conforto. As mulheres não caem do céu, elas nem sequer sabem que vocês estão livres para uma possível relação,  a não ser que abram o jogo/abordem. Cabe sempre ao homem tomar a iniciativa.

Hoje em dia, dada a miríade de opções disponíveis para conhecer mulheres, basta meter um pouco de força de vontade para que tal seja um sucesso. Seja através de Daygame (meter conversa na rua, transportes, cafés, supermercados) , de online game ( tinder, badoo), de círculo social ( a escola/faculdade e o trabalho são apenas os círculos obrigatórios da vida de cada um, se queres conhecer mais gente, podes praticar actividades ex: dança, partidos políticos, aulas de teatro, toastmasters, desportos em grupo…) e por último, mas não menos importante, nightgame ( bares, discotecas).

2. Não têm um método para seduzir

Numa sociedade feminista que difunde o “just be yourself” como o conselho padrão de engate para os homens, e que busca assustar os homens que procuram conhecer mulheres com leis anti-piropo e gritando a plenos pulmões uma inexistente cultura de violação, apenas quem teve a sorte de ser um natural alfa e acumular um bom numero de lays na juventude é que tem a mínima noção do que fazer para seduzir.

Para os outros, é maioritariamente ao azar, normalmente em encontros fortuitos durante um período em que os círculos sociais do ensino são propícios a muitas interacções com raparigas, o que algumas vezes leva a sucessos com mulheres.

“O que vou dizer?” “É estranho ir falar com elas” –   pensamentos beta de um amigo do Chinasky quando foi deparado com a possibilidade de conhecer mulheres do sexo oposto

Para não chegarem a esta situação, estejam preparados para qualquer contexto e interacção, leiam, por exemplo, o mystery method, ou outro modelo qualquer de game. Aprendam os conceitos e a terminologia do game, sem porém terem de seguir tudo à risca. Regra geral: ter um modelo mental/racional do que estão a fazer é indispensável.  

3. Vivem nos filmes de contos de fada disney em vez da redpill

O clássico filme de adolescentes onde o rapaz beta, nerd e estranho ( mas com bom coração) acaba, sem saber bem como, com a rapariga bonita do prom que sempre desejou, é incontestavelmente ficção.

No mundo real, 99% das vezes, a rapariga vai escolher o alfa, convencido, outcome independent (possui uma mentalidade de abundância tal que não se deixa afectar por desfechos negativos), que com uma frame forte e dominante, ultrapassa todos os shit tests.

A redpill cultiva a excelência nos homens e maximizar o SMV vai claramente nesse sentido. Embora não ter um valor sexual de mercado muito elevado quase nunca seja uma razão justificava para o insucesso sexual de um homem, quanto mais alto for o nosso SMV melhores mulheres obtemos, além de que o investimento que fazemos em todo o processo é cada vez menor. De modo que, tanto o ponto 1 – conhecer mulheres/abordagem – vai ser mais fácil, como no 2,  erros no game ou comportamentos beta  vão ser mais facilmente perdoados.

Atenção: Para quem gostaria de aprender o que é a redpill, façam um favor a vocês mesmos e fiquem um par de dias a absorver os resumos anuais do Rationalmale, ouro puro.

Tenho-me deparado com vários tipos de gajas:

1 – Aquelas que trabalham em empresas de merda e ganham muito menos do que eu. Algumas ainda nem acabaram os estudos mas estão sempre a fazer viagens para o estrangeiro (em lazer) e a postar fotos no facebook. Como é possível? Chapa ganha, chapa gasta? Não pensam no futuro? Não sou pai delas para as sustentar, puta que as pariu… O máximo a que podem almejar é uma vida razoável porém parasitária. Não servem para mim.

2 – As putas assumidas ou mulheres modernas e emancipadas das relações abertas ou namoros de curta duração, ainda não lhes chegou uma década ou mais de javardice… Mas o plano delas vai sair mais furado do que aquelas conas, daqui a 5 aninhos já estarão acabadas e ninguém as vai levar a sério.

Elas podem ter trabalhos mal pagos, não ter estudos, gastar todo o dinheiro, etc… mas não deixam de estar bem na vida e em capacidade de encontrar o melhor dos parceiros, o SMV feminino ( ao contrário do masculino) é quase exclusivamente baseado na beleza física.

Analisando o gráfico do SMV, verificam que as mulheres entre os 16-29 estão nos anos dourados do mercado sexual. Têm muito mais valor do que os homens da mesma faixa etária. Muitas aproveitam para satisfazer a hipergamia ao máximo, viajam pelo mundo, postam todas as fotos possíveis no facebook/insta para ostentar os seus status de SMV. E claro, fodem com o maior número de alfas possível. Quando chegam aos 30,  nota-se a tendência a mudar, a busca pelo beta provider ganha primazia ( a chamada vida parasitária que o Binbaum bem sublinhou).

3 – As mães solteiras, algumas desesperadas, outras sem noção. Em princípio não conseguirão parasitar ninguém em particular, apenas o estado que somos todos nós. São as mães guerreiras, coragem etc.

Por outras palavras, engravidaram de um alfa que não quis saber delas. Agora estão em busca de um provider que sustente o filho bastardo.

4 – Aquelas gajas que em 3 anos tiveram 6 cornos mas passam a vida a publicar artigos do jafoste no facebook e a pregar aos sete ventos que os homens são todos uma merda e não as valorizam. Passado um mês já estão com outro igual aos últimos 6, um merdas feio, desempregado e azeiteiro a viver do RSI.

Clássico Beta bait. Elas adoram tudo nos alfas que lhes meteram os cornos, o único problema foi que não os conseguiram manter. Respondam a esses pedidos de atenção beta com consideração por elas e ficarão para sempre catalogados como os gajos que não lhes despertam desejo sexual. Como é óbvio, um tempo depois estão de volta a um novo alfa (ou ao que lhes meteu os cornos n vezes)  não reactivo que não se deixa influenciar pelos caprichos da menina.

Estarei condenado a ter um filho por inseminação artificial como o cronaldo? Será que me vão obrigar a tratá-las como objetos descartáveis, como o pedaço de lixo que até agora têm demonstrado ser? Uma pastilha elástica que depois de mastigada se deita fora? Uma folha de papel higiénico a que se limpa o cu e se manda pela sanita abaixo? Será que este tipo de mulheres serve algum propósito para além de serem receptáculos de esperma? Será que hoje em dia há outro tipo de mulheres?- Bimbaum

Todas as mulheres devem ser tratadas como objectos descartáveis, essa é a mentalidade alfa. Quanto mais cedo perceberem que não existem gajas especiais/unicórnios mais rapidamente vão ser bem sucedido na vida amorosa.

Isto não significa que nunca possam ter relações de longo prazo bem sucedidas, mas que o idealismo blue pill da “nice girl” é um mito. No ambiente certo, com o alfa certo, a mais pura das raparigas vira uma slut completa.

alfa come qualquer gaja

“Good girls are just bad girls who never got caught.”

Vlad: O maior Sedutor Português [Entrevista]

seduçãoMuitos terão ouvido falar de Casanova, Zezé Camarinha, Capitão Roby, figuras incontornáveis do panorama da sedução nacional e internacional, mas estes ícones da sedução encontram no presente um igual, Vlad Teach. Após o artigo 5 Factos sobre o Daygame em Portugal, a Távola Redonda decidiu entrar em contacto com o Life Coach que dormiu com mais de 100 mulheres em menos de um ano e acordou uma entrevista exclusiva.

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Apresentação

Olá Vlad, em primeiro lugar, uma pequena apresentação, podias dizer-nos como te chamas? quantos anos tens? o que fazes na vida?

-Vlad Teach, o meu nome verdadeiro permanece privado . Tenho 23 anos e estou a formar-me em Psicologia e Personal Training. Dou formações nesta área e tenho clientes de PT.

Como era a tua vida amorosa antes do PUA?

-Era inexistente, nem consigo conceber o passado antes de aprender sobre Auto-Ajuda e Ciências Sociais.

Conta-nos uma pequena história do teu percurso, da tua evolução?

-Em tenra idade deparei-me com um website onde referiam PUA, na altura só existia Mystery Method e pouco mais. Li bastante sobre o assunto mas não tinha sequer possibilidades de praticar (escola privada, zero popularidade etc).

Quando saí da escola comecei a praticar Daygame por mim mesmo, tentativa e erro, e só me deparei com produtos sobre o tema quando entrei para a Comunidade Portuguesa, onde vários membros, simpaticamente, me providenciaram produtos online de já reconhecidos Gurus. Aí dei um salto grande no meu Game, ainda que já tivesse dormido com umas valentes dezenas de mulheres em daygame. Mas de salientar que nessa altura era mais fácil, não havia tanta competição, especialmente com o enxame de RSD Inner Circle. Agora é quase impossível abordar uma mulher com algum sentimento de espanto e novidade para ela.

A partir daí entrei numa espiral positiva, à medida que a quantidade e qualidade das mulheres aumentava, proporcionalmente a minha confiança aumentava , ad infinitum.

Agora estou numa relação séria. Tenho objectivos diferentes. Mas a grande diferença é que antes usava muito a decepção e a mentira, pois achava, e achava bem, que quem eu era verdadeiramente não era suficiente. Mas tanto por ter investido em mim mesmo (intelectualmente e recentemente fisicamente) e por certas mulheres de abismal beleza me terem demonstrado que me amavam por quem eu era realmente, não pela máscara que usava, mudei nesse sentido e agora aceito-me a 100% e acredito piamente em honestidade brutal.

Como conheceste a comunidade de sedução portuguesa? Qual é a opinião que tens sobre ela?

-Um amigo da minha irmã estava presente na comunidade e inseriu-me na mesma. Tenho opiniões individuais e opiniões generalizadas. Existem membros muitíssimo fracos e outros muito fortes. Mas todos me pareceram excelentes pessoas e com boas intenções. Muitos ajudaram-me e acreditaram em mim, com especial referência ao Francis Dias.

A comunidade em geral é uma força positiva onde não existem julgamentos e todos se ajudam. O único problema que aponto é a aparente obsessão com novas técnicas e produtos, e contra mim falo, mas já não há segredos no Game.  Em vez de praticarem e se desenvolverem, passam (alguns membros suspeito) horas a ver vídeos e a sacar produtos dos RSD.

A culpa não é deles, pois é-lhes vendida a ilusão que podem ter resultados em Portugal iguais aos que se tem em cidades como Las Vegas  e LA, e que enquanto não se tiver, há que comprar o ultimo programa que vai finalmente mudar tudo. Tanto em termos de cultura e Sheer Number [n.d.e. números brutos] de mulheres atraentes e disponíveis… Não tem nada a ver.

Sedução

sacar gajas

Como é que costumas meter conversas? E onde?

-Sou sempre directo, mas deixo claro que aparência física não é suficiente para me seduzir. Qualquer lado onde veja uma mulher que me deixe nervoso pela sua beleza.

Quão importantes são os primeiros segundos de uma abordagem? Já deste a volta depois de uma reacção que ao início correu mal ( a rapariga reagir de maneira desagradável)?

-São depressivamente importantes. Evoluímos para categorizarmos as pessoas em meros segundos. Dito isto, a reacção inicial dela não fala necessariamente do que se passa realmente no cérebro dela. Ou seja, reacções negativas podem facilmente tornar-se em noites agradáveis ou relações duradouras.

Qual é o teu maior segredo de sedução?

-Ter uma causa (direitos animais) e estar disposto a dar tudo por ela. As mulheres querem um homem com um grande coração e querem fazer parte de algo maior que elas mesmas. Ter uma missão, deixar uma marca positiva no mundo. Mas como a maior parte das pessoas não está disposta  ao sacrifício e responsabilidade de ser um “exemplo” resta-lhes escolher entre a mediocridade ou seguir alguém.

Achas que o game é difícil em Portugal? O que podia melhorar? Se pudesses fazê-lo noutro país, onde o farias e porquê?

-Sim, acho com toda a franqueza. Existem poucas mulheres atraentes em relação a muitos outros países.  Consequentemente, as que são, têm um Ego gigante e muito mais pretendentes a lutar por elas. Mais, a cultura repressiva não ajuda. Nos Estados Unidos, tenho mulheres consideradas lindas a mandarem-me Nudes (com contexto) às dezenas, só porque aparento ter no facebook meio palmo de cara, enquanto que aqui nem sequer olham para mim. Isto para dar um exemplo.  Qualquer país de Leste e do Norte. Apreciam um homem masculino e são mais desinibidas, respectivamente.

pick-up-artist

Muitos homens queixam-se de não terem sucesso com mulheres porque não têm dinheiro. Soubemos que quando começaste sobrevivias o teu dia-a-dia só com uma pequena mesada e vivias em casa dos teus pais. Mesmo assim, conseguias dormir com dezenas de mulheres em intervalos de poucos meses, como é que conseguias? Que mensagem é que queres deixar para estes homens?

-Substituiria mesada por caridade de alimentação. Tive de arranjar maneira de as convencer a dormir com elas nas suas casas/hotéis/quartos. Excepcionalmente em Motéis. Podem ver o meu vídeo sobre este tema. Mas deixo esta mensagem: Para casarem quando já passam dos trinta, o dinheiro interessa.

Para dormirem com um homem, as mulheres querem prazer e emoções poderosas. Finalmente, hoje em dia, qualquer mulher tem condições para se sustentar, especialmente se for muito atraente. Foquem-se em tornarem-se boas pessoas e em seguirem os vossos sonhos e elas virão atrás.

És um dos percursos da profissionalização do PUA em Portugal: com um canal de youtube, uma página no facebook e uma escola de sedução. Achas que Portugal tem mercado para coaches de sedução? Quais são os tipos de homens que procuram os teus bootcamps?

-Não tem, mesmo os meus preços simpáticos são altos para a maior parte dos jovens. A maior parte dos meus clientes são homens mais velhos com certas posses, que me consultam em regime de absoluta discrição. Disto isto, se todos os homens que vão sair à noite na vã esperança de terem sexo viessem ter comigo, já seria milionário. Mas o Ego não permite. Todos os homens querem acreditar que sabem seduzir uma mulher ou andar à porrada, até serem rejeitados sóbrios ou levarem um murro nos dentes.

Para os leitores da Távola Redonda que procuram melhorar os seus resultados com mulheres, ou mesmo ultrapassar crenças limitantes, que pequeno conselho é que lhes dás?

-Conhecimento, através de mim ou das centenas de Coaches da Internet, e prática. Sair à noite e durante o dia e abordar mulheres. Independentemente dos objectivos, só através de abundância podemos exercer escolha. Existem muitas mulheres lindas cuja fantasia são tipos exactamente como vocês, quem quer que esteja a ler, têm é de as procurar.

Feminismo & RedPill

Não sei se te encontras ao corrente de tudo o que se passa em Portugal relativamente ao movimento feminista. Nos últimos dias, a deputada Mariana Mortágua levantou o tema de uma “suposta” cultura de violação existente em Portugal, outra feminista chamada Maria Pessoa lançou um artigo onde fazia a equivalência entre violação e sexo assim-assim. O que pensas sobre o assunto?

-As mulheres foram oprimidas durante toda a história da humanidade, assim dou-lhes um desconto moral pelas absurdidades actuais. (…) A frustração que provoca nos homens ver uma mulher atraente com os seus atributos a pavonear-se é indescritível (testosterona, etc) e se elas pudessem sequer concebê-lo pensariam duas vezes antes de acusarem os homens de certos nomes e de falta de respeito. É literalmente o nosso ímpeto mais primordial, o de cortejarmos uma fêmea atraente.  Finalmente, aponto, a medo, um certo cinismo por parte das mulheres, pois creio que a maior parte são francamente demasiado feias para convidarem qualquer tipo de assédio, e portanto expressam-se mais no sentido de massajarem o seu ego ferido do que de uma realidade.

MRA/RedPill/Neomasculinity foram adoptados por muitos antigos PUA’s, vês-te a prosseguir esse caminho?

-Não. (…) Não esquecer que ser mulher está intimamente ligado a ser atraente. As mulheres que não o são sofrem a vida toda, as que são sofrem ainda mais quando envelhecem. Imaginemos que o nosso valor aos olhos da sociedade é se somos desejáveis ou não… É uma realidade cruel. Dito isto, há uma falta de compaixão pelos desafios de ser homem no mercado sexual, concordamos que as mulheres têm-no muito mais fácil mas lembrem-se… Só as desejáveis, e mesmo essas vão levar com o camião da velhice mais cedo ou mais tarde.

Portanto defendo os direitos dos dois, cada sexo com os seus problemas e as suas bênçãos.

Perguntas Rápidas

Com quantas mulheres já dormiste na vida?

-Número exacto já perdi a conta, mas é superior a 200.

Um guru de Pua que tenha influenciado a tua vida?

-A minha maior influência é o James Bond, não é exactamente um Guru hehe.

Um livro?

-O homem que procurava o sentido da vida- Ramirro Calle

Mulheres: técnica ou talento (inato)?

-Técnica.

Atracção ou Sedução?

-Sedução.

Um elemento indispensável no teu game, sem o qual não consegues fazer close?

-Absoluta Vulnerabilidade.

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Obrigado pelo disponibilidade para esta entrevista, Vlad. Antes de nos despedirmos, como é que leitores da Távola podem acompanhar o teu trabalho, ou mesmo inscrever-se para os teus bootcamps?

-Podem acompanhar o meu Canal Youtube- Vlad Teach – que se encontra num lamentável Hiatus devido a obrigações laborais/académicas. A minha página de facebook do mesmo nome. Podem enviar-me mensagem privada ou para o email: teachvlad@gmail.com

7 Razões porque deves juntar-te a um PUA Lair

rsd lisboa
Um dos vários Lairs presentes em Portugal.

Se vives numa grande cidade europeia, ou do ocidente em geral, provavelmente existe um PUA Lair activo nas proximidades.

Nunca ouviste falar de um PUA Lair?

Não és o único. Os lair de pua funcionam numa espécie de semi-secretismo. Apesar disso, na realidade são apenas grupos de pessoas que se reúnem com o intuito de aumentar as suas capacidades sociais (principalmente viradas para a sedução). Por norma, saem à noite (ou mesmo de dia), trocam ideias sobre game e vão meter conversa com mulheres.

1 Malta fixe para sair à noite

Quantas vezes quiseste sair com o propósito de engatar e não tinhas com quem ir, ou se tinhas, eles simplesmente não eram capazes de meter conversa e acabavam por ser uns espanta conas.

Muita gente, ao encontrar este obstáculo, acaba por desistir e opta por deixar a vida amorosa ao Deus dará. Logo, a necessidade de se encontrar um grupo de wings é importante para quem se quer meter nestas andanças, como podemos ver também num comentário em 5 Factos sobre o Daygame em Portugal.

Anonymous: March 30, 2017  “eu queria ir fazer daygame e preciso de um wingman pq tenho muitas dificuldades”

Uma boa solução para este problema é fazer parte da comunidade local de sedução. Após uma procura na internet pelo tema, rapidamente se encontram os lairs existentes. Frequentemente os membros reunem-se semanalmente ou mesmo diáriamente para fazerem o chamado “sarge”.

Verb; to Sarge.
The act of engaging conversational rapport with a complete stranger.
Though tied to the seduction community as the official name for being “on the hunt,” – Urban dictionary

Na pior das hipóteses, vais encontrar alguns elementos algo estranhos, malta com pouco à vontade social e algo “descalibrada”. No entanto, a norma vão ser pessoas boa onda e cheias de afinco na arte de abordar mulheres. Um ponto muito positivo, é que como todos estão lá com o mesmo objectivo, a ansiedade de ser julgado socialmente nas abordagens (medo de ser rejeitado) é muito menor, comparativamente às saídas com amigos da faculdade ou do trabalho.

2 Um fórum de partilha de ideias

Assim como um dos âmbitos deste blog foi disseminar a redpill, a verdade sobre  as dinámicas intersexuais, as comunidades de PUA têm os seus próprios fóruns ou grupos de facebook onde são contadas histórias (Field Reports), trocadas dicas de sedução e testadas ideias sobre os melhores métodos para conhecer, atrair, beijar e dormir com gajas.  Embora a maioria do material sobre engate se possa encontrar livremente na internet, ou mesmo na Távola Redonda, o factor de participação e análise das situações com malta que vive na tua cidade é sempre uma ajuda preciosa.

3 Sair da tua zona de conforto

daniel torres
Daniel Torres, PUA Português que desistiu do seu trabalho para viajar pelo mundo a fazer game

A velocidade com que podes evoluir nas artes venusianas é muito maior do que se o fizeres sozinho. O factor chave aqui é ter o incentivo extra para sair da zona de conforto.

Num dia vais sair com um grupo que deambula as ruas do bairro alto incessantemente em busca de presas . No seguinte, com um rapaz que passa as tardes no starbuck da Baixa, com o seu portátil, fato e gravata e aborda turistas com histórias treinadas (as chamadas rotinas). Noutro, conheces quem tenha entrado em associações de Erasmus (ou em aulas de dança, por exemplo), porque se apercebeu que desta maneira eram as raparigas que andavam à volta dele, e não ele delas.

4 Oportunidade para conhecer gurus nacionais/internacionais

Com alguma frequência, as comunidades locais organizam eventos onde os melhores sedutores são convidados a dar workshops/palestras. São chances únicas para ter uma perspectiva do que melhor se faz na área.

Nos últimos anos, tivemos em Portugal o mais famoso guru da comunidade PUA, Mystery aka Erik Von Markovik, autor do The Mystery Method, considerada por muitos como um dos  percursores da teorização da sedução. O seu livro, aclamado como uma bíblia da sedução, é essencial para quem conhecer todo o lingo dos Pick-up-Artist, tendo o mesmo , por exemplo, criado conceitos como LMR (resistência de último minuto), DHV (Demonstração de valor) e IOI (Indicador de interesse). Não menos importante, é o incontornável modelo Atracção-Conforto-Sedução. Base da maioria das vertentes de sedução posteriores.

Também passaram por cá outras figuras conhecidas como: Zan Perrion (The Alabaster Girl), Mark Manson (Models: Attract Women Through Honesty) e Tom Torero.

5 Ter colegas onde quer que viajes

Um dos aspectos mais positivos é o espírito de “irmandade” que reina nestes Lairs. Não raras foram as vezes em que viajei por Portugal e tive a sorte de ser recebido por outros elementos nas suas cidades natais. Assim como, retribui o favor, e acabei por conhecer também estrangeiros que viajavam por terras Lusas e tinham estabelecido contacto connosco.

6 Criar amizades e contactos

Tal como os clubes desportivos, o toastmasters ou associações de estudantes aumentam a tua rede de amizades, os lairs de pua são uma oportunidade de conhecer gente de todos os espectros da sociedade, que muito dificilmente entraria em contacto noutra situação. Ainda hoje mantenho o contacto com vários elementos que são das pessoas mais dinâmicas e com pensamentos fora da caixa que tive o prazer de conhecer.

7 Torna-te um sedutor para a vida

Num mundo cada vez mais competitivo, e com uma  liberalização extrema do mercado sexual, cujas consequências podemos ver de maneira eximia nas obras de Houellebecq. Ter um conhecimento sólido de game (assim como da redpill) e uma experiência prática alargada são activos essenciais para navegar com sucesso o mercado sexual  e atingir a posição de homem Alfa.

“It’s a fact…that in societies like ours sex truly represents a second system of differentiation, completely independent of money; and as a system of differentiation it functions just as mercilessly. The effects of these two systems are, furthermore, strictly equivalent. Just like unrestrained economic liberalism, and for similar reasons, sexual liberalism produces phenomena of absolute pauperization . Some men make love every day; others five or six times in their life, or never. Some make love with dozens of women; others with none. It’s what’s known as ‘the law of the market’…Economic liberalism is an extension of the domain of the struggle, its extension to all ages and all classes of society. Sexual liberalism is likewise an extension of the domain of the struggle, its extension to all ages and all classes of society.”
― Michel Houellebecq, Whatever

Os preliminares são para frouxos

Nota prévia: O Patriarca gosta muito de chupar cona. Este artigo não é um ataque à nobre arte do cunnilingus.

Qualquer pessoa que não tenha vivido debaixo de uma pedra nos últimos 30 anos sabe como os preliminares são absolutamente imprescindíveis para que uma mulher desfrute totalmente do acto sexual. O Patriarca cresceu bombardeado por esta narrativa, e ainda hoje basta passar os olhos pelos escaparates de revistas para encontrar um qualquer título de capa papagueando sobre o assunto.

Uma pesquisa rápida no Google não é menos fértil. Ainda este mês, a nossa querida Bárbara revelou que Carrilho falhava neste ponto (não será analisada com mais profundidade a vilificação que sofreria o ex-ministro se referisse que a ex não lhe lubrificava a ogiva com a regularidade desejada). Uma sex coacher (não podemos chamar-lhe treinadora sexual? Ou isso podia ser confundido com puta?) afirma que são o prato principal e não uma entrada. O leitor seguramente estará ciente de muito mais exemplos.

O Patriarca, em tempos longínquos, quando a sua experiência com mulheres era limitada ao plano teórico, acreditava nesta narrativa. Claro que, como é frequente em semelhantes assuntos, a exposição à realidade (sob a forma da prática frequente das artes fodengas com um número apreciável de parceiras) encarregou-se de desfazer a ilusão.

Os preliminares, na verdade, são absolutamente desnecessários para a satisfação sexual de qualquer uma das partes. Agradáveis, sem dúvida, até porque o adiar do coito propriamente dito pode potenciar a excitação e levar a sessões verdadeiramente épicas. Mas – chegando finalmente ao ponto de partida deste artigo – só são “exigidos” a frouxos. Por outras palavras, os preliminares são o dever do beta.

A palavra delas

Mas como O Patriarca é um troglodita misógino, se calhar não devia ter a última palavra sobre o assunto. Nada como perguntar às mulheres, certo?

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Ok, já deu para parar de rir. As mulheres são uma fonte de informação valiosa sobre a sua própria sexualidade, mas qualquer pergunta directa leva a respostas que não passam de um misto de racionalizações, cortinas de fumo e clichês socialmente aprovados que não servem absolutamente para nada. As pérolas de verdade obtêm-se através de perguntas tangenciais – por exemplo, como é a sensação de excitação sexual? Algumas citações seleccionadas:

Yeah, a penis around here would be pretty great

Ahh…for me, it’s the feeling of wanting to be filled so badly that it hurts. Like, it physically aches from how badly I need it.

I’ve gone from goose bumps all over my body to trying to press myself deeper into my partner

I have trouble thinking about anything other than my complete desire to be filled.

Something that always happens is the need to be filled, I can’t describe it but I just feel empty and want something in me; sliding.

it’s more like this achy, throbbing desire for pressure on the outside parts, and the feeling of needing something in me to grip on.

Imagine having a meat cave in between your legs that really likes the thought of having something inside of it, stretching it out and pounding it repeatedly.

I’ve now reached the persistent fantasy of having my face shoved into the pillow, hair in hand, and a big, thick cock pushing inside of me agonizingly slow before pounding the shit out of my eager pussy until I’m spent. To the point I can almost feel it now.

The whole area feels warm and all you can think about is getting fucked in the most depraved, primordial manner.

E por aí fora, mas torna-se repetitivo. A sensação mais frequentemente e graficamente mencionada é o desejo de ser preenchida. Praticamente ausentes estão os famosamente imprescindíveis preliminares – seja beijos, amassos, sexo oral – ou então perfeitamente secundarizados frente à urgência de levar com um tarolo entre as pernas.

Os preliminares não são então mais que a versão sexual das bebidas à borla, flores, jantares românticos e jóias: instrumentos com os quais os betas acreditam que podem negociar/induzir o resultado que desejam. Respectivamente, excitação sexual e atracção. E quem está familiarizado com a Red Pill sabe que ambas as estratégias estão condenadas ao fracasso, pois tanto a atracção como a excitação não podem ser negociadas.

Toda a gente conhece o clássico exemplo da gaja que fodia desconhecidos na casa de banho da discoteca, mas depois de uns anos com o namorado que a adora e lhe lambe o pito horas a fio não tem vontade de ter sexo. Os “quartos mortos” são um problema extremamente frequente, como pode atestar a imagem abaixo:


O Patriarca garante que os milhões de homens que tornaram estas pesquisas nas principais sugestões do Google já fizeram ou vão fazer todos os preliminares conhecidos pela espécie humana. Se calhar ainda inventam mais alguns. E vão continuar na mesma. O problema não está nas partes baixas.

Mas então fazer minetes (ou outros preliminares) é beta?

Mais uma vez, o contexto e a atitude são a chave. Fazer um minete não é beta. Fazer um minete porque se não o fizeres a vagina dela mais parece o Sahara, ou porque tens medo que ela te deixe, ou ela não quer foder sem uma sessão de 1h de língua antes e mesmo assim se calhar no fim já está cansada e não lhe apetece, é BETA.

Muitos homens nunca terão tido essa experiência, mas uma mulher excitada só pensa em arrancar a roupa e sentar-se num chouriço da marca Metello. Mesmo que não esteja a pensar em sexo, quando há atracção genuína, ser atirada de ventre, para cima de uma cama (ou contra uma parede), e sentir um bafo de homem no pescoço é o suficiente para produzir mais lubrificação num minuto do que muitos gajos vêem na vida inteira. Mais do que uma vez O Patriarca foi interrompido na sua apreciação oral de coninha asseada porque “quero pila JÁ!”.

O preliminar com desejo prévio é redundante. É um amplificador, um tempero. É o molho de natas em cima daquele bife que só grelhado na chapa já estaria magnífico. Memorável, digno de menção na TimeOut e se calhar voltas lá todos os meses e nos intervalos lembras-te dele de vez em quando. Mas na verdade, comer aquela bomba todos os dias até se tornava enjoativo, para além de ir tudo parar à coxa.

O preliminar sem desejo é um nado-morto. É uma tentativa de activar fisicamente um evento que ocorre dentro da cabeça. É o típico método beta de buscar uma resolução lógica para um processo emocional (estimular clítoris – activar desejo). É a tortura da alma de milhões de frouxos que dão voltas e voltas à cabeça e à língua a tentar encontrar a fórmula mágica para incendiar as virilhas da cara-metade, enquanto bestas como O Patriarca ignoram protestos mal-amanhados das queridas que não querem foder porque estão de birra, e sem tirar as cuecas as levam ao clímax só com estocadas de piça.

O melhor preliminar, no fim de contas, é ser alfa. Ser o gajo que lhes dá a volta à cabeça, que elas desejam visceralmente, com quem passam os dias a fantasiar sobre o momento em que finalmente ele as vai tomar como suas e aplicar o martelo pneumático que lhes deixa as pernas a tremer.