#MeToo Em Portugal

“Em política, o que parece é” – António Ferro

Não é Lucília Gago, a amiga pessoal de José Sócrates que com ele surge numa fotografia publicada nas redes sociais, o foco das minhas preocupações. Afinal, não sendo membro da família Espírito Santo, não integrando o circulo pessoal das pessoas que espatifaram o país, a nomeação da nova procuradora-geral da república devia passar-me completamente ao lado. Certo? Errado. Porque depois de 6 anos focando o ministério público no combate à corrupção, doa a quem doer, nomeia-se uma procuradora cujo foque profissional foi “o direito da família” e da “protecção de menores”. Nós sabemos o que isso quer dizer.

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Lucília Gago é amiga pessoal de José Sócrates

No Centro de Estudos Judiciais, Gago leccionava sobre direito de família e menores. Foi convocada pelo governo a dar parecer sobre a alteração legislativa dos regimes jurídicos de adopção que permitia à paneleiragem violar adoptar crianças. Nesse contexto profissional, assinou um livro intitulado ““Violência Doméstica – Implicações sociológicas, psicológicas e jurídicas do fenómeno”. A Violência Doméstica que se tornou crime no código penal de 1982, foi-se gradualmente tornando mais abstracta com as revisões propostas pelos Socialistas em 1995, 1998 e 2000. Já o crime era público quando em 2007, as relações de namoro (?) passam a estar sujeitas a apreciações de natureza criminal. Quem foi o proponente? O amigo da Lucília, o Socialista José Sócrates. Sei que soa a circular. É.

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A namorada de José Sócrates aplaude a substituição da PGR

Fernanda Câncio, a putona mais detestada pel’A Távola Redonda, celebrou a nomeação provavelmente numa das suas sessões de cocaína e sexo agressivo com os miúdos menores com que encornava o ex-primeiro ministro. Sim, evidencia-se a circularidade, porque também ela (entre outras) mamava a picha do dirigente Beirão. Mas não se trata de ilibar o engenheiro falseado, pois a escolha de Lucília Gago pode implicar mais. Muito mais.

Justiça Machista não é Justiça

É o titulo de um evento organizado para contestar uma decisão de um qualquer magistrado nortenho. Provavelmente a decisão é boa e provavelmente o crime não aconteceu. Não foi o evento, mas o artigo de Isabel Moreira uma deputada omnipresente nas redes sociais e em tudo quanto é lugarejo fétido que em vez de comentar o momento político mais relevante dos últimos meses, preferiu escrever sobre a não-existência do assédio sexual que há muito – muito – devia estar legalizado (Estamos a poucos anos de encontrarmos uma vaga assustadora de desemprego feminino porque os empresários e patrões que não querem merdas, preferirão simplesmente contratar gajos e evitar chatices como esta), que me pôs em riste. E se fossem uma e a mesma coisa? E se o avanço da nova procuradora não for apenas o fim do combate à corrupção, mas a chegada da justiça #MeToo a Portugal?

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Queixo torto, nariz curvado, rugas prematuras e cabelo curto: Deve ser feminista

Depois do heteropatriarcado, dos seguranças em discotecas onde o desconto patareca garante entradas gratuitas, dos assentos do metro e dos violadores de autocarro, o principal alvo do movimento feminista tem sido a justiça. Como um político sequioso, corrupto e desesperado (lá voltei a Sócrates), os feministas põe em causa cada decisão judicial, cada acórdão, cada impulso de apreciação jurídica que não obedece à sua tramitação, à sua leitura do mundo, e às suas regras. Implícito no titulo do evento está a visão de duas justiças: a Justiça Portuguesa e a Justiça MeToo.

O problema da Justiça MeToo não é só a injustiça (Pais em divórcio que perdem os filhos, maridos que perdem o ganha pão, jovens que perdem a liberdade, desportistas que perdem bolsas, pessoas que perdem as vidas) nem a perversa tentativa de submeter um pilar do Estado de Direito a uma corporativa minoritária, carente de mandato ou asseveração legitima e constitucional de poder popular – quem são estas putas para exigir a um magistrado que faça o que for?! Mas também a ideia de que a justiça corrente não é funcional: De que os juízes condenam menos os outros homens, de que os magistrados brancos deixam passar os crimes de brancos em branco, de que só um juíz paneleiro pode enrabar condenar um arguido paneleiro e toda a demais lengalenga das políticas identitárias. Subjacente está a ideia de que  todos os juízes brancos são racistas mesmo quando os juízes pretos são igualmente acirrados; todos os juízes homens são machistas mesmo quando o comportamento das magistradas é semelhante e discrepante da agenda feminista, ou pior, de que todos os juízes homens – porque são homens – têm o seu quê de violador.

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Brett Kavanaugh, nomeado por Donald Trump para o Supremo Tribunal Americano, está a ser acusado de violador

Esta narrativa também ignora que desde 2007 existam maior número de mulheres magistradas do que de homens magistrados e o seu número em absoluto esteja a decair desde 2005 e o seu número relativo esteja a decair desde, bem, sempre; descendo de 843 (2005) para 702 (2017) e de  82 % (1991) para 39.6 % (2017). Em cada 10 juízes, 6 são mulheres. A procuradora-geral é mulher. Fodasse. Estou sub-representado

A Justiça Portuguesa

A justiça é o terceiro pilar do Estado de Direito. Por ser benevolente é Feminina como Maat, a deusa egípcia cujo nome originou a palavra magistrado. Por ser imparcial é cega, apresentada com uma venda nos olhos que a impede de conhecer os protagonistas dos factos que está a julgar. Por necessitar de ponderar todos os elementos em jogo, é retratada com uma balança na mão como o arcanjo São Miguel, o justiceiro da mitologia judaica. Por ser implacável, porta uma espada na mão, destinada a aplicá-la impiedosamente sobre os faltosos. Sob a forma da deusa grega Têmis, Justitia, está presente na soleira de cada tribunal ocidental. Temo-la assim por benevolente, imparcial ponderada e implacável. E se não for?

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Personificação escultural da justiça

A justiça Portuguesa é demorada, inoperante e muitas vezes injusta. Mas terá, como afirma José Sócrates, uma agenda? Vamos assumir que sim. Vamos assumir, por exemplo, que tem uma agenda anti-masculina e que desfaz os homens na partilha da parentalidade depois dos processos de divórcio. Eu, homem, depois de um processo de divórcio onde a juíza decretou apenas poder passar dois dias semanais com os meus filhos, acredito que essa decisão foi toldada pelo sexo da juíza ou por uma agenda anti-masculina. Porque razão hei-de entregar os miúdos à mãe em vez de mandar o tribunal à bardamerda e fugir com eles para Singapura? Porque razão hei-de obedecer a uma justiça que sei, como diz Sócrates, que funciona contra mim?

Mas a justiça tem na verdade, e segundo o ex-líder, uma agenda de direita política, determinada em garantir o prestígio da Direita e prejudicar a reputação da Esquerda, nomeadamente na pessoa do próprio Sócrates, certo? Portanto, sendo munícipe dum concelho governado pelo PSD/CDS, presidido por um autarca profundamente corrupto, de nada me adianta apresentar queixa do executivo local pois a justiça não actua contra a Direita. Mais vale ir à câmara e fazer justiça com as minhas próprias mãos, certo?

Parabéns Zé Sócas. Acabaste de legitimar o justicialismo.

A Justiça #MeToo

Até agora preocupamos-nos com a justiça das redes sociais, do twitter que nos apaga a voz e do facebook que nos apaga da história como se de uma purga Stalinista se tratasse. Podemos estar perto de a sofrer nas mãos da justiça local, que nos entre pelas casas, pelos locais de trabalho, legitimados por uma procuradora-geral da república corrupta, sedenta de sinalizar virtude, para nos arrestar pelo que escrevemos num blog obscuro?

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Podemos acabar presos pelo que escrevemos num computador

Estas são as minhas preocupações, de quem não é militante do PSD/CDS nem, valha-me Deus, do PS ou de qualquer partido esquerdalha. As preocupações de que a nova PGR remeta para nós a violência e incisão que poupará ao, cá vem ele outra vez, Sócrates. Podia Marcelo nomear alguém que não despertasse, em mim, semelhantes preocupações? Claro que sim.

 

Nomeasse um gajo

Carta Aberta a Ruth Manus

Ó minha puta: vai para o caralho. O Patriarca ainda não tinha decidido pegar contigo. Afinal de contas, ainda não eras uma quenga perniciosa; eras só uma brazuca cabeça de vento que escrevia umas merdas num jornal relativamente decente. E até tinhas piada ocasionalmente. Escrevias umas tonterias relativamente inofensivas. Representavas aquela espécie de feminismo light que tendemos a benevolentemente deixar passar, como uma birra de adolescente. E como até eras casada, e razoavelmente engraçada do ponto de vista estético, passavas por uma típica semi-conservadora ingénua que sofre de falta de regulação por parte de um marido demasiado permissivo (quiçá beta).

Mas agora passaste das marcas. Não há nada de light neste discurso de merda. Entraste na linha de pensamento do ninho das harpias e das marchas de galdérias a pedir que não me chames de querida.

E como pelo teu próprio discurso dispensas a benevolência do patriarcado, isto vai sem filtro.

Podes pegar nessa peida certamente demasiado grande por influência de genes ameríndios, e fazer a viagem transatlântica de volta para o basqueiro de onde vieste.

O Patriarca faz aqui uma pausa para notar que, para além do facto de ser brazuca, não é possível encontrar uma única foto que dê uma ideia de como é a bunda desta puta. Isto, ainda mais numa numa galdéria semi-famosa, só quer dizer uma coisa – tem o cagueiro como um comboio de mercadorias. Mentira, O Patriarca encontrou uma foto que permite fazer uma estimativa. Guardou-a para efeito dramático.

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Nem penses que te vamos publicitar livros, badocha!

As cortinas da sala d’O Patriarca têm menos pano que isto – e ocupam a parede inteira! Estereótipo confirmado – traseiro de petroleiro.

Adiante. Esse feminismo radical pode já ter pegado de estaca nesse pardieiro a que chamas pátria, mas certamente não é bem vindo em Portugal, nem vindo de nativas, quanto mais saído de uma cadela colonizada que tem o desplante de dizer que a língua que assassina cada vez que abre a boca para cuspir asneiras com sotaque amazónico é “Português do brasil”.

Para começar porque é uma conversa de merda. Não só como muito bem ressalvaram vários leitores nos comentários a expressão “meu anjo” (e já agora, “meu bem”, excepto na canção Beta do século do Salvador Sobral) é pouco utilizada em Portugal. Também o trato condescendente, ao contrário do que imaginam todas as feminazis do alto do seu solipsismo, não aflige exclusivamente mulheres. Qualquer homem relativamente jovem que interaja com senhoras de meia idade para cima rapidamente se habitua a ser tratado por “meu querido” e “meu filho”. Mas lá está, as mulheres queixam-se, os homens lidam.

Depois, é de ir às lágrimas ler uma desmiolada que não tem a mínima noção de que só lhe é permitido, como imigrante quase acabada de aterrar, ter uma coluna semanal num dos principais jornais nacionais e fazer as críticas que faz ao comportamento e costumes dos locais, porque é vista como uma miúda inofensiva com, lá está, cara de anjo. Não percebes que é o machismo carinhoso de que te estás a queixar que te salva de que se te tenha dado rapidamente o tratamento que merecias, que era na melhor das hipóteses um banho de alcatrão e penas.

Uma rameira como tu ter o desplante de pensar que se em vez de umas melenas loiras e umas tetas empertigadas tivesse voz grossa e barba rija teria qualquer hipótese de assinar esta fútil crónica, ainda por cima num dos jornais menos vermelhos cá do burgo, e em vez de mostrar alguma gratidão vestir o macacão marxista e tentar o MeToo em terras de macho latino, só mostra uma coisa. Que está na altura de acabar de vez com o machismo carinhoso e reinstituir o Patriarcado.

Enfim, reza para o teu marido encontrar este artigo. Se o beta que pôs um anel nisso alguma vez ler estas palavras, pode ajudar a salvar o mundo começando pela própria casa. Se controlasse a mulher como Deus manda talvez vos poupasse a estas vergonhas, e permitisse que lhe mantenhas o respeito. Em vez de lhe espetares um divórcio daqui a uns anos quando só o simples facto de pensares nele te fizer encarquilhar a buceta.

O pénis de Bruno Maçães

O Patriarca sabia que não ia tardar muito que se importasse a Histeria Weinstein para terras lusas. Afinal de contas, ainda não se conseguiu erradicar os homens da política e implementar um governo 100% vagina pronto a vergar-se ao viril membro islâmico. Há muito homem para deitar abaixo a caminho da utopia feminista.

governo feminista

Mas tal como o gajo que não fode há um ano, quando finalmente deita a mão a uma gaja se arrisca a, de tanta ânsia, esporrar-se-lhe às bordas da cona, também os abutres cá do burgo tiveram um precoce orgasmo colectivo com um assunto que afinal era pouco mais que uma roçadela na glande.

Parece que um gajo com ar de choninhas mandou umas fotos do pífaro leiteiro a uma jornalista. Parece que as mensagens eram ameaçadoras. Parece que era Secretário de Estado dos Assuntos Europeus, na altura. Das “direitas”, ainda por cima. Um alvo perfeito, a esquerda em histeria.

Afinal a gaja em questão nem valoriza a questão por aí além e a história toda não passa de uns comentários com uns amigos que lhe explodiram na cara. E as mensagens “intimadatórias” afinal eram “creepy”, palavra para a qual não existe equivalente exacto em português (e ainda bem).

Falsa partida para a histeria do #metoo em Portugal, portanto. Aguardam-se cenas dos próximos capítulos.