Em defesa do Macho Beta

Para melhor compreensão deste artigo, é melhor começar pelas definições. Do glossário:

Alfa – Homem que exibe as qualidades que levam as mulheres a querer fodê-lo e os homens a querer segui-lo ou ser como ele, incluindo mas não limitado a: espírito de liderança, confiança, independência, ousadia, força física ou boa forma em geral, dinheiro, fama.

Beta – Homem definido principalmente pela escassez ou ausência de qualidades Alfa.

Os leitores assíduos da Távola Redonda poderão pensar, pelo tom com que se refere aos mesmos, que O Patriarca odeia e/ou despreza os Betas. Isto está bastante longe da verdade. Aliás, aqui é importante abrir um pequeno parêntesis de vulnerabilidade que decerto dará lenha aos seus detractores. O Patriarca já foi beta. Felizmente melhorou. Adiante.

Há de facto um grupo de pessoas que não suportam betas, ao ponto de sentirem fisicamente nojo deles. Essas pessoas chamam-se mulheres. O Patriarca escreve como escreve sobre eles, um pouco para canalizar esta repulsão visceral do sexo oposto. Porque os textos sobre Betas são para Betas. São para educar, para mostrar em que sentido é que é o seu próprio comportamento que causa os problemas que têm com mulheres. O Patriarca tem noção de que este estilo poderá irritar e afastar alguns leitores. Francamente está-se nas tintas porque o seu público alvo não são as flores que não aguentam umas palavras mais ríspidas ou mesmo o ocasional insulto. Esses nunca vão mudar e vão directamente à caixa de comentários cuspir hate e portanto não vale a pena estarem a perder tempo com este blog.

Na verdade, o Beta é extremamente importante. O Beta é o pilar da sociedade, é o motivo pelo qual o mundo funciona e temos civilização. Um ditado frequentemente repetido nos círculos da Red Pill é que as prisões estão cheias de Alfas. As características do Alfa muitas vezes tornam-no egoísta e conflituoso. Não só nem toda a gente (por definição) pode ser Alfa – num grupo de alfas forma-se naturalmente uma hierarquia, e dentro desse grupo quem está no escalão mais baixo é contextualmente beta – como tal não seria desejável nem conducente a uma sociedade salutar. Alguém tem de fazer o trabalho de sapa, e o Beta, com a sua abnegação, espírito de missão, capacidade de trabalho de equipa e de sacrifício em prol de uma causa maior, está perfeitamente equipado para isso. O Patriarca arriscaria mesmo a teoria de que algumas sociedades menos civilizadas sofrem precisamente de excesso de Alfas e escassez de Betas.

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Não é fácil encontrar um beta aqui no meio

Mas então porquê tentar “curar” Betas?

O problema dos Betas é que aquilo que os torna bons para ser a espinha dorsal de uma sociedade, torna-os repelentes para as mulheres. A clássica conversa dos “nice guys”, no fundo, é sobre Betas. É por isso que o casamento monogâmico é um pilar fundamental de todas as sociedades bem sucedidas. Ao organizar toda a sexualidade em torno do pair bonding vitalício praticamente obrigatório, é possível contornar a hipergamia feminina e praticamente garantir que todo o homem, desde que tenha um mínimo de condições de subsistência, tem acesso a uma mulher.

Nos últimos 50 anos o feminismo deitou tudo isso abaixo. Por mais eloquência e criatividade que ponham nos seus motivos, no fundo a luta das feministas é por mais acesso a picha alfa. E por poder persegui-la a todo o custo, ser absolvida de todas as consequências dessa busca, e no fim ter um Beta à espera.

E os Betas encontram-se apanhados nesta encruzilhada, entre um mundo que já não existe onde o comportamento beta era quase invariavelmente recompensado com uma mulher, e o mundo actual que lhes continua a jurar que isso ainda é verdade, por mais que seja evidente que não é. Assim nascem os Elliot Rodgers desta vida e a comunidade Incel que os santifica.

O Game surge, assim, como uma ferramenta para os Betas contrariarem esta tendência. Aliás, os grandes responsáveis pelo Boom do Game, o Mystery e o Style, eram brutalmente betas. O Chateau Heartiste define Game como “carisma aprendido”. O que frequentemente acontece é que a aprendizagem de Game e o inerente sucesso com as mulheres acaba por ligar o modo alfa, que depois se estende a outras áreas da vida.

Quer isto dizer que os Betas não fodem? Claro que fodem. Simplesmente não têm consistência. Quando o fazem geralmente é um misto de sorte, ser o tipo dela, ser situacionalmente alfa, não haver mais opções, ou outras situações aleatórias e não reprodutíveis. E depois entram logo numa relação que em pouco tempo se transforma num quarto morto.

O Patriarca acredita que grande parte dos problemas que o mundo ocidental enfrenta actualmente é precisamente superavit de Betas, numa altura em que há praticamente zero recompensa por isso, tanto a nível económico como sexual. Simultaneamente, o estímulo para ser Beta é máximo, entre a explosão do divórcio e consequente remoção de figuras paternais, feminização de toda a sociedade, demonização das formas tradicionais de masculinidade, invenção de novos géneros, tentativa de esbatimento das naturais diferenças de comportamento entre os sexos, extinção de espaços masculinos e ataque aos poucos que sobram.

O Game, como gerador de Alfas, pode então ser uma solução para devolver a saúde à nossa cultura.

P.S. O islão, ao permitir a poligamia, teve de encontrar um meio diferente de canalizar as energias dos betas. Um beta islâmico frustrado tem uma saída bastante interessante – martirizar-se a massacrar infiéis, obtendo assim acesso umas quantas dezenas de virgens.

5 Factos sobre o Daygame em Portugal

Daygamer João Tomé
Daygamer João do canal Los Bitchachos

 O Daygame apresenta uma resposta pragmática a um grande problema do homem actual, para quem, muito devido ao condicionamento social feminista a que fomos sujeitos nas últimas décadas, algo tão natural como dizer olá à rapariga gira do comboio é uma impossibilidade.

O homem médio frustrado (AFC) da actualidade tem medo de agir e acaba por revelar a sua frustração nos grupos do estilo: “vi-te no comboio”, “vi-te na baixa”, “vi-te no metro”. Em suma, páginas para quem se “apaixonou” pelo passageiro do lado e nada fez.

“Sentou-se ao meu lado, puxou de um livro e ao fazer esse gesto, encostou-se a mim e eu gostei deste toque. Não é comum, tratando-se de um acidente, nem a pessoa manter-se encostada nem eu gostar tanto… Sentia a respiração dela quase coordenada com a minha, como uma carícia com o braço. De vez em quando entrávamos numa estação, eu tirava os óculos de sol e olhava discretamente para os pés dela e depois para as pernas e subia para os olhos. De uma das vezes tenho a certeza que ela olhou para mim ao mesmo tempo. Adorei a sensação de mais ninguém saber o que se passava entre nós dois. Quase a chegar ao Porto as nossas pernas tocaram e mais uma vez aquilo soube bem e ela não fugiu. Nem eu…

Quando estava para sair, toquei inadvertidamente na perna dela de raspão e foi demais. Saí em Campanhã e ela ficou. Esperei que toda a gente saísse à minha frente e ela só olhou uma vez para mim, mas esse olhar deixou-me a tremer. Ainda estou a tremer.” –  Típica reacção masculina nas interacções diárias com fêmeas  

Quase nada pode ser um maior indicador de beta do que:

1) revelar publicamente que não conseguem ultrapassar inseguranças;

2) não conseguir cumprir  requisitos mínimos de masculinidade como iniciar uma conversa com alguém do sexo oposto;

3) revelar uma extraordinária mentalidade de escassez quando admitem que basta um momento de troca de olhares com uma estranha para acabaram perdidamente  apaixonados.

Seguindo a linha de temas da manosphere levantados nos últimos dias pelo Patriarca e pelo Merlin: a importância de manter a frame, hipergamia, o valor reprodutivo (R) e providencial (P), apresento-vos 5 factos essenciais sobre Daygame:

1  O que é o daygame?

 O daygame é de entre as fonte de mulheres (nightgame, online game, circulo social) a mais abundante a que qualquer homem tem acesso. Na prática estão incluídos todos os locais onde durante o dia se podem conhecer mulheres, tais como: os transportes, cafés, bibliotecas, a rua, supermercado etc…

 2 Directo vs Indirecto:

A eterna discussão da abordagem. Revelar imediatamente as intenções, ou começar a conversa com uma pergunta inócua de direções “sabes onde fica o Starbucks?”. Ambos os métodos têm as suas valências. O primeiro demonstra uma certa coragem, no entanto o efeito de abrir o jogo logo de início leva, muitas vezes, a que hajam bastantes rejeições no primeiro minuto. O que não é necessariamente mau. Evita algumas perdas de tempo, filtrando muitas raparigas que à partida por terem namorado, entre outras razões não estariam disponíveis.

  • Directo / London Daygame Model

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O popular Yad Stop é de longe o método de abordagem mais apreciado pelos daygamers. Consiste em deixar uma rapariga na rua passar por nós, para depois se voltar atrás e aborda-la.

“Olá, posso-te dizer uma coisa muito rápido” attention snap

“vinha a descer a rua quando passei por ti e tive de voltar atrás” prehistory

“tinhas um ar giro/interessante/misterioso” observational statement

O ponto forte desta abertura é ser relativamente automática e servir para todas as mulheres (numa situação de nervosismo, não ter de inventar a roda sempre que vamos meter conversa ajuda a evitar casos de bloqueio).

A transição para uma conversa corrente passa por fazer imediatamente um assumption stacking, que se baseia em transformar perguntas em suposições.

Trocar perguntas como: de onde és? O que fazes na vida? Quais são os teus hobbys/personalidade?

Por suposições como: “tu pareces/tens ar de ser/aposto que és do porto/ estudante de artes/ uma pessoa aventureira”.

Procura no sotaque, fisionomia, roupa/acessórios de moda, tatuagens/piercings, maneira de andar, ideias para que juntamente com estereótipos e cultura geral possas desenvolver a conversa.

Não se preocupem com os casos em que a suposição passa completamente ao lado e não tem nada a ver com ela. As respostas prováveis vão ser algo do género: “não, porque achas que sou assim?”; “por acaso sou, como é que adivinhaste?” e um terceiro caso, uma resposta seca/tímida, sim, não, ou mesmo não resposta. Nos dois primeiros a interacção já encaminhou para uma conversa, no último é preciso voltar a insistir com mais suposições até se atingir um “hook point”.

  • Indirecto / Daybang

Como alternativa, Roosh V, apelidado de  “o violador mais famoso do mundo”  pelos média mainstream, além de nós trazer manuais de sedução aplicados a cada país do mundo, tem na sua obra Daybang um refinado conjunto de estratégias indiretas que são bem aplicadas em ambientes/lugares fechados de “maior pressão”.

Starbucks/Metro/biblioteca: 1) pergunta sobre se o lugar está livre 2) se o livro que estão a ler é interessante 3) qual é a marca do computador e se funciona bem 4) Onde fica a paragem x

Prós:  É uma abordagem com relativamente pouca pressão e as mulheres estão programadas socialmente para responder de forma simpática a este tipo de questões.

Contra: Necessidade de algum “rambling” que nem sempre é fácil. Fazer a ligação entre frases de modo a levar a conversa para o lado pessoal e introduzir “baits” de forma a facilitar que a rapariga faça perguntas.

3) Venues/ Locais

O daygame funciona melhor em cidades grandes, onde o número de mulheres disponíveis para abordar é superior e ser-se rejeitado por uma não tem qualquer impacto a nível social.

  • Lisboa: Centros comerciais como o Colombo, Vasco da gama e Baixa 

A Baixa lisboeta, especialmente a rua Augusta, é a zona mais frequentada por PUAs. A principal razão é estar cheia de turistas e Erasmus. Elas, devido ao efeito “férias”, estão mais abertas a serem abordadas e permitem que os resultados sejam mais rápidos do que com portuguesas. Em contrapartida, nos centros comercias a concorrência é bastante mais baixa, mas a pressão  nas abordagens é relativamente maior.

  • Porto: Rua de Santa Catarina/Avenida dos Aliados

Sempre que fui ao Porto encontrei uma mistura de locais e estrangeiras nestas zonas, mas em geral um menor número de mulheres (principalmente turistas) do que na baixa lisboeta. Igualmente não se encontram tantos PUAs.

4 Daygamers em Portugal:

Em lisboa, temos os Los Bitchatchos que lançaram um grupo de youtube onde fazem “experiências sociais”. Tudo vale para nós mostrarem que praticamente qualquer coisa serve para iniciar uma conversa com uma rapariga atraente na rua.

No Porto, tivemos o exemplo do Eddie da Street Attraction a fazer coaching de Daygame pelo Centro e a analisar o nosso mercado.

5 Até onde podem chegar

O melhor Daygamer português da atualidade, Vlad Teach, é creditado por fazer mais de 100 FC/ano (Fuck close).

Muito embora, numa perspectiva realista, os resultados deste coach de sedução dificilmente sejam replicáveis. Trata-se de alguém que pratica já há bastantes anos daygame e a um ritmo quase profissional.

Para a maioria que não dispõe das horas necessárias para jogar a esse nível, o daygame vai permitir abordar a rapariga do metro, do comboio, do café e mesmo a rapariga que passou por nós na rua, sem a menor ansiedade e com um padrão de comportamentos estruturados para maximizar a probabilidade de sucesso.

 

Aborto: Devem as mulheres ser punidas?

aborto homicidio

Devido ao regresso da lei da mordaça global imposta por Donald Trump, a questão do aborto volta a ocupar um lugar de destaque na esfera pública.

Em primeiro lugar, quero salientar que enquanto defensor de uma vertente libertária de pensamento, prefiro dar o poder de decisão a cada cidadão sobre a maioria dos assuntos, incluindo o aborto, em detrimento do Estado.

Não pretendo entrar no debate de quando começa uma vida, ou se um embrião/feto deve ter os mesmos direito à vida que um ser humano “pós-nascimento”. O que desejo mostrar é como as leis do aborto actuais desrespeitam e oprimem os direitos de um grupo de pessoas, grupo esse que representa sensivelmente metade da população, os homens.

“A woman can legally deprive a man of his right to become a parent or force him to become one against his will” – Armin Brott

O Aborto na actualidade: uma forma de opressão do homem:

Vamos começar por analisar o “outcome” dos casos em que existe uma discórdia entre o homem e a mulher acerca do nascimento ou não de uma criança:

Caso A – Mulher é pro aborto + Homem é contra

= Mulher aborta

Caso B – Homem é pro aborto + Mulher é contra

= A mulher não só guarda a criança, como o homem é obrigado a pagar uma pensão durante 18 anos (em Portugal podendo chegar aos 25).

Um Win Win para as mulheres em ambos os casos, um “have your cake and eat it”. Verifica-se um completo desprezo em termos jurídicos pela vontade do homem.

Claro que esta situação, que é semelhante na maioria dos países ocidentais, leva de maneira recorrente à exploração do homem por diversas mulheres:

-Exemplo do Caso A: O Dr. Ostreicher, um ortodontista norte-americano, viu a sua mulher abortar o seu filho porque este rejeitara  rasgar o acordo pré-nupcial que tinham assinado anos antes.

-Exemplo do Caso B:  Situações de mulheres no Reino Unido que engravidam enganado os parceiros: deixando de tomar contraceptivos ou mesmo  transferindo esperma de preservativos usados.

Nem sequer podemos ter uma ideia precisa da quantidade de vitimas que existem actualmente no nosso país e no resto do mundo, pois os mainstream media silenciam e optam por não dar voz às situações de opressão do homem.

O que pode um homem fazer para impedir o aborto, ou o nascimento de um bebe indesejado?

Nada, a lei portuguesa confere o direito à  autodeterminação da mulher no caso do aborto, e o tribunal constitucional veio também confirmar que os homens têm de assumir os seus filhos contra a sua vontade. 

“My body My choice”

direitos dos homens

A falácia feminista “my body, my choice”. O corpo pode ser da mulher, mas o ser que se encontra no interior é geneticamente tanto da mãe como do pai. Alias, no caso de uma barriga de aluguer, o feto pode inclusivo ser de uma mulher diferente, funcionando o corpo apenas como local de alojamento.

Analisando o caso A, se o homem for, por exemplo, um cristão que não concorda com o aborto e decida opor-se, caso a mulher proceda na mesma, ela estará para todos os efeitos a matar o futuro filho do seu parceiro.

Consentimento Masculino uma questão vital:

Quando um homem se envolve com uma mulher, mesmo nos casos de sexo desprotegido, não está a dar o consentimento, nem ao nascimento de uma criança, nem à sua morte. Na realidade está simplesmente a dizer sim a um momento de prazer mutuo entre duas pessoas.

É portanto premente que se procure a obtenção do consentimento. Vejamos os casos revisitados tendo em consideração a busca pelo consentimento masculino:

Caso A – Mulher é pro aborto + Homem é contra

= Se a mulher não conseguir o consentimento do homem (um documento legal assinado e reconhecido pelo poder jurídico) deverá ficar para todos os efeitos proibida de abortar, e se o fizer devera ser punida pelo homicídio do futuro filho. Como corolário, se uma mulher não souber quem é o pai e/ou prestar um falso testemunho sobre quem é o pai biológico de modo a poder abortar deverá também ser punida.

No entanto, caso a mulher decida que só vai ter o filho porque é proibida de abortar, deverá poder optar por não ter quaisquer responsabilidades futuras com a criança, uma vez que uma oposição ao aborto por parte de um dos pais terá de ser necessariamente também uma garantia de estar disponível para ser 100% responsável pela criança.

Caso B – Homem é pro aborto + Mulher é contra

= Se a mulher não conseguir o consentimento do homem para o nascimento da criança, e mesmo assim o decidir ter, deverá ficar para todos os efeitos a responsável pela criança, sendo obrigada a providenciar todas as condições financeiras, isentando o homem de qualquer responsabilidade.

Uma solução justa para a questão do aborto passa por preservar ao máximo a liberdade individual e garantir uma igualdade de direitos entre homens e mulheres 

Em caso de oposição de ideias entre os pais, a lei deve optar sempre por proteger a preservação da vida, em detrimento de a tirar.

Mas ao mesmo tempo, devemos respeitar o direito de quem não quer consentir o nascimento de filhos, isentando-os(as) assim de ter responsabilidades futuras sobre o mesmo.