Chauvinista do Mês #3: António Gentil Martins [Extra!]

Nota prévia: relembrando que O Patriarca considera o feminismo o maior flagelo que assola a sociedade actual, é importante realçar que não há nada de pejorativo neste prémio. O Chauvinista do Mês é um galardão de honra que O Patriarca (e outros membros da Távola que assim o entendam) atribui a quem vê a realidade em geral e as dinâmicas intersexuais tal como elas são, e tem os tomates de ferro necessários para, por palavras ou acções, apregoá-lo em público.

Num caso gritante de infelicidade temporal, o Dr. Gentil Martins lançou uma bomba digna de galardão 2 dias depois da publicação do último. Infelizmente o original só está disponível para assinantes mas as citações não são difíceis de encontrar.

As afirmações da polémica:

Como é que vê a hipótese de um homem solteiro ter filhos recorrendo a uma barriga de aluguer, como alegadamente foi o caso de Cristiano Ronaldo?
Considero um crime grave. É degradante, uma tristeza. O Ronaldo é um excelente atleta, tem imenso mérito, mas é um estupor moral, não pode ser exemplo para ninguém. Toda a criança tem direito a ter mãe. Mais: penso que uma das grandes culpadas disto é a mãe dele. Aquela senhora não lhe deu educação nenhuma.

O anterior galardão, apesar de defender precisamente o contário, não exclui este. Não foi referida a oprinião d’O Patriarca relativamente a este assunto, mas aqui vai ela:

A reprodução medicamente assistida, por outros motivos que não a infertilidade de um dos membros de um casal heterossexual, é uma aberração. À afirmação do Dr. Gentil Martins, reformularia apenas: toda a criança tem direito a ter pai e mãe. A negação deste direito, apenas para satisfazer transgénicos doidos, sapatonas ressabiadas, e gente que pode mas não quer recorrer à velha fórmula de depósito directo de leite de piça num útero receptivo (ou não arranja quem o faça), é moralmente condenável. Agora, se as mulheres o podem fazer, porque raio não hão de os homens poder?

Duas pessoas do mesmo sexo não podem amar-se?
Ouçam, é uma coisa simples: o mundo tinha acabado. Para que o mundo exista tem de haver homens e mulheres. Trato-os como a qualquer doente e estou-me nas tintas se são isto ou aquilo… Não vou tratar mal uma pessoa porque é homossexual, mas não aceito promovê-la. Se me perguntam se é correto? Acho que não. É uma anomalia, é um desvio da personalidade. Como os sadomasoquistas ou as pessoas que se mutilam.

O que há de errado nesta afirmação? Absolutamente nada! O doutor aceita, mas não promove. Isso hoje em dia não basta, como muito bem expôs o nosso mago de serviço. É preciso rezar ao altar de Sodoma (preferencialmente de gatas).

O Patriarca, como já disse anteriormente, não tem nada contra homossexuais não heterofóbicos. Simplesmente acha que não se deve promover e glorificar estilos de vida desviantes. Live and let live.

Naturalmente, uma das Harpias-Mor apressou-se a pedir a cabeça do octagenário.

Face à polémica e como bom Shitlord, Gentil Martins emitiu uma não-desculpa ao melhor estilo de Trump:

Face à minha entrevista ao Jornal Expresso e dada a celeuma, que nunca desejaria que tivesse acontecido, gostaria desde já esclarecer que me limitei a responder a perguntas directas dos entrevistadores do Expresso.

Quanto a Ronaldo não ser exemplo, referia-me exclusivamente à escolha por “Barrigas de Aluguer”, permitidas por lei, mas das quais discordo totalmente, quer como Pediatra quer como Ser Humano. Isso nada tem a ver com os excepcionais méritos desportivos de Ronaldo, nem com a sua generosidade para com Instituições Sociais e crianças com dificuldades.

Por outro lado nunca foi minha intenção ofender a Mãe de Ronaldo, pessoa que não conheço pessoalmente.

Quanto à homossexualidade, lamento quem sofra com essa questão, que continuo a considerar anómala, sem no entanto deixar de respeitar os Seres Humanos que são.

Note-se a ausência da palavra “desculpa”. O excelso senhor sabe que expôr o ventre às facadas é a pior coisa que se pode fazer numa situação destas. Betas tomem nota e extrapolem para o vosso Game.


O distinto doutor teve uma carreira longa e este será certamente um galardão de somenos importância no meio de todos os que terá coleccionado. É todavia com enorme prazer que A Távola Redonda lhe estende o seu apoio e lhe presta homenagem no meio da tormenta do politicamente correcto.

Chauvinista do Mês #1: Prof. Dr. José Luís Pio Abreu

Nota prévia: relembrando que O Patriarca considera o feminismo o maior flagelo que assola a sociedade actual, é importante realçar que não há nada de pejorativo neste prémio. O Chauvinista do Mês é um galardão de honra que O Patriarca (e outros membros da Távola que assim o entendam) atribui a quem vê a realidade em geral e as dinâmicas intersexuais tal como elas são, e tem os tomates de ferro necessários para, por palavras ou acções, apregoá-lo em público.

Esta entrevista já tem alguns meses, precedendo mesmo a estreia deste blog. No entanto chegou recentemente via Facebook aos olhos d’O Patriarca, que ficou espantado com a quantidade de verdade por parágrafo debitada pelo senhor.

“Elas não encontram homens que lhes despertem a líbido”

                                                                                                Prof. J.L. Pio Abreu

72 anos de vida, grande parte dos quais a ouvir pessoas desvendar os seus sentimentos mais íntimos darão certamente uma visão sobre o lado oculto do ser humano que poucos terão. Apesar dos paninhos quentes com que fala (uma necessidade para quem não quer ser publicamente linchado ao tocar nestes assuntos), é notório que o senhor engoliu a pílula vermelha.

afirma que não promove o machismo – que, aliás, passou a ser uma “palavra proibida” – mas acha que vivemos tempos de um feminismo exacerbado, em que a tendência de acabar com os géneros é absurda

Garantimos que o prof. não é um dos autores da Távola Redonda!

Porque é que decidiu escrever este livro assim, em cartas às suas amigas?
Foi talvez a forma mais directa de escrever e também para amenizar um pouco as constatações que faço. Amenizar no sentido de não dizer mal do feminismo. Este é o modo como eu me dirijo às mulheres e tem a ver com o facto de muitas vezes ter de lhes dizer “cuidado com os homens” porque elas não os entendem, não os conhecem e não os tratam bem.

Depois de amenizar a questão, começa a disparar – as mulheres não tratam bem os homens!

As mulheres não tratam bem os homens?

Terá a entrevistadora molhado um pouco a cueca?

Em geral, não. Há uma grande diferença de entendimento – é muito difícil para uma mulher compreender um homem, tal como para um homem compreender uma mulher. É um facto antigo. As relações humanas são muito paradoxais, não são simples e muito menos naturais. E posso dizer que quem está em maiores dificuldades são as gerações mais novas.

 As gerações mais novas estão a ser cada vez mais bombardeadas com a negação daquilo que se sabe desde a antiguidade. As dificuldades são propositadas.

Porquê?
Por causa das dificuldades de relacionamento. E porquê? Porque os homens desistem de estudar, da leitura, de se cultivar. Isso acontece logo na escola. Repare que são elas que entram nas universidades.

E porque é que eles desistem?
Porque o ensino secundário não está preparado para eles. Por exemplo, os homens que chegam a Medicina passam o tempo todo a estudar e conhecem muito pouco da vida. Já as mulheres aprendem muito facilmente. O ensino está feito para elas.

Já se vai tocando no tema de forma tímida, mas indo contra a agenda instituída dificilmente o assunto tem muita visibilidade. Com as Catarinas e Mortáguas desta vida à frente dos destinos do país, o que interessa é perceber se os transgénicos estão satisfeitos com as casas de banho.

E acha que isso é mau?

Como se atreve, seu chauvinista??? IGUALDADE É AS MULHERES PASSAREM À FRENTE PORQUE RAZÕES!!!!!

É. Porque devia haver uma paridade como noutras áreas, como na política. O ensino secundário deveria ser preparado adequadamente para os homens, sem ser este ensino massificado de papel e lápis. No meu tempo existia actividade, trabalhos manuais, desporto, música. A falta de investimento no ensino reduziu-o ao papel e lápis e para isso as raparigas estão muito mais bem preparadas. Estamos numa época em que ninguém raciocina profundamente porque só lêem no Facebook, apanham tudo de ouvido. Raciocínio, escrita, pensamento crítico, isso não há.

Este homem precisa de um guarda-costas. Uma das capazes ainda lhe crava uma faca ferrugenta entre as omoplatas.

O que é que as mulheres têm dificuldade em digerir, como diz?

COMO DIZ????

O facto de os homens às vezes olharem para outras mulheres ou até se envolverem. As mais inteligentes percebem que eles precisam disso. Todos os dias vemos dramas de homens que matam mulheres, mas não se sabe o que é que aconteceu antes disso. Normalmente, o homem está controlado, depois bebe e explode porque não aguenta mais. É extremamente difícil para eles quando elas os mandam embora e lhes ficam com os filhos. Isso é trágico.

E em Portugal ainda não é assim tão mau, mas se continuamos a importar feminismo do estrangeiro, vai piorar.

Em que é que o papel homem-mulher precisa de ser alterado?
Começa logo pelo facto de as mulheres serem muito mais resistentes, perfeitas e durarem muito mais tempo do que os homens. Antigamente, eles tinham um papel importante – guardavam o território e as mulheres tomavam conta das crianças. O homem é uma versão incompleta da mulher por causa do cromossoma Y, elas têm dois cromossomas X e eles têm XY, ou seja têm um cromossoma atrofiado, o que lhes provoca alterações anatómicas. A vantagem é que eles têm mais força e estão mais preparados para a luta. Mas o trabalho pela força está a ser substituído por máquinas e o que é que resta aos homens?

O Patriarca já não se lembra muito bem desta parte das aulas de biologia e não tem paciência para investigar. Fica-se pelo contentamento de alguém ter massa testicular suficiente para afirmar publicamente que os homens e as mulheres têm tendencialmente papéis distintos.

As mulheres hoje são menos felizes?
A felicidade é uma coisa que não se mede. O que eu sei é que as minhas amigas, que são da geração da emancipação das mulheres, hoje têm filhos e netos e estão na melhor fase das suas vidas, sobretudo se não tiverem homens. Se falarmos em termos de desejo sexual, antes as mulheres eram muito inibidas, mas actualmente também não estão satisfeitas nessa matéria, na maior parte dos casos. Acho até que existe pouco desejo sexual.

Sim, todos os dados apontam nesse sentido!

Porquê?
Porque as mulheres são todas notáveis, inteligentes, têm cursos superiores e não encontram homens à altura, capazes de lhes despertarem a líbido. Podem até ter relações efémeras, que não passam disso. A não ser que eles comecem a acompanhá-las, estudando.

Hipergamia, já dizia O Patriarca.

Qual é o principal problema dos homens?
Talvez seja o álcool. O álcool é a pior droga actualmente e está a destruir os homens, sobretudo os que têm problemas com as mulheres. E são muitos.

Aqui tenho de discordar do professor. Como psiquiatra, é natural que pense isso, dado que trabalha certamente com alcoólicos. No entanto, O Patriarca apontaria a desadequação que sentem muitos homens, provocada pela obliteração dos papéis de género, como um estímulo importante para a busca da fuga nessas substâncias.

Diz que os avanços da Medicina aumentaram a esperança de vida, o que leva a que as pessoas tenham relacionamentos depois dos 50 anos.
Sim, e isso é óptimo! As pessoas depois dos 50 já não têm filhos pequenos e têm disponibilidade para se relacionarem sentimentalmente. Antes eram poucos os que chegavam a velhos e agora, como existe mais tempo de vida, têm de se entender com outras pessoas que não sejam os filhos. Até nos lares há histórias de amor muito engraçadas aos 80, 90 anos. As mulheres então têm muita necessidade de conversar, já os homens falam muito pouco, não contam a sua vida, não abrem a sua privacidade.

O que não foi dito: Os homens depois dos 50 continuam a ter mercado entre as mulheres abaixo dos 40 (e dos 30!), embora muitos não o saibam. O que deixa as mulheres não emparelhadas acima dos 50 numa situação complicada.

Não será uma questão cultural?
Não é só uma questão cultural. Há diferenças cerebrais, não são só físicas, anatómicas. É aí que as feministas me atacam. Dizem que é igual. Não é! Por exemplo, a linguagem nos homens está muito dependente do hemisfério esquerdo, se tiverem uma lesão não conseguem falar. Já as mulheres se tiverem o hemisfério esquerdo afectado continuam a conseguir falar. O modo de conversar também é diferente. Eles são mais teóricos, falam de futebol e automóveis, e elas atiram-se mais à vida privada, aos filhos, à casa, apesar da emancipação. Claro que a cultura evoluiu muito, mais do que a cultura as tecnologias de comunicação, com a qual não sabemos lidar. Só que os nossos genes não mudaram nada, são os mesmos que adquirimos há milhares de anos.

Quando as fantasias feministas chocam com os factos, nascem os trigger warnings, as acusações de misoginia, e a cultura de couve-nabiça.

rape culture is real
O Patriarca não garante que A Távola Redonda alguma vez se canse desta chalaça

Numa das cartas, refere que os telemóveis e as redes sociais nos trazem graves problemas. Que problemas são esses?
Isso é uma desgraça. O problema é os homens e as mulheres descobrirem que são traídos, ou pelo menos interpretarem assim as mensagens que o outro tem no telemóvel ou no Facebook, que por vezes são inócuas. Se lerem uma coisa do género: ‘Olá como estás, tenho tantas saudades tuas. Se estiver desconfiado é certo que vai pensar que está a ser traído. As mulheres se forem aos telemóveis dos homens, encontram sempre um motivo para os mandar embora. E eles a mesma coisa. Só que eles entram em desespero porque fere a sua condição masculina. Sempre foi assim.

Claro. Um par de cornos num homem é um golpe no âmago da condição masculina – a confiança de que os seus filhos são seus (O Patriarca defende que todos os homens deviam fazer testes de paternidade aos seus filhos, independentemente do grau de confiança que tenham na mulher). Já numa mulher, um par de cornos é também um golpe duro, mas brutalmente mitigado por carregar fortemente num dos maiores mecanismos de atracção feminina – a pré-selecção.

Eles traem mais do que elas?
Os homens até não se importam que as mulheres tenham admiração por outros desde que não vão para a cama com eles. Só que elas quando se envolvem, apaixonam-se. Já os homens aproveitam as oportunidades, mas fazem o possível para não se apaixonarem. Aí elas também não se importam que eles tenham relações ocasionais. Só se chateiam se eles se apaixonarem. E isto é uma coisa muito paradoxal. Cada um impede o outro de fazer aquilo que mais faz.

Boa fuga, professor. Evita responder a uma pergunta sobre a qual não há dados fiáveis, e desvia a conversa para outro motivo pelo qual a traição feminina é muito mais grave – uma mulher quando trai é porque tem sentimentos por outro homem, ou então já não sente nada pelo seu. Um homem trai porque havia um buraco novo e excitante onde ele queria experimentar meter a picha.

Então considera que o regresso de uma pequena dose de machismo não seria mau?
Machismo? Essa é uma palavra proibida. Já viu que toda a gente pode falar em feminismo, mas em machismo, não? Há 50 anos, mesmo os homens mais progressistas não deixavam as mulheres estudar, metiam-nas em casa a aprender lavores, o máximo que elas podiam chegar era a assistentes sociais. Eles tinham medo delas e metiam-nas em casa, mas eles podiam andar com todas. Era uma sociedade extremamente machista, em que as esposas, puras, eram para ficar em casa a tratar dos filhos. Claro que hoje este machismo não está adequado. Mas o que eu acho é que vivemos uma fase de feminismo exacerbado, estas novas tendências de acabar com o género são absurdas. O individualismo não existe.

O Professor poderá ser uma alma gémea d’O Patriarca.

Ou seja, os homens precisam das mulheres e as mulheres dos homens?
Sem dúvida. Claro que as mulheres fizeram muito bem em emancipar-se. Encheram as universidades, mas têm um ressentimento, mesmo sem o assumir, contra os homens que não olham para elas. Eles muitas vezes têm medo de uma mulher muito inteligente.

O Professor sabe que as mulheres odeiam o facto de os homens não quererem enfiar o pénis no canudo delas. Coitado, tem de meter aqui um pouco de politicamente correcto. Mas não é medo. É simplesmente porque ninguém as atura se não forem boas, e a conjugação é rara.

cindy crawford IQ 154
Era o QI de 154 da Cindy que nos punha loucos

O que acha da exibição nas redes sociais, das selfies e de publicações desenfreadas?
No Facebook passam-se grandes coisas. As pessoas escrevem demais e lêem de menos. Estamos numa época de narcisismo, como se nos estivéssemos permanentemente a ver ao espelho, homens e mulheres, então elas se forem bonitas… as redes sociais servem para isso. Contam os gostos, as pessoas que concordam com eles, é como se se estivessem a ver ao espelho. Todos temos o direito
de nos sentirmos grandes nalguma coisa, mas isto é tudo muito exagerado.

As redes sociais são um amplificador da natural propensão das mulheres para tentar ser o centro das atenções. E uma lembrança constante (ainda que geralmente ilusória) de que se largarem o seu Beta há 30 Alfas ao virar da esquina com quem se poderiam envolver.

Esta obsessão com as redes sociais é outro factor que prejudica a relação homem/mulher?
Sim, a relação virtual prejudica muito, sobretudo a quem vive só disso. Mais vale ir apanhar pokémons. Há uma outra coisa importante: as redes sociais substituíram a imprensa, que acaba por seguir aquilo que é discutido no Facebook.

Fun fact: o Pokemon Go é uma boa desculpa para engatar mulheres.


Muitos parabéns ao Prof. José Luís Pio Fernandes pela primeira distinção “Chauvinista do Mês” na Távola Redonda. Esperamos que se mantenha uma voz da verdade por muitos anos, e que haja outras vozes a juntar-se à sua na cruzada pela sanidade.

Men's Health e a infiltração feminina

Todos os blogs precisam de publicidade para não se reduzirem a umas palavras perdidas num canto recôndito da internet. A Távola Redonda não é excepção. Dado que a maioria das redes sociais são avessas ao anonimato, o que é problemático para um blog de crimethink como este, O Patriarca decidiu tentar a sorte no fórum Men’s Health.

Admitidamente não estava à espera de grandes resultados, mas sendo um fórum relativamente popular valia a pena ver o que dava. Aquilo com que se deparou foi um interessante exemplo de como as mulheres se infiltram em tudo e corrompem toda a actividade masculina se lhes for dada a oportunidade.

O Patriarca começou por visitar a parte das regras, e vendo um post antigo pedindo para publicitar um blog, decidiu fazer o mesmo. Mais tarde, depois de ler melhor as regras, seguiu o indicado e pediu autorização por mensagem privada para os moderadores, para pôr links nos comentários e na assinatura.

Depois de duas semanas sem resposta borrifou-se, meteu o link na assinatura e começou a mandar postas de pescada em tópicos relevantes.

Até que alguém (aparentemente brasileiro, e O Patriarca jura que não foi o próprio com uma conta alternativa a tentar sacar polémica) “amanda” esta pedra para o charco:

Sinceramente gente, pra mim existe um sério preconceito com relação a este assunto, como acho errado tanto para homens quanto para mulheres esta história de sexo casual…

Não sou religioso, estou falando de princípios, para mim, de caráter, como eu sendo homem e mesmo tendo passado a pouco tempo um período solteiro, não sai por ai fazendo sexo por diversão, acredito em sexo com sentimentos, em sexo com amor e carinho, isto não quer dizer que na cama temos que ser apenas carinhosos, claro, entre quatro paredes com a mulher certa a coisa muda, mas com a mulher certa.

Esta é a minha forma de pensar, apenas a minha forma de pensar, muito difícil se relacionar com uma mulher que você tenha vergonha de sair na rua porque ela já fez sexo casual e foi usada por um monte de caras que apenas a usaram…

Para mim mulheres assim tem algum problema com autoestima e para se sentirem melhores “no momento” fazem isto, mas nodia seguinte se envergonham, ficam mal faladas, mal faladas pelos homens quebuscam um relacionamento estável, não pelos que querem apenas sexo claro.

Sem contar que quanto mais intimidade melhor na cama,sempre inovando, sempre fazendo melhor, olho no olho…

Liberdade da forma que alguns pensam para mim é promiscuidade.

Claro muitas mulheres irão querer me esculachar por pensarem diferente, mas deixo bem claro que é apenas a minha forma de viver.

Na vida temos LIBERDADE para fazer escolhas e cada um”VIVE” como acha correto, mas ao meu ver muitas mulheres que hoje estão por ai “perdidas”, principalmente na faixa de 35+, estão principalmente por fazerem esta escola de “LIBERDADE” pois para mim HOMEM de caráter não quer levar para casa mulheres “LIVRES” que”VIVERAM” desta forma, isto provavelmente será um inferno na vida dele para o resto da vida.

Talvez algumas não entendam que na cabeça de Homens que pensam da minha forma…é vergonhoso estar do lado de mulheres que”VIVERAM” de forma livre, sendo usadas e esculachadas, mulheres que fazem sexo casual, com gente que nem conhecem…

Volto a dizer apenas a minha forma de pensar!

Se tem uma forma diferente de pensar responda ai nos comentários, pode ser que um dia eu mude a minha forma de ser…

O Patriarca decidiu mandar gasolina para a fogueira com a velha frase “Chave que abre todas as portas é uma chave mestra, fechadura que é aberta por todas as chaves é uma fechadura de merda.”

O subsequente desfile de clichés debitado por gajas e cavaleiros brancos que se seguiu não é importante (estamos no ano actual, não é justo que os homens não sejam iguais às mulheres, vocês têm medo é de mulheres fortes, etc). O que é relevante é que a ADMINISTRADORA (sim, leram bem, um fórum “masculino” administrado por uma mulher), que dá pelo nick de Alessandra, entrou na discussão. Após algumas trocas de mensagens, O Patriarca decidiu fazer estalar o verniz e meteu um “querida” pelo meio, com a resposta esperada: não te admito, blábláblá etc.

como engatilhar feministas

Curiosamente, no dia a seguir o pedido para publicitar o blog recebeu finalmente a atenção da administração: o fórum não se revê num blog com este tipo de conteúdos!

liberdade de expressaoO Patriarca pensou que a coisa ficava por aqui, mas 2 dias depois voltou a espreitar o fórum e depara-se com esta pérola.

as regras sao para os outros

Começa com a admissão descarada de que as regras são para os outros, e segue com um muro de lamentações dos cavaleiros brancos da thread anterior, com a ocasional queixa de que o fórum já não tem o movimento que teve outrora.

É um desfecho tão perfeito, e tão exemplificativo das consequências da permissividade dos homens à infiltração feminina de espaços masculinos, que O Patriarca não pôde deixar de publicar. Senão vejamos:

  • Miúda badocha entra num fórum masculino a pedir ajuda para perder peso.
  • Alegadamente consegue perder 30kgs (a ser verdade, O Patriarca tira-lhe o chapéu).
  • 4 anos depois, é ADMINISTRADORA do dito fórum MASCULINO.
  • Pelo meio, mais de 7000 posts, ao ritmo de mais de 5 por dia – O Patriarca assume que nem metade sejam sobre o peso, ou seja, viciou-se na validação de ser uma mulher rodeada de homens sedentos.
  • O Patriarca assume também que outras vozes dissidentes foram presenteadas com semelhante censura.
  • Durante esse tempo o fórum entra em declínio. Obviamente isto não pode ser dissociado da ascensão das redes sociais e o seu estrangulamento dos fóruns, mas hoje em dia um fórum só pode sobreviver se oferecer anonimato e liberdade de expressão (ausentes nas redes sociais). Cortando qualquer uma destas, está condenado à extinção.
  • Após uma altercação com um porco chauvinista, decide quebrar as regras do fórum, que proíbem despedidas, para anunciar a sua.
  • Aguarda-se o inevitável post futuro, após o síndrome de abstinência de validação, a anunciar a revogação da decisão a pedido de várias famílias.

Assim como o antiquíssimo Clube de Golf de Muirfield claudicou na sua política de não admitir mulheres (COMO MEMBROS – a sua presença era permitida), perante a perseguição de que foi alvo, menos de 1 ano depois de ter sido excluído de receber o Open, também o Men’s Health caiu perante uma roliça com ligação à internet e demasiado tempo livre. Os espaços de homens são para caçar até à extinção, e os raros homens orgulhosamente chauvinistas que têm tomates para abrir um são agressivamente acossados pela “brigada da igualdade”, sem qualquer tipo de intervenção por parte das autoridades.

Já quando um grupo de homens (Movimento Roosh V) se tenta juntar para beber um copo e falar da vida, são apelidados de violadores e a PSP fica em alerta. Extrapolar que se os ditos “violadores” decidissem invadir um VivaFit (franchising ubíqua de ginásios feminino, para quem não sabe) seriam presenteados com bastonadas da polícia de choque parece ser a única conclusão lógica.

É importante que todos os homens entendam esta dinâmica de perseguição, infiltração e destruição a partir de dentro, para que os poucos bastiães de masculinidade que restam possam resistir aos tempos negros que se avizinham.

Sexo com o período

Para os homens com uma libido baixa, isto será um não-problema. Para os que vivem num “quarto morto” (dead bedroom – relação em que o sexo deixou de fazer parte do cardápio), é mais uma semana num deserto de meses ou anos. Para os que se contentam com uma vida sexual sub-óptima, é uma chatice inevitável.

O Patriarca não se contenta com pouco, e acha que um homem que se presta a uma relação monogâmica deve ter acesso ao corpo da sua mulher quando bem lhe apetecer. Isso inclui não andar a esgalhar o pessegueiro durante uma semana por mês só porque o Benfica joga em casa.

Pressupõe-se, claro, que o homem em questão não tem aversão a sangue. Dado que este blog não é dirigido a mariconços, não deverá ser um obstáculo. [Nota: O Patriarca não está a fazer pouco do respeito que se deve ter ao sangue como potencial veículo de doenças infecto-contagiosas, mas sim de reacções abichanadas à presença do mesmo] 

Supõe também este artigo que não estamos perante uma mulher com períodos complicados, com dores abdominais intensas, irritabilidade, sintomas depressivos, etc. [Nota: Foge. Arranja outra. Sexo com o período é o menor dos teus problemas. Queres mesmo aturar essa merda até à menopausa?]

Resta-nos então o maior e mais comum obstáculo: a moça não quer foder quando está com o período, porque tem vergonha / tem nojo / suja tudo / outra desculpa qualquer. Para desmontar isto, é preciso em primeiro lugar constatar o óbvio, que por alguma razão escapa à maioria dos homens.

A mulher que andas a foder sangra mensalmente da cona há qualquer coisa entre 4 e 40 anos. Para ela é algo absolutamente normal. O nojo do período já lhe passou há muito tempo. Ela quanto muito tem medo que tu tenhas nojo, ou que a vejas como uma badalhoca. O que nos leva ao sumo deste post.

O verdadeiro motivo para o tabu do sexo com o período

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Na verdade, estamos perante um gigantesco híbrido de ASD e shit test.

Por um lado ela quer mostrar que não é uma rameira que gosta tanto de levar no pito que o faz mesmo que este esteja a jorrar sangue.

Por outro, e mais importante: ela está a indagar que tipo de homem és tu? És um mariquinhas que se impressiona com sangue e concorda que o sexo com o período é um nojo? És um quase-virgem com tão pouca experiência com mulheres que a menstruação te parece biologia extraterrestre? És um Beta que está tão grato por ter um buraco onde molhar a piça que se presta a suprimir os seus desejos durante 20% do mês, só para não melindrar a porteira?

Ou és um Homem, com uma dose saudável de testosterona a circular nas veias, que se aceitou dar a exclusividade do seu membro viril a uma moça, se sente no direito de ter acesso não restrito ao corpo da mesma, e não é uma objecção mal parida e pouco convicta que o vai convencer do contrário?

É isto, na realidade, que está em jogo quando surge a questão do sexo durante o período. E só se manifesta numa relação já estabelecida, porque numa fase mais casual elas pura e simplesmente não deixam que se proporcione. Aqueles dias em que ela está muito atarefada e só tem tempo de tomar um café? Ou aquele fim-de-semana em que há uma desculpa esfarrapada para não se encontrarem, ou um programa que não deixa o mínimo espaço para intimidade? Provavelmente há tons de vermelho na sua origem.

Claramente, então, o sexo com o período é desejável numa relação, tanto pelo bem estar do homem como pela dinâmica do casal.

Como ultrapassar os bloqueios?

É preciso ter bem presente que todas as mulheres vão pôr entraves. A relação vai muito bem, fodem que nem coelhos quando estão juntos, começam a fazer planos mais alargados… E há um dia em que um fim-de-semana fora já há muito planeado a apanha com o período.

Este primeiro impacto frontal com o tabu é muito importante. Não é depois de meses ou anos a respeitar a “semana proibida” que se vai reverter a frame. Esta tem de ser imposta bem cedo.

Em primeiro lugar, há que deixar bem claro que o problema só existe na cabeça dela. Não pode haver qualquer dúvida de que és um homem a quem o sangue não impressiona. Idealmente já é essa a frame que passaste desde o início da relação. Ser uma espécie de “troglodita refinado” ajuda (ou simplesmente troglodita – a falta de educação só não é perdoada aos betas).

Em segundo lugar, embora o cerne da questão seja emocional e subconsciente, ela vai ter argumentos racionais para não o fazer. Esses sim têm de ser desmontados racionalmente.

  • Suja tudo – põe-se uma toalha por baixo, que depois vai para lavar
  • Tem nojo – bullshit, andas a sangrar daí há x anos, achas mesmo que eu acredito nisso? Não te preocupes, eu não julgo
  • O que é que o pessoal do hotel vai pensar? – acredita que já viram bem pior que umas manchinhas de sangue
  • DSTs – para uma relação esporádica… sim, aumenta um bocadinho o risco de transmissão de coisas. Para uma relação continuada, o aumento de risco é irrisório – e além disso já se testaram certo?
  • Perigoso para a saúde – absolutamente falso.

Antes que os betas na audiência vão a correr buscar o portátil para fazer um Powerpoint… Calma! Isto tudo é, naturalmente, feito num clima de sedução, de preferência com uma garrafinha de vinho ou champanhe, e a escalar fisicamente ignorando completamente as objecções dela como se de um novo engate se tratasse. A mulher deve ser seduzida como se nunca lhe tivéssemos desbravado as partes pudendas, e estivéssemos a enfrentar LMR. Se tudo correr bem, atingirão um tal estado de tensão sexual que ela vai mandar os obstáculos às urtigas e talvez até implorar-te que metas de vez o tarolo!

Colhendo os benefícios

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Parabéns! Desbloqueaste um dos grandes entraves a uma vida sexual masculina plena. Já não há cá aquelas semanas a tocar ao bicho ou a pensar que aquela gorda da contabilidade até se fazia. Mas há outras vantagens secundárias.

  • Aferição de status – se a tua fêmea não te deixa fodê-la sem restrições… cuidado, podes ser um beta! Trabalha nessa frame.
  • Contraste – é muito improvável que sejas o seu primeiro homem, mas é muito provável que sejas o primeiro a fazer isto. Distinção automática de todos os betas com quem ela andou, e talvez comparação positiva com outros alfas.
  • Banhar a espada em sangue – Nem todos os homens conhecem o sublime prazer de olhar para baixo e ver a sua espada de carne pintada com sangue de fêmea.

Boas estocadas!

Capazes confirmam: Feminismo esgotou-se há quase 30 anos!

Como já foi referido anteriormente, O Patriarca é leitor assíduo das Capazes, pois tem um interesse mórbido em saber quais as últimas insanidades que aquela gaiola de loucas anda a tentar importar para o nosso querido jardim à beira mar plantado.

Qual não é o seu espanto quando encontra um artigo da autoria da Srª Dª Isabel “#estousozinhaporqueoshomenstemmedodemim” Moreira, confirmando o que a maioria das pessoas com uma mente razoavelmente equilibrada sabem: o feminismo esgotou-se há cerca de 30 anos, e desde então não é mais que um movimento de supremacia de género liderado por gajas mal paridas e mal fodidas a tentar tornar toda a gente tão infeliz quanto elas e sacar umas regalias extra pelo caminho.

O artigo fala por si, pelo que o melhor é mesmo ler. Quem não quiser dar tráfego ao ninho de harpias maldito, pode encontrá-lo transcrito na íntegra abaixo. Até porque se a criatura se aperceber do que escreveu ainda o apaga, portanto é melhor guardar as provas.

Resumindo: a megera, confrontada com a existência de mulheres que percebem a malignidade da ideologia em causa, faz uma lista de conquistas importantes que o feminismo fez em Portugal entre 1974 e 1990. Depois, talvez tendo um laivo de consciência, acrescenta dois itens que não têm nada a ver com o feminismo – a lei do pré-escolar em 97 e a lei da adopção e do casamento gay em 2010 – para ver se o deserto dos últimos 27 anos não se torna tão evidente.

Termina com uns conceitos vagos e/ou falsos como a desigualdade salarial, demonstrando assim o exposto acima: O FEMINISMO É CANCRO DESDE 1990. Podem fechar a porta.

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CARTA ABERTA ÀS MULHERES QUE REJEITAM O FEMINISMO

No dia internacional das mulheres, ouvi várias mulheres na televisão, incluindo jornalistas, rejeitarem o dia em si e o feminismo. Dizia uma jornalista que tudo o que acaba em “ismo” lhe cheira a “extremismo”.

Não me surpreendem. Infelizmente, sabemos que falta identidade ao movimento feminista, sabemos que o sexismo não é exclusivo dos homens. Mas é evidente que se a falta de perceção da desigualdade de género nos afeta, ela afeta-nos com mais força quando é manifestada por mulheres.

Sempre que levo com uma mulher horrorizada com o feminismo tenho vontade de fazer uma lista dos direitos de que essa mesma mulher goza, desde os primeiros dos primeiros, conquistados por sufragistas e operárias, as “histéricas” que deram causa à instituição do “dia das mulheres”, já agora um dia político e não um dia dos namorados “versão dois”, carregado de flores.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1974 as mulheres pudessem finalmente aceder à magistratura.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1974 as mulheres pudessem finalmente aceder à diplomacia.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1974 se alterasse o Código Administrativo legalizando o acesso das mulheres a todos os cargos.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1976, fruto do trabalho da Comissão Feminina se concedesse a todas as trabalhadoras o direito a licença de 90 dias no período de maternidade (matéria que vem sendo sucessivamente aperfeiçoada).

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1976 fosse aprovada a Constituição democrática, consagrando a igualdade entre homens e mulheres, passando por vários domínios, como o domínio laboral ou o da maternidade.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1977 entrassem em vigor as alterações ao Código Civil, acabando-se, por exemplo, com a abjeta “autorização” do marido para exercermos as nossas profissões.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que fosse criada em 1979 a Comissão para a Igualdade e para o Emprego (CITE) junto do Ministério do Trabalho, que até hoje zela pelo cumprimento da obrigação constitucional e legal de igualdade de oportunidades entre homens e mulheres no emprego.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1980 as mulheres pudessem concorrer à PSP.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que na revisão constitucional de 1982 se consagrasse o conceito (e as consequências dele) de paternidade.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1984 fossem aprovadas as leis sobre a proteção da maternidade e da paternidade e a lei de bases da segurança social, matérias em que fomos evoluindo e assumindo compromissos internacionais, nomeadamente os decorrentes da OIT.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1990 as mulheres pudessem prestar serviço nos quadros de qualquer modalidade de armas e serviços do Exército.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1990 fosse criada a Comissão para a Igualdade de Género.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1990 começassem a surgir as resoluções concretas estabelecendo medidas concretas e ações prioritárias de promoção de igualdade de oportunidades entre homens e mulheres.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1997 fosse aprovada a lei quadro da educação pré-escolar.

Tem sido de facto um “extremismo” ver as evoluções legislativas, administrativas e práticas em todas estas matérias.

O “extremismo” denunciado por mulheres horrorizadas com o feminismo tem-lhes permitido beneficiar destas conquistas e de outras, como a lei da paridade ou, imagine-se, com a legalização da interrupção voluntária da gravidez. Essa conquista extremista permite às negadoras do feminismo (e bem) deixarem de ter de arriscar a vida se não desejarem continuar uma gravidez.

Entretanto, também podemos, todas e todos, adotar os filhos dos nossos companheiros ou companheiras, havendo ou não casamento (que é igualitário desde 2010), seja a relação heterossexual ou homossexual, podemos adotar uma criança com uma pessoa do mesmo sexo e podemos ser mães sem a tutela de um homem.

Não sei por onde andam estas mulheres, porque para além da falta de noção da história, não devem dar conta das disparidades e desigualdades salariais que persistem arrogantemente entre homens e mulheres; não devem dar conta de como as mulheres são sempre o elo mais fraco em épocas de crise económica e financeira; não devem dar conta de como os direitos laborais das mulheres continuam a ser pisados, de como nós somos sujeitas a entrevistas de emprego ilegais, de como nos perguntam acerca dos nossos planos de vida, de maternidade; não devem dar conta de como o assédio laboral é um cancro; não devem dar conta de como o assédio de rua é a prova (mesmo sendo crime) de como a sociedade ainda não interiorizou que o espaço público nos pertence; não devem dar conta de como somos violentamente escrutinadas e sujeitas a um padrão moral violento ao qual os homens são imunes; não devem dar conta de como os números relativos à violência no namoro e à violência doméstica são prova do modelo patriarcal enraizado contra o qual muitas de nós, feministas com memória e orgulho na palavra, lutamos.

Já se deram conta?

Ou andam pela vida a exercer os direitos que as feministas conquistaram (em nome do lema simples “igualdade de direitos”) sem dar mesmo, mas mesmo, por nada?

Agora parem e pensem: que seria de vocês sem o feminismo?

Dia de São Valentim

skittles

Ontem foi dia de São Valentim. O Patriarca é Benfiquista, e tem namorada. Marcou jantar para as 22h. Saiu do trabalho, sentou-se num café perto do local onde a cara-metade tem aulas, a beber tranquilamente umas imperiais enquanto via o inapropriadamente calendarizado embate entre Benfica e Borussia Dortmund. A querida juntou-se a ele pouco depois. Não aprecia particularmente futebol mas o entusiasmo contagia-se. São Ederson salvou a noite desportiva.

Mas O Patriarca não tinha nada para oferecer à querida (para além do jantar). Para ser honesto, até tinha intenção de comprar uma flor ou um cartãozito lamechas, mas uma semana de loucos não o permitiu. Foi com algum alívio que constatou que não estava numa relação com um transgénico particularmente bem conseguido, pois como boa mulher não perdeu a oportunidade de comentar “Então e não me compraste nada??”

“Pensava que a partir de um certo grau de ser DO CARALHO um gajo estava dispensado dessas coisas”

Seguiu-se uma tentativa de resposta indignada que fez um péssimo trabalho em disfarçar um brilho de luxúria nos olhos. Não se tocou mais no assunto, o jantar foi excelente. O garçon ainda providenciou uma rosa. Desnecessário, mas perfeito.

O Patriarca foi furiosamente cavalgado nessa noite. Os vizinhos não devem ter gostado. Ao preparar-se para adormecer, não pôde deixar de esboçar um sorriso maldoso ao imaginar a quantidade de Benfiquistas por esse país fora que não viram o jogo e ainda lidaram com uma “dor de cabeça”.

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Um homem confiante na sua frame dá presentes à namorada quando quer e quando pode, pelo prazer de o fazer e não pelos resultados que isso lhe possa trazer. Ela vai respeitá-lo  e desejá-lo quer venha com um ramo enorme de rosas quer venha com as mãos a abanar – desde que ele não se ponha a tentar arranjar justificações e desculpas como um beta.

E em caso de dúvida, sê um homem Skittles. (tl;dr – duas amigas descobrem que tinham andado a ser comidas pelo mesmo gajo, que mantinha uma espécie de harém e lhes oferecia Skittles no aniversário)