Somos mais livres?

Aos primeiros dias de uma estadia prolongada numa cidade Universitária situada no norte da Europa. Nessa noite, a parafernália noctívaga não terminara fora de portas, pois no hotel onde me quedei, o corredor fora infestado por um numeroso grupo de jovens quem, além da minha paciência, esgotavam pizzas e charros. Os meus skills sociais não foram suficientes para saldar o diferencial etário e o grupo acabou por me alhear; Foi nessa noite que iniciei a divagação que se segue. Foi também nessa noite que instalei o Tinder.

Num episódio da série “Cold Case” um agente do departamento policial de Filadélfia interroga agressivamente um toxicodependente em torno dum homicídio ocorrido três anos antes. “Did you Kill that girl?” questiona o bófia. “No, I didn’t”, choraminga o adito. “Did you?” repete o moina, já aos berros, enquanto aponta os braços na cara do desgraçado. “No!” guincha o agarrado, completamente em pânico. “So, what where you doing in that field?” questiona o chui. “I went for a fix, I was there to score” responde o junkie, apontando para as veias irremediavelmente salientes num dos braços. A porta duma discoteca numa cidade europeia (do norte) maioritariamente universitária, um miúdo dos seus 22 anos. “What are you here for, mate?”. “I’m here to score”. Score: verb, 3rd person present: scores; past tense: scored; past participle: scored; gerund or present participle: scoring. 1. gain (a point, goal, run, etc.) in a competitive game. informal: buy or acquire (something, typically illegal drugs). informal: succeed in attracting a sexual partner for a casual encounter. Vêem as semelhanças?

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Muitos ditos libertários aprovam moralmente a legalização do consumo de drogas aditivas – a liberdade de a perdemos. Mas extinta na Europa a praga da heroína que destruiu uma geração de experimentalistas globalizados, provavelmente a primeira, a sociedade está hoje impregnada de outras tendências aditivas, agora, geracionalmente transversais. Vai ser muito difícil para esta geração legar sucessores e a infertilidade ocidental – compensada pela imigração em massa – demonstra-o. A liberdade individual, que se endeusou como último bastião do progressismo moderno, parece indissociável da pulsão para a sacrificar. Numa alegoria para o iphone, o autor Roosh Valadazeeh prevê a invenção dum instrumento futurista que providenciasse tanta satisfação artificial que os seus utilizadores – no prazo, todos os seres humanos – trocariam a vida real pela sua utilização.

Não é a vida per si – talvez uma fatia sua (3 horas diárias de Social Media? 12.5 % de vida). Mas o conteúdo dessa vida já é confessado e reportado aos Deuses do blockchain. Quando me iniciei na web, os meus Pais recomendaram-me que apenas navegasse se não expusesse nenhum dos meus dados nos chats que frequentava. Depois vieram as redes sociais, onde postei detalhes inocentes como ‘o meu filme favorito’ ou a frase que mais me inspirava. Hoje, o cuck Zuck tem mais informação armazenada sobre a minha vida nos últimos dez anos do que eu próprio e os seus motores de busca providenciam-na a milhares de companhias de publicidade dirigida, o verdadeiro negócio de Silicon Valey. Num blog da manosphere questionavam: Entregarias informação sobre onde vives, com quem te relacionas, ou o que gostas de fazer a uma sinistra empresa online? Nem por um milhão de euros. Mas mais de duas mil milhões de pessoas fizeram-no gratuitamente, compondo o maior Estado (ditatorial) da história da humanidade – O Facebook.

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Um registo de informação único e homologado, converteu-se na nossa identidade online e quase todos os sites permitem registos automáticos, em vez do mesmo extenso, custoso, fastidioso, preenchimento compassado de dados em cada serviço. Por isso podemos usar instrumentos extraordinários como o gmail e aplicações fenomenais como o busuu ou jogar videojogos divertidos como o candy crush, sem custo, pagando com a nossa privacidade, que os geradores de apps e conteúdos venderão a terceiros. Como costuma dizer um bom amigo, se não pagas por um serviço online, não és o cliente – és o produto.

Mas há pior.

O que a internet nos faz

Um sociólogo conhecido afirmou que ninguém compreenderá a era presente sem presente ter de que o ser humano é uma máquina programável. Isto é, a exposição a estímulos capazes de moldar e viciar o cerebro humano, pode mudar – como o faz nas lagostas – a sua própria estrutura, viciada em descargas de dopamina e nos comportamentos que a produzem. Além de nos fazer perder tempo a vasculhar o casamento do colega de infância, o noivado de um primo afastado ou a fotografia em trajes menores da colega boazuda, as redes sociais estão-nos a mudar. A fotografia em trajes menores da colega boazuda seria inviável noutra era; hoje é inevitável porque é esta que concentra atenção e qualquer boazuada (colega ou não) sabe que precisa de estar um passo adiante (nas escalas da sensualidade, do arrojo, da nudez) para  gerar mais buzz do que a concorrência. Ao mesmo tempo, sua confusa, autoritária e enviesada política de conteúdos, claudica a elaboração de certos posts e a discussão de certos temas. Por causa disso, fomos já banidos, mesmo que a plataforma aceite ou até popularize coisas abjectas como os travecas em jardins-de-infância extremando mais uma vez a assunção de comportamentos impensáveis há um par de décadas. Essa é também uma forma de condicionar o nosso comportamento através de um estimulo negativo – Se publicar uma foto desnuda providencia likes e escrever que os transgéneros são doentes mentais resulta numa suspensão, temos uma boa razão para aceitarmos o tema ou pelo menos silenciarmos a nossa opinião.

Image result for pavlov dog cartoon facebook‘Políticas restrictionistas são transversais a todas as comunidades e gajas boas descascadas cativam punheteiros’. Isto é natural à sociedade humana. Mas a net de hoje levou-o um passo mais longe, com algorítmos interpretativos e respostas consequentes.

Internet
Roubado de O Insurgente

Há cerca de meia hora pesquisei por ‘vivendas para compra’ na área urbana de Lisboa. O blog neoliberal ‘O Insurgente’ publicitou-as. Tenho bem presente que os responsáveis do blog não receberam informação quanto às minhas pesquisas e que o economista Ricardo Arroja não repostou o seu texto com imagens cativantes para apelar ao vosso feiticeiro. Tudo acontece por automatismos de máquinas a quem confesso permamentemente os meus intentos; processam-nos e respondem assertivamente com o intuito de me pressionar a optar por uma casa, um produto, um comportamento, uma liderança política. Esta confissão é inadvertida: Uma pesquisa na web, um gosto, uma conversa privada, a adesão a um grupo? Até que estes se auto-propaguem como forma de encaixar e catalogar a populaça. Exemplo: acabei com a minha namorada e, nos dias seguintes, no feed da minha rede social de eleição, surgiu-me a história sobre como um psicólogo canadiano deslindara o mistério da sedução feminina coisa que, solteiro, me faz imensa falta. Um par de pesquisas mais, levou-me à comunidade PUA, um grupo que, como qualquer grupo , gera uma caixa de ressonância que opera por retroacção positiva, onde todos partilham e reforçam crenças torneantes a alguns aspectos específicos do processo sedutivo. Eu, que me havia juntado com o intuito de encontrar outra cara metade e esquecer a antiga, dou por mim submerso nas maningâncias metafilosófias do engate, criando novas relações interpessoais e rotinas além de cambiar os meus credos.

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Vamos analizar passo-a-passo a sequência ficticia que acabei de narrar. A pressão do grupo e das novas amizades que forjei têm um impacto tremendo nas minhas decisões e visões subsequentes. Antes de o alcançar, ‘tropeçara’ no Mystery Method e nas receitas milagrosas para conquistar conedo com o paleio – creio que o livro, publicado nos anos 90, estava no feed, o instrumento de discorrência infinita que a big coorp utiliza para alimentar o meu cérebro com a sua propaganda. E antes disso, eu cambiara o meu estado relacional para que os meus ‘amigos’ soubessem que regressara ao mercado dos solteiros. E tudo aconteceu por acaso. Ou não?

Acaso o feed me conduzisse a uma loja de bonecas insufláveis online, à pornografia, ao portal privado, à colectânia do Jack Donnovan ou a uma agência de viagens especializada em pacotes ‘Filipinas+Tailândia’ e o desfecho desta história teria sido outro. O problema é deixar-me guiar por um algorítmo que me conhece tão bem que sabe como me enganar.

Fui Enganado
Passou-se há três meses, numa tarde de sexta-feira. Combinava uma saída com um amigo de há anos para uma festa onde encontraríamos muitos velhos conhecidos, colegas e rivais. Era um momento importante para mim, denso e emocionante. Talvez por isso me sentisse um pouco nervoso, enquanto combinava o plano, logo a seguir ao almoço. Para relaxar, espreitei o Tinder onde uma conversa emergiu. Era a C e a C não se fez rogada, deu-me o número e agendou um encontro. Um par de horas mais tarde apanhava-a no Rato, bonita (embora mais gordinha do que as fotos mostravam) e carismática. De um café para um bar, para um par de cervejas entre muitas conversas, estavamos-nos a dar bem. Quando a deixei à porta de casa, trocámos um beijo e combinámos outro encontro na semana seguinte. Que na verdade se antecipou para horas mais tarde, pelas 22, uma hora antes do que agendara com o meu amigo.

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Em casa dela, as coisas descontrolaram-se. As horas, digo. A primeira volta puxou uma segunda e só na rua, à frente do parlamento nacional, me apercebi do quanto me distraira: pela praça de são bento ecoavam os sinos duma igreja local, quatro badaladas. Quatro da manhã.

Enquanto me desfazia em desculpas para com o amigo que deixara pendurado, fitei o edificio de estado com uma preocupação acrescida. O compromisso que trocara por algumas horas de companhia agradável, era lúdico e pessoal. Mas imaginemos que não fosse. Imaginemos tratar-se de uma actividade consequente, onde a minha presença podia decidir uma opção social de fundo ou destituir a manutenção de um governo em funções? Serei assim tão fácil de manipular? A verdade é que para preservar a integridade do meu discernimento, optei toda a vida por não me entregar ao vício, não fumar nem beber, não consumir estupefacientes nem ócio. Mas a cona… Talvez fosse o meu ponto fraco. E os mecanismos que lucram com o meu estado relacional, que beneficiam da informação que em seu torno submeto gratuitamente no computador, que ganham com as minhas conquistas e/ou frustrações sexuais, e que potenciam a minha líbido pois sabem-na motor de irracionalidade e fraqueza, podem emparelhar-me com alguém compatível, suficientemente leviano para conduzir a este desfecho e igualmente insciente do processo através do qual o Tinder, o instagram, o facebook, o twiter et al, nos acometem conteúdo e emparelham.

Como avisou Paul Joseph Watson, ‘ninguém devia surfar na web’ porque ela tem corrente e pode levar-nos substancialmente para longe da costa ou de onde queremos chegar.

Uma bolha dourada

Quando me juntei às redes, fi-lo convicto de que alargaria o meu espectro de informação, acesso a fontes diversas e visões distintas. Mas uma interacção numa fotografia exótica, num post político, informa a rede de que sou sensível àquela tipologia de conteúdo, de opinião, criando um engagement auto-induzido. Em semanas, a minha interacção social na rede estará confinada a semelhante génese de dados e aos seus autores, encerrando-nos numa bolha, reforçando os nossos laços e claudicando os restantes. Pior: fornece uma percepção falseada sobre ‘o que as pessoas pensam’ sem dar conta de que o espaço de trocas de informação é muito restricto e exclusivo a um posicionamento. O Feed é fed a interacções, de circulos limitados de pessoas semelhantes com ideias semelhantes. Por isso, ordas de jornalistas, formados nas mesmas escolas e com valores políticos esquerdalhas viam o mundo da lente do twitter concluíndo tratar-se de uma boa população amostral para prever o resultado eleitoral de 2016. Levaram um barrete, não por estarem esperançados ou desejarem enganar o público, mas sobretudo por não se aperceberem que falavam uns para os outros. Ao mesmo tempo, além de providenciar uma percepção muito errada do mundo exterior, confiamos-lhe na prática que decida com quem nos relacionamos não obstante da distância, nacionalidade, etnia etc. Os critérios são os seus. E está construída para que não a abandonemos, sob qualquer circunstância.

O receio de que a tecnologia nos pode dominar e subjugar data dos seus primórdios – muito antes de I Robot, ou Matrix.  No fim da II guerra mundial, Orwell anteviu o regresso do despotismo: Estados securitários, altamente policiados, onde uma hierarquia reducta impusesse um modo de vido pela força à população. Colocando as máquinas como agentes de controlo, este receio foi reprecurtido desde então com um grau de detalhe cada vez mais elevado.

Onde Orwell se enganou foi na assunção de que será a força a domar-nos. Como o autor Mark Manson bem assinalou, as máquinas que o fizerem serão demasiado inteligentes para desejar combater. Pelo contrário, disciplinar-nos-ão pelo prazer, viciando o nosso cerebro em disparos dopaminérgicos, encerrando a nossa conduta em hábitos improfícuos e degenerados mas jucondos, instigando a nossa libertinagem e luxuria, satisfazendo-a a pedido, controlando-nos. O mundo ditatorial que se adivinhava regressar nos anos 40 e 50 é mais longínquo de Orwell e mais próximo de Aldous Huxley. O sistema de créditos pessoais na China fornecedor de perks libertinos pode estar num futuro próximo. Em V (2009) a raínha e comandante suprema Anna mantém a lealdade do seu exército através da benção, uma benesse de que é titular exclusiva e que providencia euforia, satisfação e apaziguamento àqueles que a experienciam. Ou como me explicou um antigo toxicodependente, ‘Se diriges um centro de recuperação com cem camas e possuis um stach de heroína no gabinete, tens cem escravos’.

Admirável Mundo Novo

Liberdade

A magnamidade do índividuo, representada na tradição judaico-cristã por Nosso Senhor Jesus Cristo, meio homem meio Deus, é a capacidade de raciocinar e tomar escolhas lógicas, que não provenham exclusivamente de necessidades impostas pelo organismo ou pelo metabolismo basal. Distingue-nos da bicharada. Os Ocidentais – Os homens que mais fizeram para projectar o poder do índividuo e a dignidade da pessoa humana sob a natureza – edificaram a sua sociedade nos últimos dois mil anos em torno da ideia (inexistente em todas as outras culturas) de que podemos conduzir a nossa vida como desejarmos. Sem isso, ideias como democracia e justiça, mercado e carreira, virtude e pecado, são inadequadas.

A esse ponto, julga-se, com alguma arrogância, como através de várias revisões fundamentais – da Reforma ao concílio do Vaticano II – a sociedade Ocidental foi capaz de melhorar os seus hábitos e funcionamento interno, comparando soberanceiramente a nossa forma de vida e a das zonas do globo que ainda são controladas pelos Bárbaros – países onde os casamentos são decididos pelos Pais e a filiação social é castradora. Assim, e desde a revolução sexual dos anos sessenta, julgavam que aumentavam a nossa liberdade. O que talvez não tenham percebido é que, nas palavras da feminista Camile Paglia, a demanda por liberdade através do sexo está condenada ao fracasso.

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Há as acusações de Houellebecq e dos RedPillers de que essa liberdade é a das mulheres comerem picha alfa e ignorarem a restante; uma liberdade celebrada à custa da minha liberdade. E a constatação de que libertar-nos das normas sociais é uma forma de nos tornar reféns dos nossos desejos mais rasteiros, viciados na dança e na atenção. Mas entregues às mãos de um algorítmo? Ora vejamos: No passado, as nossas opções, os nossos laços e a nossa descendência seria condicionada pelas circunstâncias à nascença, o meio social, a classe e a geografia, a circujacência e a família.

Hoje é o Facebook que decide com quem me relaciono e que grupos integro, o instagram que influência de que forma me visto ou me apresento ao mundo; O Twitter molda as minhas ideias políticas e o meu sentido de voto; a Google Ads escolhe a casa onde vou viver e as viagens que farei; O Pinterest opta pelas modas que vou acompanhar, o Youtube decide que sistemas de crenças assimilarei; O Linkedin encaminha-me para uma carreira; A Uber sabe onde estou porque o Iphone lhe conta quais bares frequento; O AirBnB determina onde durmo e o Tinder seleciona com quem.

Somos mais livres?

 

As mulheres desejam Patriarcas

Fonte: Feminists Think Sexist Men Are Sexier than “Woke” Men

Women like bad boys. At least, that’s the story. And there’s lots of writing and anecdotal experience to back that up. Men frequently complain about being “friendzoned,” the idea being that men who are respectful toward their female interests get placed into the role of friend, rather than potential boyfriend. The “pickup artist” community has embraced this concept, teaching men how to behave in assertive, dominant ways that, allegedly, are more successful with women. Many of these concepts and dynamics themselves have been called sexist and misogynistic, reflecting underlying beliefs that women “owe” men sex. The “incel” community, a group of online males who complain bitterly, violently, and angrily about being “involuntary celibates” attack women for choosing “Alpha males” rather than softer, kinder men. . . like themselves.

Women who admit to liking bad boys—being attracted to men who are assertive or dominant—are sometimes criticized as having “internalized” misogynistic attitudes, or simply as naïve and foolish, failing to recognize or admit that sexism is damaging. During the 2016 presidential campaign, female fans of then-candidate Trump proudly invited their candidate to grab them, following release of tapes of Trump discussing grabbing women without consent. These women were proclaimed traitors to other women, or decried as simply deluded. Others have suggested that women may choose bad boy types in order to acquire protection from other, more aggressive and hostile men, a theory referred to as the “protection racket.” Some simply suggest that sexism is insidious, and that these dynamics infiltrate our choices without us noticing.

These are complex, highly politicized dynamics that foster conflicts and finger pointing between the genders. Unfortunately, research suggests that women do in fact find sexist men attractive. Gul and Kupfer recently published research where they conducted multiple experiments, testing women’s attraction to different types of men, and teasing out women’s motivations.

Past research has suggested that evolutionary biology explains these dynamics, pointing to findings that women reportedly prefer men with more masculine features and more indicators of “fitness.” However, many of those sensational findings are in question, with failed replications leading to doubt that these effects can be reliably predicted or measured.

Gul and Kupfer take a related tack, but head in a slightly different direction. They suggest that female interest in sexist men, specifically men who display “benevolent sexism” may be seen by women as being more interested in investing resources in a woman.

Benevolent sexism is a concept describing a form of sexism which is overtly less hostile and misogynistic, and are beliefs that I was taught, as a man from the US South. Benevolent sexism includes beliefs that:

  • Women should be “put on a pedestal”
  • Women should be cherished and protected by men
  • Men should be willing to sacrifice to provide for women
  • Women are more virtuous than men
  • Women are more refined and pure, compared to men.

Os leitores mais assíduos terão notado que isto são características algo Beta. Calma. O ouro vem a seguir.

Despite aspects of benevolent sexism appearing chivalrous and romantic, previous research has found that women who endorse these beliefs often demonstrate approval of restrictions on women’s freedoms, independence and autonomy, and may impact women’s support for gender egalitarianism.

O Patriarca suspeita que as mulheres que lutam contra a burka são as que não conseguiram arranjar um homem que as faça desejar a burka.

Gul and Kupfer used several different related experiments in order to test why women find men with these types of beliefs to be more sexy and appealing. They found that women who saw these types of men as more attractive also saw the men as being more willing to protect and care for them, and to commit to a relationship. Interestingly though, these women weren’t love-struck fools, but had their eyes open about these men. Despite being attracted to them, and seeing them as good mates and partners, the women saw these males as being undermining and patronizing men who were more likely to place restrictions on the women.

Tradução: as mulheres só querem ser fortes e independentes até arranjarem um Patriarca.

Gul and Kupfer conducted several separate experiments, showing that their results did replicate in different samples and using different methods (an important strategy in today’s replication crisis), and that the effect was apparent both potential mates, AND in work colleagues. Even in men who were not being scoped out as potential intimate partners, women were more likely to see sexist men as more attractive. Women who were both more and less feminist displayed similar levels of attraction to sexist men, so this effect isn’t the result of women not being “woke” enough.

One of the experiments tested whether women’s ratings of sexist men varied depending on cues about there being more hostile men around from whom the woman might need protection. But here again, women’s attraction towards sexist men wasn’t influenced by her potential need for safety from more hostile men.

O sexismo está para as mulheres como umas mamas boas estão para os homens. São apetitosas em qualquer contexto.

Gul and Kupfer’s research offers a new way to approach these complex dynamics of attraction, integrating the role of evolutionary influences, with culturally-influenced social role expectations. It also challenges some of the misleading beliefs that blame both women and men for the persistence of sexism in our society. It’s important to note that sexism and misogyny are not identical concepts. Kate Manne suggests that misogyny is more about control of women than about hatred, and argues that sexism is more of an ideology that supports the reasons why we treat women differently.

“Dating male feminists turned out to be one of the least empowering decisions I’ve ever made.” —Kate Iselin

Women who find sexist men attractive are not being traitors to other women, nor are they naïve women who don’t understand their choices. Instead, they are women who are making rational decisions, accepting tradeoffs. They are women who recognize that it may be more beneficial to have a partner who is committed to them and willing to sacrifice for them and their family, than it is to have a “woke” feminist man who wants them to be independent.

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I look forward to future research which might explore men’s own perceptions of their attitudes towards women. Do men who hold benevolent sexist beliefs recognize that they may increase their attractiveness, while also potentially being seen as patronizing? But for now, perhaps this research can help us to stop attacking sexist men as being misogynistic tools of the patriarchy, and recognize that these social dynamics exist due to the choices of both men and women, for reasons other than power, hatred, or control.

O mundo é dos Patriarcas, os outros só vivem nele.

O Cerco

Até quando?


ADENDA

O leitor Luís Pedro pergunta “o que representa o soy boy, o cuck e o blm?

O leitor Paulo Alex responde muito bem,

“Soy boy” é um “homem” que tem falta de caracteristicas masculinas e “BLM” é Black Lives Matter

E “cuck” é um homem frustrado e efeminado que é habitualmente dominado pelas mulheres, ou seja incapaz de se impor.

O Patriarca acha pertinente acrescentar algumas coisas.

  • “Soy boy”, literalmente “rapaz soja”, vem do hábito de substituir compulsivamente de toda comida por soja e derivados que alguns sectores da sociedade apresentam. Como normalmente esses “homens” são pouco masculinos, e dados a religiões alternativas como o marxismo e o veganismo, Soy Boy é um excelente termo para fazer pouco da esquerda.
  • Se há de facto (como parece haver alguma evidência nesse sentido) um efeito importante de diminuição de testeosterona provocado pelo consumo de soja, ou se são os gajos com pouca testosterona que gravitam para estas tontices, é uma questão ainda não totalmente esclarecida.
  • “Cuck” é praticamente um sinónimo de “Beta” em linguagem Alt-Right. Deriva de “Cuckold”, ou seja “corno” – a vítima do cuco, um pássaro que tem a tendência de enganar outros pássaros colocando ovos seus disfarçados no meio dos ovos de outros para que eles criem a sua prole sem investimento do próprio.
  • “Black Lives Matter” é um movimento terrorista marxista cuja existência só é permitida porque os seus membros são espécie protegida.

Touros, girafas e PANeleiros

O Patriarca não é particularmente fã de touradas, mas respeita enormemente os volumosos testículos daqueles que fazem hobby ou profissão da actividade de se confrontar fisicamente com um animal feroz de 600kgs.

No entanto, todas as actividades eminentemente masculinas, principalmente aquelas que estão mais em contacto com o nosso lado mais primitivo e selvagem, levam a esquerda aos arames.

Assim, a tauromaquia está mais uma vez debaixo de fogo, desta vez sob a liderança do PAN (as sapatonas e os comunas estão ocupadas a tentar desgovernar o país), o que não é de estranhar.

A esquerda (a actual, pelo menos) vive da negação da realidade e do mito da tabula rasa, pelo que uma arte que não se compadece com teorias igualitárias e em que um erro de casting pode acabar com uma cornada no bucho põe um importante problema. Não vemos, por exemplo, nenhuma campanha contra a gritante desigualdade de género nas lides. Isto apesar de haver apenas 2 mulheres em Portugal com alternativa de cavaleiras, não haver mulheres a fazer toureio a pé*,  e a palavra “forcado” não ter equivalente feminino. Não admira. A festa brava não acontece em confortáveis gabinetes com ar condicionado. O que é que vão fazer? Obrigar por decreto as mulheres a fazer fila para entrarem numa arena e enfrentar um bicho enraivecido de meia tonelada? Exigir que os pais metam as suas princesas em escolas de toureio enquanto os rapazes brincam com bonecas?

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Um só forcado tem mais testosterona que todo o eleitorado do BE e do PAN junto.

Portanto só resta uma opção para combater a dissonância cognitiva: tentar proibir as touradas.

O resultado foi o óbvio e esperado chumbo, mas o sucesso não é o objectivo destes arruaceiros. Pretendem simplesmente agitar as hostes de imbecis como os que frequentam os acampamentos do BE para facilitar a insidiosa disseminação da doença mental de que padecem.

Coincidência ou não, na véspera da dissertação de Ribeiro e Castro sobre a Disneylei, surgiu o desenterrar de uma polémica com um ano. Mais uma actividade tipicamente masculina, a caça, desta vez com o plot twist de uma mulher a ser publicamente crucificada por a praticar. O que é que tínhamos dito aqui sobre a misoginia?

O facto de a caça, quando devidamente organizada, ser um adjuvante importante aos esforços de conservação ambiental, é algo que passa ao lado da manada do politicamente correcto. Que a girafa caçada fosse velha, fora da idade reprodutora, e andasse a matar girafas mais jovens** e a impedi-las de se reproduzir, é de uma ironia deliciosa.

girafa feminista
Deve ser feminista

A masculinidade é um alvo a abater. E O Patriarca, que já andava há vários anos com curiosidade em ir ver uma tourada, decidiu finalmente juntar esse agradável ao útil de refutar o disparatado argumento da falta de público (vamos acabar, para além dos PANeleiros, com o futebol distrital?).

A experiência foi no mínimo interessante. Imagine-se ir ver um jogo de futebol sem conhecer as regras. Aliás, se algum aficionado e/ou organizador ler isto, teria algum interesse distribuir no início do espectáculo um panfleto com uma breve explicação de algumas regras e tradições, quiçá uma ajuda importante para uma actividade que se quer defender dos ataques constantes e talvez até expandir-se.

O que é notório e que não transparece tanto na televisão é a proximidade entre a excelência e a catástrofe. É perfeitamente evidente a mestria na afinada coordenação entre o homem e o cavalo, e como uma hesitação pode acabar em atropelamento pela besta.

Por outro lado, o matador a pé enche a arena com uma imponência fascinante para quem gosta de estudar linguagem corporal. A compostura com que se mantém por longos períodos de tempo a escassos centímetros do touro é impressionante. E a fanfarronice que transparece deve fazer parte do arsenal de qualquer homem.

manzanares

Muito refrescante também a quantidade de crianças e jovens presentes e fascinados com o espectáculo, a contrastar com a bafienta imagem que os marxistas insistem em colar à tauromaquia. Bem como a educação e respeito pelas normas sociais.

O Patriarca não pode dizer que tenha ficado fã – a experiência foi demasiado breve e o desconhecimento dos rituais associados cria um certo alheamento – mas certamente não foi aborrecido e poderá ser para repetir. Há pontos de interesse claros. Aconselha os leitores d’A Távola Redonda a descobrir por si mesmos.


*A entrevistada queixa-se de misoginia, mas qualquer pessoa (homem ou mulher) que queira afirmar-se num meio competitivo enfrenta pressões semelhantes. A diferença é que os fortes aguentam. O filme Eu, Tonya, é um retrato interessante disso.

**O Observador continua com a mania irritante de traduzir à letra artigos do inglês sem se dar conta que bulls neste caso não são touros mas sim girafas macho.

Acampamento Liberdade

É com grande regozijo que O Patriarca vai vendo surgir aqui e ali denúncias do marxismo descarado do Bloco de Esquerda em meios de comunicação de primeira linha.

A agremiação das Sapatonas promove anualmente um comício de endoutrinação marxista acampamento, cujo programa este ano é o seguinte:

Acampamento Sapatonas

Tinha guardada esta imagem para mais próxima da data, mas o artigo publicado por José Manuel Fernandes no Observador este fim de semana é um excelente mote pelo que aqui vai uma tradução do programa, não vá alguém pensar meter lá os filhos pensando que “é só um acampamento, que mal tem?”

Acampamento marxista

Fertilidade Defraudada

Nem de propósito, o Château Heartiste chamou a atenção para um artigo que é um follow-up perfeito para “Fertilidade Esbanjada“:

The struggle to conceive with frozen eggs

Brigitte Adams became the poster child for freezing your eggs. But things didn’t quite work out how she imagined.
TL;DR – Mulher Forte e Independente™ congela uns óvulos aos 38 anos. Gasta $19.000. Aos 45 ainda não arranjou um alfa que a sacasse do carrocel das piças bom candidato a pai e decide ser mãe sozinha. Os óvulos estavam quase todos estragados, só se aproveitava um. Não pegou.

She remembers screaming like “a wild animal,” throwing books, papers, her laptop — and collapsing to the ground.

“It was one of the worst days of my life. There were so many emotions. I was sad. I was angry. I was ashamed,” she said. “I questioned, ‘Why me?’ ‘What did I do wrong?’ ”

O Patriarca não se vai alongar sobre o assunto. O Heartiste já disse tudo.

Por um lado, estas companhias deviam ser expostas como as fraudes que são. Por outro, estas burras estão desejosas de serem enganadas e esta é simplesmente a resposta do mercado.


P.S. Enquanto procurava a imagem para o cabeçalho do artigo, O Patriarca descobriu que a culpa é dos homens.

Fertilidade Esbanjada

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A fertilidade – ou ausência dela – das mulheres ocidentais modernas é um assunto que O Patriarca já pretendia abordar há algum tempo. Aquele que é talvez o melhor jornal português (embora isso não seja dizer muito) publicou ontem um excelente artigo intitulado “Será que já é tarde? Casais no limite da fertilidade”, portanto chegou a altura.

Aparte – se tens de perguntar, provavelmente já é tarde.

Este foi um dos presentes que nos deixou a variante do marxismo a que alguns chamam feminismo.

Natalidade 2015
Fonte – Banco Mundial

A isto não será alheia a elevada participação laboral das mulheres em Portugal no mercado de trabalho, e o reduzido peso do part-time.

O artigo está muito bom e completo, pelo que O Patriarca recomenda a sua leitura na íntegra. Aqui vai apenas dissecar alguns pontos e fazer uma leitura Red Pill de alguns outros, uma vez que há coisas que não podem ser ditas em publicações mainstream. Todas as considerações aqui tecidas assumem que as pessoas querem ter filhos. Há quem definitivamente não queira, e embora considere uma opção imbecil (já para não falar de que geralmente é revertida mais tarde), O Patriarca como defensor da liberdade individual respeita-a.

1. Ana Teresa e Nuno Madeira

Acabou por conhecer o companheiro [da mesma idade] aos 38 anos

Quando percebeu que se a cara de cu que ostentava não lhe tinha arranjado um alfa até aí, também não era agora. Venha lá então o beta que quer ter família e não vê a imbecilidade de escolher uma gaja dessa idade para o efeito.

ana teresa

Dois abortos, operações para tirar merdas de um útero já ressequido como uma passa ao sol, e finalmente aos 43 anos conseguiu parir a sua provavelmente única cria. Não teria sido melhor assentar aos 28 anos com um gajo mais velho e criar família sem dificuldades?

2. “Sara”

Também Sara [nome fictício] adiou o sonho da maternidade até aos 38 anos. Tal como Ana Teresa, foi essa a idade que lhe levaria a conhecer o atual companheiro.

O engraçado é que esta desde os 25 tinha a noção de que o relógio estava em contagem decrescente, o que não a impediu de fazer exactamente a mesma asneira. A questão que ninguém coloca, mas seria interessante para ver as racionalizações que arranjaria, é “Mas então o que andaste a fazer entre os 25 e os 38? Coseste os lábios da cona e meteste-te num convento???”

Claro que não. Andou a desprezar os betas a que poderia realisticamente aspirar, e a abrir as pernas a players que não têm qualquer intenção para além de esvaziar os colhões. O Patriarca sabe que já foi esse homem algumas vezes…

Esta história não acaba tão bem como a da Ana.

Aos 40 anos, “está a iniciar o seu segundo tratamento de Procriação Medicamente Assistida (PMA) no Serviço Nacional de Saúde (SNS), no Porto”.

Sim, caro beta, os 50% que deixas de IRS nos cofres da Geringonça, servem para patrocinar a última tentativa destas quengas de tentar que algo pegue nos seus ventres caducos, quando enquanto eram férteis não te deixaram nem sequer chegar perto.

O companheiro, claro, apoia isto tudo. Em vez de ir à procura de terrenos mais propícios. Não é por acaso que foi o “escolhido”.

3. Os dois adiamentos

Se a idade em que, em média, se tem o primeiro é aos 29,6 anos e a idade em que, em média, se têm todos os filhos é igual a 31,1 anos, podemos depreender que uma grande parte das mulheres tem apenas um filho, logo, que a maioria dos nascimentos são primeiros filhos.

Vai ser uma geração inteira de filhos únicos. Claro, com todo o veneno carreirista que as mulheres andam a engolir desde os anos 70, não podem esperar por largar a criatura numa creche para poderem voltar ao cubículo no escritório. O filho em vez de uma alegria é um stress e um empecilho, para quê ter outro então?

A decisão de ter mais um filho, se for sendo sucessivamente adiada, pode terminar por ser abandonada…Esta situação é, de certa forma, semelhante no caso dos homens, uma vez que, na sua maioria, são casados ou coabitam com uma mulher com uma idade próxima da sua.

A maioria dos homens são betas. Só um pouco mais de game em cada homem poderia ter um efeito civilizacional brutal.

Esta é uma lição importante para os leitores mais jovens. É natural que até aos 20 e poucos as relações que se formam sejam de idades próximas – as pessoas que melhor conhecemos são os colegas da escola e da universidade que têm a mesma idade que nós. Ficar de vez com a namorada do liceu não é uma má ideia, tem contras mas tem muitos prós (sobretudo a nível da taxa de divórcio que é absurdamente mais baixa em caso de mulher que só “conheceu” o marido). Só que só é uma boa opção se a emprenhares relativamente cedo, caso contrário arriscas-te a passar por estes calvários e a estrangular a tua capacidade reprodutiva.

Com o nosso estudo, concluímos que os portugueses têm, em média, um filho, mas desejam ter dois a três, tencionando a vir a ter, até ao final da sua vida fértil, em média, 1.8 filhos.

As expectativas da blue pill têm sempre um choque brutal com a realidade.

Existem muito mais mulheres portuguesas a trabalhar comparativamente à média europeia, sendo que o número de trabalhadoras em part-time ou domésticas é muito menor.

O Patriarca andou à procura de links sobre isto para o início do texto, quando tinha o ouro aqui mais abaixo.

4. A medicina não resolve sempre

Maternidade, paternidade, fecundidade, natalidade, fertilidade, infertilidade. Todos estes termos têm em comum o facto de terminarem em “idade”.

smilelaugh

A autora estará a fazer-se à nomeação para “Chauvinista do Mês”??

É cada vez mais recorrente surgirem mulheres na consulta de Daniela Sobral, “desesperadas porque nunca lhes foi transmitida a ideia de que a idade é uma grande condicionante da fertilidade, e quando se apercebem disso, é tarde demais”. E o desconhecimento sobre os riscos do avançar da idade também é notório. “A população em geral não tem noção das dificuldades em engravidar e como há cada vez mais mulheres famosas a fazerem-no mais tarde, a realidade ainda fica mais distorcida. Por vezes, nem mesmo os profissionais de saúde dão a devida importância a este problema.”

As mentiras feministas não podem lavrar se não houver uma campanha activa para tentar distorcer a realidade. As harpias e manginas que orquestram estes esquemas são quem mais odeia as mulheres, as crianças, os homens, a espécie humana em geral. São niilistas zangados com a existência, que pretendem tornar as vidas dos outros tão miseráveis como as suas.

5. Quando o relógio biológico começa a funcionar mal

Como de costume, duas imagens valem 2000 palavras. O artigo partilha 2 amostras fascinante de ovócitos, uma de uma mulher de 20 anos e outra de 40. Os pontos vermelhos são ovócitos inviáveis, os verdes viáveis.

Ovarios no Urban
Ovários no Urban
Ovarios no Plateau.png
Ovários no Plateau

Como as mulheres não passam automaticamente dos 20 para os 40, O Patriarca acha interessante acrescentar um gráfico do caminho desde o apogeu da adolescente que pode engravidar só com pré-meita até à obliteração genética.

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A negro, a probabilidade de engravidar, por ano – fonte

O útero perde capacidade com a idade, mas de uma forma indireta, pois passa a ser mais sede de doenças que podem afetar a capacidade de vir a gerar uma gravidez ou uma gestação a termo, como por exemplo, as infeções pelo papiloma vírus humano

Não se passa incólume pelo carrossel das piças..

6. Preconceito, insensibilidade e pressão social

“Clara”, 42, e “Beta”, 41. O Patriarca não vai aborrecer o leitor com mais uma história igual às outras, apenas citar Myrddin Emrys que um dia destes comentava, “Como é que se diz às pessoas para pararem de ser estereótipos?”

Respondíamos que o problema era dos dois, que ambos queríamos ter filhos e não estávamos a conseguir.

Se o Beta tivesse acesso à pachachinha de uma ninfeta depressa se perceberia que não, o problema não era dos dois.

Apesar de achar que não o fazem por mal, considero que a sociedade está pouco sensibilizada para o facto de existirem muitos casais a passar por este problema. Ainda há muita vergonha, ainda se esconde, não se fala muito sobre isso

Não há é nem pouco mais ou menos pressão social suficiente. Um casal em que a mulher já passou dos 25 e ainda não emprenhou devia ser bombardeado diariamente.

O adiar a gravidez, por vezes, não é uma opção. Acho que é injusto dizer-se que as mulheres estão a ter filhos mais tarde porque querem viajar ou porque querem progredir na carreira. É na fase da maior fertilidade que as mulheres têm de apostar na sua profissão porque tem mesmo de ser assim, e porque estão a lutar para terem alguma estabilidade de vida, pois caso contrário, podem perder boas oportunidades. A realidade social do país é esta

Boas oportunidades… como arranjar um marido de jeito e aproveitar a janela de fertilidade. Se começares a parir aos 22-23 ao acabar a faculdade, aos 28 podes ter 5 filhos, aos 30 tê-los todos na creche/escola e entrar no mercado de trabalho.

Às vezes, não há hipótese! O meu caso é um exemplo disso, em que não tinha uma relação estável que me desse um sentimento de segurança

Tradução de mulherês para português: andava por aí a dar a cona a gajos que não queriam compromisso, enquanto ignorava os betas que me rodeavam, alguns dos quais provavelmente estariam interessados e seriam excelentes pais.

7. Não esperar mais e ter filhos sozinha

Aos 39 anos, começou a tratar dos tratamentos de fertilidade que lhe permitissem recorrer a dador de esperma, em Espanha […] Absolutamente decidida, não mais se desviou do caminho. “Não quis adiar mais este projeto por ninguém. A idade começava a pesar”, partilha. Depois de oito tentativas, apenas o último tratamento foi realizado em Portugal, numa clínica privada de fertilidade, em Lisboa, e conseguiu engravidar. Já tinha conseguido uma gravidez numa das tentativas mas sofreu um aborto espontâneo. O Diogo está previsto nascer em julho deste ano, e esta gestação resultou de doação de esperma mas também de doação de óvulos. “Percebi que a possibilidade de ter sucesso era maior com esta hipótese.”

roda hamster queda

Não é de espantar que a maior atrasada mental tenha o hamster racionalizante mais potente. É precisamente a tipa que nem foi capaz considerar a possibilidade de arranjar um beta, que não percebe que nem mãe vai ser; não é mais do que uma barriga de aluguer glorificada.

Até ao momento, Sónia gastou perto de 30 mil euros, e confessa que não tem sido um processo fácil. […] “Os familiares ajudaram muito, até a nível financeiro, porque é ainda mais complicado gerir isto, estando sozinha”, diz.

Então… Mas… Não era… As carreiras?… Mulheres fortes e independentes?… Mas sem a família a meter graveto não dá.

O carreirismo é uma mentira. As maioria das mulheres está-se a cagar para a carreira. Só vêem o emprego como maneira de ganhar uns cobres para poderem andar no carrocel das piças sem ter de dar cavaco a ninguém.

E os mais próximos sabem que a decisão de ser mãe solteira é inabalável.[…] “A minha única preocupação é ir explicando a verdade ao meu filho, adaptada à idade. […] O que acho fundamental é passar-lhe os princípios e os valores que defendo. Quero educar o meu filho no sentido de lidar bem com aquilo que a sociedade considera tabu”. Não se assusta com o facto de não ter uma pessoa ao lado para ajudar com os desafios da maternidade. Contará com o apoio da mãe.

Coitado do chavalo. Não tem hipótese de sair um homem saudável.

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Diogo, 2038

E também não lhe faz confusão ter recorrido a uma dadora de óvulos. “Se me perguntar se gostava que fosse parecido comigo, claro que gostava, mas não é essencial”

smilelaugh

A maneira politicamente correcta de dizer “Deus queira que não saia preto!”

8. Fertilidade para sempre?

o médico ginecologista defende a possibilidade que as mulheres têm, em idade jovem, de recolher ovócitos para utilizarem mais tarde. “É algo que tem muitas implicações éticas, sobretudo no que respeita ao investimento público,”

Pagar ainda mais para patrocinar a viagem no carrocel das piças? Não, obrigado.

consideramos que a legislação se tornou mais inclusiva e permite que as mulheres solteiras e casais homossexuais possam recorrer a técnicas de PMA, que até então, estavam apenas destinadas a casais heterossexuais.

Porque o que o mundo realmente necessita é mais degenerados a reproduzirem-se.

>pesar das boas notícias e de o facto de a legislação ter sido pioneira no que a estes temas diz respeito, a associação tem divulgado o desagrado relativamente ao chumbo no Parlamento, do projeto que visava o alargamento no SNS, do número de ciclos por casal, de três para cinco.

As sapatonas ainda não conseguiram subjugar totalmente o país.

“Conhecemos casos de homens e mulheres que são enviados para tratamentos oncológicos sem ser preservada a sua fertilidade. Continua a ser um assunto que nos preocupa muito”

Ter filhos antes de ter idade para ter cancro não seria uma abordagem mais razoável?

9. Notas finais

O Patriarca ficou agradavelmente surpreendido com esta artigo. Há bastante imparcialidade e o cuidado de, ao contrário do que a imprensa nos tem vindo a habituar, não mascarar a realidade com a habitual fumaça feminista. Aliás o argumento habitual “mas a estrela XPTO foi mãe aos 63” é denunciado como a manobra de diversão que é. Mensagens a guardar:

  • A janela é muito mais curta do que a maioria das pessoas pensa e a medicina não resolve tudo
  • As mulheres adiam a maternidade para poderem andar no carrocel das piças
  • Já patrocinamos todos suficientemente a dita viagem no carrocel a estas rameiras, sob a forma de tratamentos de infertilidade no SNS pagos com os nossos impostos
  • Não queiras ser tu ainda a patrocinar uma quenga destas pessoalmente, sendo o beta que ela escolhe como alvo para a acompanhar neste martírio. Aprende algum game e saca uma gaja mais nova.
  • Se tens amigas solteiras perto dos 30, trolla-as até mais não e envia-as a este artigo. Podes estar a salvar uma (ou duas) vidas

Sobre objectificação, escrito por um homem

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Acabei de ler um artigo que me deixou revoltado. Fala sobre a evolução das normas da sociedade e das medidas que se tiveram de tomar em conformidade com essas mesmas na F1, retirando de cena as mulheres que entregavam a taça ao vencedor.

O que os homens às vezes parecem esquecer é que não é fácil ser mulher. Não é fácil estar num bar e no caminho entre a casa de banho e os amigos ser abordada dez vezes por uma diversidade de homens que vai desde a besta até ao principe encantado dos contos de fadas. Não é fácil ser chamada de puta por terminar cada fim de semana com um homem diferente. E definitivamente não é fácil não serem vistas com respeito e capazes de liderar uma equipa.

O que as mulheres ignoram é que também não é fácil para os homens terem de andar meses atrás de mulheres até conseguirem provar-lhes que merecem um relacionamento com elas porque antes dela acabavam todos os fins de semana com uma mulher diferente. E quantas mulheres já se roçaram em mim e nos meus amigos, já trocaram olhares comigo, escreveram o numero de telemóvel em baton num papelinho?

E em relação aos cargos de chefia, também nem todos os homens lá chegam. São poucos os que assumem esse cargo, porque só os que têm capacidade de liderança podem ocupar um cargo de liderança. Algumas mulheres chegam lá, mas têm de ter uma luta muito maior, porque é dificil compatibilizar uma imagem social e também biológica do que é a mulher com uma imagem forte e de liderança característica de um líder. Em regra, os homens mostram mais estas características que as mulheres. Mas nem todos as mostram e por isso não é qualquer um que assume tais cargos.

Esta é uma das razões pelas quais me enervo com estas ideias morais que vão surgindo no dia-a-dia que representam lutas pequenas, insignificantes e pura e simplesmente estúpidas. Lutar contra a objectificação das mulheres. As lutas sob esta desculpa têm uma tendência a serem mesquinhas e egoístas, claramente vindo de um ponto de raiva interno da pessoa que faz o protesto. Se analisarmos os anos de história, uma das grandes motivações para sequer termos um sonho é a validação, ainda mais a validação do sexo oposto. É normal que um corredor de fórmula 1 sonhe desde miúdo atingir o primeiro lugar do pódio e ver chegar duas belas mulheres para lhe entregarem a taça, uma coroa de flores e uma garrafa de champagne para despejar sobre todos aqueles que comemoram consigo a vitória, por todos os estímulos que são oferecidos naquele momento. Porque é que haveremos de lhe tirar um dos estímulos? Não é uma tradição que magoe ninguém, porque ao contrário do que muitas vezes acontece na prostituição, estes trabalhos que se baseiam em dar a cara – não dar o corpo, que essa é uma expressão utilizada mais na outra área laboral referida nesta frase – não obrigam as mulheres a participarem: é contratada uma empresa que lança a proposta às suas funcionárias que trabalham a prestações de serviços – ou assim deveria ser, aposto que muitas pagam por baixo da mesa – e as eleitas são escolhidas daquelas que mostraram interesse. Portanto estas sabem sempre ao que vão antes de sequer concorrerem. Inclusive as empresas mostram uniformes que normalmente são selecionados para esse determinado tipo de evento. Portanto, se elas estão a objectificar-se a si mesmas, é inteiramente um problema delas. Se as feministas se quiserem revoltar contra a objectificação das mulheres, então aí levanta-se uma questão muito maior: onde é que elas estão quando passa na televisão o anúncio do perfume Invictus e o do gajo a barrar manteiga flora no pão? Em ambos os dois estão em tronco nú e não vejo ninguém revoltar-se contra isso.

Porque a objectificação não é das mulheres: é da espécie humana. Nós estamos cada vez mais confortáveis com o sexo e a prova disso é que já o usamos para vender, já o usamos e abusamos dele na arte, já o usamos para fechar negócios. São factos: a música tanto cantada por homens como por mulheres está cada vez mais carregada de teor sexual, existem dezenas de fotógrafos a fotografar mulheres despidas e existem instagrams cheios de fotos de homens de cabelo comprido, ou de barba, ou dilfs (daddy i would like to fuck), a versão masculina das milfs. E centenas de negócios são fechados em casas de strip e outra centena são fechados quando a mulher decide lançar charme para o homem para que ele sonhe que tem hipóteses com ela caso o negócio se feche.

Como é que estamos a julgar a objectificação das mulheres se muitas delas tomam medidas conscientes nesse sentido e se a separamos da objectificação dos homens? Não. De onde é que vêm estes double standards? Não podemos ser preto ou branco, a maior parte da vida é vivida no cinzento.

Estes são os padrões da sociedade com que vivemos hoje: o que vende são os bebés, os gatinhos e o sexo. Quer gostes ou não, se vives em sociedade tens de te adaptar a ela, não podes alterar só as pedras que tu achas que te estão a atrapalhar a ti.