Martini Man: O pai do PUA Portugal [Entrevista]

No maior fórum de sedução nacional existe um nome que é indissociável do mesmo, Martini Man.  Juntamente com o PUA Francis é, sem dúvida, um dos homens que mais fez pela sedução em Portugal. Para muitos o divórcio aos 40 é um foco de imenso receio na vida, para o Martini deu azo a uma transformação que lhe permitiu abrir os olhos para um novo mundo de bonança sexual, mulheres jovens, namoradas bissexuais e muitas ménage à trois.

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Apresentação

Olá Martini, queria começar com uma pequena apresentação, podias dizer-nos quantos anos tens? o que fazes na vida?

Tenho quase 53 anos e trabalho numa Companhia de Seguros. Para além disso, desde os 18 que tenho como hobby wargames com miniaturas e jogava/arbitrava paintball de competição e recreativo até há 4 anos, quando um joelho me atraiçoou. PDI …

Como era a tua vida amorosa antes do PUA?

Inexistente! 🙂 Bem não era assim tanto. Tive uns namoros muito breves (o primeiro foi aos 24) até casar aos 32 e depois fiquei quieto e bem comportado até me divorciar com 42. Em média andava com uma mulher a cada 18 meses durante uns 2 meses no máximo (alguns sem sexo…). Um mês depois do divórcio descubro uns vídeos dum magico canadiano com unhas pintadas e um livro de um jornalista americano de capa preta e o resto é historia.

Conta-nos uma pequena história do teu percurso, como foi que evoluíste até te tornares quem és hoje?

Essa do “quem és hoje” põe quem não me conhece a pensar que sou um mega PUA-super-híper-Alfa que anda com 6 miúdas ao mesmo tempo. 🙂 Não sou, e nada é mais afastado da minha realidade actual. O que o PU fez por mim é passar-me de um tipo que aos 42 não tinha nenhuma, mas mesmo nenhuma experiência com mulheres (Filho único, poucos amigos, menos amigas, tímido, estão a ver o filme?) para alguém que actualmente não tem medo de ficar sozinho triste e abandonado, nem de terminar relações se elas ficarem tóxicas. Porque sou um gajo espectacular, bom conversador, com bom humor, sem medo de me “atirar para fora de pé”, de vida arrumada e cabeça limpa e por isso inevitavelmente vou ter mulheres que querem estar comigo. Várias. Eventualmente ao mesmo tempo…

Uma pequena historia? Epá tenho aquela do primeiro date que tive depois do divórcio em que estou a fingir que sei ler as linhas das mãos dela e ela pergunta-me se ia fazer a leitura de acordo com a escola XPTO ou com a Tal e Tal. (Bolas! Esta sabia MESMO ler mãos…) e eu tenho a inspiração de, lá está: Atirar-me para fora de pé, e respondo:

– Não faço ideia! Isto é uma coisa que eu faço às gajas que estou a tentar engatar.

– Ok. Podes continuar…

Foste um dos fundadores da comunidade de sedução portuguesa, podes contar-nos como tudo começou?

No início (2007) havia a mail list do LX-Sarging. Antes disso não faço ideia, mas vocês sabem a quem perguntar se quiserem ir mesmo, mesmo ao princípio. Mas reparem 2007 é muito perto do início da popularização do PU, com a primeira edição do The Game (o tal livro de capa preta) em 2005 e a serie The Pick Up Artist é de 2007.


Esta é uma pergunta um bocado complicada de responder porque a tendência natural é eu ver essa época como uma “era dourada”, seja porque tudo era novo para mim, seja porque TODA a gente sabia e fazia mais do que eu. Por isso eram tempos muito excitantes e absorventes para mim.

Pondo de lado o aspecto pessoal, e para dar perspectiva a quem está agora activo ou a começar, o grande tema da época, aquele que criava clivagens irredutíveis entre membros e causava testamentos a favor e contra, era a grande e premente questão do “Direto” ou “Indireto”. Se um tipo devia fazer uma abordagem em que não mostrasse claramente interesse ou se devia mostrar interesse desde o primeiro momento.

Por isso quando em 2013 começou a guerra do “Daygame” vs “Nightgame” tive um deja vu. Não interessa nada. É tudo game. O que interessa é fazê-lo bem e da forma que nos dá melhores resultados.

Sedução

Qual é o teu maior segredo de sedução?

(vocês obrigam-me mesmo a pensar!) Acho que é a empatia ou a capacidade de “ler” correctamente o que se passa com ela a cada momento.

Que tipo de mulheres seduzes? A sedução é fácil para homens nos 40s e 50s?

Todo o tipo. Desde estudantes universitárias de 20 anos até ex-membros dum Governo de 38 ou Milf de 52. Eu acho que é MAIS fácil para homens destas idades do que com 20 anos. Maturidade é um posto e um grande DHV se bem utilizada.

valor sexual dos homens aumenta com a idade

Muitos homens têm medo de sair de relações longas por receio de não voltarem a ser felizes com outras mulheres. Que mensagem é que deixarias a estes homens?

Que só se eles passarem os dias fechados em casa a comer doritos e jogar playstation é que isso acontece.

Foste moderador do fórum PUA Portugal e continuas a desempenhar um papel capital na ajuda dos novos membros. Notas que tem levado à resolução de muitos problemas com o sexo feminino?

O Fórum é o maior repositório de “Conhecimento” sobre sedução deste país. Só o que está no Best Of e nos Field Reports dava para escrever vários (BONS!) livros. Eu acho que ao longo destes anos todos muito problema (dos de fundo, não é o de situações pontuais) com mulher foi resolvido. Muito homem choninhas e “triste, pobre e abandonado” descobriu que não está condenado a uma vida solitária

Ao longo dos anos foste o autor de uma iniciativa chamada Projecto Cisne. Em que consistia? Que mais valias/alterações na vida trouxe aos seus participantes? Vamos ter novas edições no futuro?

Vou puxar pelo galões: O Projecto Cisne foi o primeiro serviço de coach de sedução deste país. A sua primeira edição foi em 2007 e teve 6 épocas até 2013. A ideia base era proporcionar uma formação contínua e diária durante um ano a um grupo de 4 a 6 formandos em Lisboa e Porto, abordando pontos específicos de melhoria adaptados a cada um. E isto ia desde fazer exercícios de Liberdade Social (Moonwalking à volta dum polícia, por exemplo…) até ir comprar roupa, aprender a dinamizarem o seu círculo social, ( o meu post : “Como organizar festas como um RP” que está no Fórum teve a sua origem num documento interno do Cisne)  a irem a festas organizadas por mim para por os moços a interagir com amigas minhas, a abordagens puras e duras à noite.  As primeiras edições eram gratuitas, mas depois como eu tinham muitas despesas (Gasolina e copos!) passou a ser PWYW (Pay What You Want). Nunca fiz isto para ganhar dinheiro.

Eu acho que a maior dificuldade no PU somos nos próprios. Nesse sentido o Projecto Cisne visava criar mudanças internas que fossem duradouras e para o resto da vida, mais do que a técnica XPTO de dar um beijo (que também era falada). Se um gajo à partida não percebe quando é que a “janela” está aberta para o beijo, por exemplo, nem tem confiança para ver isso, as coisas não vão resultar. O problema não está na execução da técnica, mas na crença em nós próprios que somos capazes.

Novas edições? Epá não… Tou velhinho, estou confortável no meu canto, tenho a minha vida organizada e agora há aí uma data de pessoal novo e talentoso (alguns já foram entrevistados pela Távola e palpita-me que outros devem ser em breve…) a ensinar e a fazer coisas geniais. No entanto, estou sempre aberto a dois dedos de conversa. Agora sou só Consultor. 🙂

Um dos conselhos que dás aos homens é para deixarem de ser Spitfires e passarem a ser F-14s. Podes explicar-nos porquê?

Porque passei demasiados anos a andar atrás de uma de cada vez durante meses, para depois ela me dizer “MM Vamos ser só amigos…”  :).  O F-14 foi o primeiro avião de caça a ser capaz de seguir 12 alvos no radar e atacar simultaneamente 6 deles. Creio que a ideia é óbvia: devemos ter a cada momento vários alvos em diferentes estádios de desenvolvimento, para maximizar as hipóteses de êxito. (Que por acaso é uma táctica bem feminina…)

Uma das técnicas mais defendidas na comunidade é o Kino (Kinesthetics). Há quem diga que é a diferença entre ter uma relação de amizade ou uma relação sexual com uma rapariga. Que pensas sobre o assunto? Tens algumas dicas de kino especiais?

Quando em 2006 sigo um banner do Mystery e vou dar ao antigo site dele tinha lá 3 vídeos de um minuto dele a falar. Um deles era sobre Kino. Ao fim desse minuto sabia duas coisas: 1–Que ele percebia MESMO do que falava; 2-A razão pela qual nunca tive uma namorada no liceu: Não lhes tocava…   Portanto “No Kino, no Girls!”

Dicas?  Façam-no o mais cedo possível, mas tendo em atenção os níveis de conforto dela.

comunidade seducao portuguesa

O jogo de círculo social (grupos de amigas, colegas de trabalho, actividades, etc) é um dos teus grandes pontos fortes:

  • Como podemos criar/aumentar os nossos círculos sociais?

Uma das ideias erradas da generalidade das pessoas é que os Círculos Sociais (CS) são coisas estáticas e de alguma forma “dadas por Deus”. Nada mais errado e a prová-lo temos que hoje já não nos damos com as mesmas pessoas que nos dávamos quando andávamos na escola primaria. Uns desapareceram, outros apareceram. Portanto toda a gente está permanentemente a criar e a perder relações, logo os CS são coisas dinâmicas. E se se são dinâmicas podem ser influenciadas por nós.

Para estar a desenvolver o tema da criação, expansão e manutenção de CS ia ocupar o espaço todo desta entrevista, mas vou apenas citar uma frase que me disseram: “Quanto mais comunicamos, mais existimos” é por aí.

  • Se fizermos avanços e acabarmos rejeitados por uma mulher, a nossa reputação fica destruída?

Sim, se eu a tentar despir no  meio da festa de anos dum amigo e ela me der com a mala na cara.

Agora a sério: Não! Tirando este caso extremo (e idiota!) é uma coisa que não acontece. Em primeiro lugar não sei o que é ser rejeitado. É ela dizer que hoje não dá para ir ao cinema connosco? Ou é ela não aceitar um beijo e atirar-nos com um “Vamos ser só amigos”? E mesmo que isto aconteça, qual é o problema? Gostaste da Cristina, mas a Cristina não gosta de ti… E? Nunca mais ninguém te vai falar? Achas?

  • Como agir com as mulheres do círculo com quem nos envolvemos sexualmente caso queiramos continuar a ter relações com outras?

Namorando sucessivamente com cada uma. Sucessivamente… (A menos que ela também goste de amigas e aí sky is the limit!)

Perguntas Rápidas

Com quantas mulheres já dormiste na vida?

57 (Ter registos é uma boa ajuda…)

Já fizeste sexo com mais de uma mulher ao mesmo tempo (ménage à trois) ? Quantas vezes?

Já.

(Quantas vezes) Não sei… A sério! Houve uma altura na minha vida que tinha uma namorada bissexual e tínhamos uma amiga regular na nossa cama quase todos os fins de semana. Era uma coisa normal para nós… Depois havia outras amigas não tão regulares. Por isso não consigo dizer quantas vezes. Foram as suficientes para eu chegar a achar que sexo normal era SEMPRE com 2 mulheres 🙂

menage a trois

Um guru de pua que tenha influenciado a tua vida?

Mystery! Foi o primeiro que vi e continua a ser a base de todo o PU, de uma forma ou de outra.

Um livro?

Podia falar do The Game que foi o primeiro que li, mas em termos de formação falo antes do “Linguagem Corporal” de Alan e Barbara Pearce. Foi ai que aprendi a fazer a tal “leitura” de que falo no inicio.

Se tivesses de escolher algum conhecimento que adquiriste como o mais importante, Qual seria?

Yes I can!

Obrigado pelo disponibilidade para esta entrevista, Martini Man. Antes de nos despedirmos, como é que leitores da Távola Redonda podem acompanhar-te?

Quase todos os dias vou ao fórum Pua Portugal. Ou então há muita gente nas Comunidades com o meu telefone…;)

 

Círculo Social: verdadeira liderança

Uma coisa que vocês não sabem sobre mim é o meu vício incontornável pelo Youtube. Provavelmente não serei o único, não me sinto especial por isso, mas esta foi a estrada que me levou até ao tema do texto que escrevo hoje. Uma rubrica que recentemente me conquistou o sorriso na cara foi o Conta-me Tudo, que o Canal Q partilha no seu canal da plataforma. Conta-me Tudo é uma mistura de story telling com stand up comedy; cada programa tem um convidado e as histórias contadas são sempre reais (assim, teoricamente, ditam as regras do programa) e por norma envolvem sempre algum sentido de humor.

Hoje estava a ver o episódio em que o próprio apresentador é o convidado especial e a história que decide contar é referente ao período em que estudou no Colégio Universitário Pio, onde um dos seus melhores amigos era o Chibato. E foi a história deste rapaz que me trouxe ao blog. O Chibato era o tipo fixe do grupo. Parafraseando o David – apresentador e convidado deste episódio -, ele era um tipo inteligente, engraçado e de alguma forma toda a gente gostava dele. Funcionava no grupo como uma peça de união entre as pessoas, porque era um tipo magnetizante. Tanto que quando o seu amigo David, campeão das partidas, lhe quis pregar uma e sabendo que era quase impossível que alguma vez ele caísse, pois não tinha acontecido até à data, uma imensidão de gente se juntou para conseguir entrar numa história épica. E o Chibato era sempre o ponto de partida de todos os encontros e de todas as conversas, desde o primeiro ano de faculdade em que havia paragem assídua no seu quarto antes do jantar, aos anos seguintes com cafés e visitas a sua casa, à altura em que foi para Nova Yorque, que sempre que voltava aproveitava para um convívio. Até ao dia do seu funeral antecipado, onde apareceu toda a gente, de novo.

david cristina

Não consigo desprender-me da ideia de quem é este tipo. Um gajo que consegue unir em torno de si uma cintura de gente que o adora e o idolatra ao ponto de tornarem o seu dormitório um ponto de encontro entre o pessoal. Este é o sonho de vida social de qualquer pessoa que não a tem. E aparentemente, pela história narrada, algo que é notado pelos seus amigos. Toda a capacidade de manobrar círculos sociais desta forma, de deixar multidões dependentes da tua companhia para se sentirem divertidos é espantosa e artística, no mínimo.

Assim que terminei de ver o vídeo comecei imediatamente a pensar em que características teria este rei das dinâmicas sociais e que outros homens vi ao longo da minha vida merecedores do mesmo título. E seria inevitável observar-me a mim também, ponderando se alguma vez assumi este posto. E a resposta foi estudada antes de assumir arrogantemente que sim. Há grupos onde sentes que tens este poder magnético em que as coisas parecem girar à tua volta e outros onde és tu atraído para alguém. Quase instintivamente percebi algumas coisas, mas as mais profundas fui descobrindo à medida que escrevia e trabalhava este texto.
A primeira coisa de que me apercebi que justificava toda a magia do Chibato foram as qualidades que o David mencionou: era esperto e engraçado. Qualidades que sempre atraíram centenas de pessoas. Analisando a um nível mais profundo o que ele continha era valor e entregava esse valor ao grupo. Quem é que não quer estar na presença de alguém com quem pode aprender alguma coisa, seja essa aprendizagem vinda na forma de um conselho amoroso, dicas de melhorar a performance no local de emprego, ou dicas para melhorar a nossa saúde. E a satisfação de conhecer alguém divertido e engraçado, que torne os encontros leves e nos faça soltar aquele som que nos embaraça sempre de uma gargalhada forte e descontrolada, causada pela tensão de uma história ou de um acto que não podia ser, quem é que se nega a esse prazer?
É isto que é entregar valor, é trazer ao grupo algo que possa melhorar a conversa, a noite e possivelmente a vida dos membros.
Outra coisa que reparei vê-se na história das partidas. O propósito de uma partida é deixar a vítima confusa, embaraçada, furiosa, no fundo despertar-lhe alguma emoção negativa que a mande para fora dos eixos. Se isso não se suceder, a partida não teve efeito e por isso considera-se como não conseguida. Se era impossível pregar partidas ao Chibato, só me leva a crer que este era um gajo altamente não reactivo, que é uma qualidade de extrema empatia e de extremo respeito. É o tipo de atitude que pode decidir o rumo de uma discussão. Estas qualidades juntas são o suficiente para que as pessoas se atraiam por outra, respeitando-a e admirando-a, dando assim como conseguida a parte da atracção.

Mas a atracção só por si não é o comprimido mágico e não vai fazer com que as pessoasr960-c1ee6c0d597fb68c680122e5261acdf3 venham bater à tua porta todos os dias para entrarem e passarem tempo contigo, ou a procurarem por sms, chamadas ou redes sociais mais e mais do teu tempo, da tua atenção e do valor que tens para lhes dar.
Lembro-me do meu décimo ano. Haviam três grupos que se formaram depressa, por se conhecerem já há alguns anos, onde entravam depois membros novos por semelhanças e haviam mais alguns alunos que caíram na turma sem mais ninguém e teriam de construir tudo do zero. E houve um rapaz que conseguiu isso. No primeiro dia que o vejo nas aulas consegue rapidamente chamar a atenção numa aula por ler livros que uma grande parte da turma não lia, mas que chamou a atenção ao grupo de alunos mais inteligentes (e porreiros) da turma. Ao fim de um ou dois meses de aulas, já se faziam meetings na sua casa e já ele tinha roubado a miúda mais carismática de outro grupo da turma para este. Ele era o Chibato do grupo, era o ponto de ligação entre ela e eles. Efectivamente ele trouxe valor ao grupo por ser um inovador: um tipo inteligente, com bom gosto, sabia tocar guitarra, com grande sentido de humor; mas também fez outras coisas que foram fundamentais para o sucesso dele no circulo e na vida em geral: ele criou condições para que todos se sentissem confortáveis com ele. O que difere o gajo fixe do gajo de quem somos amigos? É o quão confortáveis estamos com eles. Com o primeiro não sabemos nada de pessoal, parece uma pessoa com um valor até inalcançável, já o segundo é alguém que apesar do valor soberbo que possa ter, é alguém em quem confiamos, porque o sentimos como humano e como alguém com quem temos proximidade. Isso é atingível através da partilha de informação. Se depois de mostrar que sou um homem com capacidades acima da média e em cima disso mostrar que também tenho pontos fracos, gostos, vontades, desejos, estou a mostrar que tenho emoções e logo aí, sou humano, porque os humanos são vulneráveis, não são criaturas perfeitas. Se conseguirmos encontrar alguma coisa em comum temos tema para dezenas de conversas e motivo para dezenas de encontros. Se partilhar algo só meu com alguém essa pessoa sente que pode depositar em mim a mesma confiança que pus em si.

A cereja em cima do bolo e a razão que fará com que os círculos socias se formem à tua volta está numa frase do filme Casanova, com Heath Ledger no papel principal, dita pela personagem principal como um conselho a um rapaz que procura conquistar o coração de uma bela donzela: “be the flame, not the maude”; a mesma verdade é conhecida também pelo poeta brasileiro Mário Quintana e espelhada quando diz que “o segredo é não correr atrás das borboletas. É cuidar do jardim para que elas venham até você”. E a verdade é que sempre que descubro um novo Chibato esta é a atitude que ele tem. Eles nunca fazem nada para conseguirem ser recompensados pelo seu esforço, eles fazem tudo a pensar apenas na sua evolução pessoal. O centro de motivação nunca é exterior, é sempre dentro de si, é o próprio. Por isso é que aquele colega conseguiu unir os grupos, porque pensou a vida toda em melhorar as suas capacidades e aprender mais. Por isso é que o Chibato foi tirar o doutoramento em Nova Yorque, para evoluir. E enquanto trabalhares para que sejas o melhor que podes ser, as pessoas vão admirar-te e vão querer estar perto de ti e vão fazer por estarem, porque há qualquer coisa na imagem de tu lutares pelo que queres que seja o teu futuro e o medo de te perder que é mais forte que a imagem de esperarem que tu venhas lutar por eles.

As pessoas têm medo de conversar umas com as outras, têm medo de sair da sua zona de conforto. Se tu souberes como, tu podes ser o elo de ligação entre as pessoas. Existe um Chibato na Távola, mas não vos vou dizer quem é.

O que é que vais fazer para te tornares o Chibato?