E uma foi nossa

Sinto-me dividido entre criticar um organismo que existe para acompanhar cinco queixas durante um ano inteiro e aplaudir que o Estadão esteja tão dedicado à nossa causa – a denuncia do descontopatareca – que tenha dispensado 4.174.461 € no ano anterior só para o financiamento da CIG. Quatro quintos foi para homens; um quinto disso foi para nós. Obrigado Tony Costa

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Comentário da semana – a patologia do século XXI

A propósito de mais uma berlaitada na peida da igualdade, o leitor Vincent comenta:

Isto é mesmo enjoativo.
Vejam bem o cenário dantesco da moderna sociedade ocidental do séc XXI, e digam-me que isto vai acabar bem:

— desde a Idade da Pedra que os homens (masc) literalmente inventam tecnologia
— uma pessoa nasce em 1995 sem pénis (coitadinha, é deficiente)
— em 2018, sai da faculdade onde entrou com médias tiradas em 12 anos de ensino feminino
— hoje a coitadinha passa à frente dos homens em mais um certame tecnológico porque essa coitadinha e todas as coitadinhas antes dela (que têm muito a ver com ela) não tiveram o “privilégio” de tirar a humanidade das cavernas, matar bichos selvagens e a por em casas aquecidas com gatos fofinhos e telemóveis com IA embutida nos processadores ligada à net em todo o lado

Coitadinha daquela pessoa que em 1995 foi diagnosticada com a patologia do século, “sexo feminino”.

Pois não vai acabar bem, não. Aliás, O Patriarca subscreve a teoria de que grande parte da crise económica actual se deve à retirada de um número substancial de Betas do mercado (laboral, sexual, imobiliário, etc), precisamente por verem (consciente ou instintivamente) que as regras do jogo estão viciadas contra eles e concluírem que mais vale não jogar*.

O Patriarca gostava que a solução passasse por aprendermos a funcionar todos juntos de forma razoavelmente equilibrada, mas aposta mais num cenário de colapso civilizacional. Num cenário mais positivo, com uma reconstrução a partir de grupos resilientes; num cenário pior, com os mouros finalmente a tomarem conta desta merda toda.


* é uma conclusão lógica, embora O Patriarca não concorde com ela.

Web Summit, lá vamos nós outra vez

Perante o silêncio ensurdecedor dos CIGanos, o Web Summit avança novamente em 2018 com o Desconto Patareca.

Para o evento em Portugal vão estar disponíveis 10 mil bilhetes que só podem ser comprados por mulheres, havendo ainda a possibilidade de ganhar um desconto de 765 euros no preço da entrada da feira de tecnologia se recomendar duas amigas.


P. S. Mail enviado para os CIGanos:

Boa tarde

Na sequência do contacto feito previamente (ep108873r), do qual não houve uma resolução satisfatória, vimos mais uma vez por este meio denunciar o Web Summit, que se prepara novamente para oferecer um desconto de 90% exclusivo para mulheres, numa clara violação dos princípios de igualdade de género, com a agravante de se tratar de um evento internacional de grande visibilidade.

Fonte:
https://web.archive.org/web/20180721103247/https://tek.sapo.pt/extras/site-do-dia/artigos/women-in-tech-web-summit-volta-a-reservar-bilhetes-so-para-mulheres

Gostaríamos de saber quais as medidas que a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género pretende tomar relativamente a este assunto.

A reincidência nesta prática e o silêncio da Comissão contrastam com a celeridade com que actuou em situações passadas muito menos importantes e flagrantes.

Não é que n’A Távola Redonda tenhamos dúvidas de que a CIG tem uma agenda que nada tem a ver com a igualdade, mas pretendemos que o público em geral tenha noção disso.

No altamente improvável cenário de estarmos equivocados, seria positivo que abordassem esta questão de forma mais incisiva do que no ano passado.

Cumprimentos,
O Patriarca

atavolaredonda.com

A verdadeira misoginia…

… chama-se “feminismo”.

Esta semana estalou uma nova polémica em torno do sexismo. Uma campanha antitabágica dirigida especialmente às mulheres lançou um anúncio bastante forte a puxar ao sentimento.

Aparentemente dizer que “uma princesa não fuma” é um crime de lesa-género ou qualquer coisa assim. Como não podia deixar de ser, as sapatonas e as harpias estão metidas ao barulho. Veremos se as queixinhas feitas aos CIGanos obtêm uma resposta mais célere do que a última d’O Patriarca.

Vamos por um momento ignorar o facto de haver uma campanha anti-tabágica dirigida exclusivamente a mulheres, apesar de haver mais homens fumadores.

Vamos focar-nos antes na reiterada demonstração de que as feministas odeiam a feminilidade (tanto ou mais que a masculinidade) odeiam o sentimento maternal, odeiam as princesas, odeiam tudo o que é humano, bonito, natural, e só querem ver o mundo a arder, vale tudo desde que “o heteropatriarcado” arda também.

Como é frequente nestas situações, há uma deliciosa ironia por detrás de tudo isto: o guião foi feito por duas jovens da Escola Profissional de Artes, Tecnologias e Desporto. Com uns tenros 18 aninhos, Beatriz Moreira já percebeu que  “Essas pessoas que se consideram feministas são na verdade aquelas que mancham o nome ‘feminismo’“. Pois é, duas jovens lançando-se na sua profissão foram brutalmente assediadas por aquelas que apregoam defender os seus direitos.

O realizador, por seu lado, demonstrou que ainda há alguns homens com eles no sítio – ao invés do usal patético pedido de desculpas, que por sinal costuma servir como o sangue na água que dá luz verde às piranhas de esquerda para avançar em força e devorar a vítima, ripostou à altura.

As pessoas perderam completamente a noção? As mães e as primas e as tias que nunca chamaram princesa a uma miúda de oito anos que se levantem e que se acusem. Desde quando se tornou ofensivo dizer, numa festa ou num jantar, ‘Olá, princesa, estás tão bonita’?”

andre badalo
André “As bolas não servem só para ornamentar o” Badalo

Felizmente já só uma minoria se identifica com esta perniciosa ideologia marxista (como de costume, não há números em Portugal). Infelizmente, ainda permitimos que façam muito barulho.

A igualdade é quando dá jeito, vol. 2

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Vai decorrer na próxima segunda-feira, 12 de Fevereiro, um evento sexista que não devia ter lugar em [Ano Actual]™. Não, não é uma reunião de violadores. É só mais um evento com Desconto Patareca: Resonate Lisbon.

Resonate
O famoso pussy pass

73% de desconto vagina, porque igualdade. Naturalmente, O Patriarca contactou os CIGanos.

Exmos. Senhores

Apesar da infrutividade da minha denúncia a esta comissão sobre o passado WebSummit, venho por este meio novamente contactar-vos para denunciar um abuso semelhante.

Conforme vem relatado nesta notícia:

https://www.dezeen.com/2018/02/06/women-offered-70-per-cent-discount-tickets-resonate-architecture-conference-event-lisbon-maat-museum-portugal/

e se pode constatar no site do evento:

https://www.resite.org/events/resonate-lisbon

Na próxima semana, mais concretamente no dia 12-02-2018, terá lugar em lisboa, no MAAT, um evento internacional destinado a arquitectos e designers, que ostensiva e intencionalmente leva a cabo uma discriminação de género a coberto de intenções de “igualdade”, oferecendo um desconto na entrada de 160€ (73% do valor) a mulheres.

Gostaria de saber qual a vossa posição relativamente a este assunto, e se as medidas a tomar serão semelhantes ao último contacto, nomeadamente o envio de um email inócuo e sem qualquer seguimento, permitindo a manutenção impune destas práticas.

Acompanhamos como sempre a situação em

atavolaredonda.com

Cumprimentos

Tal como da última vez, O Patriarca não tem qualquer expectativa de que estas queixas dêem frutos. Nem o pretende queixar-se, ou recrutar leitores para activismos masculinos. Isso são coisas de mulheres.

O objectivo destes posts é e será sempre o objectivo geral deste blog – melhorar a vida do leitor. Neste caso, abrindo-lhe os olhos, para que quando em algum momento da sua vidas se sintam tentados a dar uma abébia a uma mulher, em prejuízo próprio… Pensem duas vezes. É uma reacção com raízes no nosso natural instinto protector, amplificada pelo complexo de culpa que permantentemente se tenta inculcar nos homens. E no contexto actual, completamente desajustada. As mulheres que se façam à vida. Não é que lhes falte ajuda.

Web Summit, ou “A igualdade é quando dá jeito”

Numa altura em que as sapatonas que nos governam andam histéricas com discriminações que só existem nas suas dementes cabeças marxistas, está a passar debaixo dos nossos narizes uma objectiva e descarada discriminação de género.

O badalado Web Summit, procurando resolver o “problema” de não haver vaginas suficientes numa conferência sobre tecnologia, decidiu em 2016 assumir um “compromisso com a mudança” e oferecer 10.000 entradas a mulheres.

Borla Vagina

Ironicamente, encontraram um problema com o qual os homens estão extremamente familiarizados: as mulheres mudam de ideias a toda a hora, por qualquer razão ou sem razão aparente, e baldam-se à última sem um pingo de vergonha. Menos de metade das receptoras de bilhetes se dignaram a aparecer.

A solução encontrada não foi menos irónica. Num gesto que poderia ter sido retirado de qualquer manual ou fórum PUA, obrigaram as contempladas a investir, pedindo um preço simbólico de 85€ (90% de desconto). De notar que essa era declaradamente a intenção, conforme se encontrava escarrapachado no site na altura. Resta saber qual será a eficácia da medida, mas isso é irrelevante neste momento. O que é relevante é que no meio de todas as discussões que tem havido sobre questões de igualdade, não se vê uma palavra sobre isto em lado nenhum!

Quando se deu conta deste Passe Vagina, em Maio, antes de rebentar a bronca dos livros infantis, O Patriarca contactou os CIGanos, não esperando qualquer resposta.

Boa noite.
Tomei conhecimento de que o Web Summit Lisboa tem disponíveis entradas exclusivas para mulheres pelo valor de 85€, quando o preço normal é de 850€.

Esta situação é uma clara violação dos princípios de igualdade de género, com a agravante de se tratar de um evento internacional de grande visibilidade. Gostaria de saber quais as medidas que a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género pretende tomar relativamente a este assunto.

Cumprimentos

Foi assim com grande espanto que recebeu o seguinte e-mail em resposta:

Exmo. Senhor,

Vimos por este meio responder à exposição que nos apresentou, a coberto de email datado 09/05/2017, informando o seguinte:

A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), nos termos do Decreto Regulamentar n.º 1/2012, de 6 de janeiro, tem como missão garantir a execução das políticas  públicas no âmbito da cidadania e da promoção e defesa da igualdade de género, designadamente nos domínios transversais da educação para a cidadania, tráfico de seres humanos, mutilação genital feminina, violência doméstica e de género, discriminação em função do sexo, género ou da orientação sexual e do apoio às vítimas.

Nessa medida,  cabe-lhe receber queixas relativas a situações de discriminação ou de violência com base no género e apresentá-las, sendo caso disso, através da emissão de pareceres e recomendações, junto das autoridades competentes ou das entidades envolvidas [alínea p) do n.º 2 do art. 2º  do Decreto Regulamentar n.º 1/2012, de 6 de janeiro].

Neste contexto e no seguimento da sua queixa relativa à diferença de preços para mulheres e homens para ingresso no Web Summit 2017, a CIG solicitou à organização do citado evento que se pronunciasse sobre o teor da queixa, conforme email que se junta em anexo, após o que a CIG apresentará o seu parecer.

Com os melhores cumprimentos,

Junta: Email enviado a tickets@websummit.com

Melhor do que o esperado, mas escusado será dizer que enquanto os livros da Porto Editora foram celeremente retirados do mercado, o WebSummit vai começar dentro de 1 mês, mantendo proeminentemente no seu website o descarado Desconto Patareca. O Patriarca enviou há alguns dias um último mail aos CIGanos:

Exmos Senhores

Constato com consternação que, 4 meses volvidos sobre este contacto, estamos a 1 mês do Web Summit e não há qualquer resposta sobre este tema.

Tendo em conta a celeridade com que V. Exas. trataram de conseguir que os livros infantis da Porto Editora, tendo por base uma suposta discriminação extremamente subjectiva, só é possível concluir que a falta de actividade perante uma discriminação clara e objectiva se deve ao facto de ela ser exercida sobre o sexo oposto.

atavolaredonda.com tratará de relatar o sucedido.

Cumprimentos

Pouco importa o seguimento, provavelmente nenhum, que este assunto terá. O Patriarca ressalva que não tem qualquer esperança de mudar o que quer que seja na sociedade. Entre o WebSummit, o festival para gajas na Suécia, e a fressureira francesa que quer proibir os homens de pedir o número de telefone a mulheres, a bola de neve é demasiado grande para ser parada. O feminismo seguirá o seu curso inexorável até ao resultado final, que será o colapso perante a realidade e a reinstituição do famoso “Patriarcado” – se será um modelo tipo Ocidental ou um inferno de mouros e Sharia, é a grande dúvida.

O objectivo deste tipo de artigos é aumentar a resiliência dos homens que tenham a sorte de os ler e acordar para a vida. Há mais de 40 anos que somos criados com uma forte carga de “culpa masculina” que, quando assimilada, permeia todas as interacções com as mulheres. Os homens não devem sentir culpa nenhuma de ser homens e fazer o que faz um homem: agarrar o mundo pelos tomates e as mulheres pela xoxota. E muito menos pedir desculpa.

pussygrab

O homem heterossexual é hoje um alvo a abater, mas isto não deve ser usado como desculpa para a inacção ou para o fracasso. Deve servir para saber o que enfrenta e como melhor se defender, para poder perseguir os seus objectivos sem qualquer remorso ou consideração por conceitos comunas como “igualdade” e “misoginia”, que não são mais que desculpas para lhe atirar obstáculos para o caminho e degraus para os adversários lhe passarem por cima. Se for acusado de machismo ou qualquer fobia imaginária, a resposta mais eficaz é ignorar ou Concordar & Amplificar.

Incidentalmente, esta atitude traz também sucesso com as mulheres – principalmente as que têm a mania que são feministas, e que vão ficar escandalizadas com o atrevimento desse homem, desde o momento em que o conhecem até lhe abrirem as pernas.


Anexo:  O e-mail enviado pelos CIGanos ao WebSummit

De: cig

Enviado: sexta-feira, 26 de Maio de 2017 15:25

Para: tickets@websummit.com

Assunto: FW: [Contacto] Igualdade de Género, Cidadania e Não-discriminação

Dear Sir/Madam,

The Commission for Citizenship and Gender Equality (CIG) is a Portuguese public entity,  integrated in the Presidency of the Council of Ministers and reports directly to the Secretary of State of Citizenship and Equality, which aims to ensure the implementation of public policies in the field of citizenship and the promotion of equality between women and men, in particular by promoting actions aimed at the civic awareness regarding the identification of situations of discrimination and of forms to eliminate them, and on the prevention and fight against domestic and gender-based violence, including the fight against Female Genital Mutilation, and trafficking in human beings.

CIG also receives complaints about situations of discrimination or gender-based violence and submits them, accompanied by its formal opinions or recommendation, to the competent authorities or concerned entities.

On the 09/05/2017, a complaint was received in the Commission, concerning the price of tickets to the Web Summit 2017 (on November 6-9) for women, since those are worth € 85, when the regular price is € 850.

In this sense, the Commission asks for the Web Summit Organization to verify the facts of this complain and present the raisons why there is such a difference of price.

Thank you

Commission for Citizenship and Gender Equality