Capazes defendem suspensão do voto do homem branco

O ninho das harpias continua cuspir pérolas com uma regularidade impressionante.

Agora assumiram-se finalmente como supremacistas femininas. Ainda tentaram dar o dito por não dito, mas na internet nada desaparece.

Segue-se uma transcrição integral do artigo, sem comentários porque crê O Patriarca serem desnecessários. No entanto, se é para ir pelo caminho da abolição do sufrágio universal, O Patriarca tem umas ideias sobre o assunto que serão abordadas num post futuro.

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FEMINISMO É OUTRA PALAVRA PARA JUSTIÇA

Em sua famosa obra de 1950, Pela Supressão dos Partidos Políticos, Simone Weil fazia essa proposta radical, que desafiava os fundamentos da ordem política moderna. Lhe chamaram de louca. Porém, examinando as dinâmicas do poder e da propaganda geradas pelo “espírito de partido”, o crescente desprezo pela verdade em favor da opinião, e a resultante degradação da educação, do jornalismo e da arte, Weil defendia que a verdadeira política começa apenas quando o “espírito de partido” se extingue. O feminismo moderno, a que também chamam de louco, é herdeiro da lucidez de Simone Weil. Identificando a existência dos micromachismos, que são culturalmente aceitos e incentivados, e por isso não são menos nocivos e agressivos, da cultura de estupro, da freqüência assustadora da violência de gênero, da permanente exploração do corpo da mulher, as mulheres livres de hoje apontam suas armas ao sistema heteropatriarcal e seus mecanismos sutis, e não tão sutis assim, de perpetuação. Por debaixo de uma capa retórica de igualdade, todos os poderes são ainda dominados por homens. Na política, nas empresas, nas estruturas sociais, na mídia, o poder é deles, exercido por eles e prosseguindo os objetivos deles. Quem se surpreende que todas as estatísticas demonstrem que as mulheres estão ainda social, econômica e politicamente em clara desvantagem? Ao invés, o que nos dizem é o contrário. Hoje, dizem, existe verdadeira igualdade, por muito que todos os fatos desmintam essa idéia.
Que pode ser feito, então? Dois caminhos se oferecem às mulheres de hoje. Aceitar essa fábula que nos vendem, pactuar com ela e fingir que ela corresponde à verdade, ou efetivar realmente uma verdadeira mudança transformadora. Pra feminista conseqüente, a escolha é óbvia. Ela só pode reconhecer que um sistema erigido por homens, organizado por homens e dominado por homens, com leis concebidas por homens, eternizará o domínio dos homens, e dos homens brancos, pois é deles que se fala. O momento atual deixa tudo isso bem claro. Todos os estudos sociodemográficos demonstram que, sem o voto dos homens brancos, a eleição do machista xenófobo Trump não teria acontecido. O Brexit, que logo depois de aprovado originou imediatamente ataques racistas a mulheres imigrantes, sempre o elo mais fraco, também nunca teria passado. Tentem imaginar esse cenário absurdo de realidade alternativa: a escravatura não teria sido abolida, mas sim submetida a sufrágio universal. Os esclavagistas, em maior número, e com o controle das instituições e da mídia, teriam direito de voto na matéria. Quando acreditam que a escravatura teria sido abolida? O voto dos homens brancos reforça o sistema que confere todos os privilégios aos homens brancos. Quem se surpreende que isso aconteça? E quem considera isso “justo”? O melhor jornal do mundo, o Washington Post, publicou três meses atrás essa matéria:
Nada de novo, tanto nos fatos relatados como na reação a eles. Sim, nem as netas das netas das nossas netas terão salário igual ao dos homens. Quem se importou? Quem tomou medidas? Quem disse “essa injustiça simplesmente não é aceitável em nosso mundo”? Ninguém. Uma prova tão clara como essa de uma desigualdade tão flagrante como essa seria motivo pra ação imediata se as vítimas pertencessem a qualquer outro grupo. Infelizmente, são mulheres. Agora, chega. Esse é o momento de ser conseqüente. E de exigir o equilíbrio imediato da balança dos poderes. Agora, e não dentro de 170 anos. É tempo de retirar aos opressores o poder de oprimir. E, na democracia, o poder se exerce pelo voto. A suspensão temporária do poder do voto dos homens brancos é a única chance de produzir uma real alteração no mundo no espaço de apenas uma geração. Todos os dados demonstram que apenas 20 anos seria o suficiente, e os benefícios seriam universais, e não apenas para mulheres.
Essa alteração não se faria pela força, mas dentro do próprio processo democrático. Não seria uma proibição, como a que as mulheres suportaram durante séculos e séculos, mas uma simples suspensão, um retardo bem delimitado no tempo. Seria a chance de, pela primeira vez na História, celebrar um contrato social de partilha de privilégio, sem derramamento de sangue, com o objetivo de realizar a justiça social. Esse período de redistribuição do poder produziria forçosamente uma alteração profunda no sistema educacional, na estrutura das instituições e no próprio tecido social, criando finalmente o mundo igualitário com que todas vimos sonhando. Depois de esmagado o patriarcalismo, quando a sociedade fosse pela primeira vez verdadeiramente paritária, seriam restituídos todos os direitos, que então seriam já legítimos, e não um veículo da perpetuação da desigualdade. Aí, sim, o sonho deixaria de ser sonho, e seria realidade.

Portugal

Sempre acreditei que o feminismo consistia numa luta igualitária até ter recebido provas do contrário. Hoje vejo-o como uma acossa feroz, voraz e sanguinária ao segmento social dos homens, brancos, cisgeneros, heterossexuais da classe média ao qual – para grande infelicidade minha – me calhou pertencer.

Ao contrário da maioria dos frequentadores deste espaço não sou acérrimo do patriarcado. Prefiro ultrapassar as discrepâncias de género cultivando uma sociedade na qual as mesmas se tornam irrelevantes face aos valores prioritários de labor, meritocracia e capacidade de auto-superação. Podem-me fazer duas críticas: de que estes valores são antropologicamente os valores da varonia e terão toda a razão, mas seria injusto criticar uma mulher que lhes responda positivamente e consequentemente produza benefícios com utilidade significativa para a comunidade em seu torno – embora os seus feitos jamais devam ser sobrevalorizados, nesse exercício de desonestidade intelectual que é o “ainda por cima é mulher” (tal como 50 % da população), minorando consecutivamente as das contrapartes masculinas, ou apreciados sob um qualquer critério de bitola rasteira, tendenciosa. A segunda é que existem objetivamente diferenças entre os géneros respeitando mormente a sexualidade e de que um dos erros dos dias presentes é tender a ignorá-las ou desacreditá-las; Novamente aceito a crítica, mas acredito concordarmos quanto à chamada sociedade progressista que enfoca anomalamente o quadro onde as incontornáveis diferenças entre géneros se evidenciam, a sexualidade, ser improdutiva, degenerativa, decadente.

Ouvi dezenas de feministas garantirem buscarem a igualdade. Com o tempo, os seus julgamentos acerca da sociedade patriarcal se converteram em condenações. Os avisos em ameaças. O ativismo em terrorismo. Comecei a encontrar páginas de facebook declaradamente andrófobicas e heterofobicas, onde polvilhavam milhares de comentários insultando indiscriminada e discriminatoriamente as pessoas como eu ou com a minha orientação sexual. Comecei a ser ofendido e, depois, perseguido em espaços culturais dominados pelo lobby LGBT(QIAXPTO). E eu imaginava o que aconteceria, se um grão daqueles impropérios, fossem dirigidos a mulheres ou a homens gay.

Vivo num país onde uma mãe revanchista e depois dum divórcio tumultuoso, assassinou as duas filhas colocando o ónus da culpa no carácter violento e sexualmente abusivo do marido, sobre quem nas redes sociais choveram ameaças de morte mesmo depois das acusações a ele lançadas haverem sido integralmente refutadas. No meu país a disputa pós-matrimonial entre um ex-ministro e uma apresentadora de televisão alcoólica, levou a um envolvimento mássico em prol da conjugue até depois do filho de ambos fugir da sua casa por querer viver com o Pai; levou a que o também Professor Universitário e autor de uma obra extensa, levasse pancada em espaços públicos dos admiradores da ex-mulher. No meu país, o evento organizado pelo Roosh em Fevereiro foi noticiado por um tabloide local como “Reunião de violadores”.

Tudo isto é injustiça, tudo isto é preconceito. E tudo isto é feminismo.

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As mentiras contadas sobre o Movimento Roosh V no Correio da Manhã

O polémico texto do Roosh fala da falsa acusação. E, ao contrário do que Zerlina Maxwell escreveu, a falsa acusação é muito pior do que a violação. É pior porque, enquanto a violação tem apenas um autor – o violador – alguém a quem foi colado o rótulo oneroso de violador pode ser assassinado por um milhão de justiceiros anónimos, sendo garantidamente violado caso uma justiça perniciosa e sexista o prenda num sistema prisional onde mais de 90 % dos reclusos são homens e ocorrem dezenas de milhar de violações por ano, só nos USA. Todavia, apenas dificilmente uma mulher estará presa por ter abusado sexualmente e ainda mais se o mote para a formalização da acusação for um testemunho dúbio. E também porque o derradeiro custo de desacreditar alguém que efetivamente mentiu é necessariamente menor do que apelidar alguém de violador visto, quer de um ponto de vista justicialista, quer atendendo ao propósito da prisão, dedicada segundo o Ben Shapiro, a evitar a reincidência e a proteger o criminoso da justiça popular; Não existindo crime e sem desconsiderar o desacerto, a última executará o inculpado.

Mesmo um verdadeiro violador que apenas violou uma vez ou que aceitou ter relações cujo consentimento pode ser contestado, pode nunca mais o fazer e se assim for não representará perigo nenhum para a sociedade; Alguém todavia que manipulou a justiça a prejudicar outrem através de uma história aldrabada que a sociedade está disposta outorgar seu beneplácito, detém o poder para continuar a fazê-lo enquanto não se priorizar a verdade mas um estereotipo de género que acusa os homens da maioria dos crimes de violação, mesmo quando os números de vítimas de violação por género nos Estados Unidos estejam balançados. Não exactamente: Na verdade, a percentagem de homens abusados é ligeiramente superior, mas as feministas apropriaram-se desse crime tenebroso como se o combate à violação fosse uma bandeira da sua propriedade – uma ofensa a todos os homens quem, como eu, sofreram uma tentativa de violação durante a adolescência. A acusação de violação não é mais do que uma arma de opressão feminista contra os homens.

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Estatísticas criminais Portuguesas

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Capazes confirmam: Feminismo esgotou-se há quase 30 anos!

Como já foi referido anteriormente, O Patriarca é leitor assíduo das Capazes, pois tem um interesse mórbido em saber quais as últimas insanidades que aquela gaiola de loucas anda a tentar importar para o nosso querido jardim à beira mar plantado.

Qual não é o seu espanto quando encontra um artigo da autoria da Srª Dª Isabel “#estousozinhaporqueoshomenstemmedodemim” Moreira, confirmando o que a maioria das pessoas com uma mente razoavelmente equilibrada sabem: o feminismo esgotou-se há cerca de 30 anos, e desde então não é mais que um movimento de supremacia de género liderado por gajas mal paridas e mal fodidas a tentar tornar toda a gente tão infeliz quanto elas e sacar umas regalias extra pelo caminho.

O artigo fala por si, pelo que o melhor é mesmo ler. Quem não quiser dar tráfego ao ninho de harpias maldito, pode encontrá-lo transcrito na íntegra abaixo. Até porque se a criatura se aperceber do que escreveu ainda o apaga, portanto é melhor guardar as provas.

Resumindo: a megera, confrontada com a existência de mulheres que percebem a malignidade da ideologia em causa, faz uma lista de conquistas importantes que o feminismo fez em Portugal entre 1974 e 1990. Depois, talvez tendo um laivo de consciência, acrescenta dois itens que não têm nada a ver com o feminismo – a lei do pré-escolar em 97 e a lei da adopção e do casamento gay em 2010 – para ver se o deserto dos últimos 27 anos não se torna tão evidente.

Termina com uns conceitos vagos e/ou falsos como a desigualdade salarial, demonstrando assim o exposto acima: O FEMINISMO É CANCRO DESDE 1990. Podem fechar a porta.

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CARTA ABERTA ÀS MULHERES QUE REJEITAM O FEMINISMO

No dia internacional das mulheres, ouvi várias mulheres na televisão, incluindo jornalistas, rejeitarem o dia em si e o feminismo. Dizia uma jornalista que tudo o que acaba em “ismo” lhe cheira a “extremismo”.

Não me surpreendem. Infelizmente, sabemos que falta identidade ao movimento feminista, sabemos que o sexismo não é exclusivo dos homens. Mas é evidente que se a falta de perceção da desigualdade de género nos afeta, ela afeta-nos com mais força quando é manifestada por mulheres.

Sempre que levo com uma mulher horrorizada com o feminismo tenho vontade de fazer uma lista dos direitos de que essa mesma mulher goza, desde os primeiros dos primeiros, conquistados por sufragistas e operárias, as “histéricas” que deram causa à instituição do “dia das mulheres”, já agora um dia político e não um dia dos namorados “versão dois”, carregado de flores.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1974 as mulheres pudessem finalmente aceder à magistratura.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1974 as mulheres pudessem finalmente aceder à diplomacia.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1974 se alterasse o Código Administrativo legalizando o acesso das mulheres a todos os cargos.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1976, fruto do trabalho da Comissão Feminina se concedesse a todas as trabalhadoras o direito a licença de 90 dias no período de maternidade (matéria que vem sendo sucessivamente aperfeiçoada).

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1976 fosse aprovada a Constituição democrática, consagrando a igualdade entre homens e mulheres, passando por vários domínios, como o domínio laboral ou o da maternidade.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1977 entrassem em vigor as alterações ao Código Civil, acabando-se, por exemplo, com a abjeta “autorização” do marido para exercermos as nossas profissões.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que fosse criada em 1979 a Comissão para a Igualdade e para o Emprego (CITE) junto do Ministério do Trabalho, que até hoje zela pelo cumprimento da obrigação constitucional e legal de igualdade de oportunidades entre homens e mulheres no emprego.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1980 as mulheres pudessem concorrer à PSP.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que na revisão constitucional de 1982 se consagrasse o conceito (e as consequências dele) de paternidade.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1984 fossem aprovadas as leis sobre a proteção da maternidade e da paternidade e a lei de bases da segurança social, matérias em que fomos evoluindo e assumindo compromissos internacionais, nomeadamente os decorrentes da OIT.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1990 as mulheres pudessem prestar serviço nos quadros de qualquer modalidade de armas e serviços do Exército.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1990 fosse criada a Comissão para a Igualdade de Género.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1990 começassem a surgir as resoluções concretas estabelecendo medidas concretas e ações prioritárias de promoção de igualdade de oportunidades entre homens e mulheres.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1997 fosse aprovada a lei quadro da educação pré-escolar.

Tem sido de facto um “extremismo” ver as evoluções legislativas, administrativas e práticas em todas estas matérias.

O “extremismo” denunciado por mulheres horrorizadas com o feminismo tem-lhes permitido beneficiar destas conquistas e de outras, como a lei da paridade ou, imagine-se, com a legalização da interrupção voluntária da gravidez. Essa conquista extremista permite às negadoras do feminismo (e bem) deixarem de ter de arriscar a vida se não desejarem continuar uma gravidez.

Entretanto, também podemos, todas e todos, adotar os filhos dos nossos companheiros ou companheiras, havendo ou não casamento (que é igualitário desde 2010), seja a relação heterossexual ou homossexual, podemos adotar uma criança com uma pessoa do mesmo sexo e podemos ser mães sem a tutela de um homem.

Não sei por onde andam estas mulheres, porque para além da falta de noção da história, não devem dar conta das disparidades e desigualdades salariais que persistem arrogantemente entre homens e mulheres; não devem dar conta de como as mulheres são sempre o elo mais fraco em épocas de crise económica e financeira; não devem dar conta de como os direitos laborais das mulheres continuam a ser pisados, de como nós somos sujeitas a entrevistas de emprego ilegais, de como nos perguntam acerca dos nossos planos de vida, de maternidade; não devem dar conta de como o assédio laboral é um cancro; não devem dar conta de como o assédio de rua é a prova (mesmo sendo crime) de como a sociedade ainda não interiorizou que o espaço público nos pertence; não devem dar conta de como somos violentamente escrutinadas e sujeitas a um padrão moral violento ao qual os homens são imunes; não devem dar conta de como os números relativos à violência no namoro e à violência doméstica são prova do modelo patriarcal enraizado contra o qual muitas de nós, feministas com memória e orgulho na palavra, lutamos.

Já se deram conta?

Ou andam pela vida a exercer os direitos que as feministas conquistaram (em nome do lema simples “igualdade de direitos”) sem dar mesmo, mas mesmo, por nada?

Agora parem e pensem: que seria de vocês sem o feminismo?