Le Pen lança bomba nuclear de persuasão

Quem acompanhou as eleições americanas sob a perspectiva Alt-Right, principalmente se seguiu comentadores como Scott Adams, Mike Cernovich ou Château Heartiste, percebeu que Donald Trump não ganhou as eleições pela via tradicional política mas sim na base de persuasão pura.

Pois bem, poderemos estar perante uma situação semelhante – repare-se na bomba que Marine Le Pen lançou sobre Emmanuel Macron, da qual poderá não haver escapatória possível (sob o ponto de vista persuasivo).

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“Ganhe quem ganhar, a França será liderada por uma mulher – eu ou a sra. Merkel”

Marine Le Pen

Esta tirada é fabulosa a vários níveis. Até porque está a ser citada por várias fontes como “Ganhe quem ganhar, a França será liderada por uma mulher”, que é a parte gorda da frase, que como já sabemos é o que passa no modo como as notícias se espalham hoje.

  1. Planta a ideia de uma mulher a mandar em França como um dado adquirido, sem entrar no jogo de “votem em mim porque sou mulher” que já se viu que não resultou com a Hillary. Assumir a venda.
  2. Não haverá muitas figuras mais detestáveis na política europeia actual que Angela Merkel. Ao colocar-se como oposição à austera megera em vez do “queridinho” Maricon, torna-se bastante mais apelativa. Reframe.
  3. Neste momento a grande dúvida sobre o Macron é se ele é beta ou gay. Seja como for, está casado com a mãe – há dúvidas sobre a dinâmica de uma relação que quando começou era entre um miúdo de 15 anos e uma matrafona de 39? A mulher é quem manda lá em casa – e se ele ganhar, em França. AMOG.
  4. Ainda pegando nas tendências efeminadas do rapaz… pode-se imaginar que a outra mulher a que Le Pen se refere é ele! Ora para isso, mais vale votar numa mulher a sério. AMOG.

Tudo junto, dá uma bomba nuclear de persuasão, que se tivesse sido lançada mais cedo teria certamente efeitos devastadores. A 4 dias da eleição, com uma vantagem de 20 pontos para Macarron, possivelmente não terá tempo de exercer a influência insidiosa necessária para virar o rumo aos acontecimentos. Mas tendo em conta a desonestidade falibilidade das sondagens actuais, quem sabe o que poderá acontecer?

O Patriarca não tem especial apreço por Le Pen, dadas as suas tendências demasiado populistas e socialistas. Mas entregar o destino de uma das maiores nações da Europa a um triste beta sem filhos próprios que passou a vida a comer pachacha bolorenta, é quase tão mão como entragá-lo a uma velha amargurada sem filhos como o fez a Alemanha com os resultados catastróficos que se conhece. Gente que não tem motivos para olhar para o futuro só quer destruir o presente e obliterar tudo o que é normal e bonito.