Marca Beta do Mês – Preservativos Control

Em homenagem ao clássico “Beta of the month”  do Chateau Heartiste, onde o mesmo expõe casos de comportamentos beta dos mais tristes exemplares masculinos. A Távola Redonda traz-vos a versão Portuguesa para marcas comerciais.

O objectivo, esmiuçar as situações em que a violação dos preceitos masculinos é de uma grandeza tão constrangedora que a exposição pública é absolutamente necessária para estancar esse mal.

A história deste mês começa com o seguinte anúncio no facebook da marca Control.

control

Em suma, uma marca cujo público-alvo são homens faz uma afirmação de que estes gostam de uma determinada posição sexual, onde a mulher se encontra dominada pelo mesmo. À primeira vista, nada de novo. Não é preciso ter-se uma grande experiência sexual para saber que as mulheres gostam, e muito, de ser dominadas na cama ( e mesmo fora delas). Ora vejamos o que se seguiu.

control portugal beta

Surpresa?! Não… Como seria de esperar uma chuva de mensagens de feministas indignadas e manginas em busca de aprovação (destas primeiras) inundou as redes sociais. As feministas como se sabe – já não têm quaisquer lutas credíveis para onde se virar – para manterem esse lobby vivo, passaram a alimentar-se de tudo o que possa ser usado como arma de arremesso para atacar o sexo oposto.

No entanto, até o mais ingénuo dos transeuntes que tenha dado de caras com o anúncio, deverá ter percebido que aquilo era, apenas, uma imagem com piada e um comentário com o objectivo de gerar uma certa onda, sem contudo ferir qualquer pessoa ou susceptibilidade.

De modo que, o desfecho da história vai mostrar-nos, mais uma vez, a falta de coragem para manter posições que assola a nossa sociedade.

beta do mes

Pois bem, a Control Portugal vacilou totalmente, tal como o mais inocentes dos beta, ao primeiro sinal de indignação da fêmea, foi imediatamente a correr pedir desculpa.

Como é que uma marca direccionada a homens (masculinos) que fazem sexo, pode ser coerente se não é capaz de aguentar uma simples frame?

Felizmente para nós, muitos portugueses começam, cada vez mais, a abrir os olhos e aperceber-se das verdades da Red Pill. Deixo-vos, no final do post, a  transcrição na íntegra da brilhante resposta ao sucedido do comediante Paulo Almeida.

E, porventura, quando forem a uma farmácia comprar preservativos. Lembrem-se de que existe uma grande probabilidade da fêmea que vão partir, estar ao corrente da falta de colhões que representa a control. Pensem duas vezes, se querem correr o risco de ser associados a marcas Beta.

“No dia 31 de Março, a Control publicou esta imagem na sua página de Facebook acompanhada do texto “Esta é a posição que mais agrada aos homens e nada mais é do que a mulher ficar de 4, dando total poder ao homem sobre ela. Experimenta que o resultado será bom de certeza.”
Umas horas depois emitiu o pedido de desculpa que podem ver na imagem e apagou a publicação.
Porquê?
Porque centenas de indignados inundaram a caixa de comentários da marca e acusaram-nos de machismo. Horas depois, a plataforma “Capazes” aproveitou a onda, quiçá para tentar vender mais 1 ou 2 produtos de merchandising, felicitou a Control pela atitude e deixou um conselho para que “as próximas campanhas sejam um reflexo de uma evolução na comunicação” porque não querem ler posts destes. Isto depois de terem comentado esse mesmo post dizendo “Control Portugal que vida sexual aborrecida que vocês têm! É que esta cena do poder…é muito relativa. Sabem que também há homens que ficam de 4 nesta posição? E super “agradados”? Experimentem. O resultado será bom com certeza. Beijinho no ombro.”
Uma evolução na comunicação?! Não me lixem.
Isto é um retrocesso na comunicação, isso sim. Hoje em dia quando meia dúzia de pessoas se juntam online para fazer queixinhas, a maioria das marcas e figuras públicas ficam com o rabo entre as pernas e preferem pedir desculpa indo contra o que acreditam para não perderem 4 clientes ou patrocínios, do que cagar de alto para esta meia dúzia de ditadorzecos wannabe.
Sim, esta era uma campanha dirigida aos homens, baseada numa suposição popular e conhecida de que esta é a posição que mais agrada ao sexo masculino e utilizaram um homem e uma mulher porque nas palavras da marca, “é apenas uma forma de comunicar usando os símbolos presentes no logotipo”.
Podiam ter invertido a situação? Podiam ter usado 2 mulheres ou 2 homens? Podiam. Mas não o fizeram simplesmente porque esta campanha era dirigida ao público masculino heterossexual. Ponto.
Esta nova cultura do “desculpismo” preocupa-me porque está a colocar um poder cada vez maior nas mãos de grupos organizados e de patetas solitários que pensam que são os provedores da moral e dos bons costumes da internet. E preocupa-me ainda mais porque da internet para o mundo real é apenas um pulinho, e qualquer dia dizer “bom dia” a um amigo que encontramos na rua vai ser considerado “ofensivo” e “sexista” porque não dissemos “bom dia” a todas as mulheres, bissexuais e transgéneros que possam estar hipoteticamente num raio de 500 metros.
Não há mesmo pachorra para isto.
Publicitários, marcas, figuras “públicas”…faça-me um grande favor e ganhem um par de c*lhões para mandar esta gente toda para o caralh* ok? «

O candidato anti-sistema

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Macron, “o candidato de fora do sistema”: o ex-ministro da economia do Presidente socialista François Hollande, ex- banqueiro do banco zionista Rothschild (família judaica conhecida por dominar as finanças europeias desde o século XVIII) e o único candidato apoiado incondicionalmente por todos os medias.

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O circulo intimo de Macron- o candidato que se auto-proclama de fora do sistema político, não sendo de direita, nem de esquerda – é curiosamente constituído pelos mesmos apoiantes de François Hollande…

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Hollande: “Sabes Emmanuel, o meu inimigo é a banca!”

Hollande: “Mas não, enfim!.. é uma brincadeira para enganar os sem dentes*”

*Sem dentes –  nome pelo qual o presidente socialista se refere aos pobres.

Le Pen lança bomba nuclear de persuasão

Quem acompanhou as eleições americanas sob a perspectiva Alt-Right, principalmente se seguiu comentadores como Scott Adams, Mike Cernovich ou Château Heartiste, percebeu que Donald Trump não ganhou as eleições pela via tradicional política mas sim na base de persuasão pura.

Pois bem, poderemos estar perante uma situação semelhante – repare-se na bomba que Marine Le Pen lançou sobre Emmanuel Macron, da qual poderá não haver escapatória possível (sob o ponto de vista persuasivo).

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“Ganhe quem ganhar, a França será liderada por uma mulher – eu ou a sra. Merkel”

Marine Le Pen

Esta tirada é fabulosa a vários níveis. Até porque está a ser citada por várias fontes como “Ganhe quem ganhar, a França será liderada por uma mulher”, que é a parte gorda da frase, que como já sabemos é o que passa no modo como as notícias se espalham hoje.

  1. Planta a ideia de uma mulher a mandar em França como um dado adquirido, sem entrar no jogo de “votem em mim porque sou mulher” que já se viu que não resultou com a Hillary. Assumir a venda.
  2. Não haverá muitas figuras mais detestáveis na política europeia actual que Angela Merkel. Ao colocar-se como oposição à austera megera em vez do “queridinho” Maricon, torna-se bastante mais apelativa. Reframe.
  3. Neste momento a grande dúvida sobre o Macron é se ele é beta ou gay. Seja como for, está casado com a mãe – há dúvidas sobre a dinâmica de uma relação que quando começou era entre um miúdo de 15 anos e uma matrafona de 39? A mulher é quem manda lá em casa – e se ele ganhar, em França. AMOG.
  4. Ainda pegando nas tendências efeminadas do rapaz… pode-se imaginar que a outra mulher a que Le Pen se refere é ele! Ora para isso, mais vale votar numa mulher a sério. AMOG.

Tudo junto, dá uma bomba nuclear de persuasão, que se tivesse sido lançada mais cedo teria certamente efeitos devastadores. A 4 dias da eleição, com uma vantagem de 20 pontos para Macarron, possivelmente não terá tempo de exercer a influência insidiosa necessária para virar o rumo aos acontecimentos. Mas tendo em conta a desonestidade falibilidade das sondagens actuais, quem sabe o que poderá acontecer?

O Patriarca não tem especial apreço por Le Pen, dadas as suas tendências demasiado populistas e socialistas. Mas entregar o destino de uma das maiores nações da Europa a um triste beta sem filhos próprios que passou a vida a comer pachacha bolorenta, é quase tão mão como entragá-lo a uma velha amargurada sem filhos como o fez a Alemanha com os resultados catastróficos que se conhece. Gente que não tem motivos para olhar para o futuro só quer destruir o presente e obliterar tudo o que é normal e bonito.

Irina 

Nota prévia: o que se segue não é para betas, sob risco de sair pela culatra.

Actividade interessante para picar a namorada: dirigir a conversa para como a publicidade da Irina Shayk está por todo o lado. Não é difícil, há literalmente um cartaz em cada esquina e elas andam malucas com isso. Comentar como a Irina é realmente uma mulher estupenda. Não há nenhuma gaja com vergonha na cara que se atreva a contestar isso.

E agora a parte divertida: cada vez que se vê um cartaz, dizer “Irina!”

A namorada d’O Patriarca neste momento odeia a puta da Irina, a Rússia e as russas. Já está combinado irmos a uma loja da Intimissimi comprar um daqueles soutiens.

Esta campanha não vai durar sempre, mas o princípio é eterno: ABQ / ABT (Always Be Qualifying/Teasing).

A profissão mais velha do mundo

Não há nada mais impessoal do que frequentar um serviço de prostituição. É como masturbares-te com alguém por baixo.

Três amigos entram num estabelecimento noturno situado na zona nobre da cidade. Passada a primeira vistoria aproximam-se do bar, duas cervejas e uma água para o motorista designado. O cavalheiro do bar apresenta-lhes os preços da casa provando-os concomitantemente adequados, quer à carteira quer à intenção festiva dos rapazes. Uma garrafa, duas, três. Sentados e regalados, um par de raparigas – convocadas pela opulência – aborda o trio intencionando convertê-lo num quinteto. Os rapazes anuem (o condutor entreteve-se no telemóvel) e em breve partilharão bebidas, depois conversas, depois intimidades e depois intimidade. Abandonaram o espaço uma hora umas horas mais tarde, com as recém-conhecidas, rumo à prazenteira privacidade desejada.
Este podia ser o retracto de qualquer clube nocturno de qualquer lugar no mundo, mas na verdade as palavras antecedentes, reportam à noite num bordel

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O espaço, publicitado em inúmeros diretórios inclusive o da Câmara Municipal de Lisboa, mudou algumas vezes de gerência e até de nome (a foto está desatualizada). É hoje explorado por uma empresa registada em 1972 e com o CAE 56305 – “Estabelecimentos de bebidas com espaço de dança” (já possuiu o CAE 56302 de apenas “bar”). Segundo o registo einforma, a empresa teve um incremento de vendas em 2013 e possui apenas um funcionário. Teve também uma alteração ao capital social decorrente do recente divórcio do sócio maioritário, capital social esse que corresponde sensivelmente a 10.000 €.

Os pagamentos far-se-iam preferencialmente em dinheiro, mas o pagamento multibanco transfere os onerosos montantes para uma conta pessoal em Setúbal, provavelmente do empregado. A prostituição não é ilegal em Portugal, mas segundo o artigo 169 º do Código Penal, “Quem, profissionalmente ou com intenção lucrativa, fomentar, favorecer ou facilitar o exercício por outra pessoa de prostituição é punido com pena de prisão de seis meses a cinco anos”. Ficamos no decorrer da noite a saber que as raparigas ganham metade do que os clientes consomem, que um espaço idêntico se gera com um investimento de 15.000 e que o proprietário faz perto de 5000 € por mês, limpos de impostos. Sabemos também que as instalações nunca se fixam no mesmo local por muito tempo (as empresas parecem rodar entre espaços pré-existentes), assim como as raparigas.

Apercebo-me no decorrer da noite como os serviçais não vendem o sexo, vendem uma experiência: Com a verosimilidade de Meryl Streep, interpretam o papel de jovem interessada, apaixonada, atraída, Fazem perguntas e riem-se fatalmente das respostas, oscilando entre a doçura e a provocação, enquanto desabrocham a carteira mas também a sensualidade do cliente. Nem um dos vislumbrados vem para se vir, mas para se ver objecto de desejo, desejável. Diferente do que observei na Alemanha aonde a legalização remonta a 2002 e a interacção é maquinal, industrial, com preços tabelados (não negociáveis) e uma vigilância dissuasora evita abusos mas incrementa a distância, as raparigas são aconselhadas a trocar contactos com os homens terminando a sessão com elogios e até presentes.

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A supracitada legislação é comentada com repúdio. “Isto já está mau para nós, imagina como será depois”. Pergunto se não preferiam um estatuto profissional documentado, proteção social, descontar, e outro tipo de apoios. “Nem pensar”. Entre os clientes que recebe, já acumula bizarrias suficientes e teme que a expansão acarretada com a legalização a prejudique ainda mais. Confesso ficar com a impressão de a ver aliviada por atender jovens universitários inócuos como nós por alternativa à clientela habitual e ela anui mas a veracidade da resposta é tão contestável como tudo o resto. Estudo esta clientela, à medida que, com o adiantar da hora, o espaço se compõe. Maioritariamente de homens de meia idade, vários tipos. Há os aguerridos, corpulentos e brutos, mas a maioria são comedidos, tímidos, desabituados às lides da sedução onde as raparigas são profissionais. Alguns serão casados, quiçá Pais de família. Porque não se encontram aninhados às suas esposas libertinas e sexualmente emancipadas?

Se estivéssemos em França, seriam considerados criminosos e agressivamente multados. Uma lei androfóbica criminaliza, desde o ano passado e à semelhança do sucedido na Suécia, Noruega e Reino Unido, a utilização de serviços de prostituição. Observo mais atentamente aos cavalheiros a quem a legislação Gaulesa apelida de criminosos e pergunto-me em que medida não serão vítimas, esgotando centenas (milhares?) de euros poupados e esforçados apenas para se sentirem intento de dissimulada admiração. A comparação inicial não vem a despropósito: Todas as casas de diversão (sob os vários CAE’s 563XX) vendem boas sensações, a mercadoria que – dos prostíbulos às redes sociais – mais valor comercial tem no século XXI. Um dispêndio num espaço nocturno concorrente onde a prostituição não esteja dissimuladamente implícita, mostra-se infortuito. Assim, evitando correr o risco de gastar montante equivalente ou superior para terminar a noite sozinho, o utilizador pretere as alternativas. Quem o pode julgar?

Prejudicando primeiramente as prostitutas, a lei francesa foi contestada pelo sindicato dos trabalhadores sexuais quem temeu, não uma defesa das sindicadas mas um estrangulamento da procura, trucidando a sua principal fonte de rendimentos. Pior do que condenar as prostitutas à prisão, a Esquerda libertina francesa, condenou-as à miséria.

Com dois clientes diários, a prostituta já recebeu no primeiro dia do mês e sem impostos ou descontos, mais de um terço do salário mínimo nacional. Disse-me a socióloga Alexandra Oliveira há alguns anos atrás que ouvira de uma profissional entrevistada, “Não há nada pior do que dormir com alguém de quem não gostamos”. Serão vítimas do capitalismo, argutas quanto baste para escapar ao fadário de baixos salários e conseguir uma vida melhor vendendo o corpo. E os “Joes”? Serão as vítimas do mercado sexual, desesperados quanto baste para escaparem à solidão e conseguirem fruir, recorrendo ao sexo pago. São duas classes de vítimas que se encontram no bordel, todos igualmente explorados.

Saímos pela madrugada em direcção depois de nos despedirmos calorosamente de todos os presentes. Diante da estação Roma-areeiro, o rapaz quem usufruiu dos serviços da casa, comentou “Acho que ela gostou mesmo de mim” e partilhou alguma das idiossincrasias da sua noite desde que nos havíamos separado. Sentiu ter recebido um tratamento especial e manifestou intenção de regressar. “Para ter sexo?” perguntei. “Para me sentir especial”.

Aeroporto Cristiano Ronaldo

Uma das bases da Red Pill é a busca da excelência. Qualquer pessoa com um mínimo de ambição sabe como não é fácil estar constantemente a melhorar, e manter a perseverança nos momentos difíceis. O Patriarca tem uma profunda admiração por aqueles que conseguem atingir patamares impensáveis para a maioria dos mortais, qualquer que seja a disciplina em que se notabilizam. Por isso, é com alguma amargura que vê esta polémica sobre a rebaptização do Aeroporto da Madeira – “afinal de contas ele só dá uns pontapés numa bola”.

CR7 é um Português ímpar. Conseguiu ser durante muitos anos o melhor do mundo na sua área, e quem sabe se não voltará a ser. Está até na discussão para os melhores de sempre.

Portugueses que tenham atingido alturas semelhantes? Assim de repente, só Egas Moniz e José Saramago, melhores do mundo nas repectivas áreas.

Até podem ter uma certa razão os que dizem que se dá demasiada importância ao futebol, mas a verdade é que se todos os portugueses tivessem a ética de trabalho nas suas áreas que o Ronaldo tem no futebol, talvez Portugal fosse um dos países mais desenvolvidos do mundo.

Não merece o nome na porra do aeroporto da terra onde nasceu?

Capazes confirmam: Feminismo esgotou-se há quase 30 anos!

Como já foi referido anteriormente, O Patriarca é leitor assíduo das Capazes, pois tem um interesse mórbido em saber quais as últimas insanidades que aquela gaiola de loucas anda a tentar importar para o nosso querido jardim à beira mar plantado.

Qual não é o seu espanto quando encontra um artigo da autoria da Srª Dª Isabel “#estousozinhaporqueoshomenstemmedodemim” Moreira, confirmando o que a maioria das pessoas com uma mente razoavelmente equilibrada sabem: o feminismo esgotou-se há cerca de 30 anos, e desde então não é mais que um movimento de supremacia de género liderado por gajas mal paridas e mal fodidas a tentar tornar toda a gente tão infeliz quanto elas e sacar umas regalias extra pelo caminho.

O artigo fala por si, pelo que o melhor é mesmo ler. Quem não quiser dar tráfego ao ninho de harpias maldito, pode encontrá-lo transcrito na íntegra abaixo. Até porque se a criatura se aperceber do que escreveu ainda o apaga, portanto é melhor guardar as provas.

Resumindo: a megera, confrontada com a existência de mulheres que percebem a malignidade da ideologia em causa, faz uma lista de conquistas importantes que o feminismo fez em Portugal entre 1974 e 1990. Depois, talvez tendo um laivo de consciência, acrescenta dois itens que não têm nada a ver com o feminismo – a lei do pré-escolar em 97 e a lei da adopção e do casamento gay em 2010 – para ver se o deserto dos últimos 27 anos não se torna tão evidente.

Termina com uns conceitos vagos e/ou falsos como a desigualdade salarial, demonstrando assim o exposto acima: O FEMINISMO É CANCRO DESDE 1990. Podem fechar a porta.

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CARTA ABERTA ÀS MULHERES QUE REJEITAM O FEMINISMO

No dia internacional das mulheres, ouvi várias mulheres na televisão, incluindo jornalistas, rejeitarem o dia em si e o feminismo. Dizia uma jornalista que tudo o que acaba em “ismo” lhe cheira a “extremismo”.

Não me surpreendem. Infelizmente, sabemos que falta identidade ao movimento feminista, sabemos que o sexismo não é exclusivo dos homens. Mas é evidente que se a falta de perceção da desigualdade de género nos afeta, ela afeta-nos com mais força quando é manifestada por mulheres.

Sempre que levo com uma mulher horrorizada com o feminismo tenho vontade de fazer uma lista dos direitos de que essa mesma mulher goza, desde os primeiros dos primeiros, conquistados por sufragistas e operárias, as “histéricas” que deram causa à instituição do “dia das mulheres”, já agora um dia político e não um dia dos namorados “versão dois”, carregado de flores.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1974 as mulheres pudessem finalmente aceder à magistratura.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1974 as mulheres pudessem finalmente aceder à diplomacia.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1974 se alterasse o Código Administrativo legalizando o acesso das mulheres a todos os cargos.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1976, fruto do trabalho da Comissão Feminina se concedesse a todas as trabalhadoras o direito a licença de 90 dias no período de maternidade (matéria que vem sendo sucessivamente aperfeiçoada).

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1976 fosse aprovada a Constituição democrática, consagrando a igualdade entre homens e mulheres, passando por vários domínios, como o domínio laboral ou o da maternidade.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1977 entrassem em vigor as alterações ao Código Civil, acabando-se, por exemplo, com a abjeta “autorização” do marido para exercermos as nossas profissões.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que fosse criada em 1979 a Comissão para a Igualdade e para o Emprego (CITE) junto do Ministério do Trabalho, que até hoje zela pelo cumprimento da obrigação constitucional e legal de igualdade de oportunidades entre homens e mulheres no emprego.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1980 as mulheres pudessem concorrer à PSP.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que na revisão constitucional de 1982 se consagrasse o conceito (e as consequências dele) de paternidade.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1984 fossem aprovadas as leis sobre a proteção da maternidade e da paternidade e a lei de bases da segurança social, matérias em que fomos evoluindo e assumindo compromissos internacionais, nomeadamente os decorrentes da OIT.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1990 as mulheres pudessem prestar serviço nos quadros de qualquer modalidade de armas e serviços do Exército.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1990 fosse criada a Comissão para a Igualdade de Género.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1990 começassem a surgir as resoluções concretas estabelecendo medidas concretas e ações prioritárias de promoção de igualdade de oportunidades entre homens e mulheres.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1997 fosse aprovada a lei quadro da educação pré-escolar.

Tem sido de facto um “extremismo” ver as evoluções legislativas, administrativas e práticas em todas estas matérias.

O “extremismo” denunciado por mulheres horrorizadas com o feminismo tem-lhes permitido beneficiar destas conquistas e de outras, como a lei da paridade ou, imagine-se, com a legalização da interrupção voluntária da gravidez. Essa conquista extremista permite às negadoras do feminismo (e bem) deixarem de ter de arriscar a vida se não desejarem continuar uma gravidez.

Entretanto, também podemos, todas e todos, adotar os filhos dos nossos companheiros ou companheiras, havendo ou não casamento (que é igualitário desde 2010), seja a relação heterossexual ou homossexual, podemos adotar uma criança com uma pessoa do mesmo sexo e podemos ser mães sem a tutela de um homem.

Não sei por onde andam estas mulheres, porque para além da falta de noção da história, não devem dar conta das disparidades e desigualdades salariais que persistem arrogantemente entre homens e mulheres; não devem dar conta de como as mulheres são sempre o elo mais fraco em épocas de crise económica e financeira; não devem dar conta de como os direitos laborais das mulheres continuam a ser pisados, de como nós somos sujeitas a entrevistas de emprego ilegais, de como nos perguntam acerca dos nossos planos de vida, de maternidade; não devem dar conta de como o assédio laboral é um cancro; não devem dar conta de como o assédio de rua é a prova (mesmo sendo crime) de como a sociedade ainda não interiorizou que o espaço público nos pertence; não devem dar conta de como somos violentamente escrutinadas e sujeitas a um padrão moral violento ao qual os homens são imunes; não devem dar conta de como os números relativos à violência no namoro e à violência doméstica são prova do modelo patriarcal enraizado contra o qual muitas de nós, feministas com memória e orgulho na palavra, lutamos.

Já se deram conta?

Ou andam pela vida a exercer os direitos que as feministas conquistaram (em nome do lema simples “igualdade de direitos”) sem dar mesmo, mas mesmo, por nada?

Agora parem e pensem: que seria de vocês sem o feminismo?