Discriminação (II)

Encostei-me ao balcão de um bar, pela 1 da manhã, quando duas raparigas estrangeiras se aproximam do mesmo por detrás de mim. Tento chamar o empregado, mas não tenho sucesso. Sai uma torrente de palavras entre as quais só consegui distinguir “yeah” e “party” pela boca de uma das queridas, conseguindo fixar a atenção do funcionário. Acresce que o supracitado é preto.

– We want two mojiiiiiiiiiiiiiitos!
– Desculpe, boa noite. Não me podia servir duas imperais, um sommersby e uma garrafa de água? – pedi

– He’s going to attend us first! – avisa a rapariga
– Desculpa mano – diz-me o “mano” – Não te vi. São dois mojitos, duas imperiais, uma sommersby e uma garrafa de água?
– Não, os mojitos não são para mim. – Estendo-lhe uma nota de 20 €.

Com um ar confuso, o rapaz afasta-se da nossa localização e prepara algumas bebidas. Regressa com dois Mojitos que entrega às raparigas e uma moeda de cinquenta cêntimos que me dá com um sorriso grande.

– Tens aqui mano! E são duas imperais e um sommersby, certo?
– E uma água! Mas onde está o meu troco?
– Então, o teu troco está aqui. Pagaste os Mojitos, e…
– Mas eu não quero os Mojitos!
– Não estás a pagar as bebidas às miúdas?
– Não, não estou!
– Ah, pensei que estivesses com elas – Faz uma cara azuada e dirige-se às raparigas, novamente sorrindo  – Girls, so it’s ten euros for the mojitos – Devolve-me a nota de vinte. Tendo feito o pedido primeiro, continuo a não ser servido. Olhei para o relógio. Estaria há 10 minutos esperando pelas bebidas. Os meus amigos fitam-me da porta, impacientes.

– Desculpa lá – diz-me quando elas se afastam do bar – eu por acaso até tenho namorada, mas sabes como é isto. Gajas! Diz-me lá então, o que é que queres?

– Imagina que estaria eu trabalhando por detrás desse bar e eras tu o meu cliente. Imagina que te ignorava enquanto dois brancos se aproximavam à posteriori e lhes dava a atenção que te recusei. Imagina que os servia compulsivamente com precedência, ou assumia ab initio que o teu dinheiro serviria para pagar as bebidas deles, como se fosses seu servente. Imagina que justificava a prioridade e te fazia perder dez minutos, pedindo a tua compreensão porque, “sabes como é, brancos”.  O que me chamavas?
Quero, por favor, o livro de reclamações.

Ainda existe muita discriminação em Portugal

Violação e cultura

Equiparável ao Big Foot, ao Monsto do Loch Ness, à longevidade do Conde Vlad, ao transgenderismo e ao feminismo igualitarista, a cultura da violação não existe. Evite-se protelar o imaginário infantil como no Natal: Quanto mais depressa as crianças conhecerem a verdade, melhor desfrutarão da quadra. 

Contagiado pelo horror nacional da semana, também eu me choquei com o vídeo Nortenho, onde um rapaz abusa sexualmente de uma rapariga inconsciente e legitimada a está-lo em segurança. São várias as fases de choque. Começa com a cumplicidade da turba assistente (maioritariamente feminina) e acaba com a das acompanhantes da rapariga quem presenciam a cena impávidas, imóveis. Dizem-me que são namorados e essa premissa encaixava nos factos observáveis, não obstante o mau-gosto. Se não forem, sem histerias, o sucedido representa uma forma de abuso sexual qual deva ser condenado e punido.

Mas se forem – se continuarem a ser – tornar-se-á difícil se não mesmo impossível, demonstrar o abuso. Não por acaso se trata de um crime semi-público, dependente da apresentação de queixa por parte da vítima para originar acusação. Todos os que acusaram o rapaz, os amigos, o grupo #Iamasoldier de terem feito mal à moçoila, incorreram nesta oligofrenia: a arrogância de se julgar poder denunciar melhor uma violação do que, cof, o violado.

A caça às bruxas

Ainda a poeira não havia assentado nem a identidade dos intervenientes era descortinada, já as histéricas de serviço preparavam uma tropelia. Retomemos a dicotomia anterior para exacerbar o ridículo desta pandilha: Se os moços namorarem ou tiverem uma relação de intimidade antecedente então a masturbação pública integrará o role de actividades a dois pertencentes ao quotidiano do casal – quem nunca?! – transmitindo o ónus da culpa para as câmaras quais, enquanto terceiro elemento, consubstanciavam uma multidão; Se se trata dum abuso, então as cabras do Bloco de Esquerda camufladas em movimentos extrapartidários, aproveitaram-se de um estupro público, exploraram exaustivamente uma humilhação traumatizante e eternizada na internet, para promoverem as suas causas políticas. Quem será o verdadeiro violador?

Sabem quem é que não aparecerá neste protesto? A tipa do vídeo

Como sempre, a última das preocupações das Mortáguas – uma das quais quem, consabidamente avessa a pénis, se cinge provavelmente à dedilhação – É o bem estar da miúda. Procuram apenas criar factos políticos, lançar soundbyte, expandir influência, aumentar o capital de votos e mediatismo escarafunchando na sarjeta da desgraça humana – chamem-lhe “pré-campanha autárquica”.  São o Correio da Manhã da política – Os tipos para quem vale tudo desde que possam aparecer. E virão com justificações para a sua barbaridade: Se a rapariga permanecer oculta dirão que a sociedade heteropatriarcal a inibe de se defender; Se vier a público, afirmarão ter sido graças à sua iniciativa que esta se pode expor. Tenho alguma pena de não participar porque sei quais estereótipos encontraria no protesto: a obesa quem nenhum homem por menos de um bilião de euros violaria, o panasca ressabiado que desdenha dos homens viris mas adorava ser enrabado por um, o SJW que aspira a dormir com todas as manifestantes (mas uma bastava-lhe) como recompensa por participar e está condenado a terminar o dia masturbando-se sozinho em casa, a activista que por saber comer à mesa (de restaurantes curiosamente muito caros) lidera a acção com palavras de ordem e entrevistas apesar de todos saberem que é especialmente submissa no leito e até tem conta no Tinder para que alfas anónimos a possam sodomizar selvaticamente nos intervalos entre locuções feministas. Todos estarão no combate das suas vidas. Todos estão condenados à derrota.

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A estratégia de cavalgar a onda mediática para a importação dum produto marketeiro estrangeiro, além de absurda, exploratória cobarde e desrespeitadora, é também repetitiva. Infelizmente, a força do lobby feminista em Portugal pode levar a que a sua mensagem ecoe e passemos os próximos meses ou anos a discutir inexistências como a da Rape Culture. Mas afinal, o que é a Rape Culture?

À semelhança de outras loucuras norte-americanas, a Rape culture foi uma invenção feminista devotada a impor a androfobia no campo das relações interpessoais. O objectivo de longo prazo – a exclusão social do homem cisgénero heterossexual – já foi assumido pelo movimento com alguma honestidade. No curto basta-lhes constranger a sexualidade masculina, isto é, o poder de seleccionar uma parceira na medida do seu critério pessoal. Por alternativa, pretendem sobrepor o seu próprio critério e não são poucas aquelas quem declara que serem rejeitadas por um homem é uma forma de violação.

A produção legislativa condenatória aos sucedâneos da violação demonstra a tendência persecutória sobredita. Quem julga que, hoje, violação significa penetrar uma mulher à força encontra-se extremamente desactualizado visto que, em países como a Suécia, inclui dormir com mulheres doentes, alcoolizadas, drogadas, mentalmente perturbadas, inconscientes e outras. Há quem acredite que a procura de satisfação sexual dos capacetes azuis junto das populações a quem estão a salvar a vida enquanto arriscam a sua, é violação. Em 2008, o supremo Sueco determinou que a penetração digital é equiparável à violação  pelo que o sucedido Portuense na pátria de Carl Lineus,  seria um crime. Julgo ser essa regulamentação discriminatória e castradora (e não a importação governamental de bárbaros) que justifica as taxas de violação suecas, capital mundial do forçamento. Em 2005 uma reforma legal açambarcou um alargamento da definição de violação (com efeitos retroactivos para os 3 anos antecedentes) que substitui a definição de violação como o uso de  “violência ou ameaça grave” afim de obter consentimento por “utilização de coacção alheia à lei”, criminalizando ainda antíteses conceptuais (violação no casamento), arbitrariedades perceptivas (assédio) e obrigando a polícia a registar todos os hipotéticos queixumes sem verificar da sua veracidade enquanto instigavam as mulheres Suecas a reportar compulsivamente; Em 2011 criminalizaram ainda o stalking (qualquer utilizador recorrente do facebook et al corre um risco preocupante; é desta que ilegalizam a profissão de detective privado?), com mais de 30 % das mulheres usufruindo dum pussy pass para restringir indiscriminadamente o acesso dos homens à via pública, enquanto recebem apoio financeiro estatal para lidar com o trauma de ser stalkado. Vale a pena recordar que desde  2005, a Suécia possui um Partido feminista. As instituições Europeias determinaram contudo que é preocupante o rácio de condenações por caso apresentado, na medida em que os tribunais nacionais eram demasiado morosos ou condescendentes na maior parte dos casos. Significa a magistratura escandinava, ao contrário da sua contra-parte política, ainda não ensandeceu.

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Quando a definição legal abrange qualquer coisa, os números disparam

O desejo feminista é que a tipificação de violações se desmultiplique, albergando definições como “violação emocional”, “violação por decepção“, “violação visual“. Parece tolo mas a situação Sueca pode vir a chegar a Portugal com a criminalização do Piropo e de todas as formas de expressão ou insinuação masculina que visem toldar ou transmutar o discernimento da fêmea em torno do actuante. Entenda-se: se o homem se converter no sujeito passivo da interacção, o seu valor pessoal e a habilidade em exibi-lo serão interditadas. Vai muito além da Jante Law dinamarquesa – o condicionamento social que interdita os individuos a jactarem-se em público – trata-se de garantir que, excepto por intermédio de uma escolha prévia feminina, homem algum pode copular. É a imposição do Tinder de Isabel Moreira à população geral: ser condenado ao Swipe Left antes sequer de abrir a boca.

A liberdade aos olhos de Isabel Moreira só pode ser usufruída atrás de um smartphone

Posso explicar a Rape Culture na minha própria experiência: Cresci entre dois bairros ciganos e frequentemente sofri assaltos praticados pelos meus
próprios vizinhos. Ter sofrido 10 assaltos no decorrer de um ano (e presenciar/ser informado da sua ocorrência em muito maior dimensão numérica) é uma medida adequada à realidade da altura. Partindo do pressuposto que todos os gatunos actuavam singularmente e que nenhum repetira a ofensiva (sinceramente, não me recordo), afirmar que a maioria da ciganada rouba apesar de apenas 10 indivíduos duma população nacional de 60.000 romani Portugueses e 15.000.000 no mundo,  é racismo. Afirmar que a maioria dos 3.000.000.000 homens viola é a, rape culture. É uma forma de discriminação.

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É interessante perceber como estas informações, estes números, reflectem apenas a tendência analítica política vigente. El Rei D.Afonso IV, profundo conhecedor da natureza feminina (e humana) determinou através da lei 128 (dos sinais da violação) que o crime de violação só seria reconhecido caso cinco condições se verificassem: 1) A mulher necessitava de avisar publicamente ter-se apercebido de estar a pronto de ser penetrada à força (gritando “Vede que me faz sujeito”), 2) Durante o acto, a mulher deveria carpir (mostrando não retirar qualquer prazer da interacção a fim de evitar duplicidades), 3) a mulher deveria gritar pelas ruas “vede que me fez sujeito” para que a população fosse notificada imediatamente após a ocorrência e não às poteriori como fruto de uma racionalização ou de uma mera estratégia de difamação interpessoal, 4) A mulher deveria recusar-se a entrar em qualquer edifício depois do acto qual não fosse uma instalação  oficial de justiça; 5) O crime de violação apenas seria consubstanciado quando acontecesse dentro de um espaço edificado. O que diria sua majestade se soubesse estarmos a caminho de consubstanciar uma justiça que encarcera homens que abordam mulheres?

O despacho real precede o texto de Roosh V. em  seiscentos e noventa anos.

Mandou assassinar a amante dum filho libertino a quem repudiou por ser bissexual; Alfa male

A rape culture é bicho papão que justifica a existência de um movimento feminista apesar deste se haver esgotado há mais de 30 anos. Parte do pressuposto profundamente errado da 2ª vaga feminista de que um combate por direitos (laborais, salariais, sociais) equivalentes sem distinção entre os dois únicos sexos/géneros existentes, possui um componente sexual. Ao contrário da primeira vaga onde se combate uma discriminação efectiva exigindo maior justiça, durante a segunda vaga e ao longo de toda a terceira aporcalha-se um combate que começou por ser meritório. Assim, as sex-positive feminists não só se dispersam entre todas as incongruências paradoxais próprias de quem, apesar de todo o fulgor, não sabe o que quer, como focam uma quantidade absurda de intentos numa questiúncula – a sexualidade – que a maior parte das pessoas tem muito bem resolvida depois dos 20. Por essa razão existem cada vez mais mulheres a abandonar o feminismo não se reconhecendo na sua luta e as que se ficam são precisamente as mal resolvidas: Genderqueer, assexuadas, transgénicas e outras invenções semelhantes. É gente depravada que fala de sexo a toda a hora e escreve com x.

Como os senhores do ancién regime tinham direito a não ser fitados pela plebe ou os brancos, durante o Apartheid, tinham direito a não ser interpelados pelos pretos, a Mortágua que há uns meses queria “perder a vergonha (e) ir buscar dinheiro a quem o está a acumular” julga que tem o direito a dizer que não.  Querida, não tens. Da mesma forma como um professor, um polícia, um cobrador de impostos, tem direito ao meu tempo, qualquer homem tem direito ao teu. Falta saber se alguém – tirando o Louçã que te deu o tacho – o quer. Duvido.

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Quem é que metia conversa com esta tipa?

Lendo o artigo da sapatona Mariana, uma rapariga que efectivamente tenha sido abordada na rua vai tornar-se temerosa e assustadiça, introvertida e comedida, evitando os rapazes que metam conversa doravante porque – segundo a douta deputada – eles integram uma cultura de violação (sendo, pois, violadores). A Mortágua favorece a proliferação de Bitch Shields. Para os rapazes será pior, dividindo-se entre os que nunca tiveram coragem para abordar e que encontram fundamentação para a sua falta de ousadia, e os que deixarão de abordar ou porque se tornou demasiado difícil, ou porque não se querem meter em problemas. São estas as causas fracturantes: Só servem para nos dividir.

No passado dia 28 de Dezembro a megera jornalista Fernanda Câncio noticiou uma alteração legislativa que a silly season não acompanhou. Um aditamento do artigo 170 º do Código Penal já penaliza o assédio e todas as aproximações não-desejadas de teor sexual. Foi, segundo escreveu a cabra repórter, a importação das conclusões da convenção de Istambul – Turquia – esse país tão igualitarista. A proposta não veio da Esquerda caviar mas sim do PSD. Não há ninguém que nos proteja.

Carla Rodrigues (PSD). Se no âmbito da vossa salutar liberdade de expressão e interpelação forem parar à choldra, a responsabilidade é desta gaja

Meus Senhores, as Arpias estão aí. Aproxima-se o derradeiro combate pelos direitos do Homem. Preparem as armas. A luta será renhida

Vlad: O maior Sedutor Português [Entrevista]

seduçãoMuitos terão ouvido falar de Casanova, Zezé Camarinha, Capitão Roby, figuras incontornáveis do panorama da sedução nacional e internacional, mas estes ícones da sedução encontram no presente um igual, Vlad Teach. Após o artigo 5 Factos sobre o Daygame em Portugal, a Távola Redonda decidiu entrar em contacto com o Life Coach que dormiu com mais de 100 mulheres em menos de um ano e acordou uma entrevista exclusiva.

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Apresentação

Olá Vlad, em primeiro lugar, uma pequena apresentação, podias dizer-nos como te chamas? quantos anos tens? o que fazes na vida?

-Vlad Teach, o meu nome verdadeiro permanece privado . Tenho 23 anos e estou a formar-me em Psicologia e Personal Training. Dou formações nesta área e tenho clientes de PT.

Como era a tua vida amorosa antes do PUA?

-Era inexistente, nem consigo conceber o passado antes de aprender sobre Auto-Ajuda e Ciências Sociais.

Conta-nos uma pequena história do teu percurso, da tua evolução?

-Em tenra idade deparei-me com um website onde referiam PUA, na altura só existia Mystery Method e pouco mais. Li bastante sobre o assunto mas não tinha sequer possibilidades de praticar (escola privada, zero popularidade etc).

Quando saí da escola comecei a praticar Daygame por mim mesmo, tentativa e erro, e só me deparei com produtos sobre o tema quando entrei para a Comunidade Portuguesa, onde vários membros, simpaticamente, me providenciaram produtos online de já reconhecidos Gurus. Aí dei um salto grande no meu Game, ainda que já tivesse dormido com umas valentes dezenas de mulheres em daygame. Mas de salientar que nessa altura era mais fácil, não havia tanta competição, especialmente com o enxame de RSD Inner Circle. Agora é quase impossível abordar uma mulher com algum sentimento de espanto e novidade para ela.

A partir daí entrei numa espiral positiva, à medida que a quantidade e qualidade das mulheres aumentava, proporcionalmente a minha confiança aumentava , ad infinitum.

Agora estou numa relação séria. Tenho objectivos diferentes. Mas a grande diferença é que antes usava muito a decepção e a mentira, pois achava, e achava bem, que quem eu era verdadeiramente não era suficiente. Mas tanto por ter investido em mim mesmo (intelectualmente e recentemente fisicamente) e por certas mulheres de abismal beleza me terem demonstrado que me amavam por quem eu era realmente, não pela máscara que usava, mudei nesse sentido e agora aceito-me a 100% e acredito piamente em honestidade brutal.

Como conheceste a comunidade de sedução portuguesa? Qual é a opinião que tens sobre ela?

-Um amigo da minha irmã estava presente na comunidade e inseriu-me na mesma. Tenho opiniões individuais e opiniões generalizadas. Existem membros muitíssimo fracos e outros muito fortes. Mas todos me pareceram excelentes pessoas e com boas intenções. Muitos ajudaram-me e acreditaram em mim, com especial referência ao Francis Dias.

A comunidade em geral é uma força positiva onde não existem julgamentos e todos se ajudam. O único problema que aponto é a aparente obsessão com novas técnicas e produtos, e contra mim falo, mas já não há segredos no Game.  Em vez de praticarem e se desenvolverem, passam (alguns membros suspeito) horas a ver vídeos e a sacar produtos dos RSD.

A culpa não é deles, pois é-lhes vendida a ilusão que podem ter resultados em Portugal iguais aos que se tem em cidades como Las Vegas  e LA, e que enquanto não se tiver, há que comprar o ultimo programa que vai finalmente mudar tudo. Tanto em termos de cultura e Sheer Number [n.d.e. números brutos] de mulheres atraentes e disponíveis… Não tem nada a ver.

Sedução

sacar gajas

Como é que costumas meter conversas? E onde?

-Sou sempre directo, mas deixo claro que aparência física não é suficiente para me seduzir. Qualquer lado onde veja uma mulher que me deixe nervoso pela sua beleza.

Quão importantes são os primeiros segundos de uma abordagem? Já deste a volta depois de uma reacção que ao início correu mal ( a rapariga reagir de maneira desagradável)?

-São depressivamente importantes. Evoluímos para categorizarmos as pessoas em meros segundos. Dito isto, a reacção inicial dela não fala necessariamente do que se passa realmente no cérebro dela. Ou seja, reacções negativas podem facilmente tornar-se em noites agradáveis ou relações duradouras.

Qual é o teu maior segredo de sedução?

-Ter uma causa (direitos animais) e estar disposto a dar tudo por ela. As mulheres querem um homem com um grande coração e querem fazer parte de algo maior que elas mesmas. Ter uma missão, deixar uma marca positiva no mundo. Mas como a maior parte das pessoas não está disposta  ao sacrifício e responsabilidade de ser um “exemplo” resta-lhes escolher entre a mediocridade ou seguir alguém.

Achas que o game é difícil em Portugal? O que podia melhorar? Se pudesses fazê-lo noutro país, onde o farias e porquê?

-Sim, acho com toda a franqueza. Existem poucas mulheres atraentes em relação a muitos outros países.  Consequentemente, as que são, têm um Ego gigante e muito mais pretendentes a lutar por elas. Mais, a cultura repressiva não ajuda. Nos Estados Unidos, tenho mulheres consideradas lindas a mandarem-me Nudes (com contexto) às dezenas, só porque aparento ter no facebook meio palmo de cara, enquanto que aqui nem sequer olham para mim. Isto para dar um exemplo.  Qualquer país de Leste e do Norte. Apreciam um homem masculino e são mais desinibidas, respectivamente.

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Muitos homens queixam-se de não terem sucesso com mulheres porque não têm dinheiro. Soubemos que quando começaste sobrevivias o teu dia-a-dia só com uma pequena mesada e vivias em casa dos teus pais. Mesmo assim, conseguias dormir com dezenas de mulheres em intervalos de poucos meses, como é que conseguias? Que mensagem é que queres deixar para estes homens?

-Substituiria mesada por caridade de alimentação. Tive de arranjar maneira de as convencer a dormir com elas nas suas casas/hotéis/quartos. Excepcionalmente em Motéis. Podem ver o meu vídeo sobre este tema. Mas deixo esta mensagem: Para casarem quando já passam dos trinta, o dinheiro interessa.

Para dormirem com um homem, as mulheres querem prazer e emoções poderosas. Finalmente, hoje em dia, qualquer mulher tem condições para se sustentar, especialmente se for muito atraente. Foquem-se em tornarem-se boas pessoas e em seguirem os vossos sonhos e elas virão atrás.

És um dos percursos da profissionalização do PUA em Portugal: com um canal de youtube, uma página no facebook e uma escola de sedução. Achas que Portugal tem mercado para coaches de sedução? Quais são os tipos de homens que procuram os teus bootcamps?

-Não tem, mesmo os meus preços simpáticos são altos para a maior parte dos jovens. A maior parte dos meus clientes são homens mais velhos com certas posses, que me consultam em regime de absoluta discrição. Disto isto, se todos os homens que vão sair à noite na vã esperança de terem sexo viessem ter comigo, já seria milionário. Mas o Ego não permite. Todos os homens querem acreditar que sabem seduzir uma mulher ou andar à porrada, até serem rejeitados sóbrios ou levarem um murro nos dentes.

Para os leitores da Távola Redonda que procuram melhorar os seus resultados com mulheres, ou mesmo ultrapassar crenças limitantes, que pequeno conselho é que lhes dás?

-Conhecimento, através de mim ou das centenas de Coaches da Internet, e prática. Sair à noite e durante o dia e abordar mulheres. Independentemente dos objectivos, só através de abundância podemos exercer escolha. Existem muitas mulheres lindas cuja fantasia são tipos exactamente como vocês, quem quer que esteja a ler, têm é de as procurar.

Feminismo & RedPill

Não sei se te encontras ao corrente de tudo o que se passa em Portugal relativamente ao movimento feminista. Nos últimos dias, a deputada Mariana Mortágua levantou o tema de uma “suposta” cultura de violação existente em Portugal, outra feminista chamada Maria Pessoa lançou um artigo onde fazia a equivalência entre violação e sexo assim-assim. O que pensas sobre o assunto?

-As mulheres foram oprimidas durante toda a história da humanidade, assim dou-lhes um desconto moral pelas absurdidades actuais. (…) A frustração que provoca nos homens ver uma mulher atraente com os seus atributos a pavonear-se é indescritível (testosterona, etc) e se elas pudessem sequer concebê-lo pensariam duas vezes antes de acusarem os homens de certos nomes e de falta de respeito. É literalmente o nosso ímpeto mais primordial, o de cortejarmos uma fêmea atraente.  Finalmente, aponto, a medo, um certo cinismo por parte das mulheres, pois creio que a maior parte são francamente demasiado feias para convidarem qualquer tipo de assédio, e portanto expressam-se mais no sentido de massajarem o seu ego ferido do que de uma realidade.

MRA/RedPill/Neomasculinity foram adoptados por muitos antigos PUA’s, vês-te a prosseguir esse caminho?

-Não. (…) Não esquecer que ser mulher está intimamente ligado a ser atraente. As mulheres que não o são sofrem a vida toda, as que são sofrem ainda mais quando envelhecem. Imaginemos que o nosso valor aos olhos da sociedade é se somos desejáveis ou não… É uma realidade cruel. Dito isto, há uma falta de compaixão pelos desafios de ser homem no mercado sexual, concordamos que as mulheres têm-no muito mais fácil mas lembrem-se… Só as desejáveis, e mesmo essas vão levar com o camião da velhice mais cedo ou mais tarde.

Portanto defendo os direitos dos dois, cada sexo com os seus problemas e as suas bênçãos.

Perguntas Rápidas

Com quantas mulheres já dormiste na vida?

-Número exacto já perdi a conta, mas é superior a 200.

Um guru de Pua que tenha influenciado a tua vida?

-A minha maior influência é o James Bond, não é exactamente um Guru hehe.

Um livro?

-O homem que procurava o sentido da vida- Ramirro Calle

Mulheres: técnica ou talento (inato)?

-Técnica.

Atracção ou Sedução?

-Sedução.

Um elemento indispensável no teu game, sem o qual não consegues fazer close?

-Absoluta Vulnerabilidade.

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Obrigado pelo disponibilidade para esta entrevista, Vlad. Antes de nos despedirmos, como é que leitores da Távola podem acompanhar o teu trabalho, ou mesmo inscrever-se para os teus bootcamps?

-Podem acompanhar o meu Canal Youtube- Vlad Teach – que se encontra num lamentável Hiatus devido a obrigações laborais/académicas. A minha página de facebook do mesmo nome. Podem enviar-me mensagem privada ou para o email: teachvlad@gmail.com

Provocação Constante #1

Provocação Constante é uma série em que O Patriarca partilha algumas das pequenas provocações que vai fazendo à sua namorada. Estudiosos de Game e Red Pill sabem que o teasing (provocação) é essencial tanto para o jogo do engate como para a manutenção da tensão sexual dentro de uma relação. Os betas pensam erradamente que arreliar as miúdas lhes pode trazer problemas, quando é precisamente o contrário. Esta série pretende dar exemplos práticos disso mesmo. Always Be Teasing!

Contexto: O Patriarca estava com vontade de ir correr. A querida quer ir fazer uma merda que pode esperar. O Patriarca diz que vai correr e logo se faz a merda. A querida não quer ficar sozinha. Então que venha acompanhar de bicicleta. Não está com muita vontade mas lá se começa a preparar meio a contragosto.

Ela (enquanto tira as jeans): Este creme é uma porcaria, faz as calças pegarem-se imenso à pele!

OP: Se calhar as calças estão é muito justas.

Ela: [pausa para processar…]

A Matriarca, quase todos os dias

Resmunga um monte de merdas, equipa-se num instante e vai cheia de vontade pegar na bicicleta.

A Mortágua precisa de uma macroagressão

O Patriarca pensou que ia demorar mais tempo, mas infelizmente estava enganado. Vendo bem, com a tomada de poder da Geringonça e a entrega dos destinos do país a criaturas como Mortáguas e Martins, era inevitável. A conversa da treta da “cultura de violação” e “microagressões”, de que quem segue o panorama sociopolítico anglosaxónico já está ciente há alguns anos, começa agora a ser introduzido em Portugal.

Ironicamente, pela mão da filha de um macroagressivo assaltante de bancos.

O Patriarca não se vai alongar muito sobre este tema, até porque sabe que o feiticeiro de serviço deste blog lhe dedicará a sua atenção. Pretende apenas tecer uns breves comentários.

Todos os cientes da Red Pill sabem que a esquerda odeia os homens e tudo o que é masculino. Porque a masculinidade é força, é liderança, é inconformismo, mas simultaneamente união e tribalismo, tudo obstáculos às políticas de esquerda, de nivelamento por baixo, de estadodependência, de bovinidade submissa.

Assim surgem estas diarreias mentais de comparar uma insistência na abordagem sexual de uma mulher, a uma violação. A tentar vergar a sexualidade normal humana, homem vê mulher que lhe agrada, invade o seu espaço e põe-se à prova.

“Já não as sentimos como tal, mas são violações, de diferentes formas, com diferentes graus de agressividade. Do tipo insistente do bar à oferta sexual que nunca pedimos ou desejámos. Do estranho que nos toca ao amigo que nos beija sem que queiramos, ou ao sexo não consentido, mas que até aconteceu sem resistência por qualquer razão, podendo a razão ser uma bebedeira. Conheço os contornos das histórias que encaixam nestas descrições. São as histórias das minhas amigas, e, nalguns casos, também as minhas.”

Mariana Mortágua

Não, querida, uma violação é um gajo dar-te bofetadas até tu perceberes que se continuares a espernear só apanhas mais, dobrar-te em cima de uma mesa, destapar-te essa xaroca presumida e invadi-la com o seu tumefacto tarolo.

O resto são no máximo meras inconveniências, equiparáveis ao engomadinho do shopping que nos tenta impingir um cartão de crédito. Ou à sujeitinha com voz doce da NOS que nos liga para impingir mais uma promoção apesar de já  termos dito várias vezes que não queremos ser contactados. Ironicamente, a troco de um salário mínimo para comprar uns trapos e ir ao Urban ser violada (perdão, interpelada por homens).

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Portugal não tem cultura de violação

Sugere O Patriarca às mortáguas desta vida e todas as tontas que decidam papaguear esta conversa, que vão fazer um estágio aos locais onde há realmente cultura de violação, como os países árabes (naturalmente ausentes das estatísticas porque as mulheres são propriedade e como tal não podem ser violadas) ou a África subsariana. Pode ser que de caminho tomem contacto com a mutilação genital feminina.

Mas O Patriarca não tem qualquer ilusão de que este triste movimento seja parável, pelo menos antes de, tal como nos EUA, atingir a sua máxima expressão de imbecilidade até que as pessoas que conservam alguma sanidade mental entendam a sua perniciosidade e o rechacem de volta para o buraco de onde surgiu.

Assim, dirige a sua mensagem principalmente aos homens que tenham a felicidade de se deparar com este blog e a Red Pill em geral: não se deixem enganar. Abordar mulheres é normal. Espelhando o acto sexual físico em si, a estratégia sexual masculina é intrusiva. Um homem de valor que vê uma mulher que deseja tem, perante si próprio, o dever de fazê-la saber desse desejo, sem qualquer peso na consciência. Como ela lida com isso, já não é problema seu.

Ironicamente, quanto mais esta conversa se torna corrente numa sociedade e mais homens e mulheres aceitam esta narrativa, mais os homens com os tomates no sítio que mandam tudo isto às urtigas e abordam sem vergonha sobressaem positivamente. E enquanto os betas vêem porno em casa e se masturbam, as mulheres perguntam “onde andam os homens de jeito”?

Círculo Social: verdadeira liderança

Uma coisa que vocês não sabem sobre mim é o meu vício incontornável pelo Youtube. Provavelmente não serei o único, não me sinto especial por isso, mas esta foi a estrada que me levou até ao tema do texto que escrevo hoje. Uma rubrica que recentemente me conquistou o sorriso na cara foi o Conta-me Tudo, que o Canal Q partilha no seu canal da plataforma. Conta-me Tudo é uma mistura de story telling com stand up comedy; cada programa tem um convidado e as histórias contadas são sempre reais (assim, teoricamente, ditam as regras do programa) e por norma envolvem sempre algum sentido de humor.

Hoje estava a ver o episódio em que o próprio apresentador é o convidado especial e a história que decide contar é referente ao período em que estudou no Colégio Universitário Pio, onde um dos seus melhores amigos era o Chibato. E foi a história deste rapaz que me trouxe ao blog. O Chibato era o tipo fixe do grupo. Parafraseando o David – apresentador e convidado deste episódio -, ele era um tipo inteligente, engraçado e de alguma forma toda a gente gostava dele. Funcionava no grupo como uma peça de união entre as pessoas, porque era um tipo magnetizante. Tanto que quando o seu amigo David, campeão das partidas, lhe quis pregar uma e sabendo que era quase impossível que alguma vez ele caísse, pois não tinha acontecido até à data, uma imensidão de gente se juntou para conseguir entrar numa história épica. E o Chibato era sempre o ponto de partida de todos os encontros e de todas as conversas, desde o primeiro ano de faculdade em que havia paragem assídua no seu quarto antes do jantar, aos anos seguintes com cafés e visitas a sua casa, à altura em que foi para Nova Yorque, que sempre que voltava aproveitava para um convívio. Até ao dia do seu funeral antecipado, onde apareceu toda a gente, de novo.

david cristina

Não consigo desprender-me da ideia de quem é este tipo. Um gajo que consegue unir em torno de si uma cintura de gente que o adora e o idolatra ao ponto de tornarem o seu dormitório um ponto de encontro entre o pessoal. Este é o sonho de vida social de qualquer pessoa que não a tem. E aparentemente, pela história narrada, algo que é notado pelos seus amigos. Toda a capacidade de manobrar círculos sociais desta forma, de deixar multidões dependentes da tua companhia para se sentirem divertidos é espantosa e artística, no mínimo.

Assim que terminei de ver o vídeo comecei imediatamente a pensar em que características teria este rei das dinâmicas sociais e que outros homens vi ao longo da minha vida merecedores do mesmo título. E seria inevitável observar-me a mim também, ponderando se alguma vez assumi este posto. E a resposta foi estudada antes de assumir arrogantemente que sim. Há grupos onde sentes que tens este poder magnético em que as coisas parecem girar à tua volta e outros onde és tu atraído para alguém. Quase instintivamente percebi algumas coisas, mas as mais profundas fui descobrindo à medida que escrevia e trabalhava este texto.
A primeira coisa de que me apercebi que justificava toda a magia do Chibato foram as qualidades que o David mencionou: era esperto e engraçado. Qualidades que sempre atraíram centenas de pessoas. Analisando a um nível mais profundo o que ele continha era valor e entregava esse valor ao grupo. Quem é que não quer estar na presença de alguém com quem pode aprender alguma coisa, seja essa aprendizagem vinda na forma de um conselho amoroso, dicas de melhorar a performance no local de emprego, ou dicas para melhorar a nossa saúde. E a satisfação de conhecer alguém divertido e engraçado, que torne os encontros leves e nos faça soltar aquele som que nos embaraça sempre de uma gargalhada forte e descontrolada, causada pela tensão de uma história ou de um acto que não podia ser, quem é que se nega a esse prazer?
É isto que é entregar valor, é trazer ao grupo algo que possa melhorar a conversa, a noite e possivelmente a vida dos membros.
Outra coisa que reparei vê-se na história das partidas. O propósito de uma partida é deixar a vítima confusa, embaraçada, furiosa, no fundo despertar-lhe alguma emoção negativa que a mande para fora dos eixos. Se isso não se suceder, a partida não teve efeito e por isso considera-se como não conseguida. Se era impossível pregar partidas ao Chibato, só me leva a crer que este era um gajo altamente não reactivo, que é uma qualidade de extrema empatia e de extremo respeito. É o tipo de atitude que pode decidir o rumo de uma discussão. Estas qualidades juntas são o suficiente para que as pessoas se atraiam por outra, respeitando-a e admirando-a, dando assim como conseguida a parte da atracção.

Mas a atracção só por si não é o comprimido mágico e não vai fazer com que as pessoasr960-c1ee6c0d597fb68c680122e5261acdf3 venham bater à tua porta todos os dias para entrarem e passarem tempo contigo, ou a procurarem por sms, chamadas ou redes sociais mais e mais do teu tempo, da tua atenção e do valor que tens para lhes dar.
Lembro-me do meu décimo ano. Haviam três grupos que se formaram depressa, por se conhecerem já há alguns anos, onde entravam depois membros novos por semelhanças e haviam mais alguns alunos que caíram na turma sem mais ninguém e teriam de construir tudo do zero. E houve um rapaz que conseguiu isso. No primeiro dia que o vejo nas aulas consegue rapidamente chamar a atenção numa aula por ler livros que uma grande parte da turma não lia, mas que chamou a atenção ao grupo de alunos mais inteligentes (e porreiros) da turma. Ao fim de um ou dois meses de aulas, já se faziam meetings na sua casa e já ele tinha roubado a miúda mais carismática de outro grupo da turma para este. Ele era o Chibato do grupo, era o ponto de ligação entre ela e eles. Efectivamente ele trouxe valor ao grupo por ser um inovador: um tipo inteligente, com bom gosto, sabia tocar guitarra, com grande sentido de humor; mas também fez outras coisas que foram fundamentais para o sucesso dele no circulo e na vida em geral: ele criou condições para que todos se sentissem confortáveis com ele. O que difere o gajo fixe do gajo de quem somos amigos? É o quão confortáveis estamos com eles. Com o primeiro não sabemos nada de pessoal, parece uma pessoa com um valor até inalcançável, já o segundo é alguém que apesar do valor soberbo que possa ter, é alguém em quem confiamos, porque o sentimos como humano e como alguém com quem temos proximidade. Isso é atingível através da partilha de informação. Se depois de mostrar que sou um homem com capacidades acima da média e em cima disso mostrar que também tenho pontos fracos, gostos, vontades, desejos, estou a mostrar que tenho emoções e logo aí, sou humano, porque os humanos são vulneráveis, não são criaturas perfeitas. Se conseguirmos encontrar alguma coisa em comum temos tema para dezenas de conversas e motivo para dezenas de encontros. Se partilhar algo só meu com alguém essa pessoa sente que pode depositar em mim a mesma confiança que pus em si.

A cereja em cima do bolo e a razão que fará com que os círculos socias se formem à tua volta está numa frase do filme Casanova, com Heath Ledger no papel principal, dita pela personagem principal como um conselho a um rapaz que procura conquistar o coração de uma bela donzela: “be the flame, not the maude”; a mesma verdade é conhecida também pelo poeta brasileiro Mário Quintana e espelhada quando diz que “o segredo é não correr atrás das borboletas. É cuidar do jardim para que elas venham até você”. E a verdade é que sempre que descubro um novo Chibato esta é a atitude que ele tem. Eles nunca fazem nada para conseguirem ser recompensados pelo seu esforço, eles fazem tudo a pensar apenas na sua evolução pessoal. O centro de motivação nunca é exterior, é sempre dentro de si, é o próprio. Por isso é que aquele colega conseguiu unir os grupos, porque pensou a vida toda em melhorar as suas capacidades e aprender mais. Por isso é que o Chibato foi tirar o doutoramento em Nova Yorque, para evoluir. E enquanto trabalhares para que sejas o melhor que podes ser, as pessoas vão admirar-te e vão querer estar perto de ti e vão fazer por estarem, porque há qualquer coisa na imagem de tu lutares pelo que queres que seja o teu futuro e o medo de te perder que é mais forte que a imagem de esperarem que tu venhas lutar por eles.

As pessoas têm medo de conversar umas com as outras, têm medo de sair da sua zona de conforto. Se tu souberes como, tu podes ser o elo de ligação entre as pessoas. Existe um Chibato na Távola, mas não vos vou dizer quem é.

O que é que vais fazer para te tornares o Chibato?

Correio da Manhã ou jornalismo

Tenho duas memórias de adolescente sobre o Correio da Manhã: uma revela-se nas férias de Verão, nas idas à praia em família, o meu pai sempre comprava uns jornais – A Bola e o Correio da Manhã – para ler enquanto se sentava na toalha, fechando-se sobre as pernas, criando ali uma bola de espaço vazio entre o tronco, as pernas e o jornal. No caminho até à praia éramos eu e a minha irmã mais nova que os líamos e as únicas coisas de que me lembro sobre o segundo são fotos de escolas onde se deram tiroteios ou desenhos assustadores a (muito) preto e branco e alguns tons de azul que destacam o medo de uma alma indefesa e o machado na mão da fera que a persegue. A outra memória que tenho é a dos meus pais me obrigarem a limpar a gaiola dos pássaros, tarefa essa que inclui mudar a folha de jornal no fundo da mesma. Entendam isto como quiserem.

Nas redes sociais – e na vida real, que é importante, é saudável – continuo a ouvir pessoal a falar imensamente mal desta empresa, tanto no seu formato escrito quanto no audiovisual, com a CMTV. Bom, hoje O Patriarca partilhou comigo esta notícia, que tinha em teoria um par de horas. Então decidi que seria um bom dia para reviver as minhas memórias de infância ou talvez mudar a minha opinião sobre este jornal. Além disso, sou humano e o título ligou vários triggers do meu lado animalesco.
O título efectivamente funcionou e fez-me quebrar um padrão que normalmente sigo – de ignorar uma boa parte dos textos que me enviam -: sexo, invasão, redes sociais, é uma óptima receita para ligar os instintos primitivos de sexo, de alerta, de velha cuscuvilheira e de validação. A partir daí, piora. Tanto o texto cheio de lugares comuns e psicologia de casa de banho, como o vídeo, com mentira.

A primeira coisa que reparei é que isto é só uma reciclagem de material. Quando o primeiro vídeo mencionado se tornou viral o ano passado foi notícia e não foi muito diferente desta, foi uma notícia em volta do sexo em WCs de sítios nocturnos e agora é o mesmo, vendo-se diferenças só no texto, que menciona outros locais públicos escolhidos por casais (ou turmas inteiras, não sabemos, os únicos vídeos que mostraram foram os da casa de banho) para terem aventuras sexuais arrojadas e arriscadas. Falando ainda desse primeiro vídeo, é aqui que mentem, porque eu lembro-me de o ter assistido no auge da sua fama e lembro-me que, contrariando o que dizem de que o casal não se parecia incomodar, a dada altura a miúda finalmente se apercebe que estão a ser gravados e atira-se à câmara e é aí que o filme acaba, provavelmente junto com a diversão de um dos grupos – ou o casal que treina para ter filhos, ou os parvos que tentam filmar o primeiro dos seus sucessos do mesmo tipo de filmes que vêm juntos com uma bolacha no centro da mesa. Sabendo isto, o argumento seguinte perde automaticamente a força; é óbvio que não mudaram de posição porque lhes favorece, ou para se verem as mamas dela ou a pila dele a fornicar aprazerosa ou orgulhosamente a parceira. Fizeram-no pura e simplesmente porque as pessoas cujas vidas sexuais não são aborrecidas assumem várias posições, para descansar alguns músculos, para terem um acesso diferente ao corpo do outro, para se ajeitarem um com o outro ou até mesmo ao espaço em que estão, que me parece muito ter sido esse o caso, não estão propriamente num quarto de motel com cama redonda e lençóis de cetim.

Há também o que já disse num parênteses acima que é a maior prova de que isto é material reciclado: como é que um dito jornalista faz uma reportagem sobre como actos sexuais em público acabam sendo filmados e despejados nas redes sociais sem mais exemplos desses videos que menciona, como cito: “no interior de discotecas ou em jardins abertos a todos, passando por praias, escolas, quartéis militares ou hospitais, há de tudo”? É que se estes actos, tanto os de atentado ao pudor como os de espionagem e de violação de privacidade acontecem e não passam nas minhas redes sociais, assegurava-me ver no que é que se basearam para esta notícia, que é uma das vantagens do apoio audiovisual. Se calhar confundiram trabalho com prazer, pesquisa jornalística com uma pesquisa de fantasias específicas para adultos que fizeram num período pós-laboral. E o final da notícia na CMTV é delicioso, é a prova que mostra como realmente isto não é um ataque ao Main: “Apesar destes dois vídeos terem sido filmados no mesmo espaço nocturno, a CMTV sabe que o mesmo tem acontecido noutros estabelecimentos”. Daqui, perdoem-me a assumpção, mas só posso concluir que se têm provas e não as expõem é porque a jornalista fala por experiência própria.

Depois é fácil: é só embelezar o resto com lugares comuns como as regras de publicação das redes sociais, que nós conhecemos melhor que as nossas mãos e encher o resto com valores morais e psicologia de cavar batatas “tinham o dever de não aceitar o caso, mas não foram capazes de o travar”. Não, o “público” não ficou especado porque moralmente deviam chamar o segurança e explicar-lhe que tinha de ir interromper o casal que estava na casa de banho a exprimir o amor que sentem um pelo outro ou a vontade de rasgar a carne. Mais provavelmente tiveram um disparo de adrenalina e ao verem os outros a quebrar regras e a foderem numa casa de banho sentiram êxtase no corpo e não foram capazes de processar isso. Terem ao lado deles mais duas ou três pessoas na mesma posição e não quererem demonstrar esses sentimentos fazem-nos gritar em tom de escárnio e de gozo. Muito provavelmente a primeira coisa que fizeram quando chegaram a casa foi jogarem-se ao prazer que tinham acumulado tensão desde a cena que filmaram duas horas antes na disco.

Este tipo de jornalismo, básico, mentiroso, manipulador, rasco, reciclado só vem destruir o nome de uma profissão inteira. Porque estas técnicas tendem a repetir-se, como nesta notícia, em que se fala na violação duma miúda alcoolizada quando o que eu vejo é a miúda só se levantar quando chegam ao local e não sair do lado do rapaz que estava com ela. Toda a situação se desenrola duma forma estranha, mas não aparenta em nada ser uma violação. E quem fala no Correio da Manhã, fala nas revistas cor de rosa, que desvendaram tudo sobre a bissexualidade do Salvador Sobral, o vencedor do Festival da Eurovisão, quando ele apenas disse numa entrevista que nem pertencia àquela revista que o amor bissexual é um amor muito bonito, pois não olha a sexos.

Isto são maus profissionais, como maus taxistas, como maus professores, como maus empregados de mesa, que dão mau nome a uma profissão que muitos sonham ter.
Este tipo de espectáculos eu costumo combatê-los ignorando-os, um truque que aprendi na série “The Simpsons”: como qualquer má publicidade, se a ignorares, ela acaba por sair do ar. Mas às vezes temos mesmo de falar e apontar o dedo ao que está mal para abrir os olhos aos que estão à nossa volta para que depois possamos ser mais a ignorar. Dar-lhes os seus 15 minutos de fama rápido, para depois lhes puxarmos o tapete, deixá-los cair no chão e esquecermo-nos deles aí mesmo.