À porta da loja

Na publicidade, na televisão, na rádio, nos cafés, nos bares, nas discos, nos bordéis, na internet nos telefones, na música, nas escolas, nas Universidades, nas ruas, nas casas, aqui, agora. Nunca se pensou tanto em sexo. Não é bom para ninguém. Não é bom para mim.

Eram dez da noite, segunda-feira, quando entrei num bar da zona habitacional. Não diria um bar, mas um café com horário prolongado. Não diria zona habitacional, quer dizer, era mesmo ao lado de casa. Nem eram bem dez, eram aí umas nove e pouco, hora de jantar para quem não janta cedo. Mas o ecrã central do espaço, geralmente votado à bola, revelava mulheres semi-nuas, corpos, no canal VH1, outrora exclusivo para música. Aumentando as horas aumentava a cadência de sensualidade, a decadência de moralidade, decrescia o gradiente de pudor, aumentava o furor, sem censor. No aproximar ao centro da cidade, seria pior.

O videoclip de que falo teria bolinha vermelha há quinze anos, estaria interditado há 30, seria alvo de uma comissão reguladora que aglomerasse Pais, educadores e responsáveis políticos. Os miúdos à minha volta, muitos menores, absorviam-no indiferentes. Estão habituados. Eu não estou: perco a concentração no ritmo da canção, sinto o desejo a fervilhar. Vai piorar? Oiço na letra, “estoy muy duro, si si”, mais pele, mais corpos, FREEZE, mais sexo. Mais pinturas tribais, mais músculos definidos, mais nádegas tremidas, mais crianças (crianças!) em movimentos pélvicos sensuais. Mais mulheres de pernas abertas, olhares orgásmicos, pernas, posses. Mais à frente oiço a verdadeira mentira da canção “Mi musica no discrimina a nadie”. Falso.

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Figura 1 – Discriminado por J Balvin, o autor de Mi Gente

Podemos imputar ao cantor colombiano as responsabilidades pela degradação moral da sociedade? Ou aos danos que infligiu à vida de todos os solitários, dos masturbadores compulsivos, dos frequentadores insistentes de serviços sexuais, os peregrinos à sacra-Tailândia apenas com bilhete de ida… para não falar das putas? Como pode não o ser se fomos saturados ad nausean pela propaganda obsessiva com o sexo e as temáticas sexuais. Não há como conduzir uma vida sadia sem permanecer em busca incessante pela próxima parceira, desejoso pela próxima penetração, ansioso pelo próximo coito, prometido pela publicidade do Tinder, recusado pelo swipe left. É essa propaganda a responsável pelo estado de hypersexualidade em que eu e todos os que me rodeiam se encontram. Endoidece-nos. Um psicologo Norte-americano, começou recentemente a estudar os danos psicológicos causados pelo grinder entre homens gay.  Como subsistirão emocionalmente quando perderem, por força do tempo, acesso à sua fonte primordial de estabilidade mental?

Vivemos na cultura mais sexualizada da história e também a mais infeliz. A forma como interpretamos o sexo –  simultânea e paradoxalmente, como a expressão mais profunda da personalidade, e como um divertimento inconsequente – Está muito para além da nossa natureza. De excessiva, transbordante, a minha líbido assemelha-se anómala, como que hetero-imposta por forças exógenas, obscuras. E se da nossa natureza fosse, solucionar-se-ia com a monogamia, brutalmente discriminada em terras do burgo  sobretudo entre as mulheres (It takes a village to keep a woman monogamous). Percorri a árvore genealógica da família por cinco séculos e encontrei não mais do que junções profícuas, duradoras, funcionais e jovens (quem, ainda jovens, procriavam). As pessoas costumavam casar e prosseguir as suas vidas, em vez de permanecerem eternamente neste estádio degradante de pós-adolescência, na senda, à espera que a sorte mude na próxima noite ou na próxima mensagem. Um familiar por afinidade, mantém três namoradas aos 58 anos. Será feito ou fracasso?

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Figura 2 – A forma como interpretamos o sexo tem consequências directas na demografia e na sociedade

Três rapazes juntam-se em casa de um quarto, 25, 26 e 27 anos, licenciados com notas brilhantes, mas também com um bom currículo em boémia, actividades académicas, associações e palanques. Habituados aos últimos, a discursar, a colocar a voz e as ideias no coração das multidões, junta os rapazes a particularidade de serem oradores exímios. A conversa adensa-se e com os copos em cima, chega-se à hora da verdade: Inversamente proporcional à destreza oratória, a experiência com mulheres é tão escassa, que quando um dos visados declara ter, em toda a vida, malhado cinco (CINCO?!), os amigos acusam-no de estar a exagerar o número (por cinco). O mais ousado do trio teria a sua quarta desposa nessa mesma noite, e a situação global deixou-me na dúvida sobre a quais expedientes recorreriam os rapazes dentro de quinze ou vinte anos.

O desfasamento entre a minha experiência de vida e a dos amigos mencionados, parte apenas da quantidade de tempo que gastei na inglória demanda por calor húmido feminino. Na senda. Um esforço que investido de forma profícua e construtiva teria vertido em várias obras literárias publicadas e um par de doutoramentos. Foi inútil? Não sei. Na escola PUA chamam-lhes – às tardes e noites em que deambulei transviado pelas ruelas do meu desconforto – “experiência” e “valor” incapazes de compreender que é na zona de conforto que se produz o portefólio material a que costumávamos valorizar. Sempre que conheço uma mulher, pergunto-me se nessa avaliação global e inultrapassável que faz da minha pessoa nos primeiros segundos, ela toma em consideração essa despesa improfícua, ou se não serviu mesmo para nada.

Nesta fase da minha vida, sinto que o custo por foda ultrapassou as minhas possibilidades. O mercado, determinado pelo número de pretendentes e tipologia de pretensões que cada individuo tem em órbita, põe-me no lado de baixo, incapaz de encontrar uma mulher congénere com menores possibilidades do que o investimento que tenho a fazer. É impossível achar raparigas que não me requeiram tempo, dinheiro ou compromissos que não estou disposto a oferecer.

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Figura 3 – Marie Antoinnete, meses antes de perder a cabeça

 

Houellebecq chamou-lhe a extensão do domínio da luta. À senda. Os amigos que citei, estão quais os camponeses derreados pelas políticas desastrosas de Louis XVI, as políticas do feminismo que condenaram milhões à fome; Políticas que elevam artificialmente o preço por foda, criando o excesso de procura e falta de oferta, que juntam a fome à falta de comer. Famélicos da terra diante de Marie Antoinette, ouvem José Alvaro Osório dizer-lhes Qu’ils mangent de la brioche; infelizmente, quase duas décadas desde que a senda começou, estão cansados de saber que para eles não haverão broches.

Existirão raparigas em situação idêntica mas são escassas. Sobretudo depois de anos de vida numa capital Europeia, com aplicações informáticas e smartphones à disposição. Mesmo essas, continuam a ser presenteadas com incontáveis alternativas à que envolve um relacionamento com os rapazes mencionados: Uma amiga polaca, gorda, que ganha o salário mínimo e fez um aborto recentemente, recebeu 350 matches no Tinder (e 48 super matches) aquando da sua primeira noite em Portugal. A solidão, no caso dela, será sempre uma escolha e não uma imposição.

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Figura 4 – “Game is gaining popularity because men see that disparity and want to increase their odds”

Porventura será essa disparidade o maior inimigo de quem frequenta as lides do Pick-up. Por compreendê-la bem – demasiado bem – sou mais solidário com os PUA’s do que o foi o nosso Roossh V. Não acho que seja o celibato involuntário, o avolumamento testicular, o isolamento compulsivo, sejam questiúncula de somenos. Pelo contrário, creio ser a maior epidemia – a par da queda da natalidade – a que o Ocidente esteve sujeito desde a gripe Espanhola. O problema é que todas as tentativas de o vencer são tentadas dentro do sistema: o nightgamer que aborda na discoteca para a qual pagou duas vezes mais do que a gaja para entrar, o daygamer que se resigna e anui à vox poppulli inventar o conceito de assédio em seu torno, o netgamer que  informa a gorda de que ela é interessante e desejável mesmo que esteja de pijama e sem maquilhagem no hotel de um canto degradado da cidade e até o putanheiro, disposto a gastar suor do seu trabalho, a prazentear uma vadia desconhecida. Todos contribuem para validar a narrativa de que as mulheres são seres superiores, encantados e únicos. Todos são culpados. E todos estão enganados.

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Figura 5 – O caralho

O pior é que muitos destes cavalheiros falham redondamente no seu propósito sedutor. As comunidades PUA’s estão preenchidas de tipos virgens e sozinhos ou escassamente acompanhados quem, a cada dia que passam, estão mais longe dos seus intentos. Na noite, na net, nos cafés, estão a lutar uma guerra e a perdê-la. São os combatentes alemães no cerco de Leninegrado. Perecendo gaseados nas trincheiras francesas, a caminho de Abbeville onde os inimigos se banqueteiam despreocupados. Bombardeados com a percepção de insuficiência a que o celibato involuntário incute. A percepção de que toda a gente o tem excepto nós.

Estamos entrincheirados na nossa própria solidão, na soleira da festa para a qual não fomos convidados, à porta da loja de doces à qual nunca tivemos acesso. E para além da legião adversária, sabemos dos demais em manjares sumptuosos. Queremos-los. Vale a pena recordar como terminou Marie Antoinnette, depois do mesmo povo faminto se recusar a recusar forçar o acesso aos produtos de luxo que a corte real não partilhava. Em Doullens, já depois dos combates terrestres terminarem e prontos a assinar a paz, os homens que passaram quatro anos à fome não se coibiram em lançar uma bomba na cidade que nunca conseguiram invadir. Houve sempre um castigo para quem esfaimou o seu semelhante, no século XVIII e no século XX. Este século não será excepção

 

A fisiognomia é real #2.5

O curador do instagram da Távola, o excelentíssimo Lince, descobriu o instagram da criatura que quer moda sem género.

Entretanto O Patriarca já leu o artigo. Ainda tinha expectativa de encontrar algum argumento mais duro de roer, mas não. É mesmo só bosta. Talvez se dedique posteriormente uma análise mais profunda se estiver aborrecido, mas é duvidoso.

A fisiognomia é real. Poupa tempo. Assume que tudo o que sai da boca de uma aberração é aberrante.

A libélula tornou a sua conta privada assim que foi mencionado no nosso insta, mas O Patriarca ainda sacou umas imagens. Divirtam-se!

Mauro Goncalves 1
Tens uns bonequinhos engraçados!
Mauro Goncalves 2
Ainda podia passar só por um gajo de mau gosto e má linguagem corporal
Mauro Goncalves 4
Mas não, é mesmo mariquita.
Mauro Goncalves 3
Já nem as pitas usam essa pose, meu!
Mauro Goncalves 5
Foge, foge, bandido

Fertilidade Defraudada

Nem de propósito, o Château Heartiste chamou a atenção para um artigo que é um follow-up perfeito para “Fertilidade Esbanjada“:

The struggle to conceive with frozen eggs

Brigitte Adams became the poster child for freezing your eggs. But things didn’t quite work out how she imagined.
TL;DR – Mulher Forte e Independente™ congela uns óvulos aos 38 anos. Gasta $19.000. Aos 45 ainda não arranjou um alfa que a sacasse do carrocel das piças bom candidato a pai e decide ser mãe sozinha. Os óvulos estavam quase todos estragados, só se aproveitava um. Não pegou.

She remembers screaming like “a wild animal,” throwing books, papers, her laptop — and collapsing to the ground.

“It was one of the worst days of my life. There were so many emotions. I was sad. I was angry. I was ashamed,” she said. “I questioned, ‘Why me?’ ‘What did I do wrong?’ ”

O Patriarca não se vai alongar sobre o assunto. O Heartiste já disse tudo.

Por um lado, estas companhias deviam ser expostas como as fraudes que são. Por outro, estas burras estão desejosas de serem enganadas e esta é simplesmente a resposta do mercado.


P.S. Enquanto procurava a imagem para o cabeçalho do artigo, O Patriarca descobriu que a culpa é dos homens.

A fisiognomia é real #2 – moda sem género

Hoje O Patriarca vai correr um risco. Há umas semanas deparou-se com este artigo. Como os leitores regulares adivinharão, o título provocou-lhe logo um desagradável frisson. Mas ao ver a fisiognomia do autor, foi tomado de uma certeza: não vai sair nada de jeito daqui. Portanto tomou a decisão de guardar o escrito para ler mais tarde, e dedicar-se antes a escarnecer da Amelita Falóide que o debitou. Expõe-se a fazer figura de urso caso a diatribe tenha argumentos relevantes, mas tal é ainda mais improvável quando o autor se apresenta assim:

Quando escrever é uma necessidade quase fisiológica e o gosto por andar sempre em cima do acontecimento difícil de contornar, ir para jornalista é mesmo o melhor remédio. Nunca tive um blogue (até ver), mas a moda e os seus meandros foram sempre os temas que mais latim me fizeram gastar. Durante cinco anos não larguei as páginas da revista Time Out Lisboa. Entretanto, a cidade ficou pequena para tanta prosa. Agora, é discorrer para o país e para o mundo, sobre moda, design, estilo e gente criativa, e, tal como num desfile, sempre na primeira fila.

mauro goncalves
Quanto é que apostam que nessa boca só entra piça e só sai merda?

O Patriarca lamenta a qualidade da imagem, mas é a única que conseguiu encontrar da patética criatura. Se algum leitor tiver a gentileza de partilhar outra, será adicionada.

A moda nunca será sem género por um período significativo de tempo porque os seres humanos saudáveis exibem polaridade sexual, sempre a exibiram, e vão continuar a exibir. Se ocasionalmente surgem modas fugazes que buscam através de vestes andróginas amenizar este facto imutável, é essencialmente por dois motivos.

  1. A moda é maioritariamente criada por abafadores de cacete.
  2. A moda é maioritariamente consumida por mulheres, que são animais de rebanho frequentemente invejosas de pila. Ah, e por abafadores de cacete*.

Por isso, os desvios dessa normalidade são promovidos por degenerados e consumidos por harpias, mas logo o inexorável mercado sexual se encarrega de corrigir estas tendências.

Os leitores que num momento de fraqueza se sintam compelidos a alinhar em rabicharias que estão na moda poderão ser salvos por esta certeza.


*”Ah mas os homens elegantes!”, contestarão alguns. Não é preciso ser paneleiro para ser elegante. A diferença é que estes homens geralmente não andam a reboque da moda. Escolhem o seu estilo razoavelmente intemporal e vão-lhe fazendo pequenos ajustes.

O Manspreading chega a Portugal

O Patriarca foi acusado de “manspreading” num transporte público em Portugal.

É verdade, já importaram mais um dos chavões com que se vai tentando castrar a masculinidade.

O Patriarca estava tranquilo no seu assento, lendo algo no seu telefone esperto. Recorda-se vagamente de alguém ter ocupado o lugar ao seu lado, embora isso só tenha sido consciencializado pelo que se passou a seguir – dado que nem sequer houve contacto físico.

Até que uma velha gaiteira no assento da frente decide tocar o joelho do vosso chauvinista favorito para lhe chamar a atenção. Olhando para trás, isto devia ter justificado a activação do sistema de alarme do metro, e posterior denúncia às autoridades por assédio sexual de uma sexagenária a um jovem atraente. “Olhe lá, encolha-se um bocado, não vê que a menina nem se consegue sentar?”

O Patriarca levantou a cabeça e analisou a situação. Estava na sua posição normal, pernas moderadamente abertas, deixando o espaço necessário para alojar confortavelmente as pendentes gónadas que ainda não deixaram de produzir testosterona por decreto ou leite de soja. Admitidamente estava a cruzar milimetricamente a linha que divide os assentos. A harpia grisalha fitava-o com o ar desafiador apenas permitido às mulheres ocidentais do século XXI, esperando uma reacção. A jovem ao lado estava na sua, na posição tipicamente feminina* de quem não está a convidar todas as piças da carruagem a vir dar uma voltinha.

Com a civilidade que infelizmente ainda lhe resta, o nosso alastrado herói declinou mandar a caduca megera à merda e em vez disso recolheu a perna os milímetros suficientes para caber na caixa imaginária que lhe estava destinada.

Como sabemos, esta não é a atitude mais eficaz perante marxistas.

“Olha, nem se mexeu! Dê lá espaço à menina!”

Nisto a jovem intervém, “Não há problema nenhum, deixe estar”

A decrépita abelhuda volta à carga “Então mas acha isto bem, está ali com as pernas todas abertas!”

O Patriarca, sem se mover nem mais um milímetro, fita a criatura e diz, “Meta-se na sua vida. Eu não estou a ocupar mais que o normal, e a rapariga não se está a queixar”. Volta ao que estava a fazer.

A jovem reforça que não há problema. A velha ainda ladra mais qualquer coisa, mas perante a indiferença geral acaba por se calar.


*Antes dos acordes na internet, havia o saudoso Eurico A. Cebolo com os seus livros “Guitarra Mágica”, que entre outras coisas ensinava a maneira apropriada de sentar para tocar, consoante o aspirante fosse homem ou mulher. O Patriarca tentará encontrar a cópia que possui e postar as imagens respectivas.

 

Fertilidade Esbanjada

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A fertilidade – ou ausência dela – das mulheres ocidentais modernas é um assunto que O Patriarca já pretendia abordar há algum tempo. Aquele que é talvez o melhor jornal português (embora isso não seja dizer muito) publicou ontem um excelente artigo intitulado “Será que já é tarde? Casais no limite da fertilidade”, portanto chegou a altura.

Aparte – se tens de perguntar, provavelmente já é tarde.

Este foi um dos presentes que nos deixou a variante do marxismo a que alguns chamam feminismo.

Natalidade 2015
Fonte – Banco Mundial

A isto não será alheia a elevada participação laboral das mulheres em Portugal no mercado de trabalho, e o reduzido peso do part-time.

O artigo está muito bom e completo, pelo que O Patriarca recomenda a sua leitura na íntegra. Aqui vai apenas dissecar alguns pontos e fazer uma leitura Red Pill de alguns outros, uma vez que há coisas que não podem ser ditas em publicações mainstream. Todas as considerações aqui tecidas assumem que as pessoas querem ter filhos. Há quem definitivamente não queira, e embora considere uma opção imbecil (já para não falar de que geralmente é revertida mais tarde), O Patriarca como defensor da liberdade individual respeita-a.

1. Ana Teresa e Nuno Madeira

Acabou por conhecer o companheiro [da mesma idade] aos 38 anos

Quando percebeu que se a cara de cu que ostentava não lhe tinha arranjado um alfa até aí, também não era agora. Venha lá então o beta que quer ter família e não vê a imbecilidade de escolher uma gaja dessa idade para o efeito.

ana teresa

Dois abortos, operações para tirar merdas de um útero já ressequido como uma passa ao sol, e finalmente aos 43 anos conseguiu parir a sua provavelmente única cria. Não teria sido melhor assentar aos 28 anos com um gajo mais velho e criar família sem dificuldades?

2. “Sara”

Também Sara [nome fictício] adiou o sonho da maternidade até aos 38 anos. Tal como Ana Teresa, foi essa a idade que lhe levaria a conhecer o atual companheiro.

O engraçado é que esta desde os 25 tinha a noção de que o relógio estava em contagem decrescente, o que não a impediu de fazer exactamente a mesma asneira. A questão que ninguém coloca, mas seria interessante para ver as racionalizações que arranjaria, é “Mas então o que andaste a fazer entre os 25 e os 38? Coseste os lábios da cona e meteste-te num convento???”

Claro que não. Andou a desprezar os betas a que poderia realisticamente aspirar, e a abrir as pernas a players que não têm qualquer intenção para além de esvaziar os colhões. O Patriarca sabe que já foi esse homem algumas vezes…

Esta história não acaba tão bem como a da Ana.

Aos 40 anos, “está a iniciar o seu segundo tratamento de Procriação Medicamente Assistida (PMA) no Serviço Nacional de Saúde (SNS), no Porto”.

Sim, caro beta, os 50% que deixas de IRS nos cofres da Geringonça, servem para patrocinar a última tentativa destas quengas de tentar que algo pegue nos seus ventres caducos, quando enquanto eram férteis não te deixaram nem sequer chegar perto.

O companheiro, claro, apoia isto tudo. Em vez de ir à procura de terrenos mais propícios. Não é por acaso que foi o “escolhido”.

3. Os dois adiamentos

Se a idade em que, em média, se tem o primeiro é aos 29,6 anos e a idade em que, em média, se têm todos os filhos é igual a 31,1 anos, podemos depreender que uma grande parte das mulheres tem apenas um filho, logo, que a maioria dos nascimentos são primeiros filhos.

Vai ser uma geração inteira de filhos únicos. Claro, com todo o veneno carreirista que as mulheres andam a engolir desde os anos 70, não podem esperar por largar a criatura numa creche para poderem voltar ao cubículo no escritório. O filho em vez de uma alegria é um stress e um empecilho, para quê ter outro então?

A decisão de ter mais um filho, se for sendo sucessivamente adiada, pode terminar por ser abandonada…Esta situação é, de certa forma, semelhante no caso dos homens, uma vez que, na sua maioria, são casados ou coabitam com uma mulher com uma idade próxima da sua.

A maioria dos homens são betas. Só um pouco mais de game em cada homem poderia ter um efeito civilizacional brutal.

Esta é uma lição importante para os leitores mais jovens. É natural que até aos 20 e poucos as relações que se formam sejam de idades próximas – as pessoas que melhor conhecemos são os colegas da escola e da universidade que têm a mesma idade que nós. Ficar de vez com a namorada do liceu não é uma má ideia, tem contras mas tem muitos prós (sobretudo a nível da taxa de divórcio que é absurdamente mais baixa em caso de mulher que só “conheceu” o marido). Só que só é uma boa opção se a emprenhares relativamente cedo, caso contrário arriscas-te a passar por estes calvários e a estrangular a tua capacidade reprodutiva.

Com o nosso estudo, concluímos que os portugueses têm, em média, um filho, mas desejam ter dois a três, tencionando a vir a ter, até ao final da sua vida fértil, em média, 1.8 filhos.

As expectativas da blue pill têm sempre um choque brutal com a realidade.

Existem muito mais mulheres portuguesas a trabalhar comparativamente à média europeia, sendo que o número de trabalhadoras em part-time ou domésticas é muito menor.

O Patriarca andou à procura de links sobre isto para o início do texto, quando tinha o ouro aqui mais abaixo.

4. A medicina não resolve sempre

Maternidade, paternidade, fecundidade, natalidade, fertilidade, infertilidade. Todos estes termos têm em comum o facto de terminarem em “idade”.

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A autora estará a fazer-se à nomeação para “Chauvinista do Mês”??

É cada vez mais recorrente surgirem mulheres na consulta de Daniela Sobral, “desesperadas porque nunca lhes foi transmitida a ideia de que a idade é uma grande condicionante da fertilidade, e quando se apercebem disso, é tarde demais”. E o desconhecimento sobre os riscos do avançar da idade também é notório. “A população em geral não tem noção das dificuldades em engravidar e como há cada vez mais mulheres famosas a fazerem-no mais tarde, a realidade ainda fica mais distorcida. Por vezes, nem mesmo os profissionais de saúde dão a devida importância a este problema.”

As mentiras feministas não podem lavrar se não houver uma campanha activa para tentar distorcer a realidade. As harpias e manginas que orquestram estes esquemas são quem mais odeia as mulheres, as crianças, os homens, a espécie humana em geral. São niilistas zangados com a existência, que pretendem tornar as vidas dos outros tão miseráveis como as suas.

5. Quando o relógio biológico começa a funcionar mal

Como de costume, duas imagens valem 2000 palavras. O artigo partilha 2 amostras fascinante de ovócitos, uma de uma mulher de 20 anos e outra de 40. Os pontos vermelhos são ovócitos inviáveis, os verdes viáveis.

Ovarios no Urban
Ovários no Urban
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Ovários no Plateau

Como as mulheres não passam automaticamente dos 20 para os 40, O Patriarca acha interessante acrescentar um gráfico do caminho desde o apogeu da adolescente que pode engravidar só com pré-meita até à obliteração genética.

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A negro, a probabilidade de engravidar, por ano – fonte

O útero perde capacidade com a idade, mas de uma forma indireta, pois passa a ser mais sede de doenças que podem afetar a capacidade de vir a gerar uma gravidez ou uma gestação a termo, como por exemplo, as infeções pelo papiloma vírus humano

Não se passa incólume pelo carrossel das piças..

6. Preconceito, insensibilidade e pressão social

“Clara”, 42, e “Beta”, 41. O Patriarca não vai aborrecer o leitor com mais uma história igual às outras, apenas citar Myrddin Emrys que um dia destes comentava, “Como é que se diz às pessoas para pararem de ser estereótipos?”

Respondíamos que o problema era dos dois, que ambos queríamos ter filhos e não estávamos a conseguir.

Se o Beta tivesse acesso à pachachinha de uma ninfeta depressa se perceberia que não, o problema não era dos dois.

Apesar de achar que não o fazem por mal, considero que a sociedade está pouco sensibilizada para o facto de existirem muitos casais a passar por este problema. Ainda há muita vergonha, ainda se esconde, não se fala muito sobre isso

Não há é nem pouco mais ou menos pressão social suficiente. Um casal em que a mulher já passou dos 25 e ainda não emprenhou devia ser bombardeado diariamente.

O adiar a gravidez, por vezes, não é uma opção. Acho que é injusto dizer-se que as mulheres estão a ter filhos mais tarde porque querem viajar ou porque querem progredir na carreira. É na fase da maior fertilidade que as mulheres têm de apostar na sua profissão porque tem mesmo de ser assim, e porque estão a lutar para terem alguma estabilidade de vida, pois caso contrário, podem perder boas oportunidades. A realidade social do país é esta

Boas oportunidades… como arranjar um marido de jeito e aproveitar a janela de fertilidade. Se começares a parir aos 22-23 ao acabar a faculdade, aos 28 podes ter 5 filhos, aos 30 tê-los todos na creche/escola e entrar no mercado de trabalho.

Às vezes, não há hipótese! O meu caso é um exemplo disso, em que não tinha uma relação estável que me desse um sentimento de segurança

Tradução de mulherês para português: andava por aí a dar a cona a gajos que não queriam compromisso, enquanto ignorava os betas que me rodeavam, alguns dos quais provavelmente estariam interessados e seriam excelentes pais.

7. Não esperar mais e ter filhos sozinha

Aos 39 anos, começou a tratar dos tratamentos de fertilidade que lhe permitissem recorrer a dador de esperma, em Espanha […] Absolutamente decidida, não mais se desviou do caminho. “Não quis adiar mais este projeto por ninguém. A idade começava a pesar”, partilha. Depois de oito tentativas, apenas o último tratamento foi realizado em Portugal, numa clínica privada de fertilidade, em Lisboa, e conseguiu engravidar. Já tinha conseguido uma gravidez numa das tentativas mas sofreu um aborto espontâneo. O Diogo está previsto nascer em julho deste ano, e esta gestação resultou de doação de esperma mas também de doação de óvulos. “Percebi que a possibilidade de ter sucesso era maior com esta hipótese.”

roda hamster queda

Não é de espantar que a maior atrasada mental tenha o hamster racionalizante mais potente. É precisamente a tipa que nem foi capaz considerar a possibilidade de arranjar um beta, que não percebe que nem mãe vai ser; não é mais do que uma barriga de aluguer glorificada.

Até ao momento, Sónia gastou perto de 30 mil euros, e confessa que não tem sido um processo fácil. […] “Os familiares ajudaram muito, até a nível financeiro, porque é ainda mais complicado gerir isto, estando sozinha”, diz.

Então… Mas… Não era… As carreiras?… Mulheres fortes e independentes?… Mas sem a família a meter graveto não dá.

O carreirismo é uma mentira. As maioria das mulheres está-se a cagar para a carreira. Só vêem o emprego como maneira de ganhar uns cobres para poderem andar no carrocel das piças sem ter de dar cavaco a ninguém.

E os mais próximos sabem que a decisão de ser mãe solteira é inabalável.[…] “A minha única preocupação é ir explicando a verdade ao meu filho, adaptada à idade. […] O que acho fundamental é passar-lhe os princípios e os valores que defendo. Quero educar o meu filho no sentido de lidar bem com aquilo que a sociedade considera tabu”. Não se assusta com o facto de não ter uma pessoa ao lado para ajudar com os desafios da maternidade. Contará com o apoio da mãe.

Coitado do chavalo. Não tem hipótese de sair um homem saudável.

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Diogo, 2038

E também não lhe faz confusão ter recorrido a uma dadora de óvulos. “Se me perguntar se gostava que fosse parecido comigo, claro que gostava, mas não é essencial”

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A maneira politicamente correcta de dizer “Deus queira que não saia preto!”

8. Fertilidade para sempre?

o médico ginecologista defende a possibilidade que as mulheres têm, em idade jovem, de recolher ovócitos para utilizarem mais tarde. “É algo que tem muitas implicações éticas, sobretudo no que respeita ao investimento público,”

Pagar ainda mais para patrocinar a viagem no carrocel das piças? Não, obrigado.

consideramos que a legislação se tornou mais inclusiva e permite que as mulheres solteiras e casais homossexuais possam recorrer a técnicas de PMA, que até então, estavam apenas destinadas a casais heterossexuais.

Porque o que o mundo realmente necessita é mais degenerados a reproduzirem-se.

>pesar das boas notícias e de o facto de a legislação ter sido pioneira no que a estes temas diz respeito, a associação tem divulgado o desagrado relativamente ao chumbo no Parlamento, do projeto que visava o alargamento no SNS, do número de ciclos por casal, de três para cinco.

As sapatonas ainda não conseguiram subjugar totalmente o país.

“Conhecemos casos de homens e mulheres que são enviados para tratamentos oncológicos sem ser preservada a sua fertilidade. Continua a ser um assunto que nos preocupa muito”

Ter filhos antes de ter idade para ter cancro não seria uma abordagem mais razoável?

9. Notas finais

O Patriarca ficou agradavelmente surpreendido com esta artigo. Há bastante imparcialidade e o cuidado de, ao contrário do que a imprensa nos tem vindo a habituar, não mascarar a realidade com a habitual fumaça feminista. Aliás o argumento habitual “mas a estrela XPTO foi mãe aos 63” é denunciado como a manobra de diversão que é. Mensagens a guardar:

  • A janela é muito mais curta do que a maioria das pessoas pensa e a medicina não resolve tudo
  • As mulheres adiam a maternidade para poderem andar no carrocel das piças
  • Já patrocinamos todos suficientemente a dita viagem no carrocel a estas rameiras, sob a forma de tratamentos de infertilidade no SNS pagos com os nossos impostos
  • Não queiras ser tu ainda a patrocinar uma quenga destas pessoalmente, sendo o beta que ela escolhe como alvo para a acompanhar neste martírio. Aprende algum game e saca uma gaja mais nova.
  • Se tens amigas solteiras perto dos 30, trolla-as até mais não e envia-as a este artigo. Podes estar a salvar uma (ou duas) vidas