Sobre objectificação, escrito por um homem

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Acabei de ler um artigo que me deixou revoltado. Fala sobre a evolução das normas da sociedade e das medidas que se tiveram de tomar em conformidade com essas mesmas na F1, retirando de cena as mulheres que entregavam a taça ao vencedor.

O que os homens às vezes parecem esquecer é que não é fácil ser mulher. Não é fácil estar num bar e no caminho entre a casa de banho e os amigos ser abordada dez vezes por uma diversidade de homens que vai desde a besta até ao principe encantado dos contos de fadas. Não é fácil ser chamada de puta por terminar cada fim de semana com um homem diferente. E definitivamente não é fácil não serem vistas com respeito e capazes de liderar uma equipa.

O que as mulheres ignoram é que também não é fácil para os homens terem de andar meses atrás de mulheres até conseguirem provar-lhes que merecem um relacionamento com elas porque antes dela acabavam todos os fins de semana com uma mulher diferente. E quantas mulheres já se roçaram em mim e nos meus amigos, já trocaram olhares comigo, escreveram o numero de telemóvel em baton num papelinho?

E em relação aos cargos de chefia, também nem todos os homens lá chegam. São poucos os que assumem esse cargo, porque só os que têm capacidade de liderança podem ocupar um cargo de liderança. Algumas mulheres chegam lá, mas têm de ter uma luta muito maior, porque é dificil compatibilizar uma imagem social e também biológica do que é a mulher com uma imagem forte e de liderança característica de um líder. Em regra, os homens mostram mais estas características que as mulheres. Mas nem todos as mostram e por isso não é qualquer um que assume o cargo.

Esta é uma das razões pelas quais me enervo com estas ideias morais que vão surgindo no dia-a-dia que representam lutas pequenas e insignificantes e pura e simplesmente estúpidas. Lutar contra a objectificação das mulheres. As lutas sob esta desculpa têm uma tendência a serem mesquinhas e egoístas, claramente vindo de um ponto de raiva interno da pessoa que faz o protesto. Se analisarmos os anos de história, uma das grandes motivações para sequer termos um sonho é a validação, ainda mais a validação do sexo oposto. É normal que um corredor de fórmula 1 sonhe desde miúdo atingir o primeiro lugar do pódio e ver chegar duas belas mulheres para lhe entregarem a taça, uma coroa de flores e uma garrafa de champagne para despejar sobre todos aqueles que comemoram consigo a vitória, por todos os estímulos que são oferecidos naquele momento. Porque é que haveremos de tirar um dos estímulos? Não é uma tradição que magoe ninguém, porque ao contrário do que muitas vezes acontece na prostituição, estes trabalhos que se baseiam em dar a cara – não dar o corpo, que essa é uma expressão utilizada mais na outra área laboral referida nesta frase – não obrigam as mulheres a participarem: é contratada uma empresa que lança a proposta às suas funcionárias que trabalham a prestações de serviços – ou assim deveria ser, aposto que muitas pagam por baixo da mesa – e as eleitas são escolhidas daquelas que mostraram interesse. Portanto estas sabem sempre ao que vão antes de sequer concorrerem. Inclusive as empresas mostram uniformes que normalmente são selecionados para esse determinado tipo de evento. Portanto, se elas estão a objectificar-se a si mesmas, é inteiramente um problema delas. Se as feministas se quiserem revoltar contra a objectificação das mulheres, então aí levanta-se uma questão muito maior: onde é que elas estão quando passa na televisão o anúncio do perfume Invictus e o do gajo a barrar manteiga flora no pão? Em ambos os dois estão em tronco nú e não vejo ninguém revoltar-se contra isso.

Porque a objectificação não é das mulheres: é da espécie humana. Nós estamos cada vez mais confortáveis com o sexo e a prova disso é que já o usamos para vender, já o usamos e abusamos dele na arte, já o usamos para fechar negócios. São factos: a música tanto cantada por homens como por mulheres está cada vez mais carregada de teor sexual, existem dezenas de fotógrafos a fotografar mulheres despidas e existem instagrams cheios de fotos de homens de cabelo comprido, ou de barba, ou dilfs (daddy i would like to fuck), a versão masculina das milfs. E centenas de negócios são fechados em casas de strip e outra centena são fechados quando a mulher decide lançar charme para o homem para que ele sonhe que tem hipóteses com ela caso o negócio se feche.

Como é que estamos a julgar a objectificação das mulheres se muitas delas tomam medidas conscientes nesse sentido e se a separamos da objectificação dos homens? Não. De onde é que vêm estes double standards? Não podemos ser preto ou branco, a maior parte da vida é vivida no cinzento.

Estes são os padrões da sociedade com que vivemos hoje: o que vende são os bebés, os gatinhos e o sexo. Quer gostes ou não, se vives em sociedade tens de te adaptar a ela, não podes alterar só as pedras que tu achas que te estão a atrapalhar a ti.

A igualdade é quando dá jeito, vol. 2

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Vai decorrer na próxima segunda-feira, 12 de Fevereiro, um evento sexista que não devia ter lugar em [Ano Actual]™. Não, não é uma reunião de violadores. É só mais um evento com Desconto Patareca: Resonate Lisbon.

Resonate
O famoso pussy pass

73% de desconto vagina, porque igualdade. Naturalmente, O Patriarca contactou os CIGanos.

Exmos. Senhores

Apesar da infrutividade da minha denúncia a esta comissão sobre o passado WebSummit, venho por este meio novamente contactar-vos para denunciar um abuso semelhante.

Conforme vem relatado nesta notícia:

https://www.dezeen.com/2018/02/06/women-offered-70-per-cent-discount-tickets-resonate-architecture-conference-event-lisbon-maat-museum-portugal/

e se pode constatar no site do evento:

https://www.resite.org/events/resonate-lisbon

Na próxima semana, mais concretamente no dia 12-02-2018, terá lugar em lisboa, no MAAT, um evento internacional destinado a arquitectos e designers, que ostensiva e intencionalmente leva a cabo uma discriminação de género a coberto de intenções de “igualdade”, oferecendo um desconto na entrada de 160€ (73% do valor) a mulheres.

Gostaria de saber qual a vossa posição relativamente a este assunto, e se as medidas a tomar serão semelhantes ao último contacto, nomeadamente o envio de um email inócuo e sem qualquer seguimento, permitindo a manutenção impune destas práticas.

Acompanhamos como sempre a situação em

atavolaredonda.com

Cumprimentos

Tal como da última vez, O Patriarca não tem qualquer expectativa de que estas queixas dêem frutos. Nem o pretende queixar-se, ou recrutar leitores para activismos masculinos. Isso são coisas de mulheres.

O objectivo destes posts é e será sempre o objectivo geral deste blog – melhorar a vida do leitor. Neste caso, abrindo-lhe os olhos, para que quando em algum momento da sua vidas se sintam tentados a dar uma abébia a uma mulher, em prejuízo próprio… Pensem duas vezes. É uma reacção com raízes no nosso natural instinto protector, amplificada pelo complexo de culpa que permantentemente se tenta inculcar nos homens. E no contexto actual, completamente desajustada. As mulheres que se façam à vida. Não é que lhes falte ajuda.

Comentário (imbecil) da semana: os terríveis red pill

No último artigo do Myrddin Emrys, a leitora Ork Ragnaroc, aparentemente acusando o golpe, comenta:

Isto é que são os terríveis red pill ?

Parecem a minha tia-avó que nunca saiu da aldeia de trás-os-montes e nunca viu um comboio.

Vocês não sabem que há séries que não são para a vossa idade ?

E que mais é que os choca ?

Digam lá.

Como boa comuna, confunde a rejeição de imbecilidades ditas “progressistas” com ignorância.

Com o cargo de “fudida na empresa Trabalho para um sacana que me rouba.“, depois de ter estudado em “Uma universidade que me deu um diploma que não vale a ponta de um chavelho” onde “Chumbei uma data de vezes e prefiro não falar nisso“, é normal que pertença ao grupo de gente que prefere ver o mundo a arder do que enfrentar as razões dos seus próprios fracassos.

Mas tentando ser pedagógico e explicar aos putos chavalos desta vida o que é que é a Red Pill, O Patriarca começa por explicar o que não é.

A Red Pill não é um grito de revolta. A Red Pill não é uma tentativa de ser terrível, de ser do contra, de chatear os paizinhos, de achincalhar o sistema, de ser “moderno”, “progressista”, ou lá o raio das palavrotas de ordem de merda que os marxistas adoram.

A Red Pill é uma tentativa de explicar a realidade da forma mais aproximada e útil possível para que o indivíduo que a usa como frame possa navegar o mundo de forma eficiente e atingir o seu potencial.

Os nossos bisavós, que estavam mais preocupados com a realidade do que em inventar mais géneros para acrescentar ao comboio LGBTQPUTAQUEOSPARIU, provavelmente responderiam aos princípios Red Pill com “Sim, e a água é molhada. E então?”.

Heróis do Nosso Tempo

A produção cultural é reagente e produto da conjuntura, em equilíbrio simbiótico com o meio circundante. Uma disrupção neste equilíbrio é sempre artificial, induzida, manietada por agentes terceiros; tem um objectivo, tem um propósito e uma agenda, tão tenebrosa que é nosso dever patriótico gerar-lhe uma resistência.

Foi na fila de espera de um bar alternativo que primeiramente o vi. Cabeleira loira, farta, saltos altos, decote. Mas a forma angular do queixo e a voz de falsete denunciava instantaneamente de quem se tratava, o tipo que nos passou à frente e entrou no espaço sem pagar. Um homem sem piça. Quando o voltei a ver ao balcão do bar, à pergunta “Boa noite. Têm algo que se coma?” respondeu-me com celeridade e no cumprimento das suas funções laborais: “Queres comer? Podes comer aqui o Dioguinho” e deu espaço a um rapaz que me atendeu – “Não, não temos tostas” – com um sorriso demasiado simpático para que eu próprio me sentisse confortável.

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Não

Este não era um espaço LGBT. Tampouco a tasca onde jantara e conhecera a prima da funcionária, vítima de uma cirurgia para escambar o sexo. A jovem – demasiado jovem – disse depois da 8ª cerveja tragada em velocidade recorde: “Os meus Pais sabem que eu sou alcoólica”. Depois de servir três águas aos meus amigos, Diogo retirara-se do balcão para consumir cocaína.

As redes sociais – ópio do povo – trouxeram-me a nova produção nacional, integralmente remunerada com o erário público. O governo da geringonça – quem mais – patrocina a promoção pública de degredo, toxicodependência, improficuidade, promiscuidade, homossexualidade, feminismo. Entre os cinco protagonistas há dois travecas, duas fufas e uma puta. Talvez me tenha confundido e estas designações sejam simultâneas, a fufa seja também traveca, o traveca seja também fufa e o elenco do show seja todo puta. O que não há em cinco personagens aleatórios, estatisticamente representativos da camada populacional a retratar? Um único heterossexual.

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Talvez o descritivo da série explique melhor. Diz “Ema vem para Lisboa e partilha casa com 4 amigos excêntricos. O seu dia-a-dia, e as noites, são marcadas por histórias divertidas, sem tabus, sobre ser jovem no novo milénio (o sexo, as drogas, a procura de emprego, a autodescoberta e o amadurecimento); Esta série é para quem acorda às 3 da tarde numa quarta-feira e designa o pacote de batatas fritas aberto, na mesa de cabeceira, como pequeno almoço. Para quem já comeu metade de Lisboa e quer expandir a sua “mercadoria” internacionalmente. Para quem está às 7h15 na cave do Lux, a gastar os sapatos, ao lado do João Botelho, enquanto se pergunta a que horas o supermercado abre, porque entra às 8h30 e precisa de comprar 2 latas de red bull. Para quem diz que hoje se vai deitar cedo para ir ao ginásio de manhã e está a ver a quarta temporada de Game of Thrones às 4 da manhã. Enfim, é uma série para quem é jovem, parvo e feliz na sua incoerência.

Os criadores de #CasaDoCais – assim mesmo, com hashtag – não são só um bando de paneleirões. São mentirosos. As múltiplas descrições da série repetem à exaustão o chavão “sem tabus” mas não exibe um único homem, não protagoniza um único Heterossexual, não exibe um único sénior ou, pior, alguém cuja idade extravase os vinte e cinco. Demonstra repúdio por vidas organizadas, famílias estruturadas e, nas palavras de um dos actores “pequeno-almoços gigantescos (…) a Matilde e o Tomé como personagens principais”. Despreza o pudor, desconsidera o resguardo e discrimina a isenção de estupefacientes. A televisão pública transformou-se no colega de liceu que nos chama “caretas” quando nos recusamos a fumar uma chinesa de heroína.

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Mentira ainda é a desta Fressureira quando declara “Não é a sexualidade que te define”. Se não quisesses ser definida pela tua sexualidade, não te “assumas” como sapatona. Não aparecias no jornal dos rotos. Não tinhas seguidores. Não tinhas público. Não tinhas série remunerada com os meus impostos.

Gay

Esta semana, o Arquitecto José António Saraiva foi novamente atacado pelos CIGanos e terá, uma vez mais, de ir a tribunal por essa razão. O assunto foi o mesmo e o mesmo que tratamos aqui. Mas tal como há uns meses, a perspectiva do jornalista não é de ataque mas de defesa: ele vê os homens a quem cortaram a piça como mártires duma cruzada diabólica e dispôs-se, pessoalmente, a defender os seus direitos – a história pessoal de David Reimer inspira a tal defesa. Tal como nos momentos das suas atuações anteriores, o colectivo CIGano não integra homens sem piça, ofendidos pelas palavras de Saraiva; É sim composto por mulheres heterossexuais que ambicionam ver os homens indesejáveis na secção de corte dum fumeiro em Lamego. Atacam Saraiva, como antes atacaram César das Neves, porque ele se dirige aos transgénicos com a verdade, não por ódio ou preconceito, mas por Amor. Por essa razão, estou solidário com o Arquitecto em cujas palavras me revejo na totalidade.

Vale a pena denotar que estes “jovens” já não o são: têm, no enredo, vintes e, com idades para terem licenciaturas e mestrados terminados, prestes a enveredar no mercado de trabalho ou numa carreira académica. As tropelias em que se envolvem são próprias dos adolescentes, uma versão toxicorrabolha de Morangos com Açúcar. Mas fora da adolescência, sem liceu ou uma ocupação fixa, deambulam pelo degradado Cais do Sodré – ancestralmente um local de prostituição e má rês – devotados à auto-degradação, ao vicio. Os personagens não se distinguirão dos farsantes, todos os cinco degradados, viciados. Com perfis aberrantes e nomes artísticos, apresentam-se perante a web como “youtubers”, “instagramers”, “artistas”, “freelancers”. Cortam a piça porque já não lhes chega serem homossexuais para se vitimizarem ou glamorizarem o seu capital sexual como o faziam os panilas nos anos 80 antes de a SIDA dizimar uma geração de homens “sexualmente liberados”. Enquanto que José Saraiva e eu próprio vemos neles as vítimas duma guerra perdida, perante a sociedade decadente e sobressexualizada, os protagonistas de #CasaDoCais são os heróis do nosso tempo.

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Heróis do Nosso Tempo

Abri a página de Facebook esperando ver centenas de milhar de likes, publicidade e fanáticos pela expressão cultural que a Rádio Televisão Portuguesa nos oferece. Pelo contrário, a totalidade dos seguidores não chega a um milhar e a maioria dos comentários são francamente depreciativos. Perante a geração Z prevista como a mais conservadora de sempre, tenho expectativas de que o nosso querido blog alcance um público mais abrangente do que o da série televisiva.


Nota post-scriptum: Dos cinco protagonistas há pelo menos uma puta rapariga que não é gay. Valerá a pena acompanhar a série para caracterizar os múltiplos parceiros com quem se envolverá ao longo das temporadas, os actores escolhidos e os sues perfis. Aí saberemos qual o tipo de homens o colectivo feminista aprova e qual o tipo de homens que os filhas da puta suprimem.

Rei Ricardinho

O Patriarca não é particularmente fã de Futsal, não lhe vê a mesma emoção que no futebol.

No entanto, assim como o fez para Cristiano Ronaldo, não gostaria de deixar passar um feito épico de outro português de topo.

Não obstante ser um desporto menos divulgado, com o decréscimo de incentivos económicos e competitividade que isso acarreta, é de facto extraordinário um indivíduo conseguir ser o melhor do mundo durante 5 anos.

É também espantoso que um país com pouco mais de 10.000.000 de habitantes produza com assinalável frequência atletas de topo mundial.

Porque é que não somos mais como eles?

O Patriarca arrisca uma teoria. Num inconsciente colectivo dominado pelo comunismo/socialismo, só em áreas como o desporto, em que estes conceitos não têm qualquer hipótese de vingar, é que conseguimos dar o melhor de nós.