Quengas no ginásio

Toda a gente sabe que as mulheres vão para o ginásio exclusivamente para fazer exercício. E apenas para seu próprio bem estar. Não vão para se exibir, não vão para socializar, e sobretudo não vão de modo nenhum para flirtar. Os homens é que são uns porcos que só pensam em javardice e não respeitam o espaço das mulheres, microagredindo-as com violações visuais (O Patriarca jura que já ouviu esta) ou até mesmo chegando ao cúmulo de falar com elas.

Aliás, por isso é que há ginásios só de mulheres. Para as proteger do olhar masculino. O facto de nestes ginásios só estarem as gordas que menos risco correm de sofrer tais ultrajes é um mistério que ainda está por esclarecer. Assim como o facto de este atropelo à igualdade de género estar a salvo tanto dos CIGanos como dos activistas anti barbearias masculinas.

Mas falando de mistérios, chegamos ao maior de todos, que motivou a elaboração deste artigo:

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Calças de quenga ioga com renda!

Outro dia O Patriarca estava alegremente a rebentar com o leg press (não pode ser braços todos os dias) quando uma fulana bamboleando-se à sua frente lhe deu a conhecer em directo a existência desta aberração.

Vamos lá ver uma coisa.

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Juro que é confortavel!

As calças de ioga, com as inevitáveis patas de camelo tumescentes a chorar por liberdade, já estão a roçar o limite da negabilidade plausível. Todos sabemos que aquilo só serve para mostrar o cu e os papos de cona, e todos fingimos que acreditamos que é realmente aquele o equipamento que proporciona mais conforto à sua usuária.

Com isto já não resta desculpa. Se querias arejar as pernas ias de calções. Com estas rendas garantes que nenhum homem deixa de reparar que estás a exibir a peida. Ajam em conformidade, cavalheiros. Estas tipas só querem.

 

O rapper, o pirata, o vampiro e o assassino

Se a taxa de suicídios masculinos mais elevada da história, se a mutilação genital masculina, se a taxa de descasamentos, os furtos por divórcio, o abandono e a solidão masculina são responsabilidade do feminismo, também o alheamento, as vidas desperdiçadas nas chamas da passividade e da indolência, ou mesmo as taxas de criminalidade machas o são. Sem assumirem essa responsabilidade, as mulheres e o feminismo continuarão a prejudicar a sociedade, acabando ironicamente, como vítimas das suas próprias falhas.

Há pouco mais de um ano, conheci um rapaz que queria ser rapper. A sério. A insegurança provocada por uma compleição franzina e pouco talento escolar empurrou-o para uma fuga fácil na demanda da atenção feminina. Ou por outra, a propensão da atenção feminina para incidir sobre ridicularias afim, empurrou-o a desligar-se do circuito escolar permutando-o pelo meio esguio, impudico e inviável que é o obsescuro mundo do rap.

Como todos os que deambularam na circujacência do hip-hop, cedo descobriu que a música de pretos – sobretudo quando protagonizada por brancos – tem muito pouco que ver com a métrica rimática, ou com a sofisticação dos beats. O rap é uma indústria judaica que glamoriza o crime, a marginalidade, a vulgaridade e o baixo nível. A sociedade esquizóide ocidental que se horroriza por cada ligeira e ínfima demonstração de assertividade e lhe chama micro-agressão, tolera ao rap demonstrações de brutalidade, apenas uma ínfima parte das quais ataca somente os meus ouvidos. E fá-lo com orgulho de pretos, mesmo quando é elaborado por brancos.

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Denotando que o hip-hop começou como uma forma de expressão quasi-tribal entre a população operária preta Americana e se converteu numa indústria multi-bilionária, exclusiva e elitista, observamos que quase tudo no rap mudou: os temas, a produção, os canais de disseminação, os meios, os agentes, os protagonistas, as músicas perderam qualidade, as letras foram encurtadas e simplificadas – Quatro estrofes tão fluídas como dobradiças mal oleadas, hoje, fazem um hit à escala mundial. Só sobrou a petulância, essa agressividade que no inicio se inspirava nos combates sociais do advogado Martin Luther King e passou a ladear criminosos profissionais, feministas e os combates Chris Brown na cara da namorada.

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O hit de Chris Brown

O apelo Universal – e especialmente feminino –  da violência que a “Empatia Patológica” Europeia não conseguiu apagar, foi um dos factores que convocou muitos jovens Europeus a lutar na Síria ao lado do Estado Islâmico; Não me espantou descobrir que vários, mesmo muitos dos que por lá pousaram, haviam deambulado pelo rap. Isso  inclui dois (ou três) Portugueses, o infame Jihadi Johnmiúdas brasileiras e os irmãos Kouachi,  autores do morticínio no Bataclan.  No último conto do Roosh, um dos seus personagens ficcionados confessa “eu ouvia rap antes de sair à noite; Punha-me no mood”.

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Omar Mostefaï (um dos autores dos atentados de Paris) num vídeo de rap revelado pela BFMTV

Como sabem os PUA’s, a ausência dessa agressividade é um passe de entrada permanente na tenebrosa Friendzone. No rap, a droga está omnipresente mas apenas porque, à parte do seu teor de satisfação fugaz – qual é o sexo para quem os prazeres videiros terminam aos 30? Não será para mim, espero – é ilegal. Se as drogas fossem legais, os rappers adquiririam perante a mesma, o comportamento que outra tribo urbana, os Straight Edge. E que têm em comum? Pois, a violência.

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Bam Stoker percebeu-o no final do século XIX. O romance que o notabilizou explora a dicotomia da sexualidade feminina. Capacidades dedutivas equiparáveis às do personagem imaginado pelo seu primo Arthur Conan Doyle, levara-o a desvendar o caso sobre o que atraía emocionalmente uma noiva integrada e abastada – O monstro. Se no inicio do livro, Vlad atrai Johnathan com o seu conhecimento e cultura, cordialidade e mundividência, prestando-lhe auxílio, agraciando-o com pequenos favores e demonstrações de empatia, depois de o Empalador conhecer Mina,  tudo em Drácula se torna sexual.

Das suas intenções predatórias à habilidade enguiçadora. Da juventude eterna ao anticlericalismo. Do omnipresente sangue à forma vaginal que os lábios do conde simulam em quase todas a suas representações gráficas. Há muito por onde escolher; E, à semelhança com Carmilla – que na verdade precedeu Stoker – o vilão eslavo possui o poder do vampirismo: transformar, através de um iniciático ritual penetrativo, uma criatura inocente num monstro sedento de sangue. Carmilla é lésbica (a transformação no vampiro é análoga à iniciação na fufaria), eterna (força-a a procurar sempre mulheres mais novas e inocentes) e centra os jogos da sua perversão na perversão da fêmea – o homem é simplesmente mau, mas a mulher é perversa.

(milhões de metáforas; Nenhuma homofobia)

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Ciclicamente, a figura do vampiro regressa para preencher o vazio cultural que o Ocidente nos lega

Ciclicamente, a figura do vampiro regressa para preencher o vazio cultural que o Ocidente nos lega – uma versão juvenil das cinquenta sombras. Tal como o corsário. No filme “Piratas das Caraíbas”, Elizabeth Swan começa por ignorar o pretendente James Norrington – um comodoro da armada, leal à coroa, filho de um almirante e recomendado pelo governador Swan (pai de Elizabeth), para titubear entre dois tratantes. Nos cinco filmes, Elizabeth prefere sempre o mais escumalha, aquele cuja sexualidade é mais ambígua, mais sexy, numa época em que a androgenia é exultada. Não é um guião friamente dactilografado, é um filme, o filme, a saga, feitos para que, ao fim de vinte minutos, Norrington – que é assassinado no fim, depois de resgatar Swan –  seja esquecido pelos espectadores.  E Elizabeth? Tal como a Laura de Carmilla, torna-se num pirata.

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Lembram-se quando os homens eram mais promiscuos e as mulheres condenavam-no? Vampirismo

Para que não me interpretem mal, li muito sobre os sugadores de sangue em criança (há pelo menos duas séries fantásticas sobre o assunto), ouvi rap na adolescência e tenho interesse na proeminência moderna da pirataria (como na da escravatura). Não desconsidero a relevância de a omnipresença destes antiheróis – de facto, tornados heróis na nossa cultura de valores invertidos – não seja benéfica por distractiva, analgésica, como os videojogos o são para as crianças, dissipando as suas necessidades conflituosas num objecto inócuo. Ter acompanhado Narcos ou Breaking Bad no Netflix, como acompanhar a revolução Cubana no fim dos anos ’50, permitiu ao funcionário da classe média, experimentar aventura e adrenalina no conforto do seu sofá, longe da selva colombiana ou das ruas perigosas onde 2Pac foi assassinado.

O problema é uma minoria alheada do metro boulot dodo, nomeadamente pela força da idade, desejar quebrar a quarta janela para se lançar nesse mundo desavindo, sem predilecção ou condições para o fazer adequadamente. Aí estão muitas feministas, muitos degenerados, muitas almas sensíveis prontas a engolir a primeira treta que o mercado lhes puserem à frente; E aí, está o meu amigo, que muito muito muito em breve se tornará um rapper de sucesso – “E aí vai ser só gajas mano” – como me diz sempre quando o apanho no fim do turno da noite, à porta de um restaurante pertencente a uma cadeia de fastfood.

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Alguém postulou que este gajo, mais do que doente mental, era uma vítima

Falei sobre o rap mas esqueci dois elementos. A proeminência: Ninguém se questionou como os ritmos tribais saíram do guetto para se tornar no estilo de música mais popular do mundo. Será que o hip-hop se aprimorou? Pelo contrário, degradou-se mas os produtores puseram-no em todo o lado e nem são as quadras mais entrelaçadas que melhor vendem, ou o meu amigo estaria mais rico do que Pitbul. Em miúdo, eu desnovelava as asonâncias e julgava a recompensa, em dinheiro e estatuto, merecida. Mesmo sabendo que os poetas sonoros eram inimaginavelmente melhor remunerados do que os congéneres do papel! Foi preciso escutar o inigualável Mr.Bond – que produz em casa, gratuitamente, anónimo – para perceber quão fácil é a faina dos rapistas, muito. Bem podemos começar a pagar ao neonazi; Por alternativa, devíamos deixar de pagar o rap.

E a utilização corrente de estupefacientes? Abundantes na contra-cultura onde todos os seus integrantes – as pessoas com mais poder acumulado desde o ancien Regime – a utilizam. Mas o facto de pessoas populares serem degeneradas não torna os degenerados populares; Qualquer jovem se pode drogar como Kobain ou Joplin sem obter as prebendas dos citados ou algo ademais degradar a sua própria vida. E a dos demais?

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O Assassino

Nicolas Cruz era uma vítima de bullying, habituado ao destrate diário dos seus colegas. Não existindo provas de ser um InCel, tinha-lhes a solidariedade de que infelizmente carecem, venerava Eliot Rodger e tornou-se – ele próprio – num dos santos da comunidade que, pela primeira vez, teve algo a assinalar no São Valentim. Mas se tinha dificuldades com o sexo oposto, elas já se foram. Pela primeira(?) vez, as gajas – que nunca o viram, que nunca estiveram com ele – começaram a gostar do rapaz. Muito. Uma das suas fãs, está a organizar uma recolha de fundos para suportar o processo judicial do homicida; Chama ao homicida “A primeira vitima“.

Este gajo tem uma vida sexual mais interessante do que a minha. Provou aos PUAhaters mais incrédulos que é possível ultrapassar a inceldom mesmo sem adquirir músculos ou ganhar dinheiro; Basta cometer um homicídio em massa e continuar a sorrir. O problema é que não pode aproveitar a torrente de fãs molhadas que o desejam – está preso!

Vamos imaginar que ele era Português e dirigente de um dos Partidos da Geringonça. Como seria a sua vida quando saísse da choldra em dias depois do ministério público decidir destruir todas as escutas no processo: como a do baterista Carmine Appice (Vanila Fudge, KGB) que fodeu com 4500 mulheres – 300 das quais entre os 17 e os 18 anos? Ou como Fidel, que o politburo dos comunistas cubanos garante haver malhado cerca de 35.000 tipas (nomeadamente Margaret Trudeau, mãe do primeiro ministro Canadiano) e partilha com Cruz a valência de ser sanguinário? Quantos desejam realizar tais feitos? Quantos lhes seguirão o exemplo?

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A encantadora famíla Charlie Mason

Queria terminar com uma história exemplar que expusesse a hipocrisia esquizóide da hierarquia valorativa feminina comparativamente à competente, funcional e lógica hierarquia masculina. Podia ser a interacção entre Bruno e Sophie (Katja, no filme) e o fascínio adolescente da segunda por um país de crime e degradação como o Brasil; podia ser a letra do coincidente brasileiro MC MM em “Só quer Vrau” quando conta que “A malandra, assanhadinha”, “vai para a favela”; podiam ser milhões de enredos, livros, histórias e canções sobre mulheres que preferem homens maus a homens bons. Mas vou terminar com Charles Mason, desempregado, iletrado, ladrão, doente mental, violador de rapazinhos (começou-o com 17 anos), proxeneta, neonazi, assassino em massa. Já nos oitentas, casou com uma gata. Prendeu a atenção de milhares de groupies sem sair da cadeia. E dado o seu racismo, o seu machismo, a sua violência extrema, conseguem adivinhar quantos elementos da manoshpere integravam o seu grupo?

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No acampamento do BE que decorre enquanto escrevo estas palavras, os campistas participarão no workshop “Desconstrução masculinidade tóxica” – uma temática que o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra tem explorado, recebendo fundos públicos para o estudar com afinco. Mas quem é que parece valorizar insanamente a violência além do homossexual Jack Donnovan? As gajas. A tão propalada crise da masculinidade moderna é integralmente gerada por mulheres, neuróticas, contraditórias, ambivalentes, que paradoxalmente veneram e temem a masculinidade, exprimindo essa dualidade de sentimentos entre manifestações radicais e sessões de BDSM. Nós ficamos atónitos porque, por um lado, desejamos companhia, afecto e reprodução, mas por outro, repudiamos a violência. A cultura sublimou os instintos agressivos, civilizando o individuo em prol do bem colectivo, a colaboração ou a competição regrada em prol da guerra. Eu subscrevo esta tese bem como a de  Pankaj Mishra, “sempre houve muitas formas de ser homem ou mulher”. O que não existem são muitas formas de seduzir mulheres. Não sei muito sobre como ter sucesso nesse campo, mas sei bem como falhar: Erradicar a masculinidade.

A sexologia apelida as fãs de Cruz como hibristofílicas. Todavia, creio que antes da sexologia ser inventada (num laboratório do ISCTE), “algures nos céus (já) está(va) inscrita em letras de fogo uma lei que diz que para todos os homens, independentemente dos atos que cometeram, existe sempre algures uma mulher, regra geral mais nova e bem apessoada, disponível para o amar (…) desde um detido das FP-25 por quem se apaixonou uma procuradora do Ministério Público, passando por suspeitos de pedofilia até um padre que, em Fátima, de punhal na mão, tentou atingir o Papa, todos eles encontraram algures no caminho das prisões uma devotadíssima alma do sexo feminino disposta a arrostar com o estigma (?) de ser “a mulher de”.

O youtuber BlackPigeon ainda o explica melhor Ainda hoje, demasiadas mulheres procuram homens agressivos quer conscientemente quer não, de uma maneira que parece que esta psicologia tem estado inserida nas mulheres após anos de evolução. Significa que criminosos, gangsters e assassinos vão ser sempre mais atraentes para as mulheres do que homens honestos e trabalhadores. Sempre foram e sempre serão; Pensa em quantas mulheres se lançam a traficantes de droga versus, por exemplo quantas o fazem a professores de matemática. A atracção sexual está baseada nesta realidade para muitas mulheres, quer elas admitam quer não.

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A velha ordem patriarcal – que tantas mulheres condenam – era a que permitia aos Professores de matemática obterem mais mulheres do que os criminosos pois compreendia que a sociedade necessitava de matemática e dispensava o crime. Se preservarmos a ordem de valores hipergâmica feminina, arriscamos-nos a que um Professor de liceu desinteressante e carente de atenção feminina, como Bruno em Atomised, se inicie no crime como o protagonista de Breaking Bad, a fim exclusivo de se tornar atraente. Aparentemente, a única forma de vencer a solidão masculina dentro do contingente do feminismo para quem a escolha da mulher é sempre uma prioridade, é responderem acertivamente aos critérios femininos, diminuindo o número de docentes e aumentando o de criminosos. Afinal, na senda por chavoita, este procedimento – “a demonstração de violência” – funciona, enquanto a sua ausência condena ao fracasso.

Aqui perguntamos-nos quantos recorrerão à violência extrema para obterem os resultados de Nikolas Cruz, não por serem violentos ou mal-intensionados, mas porque é disso que as gajas gostam. Não acreditam? Tentem iniciar uma briga em frente à namorada/esposa/amante e testar in loco a fome do bicho.

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A alternativa é instituir a monogamia forçada, investir na família tradicional e regressar aos modelos de valores judaico-cristãos. Dizem-me que não funcionará porque a atracção não é uma escolha. Mas nesse quadro, muitas mulheres casarão com homens por quem não se sentem atraídas e serão punidas (com a morte) em caso de prevaricação. Pergunto: “E então?”. As relações tomarão inicio por insistência familiar e conveniência e aos rapazes com boas perspectivas de vida estará garantida reprodução, incentivando os demais ao labor. Os professores de matemática serão recompensados pelo intelecto e o esforço na docência e os criminosos serão decapitados. É assim que funciona no Islão – Lembrem-se disso quando o Islão nos estiver a conquistar (nota: já está).

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Portanto, caras sapatonas, se querem destruir a masculinidade tóxica façam-no. Condenem o monstro. Repudiem-no. Salvem a vida de todos os que enveredaram por caminhos tortuosos só para vos sentir as partes húmidas. Salvem o meu amigo. Está tudo nas vossas mãos (boca, ânus, vagina et al): Entreguem Sparow à armada, trespassem o coração do conde com uma estaca, ignorem o rapper e a sua decadência. Premeiem adequadamente a virtude – contra a vossa preferência, contra os vossos instintos e até quem sabe a vossa vontade – casem com Norrington, forniquem com J. Harker e Hellsing,  fodam com o professor de matemática. E chupem o Daniel.

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Seja por principio ideológico ou por premissa fisionómica, nem todos estamos igualmente preparados para a violência. Alguns estão muito pouco – Como será o meu caso. Mas há quem esteja menos. Quando há umas semanas, na tentativa desesperada por sair da Friendzone, um rapaz – sobejamente ignorado pela jovem que o acompanhava – procurou sobressair-se pelo uso dos punhos (nomeadamente quando me dispus a informar a jovem de que não pagaria o consumo mínimo do bar para a consumir), também tive de recorrer às artes do combate. Enquanto os lenços brancos se tingiam de vermelho após o contacto com o rosto ensanguentado do rapaz, senti-me solidário para com o tipo – não só por haver sido o responsável pelo estado lastimável em que as feições se encontravam – mas também porque compreendia o desespero de ser persistentemente emasculado pelo objecto do meu afecto. Daniel, companheiro, quero que saibas que fui para casa esperançoso, na expectativa que o enxerto de porrada que te enfiei tenha-te valido um felácio da galdéria; Se assim não for, avisa que te pago um. Bem mereces rapaz

Dois Dias

Compreendo os críticos de Marx e Fukuyama, relutantes a realizar uma leitura científica, determinística e exclusiva do curso da história; Não compreendo os que estão obstinados a ignorá-la, recusando-se a aprender com ela.

No meu último texto questionei-me se seria apenas uma questão de tempo até, um dia, algum InCel voltar a matar. Na verdade, foram dois dias: em Santa Fe, Novo México, Dimitrios Pagourtzis assassinou a tiro 8 colegas e dois professores. Diz que mataria todos aqueles de quem não gostava porque o tratavam mal, excomungavam-no e agrediam-no diariamente. O assassino tinha ascendência Ocidental/Europeia, era homem e heterossexual. E – apesar de ser aluno de straight A’s, frequentar a Igreja, emprestar dinheiro aos amigos, praticar desporto, não possuir registo criminal, não beber álcool nem consumir drogas, o pacato Pagourtzis era vitima de bullying. Abaixo deixo as fotos mais emblemáticas dos seus Bullies americanos.

Bully anglosaxónico – Garcia, tem um nome tipicamente britânico
Bully Norteamericana – Angelique Ramirez
Bully fuzilada – Foi furada quatro vezes na boca, muito antes dos disparos
Bully caucasiano
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Bully SoyBoy
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Bully Fufa
Bully quenga – filha de Sara Rodriguez

Há falta de controlo de armas  na região dos assassinatos? Claro. E de controlo de emigração? As armas estão omnipresentes. Os autóctones ausentes. A segunda emenda da constituição é tão responsável como a Naturalization Act. E é inacreditável que estes miúdos se instalem em país alheio para infernizarem a vida dos locais.

Perdoem-me a comoção em torno de um assassino. Em minha defesa: não sou o único! no grupo Dimitrios Pagourtiz Pesquisa e Discussão a mensagem central repetida pelos utilizadores é Rise Up Against the Bullies.

Como sempre, opomos-nos todos a qualquer tipo de violência e repudiamos o comportamento do jovem assassino. Mas enquanto escrevia estas palavras, percebi como o meu cérebro fora sequestrado para tomar indefinidamente o partido das vítimas vingativas que derrubam carrascos. Terão sido os  Pearl Jam (Clearly I remember/ Pickin’ on the boy Seemed a harmless little fuck/But we unleashed the lion/Gnashed his teeth and bit the recessed lady’s breast/How could I forget/And he hit me with a surprise left/ My jaw left hurting/ Dropped wide open(…)King Jeremy rulled his world) a fazê-lo? Terão sido os Linkin Park (Forfeit the game, before somebody takes you out of the frame/Put your name to shame, cover up your face/You can’t run the race, the pace is too fast, you just won’t last)? Terão sido oitocentos filmes de adolescentes que formataram mais os meus valores do que qualquer professor na escola? Claro que não. Foi a Bíblia.

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Munido de uma arma de médio alcance, acertando na cabeça do guerreiro filisteu com um projéctil, David o Belenense é um dos protagonistas do Livro de Samuel no Velho testamento; Seria coroado Rei de Israel e é tido como antepassado terreno de Nosso Senhor Jesus Cristo

Quase todos os comentadores declararam que este era um caso diferente dos outros. Porquê? Pela selectividade de um rapaz que em vez de matar todos quantos visse, poupou “os miúdos que eram bons miúdos“? Porque se quis suicidar e não conseguiu? Um pouco de tudo. Ah e porque a motivação central do homicídio em massa foi uma gaja.

 

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A motivação central do homicídio em massa terá sido a filha de Sara Rodriguez

Num “comunicado” publicado no facebook, a mãe de Shana Fisher terá escrito que “a filha foi intencionalmente visada por recusar os avanços do homicida ao longo de quatro meses” e que “na semana antes do atentado o enfrentou e humilhou publicamente”. Inexplicavelmente, o advogado de Pagourtzis prefere contrapor que essa rejeição nunca aconteceu porque, para Nicholas Poehl, a possibilidade de Pagourtzis ser indesejável torna os seus actos mais condenáveis. Para Sara Rodriguez, a melhor forma de honrar e elevar o nome da filha assassinada, é apresentá-la ao mundo como a adolescente que deu barra ao homicida. É um feito!

Lembro-me quando Fernanda Câncio escreveu “A prostituição é uma subversão das regras: as mulheres passam de presas a predadoras;  Não são passivas, são elas que escolhem fazer aquilo e ser sexualmente ativas, e isso contraria todo o estereótipo da mulher enquanto vítima, passiva, submissa, à mercê dos homens. (…) Aquilo que observei no meu trabalho de campo é que o poder do cliente existe até que ele escolhe a mulher. A partir desse momento, naquela relação, o poder está todo do lado da trabalhadora ou trabalhador sexual: é ela ou ele que dita as regras, diz o que faz, como faz, e por que dinheiro faz, que tipo de práticas, com ou sem preservativo. Se uma mulher não quiser fazer sexo anal”. Este é o poder da mulher: Dizer que não. E levar um tiro.

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O atentado de Santa Fe é o 22º ocorrido nos Estados Unidos durante este ano. Todos eles foram cometidos por rapazes humilhados. Em vez de encará-lo como um problema, apoiar estes miúdos, muitas das análises que encontrei reforçam a necessidade de os rebaixar, perseguindo-os desde o berço para garantir a sua submissão.  Até houve quem escrevesse que a misoginia mata, que é uma tomada do poder pelo patriarcado, que a culpa é de Trump, que é a masculinidade tóxica que incentiva estes homicídios ao persuadir os rapazes a competirem uns com os outros pelo maior número de parceiras sexuais quando na verdade a maior parte apenas se quer sentir integrado, ter companhia, ternura, ser amado.

Não compreendo uma cultura onde a emasculação, a rejeição e o bullying são celebrados como a mãe Rodriguez o faz, mesmo quando produz estes resultados. Lamento constatá-lo, do fundo do coração. Mas de facto, se ao menos Shana Fisher tivesse dito que sim, dez (onze) jovens vidas teriam sido salvas. Querem continuar a troçar do rapaz? Uma ideologia deixa de ser alvo de troça quando apresenta uma contagem de mortos

 

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Se Shana Fisher tivesse dito que sim, a vida de onze pessoas teria sido salva

Mas o que pode o mundo, o estado, o POTUS, fazer para evitar novos massacres como o de Santa Fe? Promover uma atmosfera cultural onde a rejeição se torne um ónus feminino? Conduzir os Pagourtzis desta vida para dentro dos lençóis e solucionar as suas frustrações? Terão Dimitrios, Alek e Eliot o direito a ter relações sexuais e, com esse direito injustamente negado, o mesmo deve ser reposto? Sim.

Os Direitos de Dimitrios

Não deve ter sido com a intenção de apoiar um miúdo heteró que a 17 de Junho de 2011 o concelho das Nações Unidas para os Direitos Humanos determinou como Direito Universal, o Direito à Sexualidade. Outros documentos legais já tinham sido redigidos por grupos da UN: A carta dos princípios de Yogyakarta (Toda a gente tem direito à integridade física e mental, autonomia e autodeterminação independente da sua orientação sexual (…) tomando medidas que combatam o estigma, a discriminação e os estereótipos baseados no sexo (…) combatendo o uso desses estereótipos, bem como as perspectivas casamenteiras ou outras racionalizações religiosas, sociais e culturais para justificar modificações às características sexuais), a carta Universal dos Direitos do Homem (Homens e Mulheres de idade adulta, sem limitação devida à raça, à nacionalidade ou à religião, têm o direito de casar e formar família. Têm os mesmos direitos durante o matrimónio), o Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais (Direito à vida famíliar), o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (O Direito do Homem de idade casamenteira a casar e encontrar família deve ser reconhecido), a Proclamação de Teerão (Os Pais têm o Direito básico humano a determinar livre e responsavelmente o número e o espaçamento dos seus filhos).

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Conhece os teus direitos

Uma formação em legislação internacional, explicaria às queixosas que os InCels têm direito (de acordo com a Associação Mundial para a Saúde Sexual e desde 1999) “Ao mais elevado atingível padrão de saúde, incluindo de saúde sexual; com a possibilidade de experiências prazenteiras, satisfatórias e seguras”. Têm o direito (de acordo com a Comissão Internacional de Juristas e desde 2006) “À capacidade de profunda atracção emocional, afectiva e sexual, ao estabelecimento de relações íntimas com indivíduos de um género diferente”. Têm direitos.

Num painel de debate sobre a lei Cristas, ouvi em tempos que o despacho contrapunha dois direitos constitucionalmente salvaguardados: O direito à habitação e o direito à propriedade. Quando encontramos alguém que rouba de um supermercado para se alimentar, vemos contrapostos dois direitos constitucionalmente salvaguardados: O direito à propriedade e o direito à subsistência. Mas porque nos solidarizamos com o inquilino faltoso que não quer dormir na rua, com o mendicante larápio que não quer morrer à fome, mas não com os abusadores sexuais?

Se o sexo pode ser uma experiência bela e alegre partilhada, uma expressão de compaixão e Amor altruístico feito objecto de canções e lendas porquê vedá-lo a tantos homens necessitados; E se não passa de um divertimento inconsequente, porque não cedê-lo levianamente?

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Huckeberry Finn, o protagonista dos contos de Mark Twain, frequentemente furta para comer mas o leitor é convocado a solidarizar-se com ele e não com os merceiros desfalcados

Feminismo 

Em torno dos InCels não existe misoginia, existe misandria selectiva (hipergamia). Mas os InCels odeiam o feminismo mesmo que muitos tenham sido feministas. Porque eles mudaram ou porque o feminismo mudou?  O nosso Lynce já o explicou e creio que a mais desgraçada comunidade InCel concordaria com ele. Quando o feminismo pedia direitos eleitorais iguais, os homens apoiavam-no: a democracia devia incluir a participação de todos por igual. Quando o feminismo solicitava direitos laborais iguais, os homens subscreviam-nos: a sociedade devia remunerar o trabalho de todos por igual.

Mas a luta da terceira vaga é contraditória. O feminismo agora exige direitos culturais iguais, os homens entreolham-se: a sociedade devia aceitar o comportamento de todos por igual, mas podem esses comportamentos tornarem-se mais igualitários? Muitos homens cessariam com o slut shaming,  com o body shaming e tudo demais, se lhes fosse outorgado um acesso equivalente ao mercado sexual. Não é. Enquanto esse aspecto do relacionamento intersexo não for igual, todos os demais deverão ser diferenciados.

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Enquanto esse aspecto do relacionamento intersexo não for igual, todos os demais deverão ser diferenciados

As demais lutas igualitárias foram resolvidas por meios legais. Despachos e decretos-lei que forçaram os empregadores a adquirir mão-de-obra fêmea, forçaram as comissões eleitorais a receber votos do mulherio. Podemos aqui agir da mesma forma? Ilegalizar a hipergamia feminina como forma de discriminação equivalente ao racismo ou à homofobia. Os InCels buscam essa igualdade que lhes foi extorquida. Da mesma forma como os empresários abastados cedem parte considerável dos seus vencimentos (valor S) em prol da ordem social, as mulheres devem ceder (valor R). Ou a supracitada ordem ficará francamente ameaçada.

Urgência

Em  Soumission Houelebecq prevê uma França distópica com sete (dez?) milhões de muçulmanos organizados e desejando impor uma agenda (sharia, poligamia etc) ao resto do país. País ocupado por uma estrutura societária niilista, fragmentada, dividida e enfadada. O problema não é discutir a justeza das suas reivindicações mas sim como lidar com sete milhões de indivíduos coordenados, dispostos a tudo e objectivamente muito zangados. É neste patamar que se encontra o problema dos InCels. A respeito do Islão, os líderes Franceses já não o escondem –  Têm medo.

Incels are way more about this sort of sentiment than trying to get dates.

É que este critério é muito objectivo. Foi o mesmo que moveu os sindicatos Americanos em 1886. Um ano antes da segunda internacional declarar o dia do trabalhador, os cavaleiros do trabalho (Knights of Labour) paralisaram meio milhão de postos de trabalho reivindicando a redução do horário laboral. Os políticos tiveram de se render às evidências: Se não agissem, se não cedessem, o país parava.

A comunidade InCel já canonizou mais dois santos desde o meu primeiro texto. Os políticos e os agentes de mercado ainda não agiram. Mas cederão. Amanhã, haverá um bully a questionar-se se será boa ideia aterrorizar a vida das suas vítimas. Amanhã, existirá uma rapariga evitando refutar os avanços de outrem. Amanhã, os sentimentos de um rapaz jovem serão poupados. Vidas serão poupadas. Podemos não estar a caminho de um mundo pior.