Um resumo curto da minha vida íntima e muito provavelmente da tua

“She said she’s not interested, but she still flirts with me”“ I know she likes me, but she didn’t call me back last weekend”. Most dating advice exists to “solve” this grey area for people. Say this line. Text her this. Call him this many times. Wear that. These things may seem clever and exciting to some people who are stuck or frustrated. But this dating advice misses the point. If you’re in the grey area to begin with, you’ve already lost”. Mark Manson, Fuck Yes or No

Era a terceira vez que me tinha deixado pendurado para jantar, almoçar ou passear e, depois da promessa de “desta vez ser diferente”, tardava novamente a responder às mensagens enquanto eu ficava à espera no quarto de hotel que arrendara propositadamente para prolongar a minha estadia longe de casa por mais uma jorna. Conhecemos-nos no Tinder há dois meses, nunca nos vimos cara a cara e aqui os leitores  questionarão a minha resiliência mas, depois de mais de 300.000 swipe rights e apenas dois dates (só um dos quais direito a beijinho e punheta), esta candidata era a primeira que não vivia nos subúrbios de uma cidade operária nem consultava um psicoterapeuta. A minha boa vontade e infinita paciência não foram suficientes. Depois de protelar, tornou-se agressiva e depois silenciosa. Pensei em afundar o telemóvel dela em dezenas de mensagens como fizera na Finlândia por intermédio dum amigo programador e hacker, mas preferi aquiescer. Aceitar que as desculpas que me dera (o turno da noite num hospital metropolitano) são incontornáveis e inflexíveis, produto exclusivo da sua falta de entusiasmo.

Sorte ou azar, o contacto recente levou a que uma fotografia sua fosse exibida no meu feed, acabada de postar. Partilho os comentários

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Homens como eu (e também mulheres) elogiavam exageradamente a minha amiga virtual e o seu potencial reprodutivo, oferecendo-lhe inúmeras oportunidades de companhia, sexo, validação. Aquilo a que chamamos de mercado é essencialmente o número de compradores, dos interessados em adquirir um produto que antes de significar sexo ou compromisso, é essencialmente atenção. Eu e os seus lisonjeadores compulsivos estamos a disputar a atenção da jovem – vamos chamar-lhe B – e, como já perceberam, não a estou a vencer.

Tal como todas as medidas mensuráveis, a atenção da B é um bem escasso e portanto sensível às leis da concorrência. A quantidade de tansos que na net, nas redes sociais e em sites como o Tinder solicitam a sua atenção, torna-a mais dispendiosa como ao valor de renda de uma casa que subitamente encontrou mais clientes interessados. Isso obriga-me a mim a investir mais: mais tempo, mais mensagens, mais tentativas de interacção, mais viagens/noites perdidas e mais stunt-tricks para me sobrelevar face aos outros interessados. Uma boa parte daquilo a que chamamos PUA consiste nisso: fazer um malabarismo mais engraçado do que o dos outros palhaços ao meu redor.

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Não foi difícil encontrar um PUA que se autodenomina por malabarista (Juggler)

O prémio

O Domingo transformou-se em segunda-feira sem que conseguisse, por entre expectativas e lamentos, regressar à minha cidade. Toca o telefone: P, arquitecta-mundialmente-reconhecida foi visitar a família e quer companhia para jantar numa cidade vizinha. É preciso explicar que arquitecta-mundialmente-reconhecida é um eufemismo para cat-lady desesperada, com os indícios da doença mental a que as mulheres são acometidas quando passam os trinta sem filhos. Anuí: não voltaria à minha terra-natal sem esmegma no caralho. Lá me ponho de malas às costas, para o comboio mais próximo –  Sempre tive o hábito de meter conversa nos transportes mas torna-se difícil, à medida que as miúdas passam mais tempo agarradas aos telemóveis, a perscrutar mensagens idênticas às que postei linhas acima. As redes sociais, como tem dito o Paul Joseph Watson, são essencialmente instrumentos femininos para garantir validação, a mesma validação que me impedirá de lhes comer a rata mesmo quando a recuso.

Avanços e recuos na escolha do restaurante, das horas, do sítio, acabaram com um “vemos-nos mais tarde” porque provavelmente o convite inusitado da P, surgira face à recusa de alguém. Eu era o plano B da P. De facto, saí do trem na cidade dela mas para jantar com um velho amigo que acedeu ao meu convite apenas com uma chamada telefónica; Bastou um telefonema para que o jovem líder político mais promissor da região dissesse à esposa que naquele dia não jantaria em casa e me oferecesse 3 horas porreiras (e o jantar) matando saudades de outros tempos. A vida é fácil quando convivemos entre pessoas mentalmente sãs.

Da P não ouvi mais nesse dia. Só duas semanas mais tarde com um convite para almoçar, sem menções ao sucedido ou um pedido de desculpas por me deixar pendurado no cu de Judas. A minha disponibilidade era ponto assente nos cálculos da portadora de útero-ressequido e as falhas morais e educacionais com que compromete a minha agenda não são alvo de consideração, nem de censura pelos demais frequentadores do Tinder que se disponibilizam perante a senhora, na medida da sua vontade, em Portugal e nos países que frequenta.

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O Ocidente é Ginocrático

Na peça How many bones would you break to get laid Mike, um guia turístico com #bodycount de 50 que tinha de fazer swipe right 114 vezes para conseguir um match, fez à entrevistadora a mesma pergunta que eu – aos 14 anos – dirigi sensivelmente à rapariga mais bem torneada da turma: “Como é viver como uma mulher boa/normal sabendo que podes mandar vir um fuckboy gostoso do Tinder quando quiseres? Vê-lo assim?”. Na altura não existia Tinder e poucos de nós – excluindo a Maria – já tinham sexo. Mas o propósito do(s) entrevistado(s) não é exactamente foder mas granjear o estatuto social da menina na minha turminha de 9º ano: a babinha no canto da boca, a simpatia, os favores, as mensagens, a atenção, os convites, a companhia, uma vida preenchida. Passaram-se muitos anos desde que lhe fiz essa pergunta à qual ela, como a entrevistadora, não soube responder; ao contrário de quase todos, a Maria casou, tem emprego e filhos. Tudo porque quis. Este leque de opções é um exclusivo feminino – O movimento de dedos, digital, virtualidade irrelevante para mim e para os meus colegas tanto no 9º ano como hoje, significa para ela uma opção. Quer ou não quer. Esquerda ou Direita. Swipe

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Está tudo na tua mão (not)

Não é dificil perceber a diferença entre as vidas de um miúdo franzino e uma gaja boa na entrada da adolescência. Mas essas diferenças, desde então, não se esbateram mas acentuaram-se e se na altura teria de escolher entre qual de uma legião de seguidores queria enconar, depois de uma juventude de luxo, pode amadurecer optando por caminhos tradicionais (marido e filhos) ou alternativos (fodanguice e aventura). Só nós não tivemos escolhas nem fomos escolhidos e se na entrada da adolescência estávamos condenados a escárnio, desprezo e uns quantos carolos, quase tudo desde então, nos passou ao lado. Não tivemos liberdade para escolher.

Não penses que a vida vai mudar muito

Deambulei nestas verdades, naquilo que estava a perder – de que a vida me estava a privar –  por (sobre)viver num Ocidente que não me quer, quando voltei a olhar para o telefone, sem mensagens da P. Aí, vislumbrei um cenário distinto para esta tentativa de encontro, com uma marcação efectiva e tudo o que penso ter direito. O que pode esta relação efectivamente trazer-me de tão proveitoso que justifique qualquer esforço que possa fazer por ela? Rata ocasionalmente húmida? Uma prestação sexual qual, a julgar pela quantidade de inseguranças, ansiedades e dificuldades de socialização e expressão individual, deve ser uma merda? Companhia para a trienal de Viena? Contactos de terapeutas e receitas de antidepressivos?

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O custo

Desistindo da epopeia, já no regresso, corri mensagens sem resposta ou com resposta parca que adensam a solidão de milhares de homens como eu. Uma brasileira que está há 3 meses a encontrar tempo para um encontro, apesar de me telefonar quase todos os dias para dizer “oi, hoje fui nacademia” e não se digna a aprender Português sem sotaque de puta. Uma preta que quase me exigiu um matrimónio antes de me deixar-lhe ver a pintelheira. Uma gaja que quer que eu lhe dê dinheiro; Outra gaja quer que eu lhe dê erva. Uma gorda disse olá: o ex deixou-a – trabalhava como homem do gás, ela costumava pagar-lhe; Marcou-se um jantar mas o cetáceo Beirão resolveu-se a aprazer-me com detalhes sórdidos do seu relacionamento vigente, à mesa do restaurante, agora com um muçulmano. Uma Italiana deslocada que, num bairro degradado a quatro mil kms da aldeia pobre onde cresceu, partilha casa com o ex-namorado e su nova pirralha porque não ganha que chegue para se mudar, explicou-me porque é que – mesmo com a autoestima destruída – não me dá o segundo encontro: Tem outro(s); O seu último montador, a quem unidirecionalmente tratava – tal como a gorda e tal como a P – por “namorado”, era “poly”. Online, os respectivos perfis revelavam solteirice. O mundo é dos patriarcas, os outros só (sobre)vivem nele.

Há um aforismo corrente entre putanheiros que conta que todos os homens pagam por sexo: uns através de almoços e jantares, outros em bares de alterne. Acredito que seja verdade, mesmo que muitos o neguem mas o custo mais elevado é imputado aos negacionistas: o ginásio e as horas que lá perdem, a energia que aí gastam, os copos e o combustível moral de odisseias noctívagas, custos logísticos, entradas em clubes e respectivas deslocações, livros e viagens que preenchem conversas demonstradoras de valor, vestuário, mensalidade do Tinder, mensalidade de um apartamento estratégicamente localizado numa área residencial gentrificada, cosmética, aulas de dança/línguas e propinas académicas. Aos 29 anos, o custo por foda do nosso Roosh era de 3100 USD – 2790 € actuais. Na medida em que uma miúda da rua trabalha por 20 – 50 € e uma gaja de luxo pode chegar aos 200 €, vamos fixar o preço em 100 €, concluindo que se comem 28 putas pelo preço de uma gaja normal.

Com a diferença que se pagares 3000 € por um date, podes voltar para casa com a picha seca como me aconteceu com a R –  deambulando pela área de prostituição numa metrópole do Norte da Europa, percebi como optara mal. O Roosh não monetizou a sanidade mental, aquilo que dispendemos no destrate que a ginocracia reinante nos dá.

A Independência

Ao contrário do PJW, sou a favor da masturbação porque acredito que nos autonomiza de anseios fisiológicos cuja satisfação (de outra forma) passa para mãos alheias. Nesta pequena introdução, o Patriarca, apresenta uma tese que subscrevo integralmente “Um homem, dentro da medida do possível, não deve depender de terceiros”. Embora muitas escolas PUA defendam a cessação do onanismo (NoFAP) o excesso de tusa pode gerar desespero e uma mente bem treinada dispensa pulsões fisionómicas para saber interpretar situações sociais e agir, incisivamente, em conformidade. Não preciso de ter os colhões cheios para puxar o gatilho.

Ao mesmo tempo, sei que a minha libido é exponenciada por factores absortos, mas excepto se me mudar para um convento, não me posso isolar deles. Sem punheta, diletava um amigo, jamais podia existir a lucidez que permitiu ao homem edificar a obra que autoriou. Já sei que na natureza os chimpanzés raramente se masturbam porque não assumem comportamentos sexuais não reprodutivos excepto se estiverem em cativeiro. Em parte, sim, estamos em cativeiro. Mas não nos libertamos a fornicar, só libertaremos em castidade.  O movimento MGTOW, como explica o leitor mjv neste comentário, é composto por esses homens: que realizam e se realizam longe do sexo oposto.

A comodoficação do sexo está assente em desejos humanos que extravasam a fisionomia e para os quais não pode ser entregue uma resposta fisionómica como legalização da prostituição ou a proliferação de robots sexuais; Ambas ficarão muito aquém de satisfazer os anseios, necessidades e desejos dos Incels. Ademais neste mercado, cada agente experimenta uma dualidade em que é simultaneamente comprador e produtor, fonte de oferta e alvo de procura, consumidor e produto. Por isso quando se fazem abordagens de Esquerda e se se questiona se o sexo e a atenção não podem ser igualitariamente distribuídas, recordem-se que a vossa disponibilidade para fornicar também teria de ser igualitariamente distribuída (se esta ideia ainda vos parecer tolerável, recordem-se que muito provavelmente são cobiçados por agentes de consumo homossexuais).

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Se a minha experiência pessoal, os exemplos citados e a contabilidade do Roosh não vos chegarem para demonstrar a disparidade entre o que nos pedem e o que estamos dispostos a dar, fiquem com esta: S, uma jovem pobre e sem estudos a quem fui apresentado há algumas semanas, confessou-me recentemente que se prostituía e chegava a lucrar três salários médios mensais sem taxação; Homens educados, bem-sucedidos, estão dispostos a remunerá-la, dirigindo-se diariamente ao bairro mal-afamado onde divide casa (atempadamente publicarei uma entrevista) apenas para a ter. Aquilo que pagam à S, que poupariam caso tivessem um acesso ao mercado sexual aproximado ao da miúda, é uma taxa fornicatória.

A hierarquização a que são acometidos, contabilizada na diferença entre um montante negativo (remunerado) e um montante positivo (auferido), ainda não os impeliu a revoltarem-se mesmo que as revoltas mais significativas da história hajam decorrido dessa forma: A guerra da independência Americana tomou inicio quando os colonos se recusaram pagar impostos proibitivos sobre a importação de produtos Europeus, nomeadamente o Chá. O mote da reconquista Espanhola em 722, recaiu sob o aumento do Jizya declarado pelo emir Anbasa Ibn Suhaym Al-kalbi;  Em quatro anos, Al-kalbi, foi corrido do emirato Andaluz à porrada e séculos mais tarde os muçulmanos foram expulsos da península e Ceuta. É preciso ver que o Jizya  era o imposto com que os dhimmi, comerciantes que obedeciam a religiões abraâmicas como o Judeísmo e o Cristianismo, tinham de remunerar os senhores feudais muçulmanos e que era usado para pressionar os súbditos a converterem-se ao Islão. Mais tarde, foram os próprios Arabes a revoltarem-se contra a pressão fiscal Otomana.

 

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Cansados de pagar impostos sobre as importações, os colonos Americanos em Boston a 16 de Dezembro de 1773, iniciaram a Guerra da Independência Americana, incendiando os navios Britânicos que transportavam o Chá.

Estas taxas ascendiam ainda uma sensação de impunidade, com negócios de índole homologa sujeitos a regimes taxativos distintos, onde os pobres têm de largar o pouco que têm para que as elites se regalem com o produto do trabalho alheio. A história ensina que para cada Xerife de Nottingham, o fanfarrão que roubava o campesinato Britânico durante a ausência de Ricardo I, nos confis dos bosques e com uma flecha afiada para fazer justiça e matar, nascerá um Robin de Sherwood. Nunca a injustiça prevaleceu eternamente.

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Aguardemos pelo nosso.

 

 

Somos mais livres?

Aos primeiros dias de uma estadia prolongada numa cidade Universitária situada no norte da Europa. Nessa noite, a parafernália noctívaga não terminara fora de portas, pois no hotel onde me quedei, o corredor fora infestado por um numeroso grupo de jovens quem, além da minha paciência, esgotavam pizzas e charros. Os meus skills sociais não foram suficientes para saldar o diferencial etário e o grupo acabou por me alhear; Foi nessa noite que iniciei a divagação que se segue. Foi também nessa noite que instalei o Tinder.

Num episódio da série “Cold Case” um agente do departamento policial de Filadélfia interroga agressivamente um toxicodependente em torno dum homicídio ocorrido três anos antes. “Did you Kill that girl?” questiona o bófia. “No, I didn’t”, choraminga o adito. “Did you?” repete o moina, já aos berros, enquanto aponta os braços na cara do desgraçado. “No!” guincha o agarrado, completamente em pânico. “So, what where you doing in that field?” questiona o chui. “I went for a fix, I was there to score” responde o junkie, apontando para as veias irremediavelmente salientes num dos braços. A porta duma discoteca numa cidade europeia (do norte) maioritariamente universitária, um miúdo dos seus 22 anos. “What are you here for, mate?”. “I’m here to score”. Score: verb, 3rd person present: scores; past tense: scored; past participle: scored; gerund or present participle: scoring. 1. gain (a point, goal, run, etc.) in a competitive game. informal: buy or acquire (something, typically illegal drugs). informal: succeed in attracting a sexual partner for a casual encounter. Vêem as semelhanças?

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Muitos ditos libertários aprovam moralmente a legalização do consumo de drogas aditivas – a liberdade de a perdemos. Mas extinta na Europa a praga da heroína que destruiu uma geração de experimentalistas globalizados, provavelmente a primeira, a sociedade está hoje impregnada de outras tendências aditivas, agora, geracionalmente transversais. Vai ser muito difícil para esta geração legar sucessores e a infertilidade ocidental – compensada pela imigração em massa – demonstra-o. A liberdade individual, que se endeusou como último bastião do progressismo moderno, parece indissociável da pulsão para a sacrificar. Numa alegoria para o iphone, o autor Roosh Valadazeeh prevê a invenção dum instrumento futurista que providenciasse tanta satisfação artificial que os seus utilizadores – no prazo, todos os seres humanos – trocariam a vida real pela sua utilização.

Não é a vida per si – talvez uma fatia sua (3 horas diárias de Social Media? 12.5 % de vida). Mas o conteúdo dessa vida já é confessado e reportado aos Deuses do blockchain. Quando me iniciei na web, os meus Pais recomendaram-me que apenas navegasse se não expusesse nenhum dos meus dados nos chats que frequentava. Depois vieram as redes sociais, onde postei detalhes inocentes como ‘o meu filme favorito’ ou a frase que mais me inspirava. Hoje, o cuck Zuck tem mais informação armazenada sobre a minha vida nos últimos dez anos do que eu próprio e os seus motores de busca providenciam-na a milhares de companhias de publicidade dirigida, o verdadeiro negócio de Silicon Valey. Num blog da manosphere questionavam: Entregarias informação sobre onde vives, com quem te relacionas, ou o que gostas de fazer a uma sinistra empresa online? Nem por um milhão de euros. Mas mais de duas mil milhões de pessoas fizeram-no gratuitamente, compondo o maior Estado (ditatorial) da história da humanidade – O Facebook.

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Um registo de informação único e homologado, converteu-se na nossa identidade online e quase todos os sites permitem registos automáticos, em vez do mesmo extenso, custoso, fastidioso, preenchimento compassado de dados em cada serviço. Por isso podemos usar instrumentos extraordinários como o gmail e aplicações fenomenais como o busuu ou jogar videojogos divertidos como o candy crush, sem custo, pagando com a nossa privacidade, que os geradores de apps e conteúdos venderão a terceiros. Como costuma dizer um bom amigo, se não pagas por um serviço online, não és o cliente – és o produto.

Mas há pior.

O que a internet nos faz

Um sociólogo conhecido afirmou que ninguém compreenderá a era presente sem presente ter de que o ser humano é uma máquina programável. Isto é, a exposição a estímulos capazes de moldar e viciar o cerebro humano, pode mudar – como o faz nas lagostas – a sua própria estrutura, viciada em descargas de dopamina e nos comportamentos que a produzem. Além de nos fazer perder tempo a vasculhar o casamento do colega de infância, o noivado de um primo afastado ou a fotografia em trajes menores da colega boazuda, as redes sociais estão-nos a mudar. A fotografia em trajes menores da colega boazuda seria inviável noutra era; hoje é inevitável porque é esta que concentra atenção e qualquer boazuada (colega ou não) sabe que precisa de estar um passo adiante (nas escalas da sensualidade, do arrojo, da nudez) para  gerar mais buzz do que a concorrência. Ao mesmo tempo, sua confusa, autoritária e enviesada política de conteúdos, claudica a elaboração de certos posts e a discussão de certos temas. Por causa disso, fomos já banidos, mesmo que a plataforma aceite ou até popularize coisas abjectas como os travecas em jardins-de-infância extremando mais uma vez a assunção de comportamentos impensáveis há um par de décadas. Essa é também uma forma de condicionar o nosso comportamento através de um estimulo negativo – Se publicar uma foto desnuda providencia likes e escrever que os transgéneros são doentes mentais resulta numa suspensão, temos uma boa razão para aceitarmos o tema ou pelo menos silenciarmos a nossa opinião.

Image result for pavlov dog cartoon facebook‘Políticas restrictionistas são transversais a todas as comunidades e gajas boas descascadas cativam punheteiros’. Isto é natural à sociedade humana. Mas a net de hoje levou-o um passo mais longe, com algorítmos interpretativos e respostas consequentes.

Internet
Roubado de O Insurgente

Há cerca de meia hora pesquisei por ‘vivendas para compra’ na área urbana de Lisboa. O blog neoliberal ‘O Insurgente’ publicitou-as. Tenho bem presente que os responsáveis do blog não receberam informação quanto às minhas pesquisas e que o economista Ricardo Arroja não repostou o seu texto com imagens cativantes para apelar ao vosso feiticeiro. Tudo acontece por automatismos de máquinas a quem confesso permamentemente os meus intentos; processam-nos e respondem assertivamente com o intuito de me pressionar a optar por uma casa, um produto, um comportamento, uma liderança política. Esta confissão é inadvertida: Uma pesquisa na web, um gosto, uma conversa privada, a adesão a um grupo? Até que estes se auto-propaguem como forma de encaixar e catalogar a populaça. Exemplo: acabei com a minha namorada e, nos dias seguintes, no feed da minha rede social de eleição, surgiu-me a história sobre como um psicólogo canadiano deslindara o mistério da sedução feminina coisa que, solteiro, me faz imensa falta. Um par de pesquisas mais, levou-me à comunidade PUA, um grupo que, como qualquer grupo , gera uma caixa de ressonância que opera por retroacção positiva, onde todos partilham e reforçam crenças torneantes a alguns aspectos específicos do processo sedutivo. Eu, que me havia juntado com o intuito de encontrar outra cara metade e esquecer a antiga, dou por mim submerso nas maningâncias metafilosófias do engate, criando novas relações interpessoais e rotinas além de cambiar os meus credos.

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Vamos analizar passo-a-passo a sequência ficticia que acabei de narrar. A pressão do grupo e das novas amizades que forjei têm um impacto tremendo nas minhas decisões e visões subsequentes. Antes de o alcançar, ‘tropeçara’ no Mystery Method e nas receitas milagrosas para conquistar conedo com o paleio – creio que o livro, publicado nos anos 90, estava no feed, o instrumento de discorrência infinita que a big coorp utiliza para alimentar o meu cérebro com a sua propaganda. E antes disso, eu cambiara o meu estado relacional para que os meus ‘amigos’ soubessem que regressara ao mercado dos solteiros. E tudo aconteceu por acaso. Ou não?

Acaso o feed me conduzisse a uma loja de bonecas insufláveis online, à pornografia, ao portal privado, à colectânia do Jack Donnovan ou a uma agência de viagens especializada em pacotes ‘Filipinas+Tailândia’ e o desfecho desta história teria sido outro. O problema é deixar-me guiar por um algorítmo que me conhece tão bem que sabe como me enganar.

Fui Enganado
Passou-se há três meses, numa tarde de sexta-feira. Combinava uma saída com um amigo de há anos para uma festa onde encontraríamos muitos velhos conhecidos, colegas e rivais. Era um momento importante para mim, denso e emocionante. Talvez por isso me sentisse um pouco nervoso, enquanto combinava o plano, logo a seguir ao almoço. Para relaxar, espreitei o Tinder onde uma conversa emergiu. Era a C e a C não se fez rogada, deu-me o número e agendou um encontro. Um par de horas mais tarde apanhava-a no Rato, bonita (embora mais gordinha do que as fotos mostravam) e carismática. De um café para um bar, para um par de cervejas entre muitas conversas, estavamos-nos a dar bem. Quando a deixei à porta de casa, trocámos um beijo e combinámos outro encontro na semana seguinte. Que na verdade se antecipou para horas mais tarde, pelas 22, uma hora antes do que agendara com o meu amigo.

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Em casa dela, as coisas descontrolaram-se. As horas, digo. A primeira volta puxou uma segunda e só na rua, à frente do parlamento nacional, me apercebi do quanto me distraira: pela praça de são bento ecoavam os sinos duma igreja local, quatro badaladas. Quatro da manhã.

Enquanto me desfazia em desculpas para com o amigo que deixara pendurado, fitei o edificio de estado com uma preocupação acrescida. O compromisso que trocara por algumas horas de companhia agradável, era lúdico e pessoal. Mas imaginemos que não fosse. Imaginemos tratar-se de uma actividade consequente, onde a minha presença podia decidir uma opção social de fundo ou destituir a manutenção de um governo em funções? Serei assim tão fácil de manipular? A verdade é que para preservar a integridade do meu discernimento, optei toda a vida por não me entregar ao vício, não fumar nem beber, não consumir estupefacientes nem ócio. Mas a cona… Talvez fosse o meu ponto fraco. E os mecanismos que lucram com o meu estado relacional, que beneficiam da informação que em seu torno submeto gratuitamente no computador, que ganham com as minhas conquistas e/ou frustrações sexuais, e que potenciam a minha líbido pois sabem-na motor de irracionalidade e fraqueza, podem emparelhar-me com alguém compatível, suficientemente leviano para conduzir a este desfecho e igualmente insciente do processo através do qual o Tinder, o instagram, o facebook, o twiter et al, nos acometem conteúdo e emparelham.

Como avisou Paul Joseph Watson, ‘ninguém devia surfar na web’ porque ela tem corrente e pode levar-nos substancialmente para longe da costa ou de onde queremos chegar.

Uma bolha dourada

Quando me juntei às redes, fi-lo convicto de que alargaria o meu espectro de informação, acesso a fontes diversas e visões distintas. Mas uma interacção numa fotografia exótica, num post político, informa a rede de que sou sensível àquela tipologia de conteúdo, de opinião, criando um engagement auto-induzido. Em semanas, a minha interacção social na rede estará confinada a semelhante génese de dados e aos seus autores, encerrando-nos numa bolha, reforçando os nossos laços e claudicando os restantes. Pior: fornece uma percepção falseada sobre ‘o que as pessoas pensam’ sem dar conta de que o espaço de trocas de informação é muito restricto e exclusivo a um posicionamento. O Feed é fed a interacções, de circulos limitados de pessoas semelhantes com ideias semelhantes. Por isso, ordas de jornalistas, formados nas mesmas escolas e com valores políticos esquerdalhas viam o mundo da lente do twitter concluíndo tratar-se de uma boa população amostral para prever o resultado eleitoral de 2016. Levaram um barrete, não por estarem esperançados ou desejarem enganar o público, mas sobretudo por não se aperceberem que falavam uns para os outros. Ao mesmo tempo, além de providenciar uma percepção muito errada do mundo exterior, confiamos-lhe na prática que decida com quem nos relacionamos não obstante da distância, nacionalidade, etnia etc. Os critérios são os seus. E está construída para que não a abandonemos, sob qualquer circunstância.

O receio de que a tecnologia nos pode dominar e subjugar data dos seus primórdios – muito antes de I Robot, ou Matrix.  No fim da II guerra mundial, Orwell anteviu o regresso do despotismo: Estados securitários, altamente policiados, onde uma hierarquia reducta impusesse um modo de vido pela força à população. Colocando as máquinas como agentes de controlo, este receio foi reprecurtido desde então com um grau de detalhe cada vez mais elevado.

Onde Orwell se enganou foi na assunção de que será a força a domar-nos. Como o autor Mark Manson bem assinalou, as máquinas que o fizerem serão demasiado inteligentes para desejar combater. Pelo contrário, disciplinar-nos-ão pelo prazer, viciando o nosso cerebro em disparos dopaminérgicos, encerrando a nossa conduta em hábitos improfícuos e degenerados mas jucondos, instigando a nossa libertinagem e luxuria, satisfazendo-a a pedido, controlando-nos. O mundo ditatorial que se adivinhava regressar nos anos 40 e 50 é mais longínquo de Orwell e mais próximo de Aldous Huxley. O sistema de créditos pessoais na China fornecedor de perks libertinos pode estar num futuro próximo. Em V (2009) a raínha e comandante suprema Anna mantém a lealdade do seu exército através da benção, uma benesse de que é titular exclusiva e que providencia euforia, satisfação e apaziguamento àqueles que a experienciam. Ou como me explicou um antigo toxicodependente, ‘Se diriges um centro de recuperação com cem camas e possuis um stach de heroína no gabinete, tens cem escravos’.

Admirável Mundo Novo

Liberdade

A magnamidade do índividuo, representada na tradição judaico-cristã por Nosso Senhor Jesus Cristo, meio homem meio Deus, é a capacidade de raciocinar e tomar escolhas lógicas, que não provenham exclusivamente de necessidades impostas pelo organismo ou pelo metabolismo basal. Distingue-nos da bicharada. Os Ocidentais – Os homens que mais fizeram para projectar o poder do índividuo e a dignidade da pessoa humana sob a natureza – edificaram a sua sociedade nos últimos dois mil anos em torno da ideia (inexistente em todas as outras culturas) de que podemos conduzir a nossa vida como desejarmos. Sem isso, ideias como democracia e justiça, mercado e carreira, virtude e pecado, são inadequadas.

A esse ponto, julga-se, com alguma arrogância, como através de várias revisões fundamentais – da Reforma ao concílio do Vaticano II – a sociedade Ocidental foi capaz de melhorar os seus hábitos e funcionamento interno, comparando soberanceiramente a nossa forma de vida e a das zonas do globo que ainda são controladas pelos Bárbaros – países onde os casamentos são decididos pelos Pais e a filiação social é castradora. Assim, e desde a revolução sexual dos anos sessenta, julgavam que aumentavam a nossa liberdade. O que talvez não tenham percebido é que, nas palavras da feminista Camile Paglia, a demanda por liberdade através do sexo está condenada ao fracasso.

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Há as acusações de Houellebecq e dos RedPillers de que essa liberdade é a das mulheres comerem picha alfa e ignorarem a restante; uma liberdade celebrada à custa da minha liberdade. E a constatação de que libertar-nos das normas sociais é uma forma de nos tornar reféns dos nossos desejos mais rasteiros, viciados na dança e na atenção. Mas entregues às mãos de um algorítmo? Ora vejamos: No passado, as nossas opções, os nossos laços e a nossa descendência seria condicionada pelas circunstâncias à nascença, o meio social, a classe e a geografia, a circujacência e a família.

Hoje é o Facebook que decide com quem me relaciono e que grupos integro, o instagram que influência de que forma me visto ou me apresento ao mundo; O Twitter molda as minhas ideias políticas e o meu sentido de voto; a Google Ads escolhe a casa onde vou viver e as viagens que farei; O Pinterest opta pelas modas que vou acompanhar, o Youtube decide que sistemas de crenças assimilarei; O Linkedin encaminha-me para uma carreira; A Uber sabe onde estou porque o Iphone lhe conta quais bares frequento; O AirBnB determina onde durmo e o Tinder seleciona com quem.

Somos mais livres?

 

As mulheres desejam Patriarcas

Fonte: Feminists Think Sexist Men Are Sexier than “Woke” Men

Women like bad boys. At least, that’s the story. And there’s lots of writing and anecdotal experience to back that up. Men frequently complain about being “friendzoned,” the idea being that men who are respectful toward their female interests get placed into the role of friend, rather than potential boyfriend. The “pickup artist” community has embraced this concept, teaching men how to behave in assertive, dominant ways that, allegedly, are more successful with women. Many of these concepts and dynamics themselves have been called sexist and misogynistic, reflecting underlying beliefs that women “owe” men sex. The “incel” community, a group of online males who complain bitterly, violently, and angrily about being “involuntary celibates” attack women for choosing “Alpha males” rather than softer, kinder men. . . like themselves.

Women who admit to liking bad boys—being attracted to men who are assertive or dominant—are sometimes criticized as having “internalized” misogynistic attitudes, or simply as naïve and foolish, failing to recognize or admit that sexism is damaging. During the 2016 presidential campaign, female fans of then-candidate Trump proudly invited their candidate to grab them, following release of tapes of Trump discussing grabbing women without consent. These women were proclaimed traitors to other women, or decried as simply deluded. Others have suggested that women may choose bad boy types in order to acquire protection from other, more aggressive and hostile men, a theory referred to as the “protection racket.” Some simply suggest that sexism is insidious, and that these dynamics infiltrate our choices without us noticing.

These are complex, highly politicized dynamics that foster conflicts and finger pointing between the genders. Unfortunately, research suggests that women do in fact find sexist men attractive. Gul and Kupfer recently published research where they conducted multiple experiments, testing women’s attraction to different types of men, and teasing out women’s motivations.

Past research has suggested that evolutionary biology explains these dynamics, pointing to findings that women reportedly prefer men with more masculine features and more indicators of “fitness.” However, many of those sensational findings are in question, with failed replications leading to doubt that these effects can be reliably predicted or measured.

Gul and Kupfer take a related tack, but head in a slightly different direction. They suggest that female interest in sexist men, specifically men who display “benevolent sexism” may be seen by women as being more interested in investing resources in a woman.

Benevolent sexism is a concept describing a form of sexism which is overtly less hostile and misogynistic, and are beliefs that I was taught, as a man from the US South. Benevolent sexism includes beliefs that:

  • Women should be “put on a pedestal”
  • Women should be cherished and protected by men
  • Men should be willing to sacrifice to provide for women
  • Women are more virtuous than men
  • Women are more refined and pure, compared to men.

Os leitores mais assíduos terão notado que isto são características algo Beta. Calma. O ouro vem a seguir.

Despite aspects of benevolent sexism appearing chivalrous and romantic, previous research has found that women who endorse these beliefs often demonstrate approval of restrictions on women’s freedoms, independence and autonomy, and may impact women’s support for gender egalitarianism.

O Patriarca suspeita que as mulheres que lutam contra a burka são as que não conseguiram arranjar um homem que as faça desejar a burka.

Gul and Kupfer used several different related experiments in order to test why women find men with these types of beliefs to be more sexy and appealing. They found that women who saw these types of men as more attractive also saw the men as being more willing to protect and care for them, and to commit to a relationship. Interestingly though, these women weren’t love-struck fools, but had their eyes open about these men. Despite being attracted to them, and seeing them as good mates and partners, the women saw these males as being undermining and patronizing men who were more likely to place restrictions on the women.

Tradução: as mulheres só querem ser fortes e independentes até arranjarem um Patriarca.

Gul and Kupfer conducted several separate experiments, showing that their results did replicate in different samples and using different methods (an important strategy in today’s replication crisis), and that the effect was apparent both potential mates, AND in work colleagues. Even in men who were not being scoped out as potential intimate partners, women were more likely to see sexist men as more attractive. Women who were both more and less feminist displayed similar levels of attraction to sexist men, so this effect isn’t the result of women not being “woke” enough.

One of the experiments tested whether women’s ratings of sexist men varied depending on cues about there being more hostile men around from whom the woman might need protection. But here again, women’s attraction towards sexist men wasn’t influenced by her potential need for safety from more hostile men.

O sexismo está para as mulheres como umas mamas boas estão para os homens. São apetitosas em qualquer contexto.

Gul and Kupfer’s research offers a new way to approach these complex dynamics of attraction, integrating the role of evolutionary influences, with culturally-influenced social role expectations. It also challenges some of the misleading beliefs that blame both women and men for the persistence of sexism in our society. It’s important to note that sexism and misogyny are not identical concepts. Kate Manne suggests that misogyny is more about control of women than about hatred, and argues that sexism is more of an ideology that supports the reasons why we treat women differently.

“Dating male feminists turned out to be one of the least empowering decisions I’ve ever made.” —Kate Iselin

Women who find sexist men attractive are not being traitors to other women, nor are they naïve women who don’t understand their choices. Instead, they are women who are making rational decisions, accepting tradeoffs. They are women who recognize that it may be more beneficial to have a partner who is committed to them and willing to sacrifice for them and their family, than it is to have a “woke” feminist man who wants them to be independent.

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I look forward to future research which might explore men’s own perceptions of their attitudes towards women. Do men who hold benevolent sexist beliefs recognize that they may increase their attractiveness, while also potentially being seen as patronizing? But for now, perhaps this research can help us to stop attacking sexist men as being misogynistic tools of the patriarchy, and recognize that these social dynamics exist due to the choices of both men and women, for reasons other than power, hatred, or control.

O mundo é dos Patriarcas, os outros só vivem nele.

#SomosTodosVioladores

Já me disseram que não? Sim. Já me disseram que sim? Não. A sério. Sessenta e sete parceiras mais tarde, nem uma me disse que sim sem que eu pressionasse, empurrasse, insistisse, seduzisse, excitasse ou abusasse primeiro. Isso faz de mim um violador? Para este gajo sim. E não é só síndrome de Estocolmo; Este gajo prefere evitar o castigo a castigar o estigma.

Mas não foi a libido, nem a virilidade nem o orgulho que me levaram a persuadir coercivamente seis dezenas e tal de mulheres a permitirem-me penetrá-las. Foi conhecer as regras do jogo. Posso contar aqui porque razão persisto ad eternum até a levar para a cama. Porque depois do não

  • Uma mulher beijou-me inesperadamente
  • Uma mulher tirou-me a roupa
  • Uma mulher levou-me para sua casa para que tivéssemos sexo
  • Uma mulher pegou na minha mão e colocou-a entre as suas pernas
  • Uma mulher acrescentou “aqui não”
  • Uma mulher pediu desculpa e depois consentiu
  • Uma mulher consentiu e depois pediu desculpa
  • Uma mulher pediu-me desculpa por dizer que não e confessou ser um “teste”
  • Uma mulher disse que era virgem e em minutos deixaria de ser
  • Uma mulher justificou-se com “ter namorado” e horas depois, após o sexo, explicar “não estamos bem”
  • Uma mulher ajoelhou-se para me chupar
  • Uma mulher completou “não… pares”

Termino com uma frase que ouvi a um amigo há mais de quinze anos

“No vocábulo das mulheres, Não é sim
E sim é anal”

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Disclaimer: A Távola Redonda repudia veementemente o abuso sexual consubstanciado sob a forma de violação. O autor conheceu a supracitada realidade durante a juventude e solidariza-se com todos os homens e mulheres vitimados pelo estupro. 

A armadilha do Tinder

O Patriarca andava para comentar o caso da vaca que embarretou 1000 gajos no Tinder, e do quão patéticos eram os próprios. No entanto, às vezes alguém expõe os teus argumentos de uma forma tão clara e completa, que não vale a pena estar a reinventar a roda e mais vale postar o link.

Os Betas podem ser a espinha dorsal da civilização, mas quando passam determinados limites de subserviência também são a causa do fim.