Cassie Jaye e o documentário “The Red Pill”

É uma falha quase imperdoável de um blog sobre Red Pill ainda não ter mencionado este documentário, bem como as declarações da autora.

Falha corrigida.

Aguarda-se a sua exibição em Portugal…

Provocação Constante #4

Provocação Constante é uma série em que O Patriarca partilha algumas das pequenas provocações que vai fazendo à sua namorada. Estudiosos de Game e Red Pill sabem que o teasing (provocação) é essencial tanto para o jogo do engate como para a manutenção da tensão sexual dentro de uma relação. Os betas pensam erradamente que arreliar as miúdas lhes pode trazer problemas, quando é precisamente o contrário. Esta série pretende dar exemplos práticos disso mesmo. Always Be Teasing!

Ela: Quanto é que gostas de mim?

OP: hmm… 3

Ela [ar de falsa indignação]: Só???

OP: Ah, é de 0-10?

Ela [subitamente radiante]: Sim!!!

OP: 2

Querida parte-se a rir, empurrãozinho, “estúpido”, fica a rir à gargalhada mais um bocado.

Quartos Mortos #1 – Casamento a Desmoronar

Num misto de promoção do blog e recolha de material para artigos, O Patriarca vai deambulando ocasionalmente pelos escassos fóruns Portugueses. Pelo caminho aparentemente rebentou com o Fórum Men’s Health (pouco tempo depois da altercação aqui descrita o fórum deixou de estar disponível e não mais voltou).

Isto levou à descoberta do fórum A Nossa Vida. Este fórum, agregado a um site de casamentos, pretende ser um local de discussão sobre a vida a dois. O Patriarca contava encontrar ali histórias tristes de Betas com casamentos desmoronados, e nesse ponto não desiludiu. O panorama era o esperado – um galinheiro de gajas à procura de atenção, alguns betas apaziguadores, um tipo surpreendentemente lúcido que entretanto foi banido, e o ocasional desgraçado que se vinha queixar da mulher que não fode e que é bombardeado com conselhos horríveis que só lhe poderão agravar a situação.

O fórum é particularmente hostil a qualquer ideia minimamente masculina, pelo que O Patriarca foi rapidamente banido sem razão evidente. Acontece que há alguns dias chegou mais um pedido de ajuda de um homem em apuros. Resta esperar que ele siga os links até este blog e acompanhe esta série que começa precisamente com o seu caso.

Então, acabadinho de se inscrever no fórum, no dia 13-08-2017, o Freesoul diz o seguinte:

Nao sou de falar da minha vida privada a ninguem, mas preciso de desabafar e prefiro fazelo para desconhecidos!

Sou casado á uma parga de anos temos um casalito de filhotes que sao a minha alegria e me vao dando esperança para continuar a tentar e a tentar. Sou um homem que nao é para me gabar, mas faço tudo! Sou bom cozinheiro, um pouco desarrumado mas sempre tudo limpo, arranjo tudo o k seja preciso, tomo conta dos miudos, basicamente repartimos as tarefas todas de casa! E nao sao muitas porque temos empregada que se ocupa da casa diariamente menos ao fim de semana. Ela, nunca foi de se esforçar muito pelo relacionamento, nunca foi de fazer surpresas, nem de surpreender. Nao estou a dizer que nunca o tenha feita, mas muito poucas vezes. Eu fui sempre aguentando e aceitando, porque a amo e estou sempre a espera de algum pequeno momento bom. Mas desde que o mais pirralho nasceu a caminho de 2 anos que tudo piorou! Nao tenho um beijo, quando tenho é um “bate chapa” tipo os putos da escola, sexo 15 em 15 dias e depois de ouvir 50 NAOS. Vivemos tipo amigos, dentro da mesma casa sem nenhum tipo de cumplicidade. Eu perdi a forca de tentar mais e ela nao ta nem aí! Se nao fosse pelos filhotes ja tinha resolvido a minha vida. Eu sintome desprezado, infeliz, e ja pensei em fazer tanta coisa que cada vez sei menos o k fazer. E nao, ela n tem outro, disso tenho a certeza absoluta.

A situação da mulher que não quer sexo com o marido é um triste lugar comum que já foi referido antes por aqui. A sua frequência está patente não só nas pesquisas Google, como na existência de um subreddit popular dedicado exclusivamente ao tema.

Este caso é tão de livro que O Patriarca se sente obrigado a jurar a pés juntos que não foi lá fazer um clone para colocar este post! É um bom ponto de partida porque o problema é bastante fácil de identificar.

Temos aqui um homem que fez tudo certo segundo o que a Blue Pill manda. Tomamos a liberdade de assumir que tem um bom emprego (consegue ter empregada todos os dias), casou, teve filhos, trata deles e divide todas as tarefas da casa. O sonho de qualquer mulher! Menos da dele aparentemente.

O que nunca lhe ensinaram que ele devia fazer, nem ele nunca aprendeu sozinho? Provocá-la. Qualificá-la. Obrigá-la a investir. Obrigá-la a esforçar-se por ele, a merecê-lo. Desafiá-la. Ter mentalidade de abundância. Ocupar-se mais de tarefas masculinas, e deixar as tarefas femininas para ela. Liderar.

Aliás, note-se que nas próprias palavras dele, “ela nunca foi de se esforçar muito pelo relacionamento”, no entanto ele foi sempre “aguentando e aceitando, porque a amo e estou sempre à espera de algum pequeno momento bom”. Porque é que ele a ama? Aparentemente ela nunca fez nada por isso. O problema está logo na raiz do relacionamento. Ele entregou todo o seu valor (compromisso) quase de borla, desde o início, simplesmente pelo grato que estava de ter acesso à cona dela. Ele confirmou, desde o início da relação, o seu estatuto de Beta. Ela pode ter tido em tempos alguma atracção por ele, mas a mesma foi-se esbatendo com o passar do tempo. Ele tem a certeza absoluta, como todos os Betas que não conseguem ver defeitos ou culpas na cara-metade, que ela não tem outro. O Patriarca aconselhá-lo-ia vivamente a fazer testes de paternidade aos fedelhos.

Para tentar remediar a situação, ele usou as duas únicas ferramentas que conhece: comunicação / negociação, e ser ainda mais cumpridor dos seus “deveres” (A.K.A. Beta Game). Como é óbvio, não funcionou. O problema é falta de atracção da parte dela, e como sabemos a atracção não pode ser negociada. Mesmo assim ainda fode (uma morta) de 15 em 15 dias. Há casos piores.

Feito o diagnóstico, qual é então o tratamento? Sem filhos, a solução seria obviamente saltar fora e começar de novo com outra mulher (depois de um bom estágio de game e convivência carnal com um número apreciável de fêmeas). Aqui o nosso amigo tem filhos e a atitude louvável de querer manter a relação por eles. Segue-se então um plano com uma possibilidade realista de reacender a relação, para ser aplicado ao longo de vários meses – ou até um ano ou mais!

1. Divórcio mental

divorcio

Infelizmente não há milagres, e o primeiro passo para salvar esta relação é aceitar que ela pode estar condenada a acabar. Para ter a coragem para dar os passos necessários a eventualmente levar isto a bom porto, e fazê-lo com a convicção necessária e não com a atitude de um cão que está constantemente com medo de levar com o jornal, tem de se divorciar dentro da sua cabeça. O objectivo não é o divórcio efectivo, claro, mas ele tem de aceitar e estar em paz com essa possibilidade.

O que pode ajudar a dar este passo? Saber que não corre o risco de ficar sozinho. Os homens não têm o mesmo constrangimento de idade que as mulheres. Saber que, se estiver disposto a sair da sua zona de conforto, pode estar à sua espera uma vida sexual que nunca sonhou. Saber que, se é mau para os seus filhos deixá-los num lar destroçado pelo divórcio, também não é bom para eles crescer tendo como exemplo masculino um homem vergado pela vida e pela assexualidade.

2. Mudança de atitude.

“Faz o que sempre fizeste e terás os resultados que sempre tiveste”

alguém esperto

Nesta fase não estamos à procura de uma mudança radical. Uma relação destas tem dinâmicas que se desenvolveram durante anos e não se vão alterar de um dia para o outro. Uma volta de 180º a única coisa que conseguirá é um “mas agora estás armado em parvo ou quê?” e o surgimento de conflitos. Ninguém aceita que de repente um “subalterno” comece a sair da casca. O que é necessário são pequenas alterações graduais.

Para começar, até podem não ter a ver directamente com ela. Por exemplo, no caso de não o fazer já, começar a praticar desporto. De preferência levantar ferro, mas qualquer coisa serve. Sem explicações, se ela perguntar “apetece-me”.

haltere
Um dos teus melhores amigos nesta demanda

Retomar o contacto com os amigos. É frequente, na tentativa de “salvar a relação”, dirigir todos os esforços para a mesma, o que vai implicar uma diminuição do investimento nas amizades. Está na altura de reverter isso.

Ir conviver com colegas do trabalho. Beber um copo antes de ir para casa. Se houver mulheres melhor, mas não é necessário. Quando ela invariavelmente reclamar, não dar azo a grande discussão.

Arranjar um hobby. Aquela coisa que sempre se quis fazer e se foi adiando por diversos motivos, relacionados ou não com a esposa? Está na altura.

3. Interagir com outras mulheres

mulher ciumenta

Calma. O Patriarca não está a sugerir passar já à fase de aplicação de apêndices frontais à respectiva. O objectivo aqui é habituar-se a ser sedutor. Nesta fase é importante, para os que nunca tiveram jeitinho nenhum com mulheres, ler alguma teoria (boa! – nada de cosmopolitans, men’s health e afins – A Távola Redonda e os blogs / livros recomendados são um bom começo). Aprender a provocar as mulheres e a fazer kino. Estar confortável com ser um pouco “maroto”. Não é para fechar (embora haja algum risco de a coisa correr bem e não haver força para resistir – há coisas piores).

Todas as situações servem. Amigas, colegas de trabalho, meninas das lojas, empregadas de balcão, voluntárias que andem a impingir cenas na rua, tanto faz.

Esta fase ajuda também com o ponto 1 da lista – a constatação de que se obtém respostas positivas de outras mulheres diminui o receio do regresso ao mundo dos descomprometidos.

4. Afastamento físico

Efectuada alguma modificação a nível individual (e O Patriarca volta a reforçar que isto deve ser feito ao longo de meses), dependendo da gravidade da situação isto poderá ou não já ter tido algum efeito nela.

Independentemente disso, este passo deve ser dado, simplesmente se ela tiver melhorado, deve ser feito apenas como punição por mau comportamento e não constantemente.

Ele deve parar de procurar o contacto físico com ela. Não só a tentativa de iniciação de sexo como beijos, abraços, tudo. Usar o contacto apenas como recompensa a algum bom comportamento dela. Obrigá-la a sentir falta desse conforto e a procurá-lo.

5. Afastamento emocional

Ela já deve ter visto algo a mudar, mas ainda não é evidente o quê. Se a retirada do contacto físico não produziu o efeito desejado, é altura de passar à fase seguinte. Retirar gradualmente aquilo que elas mais valorizam numa relação – o apoio emocional.

Esta fase será em parte um subproduto natural do ponto 1, mas é altura de o fazer com mais intenção. Não é ser hostil. É simplesmente deixar de vez de se ralar com ela. Interagir amigavelmente, mas sem emoção e absolutamente sem nenhuma tentativa de agradar – excepto, mais uma vez, como recompensa intermitente de bons comportamentos da parte dela.

6. NÃO FALAR DISTO DE MANEIRA NENHUMA

boca selada
A sério, fechem a boca

Em alguma destas fases ela vai inevitavelmente notar que algo está diferente. E isso vai incomodá-la. E ela vai tentar falar disso. É absolutamente crucial não se deixarem cair nessa armadilha. Isto não pode ser discutido de forma alguma, para ter alguma hipótese de funcionar não podem confirmar as suspeitas dela – de que estão a tentar mudar alguma coisa conscientemente. É aqui que o ponto 1 assume crucial importância – ajuda imenso a manter a frame se efectivamente já tiverem assumido e aceite a possibilidade de terminar a relação, estiverem já pelo menos conceptualmente a ponderar provar a relva de outras paragens, e estiverem simplesmente a dar-lhe a oportunidade de vos reconquistar.

Portanto, ante as insistências dela (e ela vai insistir) – negar; mudar de assunto; exagerar (“não tinha notado que estávamos num daqueles reality shows em que se discute tudo” [revira os olhos]).

Missão cumprida?

Era bom que isto fosse uma fórmula mágica e ao fim de cumprir estes passos a relação tivesse garantidamente voltado ao modo “adolescentes apaixonados”. A única coisa que se pode praticamente garantir é mudança. Esta abordagem pode reacender o desejo da mulher, criando condições para uma redefinição das dinâmicas da mesma com a nova atitude Red Pill do homem, mas também pode levar à rotura. É no entanto opinião d’O Patriarca que qualquer dos resultados é positivo – é preferível um divórcio a um homem reduzido ao estatuto de animal doméstico.

Uma não resposta, ou uma resposta insuficiente, não auguram grande futuro às possibilidades de o homem redefinir o seu SMV dentro desta relação, mas há ainda mais algumas atitudes que podem ser tomadas e que serão discutidas nos próximos capítulos.

Aprendendo com o patriarca

Depois de me submeter a uma situação especialmente humilhante (que descreverei em breve), uma garota das minhas imediações queixa-se em plenos pulmões

– Precisava de uma bicicleta para ir sair com os meus amigos Franceses mas não tenho uma
– Precisavas? Podes levar a minha
– Oh! Que querido (seca a passarinha)
– Está aqui e aqui tens a chave. Leva à vontade.
A bicicleta tem o banco ajustado à minha altura, mais 15 cm do que a pequena. Por isso ela, uns vinte minutos depois, queixa-se
– Olha, podes só ajustar o banco? É que assim não consigo andar.
– Claro claro, empresta cá.
Pego na bicicleta, baixo o banco, monto na bicicleta e ala que é cardoso.

Seis horas depois encontrei a moça de novo e nunca a vira tão interessada em conversar comigo.

noivo em fuga de bicicleta

Porque é que as mulheres perdem o jogo do engate?

A Távola Redonda não é um lugar para mulheres. No entanto, O Patriarca aprecia grandemente o sexo feminino e gosta de atirar um osso ocasional às jovens que tenham a sorte de encontrar este blog, a resiliência para ler as nossas palavras, e o discernimento para compreender como é que elas podem enquadrar-se nas suas vidas.

É uma discussão interessante se o feminismo fodeu mais os homens ou as mulheres, o que é indiscutível é que fodeu os dois.

O Patriarca em assim por este meio partilhar com jovens influenciáveis que possam ser persuadidas por harpias guinchantes a achar que montar um sortido de piças durante a juventude e assentar aos 30 e muitos é uma estratégia vencedora, este artigo de Bettina Arndt (e o post do Dalrock que o referenciou).