Aquilo que toda a gente pensa sobre a violência doméstica mas ninguém tem coragem para assumir

“Nem todas as mulheres gostam de apanhar, apenas as normais” – Nelson Rodrigues

A fotografia acima exibida pertence ao casal noticiado pelo Observador, exibido no vídeo da TVI24 (parcialmente censurado) e também no Correio da Manhã (sem censura). Na caixa de comentários, considerada a localização onde a gravação amadora foi realizada, um leitor assume tratar-se  do “típico subsidiodependente”. Na verdade, o rapaz que tentou asfixiar a mãe de dois dos seus três filhos grávida de 9 meses do 4º por estar embriagado à hora de almoço, é ex-aluno do Colégio Valsassina, corredor de karts, proprietário de um Ferrari desde os 18 anos e filho de um multimilionário com segurança particular quem se diz ter enriquecido a vender cocaína. Mas não é esse o ponto.

Acabada de parir pela 3ª vez em virtude da agressão, a psicóloga clínica do Hospital de Santa Maria já apresentara várias queixas no passado por violência doméstica e maus tratos contra o companheiro com quem vive e que, desde novo, era afamado por afiambrar na cara das múltiplas parceiras que nunca lhe faltaram. Sou o primeiro a declarar que me horroriza a violência e o tratamento a que esta senhora (sim, eu vejo rugas) tem sido sujeita. Acho desumano que alguém seja tratado deste modo, sobretudo ao longo de um período delicado como o da gravidez nas suas fases finais*. É obviamente necessário combater a violência doméstica e apurar e estigmatizar os culpados pela mesma. E de quem é a culpa das várias agressões de que a Drª foi alvo e a podem mesmo vitimar, caso não recupere dos danos que lhe foram infligidos? Obviamente, é dela.

O Sócrates é um conas

Na sua primeira encarnação governativa quando quis ser o Justin Trudeau Europeu, o presidiário nº 44 do estabelecimento prisional de Évora criminalizou a violência doméstica na revisão do código penal que realizou sob a forma da lei 59 de 2007. Inédito, no artigo 152º, o governante determina ” Quem, de modo reiterado ou não, infligir maus tratos físicos ou psíquicos, incluindo castigos corporais, privações da liberdade e ofensas sexuais a) Ao cônjuge ou ex-cônjuge; b) A pessoa de outro ou do mesmo sexo com quem o agente mantenha ou tenha mantido uma relação análoga à dos cônjuges, ainda que sem coabitação;” está metido num molho de brócolos. Desde então, dos dias em que eu podia ter sexo e não genero, a lei foi atualizada para contemplar a “relação de namoro”, uma “pena acessória de proibição de contacto com a vítima (que) deve incluir o afastamento da residência ou do local de trabalho desta e o seu cumprimento deve ser fiscalizado por meios técnicos de controlo à distância” e a difusão “através da Internet ou de outros meios de difusão pública generalizada, dados pessoais, designadamente imagem ou som, relativos à intimidade da vida privada de uma das vítimas sem o seu consentimento”; Transformaram-se ainda os procedimentos para garantir especial “celeridade processual”, outorgar “medidas de protecção à vítima”, aplicar “medidas de coacção urgentes” que incluem não permitir o suspeito de “permanecer na residência onde o crime tenha sido cometido ou onde habite a vítima” e registo em “Base de dados da violência doméstica”.

O Código de Processo Penal recomenda inclusive ao Ministério Público que promova  a nível de Distrito Judicial, DIAP, círculo judicial ou comarca, o desenvolvimento de parcerias, formas de articulação e canais de comunicação (…) com a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, (…) e as instituições de solidariedade social cuja atividade incida sobre agressores ou vítimas ou sobre qualquer vertente relevante para a compreensão e intervenção nas situações de violência doméstica, tendo em vista o apoio à definição e à execução das injunções e regras de conduta. Nas fichas entregues às forças de segurança, encontramos questões mui imparciais como “Acredita que o ofensor a seja capaz de matar ou mandar matar (está convictA – homens não podem ser vítimas – de que ele seja mesmo capaz?) ou “A Vítima está grávida ou teve um bebé nos últimos 18 meses“.

Dois anos depois,fez-se aprovar a lei 112/2009 que cria a «Rede nacional de apoio às vítimas de violência doméstica» e aplica “medidas de coacção urgentes”, no prazo de 48 horas, expulsando nomeadamente os “agressores” das suas próprias residências e impedindo-os de “contactar com a vítima, com determinadas pessoas ou frequentar certos lugares ou certos meios”, “mesmo nos casos em que a vítima tenha abandonado a residência”. À vítima, a lei presta “Apoio Financeiro”, força a “Cooperação das entidades empregadoras”, para efeitos de transferência, “suspensão do contracto de trabalho” ou justificação de faltas; Ao “apoio ao arrendamento”, “atribuição de fogo social”, “Rendimento Social de Inserção”, “Abono de família”, “Tratamento clínico”, “Isenção de taxas moderadoras”, “assegurada prioridade no acesso às ofertas de emprego, à integração em programas de formação profissional ou em qualquer outra medida ativa de emprego”, ” prioridade no atendimento nos centros de emprego e centros de emprego e formação profissional do Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. (IEFP, I. P.,)” e gratuitidade de tudo isto. Ah, e (além de uma infinidade de estruturas apoio todas pagas pelo Zé povinho) cria os CIGanos**

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O Patriarca é um génio

Paralela aos trabalhos legislativos, a magistratura – liderada por uma especialista nestas merdas – coordenou-se para auto-atribuir, a alguns magistrados, a especialização na temática. Movida pela convenção de Istambul, congregação de juristas dedicada às temáticas da “Violência Doméstica, maus-tratos e contra a autodeterminação sexual” num país onde há algumas semanas as autoridades desmembraram um jornalista, a PGR “impõe que na investigação de tais ilícitos, o ministério público adopte na sua estrutura organizativa por forma a responder adequada e cabalmente às aludidas exigências”. Assim, contrariando o estipulado pelas normas judiciais em qualquer país civilizado no mundo, ao invés de sorteados, “os inquéritos referentes aos fenómenos criminais de violência doméstica, maus-tratos e/ou contra a autodeterminação sexual devem ser atribuídos a secções especializadas ou a magistrados específicos”.

Entretanto o crime evoluiu para Violência de Género, um termo onde a única palavra que existe no mundo real é a conjunção. Tem um observatório e um centro de Estudos na FCSH. Mas ignora duas informações tremendamente importantes sobre esta tipologia crimosa: mais de um terço se resume a maus tratos psíquicos*** (seja isso o que quer que seja) e  que a violência relacional é estatisticamente muito mais prevalente (alcançando os 26 %) na comunidade homossexual. Ou seja, quando a sua modalidade relacional foi liberada, na verdade, permitimos que um quarto da comunidade fosse violentada pela própria comunidade, nomeadamente através do Outing que pode ter como objectivo garantir o despedimento ou retirar a custódia parental. Se tudo isto não bastasse, face a mais de 30 abrigos em todo o país para acolher mulheres, existe apenas um para acolher homens.

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As condições podiam ser melhores

Um crime que não existe

Agrada-me viver num país seguro onde as estatísticas criminais são francamente reduzidas (porque ainda não começamos a importar criminosos). O Estudo Avaliativo sobre o Grau de Satisfação de Utentes da Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica é uma irrelevância estatística, com 1.4 queixas a cada mil pessoas em seis meses no distrito mais problemático (Lisboa). Piora se pensarmos que as queixas podem ter a mesma protagonista tal como a jovem do texto (que se queixa várias vezes) , ou que algumas destas queixas podem ter na sua origem (segundo relatam os sociólogos do ISCTE) “o sentir medo pela sua vida e segurança pessoal” – a percepção,  feeling, aquilo que alimenta as capas de revistas cor-de-rosa e tem muito pouca substância.

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Continuamos consigo Excelentíssimo Senhor Professor

Mas desde que estas leis foram aprovadas, o país tornou-se mais perigoso. Para mim. Ou para um ciclista nos quarentas com quem travei amizade recente e que me contara como num dos seus treinos, na margem sul, se cruzara com uma ex-namorada a quem dera um soft next cordial por estar farto dela. A miúda estava acompanhada pela procuradora distrital de Setúbal de quem é amiga. Nenhuma das mulheres lhe falou e um par de quilómetros adiante foi detido pela GNR, sob o pretexto da violência doméstica. Resultado: multa, cadastro, e a proibição de continuar a realizar os seus treinos naquele circuito.

Uma lei que menoriza as mulheres

Os crimes de agressão, ameaça ou injúria são crimes privados. Significa que se eu bater nalguém, intimido alguém ou insulto, posso ser posto em tribunal se a vítima apresentar uma queixa, nomear um advogado e me colocar um processo. Enquadrados sob a bitola da Violência Doméstica, estes crimes cometidos contra uma entidade tipidificada (é mulher) passam a ser julgados pelo ministério público, sem que as agredidas (ameaçadas, injuriadas) se constituam noutro papel que não o de assistente. São observadoras passivas num processo que é montado não no sentido de fazer prevalecer a justiça, mas para agredir o agressor.

Não lhes é dada qualquer escolha sobre um processo que gira em seu torno. Não lhe dão inicio nem lhes é permitido terminar. A sua vontade, numa matéria desenhada por feministas radicais, é radicalmente ignorada. Aos olhos da justiça, mesmo num contexto factual, as mulheres, vítimas, o seu depoimento e intenção, são um pequeno pormenor face à prioridade de inculpar os homens com tanta agressividade quanto possível. Não têm voto na matéria.

E não me venham com a conversa de que estas agressões, apreciadas à luz do crime privado, jamais seriam julgadas. A justiça jamais interviria no caso de um furto sem denuncia, ou de um dano patrimonial sem reporte. É do entender público que a mão do estado existe para fazer cumprir a vontade dos cidadãos. E a das cidadãs?

* Se a gravidez estivesse no ínicio e a mulhera bortasse espontaneamente por causa da agressão, podemos considerá-lo de facto um criminoso e não um clínico homeopata ao serviço do SNS?

** Existem ainda os artigos 77º a 80 º que são, no mínimo, assustadores

*** Há mais queixas por “Violação da obrigação de alimentos” do que por “Assédio”

 

As mulheres desejam Patriarcas

Fonte: Feminists Think Sexist Men Are Sexier than “Woke” Men

Women like bad boys. At least, that’s the story. And there’s lots of writing and anecdotal experience to back that up. Men frequently complain about being “friendzoned,” the idea being that men who are respectful toward their female interests get placed into the role of friend, rather than potential boyfriend. The “pickup artist” community has embraced this concept, teaching men how to behave in assertive, dominant ways that, allegedly, are more successful with women. Many of these concepts and dynamics themselves have been called sexist and misogynistic, reflecting underlying beliefs that women “owe” men sex. The “incel” community, a group of online males who complain bitterly, violently, and angrily about being “involuntary celibates” attack women for choosing “Alpha males” rather than softer, kinder men. . . like themselves.

Women who admit to liking bad boys—being attracted to men who are assertive or dominant—are sometimes criticized as having “internalized” misogynistic attitudes, or simply as naïve and foolish, failing to recognize or admit that sexism is damaging. During the 2016 presidential campaign, female fans of then-candidate Trump proudly invited their candidate to grab them, following release of tapes of Trump discussing grabbing women without consent. These women were proclaimed traitors to other women, or decried as simply deluded. Others have suggested that women may choose bad boy types in order to acquire protection from other, more aggressive and hostile men, a theory referred to as the “protection racket.” Some simply suggest that sexism is insidious, and that these dynamics infiltrate our choices without us noticing.

These are complex, highly politicized dynamics that foster conflicts and finger pointing between the genders. Unfortunately, research suggests that women do in fact find sexist men attractive. Gul and Kupfer recently published research where they conducted multiple experiments, testing women’s attraction to different types of men, and teasing out women’s motivations.

Past research has suggested that evolutionary biology explains these dynamics, pointing to findings that women reportedly prefer men with more masculine features and more indicators of “fitness.” However, many of those sensational findings are in question, with failed replications leading to doubt that these effects can be reliably predicted or measured.

Gul and Kupfer take a related tack, but head in a slightly different direction. They suggest that female interest in sexist men, specifically men who display “benevolent sexism” may be seen by women as being more interested in investing resources in a woman.

Benevolent sexism is a concept describing a form of sexism which is overtly less hostile and misogynistic, and are beliefs that I was taught, as a man from the US South. Benevolent sexism includes beliefs that:

  • Women should be “put on a pedestal”
  • Women should be cherished and protected by men
  • Men should be willing to sacrifice to provide for women
  • Women are more virtuous than men
  • Women are more refined and pure, compared to men.

Os leitores mais assíduos terão notado que isto são características algo Beta. Calma. O ouro vem a seguir.

Despite aspects of benevolent sexism appearing chivalrous and romantic, previous research has found that women who endorse these beliefs often demonstrate approval of restrictions on women’s freedoms, independence and autonomy, and may impact women’s support for gender egalitarianism.

O Patriarca suspeita que as mulheres que lutam contra a burka são as que não conseguiram arranjar um homem que as faça desejar a burka.

Gul and Kupfer used several different related experiments in order to test why women find men with these types of beliefs to be more sexy and appealing. They found that women who saw these types of men as more attractive also saw the men as being more willing to protect and care for them, and to commit to a relationship. Interestingly though, these women weren’t love-struck fools, but had their eyes open about these men. Despite being attracted to them, and seeing them as good mates and partners, the women saw these males as being undermining and patronizing men who were more likely to place restrictions on the women.

Tradução: as mulheres só querem ser fortes e independentes até arranjarem um Patriarca.

Gul and Kupfer conducted several separate experiments, showing that their results did replicate in different samples and using different methods (an important strategy in today’s replication crisis), and that the effect was apparent both potential mates, AND in work colleagues. Even in men who were not being scoped out as potential intimate partners, women were more likely to see sexist men as more attractive. Women who were both more and less feminist displayed similar levels of attraction to sexist men, so this effect isn’t the result of women not being “woke” enough.

One of the experiments tested whether women’s ratings of sexist men varied depending on cues about there being more hostile men around from whom the woman might need protection. But here again, women’s attraction towards sexist men wasn’t influenced by her potential need for safety from more hostile men.

O sexismo está para as mulheres como umas mamas boas estão para os homens. São apetitosas em qualquer contexto.

Gul and Kupfer’s research offers a new way to approach these complex dynamics of attraction, integrating the role of evolutionary influences, with culturally-influenced social role expectations. It also challenges some of the misleading beliefs that blame both women and men for the persistence of sexism in our society. It’s important to note that sexism and misogyny are not identical concepts. Kate Manne suggests that misogyny is more about control of women than about hatred, and argues that sexism is more of an ideology that supports the reasons why we treat women differently.

“Dating male feminists turned out to be one of the least empowering decisions I’ve ever made.” —Kate Iselin

Women who find sexist men attractive are not being traitors to other women, nor are they naïve women who don’t understand their choices. Instead, they are women who are making rational decisions, accepting tradeoffs. They are women who recognize that it may be more beneficial to have a partner who is committed to them and willing to sacrifice for them and their family, than it is to have a “woke” feminist man who wants them to be independent.

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I look forward to future research which might explore men’s own perceptions of their attitudes towards women. Do men who hold benevolent sexist beliefs recognize that they may increase their attractiveness, while also potentially being seen as patronizing? But for now, perhaps this research can help us to stop attacking sexist men as being misogynistic tools of the patriarchy, and recognize that these social dynamics exist due to the choices of both men and women, for reasons other than power, hatred, or control.

O mundo é dos Patriarcas, os outros só vivem nele.

A Parede em imagens #4: Diana Chaves

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29 anos

 

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37 anos

Pelo menos o gajo é o mesmo. Mas andou à espera de melhor…


P.S. A série “A parede em imagens” não serve para denegrir as visadas. A idade é o que é e passa para todos. Pretende apenas ilustrar a diferença de valor sexual e atitudes que a parede condiciona nas mulheres. O Patriarca encara estes posts como um antídoto à mentirosa narrativa de que as mulheres melhoram com os anos, para avisar os betas de que o plano é mantê-los à espera.



LINKS GUARDADOS

https://web.archive.org/web/20181107135429/http://caras.sapo.pt/famosos/2010-12-29-diana-chaves-casar-me-nao-faz-parte-dos-meus-planos

https://web.archive.org/web/20181107135226/http://caras.sapo.pt/famosos/2018-10-31-Na-CARAS-desta-semana-Diana-Chaves-confessa-Ja-sinto-vontade-de-me-casar

A armadilha do Tinder

O Patriarca andava para comentar o caso da vaca que embarretou 1000 gajos no Tinder, e do quão patéticos eram os próprios. No entanto, às vezes alguém expõe os teus argumentos de uma forma tão clara e completa, que não vale a pena estar a reinventar a roda e mais vale postar o link.

Os Betas podem ser a espinha dorsal da civilização, mas quando passam determinados limites de subserviência também são a causa do fim.

Uma proposta política para extinguir os InCels

Hoje a Maria João Marques dirige-se erradamente à questão InCel cheia de preconceito e veneno, incapaz de se aperceber que para suprimir um InCel, basta que a jornalista lhe empreste a cona. É o cúmulo da cobardia, culpar a condição alheia, com uma cura nas mãos (entre as pernas) e recusar-se a entregá-la pela necessidade de conservar a existência de InCels como um alvo doméstico, uma ameaça omnipresente que – à semelhança do jargão fascista – permite que uma série de gente de merda continue a ter um poder tremendo num país com medo de discutir o que de facto aconteceu em Abril de ’74, ou de um saco de pancada.

Porque não desejo tão mal aos jovens InCels nem tão bem à genitália da opinadora, prefiro transcrever a proposta do fenomenal Roosh. O Microbiólogo e brilhante escritor conseguiu mais do que todas as câmaras legislativas atentas ao fenómeno supracitado; Deviam substituir o congresso Americano pela redacção do ROK.

  1. Ao contrário de quase todos os demais, Roosh caracteriza correctamente o Incel
    “Os Incels estão a matar somente porque estão a falhar em ligarem-se romanticamente ou sexualmente num mercado sexual intensamente competitivo que constantemente te esfrega na cara sexo e nudez. (…) É primeiro útil determinar o perfil básico de um InCel. Tipicamente ele não teve as mãos de um pai masculino ensinando-lhe os caminhos da vida e das mulheres. Ele foi provocado na escola, apesar de não agressivamente vítima de bullying, e tem poucos amigos. Ele não é bom em desporto ou em qualquer actividade que ajudasse a dar-lhe uma estética sexy. Ele não tem habilidades além de programar ou jogar jogos de vídeo. A sua educação lectiva ensinou-lhe que qualquer exibição de comportamento masculino é prejudicial às fêmeas, coisa que ele interiorizou em seu próprio detrimento. Mais severamente, ele é introvertido e não tem praticamente nenhuma habilidade a falar com raparigas ou atraí-las. Há uma década atrás, este tipo de macho herbívoro tornou-se num fenómeno cultural no Japão. Na América, este está-se agora a tornar no homem mediano. Dentro de alguns anos, mais de 50 % de todos os homens caíram no espectro incel.” 
  2. O Roosh identificou correctamente o que pretendem os InCels
    “Um Incel quer primeiramente uma relação amorosa com uma mulher atractiva. Segundo, ele quer sexo com qualquer mulher. Um macho que apenas se consiga deitar mas não experiêncie Amor pode ficar deprimido ou infeliz, mas é improvável que possua uma pulsão para matar. Aqueles quem acabam matando não receberam nem relações nem sexo. Sentem-se derradeiramente esquecidos pela sociedade. Para recordar a sociedade que eles de fato existem, eles recorre, a obter atenção da única maneira que conhecem: Matando. Alvejar pessoas é o mesmo para um InCel o que é para uma mulher fazer upload à Selfie (texto instagram) perfeita. É uma forma de dizerem por favor reconhece a minha existência e valida-a para mim.”
  3. Um InCel deixa de ser InCel se conseguir foder e por isso, para extinguir o InCel, têm de lhe arranjar foda*
    “Os InCels devem ser providenciados com prostitutas gratuitas. Aos InCels será dado um código QR móvel para ter sessões sexuais legalizadas complementares a cada seis meses, o intervalo de tempo que eliminaria imediatamente a sua necessidade de matar. Às putas que fizessem parte deste programa seria dado um treino especial para fazerem os InCels sentirem-se especiais chamando-lhes “bonitos”, “poderosos” e “confiantes”, elogios que nunca ouviram nas suas vidas. As putas arrasarão o seu mundo a uma extensão tal que os InCels esperariam pacientemente para viver em liberdade mais seis meses para poderem fornicar de novo. (…) Depois da experiência sexual, o InCel daria à sua puta governamental uma classificação num sistema de 1 – 5 estrelas. Putas que ficassem aquém das três estrelas, seriam eliminadas do programa, garantindo que o governo apenas contrataria as melhores putas para os InCels visto que esta é uma matéria literalmente de vida ou morte.”
  4. Não só os homens devem ser artificialmente abonados por culpa das suas vantagens naturais no mercado sexual como as mulheres devem ser prejudicadas
    “As mulheres solteiras vão pagar pelas putas dos InCels. Vão ser recordadas que as suas escolhas em parceiros sexuais têm ambas consequências financeiras e mortais.(…) Quem comprar um iPhone terá de providenciar identificação pessoal que revele o seu sexo. Se o comprador for mulher e não casada, um imposto de 100 % será adicionado. As mulheres também serão taxadas em 5 Dolares por cada match que receberem no Tinder e cada pílula contraceptiva comprada por uma mulher solteira virá com um dólar extra de impostos que irá directamente para financiar o programa. (…) Sempre que uma rapariga utilizar o seu telemóvel para conseguir a atenção de um homem atraente, obtenha um novo match no Tinder com um tipo bom, ou meta uma pílula de controlo de natalidade que a deixe ter sexo sem se querer reproduzir, a sua mente irá exibir a percepção de que o seu dinheiro facilmente ganho está a ir para os InCels que ela se recusa a comer. Se uma mulher escolher InCels simpáticos para ter sexo, esses InCels não precisaram das putas e assim, os impostos serão reduzidos.”
  5. Apesar de ter sido tratado pelos média como um activista de extrema-direita, as políticas que Roosh propõe são profundamente Socialistas
    “O programa vai ser integralmente financiado por impostos nos Productos que permitem às mulheres terem sexo casual com homens atractivos: a pílula, as aplicações de encontros e os Smarthphones. É aceitável que as mulheres queiram esquecer os 50 % do fundo da população masculina para relações sexuais, mas terão de pagar para que estes homens não matem outros cidadãos. Temos de impedir que os requisitos elevados das mulheres modernas causem mortes.”
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Eu votava nele

* Nos anos ’70, provavelmente como consequência da revolução sexual e do abandono definitivo da Igreja, polvilhavam as seitas e os cultos de entre os quais o de Manson, não era o mais marado. Associado, surgiu a figura do desprogramador, popularizada pelo autor Ted Patrick, um teso que resgatou o seu próprio filho Michael da seita “As Crianças de Deus”. O complexo e tortuoso processo de desprogramação, envolvia abdução, sequestro, privação de sono, violência e até violação, por forma a persuadir o individuo a abdicar da sua identificação grupal prévia, renunciar à sua ideologia ou fé. Era exercido essencialmente sobre jovens cujos Pais remuneravam os desprogramadores para retirarem os filhos da influência dos cultos e uma sessão podia custar até 25.000 dólares. Podia a mesma técnica servir para dissuadir membros de organizações terroristas, islâmicas ou comunistas? Provavelmente, mas fechem os cordões à bolsa quando chegarem aos InCels, já que não têm ideologia nem fé nem são um grupo. Basta darem-lhes coninha para extinguir o critério de pertença. Do que estão à espera? Que mais alguém morra?

Ser Beta mata (e ninguém quer saber)

Um homem patético que foi para o seu próprio casamento com um olho negro causado pela mulher foi assassinado por ela dois meses depois.

Uma vítima daquela tendência masculina de ignorar os defeitos de personalidade dela porque ela fisicamente é algo como isto?

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Claro que não. Uma gaja destas por mais louca que seja não se deixa comer por um beta, pelo menos até à parede. Mete-se com Alfas, com resultados previsíveis:

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O prémio de um beta é mais pontiagudo e menos agradável esteticamente:

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Obviamente, como a violência feminina não existe, o gajo foi ignorado de cacetada em cacetada até à facada final.

Lições a retirar? Não atures malucas. Não sejas a bóia de salvação de uma gorda pós parede. O prémio do Capitão SalvaQuenga é na melhor das hipóteses uma poia na cara. E acima de tudo não sejas beta. Se vais levar uma facada no coração, que seja de uma gaja por quem a maioria dos homens arriscaria a vida para foder.


LINKS ARQUIVADOS

https://web.archive.org/web/20180824103137/https://www.bbc.co.uk/news/uk-england-lancashire-45277554

 

O rapper, o pirata, o vampiro e o assassino

Se a taxa de suicídios masculinos mais elevada da história, se a mutilação genital masculina, se a taxa de descasamentos, os furtos por divórcio, o abandono e a solidão masculina são responsabilidade do feminismo, também o alheamento, as vidas desperdiçadas nas chamas da passividade e da indolência, ou mesmo as taxas de criminalidade machas o são. Sem assumirem essa responsabilidade, as mulheres e o feminismo continuarão a prejudicar a sociedade, acabando ironicamente, como vítimas das suas próprias falhas.

Há pouco mais de um ano, conheci um rapaz que queria ser rapper. A sério. A insegurança provocada por uma compleição franzina e pouco talento escolar empurrou-o para uma fuga fácil na demanda da atenção feminina. Ou por outra, a propensão da atenção feminina para incidir sobre ridicularias afim, empurrou-o a desligar-se do circuito escolar permutando-o pelo meio esguio, impudico e inviável que é o obsescuro mundo do rap.

Como todos os que deambularam na circujacência do hip-hop, cedo descobriu que a música de pretos – sobretudo quando protagonizada por brancos – tem muito pouco que ver com a métrica rimática, ou com a sofisticação dos beats. O rap é uma indústria judaica que glamoriza o crime, a marginalidade, a vulgaridade e o baixo nível. A sociedade esquizóide ocidental que se horroriza por cada ligeira e ínfima demonstração de assertividade e lhe chama micro-agressão, tolera ao rap demonstrações de brutalidade, apenas uma ínfima parte das quais ataca somente os meus ouvidos. E fá-lo com orgulho de pretos, mesmo quando é elaborado por brancos.

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Denotando que o hip-hop começou como uma forma de expressão quasi-tribal entre a população operária preta Americana e se converteu numa indústria multi-bilionária, exclusiva e elitista, observamos que quase tudo no rap mudou: os temas, a produção, os canais de disseminação, os meios, os agentes, os protagonistas, as músicas perderam qualidade, as letras foram encurtadas e simplificadas – Quatro estrofes tão fluídas como dobradiças mal oleadas, hoje, fazem um hit à escala mundial. Só sobrou a petulância, essa agressividade que no inicio se inspirava nos combates sociais do advogado Martin Luther King e passou a ladear criminosos profissionais, feministas e os combates Chris Brown na cara da namorada.

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O hit de Chris Brown

O apelo Universal – e especialmente feminino –  da violência que a “Empatia Patológica” Europeia não conseguiu apagar, foi um dos factores que convocou muitos jovens Europeus a lutar na Síria ao lado do Estado Islâmico; Não me espantou descobrir que vários, mesmo muitos dos que por lá pousaram, haviam deambulado pelo rap. Isso  inclui dois (ou três) Portugueses, o infame Jihadi Johnmiúdas brasileiras e os irmãos Kouachi,  autores do morticínio no Bataclan.  No último conto do Roosh, um dos seus personagens ficcionados confessa “eu ouvia rap antes de sair à noite; Punha-me no mood”.

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Omar Mostefaï (um dos autores dos atentados de Paris) num vídeo de rap revelado pela BFMTV

Como sabem os PUA’s, a ausência dessa agressividade é um passe de entrada permanente na tenebrosa Friendzone. No rap, a droga está omnipresente mas apenas porque, à parte do seu teor de satisfação fugaz – qual é o sexo para quem os prazeres videiros terminam aos 30? Não será para mim, espero – é ilegal. Se as drogas fossem legais, os rappers adquiririam perante a mesma, o comportamento que outra tribo urbana, os Straight Edge. E que têm em comum? Pois, a violência.

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Bam Stoker percebeu-o no final do século XIX. O romance que o notabilizou explora a dicotomia da sexualidade feminina. Capacidades dedutivas equiparáveis às do personagem imaginado pelo seu primo Arthur Conan Doyle, levara-o a desvendar o caso sobre o que atraía emocionalmente uma noiva integrada e abastada – O monstro. Se no inicio do livro, Vlad atrai Johnathan com o seu conhecimento e cultura, cordialidade e mundividência, prestando-lhe auxílio, agraciando-o com pequenos favores e demonstrações de empatia, depois de o Empalador conhecer Mina,  tudo em Drácula se torna sexual.

Das suas intenções predatórias à habilidade enguiçadora. Da juventude eterna ao anticlericalismo. Do omnipresente sangue à forma vaginal que os lábios do conde simulam em quase todas a suas representações gráficas. Há muito por onde escolher; E, à semelhança com Carmilla – que na verdade precedeu Stoker – o vilão eslavo possui o poder do vampirismo: transformar, através de um iniciático ritual penetrativo, uma criatura inocente num monstro sedento de sangue. Carmilla é lésbica (a transformação no vampiro é análoga à iniciação na fufaria), eterna (força-a a procurar sempre mulheres mais novas e inocentes) e centra os jogos da sua perversão na perversão da fêmea – o homem é simplesmente mau, mas a mulher é perversa.

(milhões de metáforas; Nenhuma homofobia)

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Ciclicamente, a figura do vampiro regressa para preencher o vazio cultural que o Ocidente nos lega

Ciclicamente, a figura do vampiro regressa para preencher o vazio cultural que o Ocidente nos lega – uma versão juvenil das cinquenta sombras. Tal como o corsário. No filme “Piratas das Caraíbas”, Elizabeth Swan começa por ignorar o pretendente James Norrington – um comodoro da armada, leal à coroa, filho de um almirante e recomendado pelo governador Swan (pai de Elizabeth), para titubear entre dois tratantes. Nos cinco filmes, Elizabeth prefere sempre o mais escumalha, aquele cuja sexualidade é mais ambígua, mais sexy, numa época em que a androgenia é exultada. Não é um guião friamente dactilografado, é um filme, o filme, a saga, feitos para que, ao fim de vinte minutos, Norrington – que é assassinado no fim, depois de resgatar Swan –  seja esquecido pelos espectadores.  E Elizabeth? Tal como a Laura de Carmilla, torna-se num pirata.

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Lembram-se quando os homens eram mais promiscuos e as mulheres condenavam-no? Vampirismo

Para que não me interpretem mal, li muito sobre os sugadores de sangue em criança (há pelo menos duas séries fantásticas sobre o assunto), ouvi rap na adolescência e tenho interesse na proeminência moderna da pirataria (como na da escravatura). Não desconsidero a relevância de a omnipresença destes antiheróis – de facto, tornados heróis na nossa cultura de valores invertidos – não seja benéfica por distractiva, analgésica, como os videojogos o são para as crianças, dissipando as suas necessidades conflituosas num objecto inócuo. Ter acompanhado Narcos ou Breaking Bad no Netflix, como acompanhar a revolução Cubana no fim dos anos ’50, permitiu ao funcionário da classe média, experimentar aventura e adrenalina no conforto do seu sofá, longe da selva colombiana ou das ruas perigosas onde 2Pac foi assassinado.

O problema é uma minoria alheada do metro boulot dodo, nomeadamente pela força da idade, desejar quebrar a quarta janela para se lançar nesse mundo desavindo, sem predilecção ou condições para o fazer adequadamente. Aí estão muitas feministas, muitos degenerados, muitas almas sensíveis prontas a engolir a primeira treta que o mercado lhes puserem à frente; E aí, está o meu amigo, que muito muito muito em breve se tornará um rapper de sucesso – “E aí vai ser só gajas mano” – como me diz sempre quando o apanho no fim do turno da noite, à porta de um restaurante pertencente a uma cadeia de fastfood.

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Alguém postulou que este gajo, mais do que doente mental, era uma vítima

Falei sobre o rap mas esqueci dois elementos. A proeminência: Ninguém se questionou como os ritmos tribais saíram do guetto para se tornar no estilo de música mais popular do mundo. Será que o hip-hop se aprimorou? Pelo contrário, degradou-se mas os produtores puseram-no em todo o lado e nem são as quadras mais entrelaçadas que melhor vendem, ou o meu amigo estaria mais rico do que Pitbul. Em miúdo, eu desnovelava as asonâncias e julgava a recompensa, em dinheiro e estatuto, merecida. Mesmo sabendo que os poetas sonoros eram inimaginavelmente melhor remunerados do que os congéneres do papel! Foi preciso escutar o inigualável Mr.Bond – que produz em casa, gratuitamente, anónimo – para perceber quão fácil é a faina dos rapistas, muito. Bem podemos começar a pagar ao neonazi; Por alternativa, devíamos deixar de pagar o rap.

E a utilização corrente de estupefacientes? Abundantes na contra-cultura onde todos os seus integrantes – as pessoas com mais poder acumulado desde o ancien Regime – a utilizam. Mas o facto de pessoas populares serem degeneradas não torna os degenerados populares; Qualquer jovem se pode drogar como Kobain ou Joplin sem obter as prebendas dos citados ou algo ademais degradar a sua própria vida. E a dos demais?

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O Assassino

Nicolas Cruz era uma vítima de bullying, habituado ao destrate diário dos seus colegas. Não existindo provas de ser um InCel, tinha-lhes a solidariedade de que infelizmente carecem, venerava Eliot Rodger e tornou-se – ele próprio – num dos santos da comunidade que, pela primeira vez, teve algo a assinalar no São Valentim. Mas se tinha dificuldades com o sexo oposto, elas já se foram. Pela primeira(?) vez, as gajas – que nunca o viram, que nunca estiveram com ele – começaram a gostar do rapaz. Muito. Uma das suas fãs, está a organizar uma recolha de fundos para suportar o processo judicial do homicida; Chama ao homicida “A primeira vitima“.

Este gajo tem uma vida sexual mais interessante do que a minha. Provou aos PUAhaters mais incrédulos que é possível ultrapassar a inceldom mesmo sem adquirir músculos ou ganhar dinheiro; Basta cometer um homicídio em massa e continuar a sorrir. O problema é que não pode aproveitar a torrente de fãs molhadas que o desejam – está preso!

Vamos imaginar que ele era Português e dirigente de um dos Partidos da Geringonça. Como seria a sua vida quando saísse da choldra em dias depois do ministério público decidir destruir todas as escutas no processo: como a do baterista Carmine Appice (Vanila Fudge, KGB) que fodeu com 4500 mulheres – 300 das quais entre os 17 e os 18 anos? Ou como Fidel, que o politburo dos comunistas cubanos garante haver malhado cerca de 35.000 tipas (nomeadamente Margaret Trudeau, mãe do primeiro ministro Canadiano) e partilha com Cruz a valência de ser sanguinário? Quantos desejam realizar tais feitos? Quantos lhes seguirão o exemplo?

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A encantadora famíla Charlie Mason

Queria terminar com uma história exemplar que expusesse a hipocrisia esquizóide da hierarquia valorativa feminina comparativamente à competente, funcional e lógica hierarquia masculina. Podia ser a interacção entre Bruno e Sophie (Katja, no filme) e o fascínio adolescente da segunda por um país de crime e degradação como o Brasil; podia ser a letra do coincidente brasileiro MC MM em “Só quer Vrau” quando conta que “A malandra, assanhadinha”, “vai para a favela”; podiam ser milhões de enredos, livros, histórias e canções sobre mulheres que preferem homens maus a homens bons. Mas vou terminar com Charles Mason, desempregado, iletrado, ladrão, doente mental, violador de rapazinhos (começou-o com 17 anos), proxeneta, neonazi, assassino em massa. Já nos oitentas, casou com uma gata. Prendeu a atenção de milhares de groupies sem sair da cadeia. E dado o seu racismo, o seu machismo, a sua violência extrema, conseguem adivinhar quantos elementos da manoshpere integravam o seu grupo?

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No acampamento do BE que decorre enquanto escrevo estas palavras, os campistas participarão no workshop “Desconstrução masculinidade tóxica” – uma temática que o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra tem explorado, recebendo fundos públicos para o estudar com afinco. Mas quem é que parece valorizar insanamente a violência além do homossexual Jack Donnovan? As gajas. A tão propalada crise da masculinidade moderna é integralmente gerada por mulheres, neuróticas, contraditórias, ambivalentes, que paradoxalmente veneram e temem a masculinidade, exprimindo essa dualidade de sentimentos entre manifestações radicais e sessões de BDSM. Nós ficamos atónitos porque, por um lado, desejamos companhia, afecto e reprodução, mas por outro, repudiamos a violência. A cultura sublimou os instintos agressivos, civilizando o individuo em prol do bem colectivo, a colaboração ou a competição regrada em prol da guerra. Eu subscrevo esta tese bem como a de  Pankaj Mishra, “sempre houve muitas formas de ser homem ou mulher”. O que não existem são muitas formas de seduzir mulheres. Não sei muito sobre como ter sucesso nesse campo, mas sei bem como falhar: Erradicar a masculinidade.

A sexologia apelida as fãs de Cruz como hibristofílicas. Todavia, creio que antes da sexologia ser inventada (num laboratório do ISCTE), “algures nos céus (já) está(va) inscrita em letras de fogo uma lei que diz que para todos os homens, independentemente dos atos que cometeram, existe sempre algures uma mulher, regra geral mais nova e bem apessoada, disponível para o amar (…) desde um detido das FP-25 por quem se apaixonou uma procuradora do Ministério Público, passando por suspeitos de pedofilia até um padre que, em Fátima, de punhal na mão, tentou atingir o Papa, todos eles encontraram algures no caminho das prisões uma devotadíssima alma do sexo feminino disposta a arrostar com o estigma (?) de ser “a mulher de”.

O youtuber BlackPigeon ainda o explica melhor Ainda hoje, demasiadas mulheres procuram homens agressivos quer conscientemente quer não, de uma maneira que parece que esta psicologia tem estado inserida nas mulheres após anos de evolução. Significa que criminosos, gangsters e assassinos vão ser sempre mais atraentes para as mulheres do que homens honestos e trabalhadores. Sempre foram e sempre serão; Pensa em quantas mulheres se lançam a traficantes de droga versus, por exemplo quantas o fazem a professores de matemática. A atracção sexual está baseada nesta realidade para muitas mulheres, quer elas admitam quer não.

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A velha ordem patriarcal – que tantas mulheres condenam – era a que permitia aos Professores de matemática obterem mais mulheres do que os criminosos pois compreendia que a sociedade necessitava de matemática e dispensava o crime. Se preservarmos a ordem de valores hipergâmica feminina, arriscamos-nos a que um Professor de liceu desinteressante e carente de atenção feminina, como Bruno em Atomised, se inicie no crime como o protagonista de Breaking Bad, a fim exclusivo de se tornar atraente. Aparentemente, a única forma de vencer a solidão masculina dentro do contingente do feminismo para quem a escolha da mulher é sempre uma prioridade, é responderem acertivamente aos critérios femininos, diminuindo o número de docentes e aumentando o de criminosos. Afinal, na senda por chavoita, este procedimento – “a demonstração de violência” – funciona, enquanto a sua ausência condena ao fracasso.

Aqui perguntamos-nos quantos recorrerão à violência extrema para obterem os resultados de Nikolas Cruz, não por serem violentos ou mal-intensionados, mas porque é disso que as gajas gostam. Não acreditam? Tentem iniciar uma briga em frente à namorada/esposa/amante e testar in loco a fome do bicho.

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A alternativa é instituir a monogamia forçada, investir na família tradicional e regressar aos modelos de valores judaico-cristãos. Dizem-me que não funcionará porque a atracção não é uma escolha. Mas nesse quadro, muitas mulheres casarão com homens por quem não se sentem atraídas e serão punidas (com a morte) em caso de prevaricação. Pergunto: “E então?”. As relações tomarão inicio por insistência familiar e conveniência e aos rapazes com boas perspectivas de vida estará garantida reprodução, incentivando os demais ao labor. Os professores de matemática serão recompensados pelo intelecto e o esforço na docência e os criminosos serão decapitados. É assim que funciona no Islão – Lembrem-se disso quando o Islão nos estiver a conquistar (nota: já está).

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Portanto, caras sapatonas, se querem destruir a masculinidade tóxica façam-no. Condenem o monstro. Repudiem-no. Salvem a vida de todos os que enveredaram por caminhos tortuosos só para vos sentir as partes húmidas. Salvem o meu amigo. Está tudo nas vossas mãos (boca, ânus, vagina et al): Entreguem Sparow à armada, trespassem o coração do conde com uma estaca, ignorem o rapper e a sua decadência. Premeiem adequadamente a virtude – contra a vossa preferência, contra os vossos instintos e até quem sabe a vossa vontade – casem com Norrington, forniquem com J. Harker e Hellsing,  fodam com o professor de matemática. E chupem o Daniel.

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Seja por principio ideológico ou por premissa fisionómica, nem todos estamos igualmente preparados para a violência. Alguns estão muito pouco – Como será o meu caso. Mas há quem esteja menos. Quando há umas semanas, na tentativa desesperada por sair da Friendzone, um rapaz – sobejamente ignorado pela jovem que o acompanhava – procurou sobressair-se pelo uso dos punhos (nomeadamente quando me dispus a informar a jovem de que não pagaria o consumo mínimo do bar para a consumir), também tive de recorrer às artes do combate. Enquanto os lenços brancos se tingiam de vermelho após o contacto com o rosto ensanguentado do rapaz, senti-me solidário para com o tipo – não só por haver sido o responsável pelo estado lastimável em que as feições se encontravam – mas também porque compreendia o desespero de ser persistentemente emasculado pelo objecto do meu afecto. Daniel, companheiro, quero que saibas que fui para casa esperançoso, na expectativa que o enxerto de porrada que te enfiei tenha-te valido um felácio da galdéria; Se assim não for, avisa que te pago um. Bem mereces rapaz