Putas

O Patriarca não sabe se a culpa é do feiticeiro de serviço, mas de entre os termos de pesquisa que trazem gente a este blog, por algum motivo um dos mais frequentes é… putas.

termos de pesquisa

Posto isto, O Patriarca achou por bem revelar a sua posição relativamente ao uso de putedo.

O Patriarca não tem qualquer problema moral ou ético quer com as putas quer com os homens que recorrem aos seus serviços.

As mais lógicas e válidas objecções, como o tráfico humano e a exploração de menores, seriam facilmente resolvidas com a legalização e regulamentação da profissão.

As rameiras profissionais não só são impossíveis de erradicar, como tal seria indesejável, pois constituem um importante mecanismo de escape na sociedade. Por um lado mantêm a estabilidade mental de muitos homens que de outra maneira não têm acesso a sexo, por outro mantém em cheque os devaneios da população feminina em geral – não podem tornar tão difícil a vida aos homens que mais valha ir às putas.

Tendo em conta que até no Tinder há quengas a pedir dinheiro por nada, travecos e transgénicos, putas declaradas e gajas a pedir pizza, entre outras aberrações, não é de estranhar que para alguns homens a perspectiva de uma troca directa e sem espinhas de dinheiro por sexo não pareça assim tão mau.

Dito isto, O Patriarca aconselha qualquer homem que se veja impelido a ir às putas que dedique algum tempo a aprender Game. A sensação da caça bem sucedida é algo que todo o homem deveria vivenciar. Além disso, um utilizador regular de putas pode apresentar uma atitude de abundância que outros não terão. Pensar que se a gaja que tens à frente não quiser, as notas no bolso arranjam uma que queira, pode não ser um pensamento bonito, mas é um passo na direcção de uma frame forte.

Num mundo de betas, quem tem Game é rei.

 

Pérolas d'O Patriarca #3 – Respeito

O respeito é dos mais eficientes agentes secadores de cona conhecidos pelo homem.

Segue daqui uma conclusão lógica. Respeita as mulheres cuja passarinha pretendes que esteja seca na tua presença. A tua mãe, a tua irmã, as outras mulheres da tua família. Ok, talvez não as primas. As colegas de trabalho. As clientes.

As que queres comer… Não!

 

Na mesma cama

Como se pode violar alguém que dia após dia, noite após noite, partilha com o seu abusador o mesmo leito? Não pode. A violação no casamento é um mito feminista, de ataque ao “violador” e ataque ao casamento. É mais um. 

O relógio dita a terceira hora da madrugada, reunião às 8 e ainda não durmo. Estou a cinquenta quilómetros de casa, não ajudam, o sinal da internet é demasiado fraco para me distrair com algo que me possa adormecer. Os lençóis não ajudam. Estou farto de dizer à miúda para os trocar e, mesmo sendo a casa e a cama dela, estarmos a caminho do quarto ano de relação devia dar-me o direito de protestar nestas coisas. A porta da rua fecha, o Pai dela acabou de entrar. Significa que há mais uma pessoa quem eu posso acordar se me tentar escapulir pela madrugada. Vou mesmo ter de ficar a dormir ali, mas não consigo. Puta da insónia. E eu que tenho tanto para fazer.

Podia masturbar-me e talvez me viesse o sono. Mas com uma boneca daquelas ao lado, a masturbação é deprimente. Mas não vou acordá-la, a desgraçada tem de estar às 7:30 no hospital. Deixa ver se isto se faz sem muito estrilho.

Baixo-lhe as cuecas num gesto só.

– O que estás a fazer, murmura entre roncos.

– Cala-te, dorme mas é.

– Eu vou trabalhar daqui a um bocado, deixa-me dormir

– Pois eu não consigo dormir!

– E o que queres que eu faça?

– Não faças nada, fica aí paradinha

– Agora não, tenho de dormir

– Então dorme e não te lamuries que isto demora cinco minutos.

– Não, a sério, eu tenho de… e começa a ressonar novamente. Compasso de espera. Penetro-a devagar. Sinto o corpo a reagir, a vagina a humedecer, enquanto que a coitada intercala o tom, ora de gemido, ora de ressono. Não houve tempo para perfazer as formalidades exigidas pelo Bloco, uma declaração de aceitação em papel timbrado, revista por três notários e mais a Isabel Moreira. E passados os ditos cinco minutos lá fui dormir.

No dia seguinte, a caminho de Lisboa

– Tu ontem à noite, enquanto eu estava a dormir…

Não!

Nota prévia: O Patriarca repudia totalmente qualquer tipo de abuso sexual. Tudo o que se descreve aqui passa-se no contexto de uma relação consensual.

O almoço estava pronto, e ela veio chamar O Patriarca. Este, sentindo o pau feito da tesão de mijo, puxa-a para a cama, levanta-lhe o vestido, tira-lhe as cuecas.

“Está quieto, vamos almoçar!”

Bom, vai ter de ser à força então. Vira para cima, vira para baixo, ela fecha e estica as pernas com todas as forças que tem, gritos, risota… Ainda chega a meter a pontinha. Ela está encharcada mas resiste.

É incrivelmente difícil “violar” uma mulher se estiveres a tentar não a magoar.

O Patriarca atira a toalha ao chão. Levanta-se. “Ok, ganhaste. Vamos almoçar”

Ela agarra-lhe o braço. “NÃO!”

Quem não acredita que as mulheres têm fantasias secretas de submissão e/ou violação, não tem a cabeça no planeta Terra.

 

Joseph

A religião foi criada pelo Homem, sobre o Homem, para o Homem.

Não sou religioso mas respeito todas as formas de confissão, nomeadamente aquelas que foram capazes de cativar biliões de adeptos ao longo dos séculos. Tenho um desdém profundo pelo anti-clericalismo das burguesas Câncio e Co. mais para mais quando não entendem que a religião proporciona ensinamentos extraordinários acerca do mundo e viver ignorando-a é viver sem esses ensinamentos, como querer escrever artigos jornalísticos sem dar importância aos fundamentos da linguagem (o que ela faz).

Nela encontramos a prova de que a humanidade, apesar dos apetrechos tecnológicos, pouco ou nada evoluiu e que milhares de anos existiam as mesmas características que hoje definem a humanidade: A mesma ousadia, a mesma esperança, a mesma generosidade mas também a mesma ganância, cobiça e avareza, perjúrio.images.jpg

No antigo testamento (livro do Génesis) e também no Corão, vem mencionada a história do profeta Joseph (Yousef, Yusuf e outras adaptações). Filho de Jacob e o preferido do progenitor entre os 12 irmãos, foi trapaceado pelos mesmos e vendido como escravo, terminando no Egipto politeísta em casa de Potiphar, o chefe da segurança do Faraó. Judeu, o tratamento teria sido tenebroso se não caísse nas boas graças de Potiphar quem o nomeou governante da sua casa onde tinha espaço de circulação e manobra. Alimentou-o e acomodou-o resgatando a sua existência; Sem Potiphar, o profeta, teria seguramente definhado.

A casa do guarda era bem guardada. O quarto do casal estava protegido por 7 corredores sucessivos que perfaziam o perímetro da habitação. Corredores intercalados por paredes espessas e portas inquebráveis. O acesso era assim, virtualmente impossível: Ninguém podia entrar, mas também, ninguém podia sair.

Como servente, Joseph tinha de obedecer a todas as ordens provenientes do segurança ou de outro membro da respectiva família. Isso incluía a mulher de Potiphar, chamada de Zuleikah na Tora Judaica mas apenas de “a mulher de Potiphar” na Bíblia e “a esposa de Azis” no Corão (Azis significa em Árabe poder, força e “algo cuidado”, podendo referir-se a um segurança). Os livros sagrados dos Cristãos e dos Muçulmanos recusam-lhe (e bem) um nome próprio.

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Joseph era detentor de uma beleza incomparável, dizendo o Corão que de toda a beleza entregue aos homens do mundo, Joseph teria 50 % nele concentrada. Era também como um homem bom, devoto aos seus objectivos e valores. Por essa razão, desde o primeiro contacto entre ambos, a esposa do seu mestre, desejaria dormir com o escravo. Por cada vez que se cruzavam, ela comandava “deita-te comigo” mas a fidelidade ao homem que o acolhera e os valores princípios judeus/cristãos/muçulmanos não o deixavam cair em tentação.

Num dia em que todos haviam saído excepto Joseph, Zuleikah terá chamado o escravo ao interior  dos seus aposentos. Como bom servente, obedeceu. E de cada vez que cruzava uma das sete portas, a esposa de Potiphar trancava-a com uma fechadura inquebrável. Chegando ao quarto, comandou novamente que o escravo se deitasse com ela. E enquanto a recusava, ela tentou forçá-lo a penetrá-la.

Sem outra possibilidade de fuga, dirigiu-se à porta em corrida, pedindo a Eloah/Deus/Alá que o permitisse escapar. E uma por uma as portas foram magicamente abertas, enquanto que o profeta fugia da megera. Esta, numa última tentativa, agarra a sua veste mas mais uma vez, miraculosamente, o tecido rasgou-se num instante, permitindo a fuga de Joseph.  Foi assim capaz de fugir à violação.

Então a esposa de Potiphar, acusou o servo de violação.

Quadro de Van Rijin

A mulher despeitada é o animal mais perigoso do mundo. Traiçoeira, não lhe bastava procurar desrespeitar o esposo através do adultério, mentiu também sobre a idoneidade de um homem que nunca falhou para com os seus princípios. Assim que Joseph saiu do palácio, gritou em plenos pulmões que sofrera uma tentativa de violação por parte do Judeu. Rapidamente a palavra se espalhou e trouxeram o desgraçado à presença da mentirosa, assim como do marido que lhe prometia a morte.

Na sua versão dos factos, explica a forma como fora perseguido pela harpia desaustinada. E recorda-lhe “vede a minha camisola, mestre. Se a sua mulher a agarrasse para proteger, teria um buraco na parte da frente; Mas se ela me agarrasse porque me perseguia, o buraco estaria na parte de trás”. Noutra versão, foi na reacção da esposa face à ameaça de matar Joseph (“Não!”) que o segurança se apercebeu da mentira da esposa.

No fim, Joseph foi mandado para a prisão (e não para o cadafalso) para esconder a vergonha de Potiphar. Mas, mais adiante, tornar-se-ia o braço direito do faraó. Essa é outra história. Esta conta 3561 anos. Mas podia ter acontecido ontem, não?