A armadilha do Tinder

O Patriarca andava para comentar o caso da vaca que embarretou 1000 gajos no Tinder, e do quão patéticos eram os próprios. No entanto, às vezes alguém expõe os teus argumentos de uma forma tão clara e completa, que não vale a pena estar a reinventar a roda e mais vale postar o link.

Os Betas podem ser a espinha dorsal da civilização, mas quando passam determinados limites de subserviência também são a causa do fim.

Uma proposta política para extinguir os InCels

Hoje a Maria João Marques dirige-se erradamente à questão InCel cheia de preconceito e veneno, incapaz de se aperceber que para suprimir um InCel, basta que a jornalista lhe empreste a cona. É o cúmulo da cobardia, culpar a condição alheia, com uma cura nas mãos (entre as pernas) e recusar-se a entregá-la pela necessidade de conservar a existência de InCels como um alvo doméstico, uma ameaça omnipresente que – à semelhança do jargão fascista – permite que uma série de gente de merda continue a ter um poder tremendo num país com medo de discutir o que de facto aconteceu em Abril de ’74, ou de um saco de pancada.

Porque não desejo tão mal aos jovens InCels nem tão bem à genitália da opinadora, prefiro transcrever a proposta do fenomenal Roosh. O Microbiólogo e brilhante escritor conseguiu mais do que todas as câmaras legislativas atentas ao fenómeno supracitado; Deviam substituir o congresso Americano pela redacção do ROK.

  1. Ao contrário de quase todos os demais, Roosh caracteriza correctamente o Incel
    “Os Incels estão a matar somente porque estão a falhar em ligarem-se romanticamente ou sexualmente num mercado sexual intensamente competitivo que constantemente te esfrega na cara sexo e nudez. (…) É primeiro útil determinar o perfil básico de um InCel. Tipicamente ele não teve as mãos de um pai masculino ensinando-lhe os caminhos da vida e das mulheres. Ele foi provocado na escola, apesar de não agressivamente vítima de bullying, e tem poucos amigos. Ele não é bom em desporto ou em qualquer actividade que ajudasse a dar-lhe uma estética sexy. Ele não tem habilidades além de programar ou jogar jogos de vídeo. A sua educação lectiva ensinou-lhe que qualquer exibição de comportamento masculino é prejudicial às fêmeas, coisa que ele interiorizou em seu próprio detrimento. Mais severamente, ele é introvertido e não tem praticamente nenhuma habilidade a falar com raparigas ou atraí-las. Há uma década atrás, este tipo de macho herbívoro tornou-se num fenómeno cultural no Japão. Na América, este está-se agora a tornar no homem mediano. Dentro de alguns anos, mais de 50 % de todos os homens caíram no espectro incel.” 
  2. O Roosh identificou correctamente o que pretendem os InCels
    “Um Incel quer primeiramente uma relação amorosa com uma mulher atractiva. Segundo, ele quer sexo com qualquer mulher. Um macho que apenas se consiga deitar mas não experiêncie Amor pode ficar deprimido ou infeliz, mas é improvável que possua uma pulsão para matar. Aqueles quem acabam matando não receberam nem relações nem sexo. Sentem-se derradeiramente esquecidos pela sociedade. Para recordar a sociedade que eles de fato existem, eles recorre, a obter atenção da única maneira que conhecem: Matando. Alvejar pessoas é o mesmo para um InCel o que é para uma mulher fazer upload à Selfie (texto instagram) perfeita. É uma forma de dizerem por favor reconhece a minha existência e valida-a para mim.”
  3. Um InCel deixa de ser InCel se conseguir foder e por isso, para extinguir o InCel, têm de lhe arranjar foda*
    “Os InCels devem ser providenciados com prostitutas gratuitas. Aos InCels será dado um código QR móvel para ter sessões sexuais legalizadas complementares a cada seis meses, o intervalo de tempo que eliminaria imediatamente a sua necessidade de matar. Às putas que fizessem parte deste programa seria dado um treino especial para fazerem os InCels sentirem-se especiais chamando-lhes “bonitos”, “poderosos” e “confiantes”, elogios que nunca ouviram nas suas vidas. As putas arrasarão o seu mundo a uma extensão tal que os InCels esperariam pacientemente para viver em liberdade mais seis meses para poderem fornicar de novo. (…) Depois da experiência sexual, o InCel daria à sua puta governamental uma classificação num sistema de 1 – 5 estrelas. Putas que ficassem aquém das três estrelas, seriam eliminadas do programa, garantindo que o governo apenas contrataria as melhores putas para os InCels visto que esta é uma matéria literalmente de vida ou morte.”
  4. Não só os homens devem ser artificialmente abonados por culpa das suas vantagens naturais no mercado sexual como as mulheres devem ser prejudicadas
    “As mulheres solteiras vão pagar pelas putas dos InCels. Vão ser recordadas que as suas escolhas em parceiros sexuais têm ambas consequências financeiras e mortais.(…) Quem comprar um iPhone terá de providenciar identificação pessoal que revele o seu sexo. Se o comprador for mulher e não casada, um imposto de 100 % será adicionado. As mulheres também serão taxadas em 5 Dolares por cada match que receberem no Tinder e cada pílula contraceptiva comprada por uma mulher solteira virá com um dólar extra de impostos que irá directamente para financiar o programa. (…) Sempre que uma rapariga utilizar o seu telemóvel para conseguir a atenção de um homem atraente, obtenha um novo match no Tinder com um tipo bom, ou meta uma pílula de controlo de natalidade que a deixe ter sexo sem se querer reproduzir, a sua mente irá exibir a percepção de que o seu dinheiro facilmente ganho está a ir para os InCels que ela se recusa a comer. Se uma mulher escolher InCels simpáticos para ter sexo, esses InCels não precisaram das putas e assim, os impostos serão reduzidos.”
  5. Apesar de ter sido tratado pelos média como um activista de extrema-direita, as políticas que Roosh propõe são profundamente Socialistas
    “O programa vai ser integralmente financiado por impostos nos Productos que permitem às mulheres terem sexo casual com homens atractivos: a pílula, as aplicações de encontros e os Smarthphones. É aceitável que as mulheres queiram esquecer os 50 % do fundo da população masculina para relações sexuais, mas terão de pagar para que estes homens não matem outros cidadãos. Temos de impedir que os requisitos elevados das mulheres modernas causem mortes.”
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Eu votava nele

* Nos anos ’70, provavelmente como consequência da revolução sexual e do abandono definitivo da Igreja, polvilhavam as seitas e os cultos de entre os quais o de Manson, não era o mais marado. Associado, surgiu a figura do desprogramador, popularizada pelo autor Ted Patrick, um teso que resgatou o seu próprio filho Michael da seita “As Crianças de Deus”. O complexo e tortuoso processo de desprogramação, envolvia abdução, sequestro, privação de sono, violência e até violação, por forma a persuadir o individuo a abdicar da sua identificação grupal prévia, renunciar à sua ideologia ou fé. Era exercido essencialmente sobre jovens cujos Pais remuneravam os desprogramadores para retirarem os filhos da influência dos cultos e uma sessão podia custar até 25.000 dólares. Podia a mesma técnica servir para dissuadir membros de organizações terroristas, islâmicas ou comunistas? Provavelmente, mas fechem os cordões à bolsa quando chegarem aos InCels, já que não têm ideologia nem fé nem são um grupo. Basta darem-lhes coninha para extinguir o critério de pertença. Do que estão à espera? Que mais alguém morra?

Ser Beta mata (e ninguém quer saber)

Um homem patético que foi para o seu próprio casamento com um olho negro causado pela mulher foi assassinado por ela dois meses depois.

Uma vítima daquela tendência masculina de ignorar os defeitos de personalidade dela porque ela fisicamente é algo como isto?

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Claro que não. Uma gaja destas por mais louca que seja não se deixa comer por um beta, pelo menos até à parede. Mete-se com Alfas, com resultados previsíveis:

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O prémio de um beta é mais pontiagudo e menos agradável esteticamente:

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Obviamente, como a violência feminina não existe, o gajo foi ignorado de cacetada em cacetada até à facada final.

Lições a retirar? Não atures malucas. Não sejas a bóia de salvação de uma gorda pós parede. O prémio do Capitão SalvaQuenga é na melhor das hipóteses uma poia na cara. E acima de tudo não sejas beta. Se vais levar uma facada no coração, que seja de uma gaja por quem a maioria dos homens arriscaria a vida para foder.


LINKS ARQUIVADOS

https://web.archive.org/web/20180824103137/https://www.bbc.co.uk/news/uk-england-lancashire-45277554

 

O rapper, o pirata, o vampiro e o assassino

Se a taxa de suicídios masculinos mais elevada da história, se a mutilação genital masculina, se a taxa de descasamentos, os furtos por divórcio, o abandono e a solidão masculina são responsabilidade do feminismo, também o alheamento, as vidas desperdiçadas nas chamas da passividade e da indolência, ou mesmo as taxas de criminalidade machas o são. Sem assumirem essa responsabilidade, as mulheres e o feminismo continuarão a prejudicar a sociedade, acabando ironicamente, como vítimas das suas próprias falhas.

Há pouco mais de um ano, conheci um rapaz que queria ser rapper. A sério. A insegurança provocada por uma compleição franzina e pouco talento escolar empurrou-o para uma fuga fácil na demanda da atenção feminina. Ou por outra, a propensão da atenção feminina para incidir sobre ridicularias afim, empurrou-o a desligar-se do circuito escolar permutando-o pelo meio esguio, impudico e inviável que é o obsescuro mundo do rap.

Como todos os que deambularam na circujacência do hip-hop, cedo descobriu que a música de pretos – sobretudo quando protagonizada por brancos – tem muito pouco que ver com a métrica rimática, ou com a sofisticação dos beats. O rap é uma indústria judaica que glamoriza o crime, a marginalidade, a vulgaridade e o baixo nível. A sociedade esquizóide ocidental que se horroriza por cada ligeira e ínfima demonstração de assertividade e lhe chama micro-agressão, tolera ao rap demonstrações de brutalidade, apenas uma ínfima parte das quais ataca somente os meus ouvidos. E fá-lo com orgulho de pretos, mesmo quando é elaborado por brancos.

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93, malta

Denotando que o hip-hop começou como uma forma de expressão quasi-tribal entre a população operária preta Americana e se converteu numa indústria multi-bilionária, exclusiva e elitista, observamos que quase tudo no rap mudou: os temas, a produção, os canais de disseminação, os meios, os agentes, os protagonistas, as músicas perderam qualidade, as letras foram encurtadas e simplificadas – Quatro estrofes tão fluídas como dobradiças mal oleadas, hoje, fazem um hit à escala mundial. Só sobrou a petulância, essa agressividade que no inicio se inspirava nos combates sociais do advogado Martin Luther King e passou a ladear criminosos profissionais, feministas e os combates Chris Brown na cara da namorada.

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O hit de Chris Brown

O apelo Universal – e especialmente feminino –  da violência que a “Empatia Patológica” Europeia não conseguiu apagar, foi um dos factores que convocou muitos jovens Europeus a lutar na Síria ao lado do Estado Islâmico; Não me espantou descobrir que vários, mesmo muitos dos que por lá pousaram, haviam deambulado pelo rap. Isso  inclui dois (ou três) Portugueses, o infame Jihadi Johnmiúdas brasileiras e os irmãos Kouachi,  autores do morticínio no Bataclan.  No último conto do Roosh, um dos seus personagens ficcionados confessa “eu ouvia rap antes de sair à noite; Punha-me no mood”.

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Omar Mostefaï (um dos autores dos atentados de Paris) num vídeo de rap revelado pela BFMTV

Como sabem os PUA’s, a ausência dessa agressividade é um passe de entrada permanente na tenebrosa Friendzone. No rap, a droga está omnipresente mas apenas porque, à parte do seu teor de satisfação fugaz – qual é o sexo para quem os prazeres videiros terminam aos 30? Não será para mim, espero – é ilegal. Se as drogas fossem legais, os rappers adquiririam perante a mesma, o comportamento que outra tribo urbana, os Straight Edge. E que têm em comum? Pois, a violência.

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Bam Stoker percebeu-o no final do século XIX. O romance que o notabilizou explora a dicotomia da sexualidade feminina. Capacidades dedutivas equiparáveis às do personagem imaginado pelo seu primo Arthur Conan Doyle, levara-o a desvendar o caso sobre o que atraía emocionalmente uma noiva integrada e abastada – O monstro. Se no inicio do livro, Vlad atrai Johnathan com o seu conhecimento e cultura, cordialidade e mundividência, prestando-lhe auxílio, agraciando-o com pequenos favores e demonstrações de empatia, depois de o Empalador conhecer Mina,  tudo em Drácula se torna sexual.

Das suas intenções predatórias à habilidade enguiçadora. Da juventude eterna ao anticlericalismo. Do omnipresente sangue à forma vaginal que os lábios do conde simulam em quase todas a suas representações gráficas. Há muito por onde escolher; E, à semelhança com Carmilla – que na verdade precedeu Stoker – o vilão eslavo possui o poder do vampirismo: transformar, através de um iniciático ritual penetrativo, uma criatura inocente num monstro sedento de sangue. Carmilla é lésbica (a transformação no vampiro é análoga à iniciação na fufaria), eterna (força-a a procurar sempre mulheres mais novas e inocentes) e centra os jogos da sua perversão na perversão da fêmea – o homem é simplesmente mau, mas a mulher é perversa.

(milhões de metáforas; Nenhuma homofobia)

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Ciclicamente, a figura do vampiro regressa para preencher o vazio cultural que o Ocidente nos lega

Ciclicamente, a figura do vampiro regressa para preencher o vazio cultural que o Ocidente nos lega – uma versão juvenil das cinquenta sombras. Tal como o corsário. No filme “Piratas das Caraíbas”, Elizabeth Swan começa por ignorar o pretendente James Norrington – um comodoro da armada, leal à coroa, filho de um almirante e recomendado pelo governador Swan (pai de Elizabeth), para titubear entre dois tratantes. Nos cinco filmes, Elizabeth prefere sempre o mais escumalha, aquele cuja sexualidade é mais ambígua, mais sexy, numa época em que a androgenia é exultada. Não é um guião friamente dactilografado, é um filme, o filme, a saga, feitos para que, ao fim de vinte minutos, Norrington – que é assassinado no fim, depois de resgatar Swan –  seja esquecido pelos espectadores.  E Elizabeth? Tal como a Laura de Carmilla, torna-se num pirata.

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Lembram-se quando os homens eram mais promiscuos e as mulheres condenavam-no? Vampirismo

Para que não me interpretem mal, li muito sobre os sugadores de sangue em criança (há pelo menos duas séries fantásticas sobre o assunto), ouvi rap na adolescência e tenho interesse na proeminência moderna da pirataria (como na da escravatura). Não desconsidero a relevância de a omnipresença destes antiheróis – de facto, tornados heróis na nossa cultura de valores invertidos – não seja benéfica por distractiva, analgésica, como os videojogos o são para as crianças, dissipando as suas necessidades conflituosas num objecto inócuo. Ter acompanhado Narcos ou Breaking Bad no Netflix, como acompanhar a revolução Cubana no fim dos anos ’50, permitiu ao funcionário da classe média, experimentar aventura e adrenalina no conforto do seu sofá, longe da selva colombiana ou das ruas perigosas onde 2Pac foi assassinado.

O problema é uma minoria alheada do metro boulot dodo, nomeadamente pela força da idade, desejar quebrar a quarta janela para se lançar nesse mundo desavindo, sem predilecção ou condições para o fazer adequadamente. Aí estão muitas feministas, muitos degenerados, muitas almas sensíveis prontas a engolir a primeira treta que o mercado lhes puserem à frente; E aí, está o meu amigo, que muito muito muito em breve se tornará um rapper de sucesso – “E aí vai ser só gajas mano” – como me diz sempre quando o apanho no fim do turno da noite, à porta de um restaurante pertencente a uma cadeia de fastfood.

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Alguém postulou que este gajo, mais do que doente mental, era uma vítima

Falei sobre o rap mas esqueci dois elementos. A proeminência: Ninguém se questionou como os ritmos tribais saíram do guetto para se tornar no estilo de música mais popular do mundo. Será que o hip-hop se aprimorou? Pelo contrário, degradou-se mas os produtores puseram-no em todo o lado e nem são as quadras mais entrelaçadas que melhor vendem, ou o meu amigo estaria mais rico do que Pitbul. Em miúdo, eu desnovelava as asonâncias e julgava a recompensa, em dinheiro e estatuto, merecida. Mesmo sabendo que os poetas sonoros eram inimaginavelmente melhor remunerados do que os congéneres do papel! Foi preciso escutar o inigualável Mr.Bond – que produz em casa, gratuitamente, anónimo – para perceber quão fácil é a faina dos rapistas, muito. Bem podemos começar a pagar ao neonazi; Por alternativa, devíamos deixar de pagar o rap.

E a utilização corrente de estupefacientes? Abundantes na contra-cultura onde todos os seus integrantes – as pessoas com mais poder acumulado desde o ancien Regime – a utilizam. Mas o facto de pessoas populares serem degeneradas não torna os degenerados populares; Qualquer jovem se pode drogar como Kobain ou Joplin sem obter as prebendas dos citados ou algo ademais degradar a sua própria vida. E a dos demais?

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O Assassino

Nicolas Cruz era uma vítima de bullying, habituado ao destrate diário dos seus colegas. Não existindo provas de ser um InCel, tinha-lhes a solidariedade de que infelizmente carecem, venerava Eliot Rodger e tornou-se – ele próprio – num dos santos da comunidade que, pela primeira vez, teve algo a assinalar no São Valentim. Mas se tinha dificuldades com o sexo oposto, elas já se foram. Pela primeira(?) vez, as gajas – que nunca o viram, que nunca estiveram com ele – começaram a gostar do rapaz. Muito. Uma das suas fãs, está a organizar uma recolha de fundos para suportar o processo judicial do homicida; Chama ao homicida “A primeira vitima“.

Este gajo tem uma vida sexual mais interessante do que a minha. Provou aos PUAhaters mais incrédulos que é possível ultrapassar a inceldom mesmo sem adquirir músculos ou ganhar dinheiro; Basta cometer um homicídio em massa e continuar a sorrir. O problema é que não pode aproveitar a torrente de fãs molhadas que o desejam – está preso!

Vamos imaginar que ele era Português e dirigente de um dos Partidos da Geringonça. Como seria a sua vida quando saísse da choldra em dias depois do ministério público decidir destruir todas as escutas no processo: como a do baterista Carmine Appice (Vanila Fudge, KGB) que fodeu com 4500 mulheres – 300 das quais entre os 17 e os 18 anos? Ou como Fidel, que o politburo dos comunistas cubanos garante haver malhado cerca de 35.000 tipas (nomeadamente Margaret Trudeau, mãe do primeiro ministro Canadiano) e partilha com Cruz a valência de ser sanguinário? Quantos desejam realizar tais feitos? Quantos lhes seguirão o exemplo?

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A encantadora famíla Charlie Mason

Queria terminar com uma história exemplar que expusesse a hipocrisia esquizóide da hierarquia valorativa feminina comparativamente à competente, funcional e lógica hierarquia masculina. Podia ser a interacção entre Bruno e Sophie (Katja, no filme) e o fascínio adolescente da segunda por um país de crime e degradação como o Brasil; podia ser a letra do coincidente brasileiro MC MM em “Só quer Vrau” quando conta que “A malandra, assanhadinha”, “vai para a favela”; podiam ser milhões de enredos, livros, histórias e canções sobre mulheres que preferem homens maus a homens bons. Mas vou terminar com Charles Mason, desempregado, iletrado, ladrão, doente mental, violador de rapazinhos (começou-o com 17 anos), proxeneta, neonazi, assassino em massa. Já nos oitentas, casou com uma gata. Prendeu a atenção de milhares de groupies sem sair da cadeia. E dado o seu racismo, o seu machismo, a sua violência extrema, conseguem adivinhar quantos elementos da manoshpere integravam o seu grupo?

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No acampamento do BE que decorre enquanto escrevo estas palavras, os campistas participarão no workshop “Desconstrução masculinidade tóxica” – uma temática que o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra tem explorado, recebendo fundos públicos para o estudar com afinco. Mas quem é que parece valorizar insanamente a violência além do homossexual Jack Donnovan? As gajas. A tão propalada crise da masculinidade moderna é integralmente gerada por mulheres, neuróticas, contraditórias, ambivalentes, que paradoxalmente veneram e temem a masculinidade, exprimindo essa dualidade de sentimentos entre manifestações radicais e sessões de BDSM. Nós ficamos atónitos porque, por um lado, desejamos companhia, afecto e reprodução, mas por outro, repudiamos a violência. A cultura sublimou os instintos agressivos, civilizando o individuo em prol do bem colectivo, a colaboração ou a competição regrada em prol da guerra. Eu subscrevo esta tese bem como a de  Pankaj Mishra, “sempre houve muitas formas de ser homem ou mulher”. O que não existem são muitas formas de seduzir mulheres. Não sei muito sobre como ter sucesso nesse campo, mas sei bem como falhar: Erradicar a masculinidade.

A sexologia apelida as fãs de Cruz como hibristofílicas. Todavia, creio que antes da sexologia ser inventada (num laboratório do ISCTE), “algures nos céus (já) está(va) inscrita em letras de fogo uma lei que diz que para todos os homens, independentemente dos atos que cometeram, existe sempre algures uma mulher, regra geral mais nova e bem apessoada, disponível para o amar (…) desde um detido das FP-25 por quem se apaixonou uma procuradora do Ministério Público, passando por suspeitos de pedofilia até um padre que, em Fátima, de punhal na mão, tentou atingir o Papa, todos eles encontraram algures no caminho das prisões uma devotadíssima alma do sexo feminino disposta a arrostar com o estigma (?) de ser “a mulher de”.

O youtuber BlackPigeon ainda o explica melhor Ainda hoje, demasiadas mulheres procuram homens agressivos quer conscientemente quer não, de uma maneira que parece que esta psicologia tem estado inserida nas mulheres após anos de evolução. Significa que criminosos, gangsters e assassinos vão ser sempre mais atraentes para as mulheres do que homens honestos e trabalhadores. Sempre foram e sempre serão; Pensa em quantas mulheres se lançam a traficantes de droga versus, por exemplo quantas o fazem a professores de matemática. A atracção sexual está baseada nesta realidade para muitas mulheres, quer elas admitam quer não.

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A velha ordem patriarcal – que tantas mulheres condenam – era a que permitia aos Professores de matemática obterem mais mulheres do que os criminosos pois compreendia que a sociedade necessitava de matemática e dispensava o crime. Se preservarmos a ordem de valores hipergâmica feminina, arriscamos-nos a que um Professor de liceu desinteressante e carente de atenção feminina, como Bruno em Atomised, se inicie no crime como o protagonista de Breaking Bad, a fim exclusivo de se tornar atraente. Aparentemente, a única forma de vencer a solidão masculina dentro do contingente do feminismo para quem a escolha da mulher é sempre uma prioridade, é responderem acertivamente aos critérios femininos, diminuindo o número de docentes e aumentando o de criminosos. Afinal, na senda por chavoita, este procedimento – “a demonstração de violência” – funciona, enquanto a sua ausência condena ao fracasso.

Aqui perguntamos-nos quantos recorrerão à violência extrema para obterem os resultados de Nikolas Cruz, não por serem violentos ou mal-intensionados, mas porque é disso que as gajas gostam. Não acreditam? Tentem iniciar uma briga em frente à namorada/esposa/amante e testar in loco a fome do bicho.

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A alternativa é instituir a monogamia forçada, investir na família tradicional e regressar aos modelos de valores judaico-cristãos. Dizem-me que não funcionará porque a atracção não é uma escolha. Mas nesse quadro, muitas mulheres casarão com homens por quem não se sentem atraídas e serão punidas (com a morte) em caso de prevaricação. Pergunto: “E então?”. As relações tomarão inicio por insistência familiar e conveniência e aos rapazes com boas perspectivas de vida estará garantida reprodução, incentivando os demais ao labor. Os professores de matemática serão recompensados pelo intelecto e o esforço na docência e os criminosos serão decapitados. É assim que funciona no Islão – Lembrem-se disso quando o Islão nos estiver a conquistar (nota: já está).

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Portanto, caras sapatonas, se querem destruir a masculinidade tóxica façam-no. Condenem o monstro. Repudiem-no. Salvem a vida de todos os que enveredaram por caminhos tortuosos só para vos sentir as partes húmidas. Salvem o meu amigo. Está tudo nas vossas mãos (boca, ânus, vagina et al): Entreguem Sparow à armada, trespassem o coração do conde com uma estaca, ignorem o rapper e a sua decadência. Premeiem adequadamente a virtude – contra a vossa preferência, contra os vossos instintos e até quem sabe a vossa vontade – casem com Norrington, forniquem com J. Harker e Hellsing,  fodam com o professor de matemática. E chupem o Daniel.

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Seja por principio ideológico ou por premissa fisionómica, nem todos estamos igualmente preparados para a violência. Alguns estão muito pouco – Como será o meu caso. Mas há quem esteja menos. Quando há umas semanas, na tentativa desesperada por sair da Friendzone, um rapaz – sobejamente ignorado pela jovem que o acompanhava – procurou sobressair-se pelo uso dos punhos (nomeadamente quando me dispus a informar a jovem de que não pagaria o consumo mínimo do bar para a consumir), também tive de recorrer às artes do combate. Enquanto os lenços brancos se tingiam de vermelho após o contacto com o rosto ensanguentado do rapaz, senti-me solidário para com o tipo – não só por haver sido o responsável pelo estado lastimável em que as feições se encontravam – mas também porque compreendia o desespero de ser persistentemente emasculado pelo objecto do meu afecto. Daniel, companheiro, quero que saibas que fui para casa esperançoso, na expectativa que o enxerto de porrada que te enfiei tenha-te valido um felácio da galdéria; Se assim não for, avisa que te pago um. Bem mereces rapaz

A Hipergamia Mata (II)

“A história de toda sociedade até aos nossos dias é a história da luta de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, mestre de ofício e companheiro, em resumo, opressores e oprimidos se encontraram sempre em constante oposição, travando uma luta sem trégua, ora disfarçada, ora aberta, que terminou sempre através de uma transformação revolucionária de toda a sociedade” – Karl Marx e Friedrich Engels, O Manifesto do Partido Comunista

 “A rebelião dos celibatários involuntários já começou” (The InCel Rebellion has already begun!). Foi com estas palavras que o Canadiano Alek Minassian se despediu das redes sociais, antes de assassinar 9 pessoas e ferir algumas dezenas. Isto aconteceu na 3ª cidade do mundo mais adequada para acolher LGBT’s , capital do sétimo melhor país onde residir uma feminista, o país onde a elevada regulação do porte de arma devia manter a população segura, e a elevada incidência do estado social deveria manter as franjas desacreditadas, satisfeitas

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23º Governo Canadiano de sua majestade (Her Majesty’s Government)

Eliot Rodgers, a quem o assassino se referiu como “irmão”, era Americano. Mas provinha da Califórnia, considerado o quarto Estado mais liberal dos USA, menor incidência de armas e maior incidência de impostos . Vale a pena mencionar que, como o congénere yankee, Alek não era especialmente mal parecido, com o seu queixo definido, nariz direito, malares proeminentes e olhos grandes. Ainda assim se queixava de insucesso nos jogos de conquista, demonstrando como o fenómeno InCel é um problema societário e factual, em vez de individual e psíquico.

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Minassian, o segundo em cima a contar da esquerda, não era mal parecido

Na China e na Índia, o celibato involuntário foi gerado pela demografia. A política de planeamento familiar inaugurada por Hua Guofeng e prosseguida por Deng Xiaoping gerou, geração mais tarde, 70 milhões de ínubos. 7 x 107 machos quem, segundo as previsões das autoridades locais, serão incapazes de emparelhar, não obstante as práticas de casamentos combinados ou entrega de dotes pré-matrimoniais. Solução? Importar mulheres de países menos bem-sucedidos (como o Camboja ou o Vietnam) ou enfrentar a obliteração genética. No médio Oriente, a poligamia permitida e promovida pelo Islão também condenou muitos homens ao isolamento em vida. Mas a sociedade teocêntrica que gerou o problema também lhes oferece uma solução – devotar a vida ao todo-poderoso ou entregar-lha em nome da guerra santa.

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Ao Ocidente a maleita, tardia e artificial, lá chegou. Não pela falta de direitos ou autonomia das mulheres, mas pelo excesso. Não em 2018, mas em 1989. Não na conservadora América, na economicista Alemanha, na ultramontana Inglaterra, mas no libertino Canadá. Acossado pelo feminismo e decidido a cambiar o seu destino, Marc Lépine – filho da globalização entre um Argelino e uma Enfermeira Québécoise – assassinou 14 mulheres no chamado “massacre de Montreal” por querer “combater o feminismo”. O mesmo aconteceu com o terrorista Andrew Berwick, na superigualitária Noruega, em 2011.

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Os últimos anos foram marcados por ocorrências sobrenaturais: camiões revessando-se sobre a população, expansão de doenças psicológicas e, claro, desintegração por falta de meios socioeconómicos. Frequentemente, os especialistas em odiar brancos (Lépine não o era, mas vamos ignorar isso), branqueiam atentados brutais com a terminologia supracitada, mesmo que estejam implícitos mais assassínios do que os cometidos por Berwick ou Rodgers. Mas quando um tipo massacra em nome da Jihad, eu considero um desrespeito para com ele próprio (e já agora, para com as vítimas) que não escutemos os seus intuitos. Há inúmeros paralelismos entre as duas classes de morticínios e pretendo explorá-los detalhadamente. Por isso vou ouvi-los. Vou escutar o que os facínoras têm para dizer. Enquanto se enumeram as causas fictícias por detrás do ímpeto homicida do Canadiano, eu acho que vale a pena atentar nas suas palavras, ou não fossem o acto terrorista – como todos os actos terroristas –  uma manobra promocional nos dias do ego.


Jude Appatow lançou em 2005 o filme Virgem aos quarenta anos. A wikipedia descreve o protagonista do filme como “um virgem de 40 anos de idade, que é involuntariamente celibatário. Ele mora sozinho, recolhe figuras de acção, joga jogos de vídeo, e sua vida social parece consistir em assistir Survivor com seus vizinhos idosos. Ele trabalha no estoque em uma loja de electrónicos chamada SmartTech

Não só este perfil é factual como se tornou mais frequente após 13 anos de acossa feminista , e se estendeu além das fronteiras do tenebroso mundo Ocidental. Simultaneamente, e mesmo sem ver o filme ou qualquer descritivo seu, sabe o leitor e por automatismo que alguém virgem aos 40 anos é necessariamente um homem, que se pode chamar Carrell (o personagem da película) ou Alek ou Elliot.

É este o queixume dos homicidas. E é um problema válido. Apesar de condenarmos severamente a sua atitude perante o mesmo, identificamos-lo e reconhecemos-lo. Não se trata meramente de não ter sexo ou não procriar, ou quedar-se condenado a uma vida de solidão. Recentemente, num casamento Católico escutei duas frases que me marcaram: “Deus criou a mulher para fazer companhia ao homem” e “Enquanto prova do Amor de Deus, o Casamento é um projecto de felicidade”. Estes homens estão condenados a desconhecer a companhia, o Amor de Deus e a Felicidade.

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Expectativa de vida de um InCel

Mas é também sobre o preconceito de que os homens solitários sofrem no Ocidente, seja no trabalho, seja na vida cívica , seja na vida social. Se não nos fizermos acompanhar por uma fêmea, somos vistos como perigosos. Somos concordantemente discriminados – Por outras mulheres! pois à excepção dos SJW, os homens com sucesso vaginal são tão solidários para com estes pobres coitados que se aglomeram em fóruns oficiosos para lhes ensinar como levar uma vida melhor. Quando este preconceito verter em perseguições, prisões, despedimentos massivos? É tão mau que há gajos que escolhem deixar de o ser para fugirem ao preconceito

I'm not sure if I should be offended or happy since then we could get free neetbux

Validando estes problemas, muitos buscam soluções e o Pick-up deixou de ser uma subcultura estigmatizada para ser legitimado como instrumento valioso à sobrevivência no Ocidente. O autor Roosh V escreveu que se Eliot Rodgers houvesse aprendido PUA, nunca teria cometido nenhum massacre, e até o reputado psicólogo Jordan Peterson admite a importância da sedução, explicando-a brilhantemente com base no filme “O Rei Leão”.

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Segundo o também académico, na narrativa, Simba desilude a parceira ao recusar aceitar responsabilidades que o transitem para a vida adulta, e só depois de realizar essa transição (tornar-se adulto, assumindo responsabilidades) passa a poder usufruir dos direitos correspondentes como a intimidade, o sexo e a chave para a parentalidade. Fica dado o recado de que os PUA’s devem amadurecer, antes de almejarem seduzir mulheres.

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InCel: Individuo que apenas encontrou este olhar na tela do cinema

Mas perante uma trupe de jovens que estariam dispostos a governar as Terras do Orgulho ou a defrontar o malvado Scar só para poderem ver pachacha, Peterson forçou-me a rever o filme. Vendo-o, apercebi-me de que esta sequência de acontecimentos está enviesada. Na verdade, a fêmea já seduzira o príncipe antes deste realizar a dita transição. Na verdade, ela tomara iniciativa nesse ritual sem lhe colocar contrapartidas*. Na verdade, o seu envolvimento data de quando Simba se recusa terminantemente a crescer e a maturação pessoal do leão não é condição sine qua non para este acontecer.

Se outro personagem assumisse o pesado ónus que o jovial Simba recusou, se outro interveniente cumprisse a condição posteriormente colocada a Simba, jamais com essa coragem – por esse cumprimento – conquistaria o coração e o corpo da leoa.

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“Se nós aceitarmos governar esta merda, podemos montar a gaja?”

Rodgers e Alek pensaram como Peterson. Eles acreditaram que as suas virtudes pessoais lhes trariam a companhia almejada. Eles creiam mais cedo ou provavelmente mais tarde que o dinheiro e classe social de Rodgers ou a humildade e capacidade de trabalho de Alek, compensariam sob a forma desejada, sob a forma de uma vagina molhada. Mas como later never comes, aperceberam-se de que foram logrados desde o primeiro dia das suas vidas quanto aos mecanismos que estabelecem atracção e uma mulher por um homem. A atracção não é uma escolha.

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A face da desilusão

Assim, não pode ser merecida, conquistada ou transacionada. O sexo pode e as relações resumidas a quartos mortos ou a sessões mensais de posição missionário com choro e rata seca, demonstram que uma mulher pode foder até para que o homem deixe o lixo no contentor**. Naturalmente, é dessa possibilidade que nasce a prostituta.

Este conceito, todavia, também se cola aos PUA’s e Redpillers que propagam o seu game pelo espaço cibernético. Obedecendo a uma filosofia platónica, semelhante à que moveu os InCels, os gurus instruem os seus aprendizes a decorar este número de linhas ou a adquirir esta forma física, dizendo-lhes que a recompensa virá mais tarde. Na sua linguagem, o dinheiro de Rodgers e o labor de Alek traduzem-se em horas de treino ou sessões de sarge e eu pergunto-me quantos contarão, com a mesma ansiedade, o número de abdominais ou as repetições do bench-press; Quantos enumerarão, com o mesmo desespero, o número de abordagens ou os timingos de Hook-Point, necessários para merecer chavoita, interiorizando – em ambos os casos – que se lhes deve ser exigido sacrifícios para obter aquilo que as mulheres conseguem sem esforço.

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“Quantas faltam para foder?”

Alguns InCels advogam que o auto-desenvolvimento é um mito. No limiar, impelir alguém a “apostar em si mesmo” ou investir numa carreira ou num ganha pão ou num qualquer tipo de prestígio, é pedir-lhe que espere até aos 40 ou 50 anos para poder ter direito a rata (falta saber durante quanto tempo). É claro que depois estão confinados a congéneres hediondas, gastas, gastadeiras e mal-agradecidas porque se dormirem com alguém mais novo, podem aguardar por uma torrente de impropérios e acusações legais. Por outro lado, Houellebecq escreveu que a vida sexual dos homens se divide entre o período das suas vidas em que não aguentam suficiente tempo para satisfazer uma mulher, e o período das suas vidas em que não possuem pujança suficiente para o fazer. Aqueles que esperam sucesso e fortuna para copular, podem contar com a segunda.

Diz o povo que “quem espera desespera”. Para alguns, efectivamente a vida melhora. Para Alek e Eliot não. Perceberam que depois do liceu, da faculdade, da idade, não chegou o momento das suas vidas em que finalmente se tornavam atraentes. Nunca chegaria. Nunca estariam vivos. Por isso, mataram.

É para Esperar? Pelo quê?

Sem regulação apertada e redistribuctiva, a intimidade – tal como a atenção – converte-se num bem escasso. Uma sociedade que mede os cidadãos pela quantidade de intimidade obtida é tão desigual como a que mede o homem pela nobreza de sangue ou pela quantidade de dinheiro. Não  se fizeram esforços eficientes para democratizar a carne; Pelo contrário, a sua liberalização aumentou a disparidade social, a segmentação de classes, a diferença entre os que têm muito e os que não têm nada.

Esses são os InCels.

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Os InCels estão no fundo da cadeia alimentar e sem cona

 

No meu texto anterior, dei o exemplo de 1789 para explicar o sentimento revoltoso entre os despojados do mercado sexual liberal – os famintos do alimento humano. O brilhante Roosh escreveu-o o melhor: “‘Deixa-os comer bolo’ é hoje ‘Deixa que estes falhados privilegiados e socialmente estranhos tenham XBox e pornhub”. No ano de todas as revoluções – 1848 –  a liberalizarão industrial retiraria poder de compra ao proletariado enquanto aumentava a sua dimensão e reduzia os direitos laborais. Também a emigração era problemática, com os orientais a capturar os postos de trabalho como hoje os pretos capturam fanfa. As más colheitas dos anos transactos e a imobilidade da propriedade da terra, ditariam a virga-férrea reivindicativa; Simultaneamente, a imprensa escrita e a sua disseminação rural promoveria a união entre proletários apartados. Foi sobre esse solo fértil, fervilhante e preconizando ruptura eminente que dois ensaístas germânicos, munidos de extensos conhecimentos sobre economia e filosofia, lançariam as sementes revolucionárias cujos frutos seriam pois lavrados a foice e martelo. Postulando a teoria Marxista, Karl e Friederich Engels mudariam o curso da história através da publicação de Das Kommunistische Manifest. Estava fundado o Comunismo.

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A disparidade numérica foi essencial ao sucesso da Revolução. A base da pirâmide na França do século XVIII ou na Alemanha do século XIX é mais larga do que o topo. Obedecendo o mercado sexual às regras de pareto, serão os InCels suficientes para inverter a pirâmide sexual? Poderão eles – com o 4chan no lugar do Rheinische Zeitung – revolucionar o mercado?

Ou resultarão tão mal como o já mencionado terrorismo islâmico, desorganizado, despropositado, apertando o controlo e hostilidade sobre a população do praticante, incapaz de satisfazer qualquer necessidade dos necessitados?

E há a sucessão cronológica. A segunda república francesa foi naturalmente fruto da primeira, inspirada no espaço de duas gerações, pela revolução antecedente mas com o terror cuidadosamente omisso dos relatos oficiais. Duas gerações posteriormente, viria a Revolução de Inverno, marcando a história da libertação dos povos como uma sequência de revoluções. Com a popularização da expressão “Going ER” (Indo ER – Elliot Rodgers) na darkweb qual revolução sucederá ao atropelamento de Toronto? Será mesmo apenas uma questão de tempo até alguém voltar a matar?

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A expressão “Going ER” popularizou-se na darkweb

Antes de terminar vale a pena recordar que a palavra InCel é um acrónimo involuntário. Enquanto os demais grupos mencionados são integrados por ventureiros conscientes, o estatuto InCel não é auto-determinado mas exógeno. Assim, não prevê uma conversão religiosa como no activismo islâmico, ou uma adesão militante como num Partido Político ou o treino paramilitar como nas organizações terroristas. Os outros membros da manosphere são definidos pela actividade: os RedPillers que escolhem tomar a RedPill, os PUA’s que escolhem sarjar, os MRA’s que escolhem o activismo, os MGTOW que escolhem ir no seu caminho. Os InCels não têm escolha. No limiar, um jovem bluepiller, tímido, feminista que não faça sexo é, passivamente, definido como InCel. Não quis ser InCel. Ninguém quer ser InCel.

Também se escreveu que os InCels são misóginos. Não podia estar mais longe da verdade. Os InCels são adoradores de mulheres que não vêm os seus sentimentos adequadamente respondidos. Se fossem misóginos seriam MGTOW, optariam pela prostituição ou pela homossexualidade. Um homossexual com quem fiz amizade recente confessou-mo numa madrugada alcolizada que enrabava outros tipos porque as mulheres não o desejavam. “Ninguém nasce gay”. Foi o estratagema que adoptou para deixar de ser InCel.

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Mas eu não condeno

Outros estratagemas foram elencados pelos InCels, da remoção do direito feminino a escolher um parceiro até um sistema análogo à social-democracia que partilhe as mulheres entre aqueles que não as têm. Não se trata de uma agenda, apenas um conjunto desagregado de ideias postadas entre lamúrios e muita tristeza, solidão. Nem são apenas eles: Um amigo que já fez mais de 100 lays advoga o método SD, abdicando ele próprio de muitas noites bem passadas em nome da igualdade, da justiça e da estabilidade social. De alguma forma foi esse o papel da Esquerda moderada, prosseguir os objectivos da revolução retirando-lhe a violência. Nem os objectivos dos InCels nem os InCels são violentos.

Mas aqueles que são – estes InCels – são de facto como terroristas, porque cometem actos terroristas. Porque inspiram terror. Entre os paralelismos face ao do terror islamita, além da incompreensão, encontramos tantos outros: A desorganização, a caracterização sociológica dos pertencentes – desenquadrados, alheados, atomizados – as estratégias de recrutamento, a dificuldade em seguir as redes, que apenas existem online, e um misticismo quasi-religioso em dias descrentes. Foi aí que Rodgers foi canonizado. Saint Elliot, há semelhança dos mártires nos primórdios do Cristianismo, morreu virgem. Morreu inocente.

Saint Elliot morreu inocente

Comecei por dizer que oiço extensamente todos os terroristas em vez de culpabilizar a incapacidade de integração, o capitalismo, o colonialismo… Qual fenómeno externo poderia culpabilizar pelo terrorismo InCel? A Hipergamia, claro. A Hipergamia mata. Matou quase vinte pessoas entre os dois casos explorados e matará muito mais. Matou Alek e Elliot, as suas primeiras vítimas, falecidos muito antes de pegarem nas armas ou ao volante do camião. O Profeta limitou-se a antever, com uma clarividência assustadora, os acontecimentos do século seguinte.

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O Profeta anteviu os acontecimentos do século seguinte

Conforme escutaram o sucedido nas notícias, questiono-me sobre quantas das colegas, das conhecidas, das raparigas que se cruzaram e ignoraram os mencionados não se questionaram se deviam ter prestado atenção, despendido um beijo nos lábios ou minutos de folia vaginiforme para evitar estes acontecimentos. Se o fizeram tantos milhares de vezes, por motivos tão fúteis, será que o fariam para salvar mais de vinte vidas? E se fossem apenas duas?

 

* Embora tenham sensivelmente a mesma idade, Nala é muitíssimo mais experiente do que Simba nos jogos da intimidade psicológica e física. Lembrem-se lá de outro filme para crianças onde um protagonista, masculino, se aproveite da inexperiência de uma fêmea para a seduzir.

** Há muitos anos li numa revista cor-de-rosa sobre quais as principais razões pelas quais as mulheres “cediam” sexo aos maridos onde a mais caricata era “convencê-lo a ir deixar o lixo ao contentor”. Não encontrei o registo. Se houvesse sido publicado hoje, o tipo seria preso por violação no casamento.