Angelika: Sexo vs. Validação

Em primeiro lugar, O Patriarca gostaria de parabenizar o nosso Myrddin Emrys por um dos melhores artigos d’A Távlola Redonda.

O Myrddin destaca o medo que a jovem tem dos seus clientes, mas vamos lá, isso é natural mesmo sem a vilificação actual dos homens. O porquê vai para além do âmbito deste post, mas resumidamente, o acto de uma mulher se encontrar a sós com um completo estranho para se despir e não só, é uma vulnerabilização enorme.

O Patriarca acha mais interessante o seguinte facto – a miúda tem um fascínio por poledance e quer ser stripper, mas tem nojo de sexo. Há aqui um exemplo prático de uma “regra” da RedPill. As validação que as mulheres sentem por ser o alvo do desejo masculino é um substituto perfeitamente aceitável do acto sexual, sendo que para algumas mulheres é mesmo mais prazenteira a validação que o sexo.

Moral da história: nunca dês validação a uma mulher que tencionas foder.

Cassie Jaye e o documentário “The Red Pill”

É uma falha quase imperdoável de um blog sobre Red Pill ainda não ter mencionado este documentário, bem como as declarações da autora.

Falha corrigida.

Aguarda-se a sua exibição em Portugal…

Uma nota de respeito aos transsexuais

Cessarei toda a chalaça, escárnio ou achincalho dirigido a transsexuais – indivíduos que se submeteram a uma cirurgia de mudança de sexo. Serão substituídos, doravante, por empatia, solidariedade, compaixão – também partilho a sua dor, também combaterei a sua luta.

Foi nas primeiras palavras de Warren Farrell – porta-voz da segunda vaga feminista e pai do Movimento dos Direitos dos Homens (MRA) – que me apercebi do erro que cometera outrora ao perseguir os transsexuais. Diz o Professor: “Vamos começar pela nossa cegueira. Pensem quando ouvimos falar de um agente da polícia que alvejou um rapaz preto. Rapidamente protestamos, dizendo que “As vidas dos rapazes pretos importam” mas ninguém pensa em mencionar que “as vidas dos rapazes importam. “Rapaz” em “Rapaz preto” é invisível”. Transsexuais – indivíduos que se sujeitam a uma intervenção cirúrgica para trocar o sexo. Há surpresa em constatar que a grande maioria dos seus aderentes, é homem?

O que leva um individuo a proceder à sua própria castração? Em todas as partes do mundo, o procedimento era aplicado sobre prisioneiros de guerra, adversários derrotados. Está na mitologia grega (em representação do complexo de édipo, milénios antes de Freud, o senhor do Olimpo castra o próprio Pai) e era prática corrente na China onde eram confiadas, aos jovens capados, as esposas dos senhores feudais. Assim também se fazia nos haréns Otomanos e no médio Oriente. Num filme que vi sobre um império médio-oriental, o tutor da princesa (filha do imperador) deseja sexualmente a tutorada e é apanhado pelo todo-poderoso num desses desvaneios. É-lhe dado a escolher: “castração ou morte”. Um dos argumentos para viabilização da transsexualidade bate precisamente nesta tecla: a taxa de suicídios entre os homens a que não deixamos que cortem a piça. Estamos a dizer a esses homens “castração ou morte”

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Que surpresa (not)

Promoção

Há dez anos ninguém ouvia falar de transsexuais e a palavra “género” era usada em substituição de “sexo” quando se queria referir, sem enganos, à tipologia sócio/psicó/biológica de um individuo. A forma como hoje muitos de nós – inclusive redpillers – falam de género, foi desmontada pelo José Manuel Fernandes. É através destas pequenas invasões que as ideologias se instalam sendo depois muito difíceis de expurgar.

A ideologia de género apareceu depois da legalização do casamento homossexual. Serviu para ocupar as agendas reunidas, as carreiras construídas e os meios mobilizados em torno do contrato civil de união entre pessoas do mesmo sexo. Enquanto que muitos o apoiaram, convencidos de ser uma causa estanque – talvez estendida à polémica co-adopção – pensadores como César das Neves viram-no como um foot on the door, a primeira e mais aceitável de entre um turbilhão de causas gradualmente mais aberrantes, que não ia parar por ali. Hoje é praticamente omnipresente e os eventos gay  com cada vez mais letras do alfabeto, ignoram cabalmente os visados originais dedicando-se a públicos mais estrambólicos. No livro transiberic love Raquel Freire lança farpas permanentes aos homens a quem chama de gays ricos, prevendo a balcanização agressiva da malta bicha.

A sua entrada igualmente agressiva nos meandros educativos não serve apenas para gerar confusão ou inspirar o parricídio. Tem o propósito de pressionar os rapazes menos aptos a escambarem o sexo afim de serem aceites. É um desprezível ataque sobre a masculinidade, oferecendo a auto-mutilação como porta única de saída para uma vida de desprezo. O mais inaceitável é verificarmos a capacidade de alcance desta campanha atroz. Na wikipedia, podemos ler para trans-woman, “is a woman who was assigned male at birth” (uma mulher que foi registada macho aquando do nascimento). Ou seja, um gajo. Uma instituição em cuja credibilidade e validade cientifica confiávamos já está tão contaminada que diz aos homens que são mulheres. Que não são homens. Que deviam detestar o corpo e os genes com que nasceram e que esta condição, a dualidade discrepante corpo/espírito, é uma imutável condição de nascença. Devem perecer na maca dum cirurgião ou sumir.

Por esta monstruosidade vale também a pena apontar o dedo aos progenitores. todos os Pais que premeiam e incentivam comportamentos desta índole, que esperam atenção, reconhecimento e validação pela sua abertura de espírito. Ter um filho transsexual, em países como o Canadá, é o equivalente ao que era, na geração dos meus bisavós, ter um filho comunista – motivo de orgulho. Mas se um individuo interferir activamente com a genitália da prole, não lhe chamamos pedófilo? Não se a interferência em causa for no sentido da mutilação. Talvez tenha copiado a prática do médio-oriente onde as mulheres – tidas, por razões economicistas – como o sexo fraco, são submetidas. Mas do livro biográfico de Miguel Marujo e Octávio Lousada “António Costa”, fiquei a saber que Maria Antónia – mãe do primeiro-ministro – tentou pôr o filho a brincar com bonecas. Educação diversificada? Devia era estar presa

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Não leiam

Resistência

Como escrevi aqui, não sou um fanático das expressões de género. Pelo contrário: Nada me agrada mais do que ter mulheres a laborar e a despender como homens, ou não fosse o feminismo, uma estratégia capitalista. O problema é esta tese partir da antítese: que os papeis de género são fixos e fechados, que as preferências pessoais, gostos, opções estão tipificadas sobre a caixa estanque do género; que se um rapaz gosta de cozinhar ou tiver traços comportamentais femininos, não é um rapaz mas um candidato a ser operado numa salsicharia. Quer-se fazer esta avaliação o mais cedo possível para moldar a cabeça dos infantes o mais cedo possível e inspirar-se-á o medo nos que mais depressa se aperceberem do engodo: o miúdo que efectivamente gosta de bonecas mas não quer ficar sem a pichota vai viver até tarde o mais possível longe delas.

É esta ideologia que associa o gosto das bonecas – e eu gosto muito – à homossexualidade e às parafilias enquanto os seus opositores não vêem mais do que isso mesmo: um gosto, uma preferência, um detalhe que se esgota em si próprio. Dessa forma, a ideia revolucionária não está em permitir às pessoas trans (que não existem) a utilização da casa de banho alheia, mas em tornar todas as casas de banho mistas como acontece nos países nórdicos. Tudo o que diversifique géneros e atribua direitos excepcionais a indivíduos (frequentemente com problemas mentais) não é mais do que inconstitucional e as definições adjacentes deviam ser banidas da lei vigente. A legislação dos transsexuais espelha o mesmo que se viu com os panascas: a incapacidade de compreender que a realidade é sempre mais extensa e serena do que a caricatura legal.

Por brutalmente ditatorial, o conceito neomaoísta de género também não aceita a ideia de escolha. Recusa que um tipo opte por mudar de sexo e mudaram cirurgicamente o titulo da cirurgia “sex reassigment” como se a operação repusesse ou corrigisse algo erradamente definido. Perante a lei, esta ideia pretende forçar o estado a soltar fundos monetários extensos numa intervenção que não cura doenças nem salva vidas e não é mais do que um capricho pessoal; perante os doentes, indica-lhes que não têm escolha porque nasceram assim – diferentes, desencaixados, transgéneros. Dizê-lo a crianças pequenas, a adolescentes confusos, consistentemente aos mais influenciáveis e aos mais fracos, é criminoso e devia ser criminalizado. Temos de o impedir. Temos de lhes dizer que é mentira.

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Temos de lhes dizer que é mentira

À medida que vejo estrelas de Hollywood principescamente remuneradas para expandir esta fantochada, para contaminar os filhos do Ocidente com ideias auto-destrutivas, mais me convenço tratar-se de uma estratégia maquievélica, visando a nossa eliminação, telecomandada remotamente. Na China, a castração era uma estratégia de guerra: quando invadiam um território, os senhores feudais mandavam capar os inimigos conquistados para prevenir ataques futuros vindos de uma descendência vindoura. Enquanto vejo os meus semelhantes serem analogamente capados e lhes é roubada propositadamente a possibilidade de gerar descendência, só não discerni ainda, quem são os nossos inimigos.

Untermenschen

Sou um homem branco heterossexual no Ocidente. Sou Untermenschen

“Precisas de ajuda?”. Não conhecia a língua que falava, mas sabia ser esta a tradução. A frase repetida 3 vezes, depois por mais outra rapariga dirigidas àquela com quem eu conversava, que afagava o cabelo e me tocava no braço durante uma festa por volta das duas. Conheço aquele guião desde criança, o que assume que uma rapariga que converse com um rapaz está permanentemente em perigo e necessitando de ser salva. É uma humilhação a que estive sujeito toda a vida, como do cigano que entra numa loja e assiste aos proprietários protegendo a caixa registadora. Sou depois interpelado por um rapaz embriagado que procura fixar a minha atenção enquanto que as moças agarram (fisicamente) a minha companhia e a transportam para longe do meu raio de alcance. Depois de o ignorar, um segundo, sisudo, da soleira da porta do espaço do ajuntamento onde já sei que não posso entrar, fala-me em tom grave para me advertir “esta é uma festa privada”. “Não tencionava entrar”. “Mas também não podes estar aí, vai-te embora”. Ainda o ouviria oferecer companhia a uma desconhecida, pela estrada, pela noite fora “Olha que este é um bairro perigoso”, como o verifiquei, calcorreando-o sozinho, sob um risco estatisticamente superior de ser assaltado, agredido ou morto ao de qualquer mulher. Conheço todavia o regimento qual determina a irrelevância do meu desaparecimento, numa artéria urbana, numa noite Europeia, do plano terreno, no dia de hoje. Sou um homem branco heterossexual no Ocidente. Sou Untermenschen – um sub-humano.

As noted above Egyptians, Ottomans, North Africans have all enslaved other people. There have also been a number of mass killings by people of color: 1949-1976 Chinese Genocide, the Mao government killed 45-75 million citizens1937-1945 Hirohito Genocide, the Japanese killed 10 million Asians 1945-1950 Eastern European Genocide, killed 3 million ethnic Germans and Allied Slavs when expelled after WWII (many living legally)1914-1923 Ismail Enver's Genocide, Ottoman Turks killed, 3 mill (1.2 mill Armenians, 1.4-1.7 Greeks and 5-750 000 Assyrians)1980-1990 Iraq Kurdish Genocide, Saddam Hussein killed 1.8-2 million Kurds1948-1994 N. Korean Genocide, Kim Ill Sung killed 1.6 mill, concentration camps1975-1978 Ethiopian Genocide, Menghistu killed 1.5 mill citizens1864-1867 Circassian Genocide wiped out 1.5 million1967-1970 Nigerian Genocide, Yakubu Gowon killed 1-3 million citizens1975-1979 Cambodian Genocide, Pol Pot wiped out 1-3 million citizens1994 Rwandan Genocide, Jean Kambanda killed 800, 000- 1 mill Tutsi1755-1758 Dzungar Genocide, Qing dynasty killed 600, 000-800, 000 Chinese2003 Congo Genocide, Les Effaceurs killed 250-600, 000 Pygmies (cannibals)1965-1966 Indonesian Genocide, Suharto/Soeharto killed 500, 000See also: Fumimaro Konoe, Japan; Jonas Savimbi, Angola; Mullah Omar, Afghanistan; Idi Amin, Uganda; Yahya Khan, Pakistan; Mobutu Sese Seko, Zair; Foday Sankoh, Sierra Leone; Suharto, Aceh, East Timor, New Guinea; Ho Chi Min, Vietnam; Michel Micombero, Burundi; Hassan Turabi, Sudan; Syngman Rhee, South Korea; Efrain Rios Montt, Guatemala; Papa Doc Duvalier, Haiti; Rafael Trujillo, Dominican Republic; Bashir Assad, Syri; Francisco Macias Nguema, Equatorial Guinea; Hissene Habre, Chad; Chiang Kai-shek, Taiwan; Fidel Castro, Cuba; Maximiliano Hernandez Martinez; El Salvador; Hafez Al-Assad, Syria; Khomeini, Iran; Robert Mugabe, Zimbabwe; Rafael Videla, Argentina; Sikh/Hindu Genocide, India; Augusto Pinochet, Chile; Osama Bin Laden, Amalekites and Midianites, Israel; Maori Moriori Genocide

Sei a quem tal regimento não está sujeito – O meu amigo paneleiro, dentro da sala, extremamente bebido (ao contrário de mim que não bebo), quem acaba de dar uma chapada no traseiro dum desconhecido previsivelmente heterossexual; O fulano vira-se irado com a intromissão, mas apercebendo-se de tal contacto indesejado como proveniente de outro gajo, a sua expressão espelhou o pânico instantâneo – sabe que qualquer queixume lhe valerá o epíteto homofóbico, condenado à violência social generalizada. Por isso consente.

Também não se apoquenta a minha amiga, igualmente borracha, apalpando um tipo nos testículos enquanto o mesmo se tentava afastar; A táctica habitual dela consiste em alternar entre desafios (“não és homem para me comer”) e ameaças (“vou dizer a toda a gente que forçaste”) e mesmo escutando, da boca do rapaz, “desculpa mas tenho namorada”, sabe que a palavra deste de nada vale contra as lágrimas, as descrições escandalosamente detalhadas, as cronologias dúbias, que ela elaborará mais tarde como tantas vezes o fez antes; sabe, o tipo, que ainda se arrisca a perder a liberdade e também a namorada. Ele auto-anula-se e ela enfastia-se, abandona-o num esquisso, sai da sala para me sussurrar “hoje quero comer Preto”.

Se Preto fosse podia, dada a minha interdição de entrar na festa, contactar a SOS Racismo, a Plataforma Gueto, a Afrolis, a Djass, a Associação Caboverdeana de Lisboa, a Griot, a Femafro, a Mariana Mortágua ou ao Comité das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação Racial; Assim, não tenho a quem recorrer. Podia até fazer uma posta facebookiana sobre as organizações festeiras que não me julgam procedente de participar nas suas recreações, ou que me exigem um valor várias vezes superior ao dos demais participantes como o fez o famoso Nelson Évora. Não, não podia, porque ao contrário do saltador, não tenho uma página com 332 mil fãs nem ganho mensalmente quanto baste para abrir um par de boates semelhantes à que me recusou. Coitadinho que é preto.

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Instituamos quotas raciais nas equipas de triplo salto

O estabelecimento que me exige 12 € na entrada, 7 € por bebida e uma quantia variável para o retorno a casa, consoante a alcoolemia do taxista, oferece-a às raparigas quem beberão à conta dentro do espaço e usufruirão dos serviços de deslocação a troco de géneros não monetários. Numa ocasião em que uma rapariga me pediu dinheiro para apanhar um taxi em ir para casa, à minha recusa, a mesma bateu à porta de cada carro na rua, pedindo que a levassem para uma localidade a mais de 20 kms. Ofereci-lhe casa (vivia à altura numa vivenda partilhada) e depois do desprezo inicial (foi pedinchar a outras raparigas um sítio para ficar) e da false compliance (“Dá-me só o teu número de telefone” – sem nunca o anotar), desatou a correr fugindo de mim enquanto telefonava em Francês pedindo socorro – por causa do meu simpático convite, entenda-se.

Essa viagem de taxi me custaria mais de 40 €, para ela, seria gratuita. A noite que me custou 70 €, nada ficaria para a menina. As dezenas de dates infortuitos, os jantares, as deslocações, os presentes e noitadas. São legítimos? Para os apoiantes da prostituição, sim: Mesmo experimentando (muito) menos prazer com o acto, para o homem, a intimidade deve vir com factura. Assume-se que temos de abrir a carteira para ter companhia. Ou para frequentar a noite. Ou o WebSummit as palestras do Bruce Jenner.

Foto de Web Summit.
Também assino textos sob um pseudónimo mas não preciso de usar cabeleira

Transcrevi até agora apenas um punhado de experiências pessoais, ilhadas, uma gota no oceano das humilhações que o homem médio tem de atravessar no quotidiano. Das minhas experiências. Mas de além fronteiras chegam-me gradualmente notícias cada vez mais tenebrosas sobre o triunfo da androfobia sobre a razão. Como os Judeus previram em ’33 com o resultado eleitoral de um Partido que vendia tabaco da marca “anti-semita” nos anos 20, eu acompanhei a vitória de Macrón e as suas primeiras consequências, os avisos do metro Madrilheno, a legislação anti-solicitação Sueca, os protestos do BLM. Vai chegar a Portugal, à Esquerda e à Direita. Portanto, após a noite das facas longas, para qual Terra-Santa poderei fugir?

Estou assustado.

Porquê

Foi no Mystery Method que pela primeira vez encontrei o termo. S-Value – Survival value. Há quem o substitua por Suplier, o valor de fornecer, providenciar. Ao homem que é mais forte, mais dotado, mais célere, mais apto, mais conhecedor e mais decidido, está atribuída a função de satisfazer as necessidades primárias de Maslow – comida, abrigo, protecção.

Valorizando a profissão, o Ocidente – a sociedade mais justa alguma vez concebida até à chegada do feminismo – Valorizava o papel de todos e era, por isso, igualitarista. Um médico salva vidas mas também um nadador o faz. A imperícia dum piloto de aviões é tão mortal como a de um motorista da Carris. O tipo que não é dotado para os números pode ser um excelente psicólogo e o tipo que não é dotado para as pessoas pode ser um excelente engenheiro. O conhecimento técnico-cientifico era endeusado na medida em que este evidenciava os que sabiam por antítese aos que ignoravam e  muitas pessoas que eram desprovidas de talentos, podiam conquistar o respeito da comunidade como “campeões do esforço”. Como no mercado sexual regulado pelas instituições religiosas e decorrente nos modelos tradicionais, cada um encontrava o seu lugar.

A aquisição desse valor tem ainda um custo, de tempo e meios, treino e educação. Como escreveu o Roosh, achievements são a conversão de tempo e força de vontade. O tempo que exige a um taxista conhecer uma cidade, ou a um tradutor dominar uma língua. Por fim, o papel do labor não se esgota nas contribuições sociais ou geração de produção ou no alavancar da economia; É também uma medida de identificação. José, o Carpinteiro. Mário, o Doutor.  Myrdin, o Alquimista. Durante milénios a nossa profissão dizia-nos o que éramos e éramos validades largamente pelo que fazíamos ou sabíamos fazer.

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Mas o corpo do homem está francamente inadaptado ao mundo de hoje. Da longevidade (não é suposto vivermos para lá da primeira geração sucedânea) às alergias, o contacto entre a sociedade moderna e o ambiente circundante é altamente crispado. Não significa que seja mau já que, felizmente, a maioria das regiões da Terra deixou de oferecer os perigos de subnutrição ou segurança que enfrentaram os nossos antepassados.

À falta de procura, pelo excesso de oferta trazida com alargamento da educação, pela imigração, pela entrada da mulher e depois da máquina no mercado de trabalho, o valor do homem desapareceu. Qualquer economista – sujeito que baseia o valor na utilidade –  vê sob essa lupa, o homem de trabalho face ao mundo moderno, como um cabo telefónico da internet nos dias do wireless. O papel do homem assemelha-se ao negócio de um empresário riquíssimo meu conhecido que detinha o monopólio da produção de discos em vinil e acompanhou o aparecimento da gravação digital, condenado à falência.

Os homens já não têm de laborar, ou providenciar, ou combater e as tarefas que lhes restaram carecem de talento ou treino. Qualquer tipo aprende a preencher papeis no espaço de um ano e obtém com isso um salário que lhe alimentar-se e dormir sob um tecto até ao fim dos dias. Nesse sentido, decretou-se o fim da especialização e as grandes consultoras – as empresas que mais recrutam em Portugal a par do Estadão – afunilam milhares de licenciados recém-formados (o geólogo, o engenheiro, o gestor) sob a mesma bitola. O taxista foi substituído por um tipo da Uber com um GPS e o tradutor pelo smartphone.

Toda a informação do mundo está sintetizada e simplificada no wikipedia e os cientistas de hoje têm a sua investigação gratuita online e quase pagam para poder publicar; estão entre os piores remunerados da actualidade, sobretudo se contabilizarmos à hora. Tudo o que o Homem é, consegue, produz, vale, está – passo por passo- a ser desmontado. As suas funções são alocadas a tecnologia, engenhos e software que o anularam. Fala-se em Rendimento mínimo porque existe um excesso de produção para a quantidade de trabalho necessário. Para a quantidade de homens necessários.

“All these fantastic toys, leave these boys sadly unemployed”

É verdade que à fêmea cabe apenas o valor reprodutivo e a fêmea que não é capaz de se reproduzir, não serve biologicamente para nada – Darwin dixit. Mas esse valor permanece inalterado como no primeiro dia da humanidade. Por isso, hoje, vale mais do que nós.

O Valor delas

As mulheres trabalham por pressão social mas também tem a possibilidade de não o fazer. Uma mulher incompetente pode aninhar-se próximo de um marido trabalhador ou subsistir da família que na larga maioria dos casos não tem preconceitos contra mulheres dependentes. A maior parte das tarefas que desempenha são sobre-consideradas e a larguíssima maioria não encontra qualquer satisfação no labor, independentemente da remuneração.

Ver a função reprodutiva como o exclusivo da mulher é redutor. Mas mantém o exclusivo da função. Mesmo sem estarem emparelhadas e graças às histéricas do Bloco de Esquerda mais a harpia infértil das Torres do Restelo, as mulheres podem recorrer à  procriação médica assistida, com acesso livre a bancos de esperma fornecidos pelos mesmos desocupados antes mencionados, i.e., tipos quem não se importam de bater canholas para ganhar uns cobres solucionando os problemas do excesso de libido potenciada pelo quotidiano dos anúncios às mini-saias. Gajos que entregam a sua capacidade de procriar a um serviço financiado com fundos estatais. Elas podem assim suportar a maternidade através de bolsas para mães solteiras, na companhia dos seus gatos ou das suas namoradas, ou de dildos e de robots sexuais, ou de um pelotão de senegaleses.

Qualquer mulher pode ter um filho sem precisar de um homem sendo o contrário impossível.A reprodução é um primado da espécie e aquele que não se pode reproduzir não a pode integrar. Estamos portanto abaixo dos humanos . Sub-humanos. Untermenschen

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A disparidade

“Nós andamos atrás delas… e elas atrás de nós”, confiou-me como corolário de uma vida de aprendizagem, já uns pares de anos depois dos 90. Será assim?

O PSD e o PS distinguir-se-iam (segundo os dirigentes do primeiro) entre “igualdade à partida e igualdade à chegada”. Os homens e as mulheres também, sendo os primeiros “inférteis à partida” e as segundas, apenas se o quiserem. As mulheres podem encontrar a sua satisfação sexual artificialmente, ou na noite, ou através das aplicações online concebidas exclusivamente para as deixar escolher. Por esse excesso de escolha tratam os homens abaixo de cão. Não têm medo do slutshaming porque as suas escolhas são validadas socialmente ou porque podem prevaricar longe da vista e do coração. Salazar, conhecedor da natureza feminina, interditou as viagens ao estrangeiro sem consentimento – Ele conhecia a preferência das clientes de uma agência turística alemã especializada em transportar mulheres de meia idade para a Namíbia. Mesmo que seja promiscua ou desrespeitosa para com alguém, amanhã estará num avião em busca de um destino onde isso não importe.

As mulheres têm também facilidades no mercado de trabalho, porque têm mais preparação, porque as universidades se moldaram à sua existência e um corpo docente maioritariamente feminino entrega melhores notas e preferências lectivas, em cursos fabricados para o seu agrado. Esses empregos, melhores remunerados na primeira instância (conforme o provou o Milo), permitem-lhes receber a atenção que já não têm nas discotecas e na noite à medida que a população das mesmas começa a ser substituída pela geração seguinte. Tal como a prioridade das que entraram na década de ’50 e ’60 no IST era “arranjar marido”, o mercado de trabalho é uma fonte de pretendentes para uma rapariga nos seus vintes – em qualquer “posto de trabalho”, ela será sempre a mais nova, a mais desejada. Alargámos-lhes dessa forma a capacidade de arranjar parceiro enquanto extinguimos a dos homens, assolados pelo desemprego e privados no acesso a certas profissões nas quais encontram tremendos preconceitos – veja-se o exemplo deste famoso direitista ‘tuga que julga que um educador de infância é um pedófilo violador.

Se casar tem o monopólio pós-divórcio dos despojos conjugais e da parentalidade. Duas décadas de vida facilitada? Se acreditarmos no sexo e a cidade, esta maravilha de estatuto social, protecção e validação constante, pode durar até aos 50’s. E depois disso, adoptam um par de pretinhos como a Madona.

A grande discrepância é a inversão dos valores. A feminização da sociedade.

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Os sapatos de bebé à esquerda foram retirados do mercado porque constrangiam o saudável crescimento da criança e inferiorizavam o papel social da mulher. O memme da direita foi divulgado em blogs e aplaudido

A desocupação compulsiva a que os homens foram acometidos trás-nos a agrura das mulheres, guardiãs do útero, inexistentes durante milénios fora do lar e das cozinhas. O valor da mulher está largamente associado à beleza porque os homens a associam à fertilidade e à satisfação das nossas necessidades reprodutivas; no entanto uma mulher extremamente bela que consuma contraceptivos, não devia valer um chavo porque é incapaz de se reproduzir, enquanto que se for suficientemente feia para permanecer casta durante um período alargado de tempo, não necessita de tomar contraceptivos e é então fértil – mais valiosa – do que uma mulher bonita.

Encontramos aí a verdade sobre a narrativa que hierarquiza as mulheres segundo a beleza: É uma narrativa feminina, medida entre pares numa escala homogénea. São as mulheres quem seguem e obedecem (e invejam) a mais bonita e sugerir a uma mulher que ela não é suficientemente bonita constitui uma poderosa forma de insulto. Não possuem historicamente outra forma (de trabalho, mérito) para se distinguirem. Não há método mais consistente de atrair do que estar rodeado de mulheres bonitas porque as outras mulheres veneram a beleza, sobretudo as que não a possuem.

São também as mulheres quem se mede na medida das suas conquistas amorosas. Incapazes de outro feito, a sua competição é a competição dos companheiros conquistados e dos filhos produzidos. “A felicidade do homem está em dizer ‘eu posso’; A felicidade da mulher está em dizer ‘Ele pode'”. Essa realidade, está agora a ser transposta para o homem.

Consequências

Porque não pode – porque se inutilizou progressivamente – o homem moderno encontra-se desprovido de ambos os valores e talvez isso explique as astronómicas estatísticas suicidárias. É desse limbo não-identitário que nascem muitos dos movimentos actuais como o MRA e a alt-right: Não conseguem constituir uma carreira ou uma família que lhes digam quem são e um voto colectivo, massivo, em Trump parece um bom identificador. Outros escolhem cortar a piça  ou levar no cu porque passam a ser acompanhados e acarinhados pelo monstruoso e receptivo lobby gay. Porque, escolhendo ser gay,  podem conservar a virilidade e fazer-se acompanhar maioritariamente de outros homens (os heterossexuais são pressionados a escolher grupos mistos e desvalorizados ou activamente perseguidos caso integrem grupos concisos de machos), enquanto escolhem o papel feminino: medir-se pelas suas conquistas sexuais e pela beleza. As mulheres validam os gay enquanto companheiro de armas até porque, simultaneamente, são inofensivos para a sua clique.

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É também aí que nasce o PUAcluster de homens sob um chapéu identitário único especialmente desenhado para aqueles que – como eu – são permanentemente postos fora de festas. É a mais honesta adequação dos homens ao mundo feminino, aquele onde inabilitados das demais funções, exaltam as suas capacidades reprodutivas enaltecendo o tipo que melhor as consegue É uma resposta assertiva ao movimento feminista, protagonizada por homens que passaram décadas a masterizar uma função para descobrirem que sexualmente, apenas a beleza os valoriza. E é uma resposta tão fiel como a proliferação dos gay mas, porque ao contrário dos primeiros os PUA’s objectificam as mulheres (à semelhança da forma como elas objectificam os homens) deixaram de ser companheiros de armas e passam a competidores. São uma ameaça.

O flirt entre um PUA e uma feminista parecer-se-ia a um concurso de desprezo mútuo em que ganha aquele que conseguir dominar o outro, com esse domínio a remeter-se à conquista sexual; porque o sexo é uma actividade a dois, porém, torna-se difícil discernir um vencedor. Torceria pessoalmente pelo PUA, pela sua vingança, por que se aproprie dos meios reprodutores da cabra, através do charme e destreza, para lhe dar uma lição em nome de todos os homens desprezados. Mas a cabra já se vingou superlativamente, tomando a pílula.

Não é um RedPiller

 

Alternativa

No dia seguinte à noite na qual, mais uma vez, tive uma jovem a fugir pela rua da minha gratidão, cruzei-me com ela na soleira da entrada à saída da minha casa: tinha conhecido uma das minhas companheiras de casa num bar da baixa e acabara a pernoitar no mesmo sofá que eu lhe oferecera. Humilhação? É mais uma e só piorará. O progresso da tecnologia, da robotização e da inteligência artificial, significa muito más notícias para o mundo do trabalho enquanto as taxas de natalidade dos últimos quinze anos indicam que uma rapariga com 15 actuais – um par de ovários funcionais e livres – é mais invulgar, vulgo precioso, do que o era em qualquer era do mundo até à data.

Porque os instrumentos reprodutivos a solo, como a PMA estão vedados aos homens que desejem ter filhos e todo o mercado dos robots sexuais (e da legalização da prostituição) parece instalado no sentido de prejudicar o homem, serão os homens das próximas gerações a endeusá-la e encher-lhe a atenção, o tempo e o ego.  Por mais que não o queiram admitir, a culpa exclusiva do mau comportamento das mulheres, é sua.

Mas a colaboração e coordenação entre pares pode gerar novas práticas que se tornam regra e melhoraram o circujacência dos praticantes a contragosto do status quo. Como a reciclagem diminuiu o desperdício e melhorou o ambiente, temos também de expurgar o lixo que foi o endeusamento feminino e tentar melhorar o ambiente social que nos rodeia. Don’t enable. Da rapariga que bebeu demais e quer que alguém a ature à tipa que precisa de companhia porque o caminho para casa é sinistro. Don’t enable. Sobretudo quando o pedido de atenção vai no sentido de prejudicar injustamente outro homem, como quando a namorada de um amigo me disse na noite “afasta este gajo, está-me a chatear. Se o mandares embora, apresento-te amigas”, sendo diligentemente ignorada. Outra rapariga, perante a acusação de que um colega a stalkava, não recebeu complacência em resposta, recebeu uma ameaça “pedes-lhe desculpa por inventares boatos ou terás problemas”.

A minha própria irmã adolescente fez queixa de um rapaz que andava atrás dela, onde “andar atrás” vai de “persegue-me todos os dias a caminho de casa e tentou arrombar a porta às cinco da manhã para me conspurcar” a “enviou-me uma mensagem à tarde à qual não tive paciência para responder porque sou mimada e egoísta.  Resposta: “Não tenho nada a ver com isso”. Intransigente. Don’t enable.

Como Adolf Hitler encerrou os judeus em campos de concentração, eu daria o mesmo tratamento aos White Knights. Mas os campos, como na Coreia do Norte, seriam reeducativos: damos uma chance para que aprendam a comportar-se antes de gaseá-los. Aprenderem a recusar pedestais, a ignorar pedidos de atenção, a não viabilizar, a não abrir excepções e a discriminar activamente quem o faça. Discriminar comportamento frouxo.

 

O último white knight com quem me cruzei (quase)

Talvez esta mudança de atitude, por pequena e curta ao contrário deste longo texto, seja uma gota no Oceano, com tantos obstáculos à reposição de uma vida salutar, igualitária e justa. As agressões colectivas nunca podem ficar impunes. Agora que os mencionei, explico o titulo do texto: dizia-se que numa visita a um campo de concentração, Goebbels terá dito a um amigo enquanto apontava para os judeus “Eles não são como nós”. Hitler também o escreveu em Mein Kempf, “Os judeus são indubitavelmente uma raça mas não são humanos”. Os Judeus que não soçobraram nos campos, vieram a instalar-se na cúpula dirigente dos vencedores da WWII para propagarem disputas no médio oriente cuja população nativa invadiria a Alemanha sete décadas mais tarde. Fez-se justiça.

Essa população que não sabe o que é o feminismo nem os direitos sociais, que mantém a tradição ancestral do pequeno comércio e que por viver numa região onde as condições de subsistência são insuportáveis e onde os homens tornam a vida possível através da construção, do esforço e do engenho. Essa falta de recursos levou à tribalização e ao desapontamento permanente de pelejas, travadas exclusivamente por homens. As mulheres ficam em casa porque não têm espaço no palco de combate e como a esperança média de vida entre homens é curta considerados todos os que perecem em combate, a oferta masculina é indiscutivelmente mais pequena. Há demasiadas mulheres inutilizadas para a escassez de homens sobejantes e por isso são tratados com respeito e as mulheres são tratadas como gado.
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Querem ver o vosso papel reforçado no Ocidente? Esperem pela guerra.

José Pratas, a morte de um pusilânime

Embora não estejamos num blog sobre futebol, O Patriarca é um apreciador da modalidade apesar de todos os factores negativos que a rodeiam. Uma das vantagens do futebol é que põe o grosso dos homens portugueses em pé de igualdade e a falar a mesma língua, pelo que é de aproveitar quando nos apresenta um tema que pode ser relacionado com a masculinidade.

Qualquer adepto que já prestasse atenção à bola indígena no início dos anos 90 sabe o significado da imagem que dá o mote a este post. Aliás, esta imagem é um perfeito resumo da podridão que era o futebol nacional nessa década. Mas não estamos aqui hoje para discutir o efeito nefasto que um clube corrupto que dá uma conotação asquerosa à cor azul teve nesses tempos.

O retrato da cobardia

Estamos aqui, sim, para falar do contrário do Cristiano Ronaldo. Assim como o CR7 é um exemplo do que todos os Portugueses deveriam ser para tirar o máximo partido das suas vidas e impulsionar o nosso país para a Glória, José Pratas é um exemplo do que todos os homens devem evitar na sua vida, se não querem ficar na memória colectiva de um país como um rafeiro a fugir com o rabo entre as pernas, enquanto contribuem para que isto continue a ser um lamaçal.

jose pratas borrado
É difícil encontrar uma imagem em que este gajo não pareça um pardal assustado

Curiosamente, nesta mesma semana, foi finalmente esclarecida uma outra situação, bem mais antiga e que demorou 18-anos-18 a ser explicada pelo seu protagonista, um outro árbitro, José Pratas, a quem coube dirigir em 1992 uma final da Supertaça entre o Benfica e o FC Porto, em Coimbra. O público nas bancadas e os espectadores que seguiram o jogo pela televisão ficaram com a ideia de que José Pratas foi perseguido ao longo do campo pela equipa do FC Porto depois de ter validado um golo ao Benfica, apontado por Isaías. Foi-nos explicado, há 18 anos, que a cena não passara de uma ilusão de óptica. Pratas nunca na vida andara a fugir da equipa do FC Porto e, por essa razão, não havia que advertir disciplinarmente nem expulsar ninguém.

José Pratas demorou, demorou mas veio, por fim, esclarecer-nos a todos. “Não foi uma fuga, foi uma reacção natural de quem se sente atacado e ameaçado. Devia ter acabado com o jogo por insubordinação da equipa do FC Porto”, disse a “A Bola” nesta quinta-feira. É capaz de ter razão. E o Benfica, se calhar, devia ter mais uma Supertaça no seu palmarés.

Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/desporto/detalhe/memorias-de-jose-pratas

“Não foi uma fuga, foi uma reacção natural de quem se sente atacado e ameaçado.”

O Patriarca ao ler isto só se recorda dos brilhantes Monty Python e a sua “História de Sir Robin”.

Caro Pratas, foi uma fuga. E ninguém condena que se sinta medo quando vêm 11 matulões com cara de poucos amigos na sua direcção. Mas o senhor não estava na rua, onde a reacção lógica e inteligente seria precisamente dar à sola. Tinha uma responsabilidade, uma posição de autoridade naquele lugar, reforçada pelo estatuto de árbitro internacional, e portanto REPRESENTANTE DE PORTUGAL NO MUNDO. E havia um corpo policial presente, pelo que o perigo era relativo. Portanto, na prática, manchou toda a sua carreira e a imagem do País por ter medo de ficar com um olho negro. O suficiente para lhe dar pesadelos.

“Numa vez nem preguei olho! Cada vez que fechava os olhos lá vinham o Couto e o Paulinho Santos direitos a mim…”

José Pratas

jose pratas cartoon
Fonte: Carlos Laranjeira

O Patriarca sabe que é feio bater em mortos. Mas hoje a imprensa está cheia disto:

O presidente do CA, José Fontelas Gomes, falou ao site da FPF e descreveu José Pratas como “um árbitro de referência do futebol português, atual observador e formador dos quadros profissionais, além de uma pessoa afável e sempre disponível”.

Quem também reagiu foi Pedro Proença, presidente da Liga. “Hoje perdemos um dos árbitros que mais engrandeceu a classe. José Pratas representava uma geração de árbitros que teve grande relevância no desenvolvimento do futebol profissional. Sentimos todos a sua perda”, partilhou.

E isto não pode ser. A coragem é uma das maiores virtudes masculinas, e vem daí que a cobardia é um dos piores defeitos. Enaltecer um poltrão, que ainda por cima foi encarregue de espalhar a sua frouxidão às gerações vindouras, pode ser prática comum na nossa praça, mas não é aceitável na Távola Redonda.

Esperamos que o leitor, quando estiver a tomar uma decisão cobarde, pense em José Pratas e faça o contrário. Ninguém quer que quando se pesquisa o seu nome no Google apareça em primeiro lugar o vídeo da triste fuga.

jose pratas google

Deixamos então aqui um epitáfio mais adequado à criatura.

 

JOSÉ JOÃO MENDES PRATAS

06-10-1957 – 01-10-2017

JÁ NÃO FOGE MAIS