Angelika: Sexo vs. Validação

Em primeiro lugar, O Patriarca gostaria de parabenizar o nosso Myrddin Emrys por um dos melhores artigos d’A Távlola Redonda.

O Myrddin destaca o medo que a jovem tem dos seus clientes, mas vamos lá, isso é natural mesmo sem a vilificação actual dos homens. O porquê vai para além do âmbito deste post, mas resumidamente, o acto de uma mulher se encontrar a sós com um completo estranho para se despir e não só, é uma vulnerabilização enorme.

O Patriarca acha mais interessante o seguinte facto – a miúda tem um fascínio por poledance e quer ser stripper, mas tem nojo de sexo. Há aqui um exemplo prático de uma “regra” da RedPill. As validação que as mulheres sentem por ser o alvo do desejo masculino é um substituto perfeitamente aceitável do acto sexual, sendo que para algumas mulheres é mesmo mais prazenteira a validação que o sexo.

Moral da história: nunca dês validação a uma mulher que tencionas foder.

Untermenschen

Sou um homem branco heterossexual no Ocidente. Sou Untermenschen

“Precisas de ajuda?”. Não conhecia a língua que falava, mas sabia ser esta a tradução. A frase repetida 3 vezes, depois por mais outra rapariga dirigidas àquela com quem eu conversava, que afagava o cabelo e me tocava no braço durante uma festa por volta das duas. Conheço aquele guião desde criança, o que assume que uma rapariga que converse com um rapaz está permanentemente em perigo e necessitando de ser salva. É uma humilhação a que estive sujeito toda a vida, como do cigano que entra numa loja e assiste aos proprietários protegendo a caixa registadora. Sou depois interpelado por um rapaz embriagado que procura fixar a minha atenção enquanto que as moças agarram (fisicamente) a minha companhia e a transportam para longe do meu raio de alcance. Depois de o ignorar, um segundo, sisudo, da soleira da porta do espaço do ajuntamento onde já sei que não posso entrar, fala-me em tom grave para me advertir “esta é uma festa privada”. “Não tencionava entrar”. “Mas também não podes estar aí, vai-te embora”. Ainda o ouviria oferecer companhia a uma desconhecida, pela estrada, pela noite fora “Olha que este é um bairro perigoso”, como o verifiquei, calcorreando-o sozinho, sob um risco estatisticamente superior de ser assaltado, agredido ou morto ao de qualquer mulher. Conheço todavia o regimento qual determina a irrelevância do meu desaparecimento, numa artéria urbana, numa noite Europeia, do plano terreno, no dia de hoje. Sou um homem branco heterossexual no Ocidente. Sou Untermenschen – um sub-humano.

As noted above Egyptians, Ottomans, North Africans have all enslaved other people. There have also been a number of mass killings by people of color: 1949-1976 Chinese Genocide, the Mao government killed 45-75 million citizens1937-1945 Hirohito Genocide, the Japanese killed 10 million Asians 1945-1950 Eastern European Genocide, killed 3 million ethnic Germans and Allied Slavs when expelled after WWII (many living legally)1914-1923 Ismail Enver's Genocide, Ottoman Turks killed, 3 mill (1.2 mill Armenians, 1.4-1.7 Greeks and 5-750 000 Assyrians)1980-1990 Iraq Kurdish Genocide, Saddam Hussein killed 1.8-2 million Kurds1948-1994 N. Korean Genocide, Kim Ill Sung killed 1.6 mill, concentration camps1975-1978 Ethiopian Genocide, Menghistu killed 1.5 mill citizens1864-1867 Circassian Genocide wiped out 1.5 million1967-1970 Nigerian Genocide, Yakubu Gowon killed 1-3 million citizens1975-1979 Cambodian Genocide, Pol Pot wiped out 1-3 million citizens1994 Rwandan Genocide, Jean Kambanda killed 800, 000- 1 mill Tutsi1755-1758 Dzungar Genocide, Qing dynasty killed 600, 000-800, 000 Chinese2003 Congo Genocide, Les Effaceurs killed 250-600, 000 Pygmies (cannibals)1965-1966 Indonesian Genocide, Suharto/Soeharto killed 500, 000See also: Fumimaro Konoe, Japan; Jonas Savimbi, Angola; Mullah Omar, Afghanistan; Idi Amin, Uganda; Yahya Khan, Pakistan; Mobutu Sese Seko, Zair; Foday Sankoh, Sierra Leone; Suharto, Aceh, East Timor, New Guinea; Ho Chi Min, Vietnam; Michel Micombero, Burundi; Hassan Turabi, Sudan; Syngman Rhee, South Korea; Efrain Rios Montt, Guatemala; Papa Doc Duvalier, Haiti; Rafael Trujillo, Dominican Republic; Bashir Assad, Syri; Francisco Macias Nguema, Equatorial Guinea; Hissene Habre, Chad; Chiang Kai-shek, Taiwan; Fidel Castro, Cuba; Maximiliano Hernandez Martinez; El Salvador; Hafez Al-Assad, Syria; Khomeini, Iran; Robert Mugabe, Zimbabwe; Rafael Videla, Argentina; Sikh/Hindu Genocide, India; Augusto Pinochet, Chile; Osama Bin Laden, Amalekites and Midianites, Israel; Maori Moriori Genocide

Sei a quem tal regimento não está sujeito – O meu amigo paneleiro, dentro da sala, extremamente bebido (ao contrário de mim que não bebo), quem acaba de dar uma chapada no traseiro dum desconhecido previsivelmente heterossexual; O fulano vira-se irado com a intromissão, mas apercebendo-se de tal contacto indesejado como proveniente de outro gajo, a sua expressão espelhou o pânico instantâneo – sabe que qualquer queixume lhe valerá o epíteto homofóbico, condenado à violência social generalizada. Por isso consente.

Também não se apoquenta a minha amiga, igualmente borracha, apalpando um tipo nos testículos enquanto o mesmo se tentava afastar; A táctica habitual dela consiste em alternar entre desafios (“não és homem para me comer”) e ameaças (“vou dizer a toda a gente que forçaste”) e mesmo escutando, da boca do rapaz, “desculpa mas tenho namorada”, sabe que a palavra deste de nada vale contra as lágrimas, as descrições escandalosamente detalhadas, as cronologias dúbias, que ela elaborará mais tarde como tantas vezes o fez antes; sabe, o tipo, que ainda se arrisca a perder a liberdade e também a namorada. Ele auto-anula-se e ela enfastia-se, abandona-o num esquisso, sai da sala para me sussurrar “hoje quero comer Preto”.

Se Preto fosse podia, dada a minha interdição de entrar na festa, contactar a SOS Racismo, a Plataforma Gueto, a Afrolis, a Djass, a Associação Caboverdeana de Lisboa, a Griot, a Femafro, a Mariana Mortágua ou ao Comité das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação Racial; Assim, não tenho a quem recorrer. Podia até fazer uma posta facebookiana sobre as organizações festeiras que não me julgam procedente de participar nas suas recreações, ou que me exigem um valor várias vezes superior ao dos demais participantes como o fez o famoso Nelson Évora. Não, não podia, porque ao contrário do saltador, não tenho uma página com 332 mil fãs nem ganho mensalmente quanto baste para abrir um par de boates semelhantes à que me recusou. Coitadinho que é preto.

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Instituamos quotas raciais nas equipas de triplo salto

O estabelecimento que me exige 12 € na entrada, 7 € por bebida e uma quantia variável para o retorno a casa, consoante a alcoolemia do taxista, oferece-a às raparigas quem beberão à conta dentro do espaço e usufruirão dos serviços de deslocação a troco de géneros não monetários. Numa ocasião em que uma rapariga me pediu dinheiro para apanhar um taxi em ir para casa, à minha recusa, a mesma bateu à porta de cada carro na rua, pedindo que a levassem para uma localidade a mais de 20 kms. Ofereci-lhe casa (vivia à altura numa vivenda partilhada) e depois do desprezo inicial (foi pedinchar a outras raparigas um sítio para ficar) e da false compliance (“Dá-me só o teu número de telefone” – sem nunca o anotar), desatou a correr fugindo de mim enquanto telefonava em Francês pedindo socorro – por causa do meu simpático convite, entenda-se.

Essa viagem de taxi me custaria mais de 40 €, para ela, seria gratuita. A noite que me custou 70 €, nada ficaria para a menina. As dezenas de dates infortuitos, os jantares, as deslocações, os presentes e noitadas. São legítimos? Para os apoiantes da prostituição, sim: Mesmo experimentando (muito) menos prazer com o acto, para o homem, a intimidade deve vir com factura. Assume-se que temos de abrir a carteira para ter companhia. Ou para frequentar a noite. Ou o WebSummit as palestras do Bruce Jenner.

Foto de Web Summit.
Também assino textos sob um pseudónimo mas não preciso de usar cabeleira

Transcrevi até agora apenas um punhado de experiências pessoais, ilhadas, uma gota no oceano das humilhações que o homem médio tem de atravessar no quotidiano. Das minhas experiências. Mas de além fronteiras chegam-me gradualmente notícias cada vez mais tenebrosas sobre o triunfo da androfobia sobre a razão. Como os Judeus previram em ’33 com o resultado eleitoral de um Partido que vendia tabaco da marca “anti-semita” nos anos 20, eu acompanhei a vitória de Macrón e as suas primeiras consequências, os avisos do metro Madrilheno, a legislação anti-solicitação Sueca, os protestos do BLM. Vai chegar a Portugal, à Esquerda e à Direita. Portanto, após a noite das facas longas, para qual Terra-Santa poderei fugir?

Estou assustado.

Porquê

Foi no Mystery Method que pela primeira vez encontrei o termo. S-Value – Survival value. Há quem o substitua por Suplier, o valor de fornecer, providenciar. Ao homem que é mais forte, mais dotado, mais célere, mais apto, mais conhecedor e mais decidido, está atribuída a função de satisfazer as necessidades primárias de Maslow – comida, abrigo, protecção.

Valorizando a profissão, o Ocidente – a sociedade mais justa alguma vez concebida até à chegada do feminismo – Valorizava o papel de todos e era, por isso, igualitarista. Um médico salva vidas mas também um nadador o faz. A imperícia dum piloto de aviões é tão mortal como a de um motorista da Carris. O tipo que não é dotado para os números pode ser um excelente psicólogo e o tipo que não é dotado para as pessoas pode ser um excelente engenheiro. O conhecimento técnico-cientifico era endeusado na medida em que este evidenciava os que sabiam por antítese aos que ignoravam e  muitas pessoas que eram desprovidas de talentos, podiam conquistar o respeito da comunidade como “campeões do esforço”. Como no mercado sexual regulado pelas instituições religiosas e decorrente nos modelos tradicionais, cada um encontrava o seu lugar.

A aquisição desse valor tem ainda um custo, de tempo e meios, treino e educação. Como escreveu o Roosh, achievements são a conversão de tempo e força de vontade. O tempo que exige a um taxista conhecer uma cidade, ou a um tradutor dominar uma língua. Por fim, o papel do labor não se esgota nas contribuições sociais ou geração de produção ou no alavancar da economia; É também uma medida de identificação. José, o Carpinteiro. Mário, o Doutor.  Myrdin, o Alquimista. Durante milénios a nossa profissão dizia-nos o que éramos e éramos validades largamente pelo que fazíamos ou sabíamos fazer.

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Mas o corpo do homem está francamente inadaptado ao mundo de hoje. Da longevidade (não é suposto vivermos para lá da primeira geração sucedânea) às alergias, o contacto entre a sociedade moderna e o ambiente circundante é altamente crispado. Não significa que seja mau já que, felizmente, a maioria das regiões da Terra deixou de oferecer os perigos de subnutrição ou segurança que enfrentaram os nossos antepassados.

À falta de procura, pelo excesso de oferta trazida com alargamento da educação, pela imigração, pela entrada da mulher e depois da máquina no mercado de trabalho, o valor do homem desapareceu. Qualquer economista – sujeito que baseia o valor na utilidade –  vê sob essa lupa, o homem de trabalho face ao mundo moderno, como um cabo telefónico da internet nos dias do wireless. O papel do homem assemelha-se ao negócio de um empresário riquíssimo meu conhecido que detinha o monopólio da produção de discos em vinil e acompanhou o aparecimento da gravação digital, condenado à falência.

Os homens já não têm de laborar, ou providenciar, ou combater e as tarefas que lhes restaram carecem de talento ou treino. Qualquer tipo aprende a preencher papeis no espaço de um ano e obtém com isso um salário que lhe alimentar-se e dormir sob um tecto até ao fim dos dias. Nesse sentido, decretou-se o fim da especialização e as grandes consultoras – as empresas que mais recrutam em Portugal a par do Estadão – afunilam milhares de licenciados recém-formados (o geólogo, o engenheiro, o gestor) sob a mesma bitola. O taxista foi substituído por um tipo da Uber com um GPS e o tradutor pelo smartphone.

Toda a informação do mundo está sintetizada e simplificada no wikipedia e os cientistas de hoje têm a sua investigação gratuita online e quase pagam para poder publicar; estão entre os piores remunerados da actualidade, sobretudo se contabilizarmos à hora. Tudo o que o Homem é, consegue, produz, vale, está – passo por passo- a ser desmontado. As suas funções são alocadas a tecnologia, engenhos e software que o anularam. Fala-se em Rendimento mínimo porque existe um excesso de produção para a quantidade de trabalho necessário. Para a quantidade de homens necessários.

“All these fantastic toys, leave these boys sadly unemployed”

É verdade que à fêmea cabe apenas o valor reprodutivo e a fêmea que não é capaz de se reproduzir, não serve biologicamente para nada – Darwin dixit. Mas esse valor permanece inalterado como no primeiro dia da humanidade. Por isso, hoje, vale mais do que nós.

O Valor delas

As mulheres trabalham por pressão social mas também tem a possibilidade de não o fazer. Uma mulher incompetente pode aninhar-se próximo de um marido trabalhador ou subsistir da família que na larga maioria dos casos não tem preconceitos contra mulheres dependentes. A maior parte das tarefas que desempenha são sobre-consideradas e a larguíssima maioria não encontra qualquer satisfação no labor, independentemente da remuneração.

Ver a função reprodutiva como o exclusivo da mulher é redutor. Mas mantém o exclusivo da função. Mesmo sem estarem emparelhadas e graças às histéricas do Bloco de Esquerda mais a harpia infértil das Torres do Restelo, as mulheres podem recorrer à  procriação médica assistida, com acesso livre a bancos de esperma fornecidos pelos mesmos desocupados antes mencionados, i.e., tipos quem não se importam de bater canholas para ganhar uns cobres solucionando os problemas do excesso de libido potenciada pelo quotidiano dos anúncios às mini-saias. Gajos que entregam a sua capacidade de procriar a um serviço financiado com fundos estatais. Elas podem assim suportar a maternidade através de bolsas para mães solteiras, na companhia dos seus gatos ou das suas namoradas, ou de dildos e de robots sexuais, ou de um pelotão de senegaleses.

Qualquer mulher pode ter um filho sem precisar de um homem sendo o contrário impossível.A reprodução é um primado da espécie e aquele que não se pode reproduzir não a pode integrar. Estamos portanto abaixo dos humanos . Sub-humanos. Untermenschen

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A disparidade

“Nós andamos atrás delas… e elas atrás de nós”, confiou-me como corolário de uma vida de aprendizagem, já uns pares de anos depois dos 90. Será assim?

O PSD e o PS distinguir-se-iam (segundo os dirigentes do primeiro) entre “igualdade à partida e igualdade à chegada”. Os homens e as mulheres também, sendo os primeiros “inférteis à partida” e as segundas, apenas se o quiserem. As mulheres podem encontrar a sua satisfação sexual artificialmente, ou na noite, ou através das aplicações online concebidas exclusivamente para as deixar escolher. Por esse excesso de escolha tratam os homens abaixo de cão. Não têm medo do slutshaming porque as suas escolhas são validadas socialmente ou porque podem prevaricar longe da vista e do coração. Salazar, conhecedor da natureza feminina, interditou as viagens ao estrangeiro sem consentimento – Ele conhecia a preferência das clientes de uma agência turística alemã especializada em transportar mulheres de meia idade para a Namíbia. Mesmo que seja promiscua ou desrespeitosa para com alguém, amanhã estará num avião em busca de um destino onde isso não importe.

As mulheres têm também facilidades no mercado de trabalho, porque têm mais preparação, porque as universidades se moldaram à sua existência e um corpo docente maioritariamente feminino entrega melhores notas e preferências lectivas, em cursos fabricados para o seu agrado. Esses empregos, melhores remunerados na primeira instância (conforme o provou o Milo), permitem-lhes receber a atenção que já não têm nas discotecas e na noite à medida que a população das mesmas começa a ser substituída pela geração seguinte. Tal como a prioridade das que entraram na década de ’50 e ’60 no IST era “arranjar marido”, o mercado de trabalho é uma fonte de pretendentes para uma rapariga nos seus vintes – em qualquer “posto de trabalho”, ela será sempre a mais nova, a mais desejada. Alargámos-lhes dessa forma a capacidade de arranjar parceiro enquanto extinguimos a dos homens, assolados pelo desemprego e privados no acesso a certas profissões nas quais encontram tremendos preconceitos – veja-se o exemplo deste famoso direitista ‘tuga que julga que um educador de infância é um pedófilo violador.

Se casar tem o monopólio pós-divórcio dos despojos conjugais e da parentalidade. Duas décadas de vida facilitada? Se acreditarmos no sexo e a cidade, esta maravilha de estatuto social, protecção e validação constante, pode durar até aos 50’s. E depois disso, adoptam um par de pretinhos como a Madona.

A grande discrepância é a inversão dos valores. A feminização da sociedade.

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Os sapatos de bebé à esquerda foram retirados do mercado porque constrangiam o saudável crescimento da criança e inferiorizavam o papel social da mulher. O memme da direita foi divulgado em blogs e aplaudido

A desocupação compulsiva a que os homens foram acometidos trás-nos a agrura das mulheres, guardiãs do útero, inexistentes durante milénios fora do lar e das cozinhas. O valor da mulher está largamente associado à beleza porque os homens a associam à fertilidade e à satisfação das nossas necessidades reprodutivas; no entanto uma mulher extremamente bela que consuma contraceptivos, não devia valer um chavo porque é incapaz de se reproduzir, enquanto que se for suficientemente feia para permanecer casta durante um período alargado de tempo, não necessita de tomar contraceptivos e é então fértil – mais valiosa – do que uma mulher bonita.

Encontramos aí a verdade sobre a narrativa que hierarquiza as mulheres segundo a beleza: É uma narrativa feminina, medida entre pares numa escala homogénea. São as mulheres quem seguem e obedecem (e invejam) a mais bonita e sugerir a uma mulher que ela não é suficientemente bonita constitui uma poderosa forma de insulto. Não possuem historicamente outra forma (de trabalho, mérito) para se distinguirem. Não há método mais consistente de atrair do que estar rodeado de mulheres bonitas porque as outras mulheres veneram a beleza, sobretudo as que não a possuem.

São também as mulheres quem se mede na medida das suas conquistas amorosas. Incapazes de outro feito, a sua competição é a competição dos companheiros conquistados e dos filhos produzidos. “A felicidade do homem está em dizer ‘eu posso’; A felicidade da mulher está em dizer ‘Ele pode'”. Essa realidade, está agora a ser transposta para o homem.

Consequências

Porque não pode – porque se inutilizou progressivamente – o homem moderno encontra-se desprovido de ambos os valores e talvez isso explique as astronómicas estatísticas suicidárias. É desse limbo não-identitário que nascem muitos dos movimentos actuais como o MRA e a alt-right: Não conseguem constituir uma carreira ou uma família que lhes digam quem são e um voto colectivo, massivo, em Trump parece um bom identificador. Outros escolhem cortar a piça  ou levar no cu porque passam a ser acompanhados e acarinhados pelo monstruoso e receptivo lobby gay. Porque, escolhendo ser gay,  podem conservar a virilidade e fazer-se acompanhar maioritariamente de outros homens (os heterossexuais são pressionados a escolher grupos mistos e desvalorizados ou activamente perseguidos caso integrem grupos concisos de machos), enquanto escolhem o papel feminino: medir-se pelas suas conquistas sexuais e pela beleza. As mulheres validam os gay enquanto companheiro de armas até porque, simultaneamente, são inofensivos para a sua clique.

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É também aí que nasce o PUAcluster de homens sob um chapéu identitário único especialmente desenhado para aqueles que – como eu – são permanentemente postos fora de festas. É a mais honesta adequação dos homens ao mundo feminino, aquele onde inabilitados das demais funções, exaltam as suas capacidades reprodutivas enaltecendo o tipo que melhor as consegue É uma resposta assertiva ao movimento feminista, protagonizada por homens que passaram décadas a masterizar uma função para descobrirem que sexualmente, apenas a beleza os valoriza. E é uma resposta tão fiel como a proliferação dos gay mas, porque ao contrário dos primeiros os PUA’s objectificam as mulheres (à semelhança da forma como elas objectificam os homens) deixaram de ser companheiros de armas e passam a competidores. São uma ameaça.

O flirt entre um PUA e uma feminista parecer-se-ia a um concurso de desprezo mútuo em que ganha aquele que conseguir dominar o outro, com esse domínio a remeter-se à conquista sexual; porque o sexo é uma actividade a dois, porém, torna-se difícil discernir um vencedor. Torceria pessoalmente pelo PUA, pela sua vingança, por que se aproprie dos meios reprodutores da cabra, através do charme e destreza, para lhe dar uma lição em nome de todos os homens desprezados. Mas a cabra já se vingou superlativamente, tomando a pílula.

Não é um RedPiller

 

Alternativa

No dia seguinte à noite na qual, mais uma vez, tive uma jovem a fugir pela rua da minha gratidão, cruzei-me com ela na soleira da entrada à saída da minha casa: tinha conhecido uma das minhas companheiras de casa num bar da baixa e acabara a pernoitar no mesmo sofá que eu lhe oferecera. Humilhação? É mais uma e só piorará. O progresso da tecnologia, da robotização e da inteligência artificial, significa muito más notícias para o mundo do trabalho enquanto as taxas de natalidade dos últimos quinze anos indicam que uma rapariga com 15 actuais – um par de ovários funcionais e livres – é mais invulgar, vulgo precioso, do que o era em qualquer era do mundo até à data.

Porque os instrumentos reprodutivos a solo, como a PMA estão vedados aos homens que desejem ter filhos e todo o mercado dos robots sexuais (e da legalização da prostituição) parece instalado no sentido de prejudicar o homem, serão os homens das próximas gerações a endeusá-la e encher-lhe a atenção, o tempo e o ego.  Por mais que não o queiram admitir, a culpa exclusiva do mau comportamento das mulheres, é sua.

Mas a colaboração e coordenação entre pares pode gerar novas práticas que se tornam regra e melhoraram o circujacência dos praticantes a contragosto do status quo. Como a reciclagem diminuiu o desperdício e melhorou o ambiente, temos também de expurgar o lixo que foi o endeusamento feminino e tentar melhorar o ambiente social que nos rodeia. Don’t enable. Da rapariga que bebeu demais e quer que alguém a ature à tipa que precisa de companhia porque o caminho para casa é sinistro. Don’t enable. Sobretudo quando o pedido de atenção vai no sentido de prejudicar injustamente outro homem, como quando a namorada de um amigo me disse na noite “afasta este gajo, está-me a chatear. Se o mandares embora, apresento-te amigas”, sendo diligentemente ignorada. Outra rapariga, perante a acusação de que um colega a stalkava, não recebeu complacência em resposta, recebeu uma ameaça “pedes-lhe desculpa por inventares boatos ou terás problemas”.

A minha própria irmã adolescente fez queixa de um rapaz que andava atrás dela, onde “andar atrás” vai de “persegue-me todos os dias a caminho de casa e tentou arrombar a porta às cinco da manhã para me conspurcar” a “enviou-me uma mensagem à tarde à qual não tive paciência para responder porque sou mimada e egoísta.  Resposta: “Não tenho nada a ver com isso”. Intransigente. Don’t enable.

Como Adolf Hitler encerrou os judeus em campos de concentração, eu daria o mesmo tratamento aos White Knights. Mas os campos, como na Coreia do Norte, seriam reeducativos: damos uma chance para que aprendam a comportar-se antes de gaseá-los. Aprenderem a recusar pedestais, a ignorar pedidos de atenção, a não viabilizar, a não abrir excepções e a discriminar activamente quem o faça. Discriminar comportamento frouxo.

 

O último white knight com quem me cruzei (quase)

Talvez esta mudança de atitude, por pequena e curta ao contrário deste longo texto, seja uma gota no Oceano, com tantos obstáculos à reposição de uma vida salutar, igualitária e justa. As agressões colectivas nunca podem ficar impunes. Agora que os mencionei, explico o titulo do texto: dizia-se que numa visita a um campo de concentração, Goebbels terá dito a um amigo enquanto apontava para os judeus “Eles não são como nós”. Hitler também o escreveu em Mein Kempf, “Os judeus são indubitavelmente uma raça mas não são humanos”. Os Judeus que não soçobraram nos campos, vieram a instalar-se na cúpula dirigente dos vencedores da WWII para propagarem disputas no médio oriente cuja população nativa invadiria a Alemanha sete décadas mais tarde. Fez-se justiça.

Essa população que não sabe o que é o feminismo nem os direitos sociais, que mantém a tradição ancestral do pequeno comércio e que por viver numa região onde as condições de subsistência são insuportáveis e onde os homens tornam a vida possível através da construção, do esforço e do engenho. Essa falta de recursos levou à tribalização e ao desapontamento permanente de pelejas, travadas exclusivamente por homens. As mulheres ficam em casa porque não têm espaço no palco de combate e como a esperança média de vida entre homens é curta considerados todos os que perecem em combate, a oferta masculina é indiscutivelmente mais pequena. Há demasiadas mulheres inutilizadas para a escassez de homens sobejantes e por isso são tratados com respeito e as mulheres são tratadas como gado.
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Querem ver o vosso papel reforçado no Ocidente? Esperem pela guerra.

Aprendendo com o patriarca

Depois de me submeter a uma situação especialmente humilhante (que descreverei em breve), uma garota das minhas imediações queixa-se em plenos pulmões

– Precisava de uma bicicleta para ir sair com os meus amigos Franceses mas não tenho uma
– Precisavas? Podes levar a minha
– Oh! Que querido (seca a passarinha)
– Está aqui e aqui tens a chave. Leva à vontade.
A bicicleta tem o banco ajustado à minha altura, mais 15 cm do que a pequena. Por isso ela, uns vinte minutos depois, queixa-se
– Olha, podes só ajustar o banco? É que assim não consigo andar.
– Claro claro, empresta cá.
Pego na bicicleta, baixo o banco, monto na bicicleta e ala que é cardoso.

Seis horas depois encontrei a moça de novo e nunca a vira tão interessada em conversar comigo.

noivo em fuga de bicicleta

A Feira do Relógio, o canto do Erasmus e um bar chamado Damas

Nos primórdios da Adolescência gastei uma noite em casa do ora melhor amigo, beto, afortunado, bem-sucedido. Qual não foi a minha surpresa quando no Sábado pela manhã o programa consistiu em deslocarmos-mos à feira de Cascais a fim de comprar roupa contrafeita. Aí, cruzei-me com alguns dos mais respeitados, mais elitistas, mais imbecis colegas da escola que gastavam 10 em roupa para aparentar haver gasto 1000. Era prática dos meninos de bem. E eu não a sabia. Pois, decidido a explorar terrenos novos, agora com 26 e duas rodas, desloquei-me no fim de um Domingo à zona Este da minha cidade e qual não é o espanto – observando um oceano de vestígios feirantes – quando me informam ali também existir uma algaravia. E eu também não a sabia.

terreno de caça para puas
Foi preciso chegar aos 26 anos para conhecer a Mítica feira do Relógio

Gabriel Garcia Marquez descreveu o meu berço de nascença em Pero que carajo piensa el Pueblo?, como “A maior aldeia do mundo”. Fala de uma “cidade militante” onde “Toda a gente fala e ninguém dorme, às quatro da manhã de uma quinta-feira qualquer não havia um único táxi desocupado (…)Marcam-se reuniões para altas horas da madrugada, os escritórios ficam de luzes acesas até de madrugada”. Eu traduzo a citação não só pela intensidade das dinâmicas vividas no coração de um país que todos apontam como soturno e integrista, como pela sua multiplicidade da sua composição. Como que na aldeia (e eu vivi numa) cada recanto tem encanto, cada estreito, riacho, beco, ponto de encontro, a central recreativa ou a porta da cooperativa, Lisboa é pitoresca ao ponto de cada bairro ser único, mais extenso e profundo e o seu colectivo um universo infindável de experiências. Viajei pelo mundo e não reconheço esta propriedade a qualquer outra capital (talvez Atenas?). Em Nova York e Londres, quais visito (malgrado) frequentemente, todas as ruas, todos os sítios parecem iguais. Despidos de peculiaridades, de emoção, de romantismo. Das nossas idiossincrasias.

lisboa é a melhor cidade para conhecer mulheres
A Lisboa de Gabriel García Márquez

Um amigo Alemão pediu-me para lhe mostrar a metrópole e foi complicado. Dez mil dias não chegariam para exibir na minha cidade que se estende do Oriente à Cruz Quebrada, da calçada de Carriche ao Tejo na Torre de Belém, seu ponto mais a sul. Antes de questionar quantos fizeram game no arco do cego, gostaria de vos perguntar quantos frequentaram os concertos de hardcore em Alvalade, as festas de trance na tapada d’Ajuda, de techno em Santa Apolónia, os festivais da antiga Fábrica armeira no Braço de Prata, os fados de Alfama, casas de vinho na Madragoa ou clubes alternativos do meu bairro onde ainda ontem, durante um concerto, vi um tipo abordar calibradamente uma rapariga, jogar, KC e, depois da Jasmin Jones dar por finalizada a exibição, levá-la para casa. É que esta propriedade de unicidade para cada um dos cem milhões e cinquenta mil metros quadrados quais compõe a diver-cidade Olisiponense, transladam de igual forma aos quinhentos e cinquenta mil habitantes, talvez mais de dois milhões e meio de voláteis. Dos quais apenas 10.74 % correspondem a mulheres entre os 19 e os 38 anos (sorry Martini; e em 2001 seriam 14.71, com mais 22133 mulheres só entre os 18 e os 28 :’( ), mas mesmo que apenas uma em cada vinte destas fosse fornicável – para quem tenha padrões realmente altos – seriam precisos cerca de trinta (!) anos Vladescos (traduzido – mais de cem FCs/ano) para esgotar o stock. E uma em cinquenta, doze anos? Não se trata de regressar à velha discussão de Portuguesas e não-Portuguesas (ou de munícipes contra não-munícipes porque nem sequer, nestes cálculos, cheguei ainda a Miraflores), mas ganhar percepção sobre quais são as reais hipóteses de um bom sedutor, esforçado, hábil, dormir com uma mulher. Mas enquanto se questionam como eu o fiz na feira do relógio e ignoram cabalmente uma capital que nunca descansa, regressam a discussões infecundas e desmobilizadoras, escondendo complexos de inferioridade sob o manto da selectividade mentideira enquanto se escusam de fazer game na festa de hoje no bar Popular, convencidos de que o game só pode decorrer na travessa da Cara e na baixa de Pombal porque uma amostra não-representativa de experiências delimitadas a uma idiossincrática zona de conforto, foi base para extrapolações precipitadíssimas. Ou como brilhantemente o escreveu Alexandre Domingues, Ao que parece, havia um país para lá das fronteiras Cais do Sodré – Príncipe Real. Ao que parece, por mais amigos que tenhamos, há sempre uns 10 milhões de portugueses com quem nunca falámos.

lisboa relações

O Espaço físico e social continua a ser uma das mais batidas desculpas dos camarada se apartarem das mudanças desejadas, lamentando-se viver longe dos centros urbanos ou dos círculos certos: O jovem que lamuria a sua vivência nos subúrbios citadinos e sonha com o dia em que pode afundar o martelo sem se martirizar em esperas de transportes, que cresceu numa aldeia do interior mas não tem fundos para se mudar para um centro urbano, que organiza horas específicas e calendarizadas para treinar o seu DayGame no Terreiro, deixa – sob uma série de desculpas constrangedoras e limitantes – escapar a vizinha nas escadas do prédio, na porta da mercearia local. Lembra as palavras do MC Xeg, “Eu tenho uma dama no teu bairro/Tu é que não lhe dás valor”. Porque as gajas – até as mais boas, até as que fodem – são um bocado como os microrganismos (ou, segundo uma Professora geneticista, o ácido ribonucleico) – Estão por todo o lado! Admiti-lo só custará aos egos da praxe que – ora para se auto-engrandecerem, ora para opilarem as suas inseguranças – imaginam mulheres bonitas em locais inacessíveis aos quais os meros mortais não têm acesso (só os mPUA’s que alcunham os estabelecimentos públicos para que ninguém saibam onde ficam ou a – com certeza restrita e parca – cona, ainda se dispersa!). Eppur, a quilómetros da noite cara e dispendiosa, também si fornica. Admiti-lo é ter a humildade para reconhecer a vida na nossa ausência, nas nossas costas. Reconhecer que desabrocham mil festas a cada noite pela cidade, apenas que se decorrem sem mim, então não devo ter sido convidado..

A lei da abundância de que tanto se fala, não pode ser limitada a locais, meios, círculos, subculturas. Aliás, como diria o meu amigo Duarte Marques, “Se a mentalidade de abundância compreendesse circunscrições, seria uma mentalidade de escassez”.

Claro que é mais provável ver mulheres muito bonitas durante uma sessão do Moda Lisboa do que na plateia dos espetáculos de Wrestling em Santo Amaro e muitas parecerão mais tentadoras e convidativas num clube da moda do que as Jammers das Lisbon Grrrls Roler Derby. Ou seduzir com direito a uma relação numa discoteca em vez de nas portas da Torre do Tombo. Todavia, alguém sabe quantas discotecas tem a city? (Quem me responder como esta besta quadrada apanha uns carolos!) E bem ouvem o Eddie Hitchens falar sobre como preferia engatar mulheres em museus, biblioteca ou galerias porque garantia que eram inteligentes. Nos tempos do Daybang, o Roosh não apostava em discotecas, mas no Starbucks. Um amigo meu romancista que passa os dias num café da praça das flores redigindo o próximo livro, seduz frequentemente as demais clientes do estabelecimento. Durante o dia, no trânsito, nos transportes públicos, na rua, vejo permanentemente miúdas – giras, vivaças – o suficiente para eu as querer. E durante a noite, observando os grupos nos cafés dos bairros, na porta dos lounges, nos vendedores clandestinos e barateiros de cerveja, nas discotecas onde os estrangeiros não chegam, pergunto-me como podem, depois de anos de intensa vida social, ainda existirem tantas dinâmicas, tantas pessoas, nesta cidade que eu não conheço. Se não estará na altura de as ir conhecer.

skaters lisboa
Lisbon Grrrls Roler Derby. Para quê pensar na Polónia quando existem gatas no bairro d’Ajuda?

Isso fez-me deixar o Canto do Erasmus – repetitivo, amorfo, enfadonho, e debruçar-me sobre uma discoteca chamada Damas. Prestes a deixar a minha namorada em casa, num bairro residencial da zona história Lisboeta e à frente de um restaurante onde passei muito tempo na adolescência, um bar/discoteca abrira recentemente. Não o encontrei nos roteiros turísticos nem nos guias universitários nem está no topo da noite burguesa/chique que – por ímpeto camarário – passou a caracterizar a cidade mais recente. Mas estava ao barrote com mulheres de todas as gerações, qualidades e belezas. O Damas, na Graça, não se assemelhava às discotecas californianas onde o Mystery concebeu seu método nem ao santo graal do conedo; apenas um entre milhares de lugares jovens e ligeiramente menos jovens onde se pode ouvir música, beber copos e conhecer mulheres. Não só não o conheço – estive lá apenas dessa vez – como conheço muito pouco do Lisboa tem para me mostrar, demasiado pouco para permanecer sempre nos mesmos sítios. Afinal, não é esse o papel do PUA – Cortejar o desconhecido?

noite da graça

Se o Mistery Method foi publicado em 2007, e o Daygame Manifesto em 2014 (mas aconselho-o vivamente, é puro ouro) a minha experiência mais marcante (não a primeira, claro, sempre fui descarado) foi a 20 de Outobro de 2005. Há dez anos. Quero-vos contar uma história sobre como meti conversa com uma rapariga na rua sem a conhecer de lado nenhum. Sobre como ela me abordou numa discoteca três semanas mais tarde dizendo lembrar-se de mim e me adicionou no MSN por me querer conhecer melhor. A história sobre como falava constantemente sobre sexo comigo, sabendo que eu já não era virgem há um par de anos na altura, mas como eu cortava essas conversas sempre por achá-las desinteressantes e ignorava o intuito de uma pessoa falar, madrugada após madrugada, todos os dias online comigo, apesar de um namorado de quem parecia nem gostar um bocadinho. Como quis ir à Bana em Cascais e ignorou o namorado e me deu a mão no caminho enquanto procurávamos a loja. A história sobre como ela acabou com ele e disse-mo em primeira mão, como se desmultiplicou em convites depois dessa ocorrência. De como me convidou várias vezes para ir a sua casa. De como eu fiquei no hall de entrada até às tantas da madrugada. De como me enviava músicas “nossas” e me deitou na sua cama. De como nunca lhe dei um beijo nestes dez anos porque achava estar na friendzone.

Eu quero-vos contar a história sobre porque razão entrei no fórum PUA cinco anos mais tarde do que aquilo que devia. Porque meter conversa com miúdas na rua foi coisa que sempre fiz; Só me faltava era ter game.

Em defesa do Macho Beta

Para melhor compreensão deste artigo, é melhor começar pelas definições. Do glossário:

Alfa – Homem que exibe as qualidades que levam as mulheres a querer fodê-lo e os homens a querer segui-lo ou ser como ele, incluindo mas não limitado a: espírito de liderança, confiança, independência, ousadia, força física ou boa forma em geral, dinheiro, fama.

Beta – Homem definido principalmente pela escassez ou ausência de qualidades Alfa.

Os leitores assíduos da Távola Redonda poderão pensar, pelo tom com que se refere aos mesmos, que O Patriarca odeia e/ou despreza os Betas. Isto está bastante longe da verdade. Aliás, aqui é importante abrir um pequeno parêntesis de vulnerabilidade que decerto dará lenha aos seus detractores. O Patriarca já foi beta. Felizmente melhorou. Adiante.

Há de facto um grupo de pessoas que não suportam betas, ao ponto de sentirem fisicamente nojo deles. Essas pessoas chamam-se mulheres. O Patriarca escreve como escreve sobre eles, um pouco para canalizar esta repulsão visceral do sexo oposto. Porque os textos sobre Betas são para Betas. São para educar, para mostrar em que sentido é que é o seu próprio comportamento que causa os problemas que têm com mulheres. O Patriarca tem noção de que este estilo poderá irritar e afastar alguns leitores. Francamente está-se nas tintas porque o seu público alvo não são as flores que não aguentam umas palavras mais ríspidas ou mesmo o ocasional insulto. Esses nunca vão mudar e vão directamente à caixa de comentários cuspir hate e portanto não vale a pena estarem a perder tempo com este blog.

Na verdade, o Beta é extremamente importante. O Beta é o pilar da sociedade, é o motivo pelo qual o mundo funciona e temos civilização. Um ditado frequentemente repetido nos círculos da Red Pill é que as prisões estão cheias de Alfas. As características do Alfa muitas vezes tornam-no egoísta e conflituoso. Não só nem toda a gente (por definição) pode ser Alfa – num grupo de alfas forma-se naturalmente uma hierarquia, e dentro desse grupo quem está no escalão mais baixo é contextualmente beta – como tal não seria desejável nem conducente a uma sociedade salutar. Alguém tem de fazer o trabalho de sapa, e o Beta, com a sua abnegação, espírito de missão, capacidade de trabalho de equipa e de sacrifício em prol de uma causa maior, está perfeitamente equipado para isso. O Patriarca arriscaria mesmo a teoria de que algumas sociedades menos civilizadas sofrem precisamente de excesso de Alfas e escassez de Betas.

turba
Não é fácil encontrar um beta aqui no meio

Mas então porquê tentar “curar” Betas?

O problema dos Betas é que aquilo que os torna bons para ser a espinha dorsal de uma sociedade, torna-os repelentes para as mulheres. A clássica conversa dos “nice guys”, no fundo, é sobre Betas. É por isso que o casamento monogâmico é um pilar fundamental de todas as sociedades bem sucedidas. Ao organizar toda a sexualidade em torno do pair bonding vitalício praticamente obrigatório, é possível contornar a hipergamia feminina e praticamente garantir que todo o homem, desde que tenha um mínimo de condições de subsistência, tem acesso a uma mulher.

Nos últimos 50 anos o feminismo deitou tudo isso abaixo. Por mais eloquência e criatividade que ponham nos seus motivos, no fundo a luta das feministas é por mais acesso a picha alfa. E por poder persegui-la a todo o custo, ser absolvida de todas as consequências dessa busca, e no fim ter um Beta à espera.

E os Betas encontram-se apanhados nesta encruzilhada, entre um mundo que já não existe onde o comportamento beta era quase invariavelmente recompensado com uma mulher, e o mundo actual que lhes continua a jurar que isso ainda é verdade, por mais que seja evidente que não é. Assim nascem os Elliot Rodgers desta vida.

O Game surge, assim, como uma ferramenta para os Betas contrariarem esta tendência. Aliás, os grandes responsáveis pelo Boom do Game, o Mystery e o Style, eram brutalmente betas. O Chateau Heartiste define Game como “carisma aprendido”. O que frequentemente acontece é que a aprendizagem de Game e o inerente sucesso com as mulheres acaba por ligar o modo alfa, que depois se estende a outras áreas da vida.

Quer isto dizer que os Betas não fodem? Claro que fodem. Simplesmente não têm consistência. Quando o fazem geralmente é um misto de sorte, ser o tipo dela, ser situacionalmente alfa, não haver mais opções, ou outras situações aleatórias e não reprodutíveis. E depois entram logo numa relação que em pouco tempo se transforma num quarto morto.

O Patriarca acredita que grande parte dos problemas que o mundo ocidental enfrenta actualmente é precisamente superavit de Betas, numa altura em que há praticamente zero recompensa por isso, tanto a nível económico como sexual. Simultaneamente, o estímulo para ser Beta é máximo, entre a explosão do divórcio e consequente remoção de figuras paternais, feminização de toda a sociedade, demonização das formas tradicionais de masculinidade, invenção de novos géneros, tentativa de esbatimento das naturais diferenças de comportamento entre os sexos, extinção de espaços masculinos e ataque aos poucos que sobram.

O Game, como gerador de Alfas, pode então ser uma solução para devolver a saúde à nossa cultura.

P.S. O islão, ao permitir a poligamia, teve de encontrar um meio diferente de canalizar as energias dos betas. Um beta islâmico frustrado tem uma saída bastante interessante – martirizar-se a massacrar infiéis, obtendo assim acesso umas quantas dezenas de virgens.

Questões frequentes sobre PUA

Este post é a publicação de um comentário feito por um leitor anónimo e respectiva resposta d’O Patriarca.

Anónimodiz:

Boa tarde, bem vindo.

Se o Pick Up funciona?
Se não acreditássemos nisso não teríamos um blog sobre o assunto.

Como funciona?
O PU não é magia, artes arcanas ou algo do género. É simplesmente uma tentativa de optimização de comportamentos a ter durante uma tentativa de sedução, à qual colectivamente milhares de homens durante milhões de horas de interacção com mulheres e através da partilha da experiência das mesmas foram chegando.
É rigoroso e científico? Não. É empírico e certamente ainda tem muitas arestas para limar, mas é eficaz na melhoria da taxa de sucesso sexual de um homem.

É suposto ter uma mentalidade que muitos diria de machista ou misogeno?
Depende. Se considerares esses termos como as mortáguas desta vida os consideram, conforme ainda ontem escrevi aqui, então sim.

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Agora, se começares a perceber que no mínimo metade das merdas que te venderam a vida toda sobre o machismo e a misoginia são simplesmente uma tentativa de repressão da sexualidade humana normal… Não. Aliás, como digo na minha apresentação, gosto mesmo muito de mulheres. Acho que são criaturas fascinantes, mas se não souberes lidar com elas comem-te vivo. Isso não é misoginia, é realismo.

O pessoal PUA ganha algum tipo de infamia?
Sim. Por isso é que o PUA é como o fight club – a 1ª regra é não se fala do fight club, e a segunda também. (talvez desenvolva este tema no futuro)

O quão essa comunidade é receptiva a novatos? Principalmente a novatos constrangedores?
Muito receptiva, há bastante gente que sente que ganhou com a comunidade e tem vontade de retribuir. Não há problema nenhum em ser constrangedor, a malta só tem pouca paciência é para gente que vem pedir conselhos, e quando eles são dados respondem “isso não funciona” sem sequer experimentar. Gente com vontade é muito bem vinda e pode contar com ajuda valiosa.

Um dos meus maiores medos é “morrer por dentro”, ou seja, deixar de ser quem eu sou só para ter cona. Podem comentar este medo meu?

dying
É um medo comum. Pensa assim, morreste por dentro quando aprendeste a ler? Ou a tocar um instrumento, ou a fazer um desporto, ou outra skill qualquer? Não, pois não? Sim, mudaste. Deixaste de ser um gajo que não sabia ler, para seres um gajo que sabe.
Aqui passa-se o mesmo. Não tens de fingir nada, o que aprendes simplesmente muda espontaneamente a tua maneira de actuar perante as situações. Há certamente algumas coisas em ti que mudam conforme crenças que tinhas caem por terra perante as tuas novas experiências. Isso não é morrer por dentro acho eu, é evolução, e acontece com qualquer área a que te dediques para a compreenderes mais a fundo.

Putas

O Patriarca não sabe se a culpa é do feiticeiro de serviço, mas de entre os termos de pesquisa que trazem gente a este blog, por algum motivo um dos mais frequentes é… putas.

termos de pesquisa

Posto isto, O Patriarca achou por bem revelar a sua posição relativamente ao uso de putedo.

O Patriarca não tem qualquer problema moral ou ético quer com as putas quer com os homens que recorrem aos seus serviços.

As mais lógicas e válidas objecções, como o tráfico humano e a exploração de menores, seriam facilmente resolvidas com a legalização e regulamentação da profissão.

As rameiras profissionais não só são impossíveis de erradicar, como tal seria indesejável, pois constituem um importante mecanismo de escape na sociedade. Por um lado mantêm a estabilidade mental de muitos homens que de outra maneira não têm acesso a sexo, por outro mantém em cheque os devaneios da população feminina em geral – não podem tornar tão difícil a vida aos homens que mais valha ir às putas.

Tendo em conta que até no Tinder há quengas a pedir dinheiro por nada, travecos e transgénicos, putas declaradas e gajas a pedir pizza, entre outras aberrações, não é de estranhar que para alguns homens a perspectiva de uma troca directa e sem espinhas de dinheiro por sexo não pareça assim tão mau.

Dito isto, O Patriarca aconselha qualquer homem que se veja impelido a ir às putas que dedique algum tempo a aprender Game. A sensação da caça bem sucedida é algo que todo o homem deveria vivenciar. Além disso, um utilizador regular de putas pode apresentar uma atitude de abundância que outros não terão. Pensar que se a gaja que tens à frente não quiser, as notas no bolso arranjam uma que queira, pode não ser um pensamento bonito, mas é um passo na direcção de uma frame forte.

Num mundo de betas, quem tem Game é rei.