O problema do país pequeno

Comenta-se a boçalidade da TVI e a falta de escrúpulos do CM, o elitismo do Económico, o populismo do I ou a falta de pragmatismo do SOL, da SIC/Expresso e do Observador. A imprensa Portuguesa tem defeitos, mas espelham-se todos no DN.

Semana de revelações arrebatadoras. O mundo ficou a saber que governo-ladrão do rectângulo, inclui – na sua numerosíssima composição – uma senhora chamada Graça Fonseca. Nem um dos cidadãos que compulsiva e higienicamente ignora as instituições por onde a senhora passou, se apercebera antes do facto. Mas afinal ela existe e veio para ficar. Teremos de lhe achar Graça. Seja bem-vinda dona Graça.

Depois diz-nos, mesmo sem lhe termos perguntado nada, que – citando uma jovem quem, quando comparada à governanta, me merece mais consideração – a Dona Graça gosta de escarafunchar no mexilhão. Bom, senhora vereadora-investigadora-socióloga-secretária-de-estado-sapatona, eu também. Até tenho a coragem de o dizer numa entrevista. Deixa cá contactar a entrevistadora. Quem foi ela?

Dá na branca, dorme com miúdos de 20 anos e comia o primeiro-ministro; Diz-se Jornalista

Vamos a outra. A cruzada publica contra o Professor Carrilho está longe de acabar. Desta vez, Ana Sá Lopes informa-nos de que o Professor fez algo inominável, de que devia estar preso, de que devia estar morto e de que a criançada devia ser entregue à progenitora mal esta saia da recuperação para alcoólicos (cocaínomanos?) . Depois de ler o texto várias vezes, porque a complexa e inusitada escrita da jovem recusa leituras simplistas, não encontrei informações sobre a acusação que pende sobre o catedrático.  Não devia o jornalismo fazer isso, tipo, informar?

O problema não está no sensacionalismo, nos excessos ou nas carências. Sendo essas auto-destrutivas são também, muitas vezes, uma estratégia de sobrevivência: Se o Correio da Manhã for ético, ficarão salários por pagar e o meu humanismo prefere um mau jornalista contratado e capaz de pagar contas a um bom jornalista subsistindo do subsidio de desemprego. O problema está na promiscuidade gentrifica que a escumalha jornaleira demonstra – logo aquela qual, como a Câncio, tem quem lhe pague as contas. Não foi o comportamento do catedrático ou a discriminação dirigida à governante que impulsionaram os escritos. Foi a encomenda: a harpia decadente Bárbara Guimarães precisa de marcar uns pontos judiciais e consegue facilidades para se vitimizar na comunicação social; A fufona entachada quer uma promoção hierarquia e telefona à amiga para que esta a promova. Sobretudo quando a amiga, sendo heterossexual, tem uma adoração doentia pelo fetichismo panasca. E espaço na imprensa. E falta de vergonha.

Fernanda Câncio tem carteira de jornalista, votada a notificar os Portugueses dos mais relevantes acontecimentos circunjacentes. Mas só lhe ouvimos sobre Pedrógão, ao qual se dedicou entre idas à praia, que responsabilidades nenhumas devam ser apuradas. De Ana Sá Lopes conhecemos 30 anos de inutilidade, bolsando crónicas feministas sobre os jornais do regime. O problema é que os Portugueses não se conseguem fazer ouvir excepto se forem amigos das mocinhas. Ou do Dr. Costa. Ou da Babá. Ou se tiverem andado pelo CES-Coimbra.

Esqueceram-se das “” em laboratório

A populaça que olha para o lesbianismo da secretária-de-estado com qualquer coisa que não seja indiferença, fá-lo porque comprou a mentira da homofobia. Mas essa mentira foi-nos incutida da mesma forma como nos últimos dois meses nos foi incutida a mentira do racismo – Através da imprensa. Imprensa que vive de compadrios. Compadrios sustentados em elites de poder. Elites endogâmicas e impenetráveis.

A reacção do Bloco de Esquerda às palavras da Graça, é sintomática: Embora ligadas a partidos diferentes, e com antecedentes académicos e profissionais distintos, Mariana Mortágua é amiga pessoal de Graça Fonseca e ambas se dão com Fernanda Câncio, Fernanda que promove ambas as fufas políticas. Durante o apogeu da Casa Pia chocou-me a facilidade com que António Costa alcançava o procurador do processo, o Procurador Geral da República; enquanto tantos se revoltaram com “estou-me cagando para o segredo de Justiça”, revoltou-me a antecedente “estou a chegar a casa do Júdice“: para safar o amigo e camarada pedófilo, António Costa pode aparecer em casa do Bastonário da Ordem dos Advogados. Também não integram o mesmo Partido, pois José Miguel Júdice milita no PSD. Mas integra a mesma classe social Lisboeta.

Sempre os mesmos

À medida que a subjugação indolente ao poder transpôs do Diário de Notícias aos títulos circundantes – todos eles, CM fora, constantemente no beija-mão ao poder – dá a sensação que este país tem aí umas cinquenta pessoas, em rodopio permanente entre os Partidos da geringonça, as televisões, a imprensa escrita, os tablóides, os eventos da CML, os Centros de Estudo Sociológicos e o festival dos rotos.

Então e os outros dez milhões?

Desafio à Porto Editora

muita coisa foi escrita sobre os terríveis, horríveis, nada bons, muito maus livros sexistas da Porto Editora, de tal maneira que O Patriarca tem de estar aqui a encher chouriços para poder colocar todos os links que deseja.

Sentindo que tem pouco a acrescentar ao que já foi dito quer sobre os contornos Orwellianos do caso, quer sobre as intragáveis harpias que andam a promover a polémica, resta-lhe lançar um repto à editora que infelizmente capitulou.

Reeditem os livros exactamente como estão, substituindo apenas as referências “para meninas” e “para rapazes” por “versão rosa” e versão azul”. Ou se quiserem ser mais desafiadores, “versão Vénus” e “versão Marte” – mais um tema de aprendizagem!

Esta gente não se combate com desculpas e capitulações. Combate-se com chacota e ridículo.

Esta teve de pedir o namorado em casamento
Esta teve de pedir o namorado em casamento

Ó Paula Cosme Pinto, vai pró caralho

O Patriarca há uns tempos prometeu a si próprio que ia reduzir os seus escritos contra o feminismo, e concentrar-se mais em ensinar os homens (e as mulheres) a contornar as consequências nefastas do mesmo nas suas vidas.

No entanto de vez em quando é necessário mandar uma feminista à merda. Nem que seja para arejar a cabeça.

O excelente blog Blasfémias chamou a atenção para mais uma diatribe de uma badocha asquerosa que já foi aqui antes mencionada. A harpia em questão começa a ser um ódio de estimação, mas é importante repudiar a vil bílis que ela vomita, tanto mais porque o faz numa plataforma de grande projecção.

O Patriarca não vai aqui dissecar a diarreia mental da criatura. Pretende apenas denunciar a sua intenção. A Puta Cospe-m’o Pinto não quer defender a dignidade de mulher nenhuma. Aquelas meninas estão felizes da vida, a ganhar o seu aproveitando os atributos que deus lhes deu enquanto molham a cueca a pensar que talvez mais tarde um dos Alfas que estão naquele pódio se digne a partir-lhes a bilha. É isso que este dejecto humano inveja, porque nunca nenhum homem de qualidade a desejou e ela sabe que isso nunca vai acontecer.

paula cosme pinto
A cara que lançou mil navios (em fuga).

 

Gentil Martins (II)

A populaça extasiada aplaude dois homens bem-parecidos, jovens, sexuais, que se declaram socialmente discriminados durante o seu tempo de antena num dos programas mais vistos do país, enquanto agregam multidões e ganham milhões. A populaça extasiada expurga um médico reformado, a poucos anos de falecer (talvez mais, se tiver sorte) que é ignorado devido ao seu distanciamento das tecnologias de informação, repudiado pela sua idade avançada e ostracizado pelas pertinentes questões que levanta.

Há quem nos lembre que o clínico salva vidas. Mas são vidas de recém-nascidos, entidades que – na óptica dos seus detractores – não têm direito à vida. Significa pois que se trata de um sujeito desprezível: Se por alternativa, optasse por se despir na televisão ou apanhar no pacote, seria com certeza mais respeitado.

Chauvinista do Mês #3: António Gentil Martins [Extra!]

Nota prévia: relembrando que O Patriarca considera o feminismo o maior flagelo que assola a sociedade actual, é importante realçar que não há nada de pejorativo neste prémio. O Chauvinista do Mês é um galardão de honra que O Patriarca (e outros membros da Távola que assim o entendam) atribui a quem vê a realidade em geral e as dinâmicas intersexuais tal como elas são, e tem os tomates de ferro necessários para, por palavras ou acções, apregoá-lo em público.

Num caso gritante de infelicidade temporal, o Dr. Gentil Martins lançou uma bomba digna de galardão 2 dias depois da publicação do último. Infelizmente o original só está disponível para assinantes mas as citações não são difíceis de encontrar.

As afirmações da polémica:

Como é que vê a hipótese de um homem solteiro ter filhos recorrendo a uma barriga de aluguer, como alegadamente foi o caso de Cristiano Ronaldo?
Considero um crime grave. É degradante, uma tristeza. O Ronaldo é um excelente atleta, tem imenso mérito, mas é um estupor moral, não pode ser exemplo para ninguém. Toda a criança tem direito a ter mãe. Mais: penso que uma das grandes culpadas disto é a mãe dele. Aquela senhora não lhe deu educação nenhuma.

O anterior galardão, apesar de defender precisamente o contário, não exclui este. Não foi referida a oprinião d’O Patriarca relativamente a este assunto, mas aqui vai ela:

A reprodução medicamente assistida, por outros motivos que não a infertilidade de um dos membros de um casal heterossexual, é uma aberração. À afirmação do Dr. Gentil Martins, reformularia apenas: toda a criança tem direito a ter pai e mãe. A negação deste direito, apenas para satisfazer transgénicos doidos, sapatonas ressabiadas, e gente que pode mas não quer recorrer à velha fórmula de depósito directo de leite de piça num útero receptivo (ou não arranja quem o faça), é moralmente condenável. Agora, se as mulheres o podem fazer, porque raio não hão de os homens poder?

Duas pessoas do mesmo sexo não podem amar-se?
Ouçam, é uma coisa simples: o mundo tinha acabado. Para que o mundo exista tem de haver homens e mulheres. Trato-os como a qualquer doente e estou-me nas tintas se são isto ou aquilo… Não vou tratar mal uma pessoa porque é homossexual, mas não aceito promovê-la. Se me perguntam se é correto? Acho que não. É uma anomalia, é um desvio da personalidade. Como os sadomasoquistas ou as pessoas que se mutilam.

O que há de errado nesta afirmação? Absolutamente nada! O doutor aceita, mas não promove. Isso hoje em dia não basta, como muito bem expôs o nosso mago de serviço. É preciso rezar ao altar de Sodoma (preferencialmente de gatas).

O Patriarca, como já disse anteriormente, não tem nada contra homossexuais não heterofóbicos. Simplesmente acha que não se deve promover e glorificar estilos de vida desviantes. Live and let live.

Naturalmente, uma das Harpias-Mor apressou-se a pedir a cabeça do octagenário.

Face à polémica e como bom Shitlord, Gentil Martins emitiu uma não-desculpa ao melhor estilo de Trump:

Face à minha entrevista ao Jornal Expresso e dada a celeuma, que nunca desejaria que tivesse acontecido, gostaria desde já esclarecer que me limitei a responder a perguntas directas dos entrevistadores do Expresso.

Quanto a Ronaldo não ser exemplo, referia-me exclusivamente à escolha por “Barrigas de Aluguer”, permitidas por lei, mas das quais discordo totalmente, quer como Pediatra quer como Ser Humano. Isso nada tem a ver com os excepcionais méritos desportivos de Ronaldo, nem com a sua generosidade para com Instituições Sociais e crianças com dificuldades.

Por outro lado nunca foi minha intenção ofender a Mãe de Ronaldo, pessoa que não conheço pessoalmente.

Quanto à homossexualidade, lamento quem sofra com essa questão, que continuo a considerar anómala, sem no entanto deixar de respeitar os Seres Humanos que são.

Note-se a ausência da palavra “desculpa”. O excelso senhor sabe que expôr o ventre às facadas é a pior coisa que se pode fazer numa situação destas. Betas tomem nota e extrapolem para o vosso Game.


O distinto doutor teve uma carreira longa e este será certamente um galardão de somenos importância no meio de todos os que terá coleccionado. É todavia com enorme prazer que A Távola Redonda lhe estende o seu apoio e lhe presta homenagem no meio da tormenta do politicamente correcto.