Pelo regresso da escravatura

Através da palavra, do despacho, do voto, defenderia acerrimamente a legalização da escravatura caso garantisse o acorrentamento da Câncio e do Rui Tavares. Mas não dava um cêntimo pela parelha.

Durante séculos e até à proliferação das redes sociais, foi inexcedível o papel social da imprensa, informando além fronteiras, distâncias. A extinção é cruel e dolorosa, mas merecida, desviado o foco do que foi para suportar agendas obscuras. Não me estenderei sobre o mal que a imprensa faz (e fez), mas sobre o bem que não faz. Cronistas com destaque, influência e capital de atenção, têm a obrigação moral de alertar os concidadãos para as ocorrências na nação. Dos incêndios em Bragança às quebras de produção olivícola no Alentejo, das apreensões maciças de droga em Viana do Castelo (e também Trás-os-Montes), à forma como o banco público – gerido pela mui socialista geringonça – condenou um concelho com 7000 pessoas e 9 séculos de história ao desaparecimento através da extinção do único interposto bancário no município. Estas questiúnculas (e muitas outras) são aquelas que afligem os Portugueses quem, à semelhança de Joaquim Barreiros, “não sabem o que é um homossexual ou um homofóbico, mas sabem o que é um paneleiro”. Os Portugueses que não frequentam a Gulbenkien.

Os Portugueses de quem o Rui Tavares não quer saber

Porque nem quando ganhava 15000 € mensais para os representar em Bruxelas, Tavares, alguma vez quis saber dos herdeiros do V Império, realizou um esforço inglório e ignóbil de importar uma quezília forasteira. O mercado recusou o produto experimental. Logo a dondoca do José Sócrates, regressou à carga. Querem à força que nos consciencializemos dum problema que não é nosso, ignorando os problemas que são. Pior, não fazem mais do que papaguear uma cassete estrangeira insistentemente na vã tentativa de que à semelhança de outras inanidades, acabemos novamente gastando tempo vital em não-assuntos, debates vazios, desnecessários, inúteis. Quer a inútil parelha parentear um transgenderismo torrado e não é só o mutuo fetiche afro-lusitano que os impele. É mesmo falta de vergonha.

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Beta do século

O linguajar é hediondo mas deve ser sublinhado. “O Grande debate que se impõe”, a que “Não há como escapar”. O contraste entre “aquelas riquezas e aquelas pessoas” e “aquele ‘ímpio e desumano abuso'”. O bicho papão: “A realidade não foi ignorada — mas, como é infelizmente hábito, demasiado rápido se passou à frente”, “os silêncios e eufemismos”, “a história” que “aí nem começou”. A mentira – acusa Tavares “o papel pioneiro — e cimeiro — que Portugal teve no tráfego de escravos?” mas a escravatura é intemporal e anterior à nossa nobre existência. Folheando um livro do 6º ano – o que seria estranho à luz da ausência de prole mas perceptível à presença de uma amizade íntima com Paulo Pedroso – Câncio insurge-se contra a linguagem empregue. Aqui está novamente a vitimização, fala de “institucionalização do silêncio” e depois (na segunda tentativa), das “ideias relacionadas com o colonialismo português” que “o pós-25 de Abril não foi capaz de deitar abaixo”, o “branqueamento”. Há uma conspiração em Portugal para não se falar de escravos, mas são os intrépidos jornaleiros quem a vão desmascarar! Até importaram um tipo qualquer do Ohio para inventar “O que está em causa é que a obstinação em não reconhecer a responsabilidade nacional na história nacional implica uma admissão involuntária de culpa não resolvida, como uma desonra familiar que se esconde dos hóspedes” antes de citar Sophia (quem mais?). A pretensão é de nos “educar”, ao lado de Seixas da Costa e Valle de Almeida. E uma carta onde assinam estrangeiros e indivíduos quem gostavam de o ser.

Choca-me como esta trupe (a mesma trupe!) não se apercebe da irrelevância de tudo isto. Na escolinha aprendi que depois de escravizar, Portugal, foi o primeiro país a abolir a prática, que o fez quase 100 anos antes dos USA onde o fim da escravatura resultou numa guerra civil, que esse é um país cuja quantidade percentual de pretos é relevante no contexto nacional (em Portugal não é) e que tem episódios esporádicos e segmentados de discriminação racial (Portugal não tem), razões pelas quais algumas destas discussões aí fazem sentido (aqui, não fazem!) Verdade ou não, facto é que o interesse pelas reminiscências tanto me cativaram que saí da última aula de história aos 14 anos para não regressar mais. Compreendo a pretensão de congregar e dirigir fundos públicos para escarafunchar no armário à procura de esqueletos – afinal é com essas alocações que esta gente paga contas (tirando a Câncio que vive à conta da família e do Carlos Santos Silva). Mas não queiram impor um complexo de culpa a 10 milhões de Portugueses que nada têm a ver com o passado esclavagista do rectângulo.

É uma antítese ideológica para Rui Tavares – o anão mais esquerdo-europeísta do país – mostrar tamanha preocupação com a história Portuguesa. Num contexto federalista como aquele que deseja, o nosso caminho individual torna-se irrelevante e dilui-se na dinâmica continental onde  estivemos em cocorrente com circunstâncias culturais das diferentes épocas – Porque não discutiu a ocupação do Congo Belga durante os anos em que viveu em Bruxelas? Paralelamente, é a direita quem  – tendo no cerne da sua existência a filiação e a hereditariedade – deveria incomodar-se com as malfeitorias predecessores. As identity politics são aliás uma linha de pensamento tradicional e conservadora pois acomodam em torno de uma característica singular (serem pretos, maricas, travecas) uma população independente, outorgando-lhe um lugar diferenciado pela identidade (nata) e não pela produção (adquirida). Na óptica do Tavares (e compagnons de route) é indigno herdar títulos, propriedade e capital, apenas podemos herdar culpa.


Além de se abastecerem nas insanidades Americanas, adquirem também consciência social através da bíblia: Como bem reparou o Victor Cunha, imputam-nos o pecado original e chamam-lhe “Culpa do Homem Branco” ou privilégio para nos fazer vergar à sua magnificência. Não passam de uma cambada de fascistas.

Tavares podia escrever sobre a escravatura vigente em Portugal e não falo dos servos do Senhor Dom. Centeno a quem chamamos de contribuintes. Mas dos homens de leste que em pleno século XXI e todas as madrugadas, apanham ameijoa e berbigão na margem do tejo, dos médio-Orientais que trabalham o campo nalgumas grandes produções do Ribatejo onde a família de Câncio tem nome e terras, dos chineses no Alqueva (não foi esse um projecto suportado por fundos públicos?)  onde os empresários do regime alicerçaram as suas fazendas. Todavia não o fará. Afinal, acontecem nas quintas dos amigos do regime, os tipos que financiaram a existência do LIVRE Lda., unipessoal; Acontecem durante o governo de São Costa, o negro-negreiro que quis colocar refugiados sírios a limpar as matas nacionais ; Aconteceram com outros caucasianos e orientais e são pois irrelevantes. Só-lhe interessa “a escravatura a partir de África”.  Rui Tavares é racista.

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Oh Rui tavares, vem para aqui fazer o teu trabalho Jornaleiro

Mas pelo Amor de Deus, parem de falar de racismo. Não existe racismo palpável em Portugal – existirá em alguma parte? Convivemos 8 anos com um presidente americano preto e dois com um primeiro-ministro monhé. Gostaria de igual forma de escravizar o último. Mas temo que, primeiramente, ele nos escravize a todos.

Irina 

Nota prévia: o que se segue não é para betas, sob risco de sair pela culatra.

Actividade interessante para picar a namorada: dirigir a conversa para como a publicidade da Irina Shayk está por todo o lado. Não é difícil, há literalmente um cartaz em cada esquina e elas andam malucas com isso. Comentar como a Irina é realmente uma mulher estupenda. Não há nenhuma gaja com vergonha na cara que se atreva a contestar isso.

E agora a parte divertida: cada vez que se vê um cartaz, dizer “Irina!”

A namorada d’O Patriarca neste momento odeia a puta da Irina, a Rússia e as russas. Já está combinado irmos a uma loja da Intimissimi comprar um daqueles soutiens.

Esta campanha não vai durar sempre, mas o princípio é eterno: ABQ / ABT (Always Be Qualifying/Teasing).

Aeroporto Cristiano Ronaldo

Uma das bases da Red Pill é a busca da excelência. Qualquer pessoa com um mínimo de ambição sabe como não é fácil estar constantemente a melhorar, e manter a perseverança nos momentos difíceis. O Patriarca tem uma profunda admiração por aqueles que conseguem atingir patamares impensáveis para a maioria dos mortais, qualquer que seja a disciplina em que se notabilizam. Por isso, é com alguma amargura que vê esta polémica sobre a rebaptização do Aeroporto da Madeira – “afinal de contas ele só dá uns pontapés numa bola”.

CR7 é um Português ímpar. Conseguiu ser durante muitos anos o melhor do mundo na sua área, e quem sabe se não voltará a ser. Está até na discussão para os melhores de sempre.

Portugueses que tenham atingido alturas semelhantes? Assim de repente, só Egas Moniz e José Saramago, melhores do mundo nas repectivas áreas.

Até podem ter uma certa razão os que dizem que se dá demasiada importância ao futebol, mas a verdade é que se todos os portugueses tivessem a ética de trabalho nas suas áreas que o Ronaldo tem no futebol, talvez Portugal fosse um dos países mais desenvolvidos do mundo.

Não merece o nome na porra do aeroporto da terra onde nasceu?

Capazes confirmam: Feminismo esgotou-se há quase 30 anos!

Como já foi referido anteriormente, O Patriarca é leitor assíduo das Capazes, pois tem um interesse mórbido em saber quais as últimas insanidades que aquela gaiola de loucas anda a tentar importar para o nosso querido jardim à beira mar plantado.

Qual não é o seu espanto quando encontra um artigo da autoria da Srª Dª Isabel “#estousozinhaporqueoshomenstemmedodemim” Moreira, confirmando o que a maioria das pessoas com uma mente razoavelmente equilibrada sabem: o feminismo esgotou-se há cerca de 30 anos, e desde então não é mais que um movimento de supremacia de género liderado por gajas mal paridas e mal fodidas a tentar tornar toda a gente tão infeliz quanto elas e sacar umas regalias extra pelo caminho.

O artigo fala por si, pelo que o melhor é mesmo ler. Quem não quiser dar tráfego ao ninho de harpias maldito, pode encontrá-lo transcrito na íntegra abaixo. Até porque se a criatura se aperceber do que escreveu ainda o apaga, portanto é melhor guardar as provas.

Resumindo: a megera, confrontada com a existência de mulheres que percebem a malignidade da ideologia em causa, faz uma lista de conquistas importantes que o feminismo fez em Portugal entre 1974 e 1990. Depois, talvez tendo um laivo de consciência, acrescenta dois itens que não têm nada a ver com o feminismo – a lei do pré-escolar em 97 e a lei da adopção e do casamento gay em 2010 – para ver se o deserto dos últimos 27 anos não se torna tão evidente.

Termina com uns conceitos vagos e/ou falsos como a desigualdade salarial, demonstrando assim o exposto acima: O FEMINISMO É CANCRO DESDE 1990. Podem fechar a porta.

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CARTA ABERTA ÀS MULHERES QUE REJEITAM O FEMINISMO

No dia internacional das mulheres, ouvi várias mulheres na televisão, incluindo jornalistas, rejeitarem o dia em si e o feminismo. Dizia uma jornalista que tudo o que acaba em “ismo” lhe cheira a “extremismo”.

Não me surpreendem. Infelizmente, sabemos que falta identidade ao movimento feminista, sabemos que o sexismo não é exclusivo dos homens. Mas é evidente que se a falta de perceção da desigualdade de género nos afeta, ela afeta-nos com mais força quando é manifestada por mulheres.

Sempre que levo com uma mulher horrorizada com o feminismo tenho vontade de fazer uma lista dos direitos de que essa mesma mulher goza, desde os primeiros dos primeiros, conquistados por sufragistas e operárias, as “histéricas” que deram causa à instituição do “dia das mulheres”, já agora um dia político e não um dia dos namorados “versão dois”, carregado de flores.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1974 as mulheres pudessem finalmente aceder à magistratura.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1974 as mulheres pudessem finalmente aceder à diplomacia.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1974 se alterasse o Código Administrativo legalizando o acesso das mulheres a todos os cargos.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1976, fruto do trabalho da Comissão Feminina se concedesse a todas as trabalhadoras o direito a licença de 90 dias no período de maternidade (matéria que vem sendo sucessivamente aperfeiçoada).

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1976 fosse aprovada a Constituição democrática, consagrando a igualdade entre homens e mulheres, passando por vários domínios, como o domínio laboral ou o da maternidade.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1977 entrassem em vigor as alterações ao Código Civil, acabando-se, por exemplo, com a abjeta “autorização” do marido para exercermos as nossas profissões.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que fosse criada em 1979 a Comissão para a Igualdade e para o Emprego (CITE) junto do Ministério do Trabalho, que até hoje zela pelo cumprimento da obrigação constitucional e legal de igualdade de oportunidades entre homens e mulheres no emprego.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1980 as mulheres pudessem concorrer à PSP.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que na revisão constitucional de 1982 se consagrasse o conceito (e as consequências dele) de paternidade.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1984 fossem aprovadas as leis sobre a proteção da maternidade e da paternidade e a lei de bases da segurança social, matérias em que fomos evoluindo e assumindo compromissos internacionais, nomeadamente os decorrentes da OIT.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1990 as mulheres pudessem prestar serviço nos quadros de qualquer modalidade de armas e serviços do Exército.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1990 fosse criada a Comissão para a Igualdade de Género.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1990 começassem a surgir as resoluções concretas estabelecendo medidas concretas e ações prioritárias de promoção de igualdade de oportunidades entre homens e mulheres.

Foi de facto um “extremismo” lutar-se para que em 1997 fosse aprovada a lei quadro da educação pré-escolar.

Tem sido de facto um “extremismo” ver as evoluções legislativas, administrativas e práticas em todas estas matérias.

O “extremismo” denunciado por mulheres horrorizadas com o feminismo tem-lhes permitido beneficiar destas conquistas e de outras, como a lei da paridade ou, imagine-se, com a legalização da interrupção voluntária da gravidez. Essa conquista extremista permite às negadoras do feminismo (e bem) deixarem de ter de arriscar a vida se não desejarem continuar uma gravidez.

Entretanto, também podemos, todas e todos, adotar os filhos dos nossos companheiros ou companheiras, havendo ou não casamento (que é igualitário desde 2010), seja a relação heterossexual ou homossexual, podemos adotar uma criança com uma pessoa do mesmo sexo e podemos ser mães sem a tutela de um homem.

Não sei por onde andam estas mulheres, porque para além da falta de noção da história, não devem dar conta das disparidades e desigualdades salariais que persistem arrogantemente entre homens e mulheres; não devem dar conta de como as mulheres são sempre o elo mais fraco em épocas de crise económica e financeira; não devem dar conta de como os direitos laborais das mulheres continuam a ser pisados, de como nós somos sujeitas a entrevistas de emprego ilegais, de como nos perguntam acerca dos nossos planos de vida, de maternidade; não devem dar conta de como o assédio laboral é um cancro; não devem dar conta de como o assédio de rua é a prova (mesmo sendo crime) de como a sociedade ainda não interiorizou que o espaço público nos pertence; não devem dar conta de como somos violentamente escrutinadas e sujeitas a um padrão moral violento ao qual os homens são imunes; não devem dar conta de como os números relativos à violência no namoro e à violência doméstica são prova do modelo patriarcal enraizado contra o qual muitas de nós, feministas com memória e orgulho na palavra, lutamos.

Já se deram conta?

Ou andam pela vida a exercer os direitos que as feministas conquistaram (em nome do lema simples “igualdade de direitos”) sem dar mesmo, mas mesmo, por nada?

Agora parem e pensem: que seria de vocês sem o feminismo?

Milo

A idade de consentimento é um conceito estritamente legal, fluido e variável com os tempos, modas, culturas e regiões. Repudiamos a pedofilia mas mais veementemente repudiamos a histeria. E defendemos o Milo

Para um auto-intitulado extremista, Milo Yannopoulos – figura que prezo – revolve permanentemente e salvo pontuais arrojadas actuações cómicas, no senso comum. Desta vez não foi excepção. As plateias que se deixam impressionar pela sexualidade dos trezeanistas ou estão esquecidos dos seus treze anos ou tiveram uma puberdade bastante aborrecida. Como os anos não me tiraram uma memória exímia limito-me a subscrever a observação: a actividade sexual nestas idades é ocorrente, nalguns meios, recorrente mas apenas raramente decorrente de violação. Constate-se aliás que a variabilidade da idade de consentimento (na Tailândia e na Coreia do Sul, um homem adulto pode legalmente dormir com uma rapariga de doze anos; Na China, uma mulher, pode-se envolver com uma criança de dez) demonstra como se o conceito de pedofilia varia de acordo com a legislação em vigor no território em que ocorre (à semelhança do que acontece com a violação cuja amplitude sueca levaria a que os nossos daygamers estivessem todos no chilindró), então a prática – considerada tema tabu mesmo quando praticada no nosso território (um antigo e respeitadíssimo bastonário da ordem dos advogados iniciou a sua relação com a companheira de quase 4 décadas quando esta tinha apenas 14 anos e ele 21 – é crime!) – é passível de discussão, ainda que para ser firmemente rejeitada. Afinal Milo fez apenas aquilo que pautou toda a sua carreira – promover as discussões que outros tentaram silenciar.
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Milo começou a ter sexo aos 13 anos: O drama, o horror (a inveja?!). Mencionou, à semelhança do biográfico romance de Vladimir Nabokov, a factualidade da pederastia. Na Grécia antiga, existia essencialmente entre homens e rapazes novos numa lógica dinástica, iniciática, sucessória. É ver o percurso do pedófilo Português Carlos Silvino, o menino abusado que cresceu e abusou meninos, recordar Padre António Vieira quando escreveu “não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos” ou ainda o músico Sam the Kid em Realidade UrbanaÉ um ciclo, o do boss e do discípulo”. Quando de tempos a tempos um jornalista desocupado dedica páginas a reportagens sobre a média etária noctívaga Lisboeta aquém da legislada, não se dedica a investigar a noite gay, onde de facto os mais novos são demasiado novos. O controlo é impossível mas a sua ausência produz Yannopoulos’.

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Há mais miúdos de 13 anos neste espaço do que em muitas turmas do 8º ano

Abel Matos Santos, Professor de Sexologia Clínica na universidade Católica Portuguesa, tem defendido que a homossexualidade se tornou ritual de aceitação e integração entre as gerações influenciadas pela legislação queer, equivalente ao cigarro doutros dias. Não se trata dos mais novos se apresentarem estatisticamente mais afim à homossexualidade, trata-se de emularem o comportamento gay a fim de se inserirem num grupo de pares ou numa posição moralmente superior na alucinada escala de privilégio popularizada nos States. De se gingarem no meio para altear o ego e terem, sem as dificuldades inerentes aos congéneres que optaram pelo caminho das pedras, sexo. Trata-se de uma escola, um sistema político, uma sociedade que lhes enaltece a coragem por se ajoelharem diante dos caprichos sexuais dos homens mais velhos. E trata-se de muitos adultos cenagosos, longe das incertezas púberes ou da necessidade de aprovação adolescente, se aproveitarem dos miúdos.

Isto é insano

Junto dos conservadores tradicionalistas que se recusam a fazer representar por um homossexual assumido ou procurado atacar indirectamente Donald Trump, em concertação com a iniciativa do cuckservative John Mccain, as reacções foram abjectas. Matt Lewis sente-se repugnado pela homossexualidade do britânico e a organização do CPAC desconvidou-o da palestra introdutória que daria no evento deste ano. Até em Portugal, Maria João Marques se apressou a condenar a “boçalidade” do poster-boy porque também se sente intimidada com uma Direita  espalhafatosa, ao invés de comedida e silenciosa como aquela que a jornalista aprova. Por sua vez, a Esquerda hypersexualizada pareceu com Milo regressar a 1961, quando Júlio Fogaça foi removido da liderança do PCP por conduta homossexual. No The Guardian cavalgaram a onda persecutória  “bem vos avisámos que quem denuncia a transsexualidade não pode ser boa gente” e Jason Wilson, autor de Burst your Bubble, abre brechas no consenso conservador em torno de Millo.  A discrepância de tratamento para com George Takei, esquerdista, quem proferiu palavras idênticas, é confrangedora.

Mesmo depois de anos difundindo a superioridade moral de vários fetichismos: o role-play (homens que dizem que são mulheres), o exibicionismo (nudismo é um eufemismo), a poligamia (poliamor é um eufemismo), a sodomia e de outras parafilias. Crianças? Não seria inédito. Daniel Cohn-Bendit defendeu-a abertamente durante o Maio de ’68, movimento que utilizava “Jouissez sans entraves” – desfrutar sem entraves – como slogan político (Nota: Jouissez vem do verbo Jouier que significa “gozar”, sexualmente). Enquanto mayor de Burlington, Bernie Sanders promoveu a nudez infantil na via pública e o toque genital (no próprio? na criança?) como cura para a pornografia. Em nove regiões Alemãs, o livro Körper, Liebe, Doktorspiele – Ein Ratgeber für Eltern zur kindlichen Sexualentwicklung (Corpo, Amor, Jogos de Doutor – Guia de Pais para filhos sobre desenvolvimento sexual) difundido pelo Bundeszentrale für gesundheitliche Aufklärung (Centro federal para o ensino da saúde) na Alemanha e na Suíça, incentiva os Pais a tocarem na genitália das filhas como forma de estreitar os laços parentais.

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A verdadeira face do Maio de ’68

Não será de estranhar que a questão venha a surgir num futuro próximo em seguimento à aceitação das relações homossexuais, visto que alguns países (Índia, Tajiquistão, Uzbequistão, China), provavelmente em atendimento à questão que mencionei dois parágrafos acima, diferenciam a idade de consentimento mediante a orientação sexual, considerando-se ser necessário uma idade superior para consentir sexo homossexual face à contraparte. Por outro lado, já se difundem relatos sobre bons pedófilos, pessoas cuja circunstância nata, deverá ser compreendida, aceite e depois auxiliada. Depois de pedir que as idades de consentimento para as relações homossexuais sejam niveladas pelo valor das heteró – por baixo – a Esquerda, face aos indivíduos que não conseguem deixar de desejar estuprar crianças, pedirá a redução de todas as idades de consentimento. Um congresso de especialistas em Cambridge concluiu que a pedofilia é normal para a maioria dos homens. Em França, um conjunto de autores, gay e activistas de Esquerda (Jean Danet, Michel Foucault, Guy Hocquenghem) organizaram uma petição nos anos 80 para reduzir a idade legal para a cópula. Para isso serve a educação sexual, imposta sem escutar as famílias ou, mais importante, os alunos.

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Há ainda um lado algo infantil, básico, em torno do caso que me perturba. Nos dias da Casa Pia, a resposta da esquerda às acusações pendentes sobre Paulo Pedroso (Ferro, Gama e outros) foi a de acusar os ministros Valente de Oliveira, Luís Filipe Pereira e Paulo Portas de crimes semelhantes. Durante a campanha presidencial americana, o pizzagate apresentou dois membros do staff democrata (os irmãos Podestra) como pedófilos satânicos ao que este parece ser um contra-ataque já que Milo foi um fervoroso apoiante de Trump. Mas porque razão se fala tanto em pedofilia por entre os interstícios da política, em vez de se discutirem – ideia radical – políticas? (também existem políticas pedófilas, mas não abordaremos essas). Apesar de ser um crime hediondo, esta reacção intestinal impulsiona que a temática venha ao de cima porque destrói adversários eleitorais ao esforço de um clique e a infantohisteria impede qualquer discussão racional do tema. No seu espaço de comentário, Alex Jones refere “será assim que os poderes nos irão silenciar, acusando-nos de sermos pedófilos quando não o somos”.

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Salvo se apoiarmos políticas pedófilas, devíamos tirar a pedofilia da política

Vítima de pedofilia em negação ou talvez sofrendo o síndrome de Estocolmo – a sua relação com o padre aos 13 anos definiu mais da sua sexualidade do que qualquer gene –  o que é certo é que em momento algum Milo defendeu a prática pedófila.  Porque está a ser condenado? Porque está a ser profissionalmente prejudicado, com o contracto do seu último livro cancelado pela editora Simon & Schuster e porque razão se demitiu do Breitbart News? Talvez seja pelas ideias que defende – Rush Limbaught graceja em como, na barricada oposta e congregadas boas razões para a vitimização, Milo estaria sendo convidado para apresentar os óscares. Se a perseguição fosse política, assemelhar-se-ia a um remake do encerramento do alternativeright, assustadora, com os inimigos de Milo quem fracassaram ao tentarem silenciá-lo em Berkley , recorrendo ao mais baixo dos truques para o denegrir, a pura calúnia. A associação de Milo à pedofilia é indiscutivelmente uma FakeNew. Deve ser silenciada?

Mas talvez esta perseguição advenha precisamente da conotação leviana, despreocupada, indiferente à pedofilia que o vitimou. São apresentadas diariamente milhões de queixas por assédio, micro-assédio, colocados trigger warnings para proteger uma geração quem pensa que ser cortejado na rua é uma invasão do espaço pessoal.  Mulheres que nunca foram vítimas de violação nem sofrem o risco, perseguem a rape culture em que dizem viver imbuídas. Inventaram o crime de assédio, cuja subjectividade galardoa ao queixoso a suficiência da prova. Só que este homem, este rapaz, foi sexualmente abusado aos 13 anos por alguém em quem tinha a maior confiança e em vez de o alardear para promover complexos de culpa e sobressair à conta do seu próprio sofrimento, prefere brincar com o assunto, como se o horror a que foi submetido nada o afectasse. Não exigiu um safe-space, não perseguiu o malfeitor, não destruiu a vida a ninguém. Não levantou debates públicos nem exigiu legislação persecutória. Projectos-lei como o da criminalização do Piropo caem por terra face à confissão de Milo: O rapaz que sobreviveu. Podemos parar de sobrevalorizar as consequências de uma violação?

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Uma geração de vítimas

Eu admiro o polémico, provocativo, degenerado, insultuoso, irónico, o judeu nazi, o gay homofóbico, o fascista que exige liberdade de expressão, o racista que dorme com pretos, o anti-feminista que acredita na igualdade de género, o conservador que convoca a juventude e é repudiado pelos mais velhos, o islamofóbico que namorou um muçulmano, o insolente, carismático, convicto, humorístico, e certeiro Milo Yannopoulos. E depois de ouvir dezenas de horas de locuções suas, não consigo encontrar uma única ideia errada nas suas palavras. Enquanto fenómeno, pôs a descoberto inúmeras ideias preconcebidas, do male privillege à urgência feminista.  Subscrevo a autora – Este rapaz fala a verdade e é perseguido. Estaremos mesmo do lado certo?

Mantenho o mote que utilizei há semanas. A seu lado, #FreeMilo

Discriminação

Uma amiga conseguiu um arranjinho para que a Pastelaria Benard no Chiado lhe fornecesse gratuitamente os bolos sobrantes do dia para um evento. Combinaram à hora de fecho, ela foi primeiro, eu fui estacionar o carro. Cheguei á entrada, vi-a no balcão e aprontei-me a juntar-me até porque precisava dum WC. Rapidamente fui interpelado.
– Oh amigo estamos fechados – Diz o empregado A.
– O que é que você quer daqui, não viu que estamos fechados? – Diz o empregado B
– Peço desculpa, posso por favor utilizar o WC? – Questionei
– Não pode nada que já fechámos! – Responde com brusquidão e do balcão um empregado C  que parecia ser mais velho e talvez hierarquicamente superior.
Um empregado D toca-me nas costas “- Sorry, what is it that you need?” questionou. Respondi em Português recebendo um – “Tivesse vindo mais cedo”. A minha amiga continuava fitando-me com olhar de pena enquanto recebia pastelaria à borla.
– Vá à Brasileia – recomenda o empregado mais velho e um “Deixe-me passar” proveniente dum quinto elemento carregado com mesas, coloca-me definitivamente fora da soleira. Aborrecido, segui o conselho do último e dirigi-me ao café vizinho.


Ao regressar, tive uma surpresa

– Então meu amigo! Não me avisou que vinha com aquela menina – diz o empregado A. O empregado B estende-me a mão.
– Como está, tudo bem? Nós não sabíamos que estava com a menina, peço imensa desculpa.
– Ainda quer ir à casa de banho? Coma qualquer coisa – Oferece o empregado mais velho
– Pedimos imensa desculpa, mas nós não podemos aceitar clientes depois da hora de fecho. Mas se soubéssemos que estava com a menina tinhamo-lo deixado ir e até podia ir à borla que geralmente cobramos um euro – Informa-me o empregado D. Esse, e o cavalheiro que antes carregara as cadeiras, pegam nas duas grandes caixas de ofertas outorgadas à minha jovem amiga (que não levava nenhuma) e carregaram-nas até ao meu carro.

Ainda existe muita discriminação em Portugal

Governo das Esquerdas promove a Escola da Direita

O projecto de analfabetização nacional e desqualificação da mão-de-obra Portuguesa congeminado por Tiago Brandão Rodrigues e congéneres tem o propósito abjecto de desabilitar profissionalmente uma geração de Portugueses. Mas apenas pobres.

Um amigo jornalista considerava que o ministério mais ideológico de um governo era o Educação. Reflecte o presente, projecta o futuro. A tutela de Maria de Lurdes Rodrigues, por exemplo, é exemplificativa da época profundamente despesista e irresponsável em que se enquadrou, cumprindo a premissa Marxista de que a qualidade de vida era materialmente quantificável – O governo injectou dinheiro em tudo quanto mexia e o país faliu. E, embora luxuosamente equipado, o ensino faliu com ele: os estudantes liceais usufruíram de facilidades ímpar, as boas notas nos exames foram oferecidas, as escolas perderam diferenciação, os alunos competentes (e as suas competências) foram desvalorizadas perdendo peso no mercado de trabalho, na penetração no ensino superior. O governo atiçou o poderoso sindicato dos Professores quem se mobilizou contra a aferição docente pondo a cobro o seu objectivo de beneficiar a clique em prejuízo da instrução. Hoje, o lobby cogoverna o 107 da 5 de Outubro.

Veio Crato, o 26º ministro desde o 25 de Abril, cheio de promessas de mudança. E resistências. Os jargões acusam “só desinveste no ensino quem não aposta no futuro”. Mas até o desinvestimento é uma opção política, válida como as outras. Mais importante do que outorgar edifícios sumptuosos (e destruir os traços clássicos dos antigos e belíssimos liceus porque a fúria marxista exige permanente revolução), urgia corrigir ineficiências curriculares, otimizando os conteúdos rigorosamente. Crato fez essa promessa, de multiplicar os momentos de avaliação, de acabar com o ensino artístico, de focar a escola no seu exclusivo propósito tutor. O governo vigente pretende reverter tudo.

A escola enquanto justificação salarial dos sindicados pela FENPROF, a escola “aberta ao mundo e à vida” do Bloco de Esquerda, em nada se coaduna com a escola do Nuno Crato. As primeiras são intrinsecamente piores e por isso repudiáveis. Mas para satisfazer as necessidades coligativas ou para cumprir o projecto educativo de Adão e Silva et al dos quais Brandão Rodrigues não passa de um mero lacaio, a escola pública perde a unicidade de transmissão de conhecimentos às classes desfavorecidas e torna-se num laboratório de experiências Marxistas patrocinado pelo departamento de sociologia da Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. Fará tudo menos ensinar.
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Nos próximos anos os alunos pouco aprenderão sobre a língua mãe (canibalizada pelo acordo ortográfico) e muito menos sobre a ciência ou a matemática. Pelo contrário, terão “aulas” sobre factos sociológicos, sobre participação cívica e sessões de doutrinação política. Também aprenderão sobre o feminismo, a história do feminismo, o contributo do feminismo, os benefícios do feminismo, as novas fronteiras do feminismo… Cinco títulos de cadeiras que tanto prepararão os nossos jovens para o sucesso profissional. Virão as culpas pós-colonialistas e o valor de movimentos como o Black Lives Matter, a discriminação: simples, múltipla e por associação. Virão aulas teológicas sobre o papel do Islão no mundo actual. Virão aulas historiográficas sobre Mao, Trotsky, Hoxha, Sandino. Virão colóquios sobre a violência doméstica, o assédio, as agressões, as micro-agressões, o micro-assédio, a necessidade de safe spaces e demais importações tresloucadas que a América Obamista produziu.

Virão debates intensivos sobre opções sexuais, opções de transformação sexual, transgenderismo, fluidez de género, fluidez do sexo, iniciação ao estudo do sexo, à valência do sexo, à importância do sexo, sexo sexo e mais sexo e qualquer palavra de decoro resultará em excomunhão e expulsão já que “A Abstinência pode matar”. Se, nas palavras do Prof. José Martinho Simões, “Ciência significa previsão” posso não ser tão preciso como os supracitados sociólogos mas prevejo que os alunos, habituados à sexologia nos intervalos e hoje muito mais púdicos do que no passado, desdenharão profundamente as apetências ministeriais.

As Capazes mais a Raquel Varela substituirão os manuais escolares e, remuneradas condignamente, farão muitos jantares no 100 maneiras. As raparigas de 11 anos estarão aptas a responder a provas detalhando o aborto enquanto os colegas adquirirão “consciência e domínio do corpo” leccionados pelo Professor Paulo Pedroso, instrução que ministra no Colégio Pina Manique há décadas.

À semelhança destes seus antigos alunos, as únicas vítimas desse aborto, serão as crianças pobres. Todos aqueles que puderem pagar colocarão a prole nas escolas privadas onde, entre os pingos da fiscalização, os filhos dos ricos continuarão a ser preparados para o mundo real. Mais, o decaimento da escola pública garantirá a ausência de concorrência nos universos que estes tarados não tutelam, quer no mercado de trabalho, quer nas candidaturas ao ensino superior. Faculdades de Ciência, Medicina, Engenharia e Economia nas Universidades prestigiadas voltarão a ser propriedade dos filhos dos ricos, um regresso aos dias académicos de Eduardo Ferro Rodrigues.

Em resposta a uma questão sobre se se declarava como “supremacista branco” Milo Yannopoulos assumiu que os Estados Unidos apresentavam uma sociedade desigual, injusta para os estadounidenses pretos. Mas que a solução para resolver as vigentes desigualdades, ao invés do BLM, era criar uma alternativa onde os miúdos espertos, estudiosos, dedicados e trabalhadores pudessem chegar a Harvard em igualdade de circunstâncias. Para tal era necessário construir uma escola inclusora, igualitária e, claro, com meios, mas também que fosse uma escola qual nivelasse por cima, estrita, rigorosa e muito exigente. Todo o desvio beneficia aqueles que podem pagar explicações, formações paralelas, entrada em IES privadas ou para quem o mundo do trabalho será sempre um corpo estranho pois herdaram empresas, acções, créditos, propriedades e poderão viver de rendas toda a vida. Pelo contrário, a bipartição entre uma escola privada gerida com seriedade e primazia, e uma escola pública abandalhada, desprovida de matérias e com orientação ideológica, vai sempre prejudicar quem se resigna ao público por falta de meios. A escola boa é a escola exigente. A escola exigente é a escola de Esquerda.

No fim da conferência, Milo Yannopoulos foi chamado de racista.
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Promovemos um país que beneficia os filhos da elite e castra os filhos da plebe. Chamamos-lhe igualitário?

Carrilho, Guimarães e Nós

Após acérrimo debate e muita ponderação, A Távola Redonda coloca-se solidariamente ao lado do Professor Manuel Maria Carrilho a quem deseja a melhor fortuna no processo que enfrenta. Excelentíssimo Senhor Professor, estamos consigo.

Os tabloides propagandearam a relação entre o antigo ministro da cultura de António Guterres e uma miúda da televisão, consumada em 2001. Apoiante da filosofia RedPill A Távola Redonda aplaude as escolhas pessoais do filósofo ao selecionar – após uma divertida e abonada vivência pré-matrimonial – uma fêmea intelectual e profissionalmente nula mas que obedecia estritamente a critérios estritos de beleza, idade e fertilidade. A escolha recaiu sobre Bárbara dos Santos Guimarães mas qualquer outra que cumprisse os supracitados requisitos serviria ao deputado e vereador e também filho de um deputado, governador e Edil de Viseu. A relação era, aos olhos do mundo, uma permuta comercial entre o valor reprodutivo (R) de Barbara e providencial (P) do Professor Doutor.
Image result for barbara e carrilho 2001Como ocorre frequentemente, ambos decresceram mas apenas um dos dois se esgotou. Ainda em funções, o membro do governo promoveu a esposa no meio cultural onde a mencionada, sem formação superior e muito provavelmente analfabeta, jamais poderia ter lugar. Com os anos e em resultado ao envilecimento que ocupara a sua existência antes de conhecer o esposo, o valor R decresceu acentuadamente. Por sua vez, o docente, apercebeu-se que o seu brilhantismo académico ou a extraordinária competência demonstrada na edificação do departamento estatal (inexistente antes da sua iniciativa) representavam competências inadequadas ao sucesso político e sub-valorizadas junto do eleitorado. Por essa razão afastou-se da ribalta retomando à cátedra na Universidade Nova de Lisboa, provavelmente uma das melhores do mundo na sua área de Estudos.


Os holofotes regressaram à vida do Doutor mas desta vez sem o brilhantismo merecido. Amargurada, ressequida e rancorosa ao invés de devota e leal, a (então muito menos) jovem Bárbara, lançou um conjunto vergonhoso de acusações sobre o homem que a amparara, apoiara e alimentara. Professoral, Manuel Maria Carrilho reconhece a inexistência de qualquer valor na ora desempregada, bastantes anos depois desta ter atingido a Wall, e sem qualquer complacência, aprontou-se a recolher qualquer um dos milhares de clones da ex-esposa que polvilham pelo país fora (mas dentro do prazo de validade). Preocupou-se – como qualquer Homem de valor – apenas com a sua prole qual deveria ser imediatamente afastada dos devaneios maternais. E aí começaram os seus problemas.


Para os Homens que gastaram muitos dos seus melhores anos satisfazendo desejos libidinosos, são notórios certos padrões em torno de Bárbara Guimarães. A mentira, a vitimização, o recurso a argumentos da ordem emocional e a convocatória de preconceitos imaginários sobre as diferenças reais entre a facilidade de existência masculina e feminina no século XXI. Mas também os excessos, a libertinagem (“A minha mãe bebe muito”), a irresponsabilidade, a necessidade de atenção, a manipulação de agentes terceiros para defesa própria, são típicos da sua condição. Durante os anos em que o antigo parceiro estudava com afinco, leccionava e prosseguia investigação para a Instituição de Ensino Superior, Bárbara desfrutava o cock carroussel alheia aos danos que este acarretava. Sendo consabidamente inapta para desempenhar qualquer função com utilidade societária, perdeu com a idade a sua última valência e encontra-se horrorizada pela condição a que foi acometida, mordendo – vingativa e tresloucadamente – a mão que lhe deu de comer. Hoje, não serve para ser conjugue. Não serve para nada.

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Aquilo que me deixa profundamente incrédulo é a apreciação que o caso recebe da vox poppuli. Não obstante as suas incompetências, a legião de fãs da antiga apresentadora – provavelmente minados pela reinante ideologia androfóbica e gerontofóbica – dispõe-se a tudo para defender a mulher, inclusive a agredir um Catedrático quem produziu mais em qualquer ano da sua vida do que Bárbara no somatório desses todos. A turba, impreparada e ignorante, estará disposta a suportar uma esposa infiel, uma mãe ausente, uma má profissional em nome do ideário vigente. Estará disposta a entregar-lhe os filhos, mesmo conhecendo a sua displiscência e a preferência declarada dos mesmos em permanecerem com o Pai, ou até sendo do conhecimento público que – aquando de um divórcio – os filhos têm maior sucesso profissional e académico se permanecerem na esfera educativa providenciada pelo progenitor. Estará, alternativamente, disposta apenas a condenar um homem com alguma idade, apenas por o ser.

Assim, o país maltrata um Professor Universitário, oprime um Homem de Valor, submete um servidor público a todo o tipo de vexames, enquanto promove a dondoca, a aproveitadora, a debochada.

Chamem-lhe igualdade.