Game Reconhecido: Paulo Fernandes da M80

Um dia destes O Patriarca ouvia na M80 a diarreia mental de uma tipa qualquer sobre como o Facebook era atroz por ir buscar memórias de há não sei quantos anos, como saíam coisas embaraçosas, etc e tal. Parecia ser uma rotina qualquer de stand-up, versão hamster.

Seja como for, quando terminou, a locutora juntou-se à festa a concordar que o Facebook só sacava coisas embaraçosas.

Terminado o cacarejar, o locutor diz:

Então mas se não fossem esse lembretes como é que eu sabia que eu e tu já namorávamos há 2 anos?

Manobra Beta a guardar a parceira? Nada disso. A resposta dela, entre as gargalhadas gerais:

Felizmente dou-me bem com a tua mulher senão isto ainda dava sarilho!

A gaja já bateu na parede, mas neste caso mais do que a qualidade da recipiente interessa a demonstração de capacidade por parte dele, de improvisar ao vivo um flirt inocente e com alta “negabilidade plausível”.

É assim que se faz Dread Game.

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Não é por acaso que tem uma mulher boa.

 

Heróis do Nosso Tempo

A produção cultural é reagente e produto da conjuntura, em equilíbrio simbiótico com o meio circundante. Uma disrupção neste equilíbrio é sempre artificial, induzida, manietada por agentes terceiros; tem um objectivo, tem um propósito e uma agenda, tão tenebrosa que é nosso dever patriótico gerar-lhe uma resistência.

Foi na fila de espera de um bar alternativo que primeiramente o vi. Cabeleira loira, farta, saltos altos, decote. Mas a forma angular do queixo e a voz de falsete denunciava instantaneamente de quem se tratava, o tipo que nos passou à frente e entrou no espaço sem pagar. Um homem sem piça. Quando o voltei a ver ao balcão do bar, à pergunta “Boa noite. Têm algo que se coma?” respondeu-me com celeridade e no cumprimento das suas funções laborais: “Queres comer? Podes comer aqui o Dioguinho” e deu espaço a um rapaz que me atendeu – “Não, não temos tostas” – com um sorriso demasiado simpático para que eu próprio me sentisse confortável.

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Não

Este não era um espaço LGBT. Tampouco a tasca onde jantara e conhecera a prima da funcionária, vítima de uma cirurgia para escambar o sexo. A jovem – demasiado jovem – disse depois da 8ª cerveja tragada em velocidade recorde: “Os meus Pais sabem que eu sou alcoólica”. Depois de servir três águas aos meus amigos, Diogo retirara-se do balcão para consumir cocaína.

As redes sociais – ópio do povo – trouxeram-me a nova produção nacional, integralmente remunerada com o erário público. O governo da geringonça – quem mais – patrocina a promoção pública de degredo, toxicodependência, improficuidade, promiscuidade, homossexualidade, feminismo. Entre os cinco protagonistas há dois travecas, duas fufas e uma puta. Talvez me tenha confundido e estas designações sejam simultâneas, a fufa seja também traveca, o traveca seja também fufa e o elenco do show seja todo puta. O que não há em cinco personagens aleatórios, estatisticamente representativos da camada populacional a retratar? Um único heterossexual.

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Talvez o descritivo da série explique melhor. Diz “Ema vem para Lisboa e partilha casa com 4 amigos excêntricos. O seu dia-a-dia, e as noites, são marcadas por histórias divertidas, sem tabus, sobre ser jovem no novo milénio (o sexo, as drogas, a procura de emprego, a autodescoberta e o amadurecimento); Esta série é para quem acorda às 3 da tarde numa quarta-feira e designa o pacote de batatas fritas aberto, na mesa de cabeceira, como pequeno almoço. Para quem já comeu metade de Lisboa e quer expandir a sua “mercadoria” internacionalmente. Para quem está às 7h15 na cave do Lux, a gastar os sapatos, ao lado do João Botelho, enquanto se pergunta a que horas o supermercado abre, porque entra às 8h30 e precisa de comprar 2 latas de red bull. Para quem diz que hoje se vai deitar cedo para ir ao ginásio de manhã e está a ver a quarta temporada de Game of Thrones às 4 da manhã. Enfim, é uma série para quem é jovem, parvo e feliz na sua incoerência.

Os criadores de #CasaDoCais – assim mesmo, com hashtag – não são só um bando de paneleirões. São mentirosos. As múltiplas descrições da série repetem à exaustão o chavão “sem tabus” mas não exibe um único homem, não protagoniza um único Heterossexual, não exibe um único sénior ou, pior, alguém cuja idade extravase os vinte e cinco. Demonstra repúdio por vidas organizadas, famílias estruturadas e, nas palavras de um dos actores “pequeno-almoços gigantescos (…) a Matilde e o Tomé como personagens principais”. Despreza o pudor, desconsidera o resguardo e discrimina a isenção de estupefacientes. A televisão pública transformou-se no colega de liceu que nos chama “caretas” quando nos recusamos a fumar uma chinesa de heroína.

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Mentira ainda é a desta Fressureira quando declara “Não é a sexualidade que te define”. Se não quisesses ser definida pela tua sexualidade, não te “assumas” como sapatona. Não aparecias no jornal dos rotos. Não tinhas seguidores. Não tinhas público. Não tinhas série remunerada com os meus impostos.

Gay

Esta semana, o Arquitecto José António Saraiva foi novamente atacado pelos CIGanos e terá, uma vez mais, de ir a tribunal por essa razão. O assunto foi o mesmo e o mesmo que tratamos aqui. Mas tal como há uns meses, a perspectiva do jornalista não é de ataque mas de defesa: ele vê os homens a quem cortaram a piça como mártires duma cruzada diabólica e dispôs-se, pessoalmente, a defender os seus direitos – a história pessoal de David Reimer inspira a tal defesa. Tal como nos momentos das suas atuações anteriores, o colectivo CIGano não integra homens sem piça, ofendidos pelas palavras de Saraiva; É sim composto por mulheres heterossexuais que ambicionam ver os homens indesejáveis na secção de corte dum fumeiro em Lamego. Atacam Saraiva, como antes atacaram César das Neves, porque ele se dirige aos transgénicos com a verdade, não por ódio ou preconceito, mas por Amor. Por essa razão, estou solidário com o Arquitecto em cujas palavras me revejo na totalidade.

Vale a pena denotar que estes “jovens” já não o são: têm, no enredo, vintes e, com idades para terem licenciaturas e mestrados terminados, prestes a enveredar no mercado de trabalho ou numa carreira académica. As tropelias em que se envolvem são próprias dos adolescentes, uma versão toxicorrabolha de Morangos com Açúcar. Mas fora da adolescência, sem liceu ou uma ocupação fixa, deambulam pelo degradado Cais do Sodré – ancestralmente um local de prostituição e má rês – devotados à auto-degradação, ao vicio. Os personagens não se distinguirão dos farsantes, todos os cinco degradados, viciados. Com perfis aberrantes e nomes artísticos, apresentam-se perante a web como “youtubers”, “instagramers”, “artistas”, “freelancers”. Cortam a piça porque já não lhes chega serem homossexuais para se vitimizarem ou glamorizarem o seu capital sexual como o faziam os panilas nos anos 80 antes de a SIDA dizimar uma geração de homens “sexualmente liberados”. Enquanto que José Saraiva e eu próprio vemos neles as vítimas duma guerra perdida, perante a sociedade decadente e sobressexualizada, os protagonistas de #CasaDoCais são os heróis do nosso tempo.

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Heróis do Nosso Tempo

Abri a página de Facebook esperando ver centenas de milhar de likes, publicidade e fanáticos pela expressão cultural que a Rádio Televisão Portuguesa nos oferece. Pelo contrário, a totalidade dos seguidores não chega a um milhar e a maioria dos comentários são francamente depreciativos. Perante a geração Z prevista como a mais conservadora de sempre, tenho expectativas de que o nosso querido blog alcance um público mais abrangente do que o da série televisiva.


Nota post-scriptum: Dos cinco protagonistas há pelo menos uma puta rapariga que não é gay. Valerá a pena acompanhar a série para caracterizar os múltiplos parceiros com quem se envolverá ao longo das temporadas, os actores escolhidos e os sues perfis. Aí saberemos qual o tipo de homens o colectivo feminista aprova e qual o tipo de homens que os filhas da puta suprimem.

Rei Ricardinho

O Patriarca não é particularmente fã de Futsal, não lhe vê a mesma emoção que no futebol.

No entanto, assim como o fez para Cristiano Ronaldo, não gostaria de deixar passar um feito épico de outro português de topo.

Não obstante ser um desporto menos divulgado, com o decréscimo de incentivos económicos e competitividade que isso acarreta, é de facto extraordinário um indivíduo conseguir ser o melhor do mundo durante 5 anos.

É também espantoso que um país com pouco mais de 10.000.000 de habitantes produza com assinalável frequência atletas de topo mundial.

Porque é que não somos mais como eles?

O Patriarca arrisca uma teoria. Num inconsciente colectivo dominado pelo comunismo/socialismo, só em áreas como o desporto, em que estes conceitos não têm qualquer hipótese de vingar, é que conseguimos dar o melhor de nós.

O socialismo é uma praga

E é bem fácil de vê-lo em pequenas coisas como esta.

Tu tens uma loja. Para teres coisas para vender, tens de as pagar aos fornecedores. O governo anuncia que vai financiar aos clientes a coisa que tu vendes. Tu dás de graça, e supostamente o governo paga-te. Mas 3 meses depois ainda não pagou, e não sabes quando vai pagar.

Repôr stocks? Pagar aos funcionários? Deus nos livre, TER LUCRO? Isso é peaners.

É muito complicado haver iniciativa privada num país socialista.

(E isto tudo é no intervalo de introduzir mouros para te passarem a família a ferro).


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(Alegado) Chauvinista do Mês #5 – Jorge de Sá Gouveia

Nota prévia: relembrando que O Patriarca considera o feminismo o maior flagelo que assola a sociedade actual, é importante realçar que não há nada de pejorativo neste prémio. O Chauvinista do Mês é um galardão de honra que O Patriarca (e outros membros da Távola que assim o entendam) atribui a quem vê a realidade em geral, os choques culturais e as dinâmicas intersexuais tal como elas são, e tem os tomates de ferro necessários para, por palavras ou acções, apregoá-lo em público.

Esta série vai dando a’O Patriarca alguns vislumbres de que se calhar em portugal ainda há uma quantidade saudável de tomates funcionantes, e de que talvez o futuro não seja assim tão negro como noutros locais.

Entra Jorge de Sá Gouveia, que alegadamente não gosta de “filmes de paneleiros, para paneleiros, financiados por paneleiros.”

Claro que os paneleiros de uma tal Botão de Rosa Filmes se mandaram ao ar, porque o seu filme de paneleiros para paneleiros não ganhou um concurso qualquer.

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João Pedro Rodrigues – a fisiognomia é real

Dado que a maioria dos homens portugueses (ou melhor, os homens heterossexuais em geral) têm nojo de ver homens a beijar-se – mesmo que digam o contrário! – só faz sentido que alguém que represente essa opinião esteja presente num organismo público.

Já não estamos – e ainda bem – no tempo em que se perseguiam os gays com forquilhas e archotes. Não há necessidade nenhuma de encorajar paneleirices cinematográficas ainda por cima com apoio estatal.

Jorge de Sá Gouveia teve a reacção correcta – negou umas acusações, admitiu e desvalorizou outras, e manteve-se na sua sem desculpas. O IPA deve ter mais gente com tomates, porque mandou a Botão de Rosa Filmes tomar na peida.

O macho latino ainda vive.


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Brevemente na baixa lisboeta

Via Observador

(…) cidadão paquistanês em causa, proibido de circular no espaço Schengen como consequência de uma medida aplicada na Noruega.

(…) A inspetora da delegação de Alverca do SEF terá ignorado esse alerta e atribuído o visto de residência, abrindo, na prática, as portas do espaço comum de circulação a um homem que estava proibido de aceder a esse privilégio.

As mulheres não podem ser encarregues de guardar as fronteiras. Esta gaja ou teve pena ou tem fome de picha bárbara, seja qual for o móbil o resultado é o mesmo.

Entre os inspectores serem poucos e sabotarem o serviço, não deve tardar muito até termos um banho de sangue em Portugal.

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A voz do povo

(No Café)
– Eu gosto de o ter aqui, sabe?
– Julgava que era dos seus clientes mais dificeis
– Qual quê. Devia ver umas que apareceram cá hoje de manhã. Umas Brasileiras…
– Foi?
– Nem sei! Se eram Brasileiras ou Brasileiros ou lá o que aquilo é. Não é carne nem é peixe
– Ah eram desses?
– Sim, vinham com uns saltos com umas saias uma pintura… não é nada contra ninguém eu até sou um tipo aberto mas aquilo mete-me nojo! Nojo, sabe?

– Percebo.
– Mete-me nojo, queria era os tipos fora daqui. Não eram carne nem peixe…
– Eram legumes?
– Eram, nem sei, só sei que me faziam nojo.
– Vossemecê julgava que tinham pipinos mas na volta tinham era cenouras
– (Risos) Olha-me isto, oh zé, temos agricultor

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