Dois Dias

Compreendo os críticos de Marx e Fukuyama, relutantes a realizar uma leitura científica, determinística e exclusiva do curso da história; Não compreendo os que estão obstinados a ignorá-la, recusando-se a aprender com ela.

No meu último texto questionei-me se seria apenas uma questão de tempo até, um dia, algum InCel voltar a matar. Na verdade, foram dois dias: em Santa Fe, Novo México, Dimitrios Pagourtzis assassinou a tiro 8 colegas e dois professores. Diz que mataria todos aqueles de quem não gostava porque o tratavam mal, excomungavam-no e agrediam-no diariamente. O assassino tinha ascendência Ocidental/Europeia, era homem e heterossexual. E – apesar de ser aluno de straight A’s, frequentar a Igreja, emprestar dinheiro aos amigos, praticar desporto, não possuir registo criminal, não beber álcool nem consumir drogas, o pacato Pagourtzis era vitima de bullying. Abaixo deixo as fotos mais emblemáticas dos seus Bullies americanos.

Bully anglosaxónico – Garcia, tem um nome tipicamente britânico
Bully Norteamericana – Angelique Ramirez
Bully fuzilada – Foi furada quatro vezes na boca, muito antes dos disparos
Bully caucasiano
lol
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Bully SoyBoy
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Bully Fufa
Bully quenga – filha de Sara Rodriguez

Há falta de controlo de armas  na região dos assassinatos? Claro. E de controlo de emigração? As armas estão omnipresentes. Os autóctones ausentes. A segunda emenda da constituição é tão responsável como a Naturalization Act. E é inacreditável que estes miúdos se instalem em país alheio para infernizarem a vida dos locais.

Perdoem-me a comoção em torno de um assassino. Em minha defesa: não sou o único! no grupo Dimitrios Pagourtiz Pesquisa e Discussão a mensagem central repetida pelos utilizadores é Rise Up Against the Bullies.

Como sempre, opomos-nos todos a qualquer tipo de violência e repudiamos o comportamento do jovem assassino. Mas enquanto escrevia estas palavras, percebi como o meu cérebro fora sequestrado para tomar indefinidamente o partido das vítimas vingativas que derrubam carrascos. Terão sido os  Pearl Jam (Clearly I remember/ Pickin’ on the boy Seemed a harmless little fuck/But we unleashed the lion/Gnashed his teeth and bit the recessed lady’s breast/How could I forget/And he hit me with a surprise left/ My jaw left hurting/ Dropped wide open(…)King Jeremy rulled his world) a fazê-lo? Terão sido os Linkin Park (Forfeit the game, before somebody takes you out of the frame/Put your name to shame, cover up your face/You can’t run the race, the pace is too fast, you just won’t last)? Terão sido oitocentos filmes de adolescentes que formataram mais os meus valores do que qualquer professor na escola? Claro que não. Foi a Bíblia.

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Munido de uma arma de médio alcance, acertando na cabeça do guerreiro filisteu com um projéctil, David o Belenense é um dos protagonistas do Livro de Samuel no Velho testamento; Seria coroado Rei de Israel e é tido como antepassado terreno de Nosso Senhor Jesus Cristo

Quase todos os comentadores declararam que este era um caso diferente dos outros. Porquê? Pela selectividade de um rapaz que em vez de matar todos quantos visse, poupou “os miúdos que eram bons miúdos“? Porque se quis suicidar e não conseguiu? Um pouco de tudo. Ah e porque a motivação central do homicídio em massa foi uma gaja.

 

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A motivação central do homicídio em massa terá sido a filha de Sara Rodriguez

Num “comunicado” publicado no facebook, a mãe de Shana Fisher terá escrito que “a filha foi intencionalmente visada por recusar os avanços do homicida ao longo de quatro meses” e que “na semana antes do atentado o enfrentou e humilhou publicamente”. Inexplicavelmente, o advogado de Pagourtzis prefere contrapor que essa rejeição nunca aconteceu porque, para Nicholas Poehl, a possibilidade de Pagourtzis ser indesejável torna os seus actos mais condenáveis. Para Sara Rodriguez, a melhor forma de honrar e elevar o nome da filha assassinada, é apresentá-la ao mundo como a adolescente que deu barra ao homicida. É um feito!

Lembro-me quando Fernanda Câncio escreveu “A prostituição é uma subversão das regras: as mulheres passam de presas a predadoras;  Não são passivas, são elas que escolhem fazer aquilo e ser sexualmente ativas, e isso contraria todo o estereótipo da mulher enquanto vítima, passiva, submissa, à mercê dos homens. (…) Aquilo que observei no meu trabalho de campo é que o poder do cliente existe até que ele escolhe a mulher. A partir desse momento, naquela relação, o poder está todo do lado da trabalhadora ou trabalhador sexual: é ela ou ele que dita as regras, diz o que faz, como faz, e por que dinheiro faz, que tipo de práticas, com ou sem preservativo. Se uma mulher não quiser fazer sexo anal”. Este é o poder da mulher: Dizer que não. E levar um tiro.

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O atentado de Santa Fe é o 22º ocorrido nos Estados Unidos durante este ano. Todos eles foram cometidos por rapazes humilhados. Em vez de encará-lo como um problema, apoiar estes miúdos, muitas das análises que encontrei reforçam a necessidade de os rebaixar, perseguindo-os desde o berço para garantir a sua submissão.  Até houve quem escrevesse que a misoginia mata, que é uma tomada do poder pelo patriarcado, que a culpa é de Trump, que é a masculinidade tóxica que incentiva estes homicídios ao persuadir os rapazes a competirem uns com os outros pelo maior número de parceiras sexuais quando na verdade a maior parte apenas se quer sentir integrado, ter companhia, ternura, ser amado.

Não compreendo uma cultura onde a emasculação, a rejeição e o bullying são celebrados como a mãe Rodriguez o faz, mesmo quando produz estes resultados. Lamento constatá-lo, do fundo do coração. Mas de facto, se ao menos Shana Fisher tivesse dito que sim, dez (onze) jovens vidas teriam sido salvas. Querem continuar a troçar do rapaz? Uma ideologia deixa de ser alvo de troça quando apresenta uma contagem de mortos

 

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Se Shana Fisher tivesse dito que sim, a vida de onze pessoas teria sido salva

Mas o que pode o mundo, o estado, o POTUS, fazer para evitar novos massacres como o de Santa Fe? Promover uma atmosfera cultural onde a rejeição se torne um ónus feminino? Conduzir os Pagourtzis desta vida para dentro dos lençóis e solucionar as suas frustrações? Terão Dimitrios, Alek e Eliot o direito a ter relações sexuais e, com esse direito injustamente negado, o mesmo deve ser reposto? Sim.

Os Direitos de Dimitrios

Não deve ter sido com a intenção de apoiar um miúdo heteró que a 17 de Junho de 2011 o concelho das Nações Unidas para os Direitos Humanos determinou como Direito Universal, o Direito à Sexualidade. Outros documentos legais já tinham sido redigidos por grupos da UN: A carta dos princípios de Yogyakarta (Toda a gente tem direito à integridade física e mental, autonomia e autodeterminação independente da sua orientação sexual (…) tomando medidas que combatam o estigma, a discriminação e os estereótipos baseados no sexo (…) combatendo o uso desses estereótipos, bem como as perspectivas casamenteiras ou outras racionalizações religiosas, sociais e culturais para justificar modificações às características sexuais), a carta Universal dos Direitos do Homem (Homens e Mulheres de idade adulta, sem limitação devida à raça, à nacionalidade ou à religião, têm o direito de casar e formar família. Têm os mesmos direitos durante o matrimónio), o Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais (Direito à vida famíliar), o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (O Direito do Homem de idade casamenteira a casar e encontrar família deve ser reconhecido), a Proclamação de Teerão (Os Pais têm o Direito básico humano a determinar livre e responsavelmente o número e o espaçamento dos seus filhos).

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Conhece os teus direitos

Uma formação em legislação internacional, explicaria às queixosas que os InCels têm direito (de acordo com a Associação Mundial para a Saúde Sexual e desde 1999) “Ao mais elevado atingível padrão de saúde, incluindo de saúde sexual; com a possibilidade de experiências prazenteiras, satisfatórias e seguras”. Têm o direito (de acordo com a Comissão Internacional de Juristas e desde 2006) “À capacidade de profunda atracção emocional, afectiva e sexual, ao estabelecimento de relações íntimas com indivíduos de um género diferente”. Têm direitos.

Num painel de debate sobre a lei Cristas, ouvi em tempos que o despacho contrapunha dois direitos constitucionalmente salvaguardados: O direito à habitação e o direito à propriedade. Quando encontramos alguém que rouba de um supermercado para se alimentar, vemos contrapostos dois direitos constitucionalmente salvaguardados: O direito à propriedade e o direito à subsistência. Mas porque nos solidarizamos com o inquilino faltoso que não quer dormir na rua, com o mendicante larápio que não quer morrer à fome, mas não com os abusadores sexuais?

Se o sexo pode ser uma experiência bela e alegre partilhada, uma expressão de compaixão e Amor altruístico feito objecto de canções e lendas porquê vedá-lo a tantos homens necessitados; E se não passa de um divertimento inconsequente, porque não cedê-lo levianamente?

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Huckeberry Finn, o protagonista dos contos de Mark Twain, frequentemente furta para comer mas o leitor é convocado a solidarizar-se com ele e não com os merceiros desfalcados

Feminismo 

Em torno dos InCels não existe misoginia, existe misandria selectiva (hipergamia). Mas os InCels odeiam o feminismo mesmo que muitos tenham sido feministas. Porque eles mudaram ou porque o feminismo mudou?  O nosso Lynce já o explicou e creio que a mais desgraçada comunidade InCel concordaria com ele. Quando o feminismo pedia direitos eleitorais iguais, os homens apoiavam-no: a democracia devia incluir a participação de todos por igual. Quando o feminismo solicitava direitos laborais iguais, os homens subscreviam-nos: a sociedade devia remunerar o trabalho de todos por igual.

Mas a luta da terceira vaga é contraditória. O feminismo agora exige direitos culturais iguais, os homens entreolham-se: a sociedade devia aceitar o comportamento de todos por igual, mas podem esses comportamentos tornarem-se mais igualitários? Muitos homens cessariam com o slut shaming,  com o body shaming e tudo demais, se lhes fosse outorgado um acesso equivalente ao mercado sexual. Não é. Enquanto esse aspecto do relacionamento intersexo não for igual, todos os demais deverão ser diferenciados.

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Enquanto esse aspecto do relacionamento intersexo não for igual, todos os demais deverão ser diferenciados

As demais lutas igualitárias foram resolvidas por meios legais. Despachos e decretos-lei que forçaram os empregadores a adquirir mão-de-obra fêmea, forçaram as comissões eleitorais a receber votos do mulherio. Podemos aqui agir da mesma forma? Ilegalizar a hipergamia feminina como forma de discriminação equivalente ao racismo ou à homofobia. Os InCels buscam essa igualdade que lhes foi extorquida. Da mesma forma como os empresários abastados cedem parte considerável dos seus vencimentos (valor S) em prol da ordem social, as mulheres devem ceder (valor R). Ou a supracitada ordem ficará francamente ameaçada.

Urgência

Em  Soumission Houelebecq prevê uma França distópica com sete (dez?) milhões de muçulmanos organizados e desejando impor uma agenda (sharia, poligamia etc) ao resto do país. País ocupado por uma estrutura societária niilista, fragmentada, dividida e enfadada. O problema não é discutir a justeza das suas reivindicações mas sim como lidar com sete milhões de indivíduos coordenados, dispostos a tudo e objectivamente muito zangados. É neste patamar que se encontra o problema dos InCels. A respeito do Islão, os líderes Franceses já não o escondem –  Têm medo.

Incels are way more about this sort of sentiment than trying to get dates.

É que este critério é muito objectivo. Foi o mesmo que moveu os sindicatos Americanos em 1886. Um ano antes da segunda internacional declarar o dia do trabalhador, os cavaleiros do trabalho (Knights of Labour) paralisaram meio milhão de postos de trabalho reivindicando a redução do horário laboral. Os políticos tiveram de se render às evidências: Se não agissem, se não cedessem, o país parava.

A comunidade InCel já canonizou mais dois santos desde o meu primeiro texto. Os políticos e os agentes de mercado ainda não agiram. Mas cederão. Amanhã, haverá um bully a questionar-se se será boa ideia aterrorizar a vida das suas vítimas. Amanhã, existirá uma rapariga evitando refutar os avanços de outrem. Amanhã, os sentimentos de um rapaz jovem serão poupados. Vidas serão poupadas. Podemos não estar a caminho de um mundo pior.

A verdadeira misoginia…

… chama-se “feminismo”.

Esta semana estalou uma nova polémica em torno do sexismo. Uma campanha antitabágica dirigida especialmente às mulheres lançou um anúncio bastante forte a puxar ao sentimento.

Aparentemente dizer que “uma princesa não fuma” é um crime de lesa-género ou qualquer coisa assim. Como não podia deixar de ser, as sapatonas e as harpias estão metidas ao barulho. Veremos se as queixinhas feitas aos CIGanos obtêm uma resposta mais célere do que a última d’O Patriarca.

Vamos por um momento ignorar o facto de haver uma campanha anti-tabágica dirigida exclusivamente a mulheres, apesar de haver mais homens fumadores.

Vamos focar-nos antes na reiterada demonstração de que as feministas odeiam a feminilidade (tanto ou mais que a masculinidade) odeiam o sentimento maternal, odeiam as princesas, odeiam tudo o que é humano, bonito, natural, e só querem ver o mundo a arder, vale tudo desde que “o heteropatriarcado” arda também.

Como é frequente nestas situações, há uma deliciosa ironia por detrás de tudo isto: o guião foi feito por duas jovens da Escola Profissional de Artes, Tecnologias e Desporto. Com uns tenros 18 aninhos, Beatriz Moreira já percebeu que  “Essas pessoas que se consideram feministas são na verdade aquelas que mancham o nome ‘feminismo’“. Pois é, duas jovens lançando-se na sua profissão foram brutalmente assediadas por aquelas que apregoam defender os seus direitos.

O realizador, por seu lado, demonstrou que ainda há alguns homens com eles no sítio – ao invés do usal patético pedido de desculpas, que por sinal costuma servir como o sangue na água que dá luz verde às piranhas de esquerda para avançar em força e devorar a vítima, ripostou à altura.

As pessoas perderam completamente a noção? As mães e as primas e as tias que nunca chamaram princesa a uma miúda de oito anos que se levantem e que se acusem. Desde quando se tornou ofensivo dizer, numa festa ou num jantar, ‘Olá, princesa, estás tão bonita’?”

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André “As bolas não servem só para ornamentar o” Badalo

Felizmente já só uma minoria se identifica com esta perniciosa ideologia marxista (como de costume, não há números em Portugal). Infelizmente, ainda permitimos que façam muito barulho.

A Hipergamia Mata (II)

“A história de toda sociedade até aos nossos dias é a história da luta de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, mestre de ofício e companheiro, em resumo, opressores e oprimidos se encontraram sempre em constante oposição, travando uma luta sem trégua, ora disfarçada, ora aberta, que terminou sempre através de uma transformação revolucionária de toda a sociedade” – Karl Marx e Friedrich Engels, O Manifesto do Partido Comunista

 “A rebelião dos celibatários involuntários já começou” (The InCel Rebellion has already begun!). Foi com estas palavras que o Canadiano Alek Minassian se despediu das redes sociais, antes de assassinar 9 pessoas e ferir algumas dezenas. Isto aconteceu na 3ª cidade do mundo mais adequada para acolher LGBT’s , capital do sétimo melhor país onde residir uma feminista, o país onde a elevada regulação do porte de arma devia manter a população segura, e a elevada incidência do estado social deveria manter as franjas desacreditadas, satisfeitas

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23º Governo Canadiano de sua majestade (Her Majesty’s Government)

Eliot Rodgers, a quem o assassino se referiu como “irmão”, era Americano. Mas provinha da Califórnia, considerado o quarto Estado mais liberal dos USA, menor incidência de armas e maior incidência de impostos . Vale a pena mencionar que, como o congénere yankee, Alek não era especialmente mal parecido, com o seu queixo definido, nariz direito, malares proeminentes e olhos grandes. Ainda assim se queixava de insucesso nos jogos de conquista, demonstrando como o fenómeno InCel é um problema societário e factual, em vez de individual e psíquico.

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Minassian, o segundo em cima a contar da esquerda, não era mal parecido

Na China e na Índia, o celibato involuntário foi gerado pela demografia. A política de planeamento familiar inaugurada por Hua Guofeng e prosseguida por Deng Xiaoping gerou, geração mais tarde, 70 milhões de ínubos. 7 x 107 machos quem, segundo as previsões das autoridades locais, serão incapazes de emparelhar, não obstante as práticas de casamentos combinados ou entrega de dotes pré-matrimoniais. Solução? Importar mulheres de países menos bem-sucedidos (como o Camboja ou o Vietnam) ou enfrentar a obliteração genética. No médio Oriente, a poligamia permitida e promovida pelo Islão também condenou muitos homens ao isolamento em vida. Mas a sociedade teocêntrica que gerou o problema também lhes oferece uma solução – devotar a vida ao todo-poderoso ou entregar-lha em nome da guerra santa.

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Ao Ocidente a maleita, tardia e artificial, lá chegou. Não pela falta de direitos ou autonomia das mulheres, mas pelo excesso. Não em 2018, mas em 1989. Não na conservadora América, na economicista Alemanha, na ultramontana Inglaterra, mas no libertino Canadá. Acossado pelo feminismo e decidido a cambiar o seu destino, Marc Lépine – filho da globalização entre um Argelino e uma Enfermeira Québécoise – assassinou 14 mulheres no chamado “massacre de Montreal” por querer “combater o feminismo”. O mesmo aconteceu com o terrorista Andrew Berwick, na superigualitária Noruega, em 2011.

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Os últimos anos foram marcados por ocorrências sobrenaturais: camiões revessando-se sobre a população, expansão de doenças psicológicas e, claro, desintegração por falta de meios socioeconómicos. Frequentemente, os especialistas em odiar brancos (Lépine não o era, mas vamos ignorar isso), branqueiam atentados brutais com a terminologia supracitada, mesmo que estejam implícitos mais assassínios do que os cometidos por Berwick ou Rodgers. Mas quando um tipo massacra em nome da Jihad, eu considero um desrespeito para com ele próprio (e já agora, para com as vítimas) que não escutemos os seus intuitos. Há inúmeros paralelismos entre as duas classes de morticínios e pretendo explorá-los detalhadamente. Por isso vou ouvi-los. Vou escutar o que os facínoras têm para dizer. Enquanto se enumeram as causas fictícias por detrás do ímpeto homicida do Canadiano, eu acho que vale a pena atentar nas suas palavras, ou não fossem o acto terrorista – como todos os actos terroristas –  uma manobra promocional nos dias do ego.


Jude Appatow lançou em 2005 o filme Virgem aos quarenta anos. A wikipedia descreve o protagonista do filme como “um virgem de 40 anos de idade, que é involuntariamente celibatário. Ele mora sozinho, recolhe figuras de acção, joga jogos de vídeo, e sua vida social parece consistir em assistir Survivor com seus vizinhos idosos. Ele trabalha no estoque em uma loja de electrónicos chamada SmartTech

Não só este perfil é factual como se tornou mais frequente após 13 anos de acossa feminista , e se estendeu além das fronteiras do tenebroso mundo Ocidental. Simultaneamente, e mesmo sem ver o filme ou qualquer descritivo seu, sabe o leitor e por automatismo que alguém virgem aos 40 anos é necessariamente um homem, que se pode chamar Carrell (o personagem da película) ou Alek ou Elliot.

É este o queixume dos homicidas. E é um problema válido. Apesar de condenarmos severamente a sua atitude perante o mesmo, identificamos-lo e reconhecemos-lo. Não se trata meramente de não ter sexo ou não procriar, ou quedar-se condenado a uma vida de solidão. Recentemente, num casamento Católico escutei duas frases que me marcaram: “Deus criou a mulher para fazer companhia ao homem” e “Enquanto prova do Amor de Deus, o Casamento é um projecto de felicidade”. Estes homens estão condenados a desconhecer a companhia, o Amor de Deus e a Felicidade.

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Expectativa de vida de um InCel

Mas é também sobre o preconceito de que os homens solitários sofrem no Ocidente, seja no trabalho, seja na vida cívica , seja na vida social. Se não nos fizermos acompanhar por uma fêmea, somos vistos como perigosos. Somos concordantemente discriminados – Por outras mulheres! pois à excepção dos SJW, os homens com sucesso vaginal são tão solidários para com estes pobres coitados que se aglomeram em fóruns oficiosos para lhes ensinar como levar uma vida melhor. Quando este preconceito verter em perseguições, prisões, despedimentos massivos? É tão mau que há gajos que escolhem deixar de o ser para fugirem ao preconceito

I'm not sure if I should be offended or happy since then we could get free neetbux

Validando estes problemas, muitos buscam soluções e o Pick-up deixou de ser uma subcultura estigmatizada para ser legitimado como instrumento valioso à sobrevivência no Ocidente. O autor Roosh V escreveu que se Eliot Rodgers houvesse aprendido PUA, nunca teria cometido nenhum massacre, e até o reputado psicólogo Jordan Peterson admite a importância da sedução, explicando-a brilhantemente com base no filme “O Rei Leão”.

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Segundo o também académico, na narrativa, Simba desilude a parceira ao recusar aceitar responsabilidades que o transitem para a vida adulta, e só depois de realizar essa transição (tornar-se adulto, assumindo responsabilidades) passa a poder usufruir dos direitos correspondentes como a intimidade, o sexo e a chave para a parentalidade. Fica dado o recado de que os PUA’s devem amadurecer, antes de almejarem seduzir mulheres.

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InCel: Individuo que apenas encontrou este olhar na tela do cinema

Mas perante uma trupe de jovens que estariam dispostos a governar as Terras do Orgulho ou a defrontar o malvado Scar só para poderem ver pachacha, Peterson forçou-me a rever o filme. Vendo-o, apercebi-me de que esta sequência de acontecimentos está enviesada. Na verdade, a fêmea já seduzira o príncipe antes deste realizar a dita transição. Na verdade, ela tomara iniciativa nesse ritual sem lhe colocar contrapartidas*. Na verdade, o seu envolvimento data de quando Simba se recusa terminantemente a crescer e a maturação pessoal do leão não é condição sine qua non para este acontecer.

Se outro personagem assumisse o pesado ónus que o jovial Simba recusou, se outro interveniente cumprisse a condição posteriormente colocada a Simba, jamais com essa coragem – por esse cumprimento – conquistaria o coração e o corpo da leoa.

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“Se nós aceitarmos governar esta merda, podemos montar a gaja?”

Rodgers e Alek pensaram como Peterson. Eles acreditaram que as suas virtudes pessoais lhes trariam a companhia almejada. Eles creiam mais cedo ou provavelmente mais tarde que o dinheiro e classe social de Rodgers ou a humildade e capacidade de trabalho de Alek, compensariam sob a forma desejada, sob a forma de uma vagina molhada. Mas como later never comes, aperceberam-se de que foram logrados desde o primeiro dia das suas vidas quanto aos mecanismos que estabelecem atracção e uma mulher por um homem. A atracção não é uma escolha.

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A face da desilusão

Assim, não pode ser merecida, conquistada ou transacionada. O sexo pode e as relações resumidas a quartos mortos ou a sessões mensais de posição missionário com choro e rata seca, demonstram que uma mulher pode foder até para que o homem deixe o lixo no contentor**. Naturalmente, é dessa possibilidade que nasce a prostituta.

Este conceito, todavia, também se cola aos PUA’s e Redpillers que propagam o seu game pelo espaço cibernético. Obedecendo a uma filosofia platónica, semelhante à que moveu os InCels, os gurus instruem os seus aprendizes a decorar este número de linhas ou a adquirir esta forma física, dizendo-lhes que a recompensa virá mais tarde. Na sua linguagem, o dinheiro de Rodgers e o labor de Alek traduzem-se em horas de treino ou sessões de sarge e eu pergunto-me quantos contarão, com a mesma ansiedade, o número de abdominais ou as repetições do bench-press; Quantos enumerarão, com o mesmo desespero, o número de abordagens ou os timingos de Hook-Point, necessários para merecer chavoita, interiorizando – em ambos os casos – que se lhes deve ser exigido sacrifícios para obter aquilo que as mulheres conseguem sem esforço.

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“Quantas faltam para foder?”

Alguns InCels advogam que o auto-desenvolvimento é um mito. No limiar, impelir alguém a “apostar em si mesmo” ou investir numa carreira ou num ganha pão ou num qualquer tipo de prestígio, é pedir-lhe que espere até aos 40 ou 50 anos para poder ter direito a rata (falta saber durante quanto tempo). É claro que depois estão confinados a congéneres hediondas, gastas, gastadeiras e mal-agradecidas porque se dormirem com alguém mais novo, podem aguardar por uma torrente de impropérios e acusações legais. Por outro lado, Houellebecq escreveu que a vida sexual dos homens se divide entre o período das suas vidas em que não aguentam suficiente tempo para satisfazer uma mulher, e o período das suas vidas em que não possuem pujança suficiente para o fazer. Aqueles que esperam sucesso e fortuna para copular, podem contar com a segunda.

Diz o povo que “quem espera desespera”. Para alguns, efectivamente a vida melhora. Para Alek e Eliot não. Perceberam que depois do liceu, da faculdade, da idade, não chegou o momento das suas vidas em que finalmente se tornavam atraentes. Nunca chegaria. Nunca estariam vivos. Por isso, mataram.

É para Esperar? Pelo quê?

Sem regulação apertada e redistribuctiva, a intimidade – tal como a atenção – converte-se num bem escasso. Uma sociedade que mede os cidadãos pela quantidade de intimidade obtida é tão desigual como a que mede o homem pela nobreza de sangue ou pela quantidade de dinheiro. Não  se fizeram esforços eficientes para democratizar a carne; Pelo contrário, a sua liberalização aumentou a disparidade social, a segmentação de classes, a diferença entre os que têm muito e os que não têm nada.

Esses são os InCels.

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Os InCels estão no fundo da cadeia alimentar e sem cona

 

No meu texto anterior, dei o exemplo de 1789 para explicar o sentimento revoltoso entre os despojados do mercado sexual liberal – os famintos do alimento humano. O brilhante Roosh escreveu-o o melhor: “‘Deixa-os comer bolo’ é hoje ‘Deixa que estes falhados privilegiados e socialmente estranhos tenham XBox e pornhub”. No ano de todas as revoluções – 1848 –  a liberalizarão industrial retiraria poder de compra ao proletariado enquanto aumentava a sua dimensão e reduzia os direitos laborais. Também a emigração era problemática, com os orientais a capturar os postos de trabalho como hoje os pretos capturam fanfa. As más colheitas dos anos transactos e a imobilidade da propriedade da terra, ditariam a virga-férrea reivindicativa. A imprensa escrita promoveria a união entre proletários apartados. Marx e Engels deitaram foice em solo fértil e nasceu o comunismo.

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A disparidade numérica foi essencial ao sucesso da Revolução. A base da pirâmide na França do século XVIII ou na Alemanha do século XIX é mais larga do que o topo. Obedecendo o mercado sexual às regras de pareto, serão os InCels suficientes para inverter a pirâmide sexual? Poderão eles – com o 4chan no lugar do Rheinische Zeitung – revolucionar o mercado?

Ou resultarão tão mal como o já mencionado terrorismo islâmico, desorganizado, despropositado, apertando o controlo e hostilidade sobre a população do praticante, incapaz de satisfazer qualquer necessidade dos necessitados?

E há a sucessão cronológica. A segunda república francesa foi naturalmente fruto da primeira, inspirada no espaço de duas gerações, pela revolução antecedente mas com o terror cuidadosamente omisso dos relatos oficiais. Duas gerações posteriormente, viria a Revolução de Inverno, marcando a história da libertação dos povos como uma sequência de revoluções. Com a popularização da expressão “Going ER” (Indo ER – Elliot Rodgers) na darkweb qual revolução sucederá ao atropelamento de Toronto? Será mesmo apenas uma questão de tempo até alguém voltar a matar?

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A expressão “Going ER” popularizou-se na darkweb

Antes de terminar vale a pena recordar que a palavra InCel é um acrónimo involuntário. Enquanto os demais grupos mencionados são integrados por ventureiros conscientes, o estatuto InCel não é auto-determinado mas exógeno. Assim, não prevê uma conversão religiosa como no activismo islâmico, ou uma adesão militante como num Partido Político ou o treino paramilitar como nas organizações terroristas. Os outros membros da manosphere são definidos pela actividade: os RedPillers que escolhem tomar a RedPill, os PUA’s que escolhem sarjar, os MRA’s que escolhem o activismo, os MGTOW que escolhem ir no seu caminho. Os InCels não têm escolha. No limiar, um jovem bluepiller, tímido, feminista que não faça sexo é, passivamente, definido como InCel. Não quis ser InCel. Ninguém quer ser InCel.

Também se escreveu que os InCels são misóginos. Não podia estar mais longe da verdade. Os InCels são adoradores de mulheres que não vêm os seus sentimentos adequadamente respondidos. Se fossem misóginos seriam MGTOW, optariam pela prostituição ou pela homossexualidade. Um homossexual com quem fiz amizade recente confessou-mo numa madrugada alcolizada que enrabava outros tipos porque as mulheres não o desejavam. “Ninguém nasce gay”. Foi o estratagema que adoptou para deixar de ser InCel.

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Mas eu não condeno

Outros estratagemas foram elencados pelos InCels, da remoção do direito feminino a escolher um parceiro até um sistema análogo à social-democracia que partilhe as mulheres entre aqueles que não as têm. Não se trata de uma agenda, apenas um conjunto desagregado de ideias postadas entre lamúrios e muita tristeza, solidão. Nem são apenas eles: Um amigo que já fez mais de 100 lays advoga o método SD, abdicando ele próprio de muitas noites bem passadas em nome da igualdade, da justiça e da estabilidade social. De alguma forma foi esse o papel da Esquerda moderada, prosseguir os objectivos da revolução retirando-lhe a violência. Nem os objectivos dos InCels nem os InCels são violentos.

Mas aqueles que são – estes InCels – são de facto como terroristas, porque cometem actos terroristas. Porque inspiram terror. Entre os paralelismos face ao do terror islamita, além da incompreensão, encontramos tantos outros: A desorganização, a caracterização sociológica dos pertencentes – desenquadrados, alheados, atomizados – as estratégias de recrutamento, a dificuldade em seguir as redes, que apenas existem online, e um misticismo quasi-religioso em dias descrentes. Foi aí que Rodgers foi canonizado. Saint Elliot, há semelhança dos mártires nos primórdios do Cristianismo, morreu virgem. Morreu inocente.

Saint Elliot morreu inocente

Comecei por dizer que oiço extensamente todos os terroristas em vez de culpabilizar a incapacidade de integração, o capitalismo, o colonialismo… Qual fenómeno externo poderia culpabilizar pelo terrorismo InCel? A Hipergamia, claro. A Hipergamia mata. Matou quase vinte pessoas entre os dois casos explorados e matará muito mais. Matou Alek e Elliot, as suas primeiras vítimas, falecidos muito antes de pegarem nas armas ou ao volante do camião. O Profeta limitou-se a antever, com uma clarividência assustadora, os acontecimentos do século seguinte.

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O Profeta anteviu os acontecimentos do século seguinte

Conforme escutaram o sucedido nas notícias, questiono-me sobre quantas das colegas, das conhecidas, das raparigas que se cruzaram e ignoraram os mencionados não se questionaram se deviam ter prestado atenção, despendido um beijo nos lábios ou minutos de folia vaginiforme para evitar estes acontecimentos. Se o fizeram tantos milhares de vezes, por motivos tão fúteis, será que o fariam para salvar mais de vinte vidas? E se fossem apenas duas?

 

* Embora tenham sensivelmente a mesma idade, Nala é muitíssimo mais experiente do que Simba nos jogos da intimidade psicológica e física. Lembrem-se lá de outro filme para crianças onde um protagonista, masculino, se aproveite da inexperiência de uma fêmea para a seduzir.

** Há muitos anos li numa revista cor-de-rosa sobre quais as principais razões pelas quais as mulheres “cediam” sexo aos maridos onde a mais caricata era “convencê-lo a ir deixar o lixo ao contentor”. Não encontrei o registo. Se houvesse sido publicado hoje, o tipo seria preso por violação no casamento.

 

Fertilidade Defraudada

Nem de propósito, o Château Heartiste chamou a atenção para um artigo que é um follow-up perfeito para “Fertilidade Esbanjada“:

The struggle to conceive with frozen eggs

Brigitte Adams became the poster child for freezing your eggs. But things didn’t quite work out how she imagined.
TL;DR – Mulher Forte e Independente™ congela uns óvulos aos 38 anos. Gasta $19.000. Aos 45 ainda não arranjou um alfa que a sacasse do carrocel das piças bom candidato a pai e decide ser mãe sozinha. Os óvulos estavam quase todos estragados, só se aproveitava um. Não pegou.

She remembers screaming like “a wild animal,” throwing books, papers, her laptop — and collapsing to the ground.

“It was one of the worst days of my life. There were so many emotions. I was sad. I was angry. I was ashamed,” she said. “I questioned, ‘Why me?’ ‘What did I do wrong?’ ”

O Patriarca não se vai alongar sobre o assunto. O Heartiste já disse tudo.

Por um lado, estas companhias deviam ser expostas como as fraudes que são. Por outro, estas burras estão desejosas de serem enganadas e esta é simplesmente a resposta do mercado.


P.S. Enquanto procurava a imagem para o cabeçalho do artigo, O Patriarca descobriu que a culpa é dos homens.

O Manspreading chega a Portugal

O Patriarca foi acusado de “manspreading” num transporte público em Portugal.

É verdade, já importaram mais um dos chavões com que se vai tentando castrar a masculinidade.

O Patriarca estava tranquilo no seu assento, lendo algo no seu telefone esperto. Recorda-se vagamente de alguém ter ocupado o lugar ao seu lado, embora isso só tenha sido consciencializado pelo que se passou a seguir – dado que nem sequer houve contacto físico.

Até que uma velha gaiteira no assento da frente decide tocar o joelho do vosso chauvinista favorito para lhe chamar a atenção. Olhando para trás, isto devia ter justificado a activação do sistema de alarme do metro, e posterior denúncia às autoridades por assédio sexual de uma sexagenária a um jovem atraente. “Olhe lá, encolha-se um bocado, não vê que a menina nem se consegue sentar?”

O Patriarca levantou a cabeça e analisou a situação. Estava na sua posição normal, pernas moderadamente abertas, deixando o espaço necessário para alojar confortavelmente as pendentes gónadas que ainda não deixaram de produzir testosterona por decreto ou leite de soja. Admitidamente estava a cruzar milimetricamente a linha que divide os assentos. A harpia grisalha fitava-o com o ar desafiador apenas permitido às mulheres ocidentais do século XXI, esperando uma reacção. A jovem ao lado estava na sua, na posição tipicamente feminina* de quem não está a convidar todas as piças da carruagem a vir dar uma voltinha.

Com a civilidade que infelizmente ainda lhe resta, o nosso alastrado herói declinou mandar a caduca megera à merda e em vez disso recolheu a perna os milímetros suficientes para caber na caixa imaginária que lhe estava destinada.

Como sabemos, esta não é a atitude mais eficaz perante marxistas.

“Olha, nem se mexeu! Dê lá espaço à menina!”

Nisto a jovem intervém, “Não há problema nenhum, deixe estar”

A decrépita abelhuda volta à carga “Então mas acha isto bem, está ali com as pernas todas abertas!”

O Patriarca, sem se mover nem mais um milímetro, fita a criatura e diz, “Meta-se na sua vida. Eu não estou a ocupar mais que o normal, e a rapariga não se está a queixar”. Volta ao que estava a fazer.

A jovem reforça que não há problema. A velha ainda ladra mais qualquer coisa, mas perante a indiferença geral acaba por se calar.


*Antes dos acordes na internet, havia o saudoso Eurico A. Cebolo com os seus livros “Guitarra Mágica”, que entre outras coisas ensinava a maneira apropriada de sentar para tocar, consoante o aspirante fosse homem ou mulher. O Patriarca tentará encontrar a cópia que possui e postar as imagens respectivas.

 

Fertilidade Esbanjada

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A fertilidade – ou ausência dela – das mulheres ocidentais modernas é um assunto que O Patriarca já pretendia abordar há algum tempo. Aquele que é talvez o melhor jornal português (embora isso não seja dizer muito) publicou ontem um excelente artigo intitulado “Será que já é tarde? Casais no limite da fertilidade”, portanto chegou a altura.

Aparte – se tens de perguntar, provavelmente já é tarde.

Este foi um dos presentes que nos deixou a variante do marxismo a que alguns chamam feminismo.

Natalidade 2015
Fonte – Banco Mundial

A isto não será alheia a elevada participação laboral das mulheres em Portugal no mercado de trabalho, e o reduzido peso do part-time.

O artigo está muito bom e completo, pelo que O Patriarca recomenda a sua leitura na íntegra. Aqui vai apenas dissecar alguns pontos e fazer uma leitura Red Pill de alguns outros, uma vez que há coisas que não podem ser ditas em publicações mainstream. Todas as considerações aqui tecidas assumem que as pessoas querem ter filhos. Há quem definitivamente não queira, e embora considere uma opção imbecil (já para não falar de que geralmente é revertida mais tarde), O Patriarca como defensor da liberdade individual respeita-a.

1. Ana Teresa e Nuno Madeira

Acabou por conhecer o companheiro [da mesma idade] aos 38 anos

Quando percebeu que se a cara de cu que ostentava não lhe tinha arranjado um alfa até aí, também não era agora. Venha lá então o beta que quer ter família e não vê a imbecilidade de escolher uma gaja dessa idade para o efeito.

ana teresa

Dois abortos, operações para tirar merdas de um útero já ressequido como uma passa ao sol, e finalmente aos 43 anos conseguiu parir a sua provavelmente única cria. Não teria sido melhor assentar aos 28 anos com um gajo mais velho e criar família sem dificuldades?

2. “Sara”

Também Sara [nome fictício] adiou o sonho da maternidade até aos 38 anos. Tal como Ana Teresa, foi essa a idade que lhe levaria a conhecer o atual companheiro.

O engraçado é que esta desde os 25 tinha a noção de que o relógio estava em contagem decrescente, o que não a impediu de fazer exactamente a mesma asneira. A questão que ninguém coloca, mas seria interessante para ver as racionalizações que arranjaria, é “Mas então o que andaste a fazer entre os 25 e os 38? Coseste os lábios da cona e meteste-te num convento???”

Claro que não. Andou a desprezar os betas a que poderia realisticamente aspirar, e a abrir as pernas a players que não têm qualquer intenção para além de esvaziar os colhões. O Patriarca sabe que já foi esse homem algumas vezes…

Esta história não acaba tão bem como a da Ana.

Aos 40 anos, “está a iniciar o seu segundo tratamento de Procriação Medicamente Assistida (PMA) no Serviço Nacional de Saúde (SNS), no Porto”.

Sim, caro beta, os 50% que deixas de IRS nos cofres da Geringonça, servem para patrocinar a última tentativa destas quengas de tentar que algo pegue nos seus ventres caducos, quando enquanto eram férteis não te deixaram nem sequer chegar perto.

O companheiro, claro, apoia isto tudo. Em vez de ir à procura de terrenos mais propícios. Não é por acaso que foi o “escolhido”.

3. Os dois adiamentos

Se a idade em que, em média, se tem o primeiro é aos 29,6 anos e a idade em que, em média, se têm todos os filhos é igual a 31,1 anos, podemos depreender que uma grande parte das mulheres tem apenas um filho, logo, que a maioria dos nascimentos são primeiros filhos.

Vai ser uma geração inteira de filhos únicos. Claro, com todo o veneno carreirista que as mulheres andam a engolir desde os anos 70, não podem esperar por largar a criatura numa creche para poderem voltar ao cubículo no escritório. O filho em vez de uma alegria é um stress e um empecilho, para quê ter outro então?

A decisão de ter mais um filho, se for sendo sucessivamente adiada, pode terminar por ser abandonada…Esta situação é, de certa forma, semelhante no caso dos homens, uma vez que, na sua maioria, são casados ou coabitam com uma mulher com uma idade próxima da sua.

A maioria dos homens são betas. Só um pouco mais de game em cada homem poderia ter um efeito civilizacional brutal.

Esta é uma lição importante para os leitores mais jovens. É natural que até aos 20 e poucos as relações que se formam sejam de idades próximas – as pessoas que melhor conhecemos são os colegas da escola e da universidade que têm a mesma idade que nós. Ficar de vez com a namorada do liceu não é uma má ideia, tem contras mas tem muitos prós (sobretudo a nível da taxa de divórcio que é absurdamente mais baixa em caso de mulher que só “conheceu” o marido). Só que só é uma boa opção se a emprenhares relativamente cedo, caso contrário arriscas-te a passar por estes calvários e a estrangular a tua capacidade reprodutiva.

Com o nosso estudo, concluímos que os portugueses têm, em média, um filho, mas desejam ter dois a três, tencionando a vir a ter, até ao final da sua vida fértil, em média, 1.8 filhos.

As expectativas da blue pill têm sempre um choque brutal com a realidade.

Existem muito mais mulheres portuguesas a trabalhar comparativamente à média europeia, sendo que o número de trabalhadoras em part-time ou domésticas é muito menor.

O Patriarca andou à procura de links sobre isto para o início do texto, quando tinha o ouro aqui mais abaixo.

4. A medicina não resolve sempre

Maternidade, paternidade, fecundidade, natalidade, fertilidade, infertilidade. Todos estes termos têm em comum o facto de terminarem em “idade”.

smilelaugh

A autora estará a fazer-se à nomeação para “Chauvinista do Mês”??

É cada vez mais recorrente surgirem mulheres na consulta de Daniela Sobral, “desesperadas porque nunca lhes foi transmitida a ideia de que a idade é uma grande condicionante da fertilidade, e quando se apercebem disso, é tarde demais”. E o desconhecimento sobre os riscos do avançar da idade também é notório. “A população em geral não tem noção das dificuldades em engravidar e como há cada vez mais mulheres famosas a fazerem-no mais tarde, a realidade ainda fica mais distorcida. Por vezes, nem mesmo os profissionais de saúde dão a devida importância a este problema.”

As mentiras feministas não podem lavrar se não houver uma campanha activa para tentar distorcer a realidade. As harpias e manginas que orquestram estes esquemas são quem mais odeia as mulheres, as crianças, os homens, a espécie humana em geral. São niilistas zangados com a existência, que pretendem tornar as vidas dos outros tão miseráveis como as suas.

5. Quando o relógio biológico começa a funcionar mal

Como de costume, duas imagens valem 2000 palavras. O artigo partilha 2 amostras fascinante de ovócitos, uma de uma mulher de 20 anos e outra de 40. Os pontos vermelhos são ovócitos inviáveis, os verdes viáveis.

Ovarios no Urban
Ovários no Urban
Ovarios no Plateau.png
Ovários no Plateau

Como as mulheres não passam automaticamente dos 20 para os 40, O Patriarca acha interessante acrescentar um gráfico do caminho desde o apogeu da adolescente que pode engravidar só com pré-meita até à obliteração genética.

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A negro, a probabilidade de engravidar, por ano – fonte

O útero perde capacidade com a idade, mas de uma forma indireta, pois passa a ser mais sede de doenças que podem afetar a capacidade de vir a gerar uma gravidez ou uma gestação a termo, como por exemplo, as infeções pelo papiloma vírus humano

Não se passa incólume pelo carrossel das piças..

6. Preconceito, insensibilidade e pressão social

“Clara”, 42, e “Beta”, 41. O Patriarca não vai aborrecer o leitor com mais uma história igual às outras, apenas citar Myrddin Emrys que um dia destes comentava, “Como é que se diz às pessoas para pararem de ser estereótipos?”

Respondíamos que o problema era dos dois, que ambos queríamos ter filhos e não estávamos a conseguir.

Se o Beta tivesse acesso à pachachinha de uma ninfeta depressa se perceberia que não, o problema não era dos dois.

Apesar de achar que não o fazem por mal, considero que a sociedade está pouco sensibilizada para o facto de existirem muitos casais a passar por este problema. Ainda há muita vergonha, ainda se esconde, não se fala muito sobre isso

Não há é nem pouco mais ou menos pressão social suficiente. Um casal em que a mulher já passou dos 25 e ainda não emprenhou devia ser bombardeado diariamente.

O adiar a gravidez, por vezes, não é uma opção. Acho que é injusto dizer-se que as mulheres estão a ter filhos mais tarde porque querem viajar ou porque querem progredir na carreira. É na fase da maior fertilidade que as mulheres têm de apostar na sua profissão porque tem mesmo de ser assim, e porque estão a lutar para terem alguma estabilidade de vida, pois caso contrário, podem perder boas oportunidades. A realidade social do país é esta

Boas oportunidades… como arranjar um marido de jeito e aproveitar a janela de fertilidade. Se começares a parir aos 22-23 ao acabar a faculdade, aos 28 podes ter 5 filhos, aos 30 tê-los todos na creche/escola e entrar no mercado de trabalho.

Às vezes, não há hipótese! O meu caso é um exemplo disso, em que não tinha uma relação estável que me desse um sentimento de segurança

Tradução de mulherês para português: andava por aí a dar a cona a gajos que não queriam compromisso, enquanto ignorava os betas que me rodeavam, alguns dos quais provavelmente estariam interessados e seriam excelentes pais.

7. Não esperar mais e ter filhos sozinha

Aos 39 anos, começou a tratar dos tratamentos de fertilidade que lhe permitissem recorrer a dador de esperma, em Espanha […] Absolutamente decidida, não mais se desviou do caminho. “Não quis adiar mais este projeto por ninguém. A idade começava a pesar”, partilha. Depois de oito tentativas, apenas o último tratamento foi realizado em Portugal, numa clínica privada de fertilidade, em Lisboa, e conseguiu engravidar. Já tinha conseguido uma gravidez numa das tentativas mas sofreu um aborto espontâneo. O Diogo está previsto nascer em julho deste ano, e esta gestação resultou de doação de esperma mas também de doação de óvulos. “Percebi que a possibilidade de ter sucesso era maior com esta hipótese.”

roda hamster queda

Não é de espantar que a maior atrasada mental tenha o hamster racionalizante mais potente. É precisamente a tipa que nem foi capaz considerar a possibilidade de arranjar um beta, que não percebe que nem mãe vai ser; não é mais do que uma barriga de aluguer glorificada.

Até ao momento, Sónia gastou perto de 30 mil euros, e confessa que não tem sido um processo fácil. […] “Os familiares ajudaram muito, até a nível financeiro, porque é ainda mais complicado gerir isto, estando sozinha”, diz.

Então… Mas… Não era… As carreiras?… Mulheres fortes e independentes?… Mas sem a família a meter graveto não dá.

O carreirismo é uma mentira. As maioria das mulheres está-se a cagar para a carreira. Só vêem o emprego como maneira de ganhar uns cobres para poderem andar no carrocel das piças sem ter de dar cavaco a ninguém.

E os mais próximos sabem que a decisão de ser mãe solteira é inabalável.[…] “A minha única preocupação é ir explicando a verdade ao meu filho, adaptada à idade. […] O que acho fundamental é passar-lhe os princípios e os valores que defendo. Quero educar o meu filho no sentido de lidar bem com aquilo que a sociedade considera tabu”. Não se assusta com o facto de não ter uma pessoa ao lado para ajudar com os desafios da maternidade. Contará com o apoio da mãe.

Coitado do chavalo. Não tem hipótese de sair um homem saudável.

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Diogo, 2038

E também não lhe faz confusão ter recorrido a uma dadora de óvulos. “Se me perguntar se gostava que fosse parecido comigo, claro que gostava, mas não é essencial”

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A maneira politicamente correcta de dizer “Deus queira que não saia preto!”

8. Fertilidade para sempre?

o médico ginecologista defende a possibilidade que as mulheres têm, em idade jovem, de recolher ovócitos para utilizarem mais tarde. “É algo que tem muitas implicações éticas, sobretudo no que respeita ao investimento público,”

Pagar ainda mais para patrocinar a viagem no carrocel das piças? Não, obrigado.

consideramos que a legislação se tornou mais inclusiva e permite que as mulheres solteiras e casais homossexuais possam recorrer a técnicas de PMA, que até então, estavam apenas destinadas a casais heterossexuais.

Porque o que o mundo realmente necessita é mais degenerados a reproduzirem-se.

>pesar das boas notícias e de o facto de a legislação ter sido pioneira no que a estes temas diz respeito, a associação tem divulgado o desagrado relativamente ao chumbo no Parlamento, do projeto que visava o alargamento no SNS, do número de ciclos por casal, de três para cinco.

As sapatonas ainda não conseguiram subjugar totalmente o país.

“Conhecemos casos de homens e mulheres que são enviados para tratamentos oncológicos sem ser preservada a sua fertilidade. Continua a ser um assunto que nos preocupa muito”

Ter filhos antes de ter idade para ter cancro não seria uma abordagem mais razoável?

9. Notas finais

O Patriarca ficou agradavelmente surpreendido com esta artigo. Há bastante imparcialidade e o cuidado de, ao contrário do que a imprensa nos tem vindo a habituar, não mascarar a realidade com a habitual fumaça feminista. Aliás o argumento habitual “mas a estrela XPTO foi mãe aos 63” é denunciado como a manobra de diversão que é. Mensagens a guardar:

  • A janela é muito mais curta do que a maioria das pessoas pensa e a medicina não resolve tudo
  • As mulheres adiam a maternidade para poderem andar no carrocel das piças
  • Já patrocinamos todos suficientemente a dita viagem no carrocel a estas rameiras, sob a forma de tratamentos de infertilidade no SNS pagos com os nossos impostos
  • Não queiras ser tu ainda a patrocinar uma quenga destas pessoalmente, sendo o beta que ela escolhe como alvo para a acompanhar neste martírio. Aprende algum game e saca uma gaja mais nova.
  • Se tens amigas solteiras perto dos 30, trolla-as até mais não e envia-as a este artigo. Podes estar a salvar uma (ou duas) vidas