Fertilidade Defraudada

Nem de propósito, o Château Heartiste chamou a atenção para um artigo que é um follow-up perfeito para “Fertilidade Esbanjada“:

The struggle to conceive with frozen eggs

Brigitte Adams became the poster child for freezing your eggs. But things didn’t quite work out how she imagined.
TL;DR – Mulher Forte e Independente™ congela uns óvulos aos 38 anos. Gasta $19.000. Aos 45 ainda não arranjou um alfa que a sacasse do carrocel das piças bom candidato a pai e decide ser mãe sozinha. Os óvulos estavam quase todos estragados, só se aproveitava um. Não pegou.

She remembers screaming like “a wild animal,” throwing books, papers, her laptop — and collapsing to the ground.

“It was one of the worst days of my life. There were so many emotions. I was sad. I was angry. I was ashamed,” she said. “I questioned, ‘Why me?’ ‘What did I do wrong?’ ”

O Patriarca não se vai alongar sobre o assunto. O Heartiste já disse tudo.

Por um lado, estas companhias deviam ser expostas como as fraudes que são. Por outro, estas burras estão desejosas de serem enganadas e esta é simplesmente a resposta do mercado.


P.S. Enquanto procurava a imagem para o cabeçalho do artigo, O Patriarca descobriu que a culpa é dos homens.

O Manspreading chega a Portugal

O Patriarca foi acusado de “manspreading” num transporte público em Portugal.

É verdade, já importaram mais um dos chavões com que se vai tentando castrar a masculinidade.

O Patriarca estava tranquilo no seu assento, lendo algo no seu telefone esperto. Recorda-se vagamente de alguém ter ocupado o lugar ao seu lado, embora isso só tenha sido consciencializado pelo que se passou a seguir – dado que nem sequer houve contacto físico.

Até que uma velha gaiteira no assento da frente decide tocar o joelho do vosso chauvinista favorito para lhe chamar a atenção. Olhando para trás, isto devia ter justificado a activação do sistema de alarme do metro, e posterior denúncia às autoridades por assédio sexual de uma sexagenária a um jovem atraente. “Olhe lá, encolha-se um bocado, não vê que a menina nem se consegue sentar?”

O Patriarca levantou a cabeça e analisou a situação. Estava na sua posição normal, pernas moderadamente abertas, deixando o espaço necessário para alojar confortavelmente as pendentes gónadas que ainda não deixaram de produzir testosterona por decreto ou leite de soja. Admitidamente estava a cruzar milimetricamente a linha que divide os assentos. A harpia grisalha fitava-o com o ar desafiador apenas permitido às mulheres ocidentais do século XXI, esperando uma reacção. A jovem ao lado estava na sua, na posição tipicamente feminina* de quem não está a convidar todas as piças da carruagem a vir dar uma voltinha.

Com a civilidade que infelizmente ainda lhe resta, o nosso alastrado herói declinou mandar a caduca megera à merda e em vez disso recolheu a perna os milímetros suficientes para caber na caixa imaginária que lhe estava destinada.

Como sabemos, esta não é a atitude mais eficaz perante marxistas.

“Olha, nem se mexeu! Dê lá espaço à menina!”

Nisto a jovem intervém, “Não há problema nenhum, deixe estar”

A decrépita abelhuda volta à carga “Então mas acha isto bem, está ali com as pernas todas abertas!”

O Patriarca, sem se mover nem mais um milímetro, fita a criatura e diz, “Meta-se na sua vida. Eu não estou a ocupar mais que o normal, e a rapariga não se está a queixar”. Volta ao que estava a fazer.

A jovem reforça que não há problema. A velha ainda ladra mais qualquer coisa, mas perante a indiferença geral acaba por se calar.


*Antes dos acordes na internet, havia o saudoso Eurico A. Cebolo com os seus livros “Guitarra Mágica”, que entre outras coisas ensinava a maneira apropriada de sentar para tocar, consoante o aspirante fosse homem ou mulher. O Patriarca tentará encontrar a cópia que possui e postar as imagens respectivas.

 

Fertilidade Esbanjada

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A fertilidade – ou ausência dela – das mulheres ocidentais modernas é um assunto que O Patriarca já pretendia abordar há algum tempo. Aquele que é talvez o melhor jornal português (embora isso não seja dizer muito) publicou ontem um excelente artigo intitulado “Será que já é tarde? Casais no limite da fertilidade”, portanto chegou a altura.

Aparte – se tens de perguntar, provavelmente já é tarde.

Este foi um dos presentes que nos deixou a variante do marxismo a que alguns chamam feminismo.

Natalidade 2015
Fonte – Banco Mundial

A isto não será alheia a elevada participação laboral das mulheres em Portugal no mercado de trabalho, e o reduzido peso do part-time.

O artigo está muito bom e completo, pelo que O Patriarca recomenda a sua leitura na íntegra. Aqui vai apenas dissecar alguns pontos e fazer uma leitura Red Pill de alguns outros, uma vez que há coisas que não podem ser ditas em publicações mainstream. Todas as considerações aqui tecidas assumem que as pessoas querem ter filhos. Há quem definitivamente não queira, e embora considere uma opção imbecil (já para não falar de que geralmente é revertida mais tarde), O Patriarca como defensor da liberdade individual respeita-a.

1. Ana Teresa e Nuno Madeira

Acabou por conhecer o companheiro [da mesma idade] aos 38 anos

Quando percebeu que se a cara de cu que ostentava não lhe tinha arranjado um alfa até aí, também não era agora. Venha lá então o beta que quer ter família e não vê a imbecilidade de escolher uma gaja dessa idade para o efeito.

ana teresa

Dois abortos, operações para tirar merdas de um útero já ressequido como uma passa ao sol, e finalmente aos 43 anos conseguiu parir a sua provavelmente única cria. Não teria sido melhor assentar aos 28 anos com um gajo mais velho e criar família sem dificuldades?

2. “Sara”

Também Sara [nome fictício] adiou o sonho da maternidade até aos 38 anos. Tal como Ana Teresa, foi essa a idade que lhe levaria a conhecer o atual companheiro.

O engraçado é que esta desde os 25 tinha a noção de que o relógio estava em contagem decrescente, o que não a impediu de fazer exactamente a mesma asneira. A questão que ninguém coloca, mas seria interessante para ver as racionalizações que arranjaria, é “Mas então o que andaste a fazer entre os 25 e os 38? Coseste os lábios da cona e meteste-te num convento???”

Claro que não. Andou a desprezar os betas a que poderia realisticamente aspirar, e a abrir as pernas a players que não têm qualquer intenção para além de esvaziar os colhões. O Patriarca sabe que já foi esse homem algumas vezes…

Esta história não acaba tão bem como a da Ana.

Aos 40 anos, “está a iniciar o seu segundo tratamento de Procriação Medicamente Assistida (PMA) no Serviço Nacional de Saúde (SNS), no Porto”.

Sim, caro beta, os 50% que deixas de IRS nos cofres da Geringonça, servem para patrocinar a última tentativa destas quengas de tentar que algo pegue nos seus ventres caducos, quando enquanto eram férteis não te deixaram nem sequer chegar perto.

O companheiro, claro, apoia isto tudo. Em vez de ir à procura de terrenos mais propícios. Não é por acaso que foi o “escolhido”.

3. Os dois adiamentos

Se a idade em que, em média, se tem o primeiro é aos 29,6 anos e a idade em que, em média, se têm todos os filhos é igual a 31,1 anos, podemos depreender que uma grande parte das mulheres tem apenas um filho, logo, que a maioria dos nascimentos são primeiros filhos.

Vai ser uma geração inteira de filhos únicos. Claro, com todo o veneno carreirista que as mulheres andam a engolir desde os anos 70, não podem esperar por largar a criatura numa creche para poderem voltar ao cubículo no escritório. O filho em vez de uma alegria é um stress e um empecilho, para quê ter outro então?

A decisão de ter mais um filho, se for sendo sucessivamente adiada, pode terminar por ser abandonada…Esta situação é, de certa forma, semelhante no caso dos homens, uma vez que, na sua maioria, são casados ou coabitam com uma mulher com uma idade próxima da sua.

A maioria dos homens são betas. Só um pouco mais de game em cada homem poderia ter um efeito civilizacional brutal.

Esta é uma lição importante para os leitores mais jovens. É natural que até aos 20 e poucos as relações que se formam sejam de idades próximas – as pessoas que melhor conhecemos são os colegas da escola e da universidade que têm a mesma idade que nós. Ficar de vez com a namorada do liceu não é uma má ideia, tem contras mas tem muitos prós (sobretudo a nível da taxa de divórcio que é absurdamente mais baixa em caso de mulher que só “conheceu” o marido). Só que só é uma boa opção se a emprenhares relativamente cedo, caso contrário arriscas-te a passar por estes calvários e a estrangular a tua capacidade reprodutiva.

Com o nosso estudo, concluímos que os portugueses têm, em média, um filho, mas desejam ter dois a três, tencionando a vir a ter, até ao final da sua vida fértil, em média, 1.8 filhos.

As expectativas da blue pill têm sempre um choque brutal com a realidade.

Existem muito mais mulheres portuguesas a trabalhar comparativamente à média europeia, sendo que o número de trabalhadoras em part-time ou domésticas é muito menor.

O Patriarca andou à procura de links sobre isto para o início do texto, quando tinha o ouro aqui mais abaixo.

4. A medicina não resolve sempre

Maternidade, paternidade, fecundidade, natalidade, fertilidade, infertilidade. Todos estes termos têm em comum o facto de terminarem em “idade”.

smilelaugh

A autora estará a fazer-se à nomeação para “Chauvinista do Mês”??

É cada vez mais recorrente surgirem mulheres na consulta de Daniela Sobral, “desesperadas porque nunca lhes foi transmitida a ideia de que a idade é uma grande condicionante da fertilidade, e quando se apercebem disso, é tarde demais”. E o desconhecimento sobre os riscos do avançar da idade também é notório. “A população em geral não tem noção das dificuldades em engravidar e como há cada vez mais mulheres famosas a fazerem-no mais tarde, a realidade ainda fica mais distorcida. Por vezes, nem mesmo os profissionais de saúde dão a devida importância a este problema.”

As mentiras feministas não podem lavrar se não houver uma campanha activa para tentar distorcer a realidade. As harpias e manginas que orquestram estes esquemas são quem mais odeia as mulheres, as crianças, os homens, a espécie humana em geral. São niilistas zangados com a existência, que pretendem tornar as vidas dos outros tão miseráveis como as suas.

5. Quando o relógio biológico começa a funcionar mal

Como de costume, duas imagens valem 2000 palavras. O artigo partilha 2 amostras fascinante de ovócitos, uma de uma mulher de 20 anos e outra de 40. Os pontos vermelhos são ovócitos inviáveis, os verdes viáveis.

Ovarios no Urban
Ovários no Urban
Ovarios no Plateau.png
Ovários no Plateau

Como as mulheres não passam automaticamente dos 20 para os 40, O Patriarca acha interessante acrescentar um gráfico do caminho desde o apogeu da adolescente que pode engravidar só com pré-meita até à obliteração genética.

infertilitygraph
A negro, a probabilidade de engravidar, por ano – fonte

O útero perde capacidade com a idade, mas de uma forma indireta, pois passa a ser mais sede de doenças que podem afetar a capacidade de vir a gerar uma gravidez ou uma gestação a termo, como por exemplo, as infeções pelo papiloma vírus humano

Não se passa incólume pelo carrossel das piças..

6. Preconceito, insensibilidade e pressão social

“Clara”, 42, e “Beta”, 41. O Patriarca não vai aborrecer o leitor com mais uma história igual às outras, apenas citar Myrddin Emrys que um dia destes comentava, “Como é que se diz às pessoas para pararem de ser estereótipos?”

Respondíamos que o problema era dos dois, que ambos queríamos ter filhos e não estávamos a conseguir.

Se o Beta tivesse acesso à pachachinha de uma ninfeta depressa se perceberia que não, o problema não era dos dois.

Apesar de achar que não o fazem por mal, considero que a sociedade está pouco sensibilizada para o facto de existirem muitos casais a passar por este problema. Ainda há muita vergonha, ainda se esconde, não se fala muito sobre isso

Não há é nem pouco mais ou menos pressão social suficiente. Um casal em que a mulher já passou dos 25 e ainda não emprenhou devia ser bombardeado diariamente.

O adiar a gravidez, por vezes, não é uma opção. Acho que é injusto dizer-se que as mulheres estão a ter filhos mais tarde porque querem viajar ou porque querem progredir na carreira. É na fase da maior fertilidade que as mulheres têm de apostar na sua profissão porque tem mesmo de ser assim, e porque estão a lutar para terem alguma estabilidade de vida, pois caso contrário, podem perder boas oportunidades. A realidade social do país é esta

Boas oportunidades… como arranjar um marido de jeito e aproveitar a janela de fertilidade. Se começares a parir aos 22-23 ao acabar a faculdade, aos 28 podes ter 5 filhos, aos 30 tê-los todos na creche/escola e entrar no mercado de trabalho.

Às vezes, não há hipótese! O meu caso é um exemplo disso, em que não tinha uma relação estável que me desse um sentimento de segurança

Tradução de mulherês para português: andava por aí a dar a cona a gajos que não queriam compromisso, enquanto ignorava os betas que me rodeavam, alguns dos quais provavelmente estariam interessados e seriam excelentes pais.

7. Não esperar mais e ter filhos sozinha

Aos 39 anos, começou a tratar dos tratamentos de fertilidade que lhe permitissem recorrer a dador de esperma, em Espanha […] Absolutamente decidida, não mais se desviou do caminho. “Não quis adiar mais este projeto por ninguém. A idade começava a pesar”, partilha. Depois de oito tentativas, apenas o último tratamento foi realizado em Portugal, numa clínica privada de fertilidade, em Lisboa, e conseguiu engravidar. Já tinha conseguido uma gravidez numa das tentativas mas sofreu um aborto espontâneo. O Diogo está previsto nascer em julho deste ano, e esta gestação resultou de doação de esperma mas também de doação de óvulos. “Percebi que a possibilidade de ter sucesso era maior com esta hipótese.”

roda hamster queda

Não é de espantar que a maior atrasada mental tenha o hamster racionalizante mais potente. É precisamente a tipa que nem foi capaz considerar a possibilidade de arranjar um beta, que não percebe que nem mãe vai ser; não é mais do que uma barriga de aluguer glorificada.

Até ao momento, Sónia gastou perto de 30 mil euros, e confessa que não tem sido um processo fácil. […] “Os familiares ajudaram muito, até a nível financeiro, porque é ainda mais complicado gerir isto, estando sozinha”, diz.

Então… Mas… Não era… As carreiras?… Mulheres fortes e independentes?… Mas sem a família a meter graveto não dá.

O carreirismo é uma mentira. As maioria das mulheres está-se a cagar para a carreira. Só vêem o emprego como maneira de ganhar uns cobres para poderem andar no carrocel das piças sem ter de dar cavaco a ninguém.

E os mais próximos sabem que a decisão de ser mãe solteira é inabalável.[…] “A minha única preocupação é ir explicando a verdade ao meu filho, adaptada à idade. […] O que acho fundamental é passar-lhe os princípios e os valores que defendo. Quero educar o meu filho no sentido de lidar bem com aquilo que a sociedade considera tabu”. Não se assusta com o facto de não ter uma pessoa ao lado para ajudar com os desafios da maternidade. Contará com o apoio da mãe.

Coitado do chavalo. Não tem hipótese de sair um homem saudável.

Diogo 2038.jpg
Diogo, 2038

E também não lhe faz confusão ter recorrido a uma dadora de óvulos. “Se me perguntar se gostava que fosse parecido comigo, claro que gostava, mas não é essencial”

smilelaugh

A maneira politicamente correcta de dizer “Deus queira que não saia preto!”

8. Fertilidade para sempre?

o médico ginecologista defende a possibilidade que as mulheres têm, em idade jovem, de recolher ovócitos para utilizarem mais tarde. “É algo que tem muitas implicações éticas, sobretudo no que respeita ao investimento público,”

Pagar ainda mais para patrocinar a viagem no carrocel das piças? Não, obrigado.

consideramos que a legislação se tornou mais inclusiva e permite que as mulheres solteiras e casais homossexuais possam recorrer a técnicas de PMA, que até então, estavam apenas destinadas a casais heterossexuais.

Porque o que o mundo realmente necessita é mais degenerados a reproduzirem-se.

>pesar das boas notícias e de o facto de a legislação ter sido pioneira no que a estes temas diz respeito, a associação tem divulgado o desagrado relativamente ao chumbo no Parlamento, do projeto que visava o alargamento no SNS, do número de ciclos por casal, de três para cinco.

As sapatonas ainda não conseguiram subjugar totalmente o país.

“Conhecemos casos de homens e mulheres que são enviados para tratamentos oncológicos sem ser preservada a sua fertilidade. Continua a ser um assunto que nos preocupa muito”

Ter filhos antes de ter idade para ter cancro não seria uma abordagem mais razoável?

9. Notas finais

O Patriarca ficou agradavelmente surpreendido com esta artigo. Há bastante imparcialidade e o cuidado de, ao contrário do que a imprensa nos tem vindo a habituar, não mascarar a realidade com a habitual fumaça feminista. Aliás o argumento habitual “mas a estrela XPTO foi mãe aos 63” é denunciado como a manobra de diversão que é. Mensagens a guardar:

  • A janela é muito mais curta do que a maioria das pessoas pensa e a medicina não resolve tudo
  • As mulheres adiam a maternidade para poderem andar no carrocel das piças
  • Já patrocinamos todos suficientemente a dita viagem no carrocel a estas rameiras, sob a forma de tratamentos de infertilidade no SNS pagos com os nossos impostos
  • Não queiras ser tu ainda a patrocinar uma quenga destas pessoalmente, sendo o beta que ela escolhe como alvo para a acompanhar neste martírio. Aprende algum game e saca uma gaja mais nova.
  • Se tens amigas solteiras perto dos 30, trolla-as até mais não e envia-as a este artigo. Podes estar a salvar uma (ou duas) vidas

Terror na Suécia

O leitor “mjv” chama-nos a atenção para um vídeo interessante, sobre o clima de insegurança que se vive na Suécia, cortesia do seu governo feminista-marxista (perdoem a redundância), ainda por cima debaixo de uma lei da rolha.

Mariana Mortagua e Catarina Martins
Pelo menos já temos uma ideia do que nos espera se continuarmos a dar trela a estas putas.

O Patriarca não usou o link do leitor, mas sim o link original da Fox News. O vídeo é essencialmente o mesmo, menos uma breve introdução.


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Sobre objectificação, escrito por um homem

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Acabei de ler um artigo que me deixou revoltado. Fala sobre a evolução das normas da sociedade e das medidas que se tiveram de tomar em conformidade com essas mesmas na F1, retirando de cena as mulheres que entregavam a taça ao vencedor.

O que os homens às vezes parecem esquecer é que não é fácil ser mulher. Não é fácil estar num bar e no caminho entre a casa de banho e os amigos ser abordada dez vezes por uma diversidade de homens que vai desde a besta até ao principe encantado dos contos de fadas. Não é fácil ser chamada de puta por terminar cada fim de semana com um homem diferente. E definitivamente não é fácil não serem vistas com respeito e capazes de liderar uma equipa.

O que as mulheres ignoram é que também não é fácil para os homens terem de andar meses atrás de mulheres até conseguirem provar-lhes que merecem um relacionamento com elas porque antes dela acabavam todos os fins de semana com uma mulher diferente. E quantas mulheres já se roçaram em mim e nos meus amigos, já trocaram olhares comigo, escreveram o numero de telemóvel em baton num papelinho?

E em relação aos cargos de chefia, também nem todos os homens lá chegam. São poucos os que assumem esse cargo, porque só os que têm capacidade de liderança podem ocupar um cargo de liderança. Algumas mulheres chegam lá, mas têm de ter uma luta muito maior, porque é dificil compatibilizar uma imagem social e também biológica do que é a mulher com uma imagem forte e de liderança característica de um líder. Em regra, os homens mostram mais estas características que as mulheres. Mas nem todos as mostram e por isso não é qualquer um que assume tais cargos.

Esta é uma das razões pelas quais me enervo com estas ideias morais que vão surgindo no dia-a-dia que representam lutas pequenas, insignificantes e pura e simplesmente estúpidas. Lutar contra a objectificação das mulheres. As lutas sob esta desculpa têm uma tendência a serem mesquinhas e egoístas, claramente vindo de um ponto de raiva interno da pessoa que faz o protesto. Se analisarmos os anos de história, uma das grandes motivações para sequer termos um sonho é a validação, ainda mais a validação do sexo oposto. É normal que um corredor de fórmula 1 sonhe desde miúdo atingir o primeiro lugar do pódio e ver chegar duas belas mulheres para lhe entregarem a taça, uma coroa de flores e uma garrafa de champagne para despejar sobre todos aqueles que comemoram consigo a vitória, por todos os estímulos que são oferecidos naquele momento. Porque é que haveremos de lhe tirar um dos estímulos? Não é uma tradição que magoe ninguém, porque ao contrário do que muitas vezes acontece na prostituição, estes trabalhos que se baseiam em dar a cara – não dar o corpo, que essa é uma expressão utilizada mais na outra área laboral referida nesta frase – não obrigam as mulheres a participarem: é contratada uma empresa que lança a proposta às suas funcionárias que trabalham a prestações de serviços – ou assim deveria ser, aposto que muitas pagam por baixo da mesa – e as eleitas são escolhidas daquelas que mostraram interesse. Portanto estas sabem sempre ao que vão antes de sequer concorrerem. Inclusive as empresas mostram uniformes que normalmente são selecionados para esse determinado tipo de evento. Portanto, se elas estão a objectificar-se a si mesmas, é inteiramente um problema delas. Se as feministas se quiserem revoltar contra a objectificação das mulheres, então aí levanta-se uma questão muito maior: onde é que elas estão quando passa na televisão o anúncio do perfume Invictus e o do gajo a barrar manteiga flora no pão? Em ambos os dois estão em tronco nú e não vejo ninguém revoltar-se contra isso.

Porque a objectificação não é das mulheres: é da espécie humana. Nós estamos cada vez mais confortáveis com o sexo e a prova disso é que já o usamos para vender, já o usamos e abusamos dele na arte, já o usamos para fechar negócios. São factos: a música tanto cantada por homens como por mulheres está cada vez mais carregada de teor sexual, existem dezenas de fotógrafos a fotografar mulheres despidas e existem instagrams cheios de fotos de homens de cabelo comprido, ou de barba, ou dilfs (daddy i would like to fuck), a versão masculina das milfs. E centenas de negócios são fechados em casas de strip e outra centena são fechados quando a mulher decide lançar charme para o homem para que ele sonhe que tem hipóteses com ela caso o negócio se feche.

Como é que estamos a julgar a objectificação das mulheres se muitas delas tomam medidas conscientes nesse sentido e se a separamos da objectificação dos homens? Não. De onde é que vêm estes double standards? Não podemos ser preto ou branco, a maior parte da vida é vivida no cinzento.

Estes são os padrões da sociedade com que vivemos hoje: o que vende são os bebés, os gatinhos e o sexo. Quer gostes ou não, se vives em sociedade tens de te adaptar a ela, não podes alterar só as pedras que tu achas que te estão a atrapalhar a ti.

A igualdade é quando dá jeito, vol. 2

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Vai decorrer na próxima segunda-feira, 12 de Fevereiro, um evento sexista que não devia ter lugar em [Ano Actual]™. Não, não é uma reunião de violadores. É só mais um evento com Desconto Patareca: Resonate Lisbon.

Resonate
O famoso pussy pass

73% de desconto vagina, porque igualdade. Naturalmente, O Patriarca contactou os CIGanos.

Exmos. Senhores

Apesar da infrutividade da minha denúncia a esta comissão sobre o passado WebSummit, venho por este meio novamente contactar-vos para denunciar um abuso semelhante.

Conforme vem relatado nesta notícia:

https://www.dezeen.com/2018/02/06/women-offered-70-per-cent-discount-tickets-resonate-architecture-conference-event-lisbon-maat-museum-portugal/

e se pode constatar no site do evento:

https://www.resite.org/events/resonate-lisbon

Na próxima semana, mais concretamente no dia 12-02-2018, terá lugar em lisboa, no MAAT, um evento internacional destinado a arquitectos e designers, que ostensiva e intencionalmente leva a cabo uma discriminação de género a coberto de intenções de “igualdade”, oferecendo um desconto na entrada de 160€ (73% do valor) a mulheres.

Gostaria de saber qual a vossa posição relativamente a este assunto, e se as medidas a tomar serão semelhantes ao último contacto, nomeadamente o envio de um email inócuo e sem qualquer seguimento, permitindo a manutenção impune destas práticas.

Acompanhamos como sempre a situação em

atavolaredonda.com

Cumprimentos

Tal como da última vez, O Patriarca não tem qualquer expectativa de que estas queixas dêem frutos. Nem o pretende queixar-se, ou recrutar leitores para activismos masculinos. Isso são coisas de mulheres.

O objectivo destes posts é e será sempre o objectivo geral deste blog – melhorar a vida do leitor. Neste caso, abrindo-lhe os olhos, para que quando em algum momento da sua vidas se sintam tentados a dar uma abébia a uma mulher, em prejuízo próprio… Pensem duas vezes. É uma reacção com raízes no nosso natural instinto protector, amplificada pelo complexo de culpa que permantentemente se tenta inculcar nos homens. E no contexto actual, completamente desajustada. As mulheres que se façam à vida. Não é que lhes falte ajuda.

A moda não está na moda

Uma mulher que critica padrões de beleza alheios é inevitavelmente invejosa, aldrabona e hipócrita. Se quiser que eu a leve a sério terá de me garantir que nunca usufruiu da sua beleza para fins pessoais, nunca se aproveitou do interesse alheio em benefício próprio, nunca aceitou uma bebida de um estranho, nunca ascendeu socialmente à conta da sensualidade e que não julga o candidato alheio através da estética; Em suma, terá de me garantir que é um gajo

Namorei na minha juventude com algumas modelos (fotográficas, as mulheres altas não me atraem) que reportaram horrores sobre as parcas condições desse “trabalho”: pagamentos em atraso, carências documentais, sessões que começavam às cinco da manhã e acabavam depois do sol se pôr. Falta global de profissionalismo. Duma outra namorada, ouvi as crónicas dum ex seu, também modelo, e de um mundo tenebroso que envolve crianças com 10 anos – rapazes e raparigas – e “produtores de moda”, “managers”, operacionais da ciência fotográfica e escumalha afins, mais pedófilos do que uma comissão parlamentar do PS; droga, chantagem muito sexo. O mundo da moda parece-se com a Casa Pia? Talvez. Mas a mais representativa é a história de John Casablancas, pai do vocalista dos The Strokes e sujeito que competia em creepyness com Eduardo Ferro Rodrigues.

Paris, 1972. Um descendente de latinos deslocado – casado com uma ex-modelo post-wall – e o seu sócio Alain Kitter, ambos presumivelmente falidos, cruzam-se nos campos Elísios com uma rapariga especialmente bonita em quem reparam simultaneamente. Ela tem apenas catorze anos. À altura, as colecções das grandes marcas eram apresentadas por mulheres do Leste além-muro e a sua remuneração era protelada ao esquecimento, utilizando a ilegalidade da sua presença na cidade das Luzes como trela silenciadora. Mais, o foco incidia sobre a indumentária, ignorando liminarmente as manequins. Realidades que a epopeia dos dois finórios viria a alterar

A beleza intocada da infanta catorzinha inspirou à questão: Porquê, despiciendo a fisionomia dos seus melhores anos, esperar pela entrada duma jovem na vida profissional? Por nada. Por isso, já nos trintas e quais predadores, Kitter e Casablanca começaram a cruzar as ruas Lutecianas em busca de crianças, convidando-as a ingressar na novíssima “Elite Model” fundada pelo par. Ademais representar os direitos legais das miúdas, cujo labor intermediavam junto dos designers, a Elite acompanhava o seu crescimento, movendo o foco da indústria entre as vestes e as figurinas, pois enquanto os catálogos cambiavam de ano para ano e as marcas se sucediam entre contractos e tropelias, as raparigas ficavam.

Criaram assim o conceito de supermodelo e o resto é história: a Elite expandiu pelo mundo, os seus mentores enriqueceram e Julian Casablanca – perturbado por um Pai que aos 41 anos namorava uma rapariga de 15 – espantou os seus fantasmas de crescimento exibindo repetidamente o pénis em público, nos concertos que deu pelo mundo à cabeça de um quinteto prodigioso.

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Sou Fã

Sara Sampaio foi minha contemporânea na faculdade de ciências enquanto pretendente ao diploma mais fácil que a escola facultava. Não o obteve. Outras milhares de raparigas mais dotadas, mais esforçadas, perante formações mais complexas, cumpriram-nas com distinção e mérito, distinção e mérito que não são remunerados. Falo de raparigas quem, com um microfone à frente, conseguiriam elaborar uma declaração mais erudita do que “Já perdi a conta das vezes que me mandaram ir comer um hambúrguer, me chamaram anorética, esqueleto, etc”. Além do manuseamento do microfone, a remuneração da jovem inclui um segmento em numerário e as valias adjacentes à sua situação videira – aqui está um ser humano que nunca foi experimentou uma rejeição nem nunca teve de pagar um jantar. Fama, dinheiro, aceitação. A troco do quê?

Como estes fenómenos geram celeuma, ou – em retardadês – buzz, uma Feminista badocha – fotografada com asinhas nas costas para o instagram e com um hashtag – autointitulou-se integrante do concurso. Algo que equipara a sua sanidade mental à de um sem-abrigo que vive no meu bairro e que está convencido que é o D. Afonso Henriques – se se fizer fotografar em Guimarães assinando um papel amachucado com as palavras “TRATADO DE ZAMORA” nele inscritas, o amalucado há-de ter buzz. É claro que podemos dizer à feminista badocha para ter cuidado com a alimentação e fazer exercício físico recordando-a que, tal como os homossexuais, só continuará a ser gorda enquanto o quiser ser; é claro que nestes dias de indignação, é mais fácil mimetizar o espectáculo em versão obesa do que questioná-lo. Substituam “obesa” por “preta”, “fufa” ou “traveca” e fujam a sete pés de espectáculos de merda moda.

Já sabemos que as passerelles são reservadas a mulheres cuja dieta alimentar compete quantitativamente com a da Somália – talvez assim se explique porque existem tantas modelos Venezuelanas. Mas um espectáculo análogo com mulheres cuja alimentação compete quantitativamente com a de um mastodonte Brasileiro – explicando porque não existe nenhuma destas em África – só implica cessar a relação das modelos com nutricionistas ou personal trainers e integrá-las ao invés na Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular, junto da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, da Associação Protectora de Diabéticos de Portugal, da Sociedade Protectora dos Animais e, claro, achar um bom fornecedor de rações.

Ai és tão linda/pareces uma sereia/metade mulher/metade baleia

Em suma, como não se resolve o problema da falta de liberdade cambiando uma ditadura fascista por outra de sentido inverso, não se resolve o ónus sociocultural da veneração da beleza física, venerando a morbidez grotesca. Equiparar a mulher a uma boneca erótica é tão imbecil (mesmo que mais saudável) comos equipará-la a um boneco da Michellin. Por essa razão a resolução adequada é ignorar o buzz: não acompanhar estilistas, não seguir modelos, não ler pasquins online que os mencionem. A única forma de bater a economia de atenção é saltar fora.

Sempre que desdenho a importância da beleza feminina sou criticado pelos meus pares, nomeadamente PUA’s, que evidenciam que só as feministas badochas nos querem obrigar a olhá-las como se já tivessem perdido calorias suficientes para abastecer a EDP por um ano. Mas deixem-me regressar ao exemplo da tentativa de bióloga falhada para explicar a minha tese: Porque razão remuneramos Sara Sampaio com mais do que os benefícios que colhe da sua beleza natural? Depois da segunda vaga de feministas ter exigido equidade e justiça laboral, as mulheres que exigiram ser remuneradas pela sua produtividade em vez de pela sua fertilidade, vêem-se remuneradas pela segunda pelos moldes da primeira, equiparando a detenção de beleza a uma profissão assalariada. Claro que houve mulheres quem abdicaram em absoluto da fertilidade para serem apenas produtivas, mas enquanto a larga maioria preferia não ter de fazer nenhum para poder viver, as mulheres que já detém o monopólio da reprodução, competem com vantagem o homem no mercado laboral. E a vantagem é precisamente a beleza – ao ponto de fazerem, como Sara Sampaio, desta a sua única forma de sustento.

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Alguns amigos também acusam a depreciação da beleza como uma forma de Socialismo que coage todos a fingirem que as mulheres são igualmente atraentes, apesar do executivo Socialista na CML utilizar anualmente uma parte choruda do erário camarário para co-financiar a Moda Lisboa, uma ocorrência que não só discrimina activamente as mulheres mediante a sua beleza, como – à semelhança do festival os rotos – Exclui uma parte significativa da população de o poderem frequentar. Mas ao mesmo tempo essa ideia – a de igualizar as mulheres sem dar crédito social ou financeiro às mais elegantes ou bonitas – nasceu pelo contrário numa parte do globo nada amiga das mulheres.

Porque era precisamente essa a ideia do profeta quando escreveu na Surah  “Dizei às tuas filhas e às mulheres dos crentes que fechai as suas indumentárias tapando-as pois é melhor ser reconhecido mas não incomodado. E [por isso] Deus será sempre perdoador, gentil”. Maomé conhecia a natureza da mulher que discrimina activamente a próxima conforme for ou não bela, percebendo que a única forma de a resguardar é ocultando-a. Porque a beleza deve ser resguardada aos seus maridos, as mulheres muçulmanas estão também interditadas de ocupar uma função laboral e os frutos que colhem da sua fertilidade (um bom marido, abonado e cortesão) compensam a ausência de produtividade . De facto o sistema é injusto – porque, ao contrário dos homens, estão inibidas de se sustentarem –  mas a diferenciação faz-se por completo: as mulheres têm o monopólio da fertilidade mas em contrapartida os homens têm o monopólio da produtividade.

Se as mulheres querem ser medidas como homens, todos os traços não-produtivos distintivos devem ser ignorados e uma mulher deve ser interditada de fintar o mercado laboral para ser remunerada sem produtividade. Se as mulheres querem ser medidas como mulheres, devemos expulsá-las do mercado de trabalho.