Carta Aberta a Ruth Manus

Ó minha puta: vai para o caralho. O Patriarca ainda não tinha decidido pegar contigo. Afinal de contas, ainda não eras uma quenga perniciosa; eras só uma brazuca cabeça de vento que escrevia umas merdas num jornal relativamente decente. E até tinhas piada ocasionalmente. Escrevias umas tonterias relativamente inofensivas. Representavas aquela espécie de feminismo light que tendemos a benevolentemente deixar passar, como uma birra de adolescente. E como até eras casada, e razoavelmente engraçada do ponto de vista estético, passavas por uma típica semi-conservadora ingénua que sofre de falta de regulação por parte de um marido demasiado permissivo (quiçá beta).

Mas agora passaste das marcas. Não há nada de light neste discurso de merda. Entraste na linha de pensamento do ninho das harpias e das marchas de galdérias a pedir que não me chames de querida.

E como pelo teu próprio discurso dispensas a benevolência do patriarcado, isto vai sem filtro.

Podes pegar nessa peida certamente demasiado grande por influência de genes ameríndios, e fazer a viagem transatlântica de volta para o basqueiro de onde vieste.

O Patriarca faz aqui uma pausa para notar que, para além do facto de ser brazuca, não é possível encontrar uma única foto que dê uma ideia de como é a bunda desta puta. Isto, ainda mais numa numa galdéria semi-famosa, só quer dizer uma coisa – tem o cagueiro como um comboio de mercadorias. Mentira, O Patriarca encontrou uma foto que permite fazer uma estimativa. Guardou-a para efeito dramático.

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Nem penses que te vamos publicitar livros, badocha!

As cortinas da sala d’O Patriarca têm menos pano que isto – e ocupam a parede inteira! Estereótipo confirmado – traseiro de petroleiro.

Adiante. Esse feminismo radical pode já ter pegado de estaca nesse pardieiro a que chamas pátria, mas certamente não é bem vindo em Portugal, nem vindo de nativas, quanto mais saído de uma cadela colonizada que tem o desplante de dizer que a língua que assassina cada vez que abre a boca para cuspir asneiras com sotaque amazónico é “Português do brasil”.

Para começar porque é uma conversa de merda. Não só como muito bem ressalvaram vários leitores nos comentários a expressão “meu anjo” (e já agora, “meu bem”, excepto na canção Beta do século do Salvador Sobral) é pouco utilizada em Portugal. Também o trato condescendente, ao contrário do que imaginam todas as feminazis do alto do seu solipsismo, não aflige exclusivamente mulheres. Qualquer homem relativamente jovem que interaja com senhoras de meia idade para cima rapidamente se habitua a ser tratado por “meu querido” e “meu filho”. Mas lá está, as mulheres queixam-se, os homens lidam.

Depois, é de ir às lágrimas ler uma desmiolada que não tem a mínima noção de que só lhe é permitido, como imigrante quase acabada de aterrar, ter uma coluna semanal num dos principais jornais nacionais e fazer as críticas que faz ao comportamento e costumes dos locais, porque é vista como uma miúda inofensiva com, lá está, cara de anjo. Não percebes que é o machismo carinhoso de que te estás a queixar que te salva de que se te tenha dado rapidamente o tratamento que merecias, que era na melhor das hipóteses um banho de alcatrão e penas.

Uma rameira como tu ter o desplante de pensar que se em vez de umas melenas loiras e umas tetas empertigadas tivesse voz grossa e barba rija teria qualquer hipótese de assinar esta fútil crónica, ainda por cima num dos jornais menos vermelhos cá do burgo, e em vez de mostrar alguma gratidão vestir o macacão marxista e tentar o MeToo em terras de macho latino, só mostra uma coisa. Que está na altura de acabar de vez com o machismo carinhoso e reinstituir o Patriarcado.

Enfim, reza para o teu marido encontrar este artigo. Se o beta que pôs um anel nisso alguma vez ler estas palavras, pode ajudar a salvar o mundo começando pela própria casa. Se controlasse a mulher como Deus manda talvez vos poupasse a estas vergonhas, e permitisse que lhe mantenhas o respeito. Em vez de lhe espetares um divórcio daqui a uns anos quando só o simples facto de pensares nele te fizer encarquilhar a buceta.

Estamos sob ataque

Três continentes. Cinco países. Pela Europa fora, nos USA e também no Sudoeste Asiático. Num prédio construído durante a guerra fria, perdido nas imediações dos montes Urais. Os sinais de alarme regressaram: tinha o meu facebook bloqueado e o mesmo acontecia com os meus amigos.

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Fizeram queixa de um post. Depois de outro e de um terceiro. As 24 horas ameaçavam um bloqueio de três dias a pessoas que, perdidos nos confins da terra, precisam destes instrumentos para comunicar e se orientarem.

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Ao autor material do post, ainda perguntaram se ele se arrependia ou se aceitava apagar, ou se queria justificar porque razão as suas palavras não deveriam ser listadas como ofensivas

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E tudo porque este filha da puta ditatorial não gosta que chamemos os bois e as vacas pelos nomes

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Não admito nenhum constrangimento do meu discurso. Não aceito condicionamentos linguísticos. Não admito censura. Não me tirarão a liberdade de expressão. Puta que os pariu a todos. Não me calam.

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A dívida pública é um logro, o feminismo é cancro e as pessoas transgénicas não existem: é uma doença mental

Bloqueiem isto, paneleiros

Quengas no ginásio

Toda a gente sabe que as mulheres vão para o ginásio exclusivamente para fazer exercício. E apenas para seu próprio bem estar. Não vão para se exibir, não vão para socializar, e sobretudo não vão de modo nenhum para flirtar. Os homens é que são uns porcos que só pensam em javardice e não respeitam o espaço das mulheres, microagredindo-as com violações visuais (O Patriarca jura que já ouviu esta) ou até mesmo chegando ao cúmulo de falar com elas.

Aliás, por isso é que há ginásios só de mulheres. Para as proteger do olhar masculino. O facto de nestes ginásios só estarem as gordas que menos risco correm de sofrer tais ultrajes é um mistério que ainda está por esclarecer. Assim como o facto de este atropelo à igualdade de género estar a salvo tanto dos CIGanos como dos activistas anti barbearias masculinas.

Mas falando de mistérios, chegamos ao maior de todos, que motivou a elaboração deste artigo:

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Calças de quenga ioga com renda!

Outro dia O Patriarca estava alegremente a rebentar com o leg press (não pode ser braços todos os dias) quando uma fulana bamboleando-se à sua frente lhe deu a conhecer em directo a existência desta aberração.

Vamos lá ver uma coisa.

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Juro que é confortavel!

As calças de ioga, com as inevitáveis patas de camelo tumescentes a chorar por liberdade, já estão a roçar o limite da negabilidade plausível. Todos sabemos que aquilo só serve para mostrar o cu e os papos de cona, e todos fingimos que acreditamos que é realmente aquele o equipamento que proporciona mais conforto à sua usuária.

Com isto já não resta desculpa. Se querias arejar as pernas ias de calções. Com estas rendas garantes que nenhum homem deixa de reparar que estás a exibir a peida. Ajam em conformidade, cavalheiros. Estas tipas só querem.

 

Comentário da semana – a patologia do século XXI

A propósito de mais uma berlaitada na peida da igualdade, o leitor Vincent comenta:

Isto é mesmo enjoativo.
Vejam bem o cenário dantesco da moderna sociedade ocidental do séc XXI, e digam-me que isto vai acabar bem:

— desde a Idade da Pedra que os homens (masc) literalmente inventam tecnologia
— uma pessoa nasce em 1995 sem pénis (coitadinha, é deficiente)
— em 2018, sai da faculdade onde entrou com médias tiradas em 12 anos de ensino feminino
— hoje a coitadinha passa à frente dos homens em mais um certame tecnológico porque essa coitadinha e todas as coitadinhas antes dela (que têm muito a ver com ela) não tiveram o “privilégio” de tirar a humanidade das cavernas, matar bichos selvagens e a por em casas aquecidas com gatos fofinhos e telemóveis com IA embutida nos processadores ligada à net em todo o lado

Coitadinha daquela pessoa que em 1995 foi diagnosticada com a patologia do século, “sexo feminino”.

Pois não vai acabar bem, não. Aliás, O Patriarca subscreve a teoria de que grande parte da crise económica actual se deve à retirada de um número substancial de Betas do mercado (laboral, sexual, imobiliário, etc), precisamente por verem (consciente ou instintivamente) que as regras do jogo estão viciadas contra eles e concluírem que mais vale não jogar*.

O Patriarca gostava que a solução passasse por aprendermos a funcionar todos juntos de forma razoavelmente equilibrada, mas aposta mais num cenário de colapso civilizacional. Num cenário mais positivo, com uma reconstrução a partir de grupos resilientes; num cenário pior, com os mouros finalmente a tomarem conta desta merda toda.


* é uma conclusão lógica, embora O Patriarca não concorde com ela.

Paradoxos do Feminismo

Dele

I though it was absolutely comical when Fifty shades of grey came out, I just thought that was insanely comical that at the same time there’s this massive political demand for, like, radical equality and, say, with regards to sexual behaviour, and the fastest selling novel the world had ever seen was S and M domination, right? It’s like “oh well, we did know where the unconcious was going with that one, don’t we?” 
(…)
you have this crazy aliance between the feminists and the radical islamists that I just do not get, is like the feminists is like “why are they not protesting non-stop about saudi arabia” is just completely beyond me. Like I do not understand it in the least. And I wondered two, I just wondered, “bloody well, this is the freudian means, Is there an attraction, you know, is there an attraction that’s emerging amongst the female radicals for that totalitarian male dominance that they’ve chased out of the west?
(…)
As the demand for egalitarianism and the erradication of masculinity accelerates, there’s going to be a longing in the unconsicous for the precise opposite of that. The more you scream for equality, the more your unconscious is going to admire dominance

 

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Web Summit, lá vamos nós outra vez

Perante o silêncio ensurdecedor dos CIGanos, o Web Summit avança novamente em 2018 com o Desconto Patareca.

Para o evento em Portugal vão estar disponíveis 10 mil bilhetes que só podem ser comprados por mulheres, havendo ainda a possibilidade de ganhar um desconto de 765 euros no preço da entrada da feira de tecnologia se recomendar duas amigas.


P. S. Mail enviado para os CIGanos:

Boa tarde

Na sequência do contacto feito previamente (ep108873r), do qual não houve uma resolução satisfatória, vimos mais uma vez por este meio denunciar o Web Summit, que se prepara novamente para oferecer um desconto de 90% exclusivo para mulheres, numa clara violação dos princípios de igualdade de género, com a agravante de se tratar de um evento internacional de grande visibilidade.

Fonte:
https://web.archive.org/web/20180721103247/https://tek.sapo.pt/extras/site-do-dia/artigos/women-in-tech-web-summit-volta-a-reservar-bilhetes-so-para-mulheres

Gostaríamos de saber quais as medidas que a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género pretende tomar relativamente a este assunto.

A reincidência nesta prática e o silêncio da Comissão contrastam com a celeridade com que actuou em situações passadas muito menos importantes e flagrantes.

Não é que n’A Távola Redonda tenhamos dúvidas de que a CIG tem uma agenda que nada tem a ver com a igualdade, mas pretendemos que o público em geral tenha noção disso.

No altamente improvável cenário de estarmos equivocados, seria positivo que abordassem esta questão de forma mais incisiva do que no ano passado.

Cumprimentos,
O Patriarca

atavolaredonda.com