Estamos no Minds

Nos comentários ao post Estamos sob ataque, o leitor Mario Figueiredo disse o seguinte:

Não uso o GAB, precisamente por causa da censura externa de que é alvo. O sistema está completamente dependente da plataforma Azure e a Microsoft já ameaçou antes fechar a conta. O problema é que não adianta potenciar tecnologia freespeech, quando estamos a pagar renda ao politicamente correcto.

O Minds depende apenas de si. Substitui o Facebook e o Twitter, permitindo também a monetização de conteúdos. A par do GAB, tem sido um alvo preferencial de dissidentes do YouTube e Facebook, porque combate a censura, violações à privacidade e os mecanismos tradicionais de recolha de informação usados pelas redes sociais.

Vale a pena investigar também.

O Patriarca investigou, a plataforma parece prometedora.

Já temos conta, podem subscrever-nos em @atavolaredondaoficial.

Vamos marcando presença no Gab, também – @atavolaredonda

Veremos o que nos reserva o futuro.

Quengas no ginásio

Toda a gente sabe que as mulheres vão para o ginásio exclusivamente para fazer exercício. E apenas para seu próprio bem estar. Não vão para se exibir, não vão para socializar, e sobretudo não vão de modo nenhum para flirtar. Os homens é que são uns porcos que só pensam em javardice e não respeitam o espaço das mulheres, microagredindo-as com violações visuais (O Patriarca jura que já ouviu esta) ou até mesmo chegando ao cúmulo de falar com elas.

Aliás, por isso é que há ginásios só de mulheres. Para as proteger do olhar masculino. O facto de nestes ginásios só estarem as gordas que menos risco correm de sofrer tais ultrajes é um mistério que ainda está por esclarecer. Assim como o facto de este atropelo à igualdade de género estar a salvo tanto dos CIGanos como dos activistas anti barbearias masculinas.

Mas falando de mistérios, chegamos ao maior de todos, que motivou a elaboração deste artigo:

2017-New-Hot-Women-s-Black-Lace-Yoga-Leggings-Flower-Slim-Fit-Workout-Tights-GYM-Clothes
Calças de quenga ioga com renda!

Outro dia O Patriarca estava alegremente a rebentar com o leg press (não pode ser braços todos os dias) quando uma fulana bamboleando-se à sua frente lhe deu a conhecer em directo a existência desta aberração.

Vamos lá ver uma coisa.

cameltoe
Juro que é confortavel!

As calças de ioga, com as inevitáveis patas de camelo tumescentes a chorar por liberdade, já estão a roçar o limite da negabilidade plausível. Todos sabemos que aquilo só serve para mostrar o cu e os papos de cona, e todos fingimos que acreditamos que é realmente aquele o equipamento que proporciona mais conforto à sua usuária.

Com isto já não resta desculpa. Se querias arejar as pernas ias de calções. Com estas rendas garantes que nenhum homem deixa de reparar que estás a exibir a peida. Ajam em conformidade, cavalheiros. Estas tipas só querem.

 

Comentário da semana – a patologia do século XXI

A propósito de mais uma berlaitada na peida da igualdade, o leitor Vincent comenta:

Isto é mesmo enjoativo.
Vejam bem o cenário dantesco da moderna sociedade ocidental do séc XXI, e digam-me que isto vai acabar bem:

— desde a Idade da Pedra que os homens (masc) literalmente inventam tecnologia
— uma pessoa nasce em 1995 sem pénis (coitadinha, é deficiente)
— em 2018, sai da faculdade onde entrou com médias tiradas em 12 anos de ensino feminino
— hoje a coitadinha passa à frente dos homens em mais um certame tecnológico porque essa coitadinha e todas as coitadinhas antes dela (que têm muito a ver com ela) não tiveram o “privilégio” de tirar a humanidade das cavernas, matar bichos selvagens e a por em casas aquecidas com gatos fofinhos e telemóveis com IA embutida nos processadores ligada à net em todo o lado

Coitadinha daquela pessoa que em 1995 foi diagnosticada com a patologia do século, “sexo feminino”.

Pois não vai acabar bem, não. Aliás, O Patriarca subscreve a teoria de que grande parte da crise económica actual se deve à retirada de um número substancial de Betas do mercado (laboral, sexual, imobiliário, etc), precisamente por verem (consciente ou instintivamente) que as regras do jogo estão viciadas contra eles e concluírem que mais vale não jogar*.

O Patriarca gostava que a solução passasse por aprendermos a funcionar todos juntos de forma razoavelmente equilibrada, mas aposta mais num cenário de colapso civilizacional. Num cenário mais positivo, com uma reconstrução a partir de grupos resilientes; num cenário pior, com os mouros finalmente a tomarem conta desta merda toda.


* é uma conclusão lógica, embora O Patriarca não concorde com ela.

A precisão dos estereótipos é um dos maiores e mais replicáveis efeitos em toda a psicologia social

O Patriarca hoje tem mais que fazer do que desenvolver este tema. Mas fica aqui uma informação que já lhe andava a fazer comichão há algum tempo.

Stereotype accuracy is one of the largest and most replicable effects in all of social psychology.  Richard et al (2003) found that fewer than 5% of all effects in social psychology exceeded r’s of .50. In contrast, nearly all consensual stereotype accuracy correlations and about half of all personal stereotype accuracy correlations exceed .50.

O artigo original e a versão arquivada. Não vá isto seguir o caminho do artigo do OK Cupid que demonstrava que as mulheres consideram 80% dos homens “abaixo da média”. (Desafio – tentem encontrar esse. Não há problema, O Partiarca tem-no guardado). Outro artigo para outro dia. É o problema de ter um blog. Se O Patriarca partilhasse tudo o que tem para dizer, não tinha tempo de ir ao ginásio.


P.S. Alguém tem dúvidas de qual a nacionalidade representada na imagem?

Web Summit, lá vamos nós outra vez

Perante o silêncio ensurdecedor dos CIGanos, o Web Summit avança novamente em 2018 com o Desconto Patareca.

Para o evento em Portugal vão estar disponíveis 10 mil bilhetes que só podem ser comprados por mulheres, havendo ainda a possibilidade de ganhar um desconto de 765 euros no preço da entrada da feira de tecnologia se recomendar duas amigas.


P. S. Mail enviado para os CIGanos:

Boa tarde

Na sequência do contacto feito previamente (ep108873r), do qual não houve uma resolução satisfatória, vimos mais uma vez por este meio denunciar o Web Summit, que se prepara novamente para oferecer um desconto de 90% exclusivo para mulheres, numa clara violação dos princípios de igualdade de género, com a agravante de se tratar de um evento internacional de grande visibilidade.

Fonte:
https://web.archive.org/web/20180721103247/https://tek.sapo.pt/extras/site-do-dia/artigos/women-in-tech-web-summit-volta-a-reservar-bilhetes-so-para-mulheres

Gostaríamos de saber quais as medidas que a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género pretende tomar relativamente a este assunto.

A reincidência nesta prática e o silêncio da Comissão contrastam com a celeridade com que actuou em situações passadas muito menos importantes e flagrantes.

Não é que n’A Távola Redonda tenhamos dúvidas de que a CIG tem uma agenda que nada tem a ver com a igualdade, mas pretendemos que o público em geral tenha noção disso.

No altamente improvável cenário de estarmos equivocados, seria positivo que abordassem esta questão de forma mais incisiva do que no ano passado.

Cumprimentos,
O Patriarca

atavolaredonda.com

Chauvinista do mês #6 – Paulo Almeida

Nota prévia: relembrando que O Patriarca considera o feminismo o maior flagelo que assola a sociedade actual, é importante realçar que não há nada de pejorativo neste prémio. O Chauvinista do Mês é um galardão de honra que O Patriarca (e outros membros da Távola que assim o entendam) atribui a quem vê a realidade em geral, os choques culturais e as dinâmicas intersexuais tal como elas são, e tem os tomates de ferro necessários para, por palavras ou acções, apregoá-lo em público.

Muitos parabéns pelo vídeo a denunciar a chefe das harpias.

Touros, girafas e PANeleiros

O Patriarca não é particularmente fã de touradas, mas respeita enormemente os volumosos testículos daqueles que fazem hobby ou profissão da actividade de se confrontar fisicamente com um animal feroz de 600kgs.

No entanto, todas as actividades eminentemente masculinas, principalmente aquelas que estão mais em contacto com o nosso lado mais primitivo e selvagem, levam a esquerda aos arames.

Assim, a tauromaquia está mais uma vez debaixo de fogo, desta vez sob a liderança do PAN (as sapatonas e os comunas estão ocupadas a tentar desgovernar o país), o que não é de estranhar.

A esquerda (a actual, pelo menos) vive da negação da realidade e do mito da tabula rasa, pelo que uma arte que não se compadece com teorias igualitárias e em que um erro de casting pode acabar com uma cornada no bucho põe um importante problema. Não vemos, por exemplo, nenhuma campanha contra a gritante desigualdade de género nas lides. Isto apesar de haver apenas 2 mulheres em Portugal com alternativa de cavaleiras, não haver mulheres a fazer toureio a pé*,  e a palavra “forcado” não ter equivalente feminino. Não admira. A festa brava não acontece em confortáveis gabinetes com ar condicionado. O que é que vão fazer? Obrigar por decreto as mulheres a fazer fila para entrarem numa arena e enfrentar um bicho enraivecido de meia tonelada? Exigir que os pais metam as suas princesas em escolas de toureio enquanto os rapazes brincam com bonecas?

forcados
Um só forcado tem mais testosterona que todo o eleitorado do BE e do PAN junto.

Portanto só resta uma opção para combater a dissonância cognitiva: tentar proibir as touradas.

O resultado foi o óbvio e esperado chumbo, mas o sucesso não é o objectivo destes arruaceiros. Pretendem simplesmente agitar as hostes de imbecis como os que frequentam os acampamentos do BE para facilitar a insidiosa disseminação da doença mental de que padecem.

Coincidência ou não, na véspera da dissertação de Ribeiro e Castro sobre a Disneylei, surgiu o desenterrar de uma polémica com um ano. Mais uma actividade tipicamente masculina, a caça, desta vez com o plot twist de uma mulher a ser publicamente crucificada por a praticar. O que é que tínhamos dito aqui sobre a misoginia?

O facto de a caça, quando devidamente organizada, ser um adjuvante importante aos esforços de conservação ambiental, é algo que passa ao lado da manada do politicamente correcto. Que a girafa caçada fosse velha, fora da idade reprodutora, e andasse a matar girafas mais jovens** e a impedi-las de se reproduzir, é de uma ironia deliciosa.

girafa feminista
Deve ser feminista

A masculinidade é um alvo a abater. E O Patriarca, que já andava há vários anos com curiosidade em ir ver uma tourada, decidiu finalmente juntar esse agradável ao útil de refutar o disparatado argumento da falta de público (vamos acabar, para além dos PANeleiros, com o futebol distrital?).

A experiência foi no mínimo interessante. Imagine-se ir ver um jogo de futebol sem conhecer as regras. Aliás, se algum aficionado e/ou organizador ler isto, teria algum interesse distribuir no início do espectáculo um panfleto com uma breve explicação de algumas regras e tradições, quiçá uma ajuda importante para uma actividade que se quer defender dos ataques constantes e talvez até expandir-se.

O que é notório e que não transparece tanto na televisão é a proximidade entre a excelência e a catástrofe. É perfeitamente evidente a mestria na afinada coordenação entre o homem e o cavalo, e como uma hesitação pode acabar em atropelamento pela besta.

Por outro lado, o matador a pé enche a arena com uma imponência fascinante para quem gosta de estudar linguagem corporal. A compostura com que se mantém por longos períodos de tempo a escassos centímetros do touro é impressionante. E a fanfarronice que transparece deve fazer parte do arsenal de qualquer homem.

manzanares

Muito refrescante também a quantidade de crianças e jovens presentes e fascinados com o espectáculo, a contrastar com a bafienta imagem que os marxistas insistem em colar à tauromaquia. Bem como a educação e respeito pelas normas sociais.

O Patriarca não pode dizer que tenha ficado fã – a experiência foi demasiado breve e o desconhecimento dos rituais associados cria um certo alheamento – mas certamente não foi aborrecido e poderá ser para repetir. Há pontos de interesse claros. Aconselha os leitores d’A Távola Redonda a descobrir por si mesmos.


*A entrevistada queixa-se de misoginia, mas qualquer pessoa (homem ou mulher) que queira afirmar-se num meio competitivo enfrenta pressões semelhantes. A diferença é que os fortes aguentam. O filme Eu, Tonya, é um retrato interessante disso.

**O Observador continua com a mania irritante de traduzir à letra artigos do inglês sem se dar conta que bulls neste caso não são touros mas sim girafas macho.