Quem disse que ir às putas não era divertido? (II)

Depois do nosso bom Henry Chinasky ter trazido o mais popular texto do nosso blog das profundezas do Fórum GP, cabe-me partilhar o que seráo hipotético segundo lugar.

Tal como dito antes,

O gp-pt é um site onde putanheiros e confrades trocam ideias sobre as putas que visitaram ou pretendem visitar. Fazem-se análises das sessões, trocam-se informação sobre preços, características físicas, veracidade de fotos, respeito e simpatia das moças e claro sobre a qualidade do coito.

O Tópico privado: “Moscavide – Senhora Portuguesa – FUJAM” relata a deslocação de dois confrades a uma prostituta no leste Lisboeta (ou Sul Lourense, como preferirem).  O primeiro, horrorizado das primeiras impressões, não chega a usufruir dos serviços da casa.

 

Se virem um anuncio no CM referindo “Moscavide, senhora portuguesa meiga… por favor… FUJAM!

Ao telefone diz que tem 38 anos e fala “axim” mas suspeitei que tinha mais idade, mas levado pela curiosidade de encontrar uma xenhora lá de xima e pelo preço low-cost de 20€ fui ver o bicho…já que estava por perto de Moscavide.
O local é bastante estranho, entra-se por um portão onde dá a sensação que depois vou entrar numa garagem.
Ainda pensei, “porra… mas que merda de pardieiro é este!… que se lixe”. Toco, o portão range e da escuridão sai algo a dizer (humildemente e simpática) ” Entra meu querido, foi faxil darex com ixto?” … Assim que saio da escuridão e os primeiros raios de luz fracos lhe iluminam e as pupilas dos meus olhos ainda se esforçam para se focarem nela… Eu penso ” Credo, Nossa mãe, balha me Nossa Srª da Agonia… o que é Isto.”
Assim que eu me refaço do choque, a minha reação instintiva foi de dizer algo sem nexo, como “desculpa mas tenho que ir embora já, surgiu um imprevisto, até logo!” C’oorror! Coitada dos Ogres ao pé dela.[schock] É horrorosa. Ainda me enviou um SMS dizendo que não me queria ver mais… Os teus desejos serão cumpridos escrupulosamente, pensei cá para mim.
Melhor era ter ficado em casa a ver um filme de terror dos mais reles.

 

Mas o segundo, de nome skyporco, inadvertidamente arrisca

Ok, não sou esse tal confrade aventureiro.
Admito que não li o forum antes de lá ir.
Enfim, são erros que se pagam caro.

Ao telefone até me pareceu simpática.
Ao chegar ao local sou encaminhado por um local meio estranho, mais parecia uma garagem. Mas que se lixe. Quando a vi ainda pensei que se tratava da madame que me levaria à menina. Paguei 50€, ela pede-me para esperar 2 minutos.

Nem 2 minutos passaram e ela reaparece já meio despida. Fiquei chocado com o que vi e perguntei onde estava a menina. Ela riu-se, saltou para cima de mim, quase me partiu uma costela e mete a sua lingua toda na minha boca.

Ia vomitando…. só consegui que ela saise de cima e perguntei-lhe que merda era aquela, estava á espera de uma rapariga de 30 anos e não um camafeu de alguns 50 mais mal feita que a minha avó de 80. E peço-lhe o dinheiro de volta. Responde-me que já colocou o dinheiro no mealheiro e que quem tem a chave é o Rodrigo.

Mauuuuuuuuuu. Mas quem será esse Rodrigo? No mínimo intimida tal comentário. Vendo a minha cara e sendo ela certamente doida por caralho, ela opta por me acalmar e pede-me para fechar os olhos.

Tira-me as calças e começa a mamar. Epá, nos primeiros 30 segundos confesso que me soube bem e quase que me consegui abstrair do que se tinha passado antes e de quem estava a chupar-me, e ao começar e sentir uma certa erecção, a gaja passa-se e começa literalmente a comer-me a pila. Não é que tenha mordido ou magoado mas foi uma coisa tão violenta e descabida que tirou o prazer todo e a sensibilidade.

Peço-lhe para tirar dali a boca e ela pega num vibrador com alguns 30 cms, com aspecto de não ser lavado há mais de 5 anos e mete na boca como se não houvesse amanha, e depois na rata e depois no cu e depois na boca e eu ali especado a ver aquele espectaculo. Adorava ter visto a minha casa ao espelho….

Pede-me para eu me meter de 4. Diz-me que me quer lamber o cu. Estava tão drogado que acedi. E ai sim…. Ai ela foi divinal. Senti a lingua dela uns bons 5 cm dentro de mim. Peço desculpa aos mais sensiveis ou aos que não curtem botão de rosas mas aquilo foi bom demais.

E foi assim que ela me convenceu a continuar ali.
E é quando tudo descamba para o nível de merda. Literalmente merda.

Mete-se ela de 4 e diz-me: “lambe-me e enrraba-me cabrão”

A visão era medonha mas o botão que ela me fez colocou-me com o pau em riste embora não me sentisse excitado… estranho eu sei.

Não lhe lambi o rabo (graças a Deus) e pedi-lhe um preservativo ao que ela responde, enrraba-me assim mesmo. Recusei claro e ela lá arranjou um preservativo mas ai já estava com cara de poucos amigos.

Meto o preservativo e num só golpe enfio tudo pelo cu adentro. Entrou como faca em manteiga mas depois ela apertou só ela saberá como. Ao fim de 5 bombadas (que até estavam a saber quem nem ginjas apesar da visão medonha que tinha à minha frente) começo a sentir um cheiro inacreditável. Era mau demais. Nauseabundo, pareciam ovos podres. Epá já fodi muita gaja e por vezes vem um cheiro menos agradável, ok, mas aquilo era de acordar os mortos.

Tentei respirar fundo usando a minha tshirt como filtro mas de pouco adiantou, tentei dar mais umas bombadas a ver se me vinha para bazar dali para fora mas ao fim de 1 minuto nem tanto, com ela a gemer que nem uma égua a dar á luz, saquei o meu pau dali e recuei de imediato.

O que se passou a seguir será algo que nunca esquecerei. Ainda estava a recuar e ela de 4 a cagar-se toda no colchão. E não, não foi um acidente em que um bocadinho de cócó caiu depois de sexo anal. Ela fez aquilo com prazer. Simplesmente limpou a tripa toda em cima da sua própria cama enquanto gemia de prazer.

Não disse mais palavra nenhuma, tirei a camisinha da pila com a ajuda de um dodot, vesti-me em meio minuto e bazei dali para fora. Sentei-me no carro e fiquei ali uns bons minutos a tentar perceber porque lá tinha ido, porque tinha ficado e o que tinha acontecido.

Nem que me dessem 50€ eu aceitaria ver aquele espectaculo.

 

Num comentário adiante, explica em detalhe:

Respondendo directamente ao confrade zapater e à sua curiosidade: a mulher / gp / coisa no momento da “explosão” estava e manteve-se sempre de 4. Mal eu retirei o meu pobre pau daquele buraco nojento, ou um segundo depois, ela começa a borrar-se toda em cima da sua própria cama. Durante esse, chamemos-lhe, processo, que terá demorado seguramente meio minuto, ela cagou tudo o que tinha para cagar, limpou a tripa toda como qualquer um de nós faz numa sanita, ao mesmo tempo que grunhia qualquer coisa. Não dava para perceber o que dizia mas estava claramente a ter prazer, não diria que se estava a vir, mas estava a curtir aquilo. E de que maneira. No fundo… alivou-se.

Eu apenas me vesti e observei aquela cena mais ou menos olhando de lado tentando não vomitar. Que eu tenha visto, ela não saiu daquela posição até eu sair da pocilga.

Não lhe disse nada, não reclamei, só bazei.

O que fez depois com aquilo não sei nem quero saber. :smt087

 

Como um dos participantes do fórum explicou, “é para isto que sou putanheiro”

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Aquilo que toda a gente pensa sobre a violência doméstica mas ninguém tem coragem para assumir

“Nem todas as mulheres gostam de apanhar, apenas as normais” – Nelson Rodrigues

A fotografia acima exibida pertence ao casal noticiado pelo Observador, exibido no vídeo da TVI24 (parcialmente censurado) e também no Correio da Manhã (sem censura). Na caixa de comentários, considerada a localização onde a gravação amadora foi realizada, um leitor assume tratar-se  do “típico subsidiodependente”. Na verdade, o rapaz que tentou asfixiar a mãe de dois dos seus três filhos grávida de 9 meses do 4º por estar embriagado à hora de almoço, é ex-aluno do Colégio Valsassina, corredor de karts, proprietário de um Ferrari desde os 18 anos e filho de um multimilionário com segurança particular quem se diz ter enriquecido a vender cocaína. Mas não é esse o ponto.

Acabada de parir pela 3ª vez em virtude da agressão, a psicóloga clínica do Hospital de Santa Maria já apresentara várias queixas no passado por violência doméstica e maus tratos contra o companheiro com quem vive e que, desde novo, era afamado por afiambrar na cara das múltiplas parceiras que nunca lhe faltaram. Sou o primeiro a declarar que me horroriza a violência e o tratamento a que esta senhora (sim, eu vejo rugas) tem sido sujeita. Acho desumano que alguém seja tratado deste modo, sobretudo ao longo de um período delicado como o da gravidez nas suas fases finais*. É obviamente necessário combater a violência doméstica e apurar e estigmatizar os culpados pela mesma. E de quem é a culpa das várias agressões de que a Drª foi alvo e a podem mesmo vitimar, caso não recupere dos danos que lhe foram infligidos? Obviamente, é dela.

O Sócrates é um conas

Na sua primeira encarnação governativa quando quis ser o Justin Trudeau Europeu, o presidiário nº 44 do estabelecimento prisional de Évora criminalizou a violência doméstica na revisão do código penal que realizou sob a forma da lei 59 de 2007. Inédito, no artigo 152º, o governante determina ” Quem, de modo reiterado ou não, infligir maus tratos físicos ou psíquicos, incluindo castigos corporais, privações da liberdade e ofensas sexuais a) Ao cônjuge ou ex-cônjuge; b) A pessoa de outro ou do mesmo sexo com quem o agente mantenha ou tenha mantido uma relação análoga à dos cônjuges, ainda que sem coabitação;” está metido num molho de brócolos. Desde então, dos dias em que eu podia ter sexo e não genero, a lei foi atualizada para contemplar a “relação de namoro”, uma “pena acessória de proibição de contacto com a vítima (que) deve incluir o afastamento da residência ou do local de trabalho desta e o seu cumprimento deve ser fiscalizado por meios técnicos de controlo à distância” e a difusão “através da Internet ou de outros meios de difusão pública generalizada, dados pessoais, designadamente imagem ou som, relativos à intimidade da vida privada de uma das vítimas sem o seu consentimento”; Transformaram-se ainda os procedimentos para garantir especial “celeridade processual”, outorgar “medidas de protecção à vítima”, aplicar “medidas de coacção urgentes” que incluem não permitir o suspeito de “permanecer na residência onde o crime tenha sido cometido ou onde habite a vítima” e registo em “Base de dados da violência doméstica

O Código de Processo Penal recomenda inclusive ao Ministério Público que promova  a nível de Distrito Judicial, DIAP, círculo judicial ou comarca, o desenvolvimento de parcerias, formas de articulação e canais de comunicação (…) com a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, (…) e as instituições de solidariedade social cuja atividade incida sobre agressores ou vítimas ou sobre qualquer vertente relevante para a compreensão e intervenção nas situações de violência doméstica, tendo em vista o apoio à definição e à execução das injunções e regras de conduta. Nas fichas entregues às forças de segurança, encontramos questões mui imparciais como “Acredita que o ofensor a seja capaz de matar ou mandar matar (está convictA – homens não podem ser vítimas – de que ele seja mesmo capaz?) ou “A Vítima está grávida ou teve um bebé nos últimos 18 meses“.

Dois anos depois,fez-se aprovar a lei 112/2009 que cria a «Rede nacional de apoio às vítimas de violência doméstica» e aplica “medidas de coacção urgentes”, no prazo de 48 horas, expulsando nomeadamente os “agressores” das suas próprias residências e impedindo-os de “contactar com a vítima, com determinadas pessoas ou frequentar certos lugares ou certos meios”, “mesmo nos casos em que a vítima tenha abandonado a residência”. À vítima, a lei presta “Apoio Financeiro”, força a “Cooperação das entidades empregadoras”, para efeitos de transferência, “suspensão do contracto de trabalho” ou justificação de faltas; Ao “apoio ao arrendamento”, “atribuição de fogo social”, “Rendimento Social de Inserção”, “Abono de família”, “Tratamento clínico”, “Isenção de taxas moderadoras”, “assegurada prioridade no acesso às ofertas de emprego, à integração em programas de formação profissional ou em qualquer outra medida ativa de emprego”, ” prioridade no atendimento nos centros de emprego e centros de emprego e formação profissional do Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. (IEFP, I. P.,)” e gratuitidade de tudo isto. Além de uma infinidade de estruturas apoio todas pagas pelo Zé povinho, o documento também cria os CIGanos**

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O Patriarca é um génio

Paralela aos trabalhos legislativos, a magistratura – liderada por uma especialista nestas merdas – coordenou-se para auto-atribuir, a alguns magistrados, a especialização na temática. Movida pela convenção de Istambul, congregação de juristas dedicada às temáticas da “Violência Doméstica, maus-tratos e contra a autodeterminação sexual” num país onde há algumas semanas as autoridades desmembraram um jornalista, a PGR “impõe que na investigação de tais ilícitos, o ministério público adopte na sua estrutura organizativa por forma a responder adequada e cabalmente às aludidas exigências”. Assim, contrariando o estipulado pelas normas judiciais em qualquer país civilizado no mundo, ao invés de sorteados, “os inquéritos referentes aos fenómenos criminais de violência doméstica, maus-tratos e/ou contra a autodeterminação sexual devem ser atribuídos a secções especializadas ou a magistrados específicos”.

Entretanto o crime evoluiu para Violência de Género, um termo onde a única palavra que existe no mundo real é a conjunção. Tem um observatório e um centro de Estudos na FCSH. Mas ignora duas informações tremendamente importantes sobre esta tipologia criminosa: mais de um terço se resume a maus tratos psíquicos*** (seja isso o que quer que seja) e  que a violência relacional é estatisticamente muito mais prevalente (alcançando os 26 %) na comunidade homossexual. Ou seja, quando a sua modalidade relacional foi liberada, na verdade, permitimos que um quarto da comunidade fosse violentada por membros da própria comunidade, nomeadamente através do Outing que pode ter como objectivo garantir o despedimento ou a remoção da custódia parental. Se tudo isto não bastasse, face a mais de 30 abrigos em todo o país para acolher mulheres, existe apenas um para acolher homens.

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As condições podiam ser melhores

Um crime que não existe

Agrada-me viver num país seguro onde as estatísticas criminais são francamente reduzidas (porque ainda não começamos a importar criminosos). O Estudo Avaliativo sobre o Grau de Satisfação de Utentes da Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica é uma irrelevância estatística, com 1.4 queixas a cada mil pessoas em seis meses no distrito mais problemático (Lisboa). Piora se pensarmos que as queixas podem ter a mesma protagonista tal como a jovem do texto (que se queixa várias vezes) , ou que algumas destas queixas podem ter na sua origem (segundo relatam os sociólogos do ISCTE) “o sentir medo pela sua vida e segurança pessoal” – a percepção,  feeling, aquilo que alimenta as capas de revistas cor-de-rosa e tem muito pouca substância.

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Continuamos consigo Excelentíssimo Senhor Professor

Mas desde que estas leis foram aprovadas, o país tornou-se mais perigoso. Para mim. Ou para um ciclista nos quarentas com quem travei amizade recente e que me contara como num dos seus treinos, na margem sul, se cruzara com uma ex-namorada a quem dera um soft next cordial por estar farto dela. A miúda estava acompanhada pela procuradora distrital de Setúbal de quem é amiga. Nenhuma das mulheres lhe falou e um par de quilómetros adiante foi detido pela GNR, sob o pretexto da violência doméstica. Resultado: multa, cadastro, e a proibição de continuar a realizar os seus treinos naquele circuito.

Uma lei que menoriza as mulheres

Os crimes de agressão, ameaça ou injúria são crimes privados. Significa que se eu bater nalguém, intimido alguém ou insulto, posso ser posto em tribunal se a vítima apresentar uma queixa, nomear um advogado e me colocar um processo. Enquadrados sob a bitola da Violência Doméstica, estes crimes cometidos contra uma entidade tipidificada (é mulher) passam a ser julgados pelo ministério público, sem que as agredidas (ameaçadas, injuriadas) se constituam noutro papel que não o de assistente. São observadoras passivas num processo que é montado não no sentido de fazer prevalecer a justiça, mas para agredir o agressor.

Não lhes é dada qualquer escolha sobre um processo que gira em seu torno. Não lhe dão inicio nem lhes é permitido terminar. A sua vontade, numa matéria desenhada por feministas radicais, é radicalmente ignorada. Aos olhos da justiça, mesmo num contexto factual, as mulheres, vítimas, o seu depoimento e intenção, são um pequeno pormenor face à prioridade de inculpar os homens com tanta agressividade quanto possível. Não têm voto na matéria.

Já sei que estas agressões, apreciadas à luz do crime privado, jamais seriam julgadas. A justiça jamais interviria no caso de um furto sem denuncia, ou de um dano patrimonial sem reporte. E então? Mais: Dizem os “especialistas” que as mulheres como a agredida não se emancipam por causa do wage gap. Mas o wage gap é a última das mentiras usadas para justificar o injustificável. Alvos de violência doméstica e de violação matrimonial mulheres sem educação nem autonomia financeira sujeitavam-se aos maus tratos onde a alternativa era a miséria. O mundo mudou e evoluiu. Há mais mulheres no Ensino Superior do que homens, há mais mulheres jovens no mercado laboral e a ganhar mais (Ben Shapiro e Milo têm-no demonstrado, googlem). Aqui, temos uma mulher formada numa das melhores escolas do país, a trabalhar no melhor hospital do país, com mais formação académica e meios de fortuna pessoal do que o conjugue. Porque é que leva na cara****? Porque quer.

É do entender público que a mão do estado existe para fazer cumprir a vontade dos cidadãos. E a das cidadãs?

Nem todos os homens batem em mulheres, só os anormais

Nunca conheci um homem agressivo, com propensão para agredir mulheres mas carente de mulheres a quem agredir. Conheço todavia centenas de homens, preenchidos por desejos sexuais e demasiado solitários para encontrar quem os satisfaça. Como qualquer pessoa civilizada, respeito o desejo sexual alheio e repúdio o desejo de violência. As mulheres que se recusam a dormir com rapazes pacatos mas aceitam ser violentadas por homens agressivos, não são responsáveis pela sua situação? Não são elas cúmplices da fenomenologia estrutural da violência doméstica?

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Se o Luís tivesse sido rejeitado e deixado pela primeira mulher a quem levantou a mão, teria cambiado o seu comportamento. Assim não foi. Essa primeira mulher – e as muitas (muitas) que se seguiram – também são responsáveis pela situação reportada. E a inevitável atracção por este tipo de homens tem de ser responsabilizada, como as mulheres que regressam inevitavelmente para os seus agressores, têm de ser responsabilizadas pelas suas escolhas – Não só pela escolha de permanecer sob maus tratos, mas como de optar por um tratante em vez de um tipo educado e amável. Lamentando profundamente a ocorrência, não deixo de denotar o ímpeto karmico na entrada desta rapariga no Hospital de Vila Franca, de placenta deslocada, depois de passar uma vida a ignorar qualquer um dos meus amigos virgens que nunca a trataria assim. Não tenho pena nenhuma.

Uma megera psiquiatra estrebuchou numa discussão comigo, que estas vítimas desenvolvem Síndrome de Estocolmo e se tornam clinicamente inimputáveis; O termo, cunhado por Jan Erik Olsson, foi estabelecido no assalto ao banco de  Norrmalmstorg Square onde quatro raptados fizeram a defesa cerrada dos raptores. Dos quatro, 3 (Birgitta Lundblad, Elisabeth Oldgren, Kristin Ehnmark) eram mulheres e todos os quatro exemplos de casos famosos que a wikipedia escolhe para exemplificar o fenomeno (Colleen Stan, Patty Hearst, Natascha Kampusch e Mary McElroy) também. A última cometeu suicídio acreditando que “Os meus quatro raptores são provavelmente as únicas pessoas que não me consideram uma tola”.

Podem-me falar que os InCels albergam ambas as situações: São carentes e violentos. Mas a sua violência parte da carência e não da abundância em que o Luís sempre viveu. É difícil, no entanto, determinar se a abundância do Luís lhe permitiu ser violento ou se o seu perfil violento lhe trouxe muitas mulheres. São discussões complexas e cheias de risco. O que sei é que podendo o rapaz pagar fianças, quedando-se em liberdade, acontecerá como nos raps que ouvíamos na adolescência, quando nos conhecemos.

É uma nasty bitch

Mas comigo não faz batota

Diz que me vai abandonar

Mas eu sei que ela volta

 

 

 

* Se a gravidez estivesse no inicio e a mulher abortasse espontaneamente por causa da agressão, podemos considerá-lo de facto um criminoso e não um clínico homeopata ao serviço do SNS?

** Existem ainda os artigos 77º a 80 º que são, no mínimo, assustadores

*** Há mais queixas por “Violação da obrigação de alimentos” do que por “Assédio”

**** Tecnicamente levou na barriga, mas vocês perceberam

 

Caricatura do multiculturalismo

“Dir-me-ão que as minorias étnicas também ofendem o politicamente correcto (basta pensar na misoginia e homofobia do hip hop). Só que esses grupos desempenham um papel importante como ‘vítimas’ no teatro progressista da ‘culpa pós-colonial’ ” Rui Ramos, Porque é que os pobres votam em Trump

O choque, o pânico, o horror com a vitória eleitoral democrática de um tipo com túbaros e sem preconceitos contra o uso de armamento.

As armas são um instrumento de opressão branca sobre o mui pacífico e tolerante multiculturalismo.

Tal inédita apologia do presidente eleito Brasileiro à cultura da violência e das armas é um nojo, não é? não é? não é? não é?

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Este nigga apoia o Bolsonaro
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Mandatária da cultura do Bolsonaro

Numa peça que li sobre a canção, os críticos declaram que “a cantora não te deixará indiferente neste verão”. Que produz uma mistura única que junta “O rap, o soul e o r’n’b” e repara que “no meio do rap, existem poucas ou nenhumas mulheres”.

Mas depois deixa a deixa feminista para a artista que rappa ao lado do traficante de droga assediador com aspirações terroristas e autor de Polygame (“Ela só quer sexo e a soma/se o Amor está morto, não tenho culpa/ela gosta de coleccionar homens”), GB (“Ela é a maior/Grandes tetas/grande peida”), Touchez le ciel (“Peço desculpa, há demasiadas putas” (…), “Há os que veneram vacas/E outros que veneram putas), Le Poids de mes Erreurs (“As línguas da puta só se juntam para dizer o mal (…) conheci alguns homens mas muitos chupavam piças), Pay Me (“Os judas crescem como flores quando há putas (…) em torno de mim só há homens”), Pas Pousser (“deixa todas as tuas putas abaixarem-se/vou acabar com o seu blabla/beijá-las todas sem viagra/fazer as contas a sério/obrigá-las a fazer a hagra*), Abdos Fessiers (Ela só se preocupa com o seu grande rabo/o que ela quer é esfumar os seus adversários/dobrar a atmosfera/apagar todas as luzes/diga-se que todas as equipas a apoiaram (…) nádegas, nádegas, a madame só opera com o rabo grande/diz a este cavalheiro/que a madame roça grandes pacotes), K-Méha (“Câmara em mim, eu gosto** de crianças e de adolescentes” (…) Não haverão (…) mulheres oprimidas/Elas querem-me ver nas sombras, eu resolvo-o/Elas gostam de me chupar a piça e é tudo um trabalho), Hermano (“Entro na cona do jogo como um tampax*** (…) É história antiga como a das cabras e das putas/Que acreditam nas Valsas de Viena/Mas já não têm hímen”), Zwin et Zen (Cambada de putas, o que foi? (…) Lamentos, putas, todos temos ambições/Todos queremos cuspir munições/Ela tem um compromisso com punições/Mexemos-nos no escuro, não sei onde ir/Em qualquer lugar, a qualquer hora, ela pode engolir/Não quer cuspir mais, quer engolir”), Gonzales (Sentimos mais a falta do que as gajas do Leste/Queremos algumas… grandes peidas), e Échec et M.A.T (“É o PMP**** na tua cona”). Caroliina que se define como rebelde, diz “desejar valorizar as mulheres”, dar “um toque feminino” ao rap, tomar as lides brasileiras e “casá-las com os (ritmos) Franceses”. Quão emancipadora.

Não comento as mentiras da cantora. Sobre a hipocrisia do seu feminismo. Sobre a hipocrisia das suas crenças. Sobre a hipocrisia de haverem 36 raponas que cantam em Francês e pintarem esta pegazuka como uma novidade. Tão nova como a música de Lartiste – um monheca na Europa que gosta de carros caros, com o refrão “Está tudo bem” – ao lado da música de L’Algérino – um monheca na Europa que gosta de carros caros, “Vá Bene“.  Sobre a hipocrisia de Hypocrite “Recolho o que herdei, sou parte da elite”, os carros de luxo no vídeo de Mafiosa e a sua conjugação com o patológico discurso pós-colonialista que nos imputa compulsivamente empatia pelos invasores como se se tratassem de um novo operariado Europeu. A hipocrisia de afirmar não existir tema tabu, excepto o de devolver esta escumalha ao buraco de onde vieram.

 

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Carros de luxo pagos pelo estado social Francês

Mas Mafiosa, onde Caroliina dispara “em ritmos endiabrados” soa a toda uma apologia à agressão. Contra quem dispara a autora? Julgo ser contra mim e foi isso que me chamou à atenção na música, ao tom furioso com que se dirige a uma plateia, provavelmente composta por homens beta, tal como o faz em Caipirinha. Contra o tipo “no canto” que “está olhando e está babando”, a Brasileira não exibe simpatias nem parece disposta a abraçar a emotividade dos ocidentais nem a repudiar a masculinidade tóxica; pelo contrário, procura-a junto do Marroquino. Num momento de inédita doçura, após o refrão, permuta o tom com que atacava os brancos, para se dirigir ao Artista “Então faz eu me apaixonar/vem comigo nesse samba/Vamos ver se vai rolar*****” 

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Depois do google nos ensinar que apenas os brancos são ladrões e a wikipedia nos endoutrinar sobre o que é um traveca, a cultura popular esforça-se em definir o que são relações salutares, o que são homens atraentes, e o que são aborrecidas perdas de tempo. Segundo a minha cor de pele, encaixo na segunda categoria sem o encaixar em lado nenhum. O problema é a ostensividade com que vemos esta tendência impingida às jovens ocidentais. Num outro vídeo (God is a woman) Ariana Grande (grande puta) ignora obstinada um conjunto de homens brancos, mas canta sobre Amor dedicando-o a alguém. Com 149 milhões de views, considerada a forma como fui tratado no último bar, diria que esta é uma campanha bem sucedida.

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O sucesso comercial de Mafiosa

Continuaremos a realizar interpretações dúbias, ambivalentes e cínicas sobre os fenómenos culturais que nos rodeiam. Continuaremos a abraçar estrangeirismos e a desprezar a cultura Ocidental. Continuaremos a endoutrinar as massas para detestarem o que é seu. Continuará a ser hilariante: As referências pacifistas à Jamaica, cuja capital é a cidade com maior número de homicídios per capita do mundo; As referências sensuais ao Brasil, que teve 65.000 assassinatos no último ano e o Rio de Janeiro em Estado de Emergência tomado por militares. A cantora assinala “Aqui no RDV” onde a música foi gravada. Que melhor local para estar no mundo do que o Senegal?

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O paraíso de Caroliina

Queria acabar a minha crónica sobre a automutilação Ocidental mas não me posso esquecer de Sinead O’Connor. A mundialmente famosa interprete de “Nothing Compares to U” rasgou em 1992 uma fotografia do Papa São João Paulo II acusando “Lutem contra o verdadeiro inimigo”. Agora converteu-se ao Islão. E é só.

CAF

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* – A hagra é uma forma de humilhação/mortificação moral pública islâmica onde um índividuo espezinha a reputação de outrem. É um termo coloquial proveniente do Magreb

 ** – No original j’fais kiffer les gosses et les ados onde “fais kiffer” é traduzido no google como “eu fodo” [crianças e adolescentes]. Na verdade, kiffer vem de kif, uma palavra árabe para hashish e derivados do canábis. Existe na França continental há 12/15 anos; Não existe noutros países francófonos como o Canadá (porque será) e significa “aprecio, disfruto”. A metáfora pode implicar que o rapper droga crianças e adolescentes, com a sua música cativante ou quiçá no sentido literal.

*** – Como já tínhamos falado, PIV is always rape, ok?

**** – PMP, Purple Money, é a editora de Lartiste

***** – Rolar é eufemismo para foder. Caroliina apenas fode com pretos.

PS – Tenham complacência por este humilde redactor, agregador de segmentos informativos atomizados, colador de recortes, que leu todas as letras dos seis álbuns deste jagunço. Mereço o céu