Obras no blog!

Caríssimos leitores, estamos a fazer uma migração do blog de modo a melhorá-lo. Queremos alertar-vos que alguns comentários e gostos dados durante esta semana possam ter-se perdido assim como a página pode demorar um pouco mais que o normal. Muito brevemente teremos tudo resolvido. Aproveitamos já para vos agradecer o apoio que nos têm dado. Obrigado.

Afinal quem ganha mais?

 

Há algum tempo que ouço que dizer que as mulheres recebem ordenados inferiores aos dos homens. Venho apresentar mais uma prova de como este mito não é verídico com o testemunho de uma mulher dizendo o contrário:

“Geralmente as mulheres recebem mais q os homens, salvo algumas excepcoes”.

Palavras que nos deixam perplexos, chocando o nosso cérebro com uma realidade oposta àquela que nos tem sido imposta muito pelo movimento do feminismo. Será que representam uma realidade? Bom, sim. Esta citação foi feita por Jenna Jameson, uma consagrada atriz pornográfica dos anos 90 e 2000, num livro que partilhou os louros com Neil Strauss, entitulado How to Make Love Like a Porn Star.

Se analisarmos com cuidado e de forma racional, o que isto nos diz é que numa área profissional onde o trabalho da mulher é maior e mais desejado, onde a sua imagem é mais exposta e sua saúde corre mais riscos que a do homem, é justo que o pagamento pelos seus serviços seja maior.

Mesmo acreditando que na maioria das profissões ambos os géneros recebem ordenados iguais, não se confundam profissões com áreas profissionais ou pior, empregos na mesma empresa: o perigo que corre uma secretária de entalar a mão com a tampa do scanner da impressora ao fotocopiar cenas é claramente superior ao perigo e um soldador a trabalhar a 30 metros do chão.

Politicamente correcto

Boa noite. Vim hoje só deixar-vos algo em que pensarem nesta noite. Trata-se de uma paródia ao politicamente correcto. Desde que ouvi um gay a dizer que não entrava num bar porque à porta dizia “gins sem paneleirices”. Um homossexual a defender o seu próprio insulto… Que paneleiro.

Sei que não vou mudar o mundo com este post, mas acredito que posso dar um empurrão. As feministas nasceram assim, através de uma ideia de uma mulher que espalhou a sua palavra pelas amigas. Assim, enquanto houver a Távola e enquanto os nossos grandes leitores continuarem a partilhar os nossos textos, a mais vozes chegaremos.

Text Game #1

 

Esta série serve para partilhar convosco, tanto eu como qualquer membro da Távola Redonda quando sinta que tem algo para dar,  pequenos e grandes truques da ciência por trás do text e net game.

Ela manda-te mensagem no instagram, no whatsapp ou no messenger. E tu pensas “vou fazer-me de dificil, não abro a janela para ler a mensagem e leio só na barra de notificações do smartphone”. NÃÃÃOOO! LÊ  NA JANELA PARA ELA SABER QUE LESTE E DEPOIS NÃO RESPONDAS!

Não há nada que me deixe mais fodido quando estou a falar com uma mulher que ver que ela leu e não respondeu. A minha cabeça começa às voltas, a pensar onde é que errei, se há outro tipo mais interessante que eu no jogo ou se pura e simplesmente não podia responder porque tinha o namorado ao lado – sim, já me envolvi com mulheres comprometidas e sinto um misto de emoções ao pensar nisso, mas essa conversa é outro texto.

Lê, ignora e responde mais tarde.

Tem atenção ao tempo que estás sem lhe falar que deve ser directamente proporcional à velocidade com que escrevem um para o outro. Se estão OS DOIS a responder imediatamente a seguir a receberem mensagem do outro, o que faz com que nao façam mais nada durante meia hora, uma pausa de cinco, dez minutos, para lerem um texto elucidativo na Távola é suficiente para lhe fintarem os neurónios e deixar-lhe as emoções ao rubro. Lês, cinco minutos no youtube, depois respondes. Se estás a trabalhar e estão a responder em quarenta e cinco minutos, demora três horas, foda-se, demora seis! Deixa-a fritar a pipoquinha a pensar que a ignoraste enquanto orientas o teu trabalho.

O mais giro disto é a forma como voltas para a conversa, que não é de uma forma seca e “too cool for school”, mas sim com todo o carinho com que já falavam antes, alias até aproveitas para dar mais um passo na escala. É um push pull brilhante e muito discreto porque quando voltas, fá-lo quase como um pedido de desculpa. Um truque que arrisco dizer que elas provavelmente usam de propósito, porque enquanto nós pensamos “não vou ler já porque preciso pensar na resposta e ela vai perceber que foi por isso que demorei”, elas ou estão ansiosas por saber o que disseste, ou pensam “deixa-o sofrer um bocado, os homens não gostam de mulheres fáceis”.

Portanto, de vez em quando, leiam, quebrem rapport ignorando e respondendo ao fim de uma pausa alongada. Lembrem-se que as pessoas que são mais rápidas a responder são as que estão a demonstrar que têm menos para fazer ou que estão a abdicar das suas tarefas para conversar com a outra pessoa. Não podes, a toda a hora estar agarrado ao telemóvel porque tens uma vida fora dele.

36 perguntas de feministas respondidas por um homem

Este video foi a melhor coisa que este dia me trouxe. Tantas emoções boas só por
assistir a estas respostas. Não tenho absolutamente nada para dizer depois disto, mas vou contar-vos algumas das perguntas que foram respondidas:

. Os homens não se cansam de se comportar como homens?

. Porque é que os homens não mostram as emoções que sentem?

. Porque é que os homens têm medo da categorização de géneros?

. Porque é que os homens e as mulheres não ganham o mesmo?

Assistam.

3º movimento feminista: telenovelas

O terceiro movimento do feminismo é só a nova telenovela que as mulheres inventaram. Cansaram-se dos mesmos temas repetidos até à escassez, o homem que trai a mulher perfeita, a melhor amiga que o quer para ela e que tem a mente tão maldosa como a do próprio Lúcifer, e o mundo inteiro contra o casal maravilha. No fundo, precisam de um novo hobbie; hoje têm máquinas de lavar loiça, lavar roupa, secar, aspiradores que correm a casa sozinhos, bimbis. E os maridos ajudam hoje mais em casa do que nunca no passado (eu defendo a divisão de tarefas em casa, não me interpretem mal), fazem menos filhos que antes e as batatas e as cenouras compram-se no supermercado em vez de serem apanhadas no quintal. Juntamos a isto o facto de que mais que nunca, os maridos tentam agradá-las com jantares, prendas e orgasmos. Tudo isto seriam avanços na qualidade de vida, não fosse o facto de roubarem à mulher aquilo em que mais são viciadas: as mulheres gostam de viver no drama. O carrossel de emoções tem sempre picos negativos e positivos e se os positivos as fazem sentir bem, são os negativos que as fazem desejar encarecidamente as sensações boas e reconfortantes que definem os primeiros. Além de que os momentos negativos ajudam-nas a perceber que homem consegue lidar com situações reais da vida e à posteriori, saber qual será ideal para viver a vida a seu lado. E já não têm muito onde pegar, então decidiram inventar novos dramas e injustiças do mundo perante elas para se entreterem.

As lutas importantes que as mulheres tinham de ter, já tiveram lugar e foram ganhas. Todas as outras, as que são tidas hoje, são exageros e muitas delas nada têm haver com feminismo. Não conheço mulher nenhuma que a cumprir a mesma função que eu, recebesse menos. Mas conheci muitos casos de homens que não fizeram os melhores negócios e acabaram a ser enrabados por não negociarem bem os contratos. Porque quem tem o poder financeiro num contrato, vai sempre tentar poupar nos gastos, por isso vai aproveitar-se de qualquer fraqueza que tenhas, seja ela seres um conas/medricas, seja seres inexperiente – como fazem com os estagiários, acabados de sair da faculdade, capazes de cumprir quase todas as funções e cumprem-nas sem um pagamento. E vejo muito poucas lutas por eles -, seja seres deficiente e dependeres de qualquer proposta de trabalho que te façam ou seja seres mulher – sim, ser mulher é, em princípio, uma fraqueza. A mulher não tem corpo para se defender e dificilmente terá a postura corporal para intimidar com a mesma, algumas poderão ter e poderão muitas lutar por a ter, mas não é o que mais atrai um homem, portanto vão ter uma luta maior para arranjar um companheiro ou para manter a personalidade natural em casa e a persona no trabalho. – A todos os que se encaixam nestes casos, vocês sofrerão as tentativas de serem explorados e isso acontecerá sempre que deixarem, porque as pessoas são egoístas, não é uma ataque apenas às mulheres.

Na verdade não acredito que seja só um hobbie, mas também não acredito que seja uma luta a sério. São só uma data de princípios psicológicos activados ao mesmo tempo: aprovação social perante as outras mulheres, a necessidade de se valorizarem, a necessidade de emoções fortes e a condição humana de pisar os que são mais fracos, talvez para gerir a raiva, por exemplo. Não é bonito, mas é a nossa natureza e só a poderás controlar se a conheceres. No fundo, as feministas comportam-se como o qualquer pessoa que arranjou o primeiro trabalho e se queixa da falta de condições, até desesperadamente saltar para um outro onde prometem mundos e fundos e acabam no desemprego, a chorar por poderem voltar ao emprego antigo.

Não é culpa das mulheres. É a maneira como o cérebro humano funciona. No fim, casam-se com o homem que se dobra aos pés delas, se torna seu servente e lhes fazem as vontades todas como elas exigiram e continuam a trai-lo com o porco machista que as põe na linha quando se esticam, que lhes puxa os cabelos enquanto as comem e lhes dá palmadas nas nádegas, mesmo quando dizem que não gostam. Por causa do drama e do poder que ele tem.

O feminismo só chegou ao nível que chegou hoje porque as mulheres estão, por norma, em maior contacto com as suas emoções e por isso sabem manipulá-las bem melhor que os homens.

Círculo Social: verdadeira liderança

Uma coisa que vocês não sabem sobre mim é o meu vício incontornável pelo Youtube. Provavelmente não serei o único, não me sinto especial por isso, mas esta foi a estrada que me levou até ao tema do texto que escrevo hoje. Uma rubrica que recentemente me conquistou o sorriso na cara foi o Conta-me Tudo, que o Canal Q partilha no seu canal da plataforma. Conta-me Tudo é uma mistura de story telling com stand up comedy; cada programa tem um convidado e as histórias contadas são sempre reais (assim, teoricamente, ditam as regras do programa) e por norma envolvem sempre algum sentido de humor.

Hoje estava a ver o episódio em que o próprio apresentador é o convidado especial e a história que decide contar é referente ao período em que estudou no Colégio Universitário Pio, onde um dos seus melhores amigos era o Chibato. E foi a história deste rapaz que me trouxe ao blog. O Chibato era o tipo fixe do grupo. Parafraseando o David – apresentador e convidado deste episódio -, ele era um tipo inteligente, engraçado e de alguma forma toda a gente gostava dele. Funcionava no grupo como uma peça de união entre as pessoas, porque era um tipo magnetizante. Tanto que quando o seu amigo David, campeão das partidas, lhe quis pregar uma e sabendo que era quase impossível que alguma vez ele caísse, pois não tinha acontecido até à data, uma imensidão de gente se juntou para conseguir entrar numa história épica. E o Chibato era sempre o ponto de partida de todos os encontros e de todas as conversas, desde o primeiro ano de faculdade em que havia paragem assídua no seu quarto antes do jantar, aos anos seguintes com cafés e visitas a sua casa, à altura em que foi para Nova Yorque, que sempre que voltava aproveitava para um convívio. Até ao dia do seu funeral antecipado, onde apareceu toda a gente, de novo.

david cristina

Não consigo desprender-me da ideia de quem é este tipo. Um gajo que consegue unir em torno de si uma cintura de gente que o adora e o idolatra ao ponto de tornarem o seu dormitório um ponto de encontro entre o pessoal. Este é o sonho de vida social de qualquer pessoa que não a tem. E aparentemente, pela história narrada, algo que é notado pelos seus amigos. Toda a capacidade de manobrar círculos sociais desta forma, de deixar multidões dependentes da tua companhia para se sentirem divertidos é espantosa e artística, no mínimo.

Assim que terminei de ver o vídeo comecei imediatamente a pensar em que características teria este rei das dinâmicas sociais e que outros homens vi ao longo da minha vida merecedores do mesmo título. E seria inevitável observar-me a mim também, ponderando se alguma vez assumi este posto. E a resposta foi estudada antes de assumir arrogantemente que sim. Há grupos onde sentes que tens este poder magnético em que as coisas parecem girar à tua volta e outros onde és tu atraído para alguém. Quase instintivamente percebi algumas coisas, mas as mais profundas fui descobrindo à medida que escrevia e trabalhava este texto.
A primeira coisa de que me apercebi que justificava toda a magia do Chibato foram as qualidades que o David mencionou: era esperto e engraçado. Qualidades que sempre atraíram centenas de pessoas. Analisando a um nível mais profundo o que ele continha era valor e entregava esse valor ao grupo. Quem é que não quer estar na presença de alguém com quem pode aprender alguma coisa, seja essa aprendizagem vinda na forma de um conselho amoroso, dicas de melhorar a performance no local de emprego, ou dicas para melhorar a nossa saúde. E a satisfação de conhecer alguém divertido e engraçado, que torne os encontros leves e nos faça soltar aquele som que nos embaraça sempre de uma gargalhada forte e descontrolada, causada pela tensão de uma história ou de um acto que não podia ser, quem é que se nega a esse prazer?
É isto que é entregar valor, é trazer ao grupo algo que possa melhorar a conversa, a noite e possivelmente a vida dos membros.
Outra coisa que reparei vê-se na história das partidas. O propósito de uma partida é deixar a vítima confusa, embaraçada, furiosa, no fundo despertar-lhe alguma emoção negativa que a mande para fora dos eixos. Se isso não se suceder, a partida não teve efeito e por isso considera-se como não conseguida. Se era impossível pregar partidas ao Chibato, só me leva a crer que este era um gajo altamente não reactivo, que é uma qualidade de extrema empatia e de extremo respeito. É o tipo de atitude que pode decidir o rumo de uma discussão. Estas qualidades juntas são o suficiente para que as pessoas se atraiam por outra, respeitando-a e admirando-a, dando assim como conseguida a parte da atracção.

Mas a atracção só por si não é o comprimido mágico e não vai fazer com que as pessoasr960-c1ee6c0d597fb68c680122e5261acdf3 venham bater à tua porta todos os dias para entrarem e passarem tempo contigo, ou a procurarem por sms, chamadas ou redes sociais mais e mais do teu tempo, da tua atenção e do valor que tens para lhes dar.
Lembro-me do meu décimo ano. Haviam três grupos que se formaram depressa, por se conhecerem já há alguns anos, onde entravam depois membros novos por semelhanças e haviam mais alguns alunos que caíram na turma sem mais ninguém e teriam de construir tudo do zero. E houve um rapaz que conseguiu isso. No primeiro dia que o vejo nas aulas consegue rapidamente chamar a atenção numa aula por ler livros que uma grande parte da turma não lia, mas que chamou a atenção ao grupo de alunos mais inteligentes (e porreiros) da turma. Ao fim de um ou dois meses de aulas, já se faziam meetings na sua casa e já ele tinha roubado a miúda mais carismática de outro grupo da turma para este. Ele era o Chibato do grupo, era o ponto de ligação entre ela e eles. Efectivamente ele trouxe valor ao grupo por ser um inovador: um tipo inteligente, com bom gosto, sabia tocar guitarra, com grande sentido de humor; mas também fez outras coisas que foram fundamentais para o sucesso dele no circulo e na vida em geral: ele criou condições para que todos se sentissem confortáveis com ele. O que difere o gajo fixe do gajo de quem somos amigos? É o quão confortáveis estamos com eles. Com o primeiro não sabemos nada de pessoal, parece uma pessoa com um valor até inalcançável, já o segundo é alguém que apesar do valor soberbo que possa ter, é alguém em quem confiamos, porque o sentimos como humano e como alguém com quem temos proximidade. Isso é atingível através da partilha de informação. Se depois de mostrar que sou um homem com capacidades acima da média e em cima disso mostrar que também tenho pontos fracos, gostos, vontades, desejos, estou a mostrar que tenho emoções e logo aí, sou humano, porque os humanos são vulneráveis, não são criaturas perfeitas. Se conseguirmos encontrar alguma coisa em comum temos tema para dezenas de conversas e motivo para dezenas de encontros. Se partilhar algo só meu com alguém essa pessoa sente que pode depositar em mim a mesma confiança que pus em si.

A cereja em cima do bolo e a razão que fará com que os círculos socias se formem à tua volta está numa frase do filme Casanova, com Heath Ledger no papel principal, dita pela personagem principal como um conselho a um rapaz que procura conquistar o coração de uma bela donzela: “be the flame, not the maude”; a mesma verdade é conhecida também pelo poeta brasileiro Mário Quintana e espelhada quando diz que “o segredo é não correr atrás das borboletas. É cuidar do jardim para que elas venham até você”. E a verdade é que sempre que descubro um novo Chibato esta é a atitude que ele tem. Eles nunca fazem nada para conseguirem ser recompensados pelo seu esforço, eles fazem tudo a pensar apenas na sua evolução pessoal. O centro de motivação nunca é exterior, é sempre dentro de si, é o próprio. Por isso é que aquele colega conseguiu unir os grupos, porque pensou a vida toda em melhorar as suas capacidades e aprender mais. Por isso é que o Chibato foi tirar o doutoramento em Nova Yorque, para evoluir. E enquanto trabalhares para que sejas o melhor que podes ser, as pessoas vão admirar-te e vão querer estar perto de ti e vão fazer por estarem, porque há qualquer coisa na imagem de tu lutares pelo que queres que seja o teu futuro e o medo de te perder que é mais forte que a imagem de esperarem que tu venhas lutar por eles.

As pessoas têm medo de conversar umas com as outras, têm medo de sair da sua zona de conforto. Se tu souberes como, tu podes ser o elo de ligação entre as pessoas. Existe um Chibato na Távola, mas não vos vou dizer quem é.

O que é que vais fazer para te tornares o Chibato?