O Respeito não existe

O respeito não existe. Não como o apresentamos. Talvez em relações – amorosas, de amizade ou familiares – que existam há anos, onde o outro chateado já nao incomoda o nosso sossego, talvez ai ele exista. De resto, aquilo que ordinariamente apelidamos de respeito, na verdade é só medo.

Nós somos seres humanos e a nossa natureza diz-nos que, enquanto indivíduos, somos prioridade. O respeito, no seu sentido mais puro, é um acto egocêntrico, o que significa que assumi-lo é ir contra a nossa natureza. No entanto, demonstramos aquilo que se aparenta com respeito todos os dias. Porquê?

A nossa linhagem enquanto seres vivos criou no nosso cérebro um padrão de sobrevivência baseado em emocoes, o que faz com que as nossas decisões sejam tomadas através das emoções que sentimos.

Explicados este dois pontos, podemos concluir que se agimos tanta vez contra a nossa natureza é porque temos outra regra a dirigir as decisões: as emoções, neste caso o medo. O medo de ao tomar qualquer outra decisão, causarmos incómodo na outra pessoa e por consequência, perdê-la. No fundo, respeitar alguem significa saber o valor que o outro tem e ter medo de perder essa pessoa.

É por esse motivo que o respeito tem de ser ganho, porque não é verdadeiramente um gesto altruísta, é um gesto de medo. Por isso é tão importante marcares desde cedo os teus limites e te chateies com quem os pisa, para saberem que ha uma recompensa negativa em voltar a pisá-los. Porque sem o medo não há respeito.

P.S.: quando dizem “não é medo, é respeito” é medo.

Sobre objectificação, escrito por um homem

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Acabei de ler um artigo que me deixou revoltado. Fala sobre a evolução das normas da sociedade e das medidas que se tiveram de tomar em conformidade com essas mesmas na F1, retirando de cena as mulheres que entregavam a taça ao vencedor.

O que os homens às vezes parecem esquecer é que não é fácil ser mulher. Não é fácil estar num bar e no caminho entre a casa de banho e os amigos ser abordada dez vezes por uma diversidade de homens que vai desde a besta até ao principe encantado dos contos de fadas. Não é fácil ser chamada de puta por terminar cada fim de semana com um homem diferente. E definitivamente não é fácil não serem vistas com respeito e capazes de liderar uma equipa.

O que as mulheres ignoram é que também não é fácil para os homens terem de andar meses atrás de mulheres até conseguirem provar-lhes que merecem um relacionamento com elas porque antes dela acabavam todos os fins de semana com uma mulher diferente. E quantas mulheres já se roçaram em mim e nos meus amigos, já trocaram olhares comigo, escreveram o numero de telemóvel em baton num papelinho?

E em relação aos cargos de chefia, também nem todos os homens lá chegam. São poucos os que assumem esse cargo, porque só os que têm capacidade de liderança podem ocupar um cargo de liderança. Algumas mulheres chegam lá, mas têm de ter uma luta muito maior, porque é dificil compatibilizar uma imagem social e também biológica do que é a mulher com uma imagem forte e de liderança característica de um líder. Em regra, os homens mostram mais estas características que as mulheres. Mas nem todos as mostram e por isso não é qualquer um que assume tais cargos.

Esta é uma das razões pelas quais me enervo com estas ideias morais que vão surgindo no dia-a-dia que representam lutas pequenas, insignificantes e pura e simplesmente estúpidas. Lutar contra a objectificação das mulheres. As lutas sob esta desculpa têm uma tendência a serem mesquinhas e egoístas, claramente vindo de um ponto de raiva interno da pessoa que faz o protesto. Se analisarmos os anos de história, uma das grandes motivações para sequer termos um sonho é a validação, ainda mais a validação do sexo oposto. É normal que um corredor de fórmula 1 sonhe desde miúdo atingir o primeiro lugar do pódio e ver chegar duas belas mulheres para lhe entregarem a taça, uma coroa de flores e uma garrafa de champagne para despejar sobre todos aqueles que comemoram consigo a vitória, por todos os estímulos que são oferecidos naquele momento. Porque é que haveremos de lhe tirar um dos estímulos? Não é uma tradição que magoe ninguém, porque ao contrário do que muitas vezes acontece na prostituição, estes trabalhos que se baseiam em dar a cara – não dar o corpo, que essa é uma expressão utilizada mais na outra área laboral referida nesta frase – não obrigam as mulheres a participarem: é contratada uma empresa que lança a proposta às suas funcionárias que trabalham a prestações de serviços – ou assim deveria ser, aposto que muitas pagam por baixo da mesa – e as eleitas são escolhidas daquelas que mostraram interesse. Portanto estas sabem sempre ao que vão antes de sequer concorrerem. Inclusive as empresas mostram uniformes que normalmente são selecionados para esse determinado tipo de evento. Portanto, se elas estão a objectificar-se a si mesmas, é inteiramente um problema delas. Se as feministas se quiserem revoltar contra a objectificação das mulheres, então aí levanta-se uma questão muito maior: onde é que elas estão quando passa na televisão o anúncio do perfume Invictus e o do gajo a barrar manteiga flora no pão? Em ambos os dois estão em tronco nú e não vejo ninguém revoltar-se contra isso.

Porque a objectificação não é das mulheres: é da espécie humana. Nós estamos cada vez mais confortáveis com o sexo e a prova disso é que já o usamos para vender, já o usamos e abusamos dele na arte, já o usamos para fechar negócios. São factos: a música tanto cantada por homens como por mulheres está cada vez mais carregada de teor sexual, existem dezenas de fotógrafos a fotografar mulheres despidas e existem instagrams cheios de fotos de homens de cabelo comprido, ou de barba, ou dilfs (daddy i would like to fuck), a versão masculina das milfs. E centenas de negócios são fechados em casas de strip e outra centena são fechados quando a mulher decide lançar charme para o homem para que ele sonhe que tem hipóteses com ela caso o negócio se feche.

Como é que estamos a julgar a objectificação das mulheres se muitas delas tomam medidas conscientes nesse sentido e se a separamos da objectificação dos homens? Não. De onde é que vêm estes double standards? Não podemos ser preto ou branco, a maior parte da vida é vivida no cinzento.

Estes são os padrões da sociedade com que vivemos hoje: o que vende são os bebés, os gatinhos e o sexo. Quer gostes ou não, se vives em sociedade tens de te adaptar a ela, não podes alterar só as pedras que tu achas que te estão a atrapalhar a ti.

Afinal quem ganha mais?

 

Há algum tempo que ouço que dizer que as mulheres recebem ordenados inferiores aos dos homens. Venho apresentar mais uma prova de como este mito não é verídico com o testemunho de uma mulher dizendo o contrário:

“Geralmente as mulheres recebem mais q os homens, salvo algumas excepcoes”.

Palavras que nos deixam perplexos, chocando o nosso cérebro com uma realidade oposta àquela que nos tem sido imposta muito pelo movimento do feminismo. Será que representam uma realidade? Bom, sim. Esta citação foi feita por Jenna Jameson, uma consagrada atriz pornográfica dos anos 90 e 2000, num livro que partilhou os louros com Neil Strauss, entitulado How to Make Love Like a Porn Star.

Se analisarmos com cuidado e de forma racional, o que isto nos diz é que numa área profissional onde o trabalho da mulher é maior e mais desejado, onde a sua imagem é mais exposta e sua saúde corre mais riscos que a do homem, é justo que o pagamento pelos seus serviços seja maior.

Mesmo acreditando que na maioria das profissões ambos os géneros recebem ordenados iguais, não se confundam profissões com áreas profissionais ou pior, empregos na mesma empresa: o perigo que corre uma secretária de entalar a mão com a tampa do scanner da impressora ao fotocopiar cenas é claramente superior ao perigo e um soldador a trabalhar a 30 metros do chão.

Politicamente correcto

Boa noite. Vim hoje só deixar-vos algo em que pensarem nesta noite. Trata-se de uma paródia ao politicamente correcto. Desde que ouvi um gay a dizer que não entrava num bar porque à porta dizia “gins sem paneleirices”. Um homossexual a defender o seu próprio insulto… Que paneleiro.

Sei que não vou mudar o mundo com este post, mas acredito que posso dar um empurrão. As feministas nasceram assim, através de uma ideia de uma mulher que espalhou a sua palavra pelas amigas. Assim, enquanto houver a Távola e enquanto os nossos grandes leitores continuarem a partilhar os nossos textos, a mais vozes chegaremos.

Text Game #1

 

Esta série serve para partilhar convosco, tanto eu como qualquer membro da Távola Redonda quando sinta que tem algo para dar,  pequenos e grandes truques da ciência por trás do text e net game.

Ela manda-te mensagem no instagram, no whatsapp ou no messenger. E tu pensas “vou fazer-me de dificil, não abro a janela para ler a mensagem e leio só na barra de notificações do smartphone”. NÃÃÃOOO! LÊ  NA JANELA PARA ELA SABER QUE LESTE E DEPOIS NÃO RESPONDAS!

Não há nada que me deixe mais fodido quando estou a falar com uma mulher que ver que ela leu e não respondeu. A minha cabeça começa às voltas, a pensar onde é que errei, se há outro tipo mais interessante que eu no jogo ou se pura e simplesmente não podia responder porque tinha o namorado ao lado – sim, já me envolvi com mulheres comprometidas e sinto um misto de emoções ao pensar nisso, mas essa conversa é outro texto.

Lê, ignora e responde mais tarde.

Tem atenção ao tempo que estás sem lhe falar que deve ser directamente proporcional à velocidade com que escrevem um para o outro. Se estão OS DOIS a responder imediatamente a seguir a receberem mensagem do outro, o que faz com que nao façam mais nada durante meia hora, uma pausa de cinco, dez minutos, para lerem um texto elucidativo na Távola é suficiente para lhe fintarem os neurónios e deixar-lhe as emoções ao rubro. Lês, cinco minutos no youtube, depois respondes. Se estás a trabalhar e estão a responder em quarenta e cinco minutos, demora três horas, foda-se, demora seis! Deixa-a fritar a pipoquinha a pensar que a ignoraste enquanto orientas o teu trabalho.

O mais giro disto é a forma como voltas para a conversa, que não é de uma forma seca e “too cool for school”, mas sim com todo o carinho com que já falavam antes, alias até aproveitas para dar mais um passo na escala. É um push pull brilhante e muito discreto porque quando voltas, fá-lo quase como um pedido de desculpa. Um truque que arrisco dizer que elas provavelmente usam de propósito, porque enquanto nós pensamos “não vou ler já porque preciso pensar na resposta e ela vai perceber que foi por isso que demorei”, elas ou estão ansiosas por saber o que disseste, ou pensam “deixa-o sofrer um bocado, os homens não gostam de mulheres fáceis”.

Portanto, de vez em quando, leiam, quebrem rapport ignorando e respondendo ao fim de uma pausa alongada. Lembrem-se que as pessoas que são mais rápidas a responder são as que estão a demonstrar que têm menos para fazer ou que estão a abdicar das suas tarefas para conversar com a outra pessoa. Não podes, a toda a hora estar agarrado ao telemóvel porque tens uma vida fora dele.

36 perguntas de feministas respondidas por um homem

Este video foi a melhor coisa que este dia me trouxe. Tantas emoções boas só por
assistir a estas respostas. Não tenho absolutamente nada para dizer depois disto, mas vou contar-vos algumas das perguntas que foram respondidas:

. Os homens não se cansam de se comportar como homens?

. Porque é que os homens não mostram as emoções que sentem?

. Porque é que os homens têm medo da categorização de géneros?

. Porque é que os homens e as mulheres não ganham o mesmo?

Assistam.

3º movimento feminista: telenovelas

O terceiro movimento do feminismo é só a nova telenovela que as mulheres inventaram. Cansaram-se dos mesmos temas repetidos até à escassez, o homem que trai a mulher perfeita, a melhor amiga que o quer para ela e que tem a mente tão maldosa como a do próprio Lúcifer, e o mundo inteiro contra o casal maravilha. No fundo, precisam de um novo hobbie; hoje têm máquinas de lavar loiça, lavar roupa, secar, aspiradores que correm a casa sozinhos, bimbis. E os maridos ajudam hoje mais em casa do que nunca no passado (eu defendo a divisão de tarefas em casa, não me interpretem mal), fazem menos filhos que antes e as batatas e as cenouras compram-se no supermercado em vez de serem apanhadas no quintal. Juntamos a isto o facto de que mais que nunca, os maridos tentam agradá-las com jantares, prendas e orgasmos. Tudo isto seriam avanços na qualidade de vida, não fosse o facto de roubarem à mulher aquilo em que mais são viciadas: as mulheres gostam de viver no drama. O carrossel de emoções tem sempre picos negativos e positivos e se os positivos as fazem sentir bem, são os negativos que as fazem desejar encarecidamente as sensações boas e reconfortantes que definem os primeiros. Além de que os momentos negativos ajudam-nas a perceber que homem consegue lidar com situações reais da vida e à posteriori, saber qual será ideal para viver a vida a seu lado. E já não têm muito onde pegar, então decidiram inventar novos dramas e injustiças do mundo perante elas para se entreterem.

As lutas importantes que as mulheres tinham de ter, já tiveram lugar e foram ganhas. Todas as outras, as que são tidas hoje, são exageros e muitas delas nada têm haver com feminismo. Não conheço mulher nenhuma que a cumprir a mesma função que eu, recebesse menos. Mas conheci muitos casos de homens que não fizeram os melhores negócios e acabaram a ser enrabados por não negociarem bem os contratos. Porque quem tem o poder financeiro num contrato, vai sempre tentar poupar nos gastos, por isso vai aproveitar-se de qualquer fraqueza que tenhas, seja ela seres um conas/medricas, seja seres inexperiente – como fazem com os estagiários, acabados de sair da faculdade, capazes de cumprir quase todas as funções e cumprem-nas sem um pagamento. E vejo muito poucas lutas por eles -, seja seres deficiente e dependeres de qualquer proposta de trabalho que te façam ou seja seres mulher – sim, ser mulher é, em princípio, uma fraqueza. A mulher não tem corpo para se defender e dificilmente terá a postura corporal para intimidar com a mesma, algumas poderão ter e poderão muitas lutar por a ter, mas não é o que mais atrai um homem, portanto vão ter uma luta maior para arranjar um companheiro ou para manter a personalidade natural em casa e a persona no trabalho. – A todos os que se encaixam nestes casos, vocês sofrerão as tentativas de serem explorados e isso acontecerá sempre que deixarem, porque as pessoas são egoístas, não é uma ataque apenas às mulheres.

Na verdade não acredito que seja só um hobbie, mas também não acredito que seja uma luta a sério. São só uma data de princípios psicológicos activados ao mesmo tempo: aprovação social perante as outras mulheres, a necessidade de se valorizarem, a necessidade de emoções fortes e a condição humana de pisar os que são mais fracos, talvez para gerir a raiva, por exemplo. Não é bonito, mas é a nossa natureza e só a poderás controlar se a conheceres. No fundo, as feministas comportam-se como o qualquer pessoa que arranjou o primeiro trabalho e se queixa da falta de condições, até desesperadamente saltar para um outro onde prometem mundos e fundos e acabam no desemprego, a chorar por poderem voltar ao emprego antigo.

Não é culpa das mulheres. É a maneira como o cérebro humano funciona. No fim, casam-se com o homem que se dobra aos pés delas, se torna seu servente e lhes fazem as vontades todas como elas exigiram e continuam a trai-lo com o porco machista que as põe na linha quando se esticam, que lhes puxa os cabelos enquanto as comem e lhes dá palmadas nas nádegas, mesmo quando dizem que não gostam. Por causa do drama e do poder que ele tem.

O feminismo só chegou ao nível que chegou hoje porque as mulheres estão, por norma, em maior contacto com as suas emoções e por isso sabem manipulá-las bem melhor que os homens.