Eles querem-te cortar a piça

“‘Vem por aqui’ – dizem-me alguns com os olhos doces/Estendendo-me os braços, e seguros/De que seria bom que eu os ouvisse/Quando me dizem: “vem por aqui!” 
Eu olho-os com olhos lassos/(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)/E cruzo os braços, /E nunca vou por ali…” (Cântico Negro, José Régio) 

Fui fã de Harry Potter como todos os da minha geração, mesmo percebendo como a narrativa, nos seus vários desenvolvimentos, é uma repetição infinita de clichés arquétipos semi-plagiados a tantas outras histórias da sabedoria popular. Não darei exemplos. Mas sim, a coerência ao longo de quatro mil páginas é valorosa, as personagens estão bem caracterizadas e quase todas elas trazem muita mas muita RedPill: Merope Gaunt (de onde vêm as mães solteiras/Quem faz abortos?) Tonks (degeneração convoca degeneração), Hermione (quando se divorciar do Beta Ron e ele se tornar um monge, Hermione escreverá um livro sobre Viktor Krum) ou as opções românticas de Harry (antes uma HB8 virgem e mais nova do que uma Roastie HB10). Mas o personagem central nesta análise metafísica à saga fantasiosa é obviamente Severus Snape.

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Mais Beta do que o Markl

Snape lembra-me um informático meu amigo que, casando com uma mãe solteira, tem de dar a sua vida para proteger os filhos dela. Com a diferença que o Professor Severus, nunca foi à cona de Lily Potter. Aliás, não há registo de que alguma vez haja praticado o coito, desprovido de descendência ou família. Passava as férias sozinho num apartamento sombrio que herdou da mãe, numa localidade hostil. A escolha de carreira em preparar jovens para o seu futuro, já lhe granjeou o epíteto de pedófilo online. Afinal, não é só o Henrique Raposo quem quer excluir os homens do sistema educativo e garantir que os rapazes e as raparigas crescem sem um único homem em seu torno.

Nós, n’A Távola Redonda, achamos que Snape é um homem beta. Um tipo sofredor e submisso a quem faltam as capacidades adequadas para seduzir uma mulher. Pode transformar-se num homem alfa e virtudes para isso não lhe faltam: Tem a coragem, a resiliência, a ousadia e a destreza necessária. Sob a nossa filosofia, um par de anos seriam mais do que necessário para que conseguisse enfiar a varinha onde desejasse. Mas o que lhes chama o mesmo pós-modernismo que retira a um docente as facilidades que devia ter no mercado sexual? Uma mulher transgénero (homem sem piça).

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Está por toda a internet. Nalguns posts tratam o professor fictício por she (ela). Mas com a saga finalizada há mais de uma década, porquê o surgimento de leituras secundárias que nem sequer são suportadas pela autora, extremamente sensata para os dias que correm? Porque o revisionismo histórico dos dias que correm obriga a que se rescreva tudo quanto foi realizado e redigido, nem que seja para apagar.

A invasão dos transgénicos

Até há uns anos os travecos eram uma raridade, uma curiosidade académica, uma excepção demonstrada em shows exuberantes em cabarets alternativos apresentada como um passatempo excêntrico, não como uma identidade. Um preto zuka que trabalhava no cabeleireiro onde a minha mãe vai, “fazia drag” – Cortava cabelos seis dias por semana e vivia como homem mas à (?) sexta-feira vestia-se de mulher, cantava, recebia. Chegou a ganhar um prémio excêntrico num concurso marado; Não sei se cortou a piça (nem quero saber) mas sei que não interiorizava ou reproduzia a ideia de mulher presa num corpo de homem. Esse conceito foi explorado recentemente (depois de legalizado o casamento gay) e serviu para pressionar os betas à auto-castração. Hoje, estão por todo o lado.

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Hoje os travecas estão por todo o lado

A mudança de sexo é mais do que uma moda. É uma indústria. Na mais antiga clínica inglesa que possibilita as mudanças de sexo, o número de pacientes triplicou em 10 anos. Na Austrália, o número de pacientes decuplicou desde 2012. Em Exeter esse número foi multiplicado por 20; Em Norrington, por 28 . Na Suécia, as operações requisitadas para crianças duplicaram por ano em todos os anos, tendo sido realizadas 197 cirurgias em 2016. São já tantas que se abrem escolas para crianças transgénicas, apartando-as das demais.

Quando um dia a tecnologia permitir a transformação cromossomática, seremos confrontados com a verdadeira possibilidade de um homem se poder transformar em mulher e o contrário. Porquanto, essa decisão já pode ser tomada no útero, pelos Pais, que estatisticamente preferem meninas. Mas durante a vida adulta, não podemos considerar que alguém cujo corpo funciona integralmente como o de um homem deixou de o ser só porque foi capado; Ou como o diz o Ben Shapiro, “se um gajo tiver um acidente e ficar sem pénis, não podemos considerar que se transformou magicamente numa mulher”. Mesmo as feministas radicais como Robin Morgan ou Gloria Steinem se recusam a tratar homens transvestidos de mulheres.

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A segunda, chamou à questão “uma instância assustadora daquilo a que o feminismo nos pode conduzir” e “a prova viva de que o feminismo não é necessário”. Pensava ela que não valia a pena às mulheres da segunda geração de feministas lutarem por igualdade salarial e laboral; Bastava-lhes mudarem de sexo para granjearem as condições de empregabilidade masculinas. Porque são hoje os homens quem maioritariamente pede para trocar de sexo? Como já referimos antes, porque as condições de vida masculinas são tão más, que muitos preferem deixar de ser homens para adquirir por automatismo, os direitos que a sociedade renega aos portadores de pénis. A propaganda transgénica é equiparável a deixar uma corda de nó pendurada no quarto de alguém que tenha pensamentos suicidas e se os vitimados pela disforia de género têm tendências exponenciais para o suicídio, a operação conducente potencia-as em vez de as minorar.,   Foi a razão de o prevenir que os ataques terroristas foram retirados da imprensa, e não a defesa irracional dos terroristas.

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A consequência de não tratar adequadamente a doença mental

Eventualmente, muitos se arrependerão e em dez anos existirá uma avalanche de processos judiciais preenchidos por miúdos que foram pressionados a escambar a genitália durante a infância/adolescência e se encontrarão, à altura, eunucos – Algo semelhante, aconteceu na Suécia que até ’79 castrou milhões de pessoas e foi obrigada a desculpar-se. Ademais, um estudo sobre crianças com problemas de desenvolvimento de identidade de género (sexo), declara que metade os ultrapassa entre os 16 e os 17 anos. Aí têm a resposta sobre a pressão da Geringonça para reduzir a idade mínima de transição dos 18 para os 16 anos, antes que os catraios mudem de opinião.

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A Única Saída

Um aforismo de Oscar Wilde dizia que tudo na vida era sobre sexo menos o sexo; O sexo era sobre poder. No mundo distópico do feminismo o InCel, incapaz de ter sexo está no fundo da pirâmide hierárquica. Alguns tentam manobras loucas para a escalar. Veja-se um amigo de infância meu de infância, beta, com excesso de peso e falta de skils sociais que beijava ostensivamente duas HB10 numa discoteca em 2008. Poucos meses antes, ele decidira assumir-se paneleiro. Elas riam-se com ele e ignoravam-me. “Já viste como é bom ser gay?” perguntava-me. Talvez pensasse que tinha optado por um mal menor, que podia açambarcar prebendas por ser o primeiro a assumir a derrota. Eu percebi que era uma luta fodida: O meu amigo estava a render-se.

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O aforismo de Oscar Wilde

Ou Tina, um InCel que encontrei nas minhas deambulações nessa comunidade. Depois de a abandonar, Tina cortou a piça. O baitola dirige-se de forma muito agressiva aos “rapazes suaves e tipos simpáticos” que afirma “serem os primeiros a virarem-se contra ti”. Uma descrição de si próprio: “O catalizador que o colocou no caminho para o incel (antes da transição) foi o que descreveu como solidão e depressão crónicas”.

A sua opção é consistente com a análise de que os gays e trans são mulheres honorárias “A explosiva popularidade dos homens ocidentais vivendo as suas vidas como “mulheres trans” é indicativo do seu desejo de viver sob os privilégios, protecções e prestígio da sua raça mestra. Não admira porque é que as mulheres Ocidentais são as maiores defensoras das ‘mulheres trans’ porque a imitação continua a ser a maior forma de elogio. Basta-nos olhar para a era anterior à dos direitos civis quando os mulatos se faziam passar por brancos para evitar a posição não invejável de serem cidadãos de segunda classe (…) Vamos admiti-lo. Os mais reconhecidos e celebrados homens no mundo Ocidental são gay ou parecem gay porque a sua própria existência valida o estatuto das mulheres Ocidentais como raça mestra que deve ser emulada e respeitada a todo o custo (…) cada novo homem gay representa um novo seguidor das mulheres como raça mestra”.

Vejam a necessidade dos Polypalhaços em associar-se à narrativa vitimada dos gay sem terem, necessariamente, de tomar no befe.

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A supremacia da comunidade transgénica põe-na num patamar muito mais confortável. Agora, como o meu amigo gay, Tina já não é InCel porque já pode ter sexo. Pior, pode forçar outros homens a ter sexo com ele já que Laverne Cox afirma que “os homens que têm vergonha em sair (ergo, foder) com mulheres trans (homens sem piça) são inseguros pa caralho” porque, “como humanos, a nossa atracção e os nossos preconceitos não vivem em bolhas separadas” ,  porque “se não saíres com mulheres transgénero és transfóbico” e porque  a propaganda de hoje equipara a recusa em meter a gaita na peida dum transformista ao racismo. Lá vou eu ter de enrabar o DanielA para não me compararem ao Hitler. Estou proibido de não querer comer alguém cujo sexo foi estropiado após haver sido “arbitrariamente definido no parto”.

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Estamos entregues aos bichas

A estratégia do meu amigo, de outros amigos, de Tina, revelam a perversão do sistema. Também o transgenderismo de Severus Snape implica um jogo etimológico perverso. Assumi-lo serve para perdoar, para desresponsabilizar miss Evans das suas más decisões. Pressupõe: Entre Potter, o herdeiro de uma família elitista, um tipo arrogante, pesporrente e fanfarrão, e o dócil Príncipe Snape, que – a par de Lily (com taaanto em comum =) )- compensa a carência da pureza de sangue com trabalho árduo e dedicação ao labor (como também se devotaria ao Amor, ainda que platónico) a progenitora de Harry opta pelo Alfa primeiro; parece injusto, parece que a tipa é uma putéfia, mas como todas as escolhas femininas têm de ser desculpadas e aceites a explicação afinal é muito simples:  Lily, legitimamente heterossexual (leia-se, frequentadora do carrossel) tem todo o direito do mundo a escolher um homem com quem se queira deitar; Se recusou alguém, o ónus da escolha recai naturalmente sobre o recusado quem, provavelmente, nem um homem seria.

Está assim justificada a rejeição com a culpabilidade posta em cima do rejeitado: no seu âmago, no seu intimo, é uma mulher e por isso, naturalmente incapaz de atrair o Amor da sua vida. Por determinação de Lily Evans Poter, em virtude da sua falta de atracção, toca de lhe serrar o mangalho (até porque se pode tornar perigoso, ou não fossem os betas violadores em potência).

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A devoção platónica de Snape a Lily hoje faria com que lhe cindissem o nabo

Fazendo zapping por um concurso internacional vi um retracto do futuro, onde todos os apresentadores eram homossexuais bem parecidos, belas mulheres e travecas. Também haviam homens alfas, sobretudo entre os participantes vencedores. Mas o average Joe não tem lugar à frente das câmaras, no palco, independentemente do seu esforço ou talento. Caparem-se é a melhor forma (única?) para atalharem o seu caminho para a ribalta. Ou para combaterem a solidão, como Tina.

O palco do bar alternativo de onde escrevo não tem a exuberância nem a projecção do concurso de que falava. Mas também é exclusivo a eunucos. Do empregado mais vistoso aos tipos que nos passaram à frente, são incontáveis os transvestidos em meu torno. Já dois amigos meus, foram proibidos de entrar. Na casa de banho das mulheres (mas não na dos homens) está um aviso sobre a técnica do Angel Shot, a forma de o bar avisar declarar que pressupõe os seus clientes machos como violadores. Na parede central, encontra.se um aviso com um qr code para um grupo de mulheres (Frente – Nós Todas) que denuncia abusos sexuais que não aconteceram. Os olhares que se me incidem não são afáveis. Talvez fosse mais sensato haver trazido a cabeleira.

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Na recente entrevista a Paul Joseph Watson, Roosh conta como muitos homens heterossexuais preferem fazer-se passar por paneleiros para não sofrerem processos por assédio

Já escrevi que se fosse mais novo provavelmente faria a alteração no registo civil pelo puro deboche. Mas não posso ceder aos caprichos da elite e manter-me firme na luta a que corresponde cada dia no corpo de um homem. Em muitos aspectos, implica manter a sanidade. Recentemente, li o capítulo de um livro em que uma adolescente conta como sacou um broche no wc e fotografou/filmou para a net para chocar, para fracturar e para chamar a atenção de todos quantos vissem o registo multimédia da cena: um broche no wc. Ponham-se no lugar do tipo que vai ser atentado, foco de todas as luzes, reconhecido pela web fora duma geração concebida na web, viciado pelo reconhecimento e na atenção providenciadas por ter, publicamente, uma tipa desejável a mamar-lhe a picha em público. Mas esse lugar não é nem pode ser o vosso, cambada de betas. Quanto muito, podem ocupar o lugar dela – basta que cortem a picha. Ou preferem ser anónimos?

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Num mundo que vive de choque e atenção, os homens betas que não podem tomar o lugar dos alfas são convidados a tomar o lugar das gajas

Ser beta costumava implicar uma posição subalterna na hierarquia masculina, ser condenado a obedecer ou a tomar iniciativas que não rasgassem radicalmente o status quo duma sociedade estável e hierarquizada. Mas os betas tinham direito a essa estabilidade, a um ganha pão, à participação cívica e à reprodução. Gradualmente, com o feminismo, tirámos-lhes o direito de constituir família, depois de trabalhar ou de conservar direitos cívicos e agora de conservarem os seus próprios genitais. Enquanto os desistentes, os perdedores, os feministas, os veganos, os Soyboys, se preparam a entregar a linguiça para ser fatiada, muitos serão socialmente persuadidos à castração. Cabe-nos protegê-los

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Aqueles que não obedecem ao critério feminino arriscam-se hoje a ficar atrás das grades
A serem enforcados
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Seguir-se-á a castração; Cabe-nos defendê-los

8 comentários em “Eles querem-te cortar a piça”

  1. Se há coisa deprimente é ver homens castrados psicologicamente que sob a manipulação feminista atacam ouros homens por estes serem mais “masculinos”.
    Os homens no seu conjunto têm que perceber que estão a levar facadas em toda a linha, já quase nem têm direitos reprodutivos, portanto não faltam razões para deixarem as tretas e começarem a defender-se enquanto homens. E essa defesa tem que envolver o sentimento identitário masculino pois não há outra forma de gerar o sentimento de grupo que no caso das mulheres é praticamente inato e alimentado pela doutrinação pós-modernista.
    Quanto a InCels, esse problema para mim não é uma questão de ter sexo ou não, é uma questão de identidade sexual. É o facto de a masculinidade ser considerada um problema na sociedade do séc XXI, “regardless of age”, e, como vários exemplos demonstram, nem ANTES de terem identidade sexual formada os rapazes estão a salvo.
    Os homens têm mesmo que se preocupar com isto colectivamente.
    Para além do mais, demasiados homens morreram a defender mulheres e crianças, agora não podemos desprezar esse sangue, temos mesmo a responsabilidade de o honrar.

  2. “The Incel revolution is not a joke nor it should be treated as such”

    É isto que tenho dito.

    De resto, não consigo deixar de me espantar com a capacidade de endoutrinação das massas. Começo a perceber o Rosseau quando dizia que a sociedade consegue pressionar as pessoas a tudo. Foi isso que me absorveu no bar. Tal como os Europeus que vão viver para o ISIS, ou como uma rapariga SJW que integra a classe baixa me disse, sem se rir, “eu consigo compreender o meu privilégio por ser branca, acho incrível que o aparecimento súbito de milhões de travecos, consiga persuadir os rapazes – novos, frágeis – a andar de saltos.
    https://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-04-16-O-nome-dela-e-Pedro-e-ela-e-um-monstro

  3. É que as estatísticas dão-me razão, isto é uma coisa recente. Um fenómeno que cresce 500 % em 12 anos é muito. Mas sabes que as práticas clínicas são sensivelmente as mesmas? Porque razão há agora mais gente a querer mudar de sexo do que havia no passado? Se calhar porque há travecas literalmente por todo o lado, porque a televisão os publicita, porque a net os publicita. Há vídeos sobre o assunto, centenas, milhares de miúdos a dizer que querem se gajas e os Pais a empurrá-los. Ainda não estou ao ponto de dizer que se trata duma campanha do george soros que quer esterilizar o Ocidente (apesar de ter amigos que em garantem que as suas pen societies patrocinam este tipo de causas). Mas visivelmente, há uma agenda

  4. a sociedade (e falo do cidadão comum urbanita millennial, não apenas dos media) idolatra o sodomita. idolatra o seu estilo de vida desligado da ordem natural, a sua ‘sublimação’ das realidades básicas da nossa natureza, o seu desprendimento das regras. querem emulá-lo. no início desta última fase da revolução sexual a emulação era a de ter relações transientes e mercantilistas, mesmo que fosse com o sexo oposto. agora é uma emulação concreta: as vine compilations do common filth têm inúmeros miúdos e miúdas a dizerem que são ‘trans’ e que gostam do mesmo sexo – isto é, gostam do sexo oposto. porque querem fazer parte do grupo LGBT, que é idolatrado. antes os miúdos queriam participar em bandas, agora querem ter uma identidade psico-sexual desviante.

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