A Hydra

“O segundo trabalho que aceitou foi a chacina da Hydra de Lerna, de cujo corpo singular brotavam uma centena de pescoços, cada um suportando a cabeça de uma serpente. E quando uma cabeça era cortada, no lugar de onde fora fendida, avançavam duas outras; Por esta razão ela era considerada invencível, e em boa razão, já que por cada segmento subjugado, duas vezes mais assistência vinha em seu lugar” – Diodorus Siculus, Bibliotheca historica

Primeiro foram as comunicações. Depois a nossa página. Na quinta-feira passada, eliminámos a página d’A Távola Redonda da plataforma online mais popular do mundo. Custou-nos pelo dinheiro, tempo e potencial que desperdiçamos, o alcance que perdemos, as possibilidades que rejeitamos. Recentemente, uma peça do DN menciona cinco grupos grupos (Misanthropic Division – Lisboa; Associação Cívica Portugueses Primeiro; Trebaruna; Movimento Social Nacionalista e Escudo Identitário) cuja actividade se consolidou graças à obra prima de Zuckerberg. Congratulo-me pela multiplicidade de movimentos que ascendem contra a corrente com especial apreço para o Escudo cujos fundadores tenho como bons amigos, mas não deixo de denotar a infeliz ausência da nossa Távola, agora removida do cyber espaço.

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Uma das últimas acções do Escudo Identitário

Não sei se as suas páginas se prorrogarão considerada a suspensão da nossa, menos mediática ou popular. Os últimos dias foram aliás excepcionais em matéria de censura: Alex Jones e o seu Infowars foram banidos do youtube, facebook e vimeo, pinteresttwitter, apple e spotify e monitorizado no snapchat; Marine Le Pen foi desconvidada do maldito Websumit e o nosso Roosh foi corrido da Amazon. As palavras da nacionalista Francesa ou os conselhos românticos do Armeno são seguramente mais lesivas do que mostrar dildos a crianças no youtube. Pudera que haja malta a querer criar uma nova internet. Quem os pode censurar?

(Já sei, o Cuckerberg)

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Voltámos-nos a indagar. Voltámos-nos a questionar. Novamente, este podia ser um sinal de que devíamos desligarmos-nos de uma vez. Temos vidas gratificantes, recompensadoras e completas. Não precisávamos disto. Não precisamos disto.

Todavia já mobilizámos muito público, já recebemos muitos clicks, já temos leitores e comentadores assíduos que justificam o nosso fulgor em continuar a trabalhar, a escrever, e a espalhar uma mensagem que já ninguém pode silenciar. Em vez nos calarem, espicaçaram-nos. Em vez de nos silenciarem, convocaram-nos a gritar. Em vez de nos dividirem, persuadiram-nos a reorganizarmos-nos.

A imagem pode conter: comida

Já não somos apenas um blog. Somos uma ideia. Cuidadosamente disseminada sob várias formas, cada uma mais mordaz do que a anterior.

Daqui em diante, tudo quanto escrevermos, estará também postado no gab

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No minds

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No Twitter

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No Instagram

No Google+

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E num facebook em remodelação para provar que sou mais teimoso do que o Cuck

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Somos imparáveis

 

9 comentários em “A Hydra”

  1. Aguentem o barco caralho! São demasiados dias aqui passados para sermos derrubados por betas gritantes! Abaixo os comunas! Cá estou e cá estarei todos os dias à espera de um novo artigo

    1. Ninguém vai desistir de nada. Isto é uma mera inconveniência, um obstáculo ao crescimento, não uma razão para baixar os braços.

      Leitores mais afoitos podem contribuir partilhando os nossos textos nas plataformas onde estamos banidos.

  2. “já temos leitores e comentadores assíduos que justificam o nosso fulgor em continuar a trabalhar, a escrever, e a espalhar uma mensagem que já ninguém pode silenciar”

    Obrigado pela parte que me toca.

    Descobri este blog há coisa de um ano, e é um dos sites que visito diariamente, na expectativa de novo texto. É quase um vício.

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