Web Summit, lá vamos nós outra vez

Perante o silêncio ensurdecedor dos CIGanos, o Web Summit avança novamente em 2018 com o Desconto Patareca.

Para o evento em Portugal vão estar disponíveis 10 mil bilhetes que só podem ser comprados por mulheres, havendo ainda a possibilidade de ganhar um desconto de 765 euros no preço da entrada da feira de tecnologia se recomendar duas amigas.


P. S. Mail enviado para os CIGanos:

Boa tarde

Na sequência do contacto feito previamente (ep108873r), do qual não houve uma resolução satisfatória, vimos mais uma vez por este meio denunciar o Web Summit, que se prepara novamente para oferecer um desconto de 90% exclusivo para mulheres, numa clara violação dos princípios de igualdade de género, com a agravante de se tratar de um evento internacional de grande visibilidade.

Fonte:
https://web.archive.org/web/20180721103247/https://tek.sapo.pt/extras/site-do-dia/artigos/women-in-tech-web-summit-volta-a-reservar-bilhetes-so-para-mulheres

Gostaríamos de saber quais as medidas que a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género pretende tomar relativamente a este assunto.

A reincidência nesta prática e o silêncio da Comissão contrastam com a celeridade com que actuou em situações passadas muito menos importantes e flagrantes.

Não é que n’A Távola Redonda tenhamos dúvidas de que a CIG tem uma agenda que nada tem a ver com a igualdade, mas pretendemos que o público em geral tenha noção disso.

No altamente improvável cenário de estarmos equivocados, seria positivo que abordassem esta questão de forma mais incisiva do que no ano passado.

Cumprimentos,
O Patriarca

atavolaredonda.com

8 comentários em “Web Summit, lá vamos nós outra vez”

  1. Isto é mesmo enjoativo.
    Vejam bem o cenário dantesco da moderna sociedade ocidental do séc XXI, e digam-me que isto vai acabar bem:

    — desde a Idade da Pedra que os homens (masc) literalmente inventam tecnologia
    — uma pessoa nasce em 1995 sem pénis (coitadinha, é deficiente)
    — em 2018, sai da faculdade onde entrou com médias tiradas em 12 anos de ensino feminino
    — hoje a coitadinha passa à frente dos homens em mais um certame tecnológico porque essa coitadinha e todas as coitadinhas antes dela (que têm muito a ver com ela) não tiveram o “privilégio” de tirar a humanidade das cavernas, matar bichos selvagens e a por em casas aquecidas com gatos fofinhos e telemóveis com IA embutida nos processadores ligada à net em todo o lado

    Coitadinha daquela pessoa que em 1995 foi diagnosticada com a patologia do século, “sexo feminino”.

  2. (cont.)
    Inclusividade e diversidade na Enfermagem? Não faz sentido, porque as mulheres são as “cuidadoras” e os homens raramente querem saber disso.
    Inclusividade e diversidade no Ensino? Não faz sentido, porque as mulheres são as “educadoras” e os homens não mostram interesse nem apetência para tal. E porque as crianças portuguesas não precisam de figuras de referência masculinas.
    etc etc

  3. Entradas gratuitas ou praticamente gratuitas e mesmo assim elas não aproveitam… E lá até estão homens “apetecíveis” para elas…

  4. Não irem lá até demonstra inteligência. Quem trabalha em tecnologia ou se interessa pelo assunto não tem nada a aprender lá.

    Ir a um evento de tecnologia para ouvir a Sara Sampaio a choramingar sobre assédio, ou um transgenero a falar de discriminação é só um desperdício de dinheiro, seja qual for a quantia.

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