Dois Dias

Compreendo os críticos de Marx e Fukuyama, relutantes a realizar uma leitura científica, determinística e exclusiva do curso da história; Não compreendo os que estão obstinados a ignorá-la, recusando-se a aprender com ela.

No meu último texto questionei-me se seria apenas uma questão de tempo até, um dia, algum InCel voltar a matar. Na verdade, foram dois dias: em Santa Fe, Novo México, Dimitrios Pagourtzis assassinou a tiro 8 colegas e dois professores. Diz que mataria todos aqueles de quem não gostava porque o tratavam mal, excomungavam-no e agrediam-no diariamente. O assassino tinha ascendência Ocidental/Europeia, era homem e heterossexual. E – apesar de ser aluno de straight A’s, frequentar a Igreja, emprestar dinheiro aos amigos, praticar desporto, não possuir registo criminal, não beber álcool nem consumir drogas, o pacato Pagourtzis era vitima de bullying. Abaixo deixo as fotos mais emblemáticas dos seus Bullies americanos.

Bully anglosaxónico – Garcia, tem um nome tipicamente britânico
Bully Norteamericana – Angelique Ramirez
Bully fuzilada – Foi furada quatro vezes na boca, muito antes dos disparos
Bully caucasiano
lol
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Bully SoyBoy
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Bully Fufa
Bully quenga – filha de Sara Rodriguez

Há falta de controlo de armas  na região dos assassinatos? Claro. E de controlo de emigração? As armas estão omnipresentes. Os autóctones ausentes. A segunda emenda da constituição é tão responsável como a Naturalization Act. E é inacreditável que estes miúdos se instalem em país alheio para infernizarem a vida dos locais.

Perdoem-me a comoção em torno de um assassino. Em minha defesa: não sou o único! no grupo Dimitrios Pagourtiz Pesquisa e Discussão a mensagem central repetida pelos utilizadores é Rise Up Against the Bullies.

Como sempre, opomos-nos todos a qualquer tipo de violência e repudiamos o comportamento do jovem assassino. Mas enquanto escrevia estas palavras, percebi como o meu cérebro fora sequestrado para tomar indefinidamente o partido das vítimas vingativas que derrubam carrascos. Terão sido os  Pearl Jam (Clearly I remember/ Pickin’ on the boy Seemed a harmless little fuck/But we unleashed the lion/Gnashed his teeth and bit the recessed lady’s breast/How could I forget/And he hit me with a surprise left/ My jaw left hurting/ Dropped wide open(…)King Jeremy rulled his world) a fazê-lo? Terão sido os Linkin Park (Forfeit the game, before somebody takes you out of the frame/Put your name to shame, cover up your face/You can’t run the race, the pace is too fast, you just won’t last)? Terão sido oitocentos filmes de adolescentes que formataram mais os meus valores do que qualquer professor na escola? Claro que não. Foi a Bíblia.

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Munido de uma arma de médio alcance, acertando na cabeça do guerreiro filisteu com um projéctil, David o Belenense é um dos protagonistas do Livro de Samuel no Velho testamento; Seria coroado Rei de Israel e é tido como antepassado terreno de Nosso Senhor Jesus Cristo

Quase todos os comentadores declararam que este era um caso diferente dos outros. Porquê? Pela selectividade de um rapaz que em vez de matar todos quantos visse, poupou “os miúdos que eram bons miúdos“? Porque se quis suicidar e não conseguiu? Um pouco de tudo. Ah e porque a motivação central do homicídio em massa foi uma gaja.

 

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A motivação central do homicídio em massa terá sido a filha de Sara Rodriguez

Num “comunicado” publicado no facebook, a mãe de Shana Fisher terá escrito que “a filha foi intencionalmente visada por recusar os avanços do homicida ao longo de quatro meses” e que “na semana antes do atentado o enfrentou e humilhou publicamente”. Inexplicavelmente, o advogado de Pagourtzis prefere contrapor que essa rejeição nunca aconteceu porque, para Nicholas Poehl, a possibilidade de Pagourtzis ser indesejável torna os seus actos mais condenáveis. Para Sara Rodriguez, a melhor forma de honrar e elevar o nome da filha assassinada, é apresentá-la ao mundo como a adolescente que deu barra ao homicida. É um feito!

Lembro-me quando Fernanda Câncio escreveu “A prostituição é uma subversão das regras: as mulheres passam de presas a predadoras;  Não são passivas, são elas que escolhem fazer aquilo e ser sexualmente ativas, e isso contraria todo o estereótipo da mulher enquanto vítima, passiva, submissa, à mercê dos homens. (…) Aquilo que observei no meu trabalho de campo é que o poder do cliente existe até que ele escolhe a mulher. A partir desse momento, naquela relação, o poder está todo do lado da trabalhadora ou trabalhador sexual: é ela ou ele que dita as regras, diz o que faz, como faz, e por que dinheiro faz, que tipo de práticas, com ou sem preservativo. Se uma mulher não quiser fazer sexo anal”. Este é o poder da mulher: Dizer que não. E levar um tiro.

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O atentado de Santa Fe é o 22º ocorrido nos Estados Unidos durante este ano. Todos eles foram cometidos por rapazes humilhados. Em vez de encará-lo como um problema, apoiar estes miúdos, muitas das análises que encontrei reforçam a necessidade de os rebaixar, perseguindo-os desde o berço para garantir a sua submissão.  Até houve quem escrevesse que a misoginia mata, que é uma tomada do poder pelo patriarcado, que a culpa é de Trump, que é a masculinidade tóxica que incentiva estes homicídios ao persuadir os rapazes a competirem uns com os outros pelo maior número de parceiras sexuais quando na verdade a maior parte apenas se quer sentir integrado, ter companhia, ternura, ser amado.

Não compreendo uma cultura onde a emasculação, a rejeição e o bullying são celebrados como a mãe Rodriguez o faz, mesmo quando produz estes resultados. Lamento constatá-lo, do fundo do coração. Mas de facto, se ao menos Shana Fisher tivesse dito que sim, dez (onze) jovens vidas teriam sido salvas. Querem continuar a troçar do rapaz? Uma ideologia deixa de ser alvo de troça quando apresenta uma contagem de mortos

 

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Se Shana Fisher tivesse dito que sim, a vida de onze pessoas teria sido salva

Mas o que pode o mundo, o estado, o POTUS, fazer para evitar novos massacres como o de Santa Fe? Promover uma atmosfera cultural onde a rejeição se torne um ónus feminino? Conduzir os Pagourtzis desta vida para dentro dos lençóis e solucionar as suas frustrações? Terão Dimitrios, Alek e Eliot o direito a ter relações sexuais e, com esse direito injustamente negado, o mesmo deve ser reposto? Sim.

Os Direitos de Dimitrios

Não deve ter sido com a intenção de apoiar um miúdo heteró que a 17 de Junho de 2011 o concelho das Nações Unidas para os Direitos Humanos determinou como Direito Universal, o Direito à Sexualidade. Outros documentos legais já tinham sido redigidos por grupos da UN: A carta dos princípios de Yogyakarta (Toda a gente tem direito à integridade física e mental, autonomia e autodeterminação independente da sua orientação sexual (…) tomando medidas que combatam o estigma, a discriminação e os estereótipos baseados no sexo (…) combatendo o uso desses estereótipos, bem como as perspectivas casamenteiras ou outras racionalizações religiosas, sociais e culturais para justificar modificações às características sexuais), a carta Universal dos Direitos do Homem (Homens e Mulheres de idade adulta, sem limitação devida à raça, à nacionalidade ou à religião, têm o direito de casar e formar família. Têm os mesmos direitos durante o matrimónio), o Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais (Direito à vida famíliar), o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (O Direito do Homem de idade casamenteira a casar e encontrar família deve ser reconhecido), a Proclamação de Teerão (Os Pais têm o Direito básico humano a determinar livre e responsavelmente o número e o espaçamento dos seus filhos).

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Conhece os teus direitos

Uma formação em legislação internacional, explicaria às queixosas que os InCels têm direito (de acordo com a Associação Mundial para a Saúde Sexual e desde 1999) “Ao mais elevado atingível padrão de saúde, incluindo de saúde sexual; com a possibilidade de experiências prazenteiras, satisfatórias e seguras”. Têm o direito (de acordo com a Comissão Internacional de Juristas e desde 2006) “À capacidade de profunda atracção emocional, afectiva e sexual, ao estabelecimento de relações íntimas com indivíduos de um género diferente”. Têm direitos.

Num painel de debate sobre a lei Cristas, ouvi em tempos que o despacho contrapunha dois direitos constitucionalmente salvaguardados: O direito à habitação e o direito à propriedade. Quando encontramos alguém que rouba de um supermercado para se alimentar, vemos contrapostos dois direitos constitucionalmente salvaguardados: O direito à propriedade e o direito à subsistência. Mas porque nos solidarizamos com o inquilino faltoso que não quer dormir na rua, com o mendicante larápio que não quer morrer à fome, mas não com os abusadores sexuais?

Se o sexo pode ser uma experiência bela e alegre partilhada, uma expressão de compaixão e Amor altruístico feito objecto de canções e lendas porquê vedá-lo a tantos homens necessitados; E se não passa de um divertimento inconsequente, porque não cedê-lo levianamente?

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Huckeberry Finn, o protagonista dos contos de Mark Twain, frequentemente furta para comer mas o leitor é convocado a solidarizar-se com ele e não com os merceiros desfalcados

Feminismo 

Em torno dos InCels não existe misoginia, existe misandria selectiva (hipergamia). Mas os InCels odeiam o feminismo mesmo que muitos tenham sido feministas. Porque eles mudaram ou porque o feminismo mudou?  O nosso Lynce já o explicou e creio que a mais desgraçada comunidade InCel concordaria com ele. Quando o feminismo pedia direitos eleitorais iguais, os homens apoiavam-no: a democracia devia incluir a participação de todos por igual. Quando o feminismo solicitava direitos laborais iguais, os homens subscreviam-nos: a sociedade devia remunerar o trabalho de todos por igual.

Mas a luta da terceira vaga é contraditória. O feminismo agora exige direitos culturais iguais, os homens entreolham-se: a sociedade devia aceitar o comportamento de todos por igual, mas podem esses comportamentos tornarem-se mais igualitários? Muitos homens cessariam com o slut shaming,  com o body shaming e tudo demais, se lhes fosse outorgado um acesso equivalente ao mercado sexual. Não é. Enquanto esse aspecto do relacionamento intersexo não for igual, todos os demais deverão ser diferenciados.

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Enquanto esse aspecto do relacionamento intersexo não for igual, todos os demais deverão ser diferenciados

As demais lutas igualitárias foram resolvidas por meios legais. Despachos e decretos-lei que forçaram os empregadores a adquirir mão-de-obra fêmea, forçaram as comissões eleitorais a receber votos do mulherio. Podemos aqui agir da mesma forma? Ilegalizar a hipergamia feminina como forma de discriminação equivalente ao racismo ou à homofobia. Os InCels buscam essa igualdade que lhes foi extorquida. Da mesma forma como os empresários abastados cedem parte considerável dos seus vencimentos (valor S) em prol da ordem social, as mulheres devem ceder (valor R). Ou a supracitada ordem ficará francamente ameaçada.

Urgência

Em  Soumission Houelebecq prevê uma França distópica com sete (dez?) milhões de muçulmanos organizados e desejando impor uma agenda (sharia, poligamia etc) ao resto do país. País ocupado por uma estrutura societária niilista, fragmentada, dividida e enfadada. O problema não é discutir a justeza das suas reivindicações mas sim como lidar com sete milhões de indivíduos coordenados, dispostos a tudo e objectivamente muito zangados. É neste patamar que se encontra o problema dos InCels. A respeito do Islão, os líderes Franceses já não o escondem –  Têm medo.

Incels are way more about this sort of sentiment than trying to get dates.

É que este critério é muito objectivo. Foi o mesmo que moveu os sindicatos Americanos em 1886. Um ano antes da segunda internacional declarar o dia do trabalhador, os cavaleiros do trabalho (Knights of Labour) paralisaram meio milhão de postos de trabalho reivindicando a redução do horário laboral. Os políticos tiveram de se render às evidências: Se não agissem, se não cedessem, o país parava.

A comunidade InCel já canonizou mais dois santos desde o meu primeiro texto. Os políticos e os agentes de mercado ainda não agiram. Mas cederão. Amanhã, haverá um bully a questionar-se se será boa ideia aterrorizar a vida das suas vítimas. Amanhã, existirá uma rapariga evitando refutar os avanços de outrem. Amanhã, os sentimentos de um rapaz jovem serão poupados. Vidas serão poupadas. Podemos não estar a caminho de um mundo pior.

8 comentários em “Dois Dias”

  1. Não concordo nada.

    Em primeiro lugar toda essa papelada de ONUs, e organizações socialistas associadas, não passa de papel higiénico de fraca qualidade.

    Depois há que ter em conta que as miúdas sempre deram negas aos nerds, gordinhos, trapalhões, etc. (eu sei, eu era nerd e gordinho).

    O problema é da sociedade imediatista. Temos que ter tudo para ontem. Os jovens abaixo do 25 anos estão habituados desde o berço a ter o mundo todo na palma da mão. Esperar 3 dias por uma entrega da Amazon deixa-os parvos.

    O problema está também nos media/Hollywood. Os filmes de adolescentes americanos passam muitas vezes por um totó (rapaz, mas por vezes também rapariga) completamente estranho socialmente, que sem saber como nem porquê saca a cheerleader mais jeitosa da escola. Exemplos disto, A Teoria do Big Bang, ou o filme Scott Pilgrim.

    Este rapaz, ao ser negado, vê o seu mundo a desabar, porque viveu sempre numa sociedade em que tudo chega sem esforço e em que o trapalhão desajustado saca a miúda que quer, bastando para isso fazer meia dúzia de parvoíces pseudo românticas.

    Para um jovem de 18 anos é mais atrativa a história que os filmes são reais e que a cheerleader vai ficar louca por ele e vê-lo a jogar Magic durante horas do que a alternativa:
    -Vai ter que perder uns 20 quilos;
    -Vai ter que estudar e trabalhar para arranjar bens materiais;
    -Vai ter que aprender a falar com as mulheres;

    Pelo menos, de tudo o que tenho lido neste excelente blog, a ideia com que fico é que choramingar e esperar que a rapariga caia do céu não resulta. Choramingar por supostos direitos, então, é coisa tão de bloco de esterco que até doi.

  2. Gostava de deixar o meu ponto em relação a este tema.
    Quanto ao bullying, deve ser combatido em várias vertentes, incluindo em dotar as vítimas ou potenciais vítimas de capacidades de resiliência e de reporte à sociedade / autoridades dessas situações. E a sociedade/organizações deve ser pressionada sempre a dar uma resposta cabal aos alertas.
    Quanto a mulheres, acho mesmo que temos que convencer os rapazes e homens de que se devem focar noutras coisas, nunca primariamente em mulheres e muito menos numa única mulher.
    Desde que a sociedade deixou de ser exigente para com as mulheres, já lá vão décadas (uns 60 anos), que elas passaram a ser um autêntico buraco negro — um sorvedouro de recursos, de talentos, de trabalho, de investimento, da sociedade. É importante pois que os homens percebam que têm que gravitar noutros centros de massa, porque isso é à partida um caso perdido. Com isso perdem os homens e perde a sociedade num todo.

  3. “Em primeiro lugar toda essa papelada de ONUs, e organizações socialistas associadas, não passa de papel higiénico de fraca qualidade.”

    Aí é que está o gozo.

    Essa papelada (que tanto trabalho me deu a explorar) foi inventada para proteger rabetas, travecas, quengas e todo o tipo de degeneração que possamos imaginar. Foi inventada nos laboratórios sociais dos departamentos de sociologia onde a malta se vem (literalmente) com a exploração abusiva destas temáticas. E por falar em abuso, a sua próxima luta será – eu apostava os meus nisso – a legalização da pedofilia.

    Mas se a levarmos à letra, a conclusão da apreciação cumulativa da legislação supracitada, é a que citei. Afinal os homens têm direito ao sexo. E agora?

    xD

    Depois de passar horas a deambular por fóruns InCel (coisa que me custou quase tanta sanidade mental como explorar os tratados das Nações Unidas) fiquei na impressão de que o ponto deles não é a comparação com a realidade ficcional que a pop culture fornece, mas com a realidade que observam no sexo oposto. Ou seja, os tipos que estão dia e noite a ouvir falar em igualdade e progressismo em direitos iguais para homens e mulheres, na necessidade de combater a discriminação da mulher no mercado de trabalho, na rua, de proteger a mulher da exclusão social, do #mulhernãoentra, da #rapeculture, vêm a quenga burra e gorda da minha prima que

    – Não teve que perder 20 quilos
    – Não teve que estudar nem trabalhar para arranjar bens materiais
    – Não teve que aprender a falar com homens

    E basta-lhe abrir a pernoca para continuar a garantir tudo sexo, conforto material e protecções sociais incomensuráveis.

    Nada disto vem no contexto da RedPill. Na RedPill apercebemos-nos das necessidades femininas, inscrevemos-nos no ginásio, empreendemos uma carreira, trabalhamos, lutamos.

    A BluePill (feminista) faz o oposto. Constata a realidade, queixa-se, berra e vive da autocomiseração e da piedade alheia. Se for gaja (e gorda, como a minha prima) alguém há-de acorrer e ajudar. Se for um tipo, está tramado.

    Não é por acaso que muitos RedPillers comentaram como o Eliot Rodger – um tipo que nunca levantou peso ou fez uma abordagem – foi o primeiro feminista homicida.

    E é aqui que entra a filosofia BlackPill. Que é a dos InCels. Que vem depois da RedPill.

    Segundo a BlackPill o sistema está de tal ordem antagonizado aos homens que todo o esforço no sentido de sobressair é excessivo. Que a acreditar na cultura igualitária, nomeadamente na que está descrita na lei, não é suposto um tipo ter de se esforçar mais do que as mulheres. E muitos, tal como as feministas, ao constatarem as desigualdades começam o berreiro. Eventualmente o berreiro e a atenção que acarta torna-se viciante e muitos InCels, tal como muitos PUA’s, preferem subsistir emocionalmente do apoio que as comunidades lhes dão do que procurar activamente sair delas – a máxima do Nils Strauss que vencer o jogo, é saltar fora.

    Mas em cada dez mil InCels, há um que se torna violento. Não se resigna a discordar das regras, quer mesmo acabar com elas. E com as gajas também. Aí tens um Pagourtzis. Se tiveres um por semana, deixou de sr uma ocorrência. Tornou-se numa epidemia.

    O problema é contê-la. Porque Estes tipos – O Minassian, o Rodger etc – não se encontraram, não frequentaram reuniões ou convenções ou grupos comuns. Não eram amigos nem conhecidos. Nada os junta a não ser a ascendência, filhos de uma cultura profundamente doente onde o imediatismo, o hedonismo, o feminismo, o facilitismo são virtuosos.

    Não se muda essa cultura por decreto. Nem por queixume. Nem pela palavra escrita, neste blog. Talvez seja possível fazê-lo em espaços recônditos, isolados, nas comunidades e tal. Ou talvez haja uma hecatombe e muito disto vá com o boda. Quando esse dia chegar, estaremos prontos para tomar o nosso lugar

    1. Os marxistas acabam sempre por embrulhar tudo, porque nada é guiado pela lógica, apenas pretendem desestruturar a sociedade.

      Por exemplo, quotas para mulheres + géneros fluidos = quotas para o galheiro, qualquer homem se pode assumir como qualquer um dos 100 géneros e preencher a quota que bem entender.

  4. Esse é o caminho do movimento MGTOW. Uma boa parte dos homens que chega aos trinta solteiro, toma esse caminho. Sinceramente, também se tornou o meu.

    Já fiz abordagens, já fiz encontros, já tive fins de semana fora, já sarjei, já me inscrevi em duas dating apps e, claro, tive o Tinder. É tudo um desperdício de tempo. Se o tempo que usei a procurar mulheres tivesse sido investido nas minhas empresas, hoje, eu seria mais rico do que o Bill Gates. Se tivesse sido investido numa carreira científica, hoje, eu teria mais artigos publicados do que o Xuebing Xu. Se tivesse sido investido numa carreira desportiva, tinha mais prémios do que o Lance Armstrong e mais skill do que o Nino Schurter. Aliás, não é por acaso que o Roosh diz que os acomplishments são o produto do esforço pelo tempo.

    Mais que penso no assunto mais o concluo. Sinceramente, o engate é um loosing game. Há tipos que têm jeito: ligam o Tinder e três horas mais tarde estão dentro da piquena. Posso louvá-los ou invejá-los, mas a verdade é que se o processo exige mais tempo e esforço do que esse, não compensa o investimento.

  5. https://observador.pt/opiniao/a-logica-das-causas-fracturantes/

    “Não será provável vermos um parlamento só com deputados de barba, fato e gravata, mas dos quais 40% tenham ido ao registo declarar que eram mulheres, para efeitos da sua inclusão nas listas de candidatos? Nos Estados Unidos, por exemplo, ficou célebre o caso da mulher branca e loura que, depois de pintar o cabelo e de se bronzear, se fez passar por negra, de modo a beneficiar do sistema de “discriminação positiva”. Acusada de fraude, argumentou que era “transracial”: apesar de branca e loura, sempre se sentira negra. Aqueles para quem ser negro não é uma opção nem apenas um “sentimento” não acharam graça.”

    Se eu tivesse 16 anos, juro-te que ia no dia ao registo e obrigar a escola toda a tratar-me no feminino. Haveria de ser a chalaça da história

  6. Excelente texto e excelente comentário de resposta ao Zé Manuel Tonto! Acho assombroso que ainda haja tanta gente a acreditar que a culpa é toda dos InCels. Ou que os InCels são todos obesos, incompetentes sociais ou afins. Olhem bem para alguns dos homens que as mulheres escolhem como parceiros: africanos monossilábicos com um QI de 80 ou menos, broncos dos bairros periféricos vestidos à gangster, analfabetos funcionais, mas com um ego do tamanho do Evereste, ou então betinhos narcisistas que gastam mais dinheiro em roupas, em depilações, ou com o carro de marca que compraram em segunda mão do que a educar-se ou a poupar para acumular património e não passar privações quando forem mais velhos.

    O grande erro dos InCels foi terem dado ouvidos às feministas na escola e na televisão, provavelmente pelos facto de as feministas terem sido as suas principais educadoras, responsabilidade de que os pais “modernos” se demitem cada vez mais. Há uma coisa que os homens nascidos há 40 ou mais anos não entendem em relação aos ‘millennials’ e à ‘geração z’: sempre foi difícil ser homem, mas antigamente partia-se do zero, agora parte-se de números negativos! Os homens nascidos nas décadas de 60 e 70 podiam não ter exemplos masculinos, mas também não tinham tanta gente a tentar torná-los femininos. Não vamos mais longe, basta olhar para o cinema: dantes tínhamos o Humphrey Bogart, o Cary Grant, o Steve MacQueen, o Clint Eastwood, o Charlton Heston, o John Wayne, o Charles Bronson… agora temos o Keanu Reeves, o Brad Pitt, o Adam Sandler, o Steve Carell, o Leonardo DiCaprio, o Ryan Reynolds, o James McAvoy… e nem me atrevo a ir à televisão, porque aí é o degredo total, desde o neurótico George Costanza (Seinfeld) até aos três eunucos da série Friends, passando pelos ‘soy-boys’ da Teoria do Big Bang!

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