A verdadeira misoginia…

… chama-se “feminismo”.

Esta semana estalou uma nova polémica em torno do sexismo. Uma campanha antitabágica dirigida especialmente às mulheres lançou um anúncio bastante forte a puxar ao sentimento.

Aparentemente dizer que “uma princesa não fuma” é um crime de lesa-género ou qualquer coisa assim. Como não podia deixar de ser, as sapatonas e as harpias estão metidas ao barulho. Veremos se as queixinhas feitas aos CIGanos obtêm uma resposta mais célere do que a última d’O Patriarca.

Vamos por um momento ignorar o facto de haver uma campanha anti-tabágica dirigida exclusivamente a mulheres, apesar de haver mais homens fumadores.

Vamos focar-nos antes na reiterada demonstração de que as feministas odeiam a feminilidade (tanto ou mais que a masculinidade) odeiam o sentimento maternal, odeiam as princesas, odeiam tudo o que é humano, bonito, natural, e só querem ver o mundo a arder, vale tudo desde que “o heteropatriarcado” arda também.

Como é frequente nestas situações, há uma deliciosa ironia por detrás de tudo isto: o guião foi feito por duas jovens da Escola Profissional de Artes, Tecnologias e Desporto. Com uns tenros 18 aninhos, Beatriz Moreira já percebeu que  “Essas pessoas que se consideram feministas são na verdade aquelas que mancham o nome ‘feminismo’“. Pois é, duas jovens lançando-se na sua profissão foram brutalmente assediadas por aquelas que apregoam defender os seus direitos.

O realizador, por seu lado, demonstrou que ainda há alguns homens com eles no sítio – ao invés do usal patético pedido de desculpas, que por sinal costuma servir como o sangue na água que dá luz verde às piranhas de esquerda para avançar em força e devorar a vítima, ripostou à altura.

As pessoas perderam completamente a noção? As mães e as primas e as tias que nunca chamaram princesa a uma miúda de oito anos que se levantem e que se acusem. Desde quando se tornou ofensivo dizer, numa festa ou num jantar, ‘Olá, princesa, estás tão bonita’?”

andre badalo
André “As bolas não servem só para ornamentar o” Badalo

Felizmente já só uma minoria se identifica com esta perniciosa ideologia marxista (como de costume, não há números em Portugal). Infelizmente, ainda permitimos que façam muito barulho.

7 comentários em “A verdadeira misoginia…”

  1. Estas merdas chegam sempre a Portugal com um lag de 5- 20 anos. Foi assim com a droga, com os Esquerdismos regressivos – basta veres como o Bloco, fundado simbolicamente no dia do Estudante em 1999, tem o seu programa-matriz baseado no Maio de ’68, 30 anos antes. A dialéctica da geringonça é copiada da grega de 2012, 6 anos em atraso. O Vasco Pulido Valente escreveu isso no Observador, somos há 150 anos um país de imitadores. É o tema essencial d’Os Maias, o deslumbramento pacóvio da burguesia ‘tuga com o que vem de fora (a dita nobreza não é muito melhor, sempre quis ser Madrilhena). O cumulo do pro-Americanismo Luso são as ridicularias que se presta o Mamado Ba, como se o BLM tivesse incidência demográfica em Portugal. Aliás, o facto de Portugal não ser racista é a sua maior frustração: Acabam inevitavelmente a falar sozinhos.

    Deixa-me só corrigir-te numa coisa: A justificação da campanha, supostamente, é a maioria dos fumadores jovens serem mulheres. O que dava para dissertar ad nauseam sobre comportamentos massificados, i.e., enquanto que a maioria dos homens novos evita o tabaco porque se mancaram que faz mal, as pitas continuam a fazê-lo na lógica da manada. Aliás, como em qualquer outro padrão de consumo. http://www.scielo.mec.pt/img/revistas/pne/v15n5/15n5a04f2.gif

    1. Eu sei que a justificação da campanha é essa. E até acho que faz sentido, por isso não entrei por aí. Mas imagina o barulho que esta gente faria se houvesse uma campanha dirigida aos homens, que em número absoluto ainda são quem fuma mais.

      Não se pode entrar em diálogo com a esquerda radical.

  2. óptimo comentário.

    a única coisa que discordo é que fumar faz mal. fumar faz bem, aumenta a testosterona e a capacidade de concentração (com um custo muito pequeno para os pulmões, sobretudo tendo em conta a poluição industrial que há no ar). mas bom, deviam ser os homens a fumar, e não as mulheres. o facto de mais raparigas jovens fumarem que rapazes é mais um exemplo da efeminação masculina.

    Ilo

    1. Eh pá não. Fumar NÃO faz bem. Pode ter alguns efeitos positivos, mas o global é mau. O pior nem são os pulmões, é a circulação. Mesmo esse efeito da testosterona diminui com consumos mais elevados. Se alguém fumar 1 ou 2 cigarros por dia não vai ter problemas por isso, mas poucas pessoas consomem a esse nível.

  3. discordo e estou aqui como prova. sou fumador regular há quase 15 anos e sou a pessoa mais saudável que conheço (o mesmo para o meu pai e o meu avô, só que ainda com mais anos de fumo e de vida). claro que a genética é uma força poderosa, e influencia isto também. mas um não fumador com genes maus terá problemas com ou sem fumo.

    agora, é preciso fazer uma ressalva importantíssima, que me esqueci de fazer anteriormente. a porcaria que a maioria das pessoas fuma (cigarros industriais, já para não falar do vaping e dos cigarros aquecidos ou lá o que é essa paneleirice), esses são de facto prejudiciais, mas não por causa do tabaco. o problema é a enorme quantidade de substâncias adicionais que lá colocam. bom tabaco de enrolar, cigarrilhas, charutos ou tabaco de cachimbo são completamente diferentes. e eu próprio noto a diferença. o meu exercício no fim de semana é basicamente ir para o Monsanto fazer sprints pelas colinas acima intercalado com cigarros (tabaco de enrolar de qualidade), e não tenho o mínimo de problemas. se fumar um cigarro normal, até andar pela colina acima me custa. comecei a notar isto quando ia jogar à bola e fumava um cigarro antes, um dia fumei um de enrolar porque me esqueci dos meus e notei a diferença no jogo. a partir daí fui pesquisar e experimentar.

    a redpill passa em grande parte por questionar as várias mentiras que nos são vendidas. uma das mais vendidas é a de que o tabaco é um dos maiores males, e que é pior que as outras substâncias todas. comparado com a porcaria na comida, na água, no ar, os fitoestrogéneos nos plásticos, etc – é, na pior das hipóteses, negligenciável. por alguma razão, a redpill do tabaco é das que encontra mais resistência.

    para um cidadão de uma metrópole exposto à poluição, fumar ou não é praticamente irrelevante para a quantidade de porcaria que se respira. e tendo em conta os níveis de stresse, é isso sim um benefício de saúde mental. se vivessemos numa sociedade agricultural ainda, de facto não haveria grande necessidade de fumar. mas como estamos tão removidos desse ideal e dos hábitos físicos e mentais que vêm com ele, fumar é bom (com a ressalva feita acima).

    Ilo

    1. Um caso não é evidência. Além de que 15 anos de consumo moderado não dão grandes consequências. O problema é que a maioria dos fumadores nem consome moderadamente nem apenas durante 15 anos.

  4. bom, um caso é exactamente evidência de um caso. depois depende do que entendemos por consumo moderado. eu tento ser moderado em todos os prazeres, pois quando se o não é estamos a fazer desses prazeres um ídolo terreno. Pretendo no entanto continuar a fumar até ir desta para melhor. Acho que é uma boa discussão para termos enquanto fumamos uns cigarros (ainda há um ou dois lugares masculinos onde se permite essa actividade).
    um abraço

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