A fisiognomia é real #2 – moda sem género

Hoje O Patriarca vai correr um risco. Há umas semanas deparou-se com este artigo. Como os leitores regulares adivinharão, o título provocou-lhe logo um desagradável frisson. Mas ao ver a fisiognomia do autor, foi tomado de uma certeza: não vai sair nada de jeito daqui. Portanto tomou a decisão de guardar o escrito para ler mais tarde, e dedicar-se antes a escarnecer da Amelita Falóide que o debitou. Expõe-se a fazer figura de urso caso a diatribe tenha argumentos relevantes, mas tal é ainda mais improvável quando o autor se apresenta assim:

Quando escrever é uma necessidade quase fisiológica e o gosto por andar sempre em cima do acontecimento difícil de contornar, ir para jornalista é mesmo o melhor remédio. Nunca tive um blogue (até ver), mas a moda e os seus meandros foram sempre os temas que mais latim me fizeram gastar. Durante cinco anos não larguei as páginas da revista Time Out Lisboa. Entretanto, a cidade ficou pequena para tanta prosa. Agora, é discorrer para o país e para o mundo, sobre moda, design, estilo e gente criativa, e, tal como num desfile, sempre na primeira fila.

mauro goncalves
Quanto é que apostam que nessa boca só entra piça e só sai merda?

O Patriarca lamenta a qualidade da imagem, mas é a única que conseguiu encontrar da patética criatura. Se algum leitor tiver a gentileza de partilhar outra, será adicionada.

A moda nunca será sem género por um período significativo de tempo porque os seres humanos saudáveis exibem polaridade sexual, sempre a exibiram, e vão continuar a exibir. Se ocasionalmente surgem modas fugazes que buscam através de vestes andróginas amenizar este facto imutável, é essencialmente por dois motivos.

  1. A moda é maioritariamente criada por abafadores de cacete.
  2. A moda é maioritariamente consumida por mulheres, que são animais de rebanho frequentemente invejosas de pila. Ah, e por abafadores de cacete*.

Por isso, os desvios dessa normalidade são promovidos por degenerados e consumidos por harpias, mas logo o inexorável mercado sexual se encarrega de corrigir estas tendências.

Os leitores que num momento de fraqueza se sintam compelidos a alinhar em rabicharias que estão na moda poderão ser salvos por esta certeza.


*”Ah mas os homens elegantes!”, contestarão alguns. Não é preciso ser paneleiro para ser elegante. A diferença é que estes homens geralmente não andam a reboque da moda. Escolhem o seu estilo razoavelmente intemporal e vão-lhe fazendo pequenos ajustes.

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