Instagram

Saudosos dias nos quais a internet partilhava ideias, transmitia informação, disseminava conhecimento, providenciava conteúdos, viabilizava a comunicação, valorava a frase, respeitava a palavra.

Sentei-me no café e abri o computador. Esperava um amigo que viria em meia hora. Ao meu lado, uma rapariga nos seus vintes, aguardava de igual forma, a sua companhia. Ocupava-se no telemóvel. Não consegui deixar de reparar como e com o quê gastava o seu tempo, embora, por uma questão de cordialidade, não devesse.

Eu sei onde gastava o meu tempo. Tinha problemas de alunos a resolver, sebentas a emendar, relatórios a corrigir, textos a escrever. Os meus olhos desviavam-se no fim de cada equação resolvida, cada parágrafo completado, para o telemóvel da jovem e de novo para os meus desafios pessoais. Ela mantinha-se impávida, quieta, concentrada.

Image result for instagramUma rapariga enviou-me mensagem solicitando a minha sapiência para a auxiliar numa tarefa académica. Fê-lo sem foto. Seguindo as indicações do ROK, disse-lhe que a queria ver antes de perder o meu tempo com ela. “Porque não tens foto?”. “Já ninguém usa o Facebook”. “O que usam agora?”. “Instagram”. Quando a internet se tornou acessível fora dos laboratórios de estado e das Universidades, o primeiro mecanismo de exposição internauta eram os fóruns: de acesso privado e complexo, através de discorrências longas e extensas, massudas, cada utilizador e sobre um tópico específico, expor-se-ia expondo detalhadamente a sua visão acerca do tema que o tópico versasse. Depois vieram os blogs que foram secundados pelo Facebook: textos mais curtos, resumidos e panfletários, aglutinados entre milhões num feed tendencioso e promotor do laconismo, gerido por algoritmos autocratas, politicamente correctos, que condenam qualquer disrupção à irrelevância. Depois veio o Twitter que providenciava o mesmo que o anterior mais limitado a 140 caracteres e com direito a expulsão. Depois veio o instagram já sem texto, apenas imagem, figuras, instantâneas e por fim o snapchat em que de tão momentâneas que são as fotos, desaparecem de circulação após o consumo. Mas alguém se surpreende ao constatar que este progresso regressivo coincide com a abertura da internet ao público feminino, ausente dos fóruns iniciais e aficionado pela bonecada?

O lema “Uma imagem vale mais do que mil palavras” foi indubitavelmente escrito por uma mulher a quem, como esposa de César, tem de parecer e não ser. Facilita um processo cognitivo que tem por base anatómica, não a interacção interlobal característica do cérebro macho, mas um que se resume ao funcionamento isolado de cada lóbulo – intuitivo, autómato, célere, seguidista e preconceituoso. Por isso as mulheres privilegiam as humanidades às ciências, o sentimentalismo à exactidão, a emoção à razão, a macro-gestão ao tribalismo, a aglomeração ao individuo. A forma como nos últimos meses, as sucessivas campanhas foram perseguindo erraticamente os cinematógrafos. mostram a falta de racionalidade do género, até porque Harvestein et al, eram apoiantes das causas femininas. A essência da cerimónia dos óscares de pedowood, é demonstrativa pois coloca à frente o sexo dos participantes à densidade dos guiões, as fotografias de preto à profundidade dos discursos, porque não produziu comunicados mas sim hashtags. Porra, os Hashtags são uma invenção do instagram.

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Dir-me-ão que são uma adaptação a um mundo em mudança constante, num mundo cada vez mais rápido, que funciona à velocidade do click, instantâneo. Mas pergunto-me se esse mundo que se distancia da literatura, que ignora o jornalismo de investigação, que desprimora a ciência e que despreza o apuramento de factos, não será precisamente o mesmo que se entretém a perseguir homens (racionais) e a promover mulheres (irracionais). Ou se ambos não evoluíram em paralelo, regredindo-nos a todos.

No instagram, a rapariga cercana, avaliava outras raparigas. O instagram de uma ex-namorada minha – com 16 seguidores – seguia 358 instagrams, quase exclusivamente gajas. Polvilhavam comentários: “és linda”, “maravilhosa”, “que caracóis incríveis” outorgados a modelos e actrizes, amigas e adversárias. Nesse exercício de vaidade, confessou-me inveja de uma prima 15 anos mais nova (com onze, portanto) porque a criança “era mais bonita do que ela”. Outras mulheres, agarram as peles nas ancas e comparam-se às fotografias online, choram e praticam anorexia. O mundo da beleza é um mundo feminino.

Os homens também têm as suas admirações e os seus ídolos e muitos almejam pela sapiência de Garcia da Horta, a destreza de Egas Moniz, ou a verticalidade de Adelino Amaro da Costa. Até Ronaldo, o menino pobre que se tornou o melhor do mundo, é admirado entre homens pela força, empenho e perseverança; Entre mulheres também é reconhecido, mas esse reconhecimento é na verdade desejo que incide sobre a fama ou a largura dos ombros ou a firmeza dos abdominais. Aliás é interessante que Leonel Messi – um futebolista igualmente capaz mas menos telegénico – receba admiração apenas de uma das bancadas. Sendo de esperar que fossem os homens solitários e desejosos, putativos predadores, a folhear o site de imagens, pelo contrário era a jovem no café quem ao longo de meia hora não o largava, ignorando tudo a seu redor.

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O meu ídolo

O telefone foi apenas desligado quando as duas raparigas – suas amigas – chegaram. Os primeiros comentários “Que batom tão giro, onde compraste essa maquilhagem?” provou ao que vinham e gastariam as horas seguintes devotadas a vacuidades. O meu amigo chegou também. Continuo a não possuir uma conta de instagram

Globos de Ouro – O macho português ainda está vivo

Em mais uma noite de caça ao homem, a choraminguice deu resultado e as quengas levaram os prémios.

No entanto O Patriarca constatou com satisfação a testosterona presente nos comentários.

USA no bom caminho.
O próximo passo será a eleição de uma ‘presidenta’ negra.
Do lado de cá do atlântico consuma-se o Brexit e passo seguinte será um edição contemporânea do ‘bloqueio continental’.
Porque, quanta à Europa, qualquer prognóstico só pode ser negro ou sombrio!
E segue-se o quê? 
Aceitam-se apostas …
E a China a esfregar as mãos de contente!
Alexandre Novais
De facto, um título parcialmente adequado. Foi uma noite verdadeiramente negra e que deveria envergonhar qualquer ser humano decente, seja quem for.
A discriminação abusiva, preconceito e racismo puro, contra os homens (brancos, heterossexuais, cristãos, não de esquerda) já se tornou perfeitamente assumida, descarada mesmo, precisamente por quem sempre clamou – e justamente – contra mau trato similar.
Para completar, o mundo que deveria ser civilizado faz eco e amplifica, como é exemplo a Rita Cipriano e o (em nome do) Observador.
Nojento e vergonhoso.
Elas e eles que metam os prémios onde estes melhor caibam e onde aqueles e aquelas mais gostem.
André Silva
Pegas em novas, senhoras em velhas. Toda a vida fizeram carreira na horizontal, num dos meios mais promíscuos e permissivos de que há memória e agora apressam-se a apresentar-se como virgens virtuosas. Que vergonha. 
Jay Pi
Abriu, então, a caça ao macho branco. Nas antigas colónias africanas, quando os europeus foram corridos, não eram tão selectivos, chacinavam tudo o que fosse branco: de galinhas, a porcos, passando por cães, gatos, vacas ou seres humanos, tudo o que fosse branco era para levar catanada, independentemente do sexo. Os talibans do politicamente correcto são mais selectivos: o problema deles é mesmo só com machos brancos.
Diogo Mendes
Pegas de preto
Victor Guerra
Rameiras das mais reles…
Jay Pi
sao premios politicos e comerciais, valem zero 
e agora discriminam abertamente os homens brancos por associacao 
John Silk
Que surpresa… politizar estas coisas depois só tira valor às vitórias das mulheres. Fico na seria dúvida se isto foi mesmo merecido ou simplesmente uma resposta aos “boicotes” e protestos.
João Sousa
Fica na dúvida… já não é mau, ainda fica um pouco para desfrutar um pouco da coisa.
A realidade nua e crua é que os últimos óscares foram o que foram em resultado da campanha pro-racista que se fez antes e os globos ontem foi o que se viu.
Imagino que estes prémios sempre tiveram uma grande componente comercial e como tal alguma fragilidade no seu valor e significado mas actualmente valem mesmo zero.
Nem sequer bons e divertidos monólogos de abertura. Agora é só ressentimento e ódio.
Helder Antunes
Estes são literalmente a totalidade dos comentários à hora da publicação deste post. A masculinidade portuguesa está bem e recomenda-se.

 


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Provocação Constante #6 – “É Complicado”

Provocação Constante é uma série em que O Patriarca partilha algumas das pequenas provocações que vai fazendo à sua namorada. Estudiosos de Game e Red Pill sabem que o teasing (provocação) é essencial tanto para o jogo do engate como para a manutenção da tensão sexual dentro de uma relação. Os betas pensam erradamente que arreliar as miúdas lhes pode trazer problemas, quando é precisamente o contrário. Esta série pretende dar exemplos práticos disso mesmo. Always Be Teasing!

Surgiu cedo na relação entre O Patriarca e a namorada (agora noiva) um pequeno jogo. Quando saem juntos, ocasionalmente depois de uma ausência (ida à casa de banho por exemplo), ao voltar iniciam um flirt como se não se conhecessem de lado nenhum.

Este joguinho aparentemente inocente é interessante, porque por um lado permite à pequena comprovar que o seu homem ainda mantém as qualidades de sedutor que a atraíram inicialmente, e por outro permite a’O Patriarca praticar as mesmas sem ter de o fazer descaradamente com outras gajas.

Às vezes a conversa é totalmente fantasiosa, às vezes é baseada em factos reais. Esta mantinha-se mais ou menos dentro da realidade:

Ela: Então e tens namorada?

OP: É complicado…

Ela [pára o jogo e deita fumo pelas orelhas]: COMO É COMPLICADO???

OP [sorriso sacana]: Bom, tecnicamente já não és minha namorada…

Ela [ar meio irritada meio tesuda, agarrando-se a’O Partriarca]: És tão estúpido!! Se dizes “é complicado” a outras gajas mato-te!


P.S. Se estão a ouvir frequentemente este tipo de “és tão estúpido”, estão a fazer as coisas bem.


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Guida Maria: celebrar a beleza e juventude

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Faleceu a actriz Guida Maria (1950-2018). O Patriarca lembra-se desde jovem de ouvir falar da sua renomeada beleza, mas as imagens que tem na cabeça são de uma passa ressequida pelo sol.

Galerias por ocasião deste obituário também não ajudam muito. Esta ainda apresenta um par de fotos peri-parede aos 39 anos. Esta acrescenta fotos de criança e um bónus de mini-tetas descaídas aos 36.

Personalidades
Não propriamente material de lenda. Apenas puta.

Como apreciador de beleza feminina, O Patriarca achou adequado providenciar algumas imagens que, não se entende bem porquê, não fazem parte dos portfólios habituais, preteridas por visões de uma anciã enrugada a debitar textos marxistas sobre pachachas.

viva guida maria
Quem não partia este docinho?
guida maria serrana
É só barrar para escorregar melhor
guida maria beata
Atirem-me água benta
guida maria 1970
1970, já montada no carrocel das piças