A moda não está na moda

Uma mulher que critica padrões de beleza alheios é inevitavelmente invejosa, aldrabona e hipócrita. Se quiser que eu a leve a sério terá de me garantir que nunca usufruiu da sua beleza para fins pessoais, nunca se aproveitou do interesse alheio em benefício próprio, nunca aceitou uma bebida de um estranho, nunca ascendeu socialmente à conta da sensualidade e que não julga o candidato alheio através da estética; Em suma, terá de me garantir que é um gajo

Namorei na minha juventude com algumas modelos (fotográficas, as mulheres altas não me atraem) que reportaram horrores sobre as parcas condições desse “trabalho”: pagamentos em atraso, carências documentais, sessões que começavam às cinco da manhã e acabavam depois do sol se pôr. Falta global de profissionalismo. Duma outra namorada, ouvi as crónicas dum ex seu, também modelo, e de um mundo tenebroso que envolve crianças com 10 anos – rapazes e raparigas – e “produtores de moda”, “managers”, operacionais da ciência fotográfica e escumalha afins, mais pedófilos do que uma comissão parlamentar do PS; droga, chantagem muito sexo. O mundo da moda parece-se com a Casa Pia? Talvez. Mas a mais representativa é a história de John Casablancas, pai do vocalista dos The Strokes e sujeito que competia em creepyness com Eduardo Ferro Rodrigues.

Paris, 1972. Um descendente de latinos deslocado – casado com uma ex-modelo post-wall – e o seu sócio Alain Kitter, ambos presumivelmente falidos, cruzam-se nos campos Elísios com uma rapariga especialmente bonita em quem reparam simultaneamente. Ela tem apenas catorze anos. À altura, as colecções das grandes marcas eram apresentadas por mulheres do Leste além-muro e a sua remuneração era protelada ao esquecimento, utilizando a ilegalidade da sua presença na cidade das Luzes como trela silenciadora. Mais, o foco incidia sobre a indumentária, ignorando liminarmente as manequins. Realidades que a epopeia dos dois finórios viria a alterar

A beleza intocada da infanta catorzinha inspirou à questão: Porquê, despiciendo a fisionomia dos seus melhores anos, esperar pela entrada duma jovem na vida profissional? Por nada. Por isso, já nos trintas e quais predadores, Kitter e Casablanca começaram a cruzar as ruas Lutecianas em busca de crianças, convidando-as a ingressar na novíssima “Elite Model” fundada pelo par. Ademais representar os direitos legais das miúdas, cujo labor intermediavam junto dos designers, a Elite acompanhava o seu crescimento, movendo o foco da indústria entre as vestes e as figurinas, pois enquanto os catálogos cambiavam de ano para ano e as marcas se sucediam entre contractos e tropelias, as raparigas ficavam.

Criaram assim o conceito de supermodelo e o resto é história: a Elite expandiu pelo mundo, os seus mentores enriqueceram e Julian Casablanca – perturbado por um Pai que aos 41 anos namorava uma rapariga de 15 – espantou os seus fantasmas de crescimento exibindo repetidamente o pénis em público, nos concertos que deu pelo mundo à cabeça de um quinteto prodigioso.

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Sou Fã

Sara Sampaio foi minha contemporânea na faculdade de ciências enquanto pretendente ao diploma mais fácil que a escola facultava. Não o obteve. Outras milhares de raparigas mais dotadas, mais esforçadas, perante formações mais complexas, cumpriram-nas com distinção e mérito, distinção e mérito que não são remunerados. Falo de raparigas quem, com um microfone à frente, conseguiriam elaborar uma declaração mais erudita do que “Já perdi a conta das vezes que me mandaram ir comer um hambúrguer, me chamaram anorética, esqueleto, etc”. Além do manuseamento do microfone, a remuneração da jovem inclui um segmento em numerário e as valias adjacentes à sua situação videira – aqui está um ser humano que nunca foi experimentou uma rejeição nem nunca teve de pagar um jantar. Fama, dinheiro, aceitação. A troco do quê?

Como estes fenómenos geram celeuma, ou – em retardadês – buzz, uma Feminista badocha – fotografada com asinhas nas costas para o instagram e com um hashtag – autointitulou-se integrante do concurso. Algo que equipara a sua sanidade mental à de um sem-abrigo que vive no meu bairro e que está convencido que é o D. Afonso Henriques – se se fizer fotografar em Guimarães assinando um papel amachucado com as palavras “TRATADO DE ZAMORA” nele inscritas, o amalucado há-de ter buzz. É claro que podemos dizer à feminista badocha para ter cuidado com a alimentação e fazer exercício físico recordando-a que, tal como os homossexuais, só continuará a ser gorda enquanto o quiser ser; é claro que nestes dias de indignação, é mais fácil mimetizar o espectáculo em versão obesa do que questioná-lo. Substituam “obesa” por “preta”, “fufa” ou “traveca” e fujam a sete pés de espectáculos de merda moda.

Já sabemos que as passerelles são reservadas a mulheres cuja dieta alimentar compete quantitativamente com a da Somália – talvez assim se explique porque existem tantas modelos Venezuelanas. Mas um espectáculo análogo com mulheres cuja alimentação compete quantitativamente com a de um mastodonte Brasileiro – explicando porque não existe nenhuma destas em África – só implica cessar a relação das modelos com nutricionistas ou personal trainers e integrá-las ao invés na Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular, junto da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, da Associação Protectora de Diabéticos de Portugal, da Sociedade Protectora dos Animais e, claro, achar um bom fornecedor de rações.

Ai és tão linda/pareces uma sereia/metade mulher/metade baleia

Em suma, como não se resolve o problema da falta de liberdade cambiando uma ditadura fascista por outra de sentido inverso, não se resolve o ónus sociocultural da veneração da beleza física, venerando a morbidez grotesca. Equiparar a mulher a uma boneca erótica é tão imbecil (mesmo que mais saudável) comos equipará-la a um boneco da Michellin. Por essa razão a resolução adequada é ignorar o buzz: não acompanhar estilistas, não seguir modelos, não ler pasquins online que os mencionem. A única forma de bater a economia de atenção é saltar fora.

Sempre que desdenho a importância da beleza feminina sou criticado pelos meus pares, nomeadamente PUA’s, que evidenciam que só as feministas badochas nos querem obrigar a olhá-las como se já tivessem perdido calorias suficientes para abastecer a EDP por um ano. Mas deixem-me regressar ao exemplo da tentativa de bióloga falhada para explicar a minha tese: Porque razão remuneramos Sara Sampaio com mais do que os benefícios que colhe da sua beleza natural? Depois da segunda vaga de feministas ter exigido equidade e justiça laboral, as mulheres que exigiram ser remuneradas pela sua produtividade em vez de pela sua fertilidade, vêem-se remuneradas pela segunda pelos moldes da primeira, equiparando a detenção de beleza a uma profissão assalariada. Claro que houve mulheres quem abdicaram em absoluto da fertilidade para serem apenas produtivas, mas enquanto a larga maioria preferia não ter de fazer nenhum para poder viver, as mulheres que já detém o monopólio da reprodução, competem com vantagem o homem no mercado laboral. E a vantagem é precisamente a beleza – ao ponto de fazerem, como Sara Sampaio, desta a sua única forma de sustento.

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Alguns amigos também acusam a depreciação da beleza como uma forma de Socialismo que coage todos a fingirem que as mulheres são igualmente atraentes, apesar do executivo Socialista na CML utilizar anualmente uma parte choruda do erário camarário para co-financiar a Moda Lisboa, uma ocorrência que não só discrimina activamente as mulheres mediante a sua beleza, como – à semelhança do festival os rotos – Exclui uma parte significativa da população de o poderem frequentar. Mas ao mesmo tempo essa ideia – a de igualizar as mulheres sem dar crédito social ou financeiro às mais elegantes ou bonitas – nasceu pelo contrário numa parte do globo nada amiga das mulheres.

Porque era precisamente essa a ideia do profeta quando escreveu na Surah  “Dizei às tuas filhas e às mulheres dos crentes que fechai as suas indumentárias tapando-as pois é melhor ser reconhecido mas não incomodado. E [por isso] Deus será sempre perdoador, gentil”. Maomé conhecia a natureza da mulher que discrimina activamente a próxima conforme for ou não bela, percebendo que a única forma de a resguardar é ocultando-a. Porque a beleza deve ser resguardada aos seus maridos, as mulheres muçulmanas estão também interditadas de ocupar uma função laboral e os frutos que colhem da sua fertilidade (um bom marido, abonado e cortesão) compensam a ausência de produtividade . De facto o sistema é injusto – porque, ao contrário dos homens, estão inibidas de se sustentarem –  mas a diferenciação faz-se por completo: as mulheres têm o monopólio da fertilidade mas em contrapartida os homens têm o monopólio da produtividade.

Se as mulheres querem ser medidas como homens, todos os traços não-produtivos distintivos devem ser ignorados e uma mulher deve ser interditada de fintar o mercado laboral para ser remunerada sem produtividade. Se as mulheres querem ser medidas como mulheres, devemos expulsá-las do mercado de trabalho.

A Parede Em Imagens #2: George Clooney

As mulheres chocam com a parede. Os homens trepam-na, contornam-na ou mandam-na abaixo*.

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27 anos: idiota em filmes de série B
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57 anos: galã internacional, molhador de cricas extraordinário e recém pai de gémeos com uma mulher 17 anos mais nova

A data de expiração dos homens é mais tardia do que a narrativa quer fazer crer. A data de expiração das mulheres chega muito mais cedo, e por vezes de forma rápida e inesperada.

O homem informado age em conformidade.


*se fizerem as coisas como deve ser.

A Parede Em Imagens #1: Heidi Klum

É importante para a frame dos homens ter sempre presente que nem as mulheres mais belas do mundo são imunes à parede.

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24 anos: Anjo da Victoria’s Secret
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44 anos: vendedora de lingerie do Lidl

O mestre Donald sabe que esta verdade é causa de angústia existencial. Por isso, quando a Heidi andava a debitar queixumes sobre ele, saiu o famoso “Sadly she’s no longer a 10″. Daí para cá a querida deixou-se de comentários políticos e dedicou-se a tentar mostrar que ainda é um 9.9.

A realidade discorda.

Comentário (imbecil) da semana: os terríveis red pill

No último artigo do Myrddin Emrys, a leitora Ork Ragnaroc, aparentemente acusando o golpe, comenta:

Isto é que são os terríveis red pill ?

Parecem a minha tia-avó que nunca saiu da aldeia de trás-os-montes e nunca viu um comboio.

Vocês não sabem que há séries que não são para a vossa idade ?

E que mais é que os choca ?

Digam lá.

Como boa comuna, confunde a rejeição de imbecilidades ditas “progressistas” com ignorância.

Com o cargo de “fudida na empresa Trabalho para um sacana que me rouba.“, depois de ter estudado em “Uma universidade que me deu um diploma que não vale a ponta de um chavelho” onde “Chumbei uma data de vezes e prefiro não falar nisso“, é normal que pertença ao grupo de gente que prefere ver o mundo a arder do que enfrentar as razões dos seus próprios fracassos.

Mas tentando ser pedagógico e explicar aos putos chavalos desta vida o que é que é a Red Pill, O Patriarca começa por explicar o que não é.

A Red Pill não é um grito de revolta. A Red Pill não é uma tentativa de ser terrível, de ser do contra, de chatear os paizinhos, de achincalhar o sistema, de ser “moderno”, “progressista”, ou lá o raio das palavrotas de ordem de merda que os marxistas adoram.

A Red Pill é uma tentativa de explicar a realidade da forma mais aproximada e útil possível para que o indivíduo que a usa como frame possa navegar o mundo de forma eficiente e atingir o seu potencial.

Os nossos bisavós, que estavam mais preocupados com a realidade do que em inventar mais géneros para acrescentar ao comboio LGBTQPUTAQUEOSPARIU, provavelmente responderiam aos princípios Red Pill com “Sim, e a água é molhada. E então?”.

Heróis do Nosso Tempo

A produção cultural é reagente e produto da conjuntura, em equilíbrio simbiótico com o meio circundante. Uma disrupção neste equilíbrio é sempre artificial, induzida, manietada por agentes terceiros; tem um objectivo, tem um propósito e uma agenda, tão tenebrosa que é nosso dever patriótico gerar-lhe uma resistência.

Foi na fila de espera de um bar alternativo que primeiramente o vi. Cabeleira loira, farta, saltos altos, decote. Mas a forma angular do queixo e a voz de falsete denunciava instantaneamente de quem se tratava, o tipo que nos passou à frente e entrou no espaço sem pagar. Um homem sem piça. Quando o voltei a ver ao balcão do bar, à pergunta “Boa noite. Têm algo que se coma?” respondeu-me com celeridade e no cumprimento das suas funções laborais: “Queres comer? Podes comer aqui o Dioguinho” e deu espaço a um rapaz que me atendeu – “Não, não temos tostas” – com um sorriso demasiado simpático para que eu próprio me sentisse confortável.

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Não

Este não era um espaço LGBT. Tampouco a tasca onde jantara e conhecera a prima da funcionária, vítima de uma cirurgia para escambar o sexo. A jovem – demasiado jovem – disse depois da 8ª cerveja tragada em velocidade recorde: “Os meus Pais sabem que eu sou alcoólica”. Depois de servir três águas aos meus amigos, Diogo retirara-se do balcão para consumir cocaína.

As redes sociais – ópio do povo – trouxeram-me a nova produção nacional, integralmente remunerada com o erário público. O governo da geringonça – quem mais – patrocina a promoção pública de degredo, toxicodependência, improficuidade, promiscuidade, homossexualidade, feminismo. Entre os cinco protagonistas há dois travecas, duas fufas e uma puta. Talvez me tenha confundido e estas designações sejam simultâneas, a fufa seja também traveca, o traveca seja também fufa e o elenco do show seja todo puta. O que não há em cinco personagens aleatórios, estatisticamente representativos da camada populacional a retratar? Um único heterossexual.

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Talvez o descritivo da série explique melhor. Diz “Ema vem para Lisboa e partilha casa com 4 amigos excêntricos. O seu dia-a-dia, e as noites, são marcadas por histórias divertidas, sem tabus, sobre ser jovem no novo milénio (o sexo, as drogas, a procura de emprego, a autodescoberta e o amadurecimento); Esta série é para quem acorda às 3 da tarde numa quarta-feira e designa o pacote de batatas fritas aberto, na mesa de cabeceira, como pequeno almoço. Para quem já comeu metade de Lisboa e quer expandir a sua “mercadoria” internacionalmente. Para quem está às 7h15 na cave do Lux, a gastar os sapatos, ao lado do João Botelho, enquanto se pergunta a que horas o supermercado abre, porque entra às 8h30 e precisa de comprar 2 latas de red bull. Para quem diz que hoje se vai deitar cedo para ir ao ginásio de manhã e está a ver a quarta temporada de Game of Thrones às 4 da manhã. Enfim, é uma série para quem é jovem, parvo e feliz na sua incoerência.

Os criadores de #CasaDoCais – assim mesmo, com hashtag – não são só um bando de paneleirões. São mentirosos. As múltiplas descrições da série repetem à exaustão o chavão “sem tabus” mas não exibe um único homem, não protagoniza um único Heterossexual, não exibe um único sénior ou, pior, alguém cuja idade extravase os vinte e cinco. Demonstra repúdio por vidas organizadas, famílias estruturadas e, nas palavras de um dos actores “pequeno-almoços gigantescos (…) a Matilde e o Tomé como personagens principais”. Despreza o pudor, desconsidera o resguardo e discrimina a isenção de estupefacientes. A televisão pública transformou-se no colega de liceu que nos chama “caretas” quando nos recusamos a fumar uma chinesa de heroína.

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Mentira ainda é a desta Fressureira quando declara “Não é a sexualidade que te define”. Se não quisesses ser definida pela tua sexualidade, não te “assumas” como sapatona. Não aparecias no jornal dos rotos. Não tinhas seguidores. Não tinhas público. Não tinhas série remunerada com os meus impostos.

Gay

Esta semana, o Arquitecto José António Saraiva foi novamente atacado pelos CIGanos e terá, uma vez mais, de ir a tribunal por essa razão. O assunto foi o mesmo e o mesmo que tratamos aqui. Mas tal como há uns meses, a perspectiva do jornalista não é de ataque mas de defesa: ele vê os homens a quem cortaram a piça como mártires duma cruzada diabólica e dispôs-se, pessoalmente, a defender os seus direitos – a história pessoal de David Reimer inspira a tal defesa. Tal como nos momentos das suas atuações anteriores, o colectivo CIGano não integra homens sem piça, ofendidos pelas palavras de Saraiva; É sim composto por mulheres heterossexuais que ambicionam ver os homens indesejáveis na secção de corte dum fumeiro em Lamego. Atacam Saraiva, como antes atacaram César das Neves, porque ele se dirige aos transgénicos com a verdade, não por ódio ou preconceito, mas por Amor. Por essa razão, estou solidário com o Arquitecto em cujas palavras me revejo na totalidade.

Vale a pena denotar que estes “jovens” já não o são: têm, no enredo, vintes e, com idades para terem licenciaturas e mestrados terminados, prestes a enveredar no mercado de trabalho ou numa carreira académica. As tropelias em que se envolvem são próprias dos adolescentes, uma versão toxicorrabolha de Morangos com Açúcar. Mas fora da adolescência, sem liceu ou uma ocupação fixa, deambulam pelo degradado Cais do Sodré – ancestralmente um local de prostituição e má rês – devotados à auto-degradação, ao vicio. Os personagens não se distinguirão dos farsantes, todos os cinco degradados, viciados. Com perfis aberrantes e nomes artísticos, apresentam-se perante a web como “youtubers”, “instagramers”, “artistas”, “freelancers”. Cortam a piça porque já não lhes chega serem homossexuais para se vitimizarem ou glamorizarem o seu capital sexual como o faziam os panilas nos anos 80 antes de a SIDA dizimar uma geração de homens “sexualmente liberados”. Enquanto que José Saraiva e eu próprio vemos neles as vítimas duma guerra perdida, perante a sociedade decadente e sobressexualizada, os protagonistas de #CasaDoCais são os heróis do nosso tempo.

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Heróis do Nosso Tempo

Abri a página de Facebook esperando ver centenas de milhar de likes, publicidade e fanáticos pela expressão cultural que a Rádio Televisão Portuguesa nos oferece. Pelo contrário, a totalidade dos seguidores não chega a um milhar e a maioria dos comentários são francamente depreciativos. Perante a geração Z prevista como a mais conservadora de sempre, tenho expectativas de que o nosso querido blog alcance um público mais abrangente do que o da série televisiva.


Nota post-scriptum: Dos cinco protagonistas há pelo menos uma puta rapariga que não é gay. Valerá a pena acompanhar a série para caracterizar os múltiplos parceiros com quem se envolverá ao longo das temporadas, os actores escolhidos e os sues perfis. Aí saberemos qual o tipo de homens o colectivo feminista aprova e qual o tipo de homens que os filhas da puta suprimem.

Rei Ricardinho

O Patriarca não é particularmente fã de Futsal, não lhe vê a mesma emoção que no futebol.

No entanto, assim como o fez para Cristiano Ronaldo, não gostaria de deixar passar um feito épico de outro português de topo.

Não obstante ser um desporto menos divulgado, com o decréscimo de incentivos económicos e competitividade que isso acarreta, é de facto extraordinário um indivíduo conseguir ser o melhor do mundo durante 5 anos.

É também espantoso que um país com pouco mais de 10.000.000 de habitantes produza com assinalável frequência atletas de topo mundial.

Porque é que não somos mais como eles?

O Patriarca arrisca uma teoria. Num inconsciente colectivo dominado pelo comunismo/socialismo, só em áreas como o desporto, em que estes conceitos não têm qualquer hipótese de vingar, é que conseguimos dar o melhor de nós.