Feminismo: birra de adolescente

O ninho das harpias continua a não desiludir.

A inveja de pila é normal na infância. Assim como quase todos os meninos têm em alguma altura da vida inveja do tratamento preferencial que é dado às meninas, também as meninas sentem inveja da aparente falta de limitações que os meninos têm.

Geralmente com o amadurecimento isso passa. A testosterona dispensa paneleirices e abraça o desafio, e o estrogénio esbate a competitividade e traz um maior apreço pelo tratamento de princesa.

Sobram umas desadaptadas com cara de sapo que não são capazes (heh) de encontrar o seu caminho e, desprovidas de um par de gónadas penduliformes que lhes dêem a garra necessária para moldar o mundo à sua medida, recorrem à panaceia feminina: reclamar. Assim nasce a geração seguinte de feministas.

CHEGA MESMO, TÁ??

amansa miuda
Calma, querida…

Valha-nos o pasquim da Ferro Rodrigues para dar voz a diatribes ridículas como a birra desta pita tonta que admitidamente não sabe nada da vida. Só mostra o que são no fundo todas as feministas: umas garotas que precisam é de levar umas nalgadas.

 

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CARTA ABERTA A TODOS OS MACHISTAS

Caros machistas:

Esta carta é para todos vocês que de alguma forma acham que os homens são o sexo “forte”, que o lugar das mulheres é na cozinha, que as mulheres devem receber menos que os homens, que por defender os meus direitos sou lésbica ou que simplesmente “mulher ao volante, perigo constante” define todas nós. Estes são sé alguns exemplos, mas existem muitos mais. No entanto não me posso prender só aqui, tenho que chegar à mensagem que quero transmitir!

Tenho plena noção que esta carta vai ser lida por muitas Mulheres que de alguma forma já se sentiram discriminadas em pleno século XXI. Também sei que o público-alvo (as pessoas que referi em cima) não vão ler, e os que lerem, vão comentar algo do género “não se façam de vítimas”. Mas para mim CHEGA desta situação!

CHEGA MESMO.

Posso ter 17 anos, posso ainda não ter vivido muito, mas sei que não é este o caminho que quero seguir, não é nesta realidade que quero viver. Quero um mundo diferente, um mundo onde tenha as mesmas oportunidades que um homem, um mundo que não me diga que o rosa é para as meninas e o azul para os rapazes. Não quero um mundo que determina que as meninas usam saias e vestidos e só brincam com bonecas. E se eu não gostar de rosa, e se eu quiser brincar com carros ou jogar à bola na rua com os rapazes?

Quantas raparigas foram aprisionadas por estes estereótipos? E quantas ainda se vão sentir pressionadas até que se ultrapasse o problema? Quantas raparigas ouviram “deixa de ser maria-rapaz, larga esse desporto e sê como todas as outras”. “Deixa o teu cabelo crescer, não o cortes curto, senão pareces um rapaz!”. Quantas de nós foram infelizes e deixaram de fazer as coisas que mais gostavam por comentários como estes, que tornaram a sua infância e muitas vezes a sua adolescência mais tristes por medo de serem gozadas.

Posso ser jovem mas já tenho muita noção das coisas, muito mais noção que muitos adultos! Não é preciso ganhar nenhum “Prémio Nobel da Inteligência” para entender o mundo em que vivo e fico cada vez mais triste com as notícias que leio nos jornais, como a da violência doméstica deixar de ser crime num país dito civilizado! Porque é que as mulheres têm que servir como “moeda de troca” em guerras geradas por homens, sendo raptadas, violadas, mortas, sem que tenham qualquer culpa pelo que aconteceu? Quantas mulheres continuarão a ser obrigadas a casar com homens de quem não gostam? Quantas mais mulheres serão vendidas por meros trocos? Quantas tiveram de abandonar os seus empregos, muitas vezes melhor remuneradas do que os vossos, porque vocês se sentiam inferiores e as obrigaram a desistir dos seus sonhos?

Podemos superar tudo isto? Custa muito deixarem-nos ser livres e escolher o que realmente queremos, sem sermos julgadas e sem qualquer tipo de preconceito?

Acho que é um exercício bastante simples da vossa parte, é só tratarem-nos da mesma maneira que são tratados e como gostam de ser tratados!

Ah e BASTA, até este problema estar resolvido, não há ninguém que me cale! Porque enquanto cada uma de nós se levantar e lutar pelos seus direitos, indiretamente está a levantar-se e a lutar pelos direitos de todas nós!

Ana Beatriz Basílio, 17 anos.

4 comentários em “Feminismo: birra de adolescente”

  1. Eu lembrava aqui as palavras imortais de Stan Smith, que se aplicam como uma luva a TUDO o que as feministas de hoje dizem:

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