Uma nota de respeito aos transsexuais

Cessarei toda a chalaça, escárnio ou achincalho dirigido a transsexuais – indivíduos que se submeteram a uma cirurgia de mudança de sexo. Serão substituídos, doravante, por empatia, solidariedade, compaixão – também partilho a sua dor, também combaterei a sua luta.

Foi nas primeiras palavras de Warren Farrell – porta-voz da segunda vaga feminista e pai do Movimento dos Direitos dos Homens (MRA) – que me apercebi do erro que cometera outrora ao perseguir os transsexuais. Diz o Professor: “Vamos começar pela nossa cegueira. Pensem quando ouvimos falar de um agente da polícia que alvejou um rapaz preto. Rapidamente protestamos, dizendo que “As vidas dos rapazes pretos importam” mas ninguém pensa em mencionar que “as vidas dos rapazes importam. “Rapaz” em “Rapaz preto” é invisível”. Transsexuais – indivíduos que se sujeitam a uma intervenção cirúrgica para trocar o sexo. Há surpresa em constatar que a grande maioria dos seus aderentes, é homem?

O que leva um individuo a proceder à sua própria castração? Em todas as partes do mundo, o procedimento era aplicado sobre prisioneiros de guerra, adversários derrotados. Está na mitologia grega (em representação do complexo de édipo, milénios antes de Freud, o senhor do Olimpo castra o próprio Pai) e era prática corrente na China onde eram confiadas, aos jovens capados, as esposas dos senhores feudais. Assim também se fazia nos haréns Otomanos e no médio Oriente. Num filme que vi sobre um império médio-oriental, o tutor da princesa (filha do imperador) deseja sexualmente a tutorada e é apanhado pelo todo-poderoso num desses desvaneios. É-lhe dado a escolher: “castração ou morte”. Um dos argumentos para viabilização da transsexualidade bate precisamente nesta tecla: a taxa de suicídios entre os homens a que não deixamos que cortem a piça. Estamos a dizer a esses homens “castração ou morte”

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Que surpresa (not)

Promoção

Há dez anos ninguém ouvia falar de transsexuais e a palavra “género” era usada em substituição de “sexo” quando se queria referir, sem enganos, à tipologia sócio/psicó/biológica de um individuo. A forma como hoje muitos de nós – inclusive redpillers – falam de género, foi desmontada pelo José Manuel Fernandes. É através destas pequenas invasões que as ideologias se instalam sendo depois muito difíceis de expurgar.

A ideologia de género apareceu depois da legalização do casamento homossexual. Serviu para ocupar as agendas reunidas, as carreiras construídas e os meios mobilizados em torno do contrato civil de união entre pessoas do mesmo sexo. Enquanto que muitos o apoiaram, convencidos de ser uma causa estanque – talvez estendida à polémica co-adopção – pensadores como César das Neves viram-no como um foot on the door, a primeira e mais aceitável de entre um turbilhão de causas gradualmente mais aberrantes, que não ia parar por ali. Hoje é praticamente omnipresente e os eventos gay  com cada vez mais letras do alfabeto, ignoram cabalmente os visados originais dedicando-se a públicos mais estrambólicos. No livro transiberic love Raquel Freire lança farpas permanentes aos homens a quem chama de gays ricos, prevendo a balcanização agressiva da malta bicha.

A sua entrada igualmente agressiva nos meandros educativos não serve apenas para gerar confusão ou inspirar o parricídio. Tem o propósito de pressionar os rapazes menos aptos a escambarem o sexo afim de serem aceites. É um desprezível ataque sobre a masculinidade, oferecendo a auto-mutilação como porta única de saída para uma vida de desprezo. O mais inaceitável é verificarmos a capacidade de alcance desta campanha atroz. Na wikipedia, podemos ler para trans-woman, “is a woman who was assigned male at birth” (uma mulher que foi registada macho aquando do nascimento). Ou seja, um gajo. Uma instituição em cuja credibilidade e validade cientifica confiávamos já está tão contaminada que diz aos homens que são mulheres. Que não são homens. Que deviam detestar o corpo e os genes com que nasceram e que esta condição, a dualidade discrepante corpo/espírito, é uma imutável condição de nascença. Devem perecer na maca dum cirurgião ou sumir.

Por esta monstruosidade vale também a pena apontar o dedo aos progenitores. todos os Pais que premeiam e incentivam comportamentos desta índole, que esperam atenção, reconhecimento e validação pela sua abertura de espírito. Ter um filho transsexual, em países como o Canadá, é o equivalente ao que era, na geração dos meus bisavós, ter um filho comunista – motivo de orgulho. Mas se um individuo interferir activamente com a genitália da prole, não lhe chamamos pedófilo? Não se a interferência em causa for no sentido da mutilação. Talvez tenha copiado a prática do médio-oriente onde as mulheres – tidas, por razões economicistas – como o sexo fraco, são submetidas. Mas do livro biográfico de Miguel Marujo e Octávio Lousada “António Costa”, fiquei a saber que Maria Antónia – mãe do primeiro-ministro – tentou pôr o filho a brincar com bonecas. Educação diversificada? Devia era estar presa

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Não leiam

Resistência

Como escrevi aqui, não sou um fanático das expressões de género. Pelo contrário: Nada me agrada mais do que ter mulheres a laborar e a despender como homens, ou não fosse o feminismo, uma estratégia capitalista. O problema é esta tese partir da antítese: que os papeis de género são fixos e fechados, que as preferências pessoais, gostos, opções estão tipificadas sobre a caixa estanque do género; que se um rapaz gosta de cozinhar ou tiver traços comportamentais femininos, não é um rapaz mas um candidato a ser operado numa salsicharia. Quer-se fazer esta avaliação o mais cedo possível para moldar a cabeça dos infantes o mais cedo possível e inspirar-se-á o medo nos que mais depressa se aperceberem do engodo: o miúdo que efectivamente gosta de bonecas mas não quer ficar sem a pichota vai viver até tarde o mais possível longe delas.

É esta ideologia que associa o gosto das bonecas – e eu gosto muito – à homossexualidade e às parafilias enquanto os seus opositores não vêem mais do que isso mesmo: um gosto, uma preferência, um detalhe que se esgota em si próprio. Dessa forma, a ideia revolucionária não está em permitir às pessoas trans (que não existem) a utilização da casa de banho alheia, mas em tornar todas as casas de banho mistas como acontece nos países nórdicos. Tudo o que diversifique géneros e atribua direitos excepcionais a indivíduos (frequentemente com problemas mentais) não é mais do que inconstitucional e as definições adjacentes deviam ser banidas da lei vigente. A legislação dos transsexuais espelha o mesmo que se viu com os panascas: a incapacidade de compreender que a realidade é sempre mais extensa e serena do que a caricatura legal.

Por brutalmente ditatorial, o conceito neomaoísta de género também não aceita a ideia de escolha. Recusa que um tipo opte por mudar de sexo e mudaram cirurgicamente o titulo da cirurgia “sex reassigment” como se a operação repusesse ou corrigisse algo erradamente definido. Perante a lei, esta ideia pretende forçar o estado a soltar fundos monetários extensos numa intervenção que não cura doenças nem salva vidas e não é mais do que um capricho pessoal; perante os doentes, indica-lhes que não têm escolha porque nasceram assim – diferentes, desencaixados, transgéneros. Dizê-lo a crianças pequenas, a adolescentes confusos, consistentemente aos mais influenciáveis e aos mais fracos, é criminoso e devia ser criminalizado. Temos de o impedir. Temos de lhes dizer que é mentira.

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Temos de lhes dizer que é mentira

À medida que vejo estrelas de Hollywood principescamente remuneradas para expandir esta fantochada, para contaminar os filhos do Ocidente com ideias auto-destrutivas, mais me convenço tratar-se de uma estratégia maquievélica, visando a nossa eliminação, telecomandada remotamente. Na China, a castração era uma estratégia de guerra: quando invadiam um território, os senhores feudais mandavam capar os inimigos conquistados para prevenir ataques futuros vindos de uma descendência vindoura. Enquanto vejo os meus semelhantes serem analogamente capados e lhes é roubada propositadamente a possibilidade de gerar descendência, só não discerni ainda, quem são os nossos inimigos.

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