Porque é que os meninos devem brincar com bonecas?

Há muito que os acompanhantes da Manosphere sabem da guerra aberta à masculinidade que se pratica nos países anglo-saxónicos. O Patriarca previa que eventualmente a corrente chegaria a Portugal, mas guardava secretamente uma leve esperança de que a elevada testosterona do famoso macho latino supostamente endémico em terras lusas permitisse manter o pernicioso movimento no reino das “maluquices amaricanas”.

Infelizmente, um gordo mulato com laivos de Querido Líder não se conformou com a derrota eleitoral que sofreu nas legislativas, e num conluio com sapatonas e comunas tomou de assalto o governo português. Para que o deixem saquear tranquilamente o país, tem naturalmente de permitir que esta gentalha faça o que bem lhes apetecer nas áreas que não lhe interessam. E assim entrou em força em portugal a ideologia de género.

Claro que para tretas como esta e esta vingarem na opinião pública sem serem alvo de violento escárnio, é preciso que a população masculina esteja subjugada, despojada da sua virilidade e agrilhoada à paneleirice do politicamente correcto.

Ora para que tal suceda há que espartilhar a masculinidade desde o berço. Um homem em contacto com a mesma, através da experiência de vida e das interacções com o sexo oposto não se deixa enganar tão facilmente. Não é possível tentar enfiar pela goela abaixo conceitos como os trangénicos a um homem cuja personalidade foi moldada pela realidade, sem uma reacção negativa. Na melhor das hipóteses uma gargalhada condescendente e um “faz-me mas é umas sandes”. Na pior, um soco nas trombas quando começam as invariáveis acusações de -ismos e -fobias.

Há, pois, que amaricá-los desde pequeninos.

gay unicorn

São artigos como este que mostram perfeitamente que a baixa fertilidade das feministas não é um bug mas sim um mecanismo de segurança. Quando a Paula Harpia Pinto deixar de se queixar que não tem homem nem filhos e arranjar um beta para a emprenhar das suas 1,36 crianças, com sorte talvez nenhum desgraçado com cromossoma Y será forçado a crescer enterrado em Barbies sob a alçada desta lunática.

Isto porque está mais que demonstrado que as preferências dos diferentes sexos são PELO MENOS PARCIALMENTE inatas e presentes desde tenra idade. [fun fact: um dos autores do artigo e sumidade mundial na matéria é primo do Borat]

O dimorfismo sexual na sociabilidade está documentado em humanos. O presente estudo pretende verificar se o dimorfismo sexual é o resultado de diferenças biológicas ou socio-culturais entre os dois sexos. Foram testados 102 recém-nascidos humanos, que por definição ainda não foram influenciados por factores sociais e culturais, para averiguar se havia diferença no tempo passado a olhar para uma face (objecto social) e um mecanismo (objecto físico-mecânico). Os resultados demonstraram que os bebés do sexo masculino mostravam mais interesse no mecanismo enquanto os do sexo feminino mostravam mais interesse na face. Os resultados desta investigação demonstram claramente que as diferenças entre os sexos são em parte de origem biológica.

Portanto a quezilenta badocha pode fazer o que bem lhe apetecer aos seus (cada vez mais improváveis) porquinhos da índia filhos, até aos limites do abuso ninguém tem nada com isso. Pode classificá-los como violadores como a sua congénere do Washington Post. Pode até transformá-los num arco-íris ou outras tontices do género.

O Patriarca pede encarecidamente é que deixe de espalhar estas ideologias imbecis totalmente baseadas em sentimentos de inferioridade e inveja do pénis, e não em factos. E ao Expresso e outros meios de comunicação que deixem de dar voz a esta gente. E aos Portugueses que não só não dêem ouvidos a estes degenerados, mas que os ridicularizem na praça pública como aberrações que são. Não que isso o afecte pessoalmente, dado que os seus futuros varões serão educados num ambiente familiar clássico, normal e saudável. Mas a sociedade em geral sofre com a feminização dos homens. Deixem os rapazes ser rapazes. Deixem as raparigas ser raparigas.

Os rapazes gostam de carrinhos e as meninas de bonecas porque os seus cérebros já estão programados para isso à nascença. Pode ser discutido qual o papel da sociedade em reforçar ou esbater estas tendências, mas a sua existência é inegável. É necessário acabar com esta cruzada contra a natureza humana. De contrário, corremos o risco de numa sociedade andrógina, os homens deixarem de saber relacionar-se com mulheres e acabarem todos a brincar com bonecas.

Dublin Brothel Sex Doll Dolly

Martini Man: O pai do PUA Portugal [Entrevista]

No maior fórum de sedução nacional existe um nome que é indissociável do mesmo, Martini Man.  Juntamente com o PUA Francis é, sem dúvida, um dos homens que mais fez pela sedução em Portugal. Para muitos o divórcio aos 40 é um foco de imenso receio na vida, para o Martini deu azo a uma transformação que lhe permitiu abrir os olhos para um novo mundo de bonança sexual, mulheres jovens, namoradas bissexuais e muitas ménage à trois.

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Apresentação

Olá Martini, queria começar com uma pequena apresentação, podias dizer-nos quantos anos tens? o que fazes na vida?

Tenho quase 53 anos e trabalho numa Companhia de Seguros. Para além disso, desde os 18 que tenho como hobby wargames com miniaturas e jogava/arbitrava paintball de competição e recreativo até há 4 anos, quando um joelho me atraiçoou. PDI …

Como era a tua vida amorosa antes do PUA?

Inexistente! 🙂 Bem não era assim tanto. Tive uns namoros muito breves (o primeiro foi aos 24) até casar aos 32 e depois fiquei quieto e bem comportado até me divorciar com 42. Em média andava com uma mulher a cada 18 meses durante uns 2 meses no máximo (alguns sem sexo…). Um mês depois do divórcio descubro uns vídeos dum magico canadiano com unhas pintadas e um livro de um jornalista americano de capa preta e o resto é historia.

Conta-nos uma pequena história do teu percurso, como foi que evoluíste até te tornares quem és hoje?

Essa do “quem és hoje” põe quem não me conhece a pensar que sou um mega PUA-super-híper-Alfa que anda com 6 miúdas ao mesmo tempo. 🙂 Não sou, e nada é mais afastado da minha realidade actual. O que o PU fez por mim é passar-me de um tipo que aos 42 não tinha nenhuma, mas mesmo nenhuma experiência com mulheres (Filho único, poucos amigos, menos amigas, tímido, estão a ver o filme?) para alguém que actualmente não tem medo de ficar sozinho triste e abandonado, nem de terminar relações se elas ficarem tóxicas. Porque sou um gajo espectacular, bom conversador, com bom humor, sem medo de me “atirar para fora de pé”, de vida arrumada e cabeça limpa e por isso inevitavelmente vou ter mulheres que querem estar comigo. Várias. Eventualmente ao mesmo tempo…

Uma pequena historia? Epá tenho aquela do primeiro date que tive depois do divórcio em que estou a fingir que sei ler as linhas das mãos dela e ela pergunta-me se ia fazer a leitura de acordo com a escola XPTO ou com a Tal e Tal. (Bolas! Esta sabia MESMO ler mãos…) e eu tenho a inspiração de, lá está: Atirar-me para fora de pé, e respondo:

– Não faço ideia! Isto é uma coisa que eu faço às gajas que estou a tentar engatar.

– Ok. Podes continuar…

Foste um dos fundadores da comunidade de sedução portuguesa, podes contar-nos como tudo começou?

No início (2007) havia a mail list do LX-Sarging. Antes disso não faço ideia, mas vocês sabem a quem perguntar se quiserem ir mesmo, mesmo ao princípio. Mas reparem 2007 é muito perto do início da popularização do PU, com a primeira edição do The Game (o tal livro de capa preta) em 2005 e a serie The Pick Up Artist é de 2007.


neil strauss

Esta é uma pergunta um bocado complicada de responder porque a tendência natural é eu ver essa época como uma “era dourada”, seja porque tudo era novo para mim, seja porque TODA a gente sabia e fazia mais do que eu. Por isso eram tempos muito excitantes e absorventes para mim.

Pondo de lado o aspecto pessoal, e para dar perspectiva a quem está agora activo ou a começar, o grande tema da época, aquele que criava clivagens irredutíveis entre membros e causava testamentos a favor e contra, era a grande e premente questão do “Direto” ou “Indireto”. Se um tipo devia fazer uma abordagem em que não mostrasse claramente interesse ou se devia mostrar interesse desde o primeiro momento.

Por isso quando em 2013 começou a guerra do “Daygame” vs “Nightgame” tive um deja vu. Não interessa nada. É tudo game. O que interessa é fazê-lo bem e da forma que nos dá melhores resultados.

Sedução

Qual é o teu maior segredo de sedução?

(vocês obrigam-me mesmo a pensar!) Acho que é a empatia ou a capacidade de “ler” correctamente o que se passa com ela a cada momento.

Que tipo de mulheres seduzes? A sedução é fácil para homens nos 40s e 50s?

Todo o tipo. Desde estudantes universitárias de 20 anos até ex-membros dum Governo de 38 ou Milf de 52. Eu acho que é MAIS fácil para homens destas idades do que com 20 anos. Maturidade é um posto e um grande DHV se bem utilizada.

valor sexual dos homens aumenta com a idade

Muitos homens têm medo de sair de relações longas por receio de não voltarem a ser felizes com outras mulheres. Que mensagem é que deixarias a estes homens?

Que só se eles passarem os dias fechados em casa a comer doritos e jogar playstation é que isso acontece.

Foste moderador do fórum PUA Portugal e continuas a desempenhar um papel capital na ajuda dos novos membros. Notas que tem levado à resolução de muitos problemas com o sexo feminino?

O Fórum é o maior repositório de “Conhecimento” sobre sedução deste país. Só o que está no Best Of e nos Field Reports dava para escrever vários (BONS!) livros. Eu acho que ao longo destes anos todos muito problema (dos de fundo, não é o de situações pontuais) com mulher foi resolvido. Muito homem choninhas e “triste, pobre e abandonado” descobriu que não está condenado a uma vida solitária

Ao longo dos anos foste o autor de uma iniciativa chamada Projecto Cisne. Em que consistia? Que mais valias/alterações na vida trouxe aos seus participantes? Vamos ter novas edições no futuro?

Vou puxar pelo galões: O Projecto Cisne foi o primeiro serviço de coach de sedução deste país. A sua primeira edição foi em 2007 e teve 6 épocas até 2013. A ideia base era proporcionar uma formação contínua e diária durante um ano a um grupo de 4 a 6 formandos em Lisboa e Porto, abordando pontos específicos de melhoria adaptados a cada um. E isto ia desde fazer exercícios de Liberdade Social (Moonwalking à volta dum polícia, por exemplo…) até ir comprar roupa, aprender a dinamizarem o seu círculo social, ( o meu post : “Como organizar festas como um RP” que está no Fórum teve a sua origem num documento interno do Cisne)  a irem a festas organizadas por mim para por os moços a interagir com amigas minhas, a abordagens puras e duras à noite.  As primeiras edições eram gratuitas, mas depois como eu tinham muitas despesas (Gasolina e copos!) passou a ser PWYW (Pay What You Want). Nunca fiz isto para ganhar dinheiro.

Eu acho que a maior dificuldade no PU somos nos próprios. Nesse sentido o Projecto Cisne visava criar mudanças internas que fossem duradouras e para o resto da vida, mais do que a técnica XPTO de dar um beijo (que também era falada). Se um gajo à partida não percebe quando é que a “janela” está aberta para o beijo, por exemplo, nem tem confiança para ver isso, as coisas não vão resultar. O problema não está na execução da técnica, mas na crença em nós próprios que somos capazes.

Novas edições? Epá não… Tou velhinho, estou confortável no meu canto, tenho a minha vida organizada e agora há aí uma data de pessoal novo e talentoso (alguns já foram entrevistados pela Távola e palpita-me que outros devem ser em breve…) a ensinar e a fazer coisas geniais. No entanto, estou sempre aberto a dois dedos de conversa. Agora sou só Consultor. 🙂

Um dos conselhos que dás aos homens é para deixarem de ser Spitfires e passarem a ser F-14s. Podes explicar-nos porquê?

Porque passei demasiados anos a andar atrás de uma de cada vez durante meses, para depois ela me dizer “MM Vamos ser só amigos…”  :).  O F-14 foi o primeiro avião de caça a ser capaz de seguir 12 alvos no radar e atacar simultaneamente 6 deles. Creio que a ideia é óbvia: devemos ter a cada momento vários alvos em diferentes estádios de desenvolvimento, para maximizar as hipóteses de êxito. (Que por acaso é uma táctica bem feminina…)

Uma das técnicas mais defendidas na comunidade é o Kino (Kinesthetics). Há quem diga que é a diferença entre ter uma relação de amizade ou uma relação sexual com uma rapariga. Que pensas sobre o assunto? Tens algumas dicas de kino especiais?

Quando em 2006 sigo um banner do Mystery e vou dar ao antigo site dele tinha lá 3 vídeos de um minuto dele a falar. Um deles era sobre Kino. Ao fim desse minuto sabia duas coisas: 1–Que ele percebia MESMO do que falava; 2-A razão pela qual nunca tive uma namorada no liceu: Não lhes tocava…   Portanto “No Kino, no Girls!”

Dicas?  Façam-no o mais cedo possível, mas tendo em atenção os níveis de conforto dela.

comunidade seducao portuguesa

O jogo de círculo social (grupos de amigas, colegas de trabalho, actividades, etc) é um dos teus grandes pontos fortes:

  • Como podemos criar/aumentar os nossos círculos sociais?

Uma das ideias erradas da generalidade das pessoas é que os Círculos Sociais (CS) são coisas estáticas e de alguma forma “dadas por Deus”. Nada mais errado e a prová-lo temos que hoje já não nos damos com as mesmas pessoas que nos dávamos quando andávamos na escola primaria. Uns desapareceram, outros apareceram. Portanto toda a gente está permanentemente a criar e a perder relações, logo os CS são coisas dinâmicas. E se se são dinâmicas podem ser influenciadas por nós.

Para estar a desenvolver o tema da criação, expansão e manutenção de CS ia ocupar o espaço todo desta entrevista, mas vou apenas citar uma frase que me disseram: “Quanto mais comunicamos, mais existimos” é por aí.

  • Se fizermos avanços e acabarmos rejeitados por uma mulher, a nossa reputação fica destruída?

Sim, se eu a tentar despir no  meio da festa de anos dum amigo e ela me der com a mala na cara.

Agora a sério: Não! Tirando este caso extremo (e idiota!) é uma coisa que não acontece. Em primeiro lugar não sei o que é ser rejeitado. É ela dizer que hoje não dá para ir ao cinema connosco? Ou é ela não aceitar um beijo e atirar-nos com um “Vamos ser só amigos”? E mesmo que isto aconteça, qual é o problema? Gostaste da Cristina, mas a Cristina não gosta de ti… E? Nunca mais ninguém te vai falar? Achas?

  • Como agir com as mulheres do círculo com quem nos envolvemos sexualmente caso queiramos continuar a ter relações com outras?

Namorando sucessivamente com cada uma. Sucessivamente… (A menos que ela também goste de amigas e aí sky is the limit!)

Perguntas Rápidas

Com quantas mulheres já dormiste na vida?

57 (Ter registos é uma boa ajuda…)

Já fizeste sexo com mais de uma mulher ao mesmo tempo (ménage à trois) ? Quantas vezes?

Já.

(Quantas vezes) Não sei… A sério! Houve uma altura na minha vida que tinha uma namorada bissexual e tínhamos uma amiga regular na nossa cama quase todos os fins de semana. Era uma coisa normal para nós… Depois havia outras amigas não tão regulares. Por isso não consigo dizer quantas vezes. Foram as suficientes para eu chegar a achar que sexo normal era SEMPRE com 2 mulheres 🙂

menage a trois

Um guru de pua que tenha influenciado a tua vida?

Mystery! Foi o primeiro que vi e continua a ser a base de todo o PU, de uma forma ou de outra.

Um livro?

Podia falar do The Game que foi o primeiro que li, mas em termos de formação falo antes do “Linguagem Corporal” de Alan e Barbara Pearce. Foi ai que aprendi a fazer a tal “leitura” de que falo no inicio.

Se tivesses de escolher algum conhecimento que adquiriste como o mais importante, Qual seria?

Yes I can!

Obrigado pelo disponibilidade para esta entrevista, Martini Man. Antes de nos despedirmos, como é que leitores da Távola Redonda podem acompanhar-te?

Quase todos os dias vou ao fórum Pua Portugal. Ou então há muita gente nas Comunidades com o meu telefone…;)

 

Chauvinista do Mês #3: António Gentil Martins [Extra!]

Nota prévia: relembrando que O Patriarca considera o feminismo o maior flagelo que assola a sociedade actual, é importante realçar que não há nada de pejorativo neste prémio. O Chauvinista do Mês é um galardão de honra que O Patriarca (e outros membros da Távola que assim o entendam) atribui a quem vê a realidade em geral e as dinâmicas intersexuais tal como elas são, e tem os tomates de ferro necessários para, por palavras ou acções, apregoá-lo em público.

Num caso gritante de infelicidade temporal, o Dr. Gentil Martins lançou uma bomba digna de galardão 2 dias depois da publicação do último. Infelizmente o original só está disponível para assinantes mas as citações não são difíceis de encontrar.

As afirmações da polémica:

Como é que vê a hipótese de um homem solteiro ter filhos recorrendo a uma barriga de aluguer, como alegadamente foi o caso de Cristiano Ronaldo?
Considero um crime grave. É degradante, uma tristeza. O Ronaldo é um excelente atleta, tem imenso mérito, mas é um estupor moral, não pode ser exemplo para ninguém. Toda a criança tem direito a ter mãe. Mais: penso que uma das grandes culpadas disto é a mãe dele. Aquela senhora não lhe deu educação nenhuma.

O anterior galardão, apesar de defender precisamente o contário, não exclui este. Não foi referida a oprinião d’O Patriarca relativamente a este assunto, mas aqui vai ela:

A reprodução medicamente assistida, por outros motivos que não a infertilidade de um dos membros de um casal heterossexual, é uma aberração. À afirmação do Dr. Gentil Martins, reformularia apenas: toda a criança tem direito a ter pai e mãe. A negação deste direito, apenas para satisfazer transgénicos doidos, sapatonas ressabiadas, e gente que pode mas não quer recorrer à velha fórmula de depósito directo de leite de piça num útero receptivo (ou não arranja quem o faça), é moralmente condenável. Agora, se as mulheres o podem fazer, porque raio não hão de os homens poder?

Duas pessoas do mesmo sexo não podem amar-se?
Ouçam, é uma coisa simples: o mundo tinha acabado. Para que o mundo exista tem de haver homens e mulheres. Trato-os como a qualquer doente e estou-me nas tintas se são isto ou aquilo… Não vou tratar mal uma pessoa porque é homossexual, mas não aceito promovê-la. Se me perguntam se é correto? Acho que não. É uma anomalia, é um desvio da personalidade. Como os sadomasoquistas ou as pessoas que se mutilam.

O que há de errado nesta afirmação? Absolutamente nada! O doutor aceita, mas não promove. Isso hoje em dia não basta, como muito bem expôs o nosso mago de serviço. É preciso rezar ao altar de Sodoma (preferencialmente de gatas).

O Patriarca, como já disse anteriormente, não tem nada contra homossexuais não heterofóbicos. Simplesmente acha que não se deve promover e glorificar estilos de vida desviantes. Live and let live.

Naturalmente, uma das Harpias-Mor apressou-se a pedir a cabeça do octagenário.

Face à polémica e como bom Shitlord, Gentil Martins emitiu uma não-desculpa ao melhor estilo de Trump:

Face à minha entrevista ao Jornal Expresso e dada a celeuma, que nunca desejaria que tivesse acontecido, gostaria desde já esclarecer que me limitei a responder a perguntas directas dos entrevistadores do Expresso.

Quanto a Ronaldo não ser exemplo, referia-me exclusivamente à escolha por “Barrigas de Aluguer”, permitidas por lei, mas das quais discordo totalmente, quer como Pediatra quer como Ser Humano. Isso nada tem a ver com os excepcionais méritos desportivos de Ronaldo, nem com a sua generosidade para com Instituições Sociais e crianças com dificuldades.

Por outro lado nunca foi minha intenção ofender a Mãe de Ronaldo, pessoa que não conheço pessoalmente.

Quanto à homossexualidade, lamento quem sofra com essa questão, que continuo a considerar anómala, sem no entanto deixar de respeitar os Seres Humanos que são.

Note-se a ausência da palavra “desculpa”. O excelso senhor sabe que expôr o ventre às facadas é a pior coisa que se pode fazer numa situação destas. Betas tomem nota e extrapolem para o vosso Game.


O distinto doutor teve uma carreira longa e este será certamente um galardão de somenos importância no meio de todos os que terá coleccionado. É todavia com enorme prazer que A Távola Redonda lhe estende o seu apoio e lhe presta homenagem no meio da tormenta do politicamente correcto.

Text Game #1

 

Esta série serve para partilhar convosco, tanto eu como qualquer membro da Távola Redonda quando sinta que tem algo para dar,  pequenos e grandes truques da ciência por trás do text e net game.

Ela manda-te mensagem no instagram, no whatsapp ou no messenger. E tu pensas “vou fazer-me de dificil, não abro a janela para ler a mensagem e leio só na barra de notificações do smartphone”. NÃÃÃOOO! LÊ  NA JANELA PARA ELA SABER QUE LESTE E DEPOIS NÃO RESPONDAS!

Não há nada que me deixe mais fodido quando estou a falar com uma mulher que ver que ela leu e não respondeu. A minha cabeça começa às voltas, a pensar onde é que errei, se há outro tipo mais interessante que eu no jogo ou se pura e simplesmente não podia responder porque tinha o namorado ao lado – sim, já me envolvi com mulheres comprometidas e sinto um misto de emoções ao pensar nisso, mas essa conversa é outro texto.

Lê, ignora e responde mais tarde.

Tem atenção ao tempo que estás sem lhe falar que deve ser directamente proporcional à velocidade com que escrevem um para o outro. Se estão OS DOIS a responder imediatamente a seguir a receberem mensagem do outro, o que faz com que nao façam mais nada durante meia hora, uma pausa de cinco, dez minutos, para lerem um texto elucidativo na Távola é suficiente para lhe fintarem os neurónios e deixar-lhe as emoções ao rubro. Lês, cinco minutos no youtube, depois respondes. Se estás a trabalhar e estão a responder em quarenta e cinco minutos, demora três horas, foda-se, demora seis! Deixa-a fritar a pipoquinha a pensar que a ignoraste enquanto orientas o teu trabalho.

O mais giro disto é a forma como voltas para a conversa, que não é de uma forma seca e “too cool for school”, mas sim com todo o carinho com que já falavam antes, alias até aproveitas para dar mais um passo na escala. É um push pull brilhante e muito discreto porque quando voltas, fá-lo quase como um pedido de desculpa. Um truque que arrisco dizer que elas provavelmente usam de propósito, porque enquanto nós pensamos “não vou ler já porque preciso pensar na resposta e ela vai perceber que foi por isso que demorei”, elas ou estão ansiosas por saber o que disseste, ou pensam “deixa-o sofrer um bocado, os homens não gostam de mulheres fáceis”.

Portanto, de vez em quando, leiam, quebrem rapport ignorando e respondendo ao fim de uma pausa alongada. Lembrem-se que as pessoas que são mais rápidas a responder são as que estão a demonstrar que têm menos para fazer ou que estão a abdicar das suas tarefas para conversar com a outra pessoa. Não podes, a toda a hora estar agarrado ao telemóvel porque tens uma vida fora dele.

Chauvinista do Mês #2: Luís Aguiar-Conraria

Nota prévia: relembrando que O Patriarca considera o feminismo o maior flagelo que assola a sociedade actual, é importante realçar que não há nada de pejorativo neste prémio. O Chauvinista do Mês é um galardão de honra que O Patriarca (e outros membros da Távola que assim o entendam) atribui a quem vê a realidade em geral e as dinâmicas intersexuais tal como elas são, e tem os tomates de ferro necessários para, por palavras ou acções, apregoá-lo em público.

A busca de candidatos a Chauvinista do Mês levou O Patriarca a uma conclusão interessante: há muito mais procura de machismo em Portugal do que oferta. Felizmente o nosso Deus Cristiano, além de alegrias futebolísticas, ainda nos dá tema de conversa noutras áreas como os direitos do homem, que as sapatonas no governo tudo fazem para espezinhar.

(O Patriarca tem noção de que o CR7 provavelmente é gay, mas não quer saber. Só se manifesta contra gays heterofóbicos)

Aqui entra em jogo Luís Aguiar-Conraria, economista e professor da Universidade do Minho.

Ser-se pai sem uma mulher a tiracolo

O melhor é ler o artigo todo, que se transcreve abaixo para efeitos de preservação no tempo do mesmo (nunca se sabe quando estes artigos de crimethink serão purgados). O Patriarca Aprecia particularmente o modo como o colunista usa a retórica insana dos transgénicos para demonstrar a palhaçada legal que é a lei dos ventres de aluguer; e a seguinte tirada, que conclui logicamente que se uma criança não precisa de um pai, concerteza também poderá dispensar uma mãe.

Tanto quanto é público, o filho (mais velho) do Ronaldo é um puto feliz, que tem uma óptima relação de amor e carinho com o pai. Não há nada que nos leve a suspeitar que aquela relação familiar não é perfeitamente saudável. E, como todos sabemos, o que não falta por aí são famílias monoparentais. Basta lembrar que nada impede um solteiro de adoptar uma criança e, portanto, ser pai sem uma mulher a tiracolo. Assim, deixemos os nossos julgamentos morais de lado e aceitemos que o desejo de paternidade de Ronaldo deve ser tão respeitado como o desejo de maternidade de uma qualquer mulher. E não há nenhum motivo válido para ele não poder recorrer às mesmas técnicas de procriação assistida (mais concretamente recorrer a uma barriga de aluguer) que uma qualquer mulher.

Parabéns a Luís Aguiar-Conraria por esta distinção, um pouco branda mas relevante. O Patriarca teme que para atribuir o 3º galardão de Chauvinista do Mês tenha de publicar a história de um homem que uma vez olhou para uma mulher assim um bocado de lado de modos que a moça não gostou muito.

Mas pode ser que os machos ainda existentes neste país não nos desiludam e continuem a produzir tiradas chauvinistas de qualidade.


Ser-se pai sem uma mulher a tiracolo

Se uma mulher pode recorrer a um dador anónimo de esperma para ter um filho, porque não há-de um homem poder recorrer a um óvulo para ter também um filho?

Dizem-nos algumas “notícias” que Cristiano Ronaldo vai ser pai de mais duas crianças, um rapaz e uma rapariga. Antes de qualquer outra coisa, muitos parabéns a Ronaldo pela paternidade e desejo-lhe a maior das felicidades com esta família alargada. Dizem as mesmas notícias que Ronaldo terá recorrido a uma “barriga de aluguer”. Não me interessa muito se as “notícias” sobre a barriga de aluguer são verdadeiras ou falsas, mas interessam-me bastante as muitas reacções críticas que pudemos ler. Ronaldo é acusado de “encomendar filhos como quem faz compras na Amazon” e, principalmente, é vilipendiado por “negar uma mãe às crianças”. E de que tal é de um egoísmo extremo.

Há relativamente pouco tempo, legislou-se em Portugal sobre o acesso de mulheres solteiras à procriação medicamente assistida e também à maternidade de substituição, vulgo barriga de aluguer (sendo que a legislação portuguesa impõe que o aluguer seja feito a preço zero). Um dos argumentos que se ouviram, penso que por parte de Isabel Moreira num Prós e Contras — mas houve mais gente a repeti-lo nas redes sociais — foi o de que é necessário respeitar a autonomia das mulheres e que não se podia exigir que andassem com um homem a tiracolo para poderem ter um filho.

Toda esta discussão em Portugal foi bastante sexista, porque nunca teve em consideração os direitos dos homens. Se uma mulher pode recorrer a um dador anónimo de esperma para ter um filho, porque não há-de um homem poder recorrer a um óvulo para ter também um filho? Ficou definido na lei que uma mulher sem útero, ou que por qualquer motivo não possa levar a cabo uma gravidez até ao fim, pode ter acesso a uma barriga de aluguer (a preço zero, repito, que não gostamos cá de mercenárias). Bem, eu diria que um homem cumpre esses requisitos. Tanto quanto julgo saber, não têm útero e, exceptuando a personagem de Arnold Schwarzenegger num filme e do canadiano Thomas Beatie, não conseguem levar uma gravidez até ao fim.

Claro que se pode sempre argumentar que, como a lei actual facilita imenso a mudança de género, um homem pode facilmente mudar o seu registo civil, passando a ser mulher. Uma vez mulher, poderá então alegar a falta do útero para recorrer à maternidade de substituição e, uma vez mãe da linda criança que nasceu, deverá poder mudar o registo civil novamente, regressando ao estatuto masculino, conseguindo cumprir o sonho da sua vida de ser pai.

Mas para quê sujeitar os homens a este caminho tão tortuoso? Ou, falando mais a sério, por que motivo se legisla no sentido de as mulheres deixarem de necessitar de um homem a tiracolo para serem mães, mas nem se discute a possibilidade de os homens poderem recorrer aos mesmos instrumentos jurídicos e médicos? A razão, parece-me, é bastante simples. É que, como toda a gente sabe, uma mulher só se sente realizada se for mãe. Já o homem está-se nas tintas para isso, quer é sexo. Ser-se pai é uma consequência e não um objectivo. Ainda por cima, como as mulheres é que cuidam bem dos filhos, negar uma mãe a uma criança é um crime; já negar um pai não é problema, até pode ser bom.

O que Ronaldo nos mostra é que há homens que também querem ter filhos. E se, por qualquer motivo, não podem ou não querem engravidar uma mulher (seja por questões médicas, seja porque a namorada não quer engravidar, seja pelo que for), continuam a querer ter filhos. Também Ricky Martin recorreu à maternidade de substituição para poder ser pai. E também se gerou uma polémica semelhante. Mas, quando é uma mulher a fazer isto, não há grandes polémicas.

Tanto quanto é público, o filho (mais velho) do Ronaldo é um puto feliz, que tem uma óptima relação de amor e carinho com o pai. Não há nada que nos leve a suspeitar que aquela relação familiar não é perfeitamente saudável. E, como todos sabemos, o que não falta por aí são famílias monoparentais. Basta lembrar que nada impede um solteiro de adoptar uma criança e, portanto, ser pai sem uma mulher a tiracolo. Assim, deixemos os nossos julgamentos morais de lado e aceitemos que o desejo de paternidade de Ronaldo deve ser tão respeitado como o desejo de maternidade de uma qualquer mulher. E não há nenhum motivo válido para ele não poder recorrer às mesmas técnicas de procriação assistida (mais concretamente recorrer a uma barriga de aluguer) que uma qualquer mulher.

Em qualquer conversa com feministas, é-se constantemente recordado de que o feminismo não é o antónimo de machismo. Pelo contrário, o que o feminismo almeja é chegar a uma situação de igualdade. Assim, em coerência, tendo havido algumas feministas que se bateram pelo direito das solteiras e dos casais de lésbicas recorrerem à maternidade de substituição, em nome da igualdade, as feministas devem agora lutar para que os homens tenham precisamente os mesmos direitos.

Isto Choca-(me)

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Os meios de comunicação, os políticos trendy e as forças globalistas orquestraram uma campanha para sexualizar o debate público. Prejudicou-nos em todas as más decisões que nos impôs; prejudicou-nos em todas as boas decisões que nos recusou.

Um estudo norte-americano declara que, apesar de 11 % já ter passado por uma experiência física, psicológica ou emocional gay, apenas 3.8 % (menos 7.2) da população Americana se assume LGBT (e demais letras do alfabeto). Conscientes de que a extrapolação desta percentagem implica assumir que a homossexualidade decorre de factores endógenos ou não exclusivamente culturais – tese que n’A Távola Redonda rejeitamos liminarmente – Vamos assumir para efeitos contextuais que 3.8 % dos Portugueses são também homossexuais, bissexuais, transgénicos e esquisitices afim. Vamos também olvidar que a extensão destas originalidades a uma população indiscriminada implica atribuía-la às crianças, integrantes da população. Claro que ninguém quer associar a homossexualidade à pedófilia nem achamos que seja a mesma coisa; mas se o vosso homossexual diz que nasceu homossexual, cresceu homossexual e já era homossexual antes da idade de consentimento…

3.8 % de panascas, são 393 mil portugueses rabetas. Significa que os maricas representam menos de um quarto do que os Estudantes Portugueses. Significa  que os bichonas representam menos de um nono dos pensionistas Portugueses.  Em cada 14 pagadores de impostos, apenas um é boiola.

Dizem os liberais que existem demasiados funcionários públicos em Portugal. São duas vezes mais do que os mariconços.  Assim como os trabalhadores industriais, suplantados pelos trabalhadores comerciais. Há tantos empregados na construção como larilas mas, infelizmente, ligeiramente são mais os veados do que os agricultores- como poderia não o ser depois dos sucessivos governos terem destruído o sector?

Há quase cinco vezes mais cidadãos Portugueses a viver abaixo da linha da pobreza do que a atracar de popa. Quase três vezes mais cidadãos Portugueses incapazes de encontrar um emprego do que a embrulhar o palhacinho. Quase sete vezes mais Portugueses emigraram do que aqueles que mordem a almofada.

E se a Cristina quisesse realmente enfrentar um preconceito, em vez de ilustrar a paneleiragem na capa, exporia os 36 % de concidadãos que vivem no Portugal rural. Dez vezes mais do que os rabilós.

Esta capa choca a Cristina

Como chegámos a este ponto?

A comunidade LGBT dos dias contemporâneos tem direitos inéditos: Podem coadoptar, envolver-se numa mega estrutura colectiva de dimensão global, integrar associações e organismos com meios financeiros significativos, usufruir de tecnologia funcional para exercer a sua homossexualidade (Comparem lá o Grinder ao Tinder) e, claro, tem a representação política dum Lobby que, suplantando os 64 mortos de Pedrógão, consegue mandar Chefes do Estado Maior para a rua. Nos antípodas estão os heterossexuais que perdem os filhos nos tribunais, são incapazes de se organizar em torno da sua sexualidade, que se vêm enclausurados por um globalismo desinteressado das premissas da respectiva identidade colectiva, vítimas das ineficiências do mercado sexual e com cada vez menos força nas estruturas de representação. O estilo de vida debochado dos gay é endeusado na comunicação social mas quando optam antinomicamente por mimetizar a estabilidade hetero, o seu matrimónio é louvado como uma realização política, progressista e libertária; Paralelamente o livre conduto da heterossexualidade é vilanizado – Os homens sexuais são imaturos e as mulheres sexuais são galdérias – mas a sua opção casamenteira apresentada como bacoca e bafienta, despromovida pela instantaneidade do divórcio. A sociedade censura e repudia os tipos que confundem panascas e pedrastas mas quando uma mulher inicia um texto por equiparar heterossexuais a violadores, ninguém lhe dá resposta. Nunca ninguém defende os homens heterossexuais. Nem aqueles que foram violados.

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Quando desabafo o meu Verão dos quinze anos, há sempre alguém que comenta assim

Mas acima de tudo, a comunidade gay usufrui de um capital de atenção absolutamente inacessível a qualquer outro grupo minoritário, sub-representativo, excessivamente heterogéneo para deter relevância sociológica.

Economia de atenção

Quando me dedico a escrever um texto, ignoro a televisão. Quando me foco na televisão, não atento na janela. E se fixar nas movimentações na madrugada da minha rua, não posso escrever simultaneamente. A atenção é um bem-escasso. O movimento de atenção é pois passível de estudo económico, obedecendo às leis que governam o dinheiro ou os meios de produção.

À medida que a produção material expande os limites do seu alcance acima das necessidades de consumo, a atenção sobrepõe-se ao dinheiro enquanto moeda de troca. Instrumentos como o facebook permitem já a compra de atenção, remunerando a rede social pelo número de utilizadores aleatórios que atentam um post. Como numa transacção financeira, numa compra, o movimento individual do bem entre dois agentes económicos parece simples e displicente, mas para compreender a tendência de milhões de indivíduos em torno do mesmo bem, devemos empregar alguma atenção. E quando a tendência desses indivíduos ilustra o deslocamento de atenção? Mas enquanto o dinheiro se produz e os bens de consumo parecem não cessar, a nossa capacidade de foco, de concentração, vítimas dos milhões de chamarizes em nosso torno, está a diminuir. Colectivamente, estamos menos capazes de prestar atenção

Causas Fracturantes 

Os anos 90 viram o decrescer da participação política das massas. Talvez a explosão do capitalismo global tenha diminuído o ímpeto activista, satisfeitos que estavam os eleitores com a recém-adquirida capacidade aquisitiva. Mas esse capitalismo vem ladeado de Marketing, um instrumento desenhado para dispersar o consumidor. Os telefones moveis, a internet, a internet nos telefones móveis, alienou gradualmente esse eleitor, mentalmente perdido entre o Tinder e o instagram. Como encontrar tempo para analisar um projecto-lei se mal o encontra para conviver com pessoas de verdade?

Podem estes tipos fazer política?

A política – gestão colectiva da polis (cidade ou comunidade) – consome demasiada atenção para o cidadão médio. Passou assim a subsistir de casos, soundbytes e causas fracturantes pois todas as três, por alternativa à verdadeira política, requerem uma quantidade infinitésima de atenção.

Defendo/Oponho-me participativamente à legalização do aborto, da eutanásia ou da marijuana. Isso é um problema?

Provavelmente é. Independentemente da resposta.

Durante as últimas duas décadas estes temas foram sucessivamente impostos à agenda como politicamente relevantes, aliás, fulcrais, aliás, definidores da orientação dos eleitorados e centrais à tomada de decisões. Mas na verdade, a larguíssima maioria da sociedade, passa incólume às alterações políticas mencionadas, independentemente da direcção em que rumem. Estas disputas ficcionadas, encomendadas, pré-fabricadas, são irrelevantes para maioria dos cidadãos. São debates de consumo instantâneo, decisão bipartida, resposta superficial e imediata; carecem aprofundamento, pesquisa, cálculo orçamental, ponderação material; São de colagem fácil e nalguns permite-nos falar de sexo, coisa que somos ensinados a fazer a todo o tempo. Permitiram a agremiação em torno dos grandes blocos que representam os inúmeros “sins” e “nãos” bipartindo os votantes em posicionamentos unilaterais, espelhando uma coordenação dos protagonistas que é incompatível com a produção efectiva de material político. Participar nestas causas não correspondem à feitura política. São irrelevantes para a polis.

Bairro da Fonte da Pipa - Fetais
De que serve a adopção gay aos habitantes da Fonte da Pipa

Nestas décadas têm extrapolado e definido a orientação política com base nas respostas dicotómicas, como se o posicionamento individual se encontrasse como o de uma espécie na chave de Lineu. Incontáveis cidadãos, provavelmente jovens, se uniram a organizações e partidos com cujos princípios em nada concordava, movido apenas por uma cruz entre dois quadrados numa quezília respeitante a uma minoria desinteressante. Mas basta atentar em Milo, o activista ultraconservador cuja homossexualidade não o situou em nenhum combate liberal, ou em Jack Donnovan, um dos mais radicais altrighters Americanos declaradamente homossexual, ou numa assembleia geral da Associação Causa Real, com um rácio de roto per capita superior ao de qualquer noite no Trumps, incluindo o pretendente ao trono, Duarte Pio de Bragança, para compreender o alheamento dos próprios homossexuais face às peleias que lhes querem atribuir. Amantes da força, da virilidade, da autoridade, do patriarcado, os homens gay são antropologicamente de Direita – provem-no em políticos como Paulo Portas, Mesquita Nunes, Miguel Frasquilho, Poiares Maduro, Paulo Rangel, Nobre Guedes e (dizem) Marcelo.

Fracturados

A concentração de atenção mediática sobre as causas fracturantes prejudicou tremendamente a sociedade contemporânea, com a bipolarização dos eleitorados e a exclusão no debate público dos temas que interessam a todos. O efeito preverso dessa segmentação foi evidenciar o metâmero derrotado qual, politicamente sub-representado, socialmente sub-mobilizado, perde todas as batalhas “sociais” quer na Assembleia quer na rua. Mas essa derrota não fica por aí.

Por razões culturais, religiosas e tradicionais – é compreensível que uma parte significativa da população desdenhe a opção de ser gay. Entenda-se tradição segundo a definição de Hayek, enquanto a colectânea ancestral de conhecimento empírico agregado por incontáveis gerações antecessoras. Aos descendentes de uma aldeia carente de mão-de-obra, o índividuo que escolhe a infertilidade, que permuta a constituição de família pelo ludismo hedonista, é desconsiderado porque prejudica todos os circundantes, incapaz de outorgar descendência aos progenitores ou garantir apoio na velhice. Estas razões não são hoje rebatidas contra a construção de um Estado-Social, mas apelidadas por fascistas, homofóbicas, ultrapassadas. Entenda-se que a falência do Estado Social deve-se primeiramente ao decréscimo populacional, mas como querem que as populações contribuam para a natalidade Europeia se as empurram para a homossexualidade?

Este troço expressivo de cidadãos desconfortáveis com a minoria gay e o poder que alcançou, é hoje vítima de uma discriminação atroz – são  derrotadas da história e desprezadas como o último refúgio de velhos preconceitos, nomeadamente o racismo e a homofobia ainda que numérica (eleitoralmente) superior aos pretos e aos paneleiros. O pior é a recusa terminante de qualquer tendência política os representar: A Esquerda porque os vilanizou enquanto mesquinhos adversários do progresso e a Direita, imbuída pelo espírito neoliberal, acusa-os de inadaptados à era vigente, acomodados no tempo, pouco empreendedores e inovadores. Mas como podem inovar se o mercado global os recusa, se a alta finança os ignora e se, incapazes de desfrutar do internacionalismo de Shengen à Amazon, se ensimesmam em bolhas psico-geográficas apartadas do mundo?

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Preguiçosos para uns, reaccionários para outros. Como me disse o Prof. César das Neves, em Portugal, nenhum Partido defende os pobres.

Enganam-nos

O político habilidoso que era José Sócrates utilizava esta estratégia inúmeras vezes, lançando causas para o espaço mediático enquanto, nas costas, falia o nosso país. Por escassa, a atenção que os dirigentes dirigem à causa gay  é atenção que recusam ao país real, votado ao abandono. Mas nessa desatenção permitimos que inúmeros políticos ganhassem prestígio e protagonismo graças a um não-assunto, minoritário e com uma base de apoio irrisória e contestável. Continuam no parlamento, continuam porta-vozes da insignificância, inventando gradualmente mais insignificâncias, sequestrando a nossa atenção. Ignorando os eleitores.

No dia que se seguiu a Pedrógão, fez-se aprovar a imposição de quotas de género nas empresas públicas. No dia que se seguiu ao roubo de Tancos, o maricão Miguel Vale de Almeida iniciou uma campanha para instituir quotas de identidade sexual nos órgãos de poder. Não sabe o tolo que se houvesse uma repercussão parlamentar da população nacional, os gay teriam menos deputados do que detém hoje, nem que tornaria obrigatórias – para cada candidato parlamentar – declarações, não de rendimentos, mas de opção sexual. Já todos sabemos que o senhor Professor é orgulhosamente picolho. Mas não queremos saber – ninguém quer.

Mais de nove milhões e novecentos mil Portugueses estão apartados dos noticiários, dos colectivos, dos clubes, das associações, dos festivais, das aplicações, das cátedras sociológicas e antropológicas, dos bancos do parlamento e de uma identidade sexual reconhecida como válida, funcional, salutar e benéfica para a sociedade. Estão também distantes das capas da Cristina. Estão condenados à desatenção. Mas longe das das câmaras burguesas, das câmaras televisivas, perceberam o ludibrio a que foram sujeitos e querem opor-se-lhe. Desejam ser ouvidos. Não nos ignorarão para sempre