Chauvinista do Mês #3: António Gentil Martins [Extra!]

Nota prévia: relembrando que O Patriarca considera o feminismo o maior flagelo que assola a sociedade actual, é importante realçar que não há nada de pejorativo neste prémio. O Chauvinista do Mês é um galardão de honra que O Patriarca (e outros membros da Távola que assim o entendam) atribui a quem vê a realidade em geral e as dinâmicas intersexuais tal como elas são, e tem os tomates de ferro necessários para, por palavras ou acções, apregoá-lo em público.

Num caso gritante de infelicidade temporal, o Dr. Gentil Martins lançou uma bomba digna de galardão 2 dias depois da publicação do último. Infelizmente o original só está disponível para assinantes mas as citações não são difíceis de encontrar.

As afirmações da polémica:

Como é que vê a hipótese de um homem solteiro ter filhos recorrendo a uma barriga de aluguer, como alegadamente foi o caso de Cristiano Ronaldo?
Considero um crime grave. É degradante, uma tristeza. O Ronaldo é um excelente atleta, tem imenso mérito, mas é um estupor moral, não pode ser exemplo para ninguém. Toda a criança tem direito a ter mãe. Mais: penso que uma das grandes culpadas disto é a mãe dele. Aquela senhora não lhe deu educação nenhuma.

O anterior galardão, apesar de defender precisamente o contário, não exclui este. Não foi referida a oprinião d’O Patriarca relativamente a este assunto, mas aqui vai ela:

A reprodução medicamente assistida, por outros motivos que não a infertilidade de um dos membros de um casal heterossexual, é uma aberração. À afirmação do Dr. Gentil Martins, reformularia apenas: toda a criança tem direito a ter pai e mãe. A negação deste direito, apenas para satisfazer transgénicos doidos, sapatonas ressabiadas, e gente que pode mas não quer recorrer à velha fórmula de depósito directo de leite de piça num útero receptivo (ou não arranja quem o faça), é moralmente condenável. Agora, se as mulheres o podem fazer, porque raio não hão de os homens poder?

Duas pessoas do mesmo sexo não podem amar-se?
Ouçam, é uma coisa simples: o mundo tinha acabado. Para que o mundo exista tem de haver homens e mulheres. Trato-os como a qualquer doente e estou-me nas tintas se são isto ou aquilo… Não vou tratar mal uma pessoa porque é homossexual, mas não aceito promovê-la. Se me perguntam se é correto? Acho que não. É uma anomalia, é um desvio da personalidade. Como os sadomasoquistas ou as pessoas que se mutilam.

O que há de errado nesta afirmação? Absolutamente nada! O doutor aceita, mas não promove. Isso hoje em dia não basta, como muito bem expôs o nosso mago de serviço. É preciso rezar ao altar de Sodoma (preferencialmente de gatas).

O Patriarca, como já disse anteriormente, não tem nada contra homossexuais não heterofóbicos. Simplesmente acha que não se deve promover e glorificar estilos de vida desviantes. Live and let live.

Naturalmente, uma das Harpias-Mor apressou-se a pedir a cabeça do octagenário.

Face à polémica e como bom Shitlord, Gentil Martins emitiu uma não-desculpa ao melhor estilo de Trump:

Face à minha entrevista ao Jornal Expresso e dada a celeuma, que nunca desejaria que tivesse acontecido, gostaria desde já esclarecer que me limitei a responder a perguntas directas dos entrevistadores do Expresso.

Quanto a Ronaldo não ser exemplo, referia-me exclusivamente à escolha por “Barrigas de Aluguer”, permitidas por lei, mas das quais discordo totalmente, quer como Pediatra quer como Ser Humano. Isso nada tem a ver com os excepcionais méritos desportivos de Ronaldo, nem com a sua generosidade para com Instituições Sociais e crianças com dificuldades.

Por outro lado nunca foi minha intenção ofender a Mãe de Ronaldo, pessoa que não conheço pessoalmente.

Quanto à homossexualidade, lamento quem sofra com essa questão, que continuo a considerar anómala, sem no entanto deixar de respeitar os Seres Humanos que são.

Note-se a ausência da palavra “desculpa”. O excelso senhor sabe que expôr o ventre às facadas é a pior coisa que se pode fazer numa situação destas. Betas tomem nota e extrapolem para o vosso Game.


O distinto doutor teve uma carreira longa e este será certamente um galardão de somenos importância no meio de todos os que terá coleccionado. É todavia com enorme prazer que A Távola Redonda lhe estende o seu apoio e lhe presta homenagem no meio da tormenta do politicamente correcto.

3 comentários em “Chauvinista do Mês #3: António Gentil Martins [Extra!]”

  1. Um Homem a sério! Adorei ver os social justice warriors e harpias a espumarem de raiva por verem um homem que ainda tem carácter suficiente para expressar a sua opinião verdadeira.

    Quanto aos gays concordo inteiramente. A homossexualidade é uma doença e não deve, jamais, ser promovida.

    Por outro lado, o argumento contra o Ronaldo não me convence, como libertário e pro-ciência (evolução tecnológica) acho essa ideia de intromissão do Estado na questão da família para ditar o que é moralmente certo ou errado um bocado treta. Por mim, não vejo nada contra a que as mães e pais façam recurso a barrigas de aluguer pela razão que entenderem ( seja por serem mulheres ricas e não quererem viver o desconforto da gravidez ou homens que querem filhos mas não querem/não conseguem ter mulher). Hipoteticamente, no futuro, os bebes passarem a nascer em bolsas amnióticas artificias até nem me choca nada. Quem não curtir, pode simplesmente ter os filhos da maneira normal.

  2. Bem atribuido ao Dr Gentil Martins, eu também concordo que uma criança deva crescer com um pai e uma mãe, no entanto o que o Ronaldo faz é em sua autodefesa, se Ronaldo tivesse casado com as mães dos filhos o mais certo era estar arruinado financeiramente, com tanto divorcio sucessivo,
    suicidam-se por ano em Portugal 1000 homens a maioria por problemas afectivos, 95% dos sem abrigo sao homens a maioria caiu nessa vida devido a desgostos amorosos, a vida é cruel para os homens e o sistema judicial está 100 % ao lado das mulheres, já não falo no sindroma de alienação parental…. por tudo isto continuo a achar que uma criança deva ter um pai e uma mãe, mas o risco para o homem é altíssimo e como tal, o Ronaldo tem toda a legitimidade em fazer o que faz é o mal menor, o feminismo arruinou as relação homem mulher

    1. O Patriarca entende isso perfeitamente, e se calhar faria algo parecido se nadasse em dinheiro como o CR7. Não deixa de ser verdade que quem decide ter filhos sem a outra metade de um casal de progenitores sequer existir está a ser egoísta. Que o estado horrível em que se encontra a sociedade torne isto uma decisão inteligente do ponto de vista da autopreservação, não o torna uma decisão moralmente mais defensável.

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