Neg para miúdas mais novas

Nota: Isto não foi testado no terreno. O Patriarca está há algum tempo numa relação com uma miúda substancialmente mais nova, mas até apreciaria se ela tivesse menos um par de anos. É um neg teórico desenvolvido com base em bojardas que foi mandando ao longo do tempo e as respostas às mesmas. Encoraja o leitor a experimentar e a dar feedback.

Muitos homens, começando na casa dos 30 anos e agravando-se exponencialmente ao longo dos 40’s e 50’s, têm receio de abordar e seduzir miúdas mulheres mais jovens.

Frequentemente dizem que gostam é de mulheres e não de meninas, como justificação para se ficarem pelas da sua idade. O Patriarca compreende que os gostos humanos são diversos e defende absolutamente a liberdade de escolha, mas sejamos honestos: a maior parte dos homens que dizem isto sofre do síndrome das uvas azedas.

O engate de uma jovem 10 ou mais anos mais nova é extremamente compensador, mas põe uma série de desafios, nomeadamente a percepção que a ninfa possa ter de uma insegurança do macho quanto à diferença de idades.

Posto isto, O Patriarca apresenta:

“Estás estupenda para a tua idade”

puzzled bitch

Atenção: isto não é para usar com mulheres da mesma idade ou ligeiramente mais novas. Aí já não é propriamente uma neg e começa a roçar o insulto. Emprega-se em miúdas substancialmente mais jovens. Regra geral – se a diferença é suficiente para poder ser um potencial problema, a neg aplica-se.

Efeito pretendido (como todas as negs): o que é que ele quer dizer com isso?

“É parvo? Mas se ele tem mais X anos que eu… Será que gosta de miúdas ainda mais novas? Será que acha que eu sou mais velha do que pareço? Será que gosta de mais velhas? Pareço mais madura? Está a elogiar o meu estilo? Está a a gozar comigo?”

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Melhor cenário possível: “deve estar habituado a estar com raparigas mais novas”

No mínimo: criação de intriga, dúvida, curiosidade. E envio da questão da diferença de idades para segundo plano. 

Pérolas d'O Patriarca #3 – Respeito

O respeito é dos mais eficientes agentes secadores de cona conhecidos pelo homem.

Segue daqui uma conclusão lógica. Respeita as mulheres cuja passarinha pretendes que esteja seca na tua presença. A tua mãe, a tua irmã, as outras mulheres da tua família. Ok, talvez não as primas. As colegas de trabalho. As clientes.

As que queres comer… Não!

 

Na mesma cama

Como se pode violar alguém que dia após dia, noite após noite, partilha com o seu abusador o mesmo leito? Não pode. A violação no casamento é um mito feminista, de ataque ao “violador” e ataque ao casamento. É mais um. 

O relógio dita a terceira hora da madrugada, reunião às 8 e ainda não durmo. Estou a cinquenta quilómetros de casa, não ajudam, o sinal da internet é demasiado fraco para me distrair com algo que me possa adormecer. Os lençóis não ajudam. Estou farto de dizer à miúda para os trocar e, mesmo sendo a casa e a cama dela, estarmos a caminho do quarto ano de relação devia dar-me o direito de protestar nestas coisas. A porta da rua fecha, o Pai dela acabou de entrar. Significa que há mais uma pessoa quem eu posso acordar se me tentar escapulir pela madrugada. Vou mesmo ter de ficar a dormir ali, mas não consigo. Puta da insónia. E eu que tenho tanto para fazer.

Podia masturbar-me e talvez me viesse o sono. Mas com uma boneca daquelas ao lado, a masturbação é deprimente. Mas não vou acordá-la, a desgraçada tem de estar às 7:30 no hospital. Deixa ver se isto se faz sem muito estrilho.

Baixo-lhe as cuecas num gesto só.

– O que estás a fazer, murmura entre roncos.

– Cala-te, dorme mas é.

– Eu vou trabalhar daqui a um bocado, deixa-me dormir

– Pois eu não consigo dormir!

– E o que queres que eu faça?

– Não faças nada, fica aí paradinha

– Agora não, tenho de dormir

– Então dorme e não te lamuries que isto demora cinco minutos.

– Não, a sério, eu tenho de… e começa a ressonar novamente. Compasso de espera. Penetro-a devagar. Sinto o corpo a reagir, a vagina a humedecer, enquanto que a coitada intercala o tom, ora de gemido, ora de ressono. Não houve tempo para perfazer as formalidades exigidas pelo Bloco, uma declaração de aceitação em papel timbrado, revista por três notários e mais a Isabel Moreira. E passados os ditos cinco minutos lá fui dormir.

No dia seguinte, a caminho de Lisboa

– Tu ontem à noite, enquanto eu estava a dormir…

Não!

Nota prévia: O Patriarca repudia totalmente qualquer tipo de abuso sexual. Tudo o que se descreve aqui passa-se no contexto de uma relação consensual.

O almoço estava pronto, e ela veio chamar O Patriarca. Este, sentindo o pau feito da tesão de mijo, puxa-a para a cama, levanta-lhe o vestido, tira-lhe as cuecas.

“Está quieto, vamos almoçar!”

Bom, vai ter de ser à força então. Vira para cima, vira para baixo, ela fecha e estica as pernas com todas as forças que tem, gritos, risota… Ainda chega a meter a pontinha. Ela está encharcada mas resiste.

É incrivelmente difícil “violar” uma mulher se estiveres a tentar não a magoar.

O Patriarca atira a toalha ao chão. Levanta-se. “Ok, ganhaste. Vamos almoçar”

Ela agarra-lhe o braço. “NÃO!”

Quem não acredita que as mulheres têm fantasias secretas de submissão e/ou violação, não tem a cabeça no planeta Terra.

 

Politicamente correcto

Boa noite. Vim hoje só deixar-vos algo em que pensarem nesta noite. Trata-se de uma paródia ao politicamente correcto. Desde que ouvi um gay a dizer que não entrava num bar porque à porta dizia “gins sem paneleirices”. Um homossexual a defender o seu próprio insulto… Que paneleiro.

Sei que não vou mudar o mundo com este post, mas acredito que posso dar um empurrão. As feministas nasceram assim, através de uma ideia de uma mulher que espalhou a sua palavra pelas amigas. Assim, enquanto houver a Távola e enquanto os nossos grandes leitores continuarem a partilhar os nossos textos, a mais vozes chegaremos.

Joseph

A religião foi criada pelo Homem, sobre o Homem, para o Homem.

Não sou religioso mas respeito todas as formas de confissão, nomeadamente aquelas que foram capazes de cativar biliões de adeptos ao longo dos séculos. Tenho um desdém profundo pelo anti-clericalismo das burguesas Câncio e Co. mais para mais quando não entendem que a religião proporciona ensinamentos extraordinários acerca do mundo e viver ignorando-a é viver sem esses ensinamentos, como querer escrever artigos jornalísticos sem dar importância aos fundamentos da linguagem (o que ela faz).

Nela encontramos a prova de que a humanidade, apesar dos apetrechos tecnológicos, pouco ou nada evoluiu e que milhares de anos existiam as mesmas características que hoje definem a humanidade: A mesma ousadia, a mesma esperança, a mesma generosidade mas também a mesma ganância, cobiça e avareza, perjúrio.images.jpg

No antigo testamento (livro do Génesis) e também no Corão, vem mencionada a história do profeta Joseph (Yousef, Yusuf e outras adaptações). Filho de Jacob e o preferido do progenitor entre os 12 irmãos, foi trapaceado pelos mesmos e vendido como escravo, terminando no Egipto politeísta em casa de Potiphar, o chefe da segurança do Faraó. Judeu, o tratamento teria sido tenebroso se não caísse nas boas graças de Potiphar quem o nomeou governante da sua casa onde tinha espaço de circulação e manobra. Alimentou-o e acomodou-o resgatando a sua existência; Sem Potiphar, o profeta, teria seguramente definhado.

A casa do guarda era bem guardada. O quarto do casal estava protegido por 7 corredores sucessivos que perfaziam o perímetro da habitação. Corredores intercalados por paredes espessas e portas inquebráveis. O acesso era assim, virtualmente impossível: Ninguém podia entrar, mas também, ninguém podia sair.

Como servente, Joseph tinha de obedecer a todas as ordens provenientes do segurança ou de outro membro da respectiva família. Isso incluía a mulher de Potiphar, chamada de Zuleikah na Tora Judaica mas apenas de “a mulher de Potiphar” na Bíblia e “a esposa de Azis” no Corão (Azis significa em Árabe poder, força e “algo cuidado”, podendo referir-se a um segurança). Os livros sagrados dos Cristãos e dos Muçulmanos recusam-lhe (e bem) um nome próprio.

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Joseph era detentor de uma beleza incomparável, dizendo o Corão que de toda a beleza entregue aos homens do mundo, Joseph teria 50 % nele concentrada. Era também como um homem bom, devoto aos seus objectivos e valores. Por essa razão, desde o primeiro contacto entre ambos, a esposa do seu mestre, desejaria dormir com o escravo. Por cada vez que se cruzavam, ela comandava “deita-te comigo” mas a fidelidade ao homem que o acolhera e os valores princípios judeus/cristãos/muçulmanos não o deixavam cair em tentação.

Num dia em que todos haviam saído excepto Joseph, Zuleikah terá chamado o escravo ao interior  dos seus aposentos. Como bom servente, obedeceu. E de cada vez que cruzava uma das sete portas, a esposa de Potiphar trancava-a com uma fechadura inquebrável. Chegando ao quarto, comandou novamente que o escravo se deitasse com ela. E enquanto a recusava, ela tentou forçá-lo a penetrá-la.

Sem outra possibilidade de fuga, dirigiu-se à porta em corrida, pedindo a Eloah/Deus/Alá que o permitisse escapar. E uma por uma as portas foram magicamente abertas, enquanto que o profeta fugia da megera. Esta, numa última tentativa, agarra a sua veste mas mais uma vez, miraculosamente, o tecido rasgou-se num instante, permitindo a fuga de Joseph.  Foi assim capaz de fugir à violação.

Então a esposa de Potiphar, acusou o servo de violação.

Quadro de Van Rijin

A mulher despeitada é o animal mais perigoso do mundo. Traiçoeira, não lhe bastava procurar desrespeitar o esposo através do adultério, mentiu também sobre a idoneidade de um homem que nunca falhou para com os seus princípios. Assim que Joseph saiu do palácio, gritou em plenos pulmões que sofrera uma tentativa de violação por parte do Judeu. Rapidamente a palavra se espalhou e trouxeram o desgraçado à presença da mentirosa, assim como do marido que lhe prometia a morte.

Na sua versão dos factos, explica a forma como fora perseguido pela harpia desaustinada. E recorda-lhe “vede a minha camisola, mestre. Se a sua mulher a agarrasse para proteger, teria um buraco na parte da frente; Mas se ela me agarrasse porque me perseguia, o buraco estaria na parte de trás”. Noutra versão, foi na reacção da esposa face à ameaça de matar Joseph (“Não!”) que o segurança se apercebeu da mentira da esposa.

No fim, Joseph foi mandado para a prisão (e não para o cadafalso) para esconder a vergonha de Potiphar. Mas, mais adiante, tornar-se-ia o braço direito do faraó. Essa é outra história. Esta conta 3561 anos. Mas podia ter acontecido ontem, não?