Os preliminares são para frouxos

Nota prévia: O Patriarca gosta muito de chupar cona. Este artigo não é um ataque à nobre arte do cunnilingus.

Qualquer pessoa que não tenha vivido debaixo de uma pedra nos últimos 30 anos sabe como os preliminares são absolutamente imprescindíveis para que uma mulher desfrute totalmente do acto sexual. O Patriarca cresceu bombardeado por esta narrativa, e ainda hoje basta passar os olhos pelos escaparates de revistas para encontrar um qualquer título de capa papagueando sobre o assunto.

Uma pesquisa rápida no Google não é menos fértil. Ainda este mês, a nossa querida Bárbara revelou que Carrilho falhava neste ponto (não será analisada com mais profundidade a vilificação que sofreria o ex-ministro se referisse que a ex não lhe lubrificava a ogiva com a regularidade desejada). Uma sex coacher (não podemos chamar-lhe treinadora sexual? Ou isso podia ser confundido com puta?) afirma que são o prato principal e não uma entrada. O leitor seguramente estará ciente de muito mais exemplos.

O Patriarca, em tempos longínquos, quando a sua experiência com mulheres era limitada ao plano teórico, acreditava nesta narrativa. Claro que, como é frequente em semelhantes assuntos, a exposição à realidade (sob a forma da prática frequente das artes fodengas com um número apreciável de parceiras) encarregou-se de desfazer a ilusão.

Os preliminares, na verdade, são absolutamente desnecessários para a satisfação sexual de qualquer uma das partes. Agradáveis, sem dúvida, até porque o adiar do coito propriamente dito pode potenciar a excitação e levar a sessões verdadeiramente épicas. Mas – chegando finalmente ao ponto de partida deste artigo – só são “exigidos” a frouxos. Por outras palavras, os preliminares são o dever do beta.

A palavra delas

Mas como O Patriarca é um troglodita misógino, se calhar não devia ter a última palavra sobre o assunto. Nada como perguntar às mulheres, certo?

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Ok, já deu para parar de rir. As mulheres são uma fonte de informação valiosa sobre a sua própria sexualidade, mas qualquer pergunta directa leva a respostas que não passam de um misto de racionalizações, cortinas de fumo e clichês socialmente aprovados que não servem absolutamente para nada. As pérolas de verdade obtêm-se através de perguntas tangenciais – por exemplo, como é a sensação de excitação sexual? Algumas citações seleccionadas:

Yeah, a penis around here would be pretty great

Ahh…for me, it’s the feeling of wanting to be filled so badly that it hurts. Like, it physically aches from how badly I need it.

I’ve gone from goose bumps all over my body to trying to press myself deeper into my partner

I have trouble thinking about anything other than my complete desire to be filled.

Something that always happens is the need to be filled, I can’t describe it but I just feel empty and want something in me; sliding.

it’s more like this achy, throbbing desire for pressure on the outside parts, and the feeling of needing something in me to grip on.

Imagine having a meat cave in between your legs that really likes the thought of having something inside of it, stretching it out and pounding it repeatedly.

I’ve now reached the persistent fantasy of having my face shoved into the pillow, hair in hand, and a big, thick cock pushing inside of me agonizingly slow before pounding the shit out of my eager pussy until I’m spent. To the point I can almost feel it now.

The whole area feels warm and all you can think about is getting fucked in the most depraved, primordial manner.

E por aí fora, mas torna-se repetitivo. A sensação mais frequentemente e graficamente mencionada é o desejo de ser preenchida. Praticamente ausentes estão os famosamente imprescindíveis preliminares – seja beijos, amassos, sexo oral – ou então perfeitamente secundarizados frente à urgência de levar com um tarolo entre as pernas.

Os preliminares não são então mais que a versão sexual das bebidas à borla, flores, jantares românticos e jóias: instrumentos com os quais os betas acreditam que podem negociar/induzir o resultado que desejam. Respectivamente, excitação sexual e atracção. E quem está familiarizado com a Red Pill sabe que ambas as estratégias estão condenadas ao fracasso, pois tanto a atracção como a excitação não podem ser negociadas.

Toda a gente conhece o clássico exemplo da gaja que fodia desconhecidos na casa de banho da discoteca, mas depois de uns anos com o namorado que a adora e lhe lambe o pito horas a fio não tem vontade de ter sexo. Os “quartos mortos” são um problema extremamente frequente, como pode atestar a imagem abaixo:


O Patriarca garante que os milhões de homens que tornaram estas pesquisas nas principais sugestões do Google já fizeram ou vão fazer todos os preliminares conhecidos pela espécie humana. Se calhar ainda inventam mais alguns. E vão continuar na mesma. O problema não está nas partes baixas.

Mas então fazer minetes (ou outros preliminares) é beta?

Mais uma vez, o contexto e a atitude são a chave. Fazer um minete não é beta. Fazer um minete porque se não o fizeres a vagina dela mais parece o Sahara, ou porque tens medo que ela te deixe, ou ela não quer foder sem uma sessão de 1h de língua antes e mesmo assim se calhar no fim já está cansada e não lhe apetece, é BETA.

Muitos homens nunca terão tido essa experiência, mas uma mulher excitada só pensa em arrancar a roupa e sentar-se num chouriço da marca Metello. Mesmo que não esteja a pensar em sexo, quando há atracção genuína, ser atirada de ventre, para cima de uma cama (ou contra uma parede), e sentir um bafo de homem no pescoço é o suficiente para produzir mais lubrificação num minuto do que muitos gajos vêem na vida inteira. Mais do que uma vez O Patriarca foi interrompido na sua apreciação oral de coninha asseada porque “quero pila JÁ!”.

O preliminar com desejo prévio é redundante. É um amplificador, um tempero. É o molho de natas em cima daquele bife que só grelhado na chapa já estaria magnífico. Memorável, digno de menção na TimeOut e se calhar voltas lá todos os meses e nos intervalos lembras-te dele de vez em quando. Mas na verdade, comer aquela bomba todos os dias até se tornava enjoativo, para além de ir tudo parar à coxa.

O preliminar sem desejo é um nado-morto. É uma tentativa de activar fisicamente um evento que ocorre dentro da cabeça. É o típico método beta de buscar uma resolução lógica para um processo emocional (estimular clítoris – activar desejo). É a tortura da alma de milhões de frouxos que dão voltas e voltas à cabeça e à língua a tentar encontrar a fórmula mágica para incendiar as virilhas da cara-metade, enquanto bestas como O Patriarca ignoram protestos mal-amanhados das queridas que não querem foder porque estão de birra, e sem tirar as cuecas as levam ao clímax só com estocadas de piça.

O melhor preliminar, no fim de contas, é ser alfa. Ser o gajo que lhes dá a volta à cabeça, que elas desejam visceralmente, com quem passam os dias a fantasiar sobre o momento em que finalmente ele as vai tomar como suas e aplicar o martelo pneumático que lhes deixa as pernas a tremer.

Milo

A idade de consentimento é um conceito estritamente legal, fluido e variável com os tempos, modas, culturas e regiões. Repudiamos a pedofilia mas mais veementemente repudiamos a histeria. E defendemos o Milo

Para um auto-intitulado extremista, Milo Yannopoulos – figura que prezo – revolve permanentemente e salvo pontuais arrojadas actuações cómicas, no senso comum. Desta vez não foi excepção. As plateias que se deixam impressionar pela sexualidade dos trezeanistas ou estão esquecidos dos seus treze anos ou tiveram uma puberdade bastante aborrecida. Como os anos não me tiraram uma memória exímia limito-me a subscrever a observação: a actividade sexual nestas idades é ocorrente, nalguns meios, recorrente mas apenas raramente decorrente de violação. Constate-se aliás que a variabilidade da idade de consentimento (na Tailândia e na Coreia do Sul, um homem adulto pode legalmente dormir com uma rapariga de doze anos; Na China, uma mulher, pode-se envolver com uma criança de dez) demonstra como se o conceito de pedofilia varia de acordo com a legislação em vigor no território em que ocorre (à semelhança do que acontece com a violação cuja amplitude sueca levaria a que os nossos daygamers estivessem todos no chilindró), então a prática – considerada tema tabu mesmo quando praticada no nosso território (um antigo e respeitadíssimo bastonário da ordem dos advogados iniciou a sua relação com a companheira de quase 4 décadas quando esta tinha apenas 14 anos e ele 21 – é crime!) – é passível de discussão, ainda que para ser firmemente rejeitada. Afinal Milo fez apenas aquilo que pautou toda a sua carreira – promover as discussões que outros tentaram silenciar.
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Milo começou a ter sexo aos 13 anos: O drama, o horror (a inveja?!). Mencionou, à semelhança do biográfico romance de Vladimir Nabokov, a factualidade da pederastia. Na Grécia antiga, existia essencialmente entre homens e rapazes novos numa lógica dinástica, iniciática, sucessória. É ver o percurso do pedófilo Português Carlos Silvino, o menino abusado que cresceu e abusou meninos, recordar Padre António Vieira quando escreveu “não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos” ou ainda o músico Sam the Kid em Realidade UrbanaÉ um ciclo, o do boss e do discípulo”. Quando de tempos a tempos um jornalista desocupado dedica páginas a reportagens sobre a média etária noctívaga Lisboeta aquém da legislada, não se dedica a investigar a noite gay, onde de facto os mais novos são demasiado novos. O controlo é impossível mas a sua ausência produz Yannopoulos’.

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Há mais miúdos de 13 anos neste espaço do que em muitas turmas do 8º ano

Abel Matos Santos, Professor de Sexologia Clínica na universidade Católica Portuguesa, tem defendido que a homossexualidade se tornou ritual de aceitação e integração entre as gerações influenciadas pela legislação queer, equivalente ao cigarro doutros dias. Não se trata dos mais novos se apresentarem estatisticamente mais afim à homossexualidade, trata-se de emularem o comportamento gay a fim de se inserirem num grupo de pares ou numa posição moralmente superior na alucinada escala de privilégio popularizada nos States. De se gingarem no meio para altear o ego e terem, sem as dificuldades inerentes aos congéneres que optaram pelo caminho das pedras, sexo. Trata-se de uma escola, um sistema político, uma sociedade que lhes enaltece a coragem por se ajoelharem diante dos caprichos sexuais dos homens mais velhos. E trata-se de muitos adultos cenagosos, longe das incertezas púberes ou da necessidade de aprovação adolescente, se aproveitarem dos miúdos.

Isto é insano

Junto dos conservadores tradicionalistas que se recusam a fazer representar por um homossexual assumido ou procurado atacar indirectamente Donald Trump, em concertação com a iniciativa do cuckservative John Mccain, as reacções foram abjectas. Matt Lewis sente-se repugnado pela homossexualidade do britânico e a organização do CPAC desconvidou-o da palestra introdutória que daria no evento deste ano. Até em Portugal, Maria João Marques se apressou a condenar a “boçalidade” do poster-boy porque também se sente intimidada com uma Direita  espalhafatosa, ao invés de comedida e silenciosa como aquela que a jornalista aprova. Por sua vez, a Esquerda hypersexualizada pareceu com Milo regressar a 1961, quando Júlio Fogaça foi removido da liderança do PCP por conduta homossexual. No The Guardian cavalgaram a onda persecutória  “bem vos avisámos que quem denuncia a transsexualidade não pode ser boa gente” e Jason Wilson, autor de Burst your Bubble, abre brechas no consenso conservador em torno de Millo.  A discrepância de tratamento para com George Takei, esquerdista, quem proferiu palavras idênticas, é confrangedora.

Mesmo depois de anos difundindo a superioridade moral de vários fetichismos: o role-play (homens que dizem que são mulheres), o exibicionismo (nudismo é um eufemismo), a poligamia (poliamor é um eufemismo), a sodomia e de outras parafilias. Crianças? Não seria inédito. Daniel Cohn-Bendit defendeu-a abertamente durante o Maio de ’68, movimento que utilizava “Jouissez sans entraves” – desfrutar sem entraves – como slogan político (Nota: Jouissez vem do verbo Jouier que significa “gozar”, sexualmente). Enquanto mayor de Burlington, Bernie Sanders promoveu a nudez infantil na via pública e o toque genital (no próprio? na criança?) como cura para a pornografia. Em nove regiões Alemãs, o livro Körper, Liebe, Doktorspiele – Ein Ratgeber für Eltern zur kindlichen Sexualentwicklung (Corpo, Amor, Jogos de Doutor – Guia de Pais para filhos sobre desenvolvimento sexual) difundido pelo Bundeszentrale für gesundheitliche Aufklärung (Centro federal para o ensino da saúde) na Alemanha e na Suíça, incentiva os Pais a tocarem na genitália das filhas como forma de estreitar os laços parentais.

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A verdadeira face do Maio de ’68

Não será de estranhar que a questão venha a surgir num futuro próximo em seguimento à aceitação das relações homossexuais, visto que alguns países (Índia, Tajiquistão, Uzbequistão, China), provavelmente em atendimento à questão que mencionei dois parágrafos acima, diferenciam a idade de consentimento mediante a orientação sexual, considerando-se ser necessário uma idade superior para consentir sexo homossexual face à contraparte. Por outro lado, já se difundem relatos sobre bons pedófilos, pessoas cuja circunstância nata, deverá ser compreendida, aceite e depois auxiliada. Depois de pedir que as idades de consentimento para as relações homossexuais sejam niveladas pelo valor das heteró – por baixo – a Esquerda, face aos indivíduos que não conseguem deixar de desejar estuprar crianças, pedirá a redução de todas as idades de consentimento. Um congresso de especialistas em Cambridge concluiu que a pedofilia é normal para a maioria dos homens. Em França, um conjunto de autores, gay e activistas de Esquerda (Jean Danet, Michel Foucault, Guy Hocquenghem) organizaram uma petição nos anos 80 para reduzir a idade legal para a cópula. Para isso serve a educação sexual, imposta sem escutar as famílias ou, mais importante, os alunos.

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Há ainda um lado algo infantil, básico, em torno do caso que me perturba. Nos dias da Casa Pia, a resposta da esquerda às acusações pendentes sobre Paulo Pedroso (Ferro, Gama e outros) foi a de acusar os ministros Valente de Oliveira, Luís Filipe Pereira e Paulo Portas de crimes semelhantes. Durante a campanha presidencial americana, o pizzagate apresentou dois membros do staff democrata (os irmãos Podestra) como pedófilos satânicos ao que este parece ser um contra-ataque já que Milo foi um fervoroso apoiante de Trump. Mas porque razão se fala tanto em pedofilia por entre os interstícios da política, em vez de se discutirem – ideia radical – políticas? (também existem políticas pedófilas, mas não abordaremos essas). Apesar de ser um crime hediondo, esta reacção intestinal impulsiona que a temática venha ao de cima porque destrói adversários eleitorais ao esforço de um clique e a infantohisteria impede qualquer discussão racional do tema. No seu espaço de comentário, Alex Jones refere “será assim que os poderes nos irão silenciar, acusando-nos de sermos pedófilos quando não o somos”.

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Salvo se apoiarmos políticas pedófilas, devíamos tirar a pedofilia da política

Vítima de pedofilia em negação ou talvez sofrendo o síndrome de Estocolmo – a sua relação com o padre aos 13 anos definiu mais da sua sexualidade do que qualquer gene –  o que é certo é que em momento algum Milo defendeu a prática pedófila.  Porque está a ser condenado? Porque está a ser profissionalmente prejudicado, com o contracto do seu último livro cancelado pela editora Simon & Schuster e porque razão se demitiu do Breitbart News? Talvez seja pelas ideias que defende – Rush Limbaught graceja em como, na barricada oposta e congregadas boas razões para a vitimização, Milo estaria sendo convidado para apresentar os óscares. Se a perseguição fosse política, assemelhar-se-ia a um remake do encerramento do alternativeright, assustadora, com os inimigos de Milo quem fracassaram ao tentarem silenciá-lo em Berkley , recorrendo ao mais baixo dos truques para o denegrir, a pura calúnia. A associação de Milo à pedofilia é indiscutivelmente uma FakeNew. Deve ser silenciada?

Mas talvez esta perseguição advenha precisamente da conotação leviana, despreocupada, indiferente à pedofilia que o vitimou. São apresentadas diariamente milhões de queixas por assédio, micro-assédio, colocados trigger warnings para proteger uma geração quem pensa que ser cortejado na rua é uma invasão do espaço pessoal.  Mulheres que nunca foram vítimas de violação nem sofrem o risco, perseguem a rape culture em que dizem viver imbuídas. Inventaram o crime de assédio, cuja subjectividade galardoa ao queixoso a suficiência da prova. Só que este homem, este rapaz, foi sexualmente abusado aos 13 anos por alguém em quem tinha a maior confiança e em vez de o alardear para promover complexos de culpa e sobressair à conta do seu próprio sofrimento, prefere brincar com o assunto, como se o horror a que foi submetido nada o afectasse. Não exigiu um safe-space, não perseguiu o malfeitor, não destruiu a vida a ninguém. Não levantou debates públicos nem exigiu legislação persecutória. Projectos-lei como o da criminalização do Piropo caem por terra face à confissão de Milo: O rapaz que sobreviveu. Podemos parar de sobrevalorizar as consequências de uma violação?

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Uma geração de vítimas

Eu admiro o polémico, provocativo, degenerado, insultuoso, irónico, o judeu nazi, o gay homofóbico, o fascista que exige liberdade de expressão, o racista que dorme com pretos, o anti-feminista que acredita na igualdade de género, o conservador que convoca a juventude e é repudiado pelos mais velhos, o islamofóbico que namorou um muçulmano, o insolente, carismático, convicto, humorístico, e certeiro Milo Yannopoulos. E depois de ouvir dezenas de horas de locuções suas, não consigo encontrar uma única ideia errada nas suas palavras. Enquanto fenómeno, pôs a descoberto inúmeras ideias preconcebidas, do male privillege à urgência feminista.  Subscrevo a autora – Este rapaz fala a verdade e é perseguido. Estaremos mesmo do lado certo?

Mantenho o mote que utilizei há semanas. A seu lado, #FreeMilo

5 Factos sobre o Daygame em Portugal

Daygamer João Tomé
Daygamer João do canal Los Bitchachos

 O Daygame apresenta uma resposta pragmática a um grande problema do homem actual, para quem, muito devido ao condicionamento social feminista a que fomos sujeitos nas últimas décadas, algo tão natural como dizer olá à rapariga gira do comboio é uma impossibilidade.

O homem médio frustrado (AFC) da actualidade tem medo de agir e acaba por revelar a sua frustração nos grupos do estilo: “vi-te no comboio”, “vi-te na baixa”, “vi-te no metro”. Em suma, páginas para quem se “apaixonou” pelo passageiro do lado e nada fez.

“Sentou-se ao meu lado, puxou de um livro e ao fazer esse gesto, encostou-se a mim e eu gostei deste toque. Não é comum, tratando-se de um acidente, nem a pessoa manter-se encostada nem eu gostar tanto… Sentia a respiração dela quase coordenada com a minha, como uma carícia com o braço. De vez em quando entrávamos numa estação, eu tirava os óculos de sol e olhava discretamente para os pés dela e depois para as pernas e subia para os olhos. De uma das vezes tenho a certeza que ela olhou para mim ao mesmo tempo. Adorei a sensação de mais ninguém saber o que se passava entre nós dois. Quase a chegar ao Porto as nossas pernas tocaram e mais uma vez aquilo soube bem e ela não fugiu. Nem eu…

Quando estava para sair, toquei inadvertidamente na perna dela de raspão e foi demais. Saí em Campanhã e ela ficou. Esperei que toda a gente saísse à minha frente e ela só olhou uma vez para mim, mas esse olhar deixou-me a tremer. Ainda estou a tremer.” –  Típica reacção masculina nas interacções diárias com fêmeas  

Quase nada pode ser um maior indicador de beta do que:

1) revelar publicamente que não conseguem ultrapassar inseguranças;

2) não conseguir cumprir  requisitos mínimos de masculinidade como iniciar uma conversa com alguém do sexo oposto;

3) revelar uma extraordinária mentalidade de escassez quando admitem que basta um momento de troca de olhares com uma estranha para acabaram perdidamente  apaixonados.

Seguindo a linha de temas da manosphere levantados nos últimos dias pelo Patriarca e pelo Merlin: a importância de manter a frame, hipergamia, o valor reprodutivo (R) e providencial (P), apresento-vos 5 factos essenciais sobre Daygame:

1  O que é o daygame?

 O daygame é de entre as fonte de mulheres (nightgame, online game, circulo social) a mais abundante a que qualquer homem tem acesso. Na prática estão incluídos todos os locais onde durante o dia se podem conhecer mulheres, tais como: os transportes, cafés, bibliotecas, a rua, supermercado etc…

 2 Directo vs Indirecto:

A eterna discussão da abordagem. Revelar imediatamente as intenções, ou começar a conversa com uma pergunta inócua de direções “sabes onde fica o Starbucks?”. Ambos os métodos têm as suas valências. O primeiro demonstra uma certa coragem, no entanto o efeito de abrir o jogo logo de início leva, muitas vezes, a que hajam bastantes rejeições no primeiro minuto. O que não é necessariamente mau. Evita algumas perdas de tempo, filtrando muitas raparigas que à partida por terem namorado, entre outras razões não estariam disponíveis.

  • Directo / London Daygame Model

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O popular Yad Stop é de longe o método de abordagem mais apreciado pelos daygamers. Consiste em deixar uma rapariga na rua passar por nós, para depois se voltar atrás e aborda-la.

“Olá, posso-te dizer uma coisa muito rápido” attention snap

“vinha a descer a rua quando passei por ti e tive de voltar atrás” prehistory

“tinhas um ar giro/interessante/misterioso” observational statement

O ponto forte desta abertura é ser relativamente automática e servir para todas as mulheres (numa situação de nervosismo, não ter de inventar a roda sempre que vamos meter conversa ajuda a evitar casos de bloqueio).

A transição para uma conversa corrente passa por fazer imediatamente um assumption stacking, que se baseia em transformar perguntas em suposições.

Trocar perguntas como: de onde és? O que fazes na vida? Quais são os teus hobbys/personalidade?

Por suposições como: “tu pareces/tens ar de ser/aposto que és do porto/ estudante de artes/ uma pessoa aventureira”.

Procura no sotaque, fisionomia, roupa/acessórios de moda, tatuagens/piercings, maneira de andar, ideias para que juntamente com estereótipos e cultura geral possas desenvolver a conversa.

Não se preocupem com os casos em que a suposição passa completamente ao lado e não tem nada a ver com ela. As respostas prováveis vão ser algo do género: “não, porque achas que sou assim?”; “por acaso sou, como é que adivinhaste?” e um terceiro caso, uma resposta seca/tímida, sim, não, ou mesmo não resposta. Nos dois primeiros a interacção já encaminhou para uma conversa, no último é preciso voltar a insistir com mais suposições até se atingir um “hook point”.

  • Indirecto / Daybang

Como alternativa, Roosh V, apelidado de  “o violador mais famoso do mundo”  pelos média mainstream, além de nós trazer manuais de sedução aplicados a cada país do mundo, tem na sua obra Daybang um refinado conjunto de estratégias indiretas que são bem aplicadas em ambientes/lugares fechados de “maior pressão”.

Starbucks/Metro/biblioteca: 1) pergunta sobre se o lugar está livre 2) se o livro que estão a ler é interessante 3) qual é a marca do computador e se funciona bem 4) Onde fica a paragem x

Prós:  É uma abordagem com relativamente pouca pressão e as mulheres estão programadas socialmente para responder de forma simpática a este tipo de questões.

Contra: Necessidade de algum “rambling” que nem sempre é fácil. Fazer a ligação entre frases de modo a levar a conversa para o lado pessoal e introduzir “baits” de forma a facilitar que a rapariga faça perguntas.

3) Venues/ Locais

O daygame funciona melhor em cidades grandes, onde o número de mulheres disponíveis para abordar é superior e ser-se rejeitado por uma não tem qualquer impacto a nível social.

  • Lisboa: Centros comerciais como o Colombo, Vasco da gama e Baixa 

A Baixa lisboeta, especialmente a rua Augusta, é a zona mais frequentada por PUAs. A principal razão é estar cheia de turistas e Erasmus. Elas, devido ao efeito “férias”, estão mais abertas a serem abordadas e permitem que os resultados sejam mais rápidos do que com portuguesas. Em contrapartida, nos centros comercias a concorrência é bastante mais baixa, mas a pressão  nas abordagens é relativamente maior.

  • Porto: Rua de Santa Catarina/Avenida dos Aliados

Sempre que fui ao Porto encontrei uma mistura de locais e estrangeiras nestas zonas, mas em geral um menor número de mulheres (principalmente turistas) do que na baixa lisboeta. Igualmente não se encontram tantos PUAs.

4 Daygamers em Portugal:

Em lisboa, temos os Los Bitchatchos que lançaram um grupo de youtube onde fazem “experiências sociais”. Tudo vale para nós mostrarem que praticamente qualquer coisa serve para iniciar uma conversa com uma rapariga atraente na rua.

No Porto, tivemos o exemplo do Eddie da Street Attraction a fazer coaching de Daygame pelo Centro e a analisar o nosso mercado.

5 Até onde podem chegar

O melhor Daygamer português da atualidade, Vlad Teach, é creditado por fazer mais de 100 FC/ano (Fuck close).

Muito embora, numa perspectiva realista, os resultados deste coach de sedução dificilmente sejam replicáveis. Trata-se de alguém que pratica já há bastantes anos daygame e a um ritmo quase profissional.

Para a maioria que não dispõe das horas necessárias para jogar a esse nível, o daygame vai permitir abordar a rapariga do metro, do comboio, do café e mesmo a rapariga que passou por nós na rua, sem a menor ansiedade e com um padrão de comportamentos estruturados para maximizar a probabilidade de sucesso.

 

Discriminação

Uma amiga conseguiu um arranjinho para que a Pastelaria Benard no Chiado lhe fornecesse gratuitamente os bolos sobrantes do dia para um evento. Combinaram à hora de fecho, ela foi primeiro, eu fui estacionar o carro. Cheguei á entrada, vi-a no balcão e aprontei-me a juntar-me até porque precisava dum WC. Rapidamente fui interpelado.
– Oh amigo estamos fechados – Diz o empregado A.
– O que é que você quer daqui, não viu que estamos fechados? – Diz o empregado B
– Peço desculpa, posso por favor utilizar o WC? – Questionei
– Não pode nada que já fechámos! – Responde com brusquidão e do balcão um empregado C  que parecia ser mais velho e talvez hierarquicamente superior.
Um empregado D toca-me nas costas “- Sorry, what is it that you need?” questionou. Respondi em Português recebendo um – “Tivesse vindo mais cedo”. A minha amiga continuava fitando-me com olhar de pena enquanto recebia pastelaria à borla.
– Vá à Brasileia – recomenda o empregado mais velho e um “Deixe-me passar” proveniente dum quinto elemento carregado com mesas, coloca-me definitivamente fora da soleira. Aborrecido, segui o conselho do último e dirigi-me ao café vizinho.


Ao regressar, tive uma surpresa

– Então meu amigo! Não me avisou que vinha com aquela menina – diz o empregado A. O empregado B estende-me a mão.
– Como está, tudo bem? Nós não sabíamos que estava com a menina, peço imensa desculpa.
– Ainda quer ir à casa de banho? Coma qualquer coisa – Oferece o empregado mais velho
– Pedimos imensa desculpa, mas nós não podemos aceitar clientes depois da hora de fecho. Mas se soubéssemos que estava com a menina tinhamo-lo deixado ir e até podia ir à borla que geralmente cobramos um euro – Informa-me o empregado D. Esse, e o cavalheiro que antes carregara as cadeiras, pegam nas duas grandes caixas de ofertas outorgadas à minha jovem amiga (que não levava nenhuma) e carregaram-nas até ao meu carro.

Ainda existe muita discriminação em Portugal

Como conhecer a rapariga da turma do lado? [Post Convidado]

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Às vezes encontram-se pérolas em locais inesperados. O Patriarca navegava pelo reddit Portugal quando se depara com o seguinte post:

[Sério] Como conhecer uma rapariga

Este é um tema que aflige muitos homens desde tenra idade. Numa sociedade cada vez mais fragmentada, em que o contacto pessoal é substituído muitas vezes por apps e se transforma em crime de ódio algo tão inofensivo como meter conversa com uma mulher na rua, o que fazer quando o objecto do nosso desejo está fora dos nossos círculos habituais? Ou tão perto e tão longe como a rapariga sobre quem incide esta questão? É importante ensinar aos rapazes desde tenra idade que encontrar companhia feminina não é nenhum bicho de sete cabeças, para que não cresçam com arrependimentos e com a ideia de que terão de se contentar com quaisquer migalhas de atenção ministradas por uma bruxa obesa de cabelos cor-de-rosa. Era, afinal, um dos objectivos centrais à criação deste blog.

A pergunta do jovem:

Vou tentar ser o mais objetivo e claro possível, respostas sérias por favor. Resumidamente, sou aluno do secundário (17 anos, caso interesse) e sou um pouco acima do peso, mesmo só um pouco, nunca tive uma namorada, logo vir pedir ajuda aos portugueses mais vividos. Tem uma rapariga que a turma dela basicamente tem quase todas as aulas ao lado da minha sala que parece que desde o início deste anos me olha (pelo menos parece) a rapariga pelo que já vi está maior parte das vezes sozinha ou com outra amiga, e quando está sozinha 80% das vezes está sempre a falar ao telemóvel. Posto isto, a minha pergunta é como a devo abordar? (de forma correta, claro)

Muito obrigado a todos que dependerem de algum tempo para me ajudar.

O Patriarca abre o link, esperando a tradicional enxurrada de tretas como “sê tu próprio” ou “oferece-lhe flores” e com intenção de dar um conselho sério que certamente seria bombardeado pelos manginas que frequentemente por ali pululam. Qual não é o seu espanto quando logo no topo se depara com um longo texto aconselhando o rapaz, extremamente bem organizado, tocando todos os pontos importantes, claramente feito por alguém com experiência nas artes venusianas.

Ainda para mais, com um estilo altamente digerível, quer para uma audiência obcecada com o politicamente correcto, quer para o jovem e inexperiente mancebo. Com pena de ver tão cuidada e bem elaborada lista afundar-se no escuro abismo do Reddit, O Patriarca contactou o autor, BroaxXx, que se mostrou receptivo à ideia de publicá-la n’A Távola Redonda.

Pouco restava a acrescentar excepto uns leves reparos que se encontram a negrito.


  1. Caso não tenhas feito faz um bocadinho de lurking e tenta descobrir alguma coisa sobre ela para (a) perceberem se são minimamente compatíveis e (b) aprenderes alguma coisa sobre ela (mais sobre isto à frente), passa para o próximo ponto;
  2. Vai à beira dela quando estiver sozinha ou com uma amiga (não em grupo… Tens que ser tipo chacal), passa para o próximo ponto;
  3. Diz “Olá”, passa para o próximo ponto; [ED. Toca-lhe. Nada de invasivo, apenas um leve toque no braço ou nas costas, com a palma da mão, dependendo de como a abordares. Como poderias fazer a um amigo.]
  4. Se ela te responder com qualquer coisa que não seja “quem é que tu és e o que é que tu queres!? Baza antes que eu chame a polícia!” estás no bom caminho, passa para o próximo ponto;
  5. Responde: “Desculpa, não tenho jeito para estas coisas por isso vou direto ao assunto… Queres ir tomar café?”, passa para o próximo ponto; [ED. Não perguntes se ela quer ir tomar café. Declara simplesmente que gostavas de ir tomar um café com ela. É quase a mesma coisa, estás na mesma a aguardar o consentimento dela, mas demonstra mais assertividade e confiança. E não peças desculpa, não estás a fazer nada de mal.]
  6. Se ela corar ou ficar meio envergonhada está feito, parabéns! Passa para o ponto 11, caso contrário passa para o próximo ponto;
  7. Se ela ficar a olhar sem dizer imediatamente nada acrescenta um “porquê”, do género… “tenho um amigo meu que está atrasado e já que quero matar tempo ao menos faço-o em boa companhia.. :)”. Passa para o ponto 11, caso contrário passa para o próximo ponto;
  8. Se ela disser que gostava mas que agora não pode diz “na boa, dá-me o teu número que depois combinamos” passa para o ponto 12, caso contrário passa para o próximo ponto;
  9. Se ela disser que não ou que tem namorado/namorada (estamos no séc xxi, afinal de contas), passa para o ponto 16; [ED. (Dark Side, não necessariamente recomendado mas é bom perceber que a opção está sempre na mesa) – se ela tiver namorado não precisas obrigatoriamente de passar ao ponto 16. Principalmente nas vossas idades, os namoros são tendencialmente passageiros. Se ela te disser que tem namorado, mas parecer intrigada/interessada, podes na mesma ficar com o número dela e ir tomar um café com ela. Quanto mais não seja porque ela há de ter amigas, mais conhecimentos nunca fazem mal. Não caias é na armadilha de te fazeres “amiguinho”. Demonstra as tuas intenções e se ela não estiver receptiva, não faz mal. Passas aí sim ao ponto 16, e um dia mais tarde quando ela estiver à solta já tens o contacto dela.]
  10. Como a deixaste sem palavras aproveita um instante para recuperar fôlego. Depois remata “tem um sítio mesmo fixe aqui à beira que tem um [produto de restauração mesmo bem preparado a preços competitivos], vamos?” (se ela estiver com uma amiga ela que venha também, menos pressão e mais à vontade para todos. Pontos extra que se te deres bem com a amiga, se ela gostar de ti pode-te ajudar nos bastidores) passa para o ponto 13;
  11. Não te ponhas com tretas à filme tipo “espera 48h”. Quando te apetecer (tipo ao final do dia ou no dia seguinte ou o caraças) manda uma mensagem a dizer algo tipo “boas, já foste ao [sítio da moda que serve produtos alimentares bem preparados a preços acessíveis]? Desde que abriu há [relativamente pouco tempo] que estou para ir ver aquilo. Que dizes?”, passa para o próximo ponto;
  12. Se ela se mostrar interessada marca uma data e hora. Vai vestido normal e relaxado, fala com ela como se fosse um amigo qualquer. Se os teus amigos gostam de ti é porque és fixe como és por isso não tens que te por com merdas tipo vergonhas ou o caralho. “Don’t be yourself, be your best self!”, passa para o ponto 17, caso não se mostre interessada passa para o próximo ponto;
  13. Se ela não se mostrar interessada no sítio pergunta se ela tem ideias. Se ela sugerir uma cena fixe marca uma data e hora. Vai vestido normal e relaxado, fala com ela como se fosse um amigo qualquer. Se os teus amigos gostam de ti é porque és fixe como és por isso não tens que te por com merdas tipo vergonhas ou o caralho. “Don’t be yourself, be your best self!”, passa para o ponto 17, caso contrário passa para o próximo ponto;
  14. Se ela recomendar um sítio de merda marca uma data e hora. Vai vestido normal e relaxado, fala com ela como se fosse um amigo qualquer. Se os teus amigos gostam de ti é porque és fixe como és por isso não tens que te por com merdas tipo vergonhas ou o caralho. “Don’t be yourself, be your best self!”. Se ela não tiver ideias passa para o ponto 10, caso contrário passa para o ponto 17, se passares por este ponto mais de duas vezes ela é uma chata do caralho, passa para o ponto 16;
  15. Se ela não te responder à mensagem passa para o próximo ponto;
  16. caga… Foi uma boa tentativa. Instala o Tinder;
  17. Parabéns, conheceste uma rapariga (ou até talvez duas conforme a aventura te tenha corrido)! Lembra-te de estar descontraído e relaxado. Afasta qualquer pensamento amoroso mas demonstra interesse óbvio caso o tenhas. Ou seja, não sejas agarradinho tipo “qual é a cor do pastor alemão que tu vais querer adotar quando tivermos a nossa primeira casa?” mas não sejas “o amigo”. Se tiveres intenções que transcendam a amizade sê frontal e honesto logo desde o primeiro momento (mas também, por amor de deus, não te “declares”). A levar a tampa leva no início que é menos doloroso. Lembra-te de usar a informação que recolheste no ponto 1 para teres tema de conversa! De resto sê descontraído, confiante, amável e aberto. Faz perguntas e tem interesse (não finjas) no que ela diz (se tiveres que fingir interesse é porque ela não é para ti). [ED. Melhor maneira de demonstrar interesse? Toca-lhe. Começa por em momentos em que faça sentido na conversa por tocar-lhe nas mãos, por exemplo para comentar um anel que ela tenha. Ou no braço outra vez para lhe chamar a atenção para qualquer coisa que lhe queiras mostrar. Ou na metade inferior das costas quando a deixas passar por uma porta. Se a sentires confortável com esse contacto físico a coisa está a avançar bem e demonstras-lhe que aquilo não vai ser platónico. Se ela te começar a tocar bastante, é permissão implícita para ser mais atrevido – e se ela se mostrar desconfortável páras e ficas-te pelo que ela aceitou por agora.]

Boa sorte!

Aviso legal: Tenho 31 anos e não sei os detalhes intrínsecos à tua geração. Palavras e expressões têm que ser ajustados ao vernáculo da atualidade. Eu não aceito responsabilidades por consequências que advém dos teus atos e objetivo desta aventura é meramente recreativo. Em caso de dúvida ou persistência dos sintomas pergunta ao teu médico se Tinder se adequa a ti.

Governo das Esquerdas promove a Escola da Direita

O projecto de analfabetização nacional e desqualificação da mão-de-obra Portuguesa congeminado por Tiago Brandão Rodrigues e congéneres tem o propósito abjecto de desabilitar profissionalmente uma geração de Portugueses. Mas apenas pobres.

Um amigo jornalista considerava que o ministério mais ideológico de um governo era o Educação. Reflecte o presente, projecta o futuro. A tutela de Maria de Lurdes Rodrigues, por exemplo, é exemplificativa da época profundamente despesista e irresponsável em que se enquadrou, cumprindo a premissa Marxista de que a qualidade de vida era materialmente quantificável – O governo injectou dinheiro em tudo quanto mexia e o país faliu. E, embora luxuosamente equipado, o ensino faliu com ele: os estudantes liceais usufruíram de facilidades ímpar, as boas notas nos exames foram oferecidas, as escolas perderam diferenciação, os alunos competentes (e as suas competências) foram desvalorizadas perdendo peso no mercado de trabalho, na penetração no ensino superior. O governo atiçou o poderoso sindicato dos Professores quem se mobilizou contra a aferição docente pondo a cobro o seu objectivo de beneficiar a clique em prejuízo da instrução. Hoje, o lobby cogoverna o 107 da 5 de Outubro.

Veio Crato, o 26º ministro desde o 25 de Abril, cheio de promessas de mudança. E resistências. Os jargões acusam “só desinveste no ensino quem não aposta no futuro”. Mas até o desinvestimento é uma opção política, válida como as outras. Mais importante do que outorgar edifícios sumptuosos (e destruir os traços clássicos dos antigos e belíssimos liceus porque a fúria marxista exige permanente revolução), urgia corrigir ineficiências curriculares, otimizando os conteúdos rigorosamente. Crato fez essa promessa, de multiplicar os momentos de avaliação, de acabar com o ensino artístico, de focar a escola no seu exclusivo propósito tutor. O governo vigente pretende reverter tudo.

A escola enquanto justificação salarial dos sindicados pela FENPROF, a escola “aberta ao mundo e à vida” do Bloco de Esquerda, em nada se coaduna com a escola do Nuno Crato. As primeiras são intrinsecamente piores e por isso repudiáveis. Mas para satisfazer as necessidades coligativas ou para cumprir o projecto educativo de Adão e Silva et al dos quais Brandão Rodrigues não passa de um mero lacaio, a escola pública perde a unicidade de transmissão de conhecimentos às classes desfavorecidas e torna-se num laboratório de experiências Marxistas patrocinado pelo departamento de sociologia da Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. Fará tudo menos ensinar.
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Nos próximos anos os alunos pouco aprenderão sobre a língua mãe (canibalizada pelo acordo ortográfico) e muito menos sobre a ciência ou a matemática. Pelo contrário, terão “aulas” sobre factos sociológicos, sobre participação cívica e sessões de doutrinação política. Também aprenderão sobre o feminismo, a história do feminismo, o contributo do feminismo, os benefícios do feminismo, as novas fronteiras do feminismo… Cinco títulos de cadeiras que tanto prepararão os nossos jovens para o sucesso profissional. Virão as culpas pós-colonialistas e o valor de movimentos como o Black Lives Matter, a discriminação: simples, múltipla e por associação. Virão aulas teológicas sobre o papel do Islão no mundo actual. Virão aulas historiográficas sobre Mao, Trotsky, Hoxha, Sandino. Virão colóquios sobre a violência doméstica, o assédio, as agressões, as micro-agressões, o micro-assédio, a necessidade de safe spaces e demais importações tresloucadas que a América Obamista produziu.

Virão debates intensivos sobre opções sexuais, opções de transformação sexual, transgenderismo, fluidez de género, fluidez do sexo, iniciação ao estudo do sexo, à valência do sexo, à importância do sexo, sexo sexo e mais sexo e qualquer palavra de decoro resultará em excomunhão e expulsão já que “A Abstinência pode matar”. Se, nas palavras do Prof. José Martinho Simões, “Ciência significa previsão” posso não ser tão preciso como os supracitados sociólogos mas prevejo que os alunos, habituados à sexologia nos intervalos e hoje muito mais púdicos do que no passado, desdenharão profundamente as apetências ministeriais.

As Capazes mais a Raquel Varela substituirão os manuais escolares e, remuneradas condignamente, farão muitos jantares no 100 maneiras. As raparigas de 11 anos estarão aptas a responder a provas detalhando o aborto enquanto os colegas adquirirão “consciência e domínio do corpo” leccionados pelo Professor Paulo Pedroso, instrução que ministra no Colégio Pina Manique há décadas.

À semelhança destes seus antigos alunos, as únicas vítimas desse aborto, serão as crianças pobres. Todos aqueles que puderem pagar colocarão a prole nas escolas privadas onde, entre os pingos da fiscalização, os filhos dos ricos continuarão a ser preparados para o mundo real. Mais, o decaimento da escola pública garantirá a ausência de concorrência nos universos que estes tarados não tutelam, quer no mercado de trabalho, quer nas candidaturas ao ensino superior. Faculdades de Ciência, Medicina, Engenharia e Economia nas Universidades prestigiadas voltarão a ser propriedade dos filhos dos ricos, um regresso aos dias académicos de Eduardo Ferro Rodrigues.

Em resposta a uma questão sobre se se declarava como “supremacista branco” Milo Yannopoulos assumiu que os Estados Unidos apresentavam uma sociedade desigual, injusta para os estadounidenses pretos. Mas que a solução para resolver as vigentes desigualdades, ao invés do BLM, era criar uma alternativa onde os miúdos espertos, estudiosos, dedicados e trabalhadores pudessem chegar a Harvard em igualdade de circunstâncias. Para tal era necessário construir uma escola inclusora, igualitária e, claro, com meios, mas também que fosse uma escola qual nivelasse por cima, estrita, rigorosa e muito exigente. Todo o desvio beneficia aqueles que podem pagar explicações, formações paralelas, entrada em IES privadas ou para quem o mundo do trabalho será sempre um corpo estranho pois herdaram empresas, acções, créditos, propriedades e poderão viver de rendas toda a vida. Pelo contrário, a bipartição entre uma escola privada gerida com seriedade e primazia, e uma escola pública abandalhada, desprovida de matérias e com orientação ideológica, vai sempre prejudicar quem se resigna ao público por falta de meios. A escola boa é a escola exigente. A escola exigente é a escola de Esquerda.

No fim da conferência, Milo Yannopoulos foi chamado de racista.
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Promovemos um país que beneficia os filhos da elite e castra os filhos da plebe. Chamamos-lhe igualitário?