Escola de Etiqueta

O Patriarca tem constatado, nos últimos anos, que aquilo de que as feministas se queixam são geralmente coisas que seria importante preservar ou até mesmo estimular activamente o seu crescimento.

Assim, a apaixonada indignação com que a Paula Cosme Pinto analisou uma “Escola de Princesas” no Brasil (http://expresso.sapo.pt/blogues/bloguet_lifestyle/Avidadesaltosaltos/2016-10-17-As-aulas-de-etiqueta-para-meninas-sao-ridiculas) criou-lhe a necessidade de reflectir sobre um assunto que de outra maneira nunca lhe ocorreria.

Regra geral, nas sociedades ocidentais, as meninas são criadas sob o pressuposto de que são especiais pelo simples facto de terem nascido com uma vagina, e que o mundo se encarregará de lhes proporcionar aquilo que almejam e merecem, nomeadamente o homem dos seus sonhos e uma família feliz, pelo simples facto de existirem.

Este ponto de vista não está absolutamente errado. Qualquer pessoa com conhecimentos básicos de biologia percebe que a fêmea é mais valiosa que o macho em termos reprodutivos, e como tal é muito difícil que uma mulher, por pouco atraente que seja, não consiga arranjar um homem que a queira.

O problema, que ninguém explica a estas meninas, é que existe uma diferença abissal entre “um homem” e “um homem desejável”. Todas as mulheres desejam um homem bem acima da média, mas umas simples contas de aritmética permitem concluir que menos de metade terá acesso a um.

Infelizmente para as mulheres, 90% da sua atractividade para o sexo oposto vem do físico, sobre o qual têm pouco controlo para além da simples regra “não sejas uma porca gorda” (que mesmo assim escapa a uma quantidade alarmante de moças).

Felizmente para as pretendentes a esposas de um homem de valor, quando o assunto é estabelecer uma relação estável com o intuito de criar família, a atracção física, embora se mantenha um critério importante, cede algum território a outras considerações como a agradabilidade do espécimen e a sua propensão para tarefas relacionadas com as lides caseiras e a criação da prole. É neste espaço que as mulheres podem ganhar o jogo, e que mais podem beneficiar as que foram menos favorecidas pela beleza.

“O problema é as mulheres trabalharem”, diz Paula. E acertou na mouche, mas não pelas razões que julga. Atenção, O Patriarca não é de modo algum contra a igualdade de direitos das mulheres, nomeadamente no acesso ao mercado de trabalho. É, sim, contra a mentira vendida a jovens inocentes de que o sucesso na carreira é o que lhes vai trazer felicidade.

O que realmente traz realização pessoal à esmagadora maioria das mulheres é cuidar da sua família, com um homem de valor e filhos (atenção ao plural) integrados e bem sucedidos. Ora uma carreira de sucesso não só não ajuda absolutamente nada no objectivo de conseguir um homem que verdadeiramente deseja (por razões demasiado longas para expôr aqui e que justificarão por si só um artigo futuro), como prejudica activamente o objectivo de cuidar da família.

Não, as aulas de etiqueta para meninas não são ridículas. Dado estarmos a falar de uma iniciativa privada, em que os pais das crianças, de sua livre vontade, pagam para as terem lá, são sim a resposta a uma clara necessidade de mercado. Pais que acham que a sociedade abriu guerra à feminilidade e que se deixarem as suas filhas entregues exclusivamente aos sistemas públicos, acabarão como mulheres que têm medo ou vergonha de ser “belas, recatadas e do lar” ainda que o desejem.

A aberração de querer meter meninos numa “Escola de Princesas” (repito, de iniciativa privada) foge também ao âmbito deste artigo.

Sim, muitas meninas sonham ser princesas, arriscaria mesmo a grande maioria. Mas nem todas podem ter o príncipe que querem, especialmente se forem ensindadas a entrar em relações com uma atitude de competitividade. Os príncipes não aparecem num cavalo branco para resgatar mulheres que acham uma desonra fritar um bife. Têm de ser cativados, até porque têm bastante saída.

Talvez um dia O Patriarca considere investir num negócio semelhante, que proporcione às jovens portuguesas um refúgio do feminismo galopante que começa a infectar o país, desde as mais altas esferas do governo, e lhes permita desenvolver características propícias à felicidade que lhes querem sabotar.

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