O Respeito não existe

O respeito não existe. Não como o apresentamos. Talvez em relações – amorosas, de amizade ou familiares – que existam há anos, onde o outro chateado já nao incomoda o nosso sossego, talvez ai ele exista. De resto, aquilo que ordinariamente apelidamos de respeito, na verdade é só medo.

Nós somos seres humanos e a nossa natureza diz-nos que, enquanto indivíduos, somos prioridade. O respeito, no seu sentido mais puro, é um acto egocêntrico, o que significa que assumi-lo é ir contra a nossa natureza. No entanto, demonstramos aquilo que se aparenta com respeito todos os dias. Porquê?

A nossa linhagem enquanto seres vivos criou no nosso cérebro um padrão de sobrevivência baseado em emocoes, o que faz com que as nossas decisões sejam tomadas através das emoções que sentimos.

Explicados este dois pontos, podemos concluir que se agimos tanta vez contra a nossa natureza é porque temos outra regra a dirigir as decisões: as emoções, neste caso o medo. O medo de ao tomar qualquer outra decisão, causarmos incómodo na outra pessoa e por consequência, perdê-la. No fundo, respeitar alguem significa saber o valor que o outro tem e ter medo de perder essa pessoa.

É por esse motivo que o respeito tem de ser ganho, porque não é verdadeiramente um gesto altruísta, é um gesto de medo. Por isso é tão importante marcares desde cedo os teus limites e te chateies com quem os pisa, para saberem que ha uma recompensa negativa em voltar a pisá-los. Porque sem o medo não há respeito.

P.S.: quando dizem “não é medo, é respeito” é medo.

Porque é que todo o homem deve ter um espanca-mulher

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Nota prévia: O Patriarca opõe-se a todo o tipo de violência doméstica*. Dada a aversão das redes sociais a blogs anónimos, um título mais escandaloso pode ajudar a promover-nos. A tradução literal de wifebeater, um nome dado às t-shirts de alças, é feita com esse objectivo. Explicado o clickbait, vamos ao artigo.

Ah, as camisas de manga cava. Ou regatas, como O Patriarca aprendeu ao estudar este tema. Ainda dizem que os blogs não dão cultura. Vindo de um meio em que este tipo de vestuário é desdenhado por ser praticamente sinónimo de guna, a Red Pill e o ferro têm vindo a fazer O Patriarca ganhar-lhe algum respeito e apreço.

Para além dos óbvios benefícios em termos de leveza e conforto, principalmente em dias de calor ou ao realizar actividade física, os espanca-mulheres têm algumas vantagens menos evidentes numa sociedade envolta num manto de fumo que tenta ocultar as realidades animalescas da natureza humana, principalmente a nível sexual.

Nas últimas décadas conseguiu-se que a exibição do corpo passasse praticamente a ser exclusividade das mulheres. Habituados a esconder a sua estrutura anémica debaixo de roupas pouco reveladoras, demasiados homens compraram a mentira de que elas acham a inteligência mais sexy do que os músculos. E que ser musculado é ser parolo. Por mais que a crescente legião de nerds gostasse que isso fosse verdade, não se mudam largos milénios de evolução em meia dúzia de anos.

Executivos

Numa época em que se exalta a androginia, frequentemente sob a forma de mariconços alimentados a soja e power bitches cheias de chumaços, uma peça de roupa que realça a polaridade sexual é uma lufada de ar fresco.

wifebeater casal

Por outro lado, o próprio nome pode dar à tua mulher algumas imagens mentais naturalmente conducentes ao humedecimento do berbigão. Se ela não conhecer o termo, podes explicar-lhe.

palmadas
Com exemplo prático.

Por fim, a manga cava expõe o teu corpo não só aos os outros, mas a ti mesmo. Se ainda não aderiste ao ferro, ver os teus bracinhos enfezados pode ser a motivação de que precisavas. Se já aderiste, facilita a admiração dos frutos do teu trabalho.

Se não tens um espanca-mulher, devias comprar um ainda hoje.


*Não consensual.

Provocação Constante #7 – Champô seco

Provocação Constante é uma série em que O Patriarca partilha algumas das pequenas provocações que vai fazendo à sua noiva. Estudiosos de Game e Red Pill sabem que o teasing (provocação) é essencial tanto para o jogo do engate como para a manutenção da tensão sexual dentro de uma relação. Os betas pensam erradamente que arreliar as miúdas lhes pode trazer problemas, quando é precisamente o contrário. Esta série pretende dar exemplos práticos disso mesmo. Always Be Teasing!

Ela chama-lhe “champô seco”. O Patriarca chama-lhe “pó de porca”.


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Game Reconhecido: Paulo Fernandes da M80

Um dia destes O Patriarca ouvia na M80 a diarreia mental de uma tipa qualquer sobre como o Facebook era atroz por ir buscar memórias de há não sei quantos anos, como saíam coisas embaraçosas, etc e tal. Parecia ser uma rotina qualquer de stand-up, versão hamster.

Seja como for, quando terminou, a locutora juntou-se à festa a concordar que o Facebook só sacava coisas embaraçosas.

Terminado o cacarejar, o locutor diz:

Então mas se não fossem esse lembretes como é que eu sabia que eu e tu já namorávamos há 2 anos?

Manobra Beta a guardar a parceira? Nada disso. A resposta dela, entre as gargalhadas gerais:

Felizmente dou-me bem com a tua mulher senão isto ainda dava sarilho!

A gaja já bateu na parede, mas neste caso mais do que a qualidade da recipiente interessa a demonstração de capacidade por parte dele, de improvisar ao vivo um flirt inocente e com alta “negabilidade plausível”.

É assim que se faz Dread Game.

lara-afonso
Não é por acaso que tem uma mulher boa.

 

Sobre objectificação, escrito por um homem

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Acabei de ler um artigo que me deixou revoltado. Fala sobre a evolução das normas da sociedade e das medidas que se tiveram de tomar em conformidade com essas mesmas na F1, retirando de cena as mulheres que entregavam a taça ao vencedor.

O que os homens às vezes parecem esquecer é que não é fácil ser mulher. Não é fácil estar num bar e no caminho entre a casa de banho e os amigos ser abordada dez vezes por uma diversidade de homens que vai desde a besta até ao principe encantado dos contos de fadas. Não é fácil ser chamada de puta por terminar cada fim de semana com um homem diferente. E definitivamente não é fácil não serem vistas com respeito e capazes de liderar uma equipa.

O que as mulheres ignoram é que também não é fácil para os homens terem de andar meses atrás de mulheres até conseguirem provar-lhes que merecem um relacionamento com elas porque antes dela acabavam todos os fins de semana com uma mulher diferente. E quantas mulheres já se roçaram em mim e nos meus amigos, já trocaram olhares comigo, escreveram o numero de telemóvel em baton num papelinho?

E em relação aos cargos de chefia, também nem todos os homens lá chegam. São poucos os que assumem esse cargo, porque só os que têm capacidade de liderança podem ocupar um cargo de liderança. Algumas mulheres chegam lá, mas têm de ter uma luta muito maior, porque é dificil compatibilizar uma imagem social e também biológica do que é a mulher com uma imagem forte e de liderança característica de um líder. Em regra, os homens mostram mais estas características que as mulheres. Mas nem todos as mostram e por isso não é qualquer um que assume tais cargos.

Esta é uma das razões pelas quais me enervo com estas ideias morais que vão surgindo no dia-a-dia que representam lutas pequenas, insignificantes e pura e simplesmente estúpidas. Lutar contra a objectificação das mulheres. As lutas sob esta desculpa têm uma tendência a serem mesquinhas e egoístas, claramente vindo de um ponto de raiva interno da pessoa que faz o protesto. Se analisarmos os anos de história, uma das grandes motivações para sequer termos um sonho é a validação, ainda mais a validação do sexo oposto. É normal que um corredor de fórmula 1 sonhe desde miúdo atingir o primeiro lugar do pódio e ver chegar duas belas mulheres para lhe entregarem a taça, uma coroa de flores e uma garrafa de champagne para despejar sobre todos aqueles que comemoram consigo a vitória, por todos os estímulos que são oferecidos naquele momento. Porque é que haveremos de lhe tirar um dos estímulos? Não é uma tradição que magoe ninguém, porque ao contrário do que muitas vezes acontece na prostituição, estes trabalhos que se baseiam em dar a cara – não dar o corpo, que essa é uma expressão utilizada mais na outra área laboral referida nesta frase – não obrigam as mulheres a participarem: é contratada uma empresa que lança a proposta às suas funcionárias que trabalham a prestações de serviços – ou assim deveria ser, aposto que muitas pagam por baixo da mesa – e as eleitas são escolhidas daquelas que mostraram interesse. Portanto estas sabem sempre ao que vão antes de sequer concorrerem. Inclusive as empresas mostram uniformes que normalmente são selecionados para esse determinado tipo de evento. Portanto, se elas estão a objectificar-se a si mesmas, é inteiramente um problema delas. Se as feministas se quiserem revoltar contra a objectificação das mulheres, então aí levanta-se uma questão muito maior: onde é que elas estão quando passa na televisão o anúncio do perfume Invictus e o do gajo a barrar manteiga flora no pão? Em ambos os dois estão em tronco nú e não vejo ninguém revoltar-se contra isso.

Porque a objectificação não é das mulheres: é da espécie humana. Nós estamos cada vez mais confortáveis com o sexo e a prova disso é que já o usamos para vender, já o usamos e abusamos dele na arte, já o usamos para fechar negócios. São factos: a música tanto cantada por homens como por mulheres está cada vez mais carregada de teor sexual, existem dezenas de fotógrafos a fotografar mulheres despidas e existem instagrams cheios de fotos de homens de cabelo comprido, ou de barba, ou dilfs (daddy i would like to fuck), a versão masculina das milfs. E centenas de negócios são fechados em casas de strip e outra centena são fechados quando a mulher decide lançar charme para o homem para que ele sonhe que tem hipóteses com ela caso o negócio se feche.

Como é que estamos a julgar a objectificação das mulheres se muitas delas tomam medidas conscientes nesse sentido e se a separamos da objectificação dos homens? Não. De onde é que vêm estes double standards? Não podemos ser preto ou branco, a maior parte da vida é vivida no cinzento.

Estes são os padrões da sociedade com que vivemos hoje: o que vende são os bebés, os gatinhos e o sexo. Quer gostes ou não, se vives em sociedade tens de te adaptar a ela, não podes alterar só as pedras que tu achas que te estão a atrapalhar a ti.

A igualdade é quando dá jeito, vol. 2

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Vai decorrer na próxima segunda-feira, 12 de Fevereiro, um evento sexista que não devia ter lugar em [Ano Actual]™. Não, não é uma reunião de violadores. É só mais um evento com Desconto Patareca: Resonate Lisbon.

Resonate
O famoso pussy pass

73% de desconto vagina, porque igualdade. Naturalmente, O Patriarca contactou os CIGanos.

Exmos. Senhores

Apesar da infrutividade da minha denúncia a esta comissão sobre o passado WebSummit, venho por este meio novamente contactar-vos para denunciar um abuso semelhante.

Conforme vem relatado nesta notícia:

https://www.dezeen.com/2018/02/06/women-offered-70-per-cent-discount-tickets-resonate-architecture-conference-event-lisbon-maat-museum-portugal/

e se pode constatar no site do evento:

https://www.resite.org/events/resonate-lisbon

Na próxima semana, mais concretamente no dia 12-02-2018, terá lugar em lisboa, no MAAT, um evento internacional destinado a arquitectos e designers, que ostensiva e intencionalmente leva a cabo uma discriminação de género a coberto de intenções de “igualdade”, oferecendo um desconto na entrada de 160€ (73% do valor) a mulheres.

Gostaria de saber qual a vossa posição relativamente a este assunto, e se as medidas a tomar serão semelhantes ao último contacto, nomeadamente o envio de um email inócuo e sem qualquer seguimento, permitindo a manutenção impune destas práticas.

Acompanhamos como sempre a situação em

atavolaredonda.com

Cumprimentos

Tal como da última vez, O Patriarca não tem qualquer expectativa de que estas queixas dêem frutos. Nem o pretende queixar-se, ou recrutar leitores para activismos masculinos. Isso são coisas de mulheres.

O objectivo destes posts é e será sempre o objectivo geral deste blog – melhorar a vida do leitor. Neste caso, abrindo-lhe os olhos, para que quando em algum momento da sua vidas se sintam tentados a dar uma abébia a uma mulher, em prejuízo próprio… Pensem duas vezes. É uma reacção com raízes no nosso natural instinto protector, amplificada pelo complexo de culpa que permantentemente se tenta inculcar nos homens. E no contexto actual, completamente desajustada. As mulheres que se façam à vida. Não é que lhes falte ajuda.